
O Instituto Euvaldo Lodi (IEL) está com 1.793 vagas de estágio abertas em diversos estados do Brasil, uma oportunidade para quem quer carimbar o passaporte rumo ao mercado de trabalho.
As vagas são destinadas a estudantes que desejam iniciar essa jornada profissional, com oportunidades em áreas como administração, arquivologia e biblioteconomia, ciências da natureza, comunicação, design gráfico, economia, gestão pública, pedagogia, serviço social e muitas outras, incluindo cursos técnicos e ensino médio.
Todas as oportunidades são remuneradas, com bolsas que variam de R$ 400 a R$ 2,5 mil, além de auxílio-transporte, apoiando cada etapa desse caminho.
O IEL acredita que atitudes positivas abrem portas e que o estágio é um dos primeiros carimbos no passaporte que transforma talento em oportunidade. Referência na conexão entre estudantes e empresas, o IEL convida você a dar o primeiro passo rumo ao futuro profissional.
*O conteúdo de vagas é dinâmico e pode passar por atualizações constantes.
Santa Catarina registrou incremento de 11,4 mil vagas de trabalho em setembro. O desempenho foi puxado pelo segmento de serviços, que contabilizou a criação de cerca de 7,6 mil postos, seguido pelo comércio, que gerou 2,3 mil empregos. A agropecuária teve saldo positivo de 639 postos. Já a indústria foi responsável por 809 novas oportunidades de trabalho em setembro.
“O desempenho do emprego industrial reflete os efeitos da desaceleração econômica, motivada pela elevada taxa de juros, e também o impacto do tarifaço dos Estados Unidos”, explica o presidente da Federação das Indústrias de SC (FIESC), Gilberto Seleme.
Refletindo o tarifaço dos Estados Unidos sobre as importações brasileiras, o setor de madeira e móveis registrou a perda de quase 1 mil postos de trabalho em setembro. Dados do Caged compilados pelo Observatório FIESC mostram que o segmento da madeira teve saldo negativo de 734 vagas e o de móveis, de 248 postos de trabalho. O setor metalmecânico e de metalurgia contabilizou a perda de 217 empregos com carteira assinada no período.
“O saldo negativo nesse segmento é reflexo também da desaceleração da produção industrial decorrente de uma política de crédito restritiva, com altas taxas de juros, que acaba inibindo ou postergando investimentos”, explica Camila Morais, economista no Observatório FIESC.
Na direção oposta, o setor de alimentos e bebidas foi o que trouxe os melhores resultados, com a geração de 705 vagas, seguido pelo têxtil, confecções, couro e calçados, com 624 empregos. Esses ramos estão sendo impactados positivamente pelo nível de consumo das famílias. A construção civil criou 449 novas oportunidades de trabalho.
Acumulado do ano
De janeiro a setembro, o estado gerou 95 mil vagas, das quais 42,5 mil vieram da indústria. O setor de serviços criou 43,8 mil postos de trabalho, o comércio contabilizou 8,4 mil e a agropecuária gerou saldo positivo de 336 oportunidades no ano até setembro.
Na comparação com o mesmo período do ano passado, a indústria gerou 16 mil vagas a menos entre janeiro e setembro. Considerando todos os setores, SC criou 35,8 mil postos de trabalho a menos.
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação


A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) está colaborando com as indústrias de Santa Catarina e oferecendo subsídios no processo de revisão do IRDR 10 pelo Tribunal de Justiça de SC. Durante reunião da Câmara de Assuntos Tributários da FIESC realizada nesta quinta-feira (30), a Federação destacou a iniciativa positiva do TJSC, que pretende rever a questão. Os desembargadores devem revisitar o Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas que trata do crédito de ICMS sobre produtos intermediários, com impactos sobre os custos das indústrias catarinenses.
“A FIESC defende a jurisprudência do STJ e que todos os tribunais devem ter o mesmo entendimento nesta questão, em prol do pacto federativo e da isonomia tributária”, esclareceu o presidente da Câmara, Thiago Fretta.
Entenda o caso:
O STJ entende que, para haver direito ao crédito de ICMS sobre produtos intermediários, basta que sejam necessários ao processo produtivo. A posição da FIESC é que todo insumo que seja aplicado e consumido na atividade fim é passível de crédito, não sendo obrigatória a incorporação desse produto intermediário ao produto final, num alinhamento com a Lei Kandir, de 1996.
Para que todos os contribuintes tenham tratamento tributário igualitário, a Federação defende que se pacifique o debate, garantindo que casos semelhantes tenham tratamento tributário semelhante.
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação
A Costa Cruzeiros dá início nesta quarta-feira, dia 29 de outubro, ao Esquenta Blue Week, campanha que antecede a tradicional semana de promoções do final de novembro. A campanha oferece até 60% de desconto na tarifa marítima em cruzeiros selecionados, com embarques na América do Sul, incluindo as travessias transatlânticas Brasil-Europa, no Caribe e no Mediterrâneo, entre novembro de 2025 e junho de 2026.
O desconto de até 60% é aplicado na tarifa marítima do 1º, 2º, 3º e 4º hóspedes reservados em cabines internas, externas e com varanda na tarifa Economy. O Esquenta Blue Week é válido para reservas feitas até o dia 23 de novembro ou limitada a 50 cabines por saída, o que ocorrer primeiro. A campanha não contempla grupos.
A primeira semana do Esquenta Blue Week oferece um ótimo custo-benefício para os minicruzeiros durante a temporada brasileira 2025/2026. A bordo dos navios Costa Diadema e Costa Favolosa, o hóspede pode embarcar em Santos para cruzeiros de 3 e 4 noites. No Costa Diadema, há opções de roteiros de 3 noites, saindo no dia 5 de dezembro de 2025 e visitando a cidade de Itajaí, ou ainda minicruzeiros de 4 noites, partindo nos dias 01 e 14 de dezembro de 2025, com paradas em Ilhabela e Itajaí.
Já a bordo do Costa Favolosa, o viajante pode aproveitar até 60% off na tarifa marítima nas viagens de 4 noites, com embarque em Santos, nos dias 23 e 30 de novembro de 2025, e que passam por Ilhabela e Balneário Camboriú. O cruzeiro com embarque no dia 23 de novembro fica a partir de 12X de R$ 135,50 por pessoa em cabine interna dupla com as taxas incluídas. Outra opção do Esquenta Blue Week no Costa Favolosa é o minicruzeiro de 3 noites, que sai do porto santista em 07 de dezembro de 2025, visitando Balneário Camboriú e Porto Belo.
"O Esquenta Blue Week é uma oportunidade única para quem ainda não planejou suas férias a bordo durante o verão brasileiro ou pretende fazer uma viagem internacional com um custo-benefício atrativo, incluindo toda a família”, destaca Ruy Ribeiro, Diretor Comercial da Costa Cruzeiros no Brasil.
Todos os cruzeiros selecionados do Esquenta Blue Week da Costa podem ser adquiridos em até 12 vezes sem juros no cartão de crédito pelo site Costa Cruzeiros e portal Costa Extra, exclusivo para as agências de viagens.
Sobre a Costa Crociere
A Costa Cruzeiros é uma empresa italiana com sede em Gênova, que faz parte da Carnival Corporation & plc, o maior grupo de cruzeiros do mundo. Há mais de 75 anos, os navios da Costa percorrem os mares do mundo, levando hóspedes a cerca de 200 destinos diferentes, a serem descobertos por meio de experiências únicas, tanto a bordo quanto em terra. Atualmente, a frota da Costa consiste em 9 navios, todos com bandeira italiana, navegando pelo Mediterrâneo, Norte da Europa, Caribe, América Central, América do Sul e Emirados Árabes Unidos, além de oferecer cruzeiros "Volta ao Mundo" e "Grandes Cruzeiros", para visitar diferentes continentes em uma única viagem.


De janeiro a agosto de 2025, os portos da região Nordeste movimentaram um total 213,9 milhões de toneladas de cargas. De acordo com dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), esse valor representa um aumento de 1,14% em comparação com o mesmo período do ano passado, sendo este o maior volume desde 2021.
Destaques dos portos do Nordeste
Além disso, houve um crescimento significativo na movimentação de contêineres, que aumentou em 10,68%, totalizando 14 milhões de toneladas no mesmo período. Houve também um aumento de 2% na movimentação de carga geral em relação ao ano anterior.
"Estamos vivendo um dos melhores momentos da história no setor de infraestrutura. O desempenho do Nordeste, com um crescimento superior à média nacional, mostra que os investimentos estão gerando resultados concretos. Este resultado é fruto direto dos investimentos realizados na gestão do presidente Lula, um compromisso que se traduz em mais emprego e renda de qualidade para a nossa população”, destacou o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.
Os terminais do Maranhão se destacaram no crescimento da movimentação. O porto do Itaqui (MA), movimentou 24,8 milhões de toneladas, principalmente com operações de combustíveis e grãos, apresentando o maior aumento da região, com um crescimento de 8,45% em comparação ao mesmo período do ano passado.
Já o Terminal Marítimo de Ponta da Madeira (MA), líder em movimentação na região, registrou 110,4 milhões de toneladas, um crescimento de 1,55% em relação ao ano anterior. Este terminal é a principal porta de saída de minério de ferro.
A soja puxou o aumento da movimentação do acumulado dos portos do Nordeste com um crescimento de quase 17% em comparação ao mesmo período do ano anterior, totalizando 16,1 milhões de toneladas. Destaque para o Porto do Itaqui (MA), que foi responsável por 12,5 milhões, seguido pelo Terminal Portuário Cotegipe (BA), com 6,63 milhões de toneladas, um crescimento de 75% em relação ao período anterior.
O Expocentro Balneário Camboriú deu um importante passo rumo à sustentabilidade nesta quarta-feira (29), ao realizar a cerimônia de ligação da maior usina solar em telhado do estado de Santa Catarina. O evento, que reuniu autoridades, convidados e imprensa, integrou a programação da ALESC Itinerante.
Com investimento total de R$ 5 milhões, o projeto consolida o Expocentro como referência em energia limpa no Estado. Nesta primeira etapa, foram instalados 1.120 módulos fotovoltaicos, com capacidade de geração de 0,75 megawatts (MW), volume suficiente para suprir toda a demanda atual do centro de eventos. O retorno do investimento é estimado em até cinco anos.
Além de reduzir custos operacionais, o sistema contribui significativamente para o meio ambiente. Com a geração solar, o Expocentro evitará a emissão de 440 toneladas de CO₂ por ano — o equivalente à preservação de 2.409 árvores anualmente.
De acordo com dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), a energia solar já é a segunda maior fonte de energia do Brasil, representando 17,4% da matriz elétrica nacional, e coloca o país na sexta posição mundial em produção solar, atrás apenas de China, Estados Unidos, Japão, Alemanha e Índia.
Para o gestor do Expocentro, Djalma Berger, o momento simboliza um avanço não apenas tecnológico, mas também de consciência ambiental.
“Este é um passo histórico para o Expocentro e para Santa Catarina. A usina solar representa o nosso compromisso com a sustentabilidade, com a inovação e com o futuro. Queremos ser exemplo de como é possível unir desenvolvimento econômico e responsabilidade ambiental em um mesmo projeto”, destaca Berger.
A iniciativa reforça o compromisso do Expocentro em obter o selo verde, certificação concedida a empreendimentos com práticas sustentáveis. Desde sua concepção, o projeto arquitetônico do espaço foi desenvolvido com foco em eficiência energética e respeito ao meio ambiente. A fachada leste e oeste, com 220 metros de extensão, foi construída com panos de vidro e brises fixos de controle solar, garantindo iluminação natural aos ambientes internos.
O sistema de climatização aproveita o fluxo natural de ar, e toda a estrutura utiliza iluminação em LED, captação e reuso de águas pluviais e dispositivos que reduzem o consumo de água e energia. A gestão ambiental também contempla a destinação correta de resíduos sólidos.
Com a entrada em operação da usina solar, o Expocentro Balneário Camboriú reforça sua posição como um dos principais espaços de eventos do país alinhados à agenda da sustentabilidade, unindo tecnologia, inovação e responsabilidade ambiental em um mesmo propósito: ser um exemplo de energia limpa e eficiente em Santa Catarina.
Sobre Expocentro
Considerado o maior e mais moderno complexo multiuso do sul do país, o Expocentro Balneário Camboriú Júlio Tedesco foi planejado para receber eventos de todos os portes como: shows, convenções, feiras, exposições, congressos, seminários, entre outros.
O Expocentro surpreende com sua estrutura moderna e funcional, são 33.534,71 mil metros quadrados de área construída em uma área total de 67.977,53 mil metros quadrados. A nave principal é composta por módulos internos, sendo dois laterais e um central, que permitem uma organização da planta e a separação dos dois pavilhões, que comportam entradas individuais. O módulo central, tem duas torres espelhadas, que comportam 24 salas modulares, que podem ser usadas individualmente ou em conjunto, com capacidade de até 1.300 pessoas. Neste módulo central tem ainda espaço para lojas, praça de alimentação e é o único centro de eventos que tem um zoológico em anexo.
São dois grandes pavilhões, o primeiro com 8.696 metros quadrados e o segundo com 4.655 metros quadrados, que podem ser usados simultaneamente, ambos com 14 metros de pé direito e livre de colunas. E um estacionamento com mil vagas.


O diretor de Relações Institucionais da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Roberto Muniz, afirmou que a redução do preço do gás natural é uma condição fundamental para que a indústria brasileira se torne mais competitiva e tenha condições de competir com mais força no mercado internacional.
Ele participou do Workshop Gás natural nos estados: articulação para o desenvolvimento do setor, promovido pela CNI na tarde desta terça-feira (28). “Estamos discutindo não só a competitividade da indústria nacional, mas a sua sobrevivência, que tem o desafio intransponível do preço do gás”, enfatizou Muniz.
Ele pontuou que, mesmo após a aprovação do marco legal do gás natural em 2021, o preço do produto no Brasil continua um dos mais elevados do mundo. Em 2024, custou em média US$ 18,96 por MMBtu para o consumidor industrial brasileiro, valor cinco vezes superior ao dos Estados Unidos (US$ 3,75 por MMBtu). A indústria é hoje responsável pelo consumo de 60% do total de gás natural do Brasil. No entanto, essa demanda está estagnada há mais de uma década.
“O nosso desafio hoje é para além dessa questão do custo – precisamos nos ater um pouco à questão dos conflitos de competência e de insegurança jurídica. Há zonas de sombreamento onde as legislações federal e estadual competem e criam insegurança para os usuários do gás”, alertou.
Harmonização regulatória: integração de normas torna o gás mais competitivo
Roberto Muniz destacou como imprescindível que haja continuidade no processo de modernização do setor de gás natural. Segundo ele, a harmonização regulatória é peça-chave para consolidar um mercado nacional eficiente, competitivo e seguro. Ele considera que o alinhamento de normas federais e estaduais propiciará a criação de um ambiente de negócios mais estável e propício ao investimento, fortalecendo a segurança energética, a competitividade industrial e o desenvolvimento econômico sustentável do país.
De acordo com o diretor da CNI, o atual cenário amplifica a necessidade de o setor produtivo e o poder público discutirem a competitividade na oferta de gás e identificar oportunidades para transformar esse energético em uma vantagem competitiva para a indústria brasileira. “O gás mais competitivo vai impulsionar importantes setores da indústria como química, cerâmica, vidros, alumínio, siderurgia e pelotização, papel e celulose, além do uso automotivo em transportes pesados", disse.
Participaram dos debates representantes de entidades do setor empresarial, como a Associação Brasileira de Grandes Consumidores de Energia (Abrace), Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás (Abpip), Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), e do Ministério de Minas e Energia (MME).
Mais de 700 jovens que vivem em serviços de acolhimento de Santa Catarina participarão, a partir desta quarta (29), de formaturas em 16 cidades do estado para receber certificados de cursos profissionalizantes.
Para eles, a formação representa uma oportunidade concreta de autonomia, já que, ao completar 18 anos, precisam deixar os lares provisórios e seguir a vida sozinhos.
Os formandos fazem parte do Programa Novos Caminhos, criado em 2013 para levar saúde, educação e qualificação profissional a crianças, adolescentes e jovens em situação de acolhimento.
A iniciativa é uma parceria entre a Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) e a Associação Catarinense de Magistrados (AMC).
➡️ LAGES
A primeira cerimônia será nesta quarta (29), em Lages, no Auditório do SENAI, às 17h. O próximo evento será em Luzerna, na quinta (30), também às 17h, no SENAI do município.
As formaturas incluem homenagens a empresas parceiras e cidadãs que apoiam os jovens com doações ou oportunidades de trabalho, além de pessoas que contribuem de forma voluntária, oferecendo oficinas e atividades de capacitação.
➡️ NÚMEROS
O Novos Caminhos já atendeu 9,2 mil crianças, adolescentes e jovens desde sua criação. Foram realizadas 16,5 mil matrículas em educação básica e cursos profissionais, e 2 mil encaminhamentos ao mercado de trabalho, incluindo empregos formais, estágios e programas de aprendizagem industrial.
➡️ CRONOGRAMA
Lages: 29/10
Luzerna: 30/10
Blumenau: 05/11
Rio do Sul: 10/11
São Bento do Sul: 11/11
Itajaí: 12/11
Braço do Norte: 17/11
Criciúma: 18/11
Chapecó: 25/11
São Miguel do Oeste: 26/11
Concórdia: 27/11
Caçador: 02/12
Jaraguá do Sul: 03/12
Brusque: 04/12
Joinville: 15/12
Florianópolis: 17/12
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação


O SENAI/SC, em parceria com o Sindicato das Indústrias Gráficas de Blumenau (Sindigraf), lança nesta quinta (30) o curso gratuito e remunerado de Assistente de Produção Gráfica, voltado a jovens de 18 a 23 anos.
A formação vai de 20 de janeiro a 18 de dezembro de 2026 e combina 860 horas teóricas e 860 horas práticas. As aulas serão no SENAI de Blumenau, no turno da manhã, e as atividades práticas nas indústrias participantes, à tarde.
O lançamento será às 13h, na unidade do SENAI (Rua São Paulo, 1147, Victor Konder), com um Feirão de Oportunidades. No evento, os jovens poderão se candidatar às vagas das gráficas parceiras e ingressar no programa de trainee que começa em 20 de janeiro.
O curso é destinado a quem concluiu ou está cursando o ensino médio, regular ou EJA. Durante a formação, os participantes vão atuar em processos de pré-impressão, impressão e pós-impressão, com foco em qualidade, segurança e sustentabilidade.
Mais informações sobre o lançamento e as inscrições estão nas redes sociais do Sindigraf Blumenau e do SENAI Blumenau.
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação
As taxas de juros elevadas completaram um ano como o principal problema enfrentado pela Indústria da Construção. Essa barreira é apontada por 35% dos empresários ouvidos na Sondagem Indústria da Construção do 3º trimestre de 2025, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em conjunto com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), nesta segunda-feira (27).
A alta carga tributária aparece em segundo lugar como maior entrave, com 32,2% das menções, avanço de 1,7 pontos percentuais no trimestre. Nos últimos três trimestres, este indicador cresceu 5,6 pontos percentuais. Em seguida, os maiores problemas para os empresários da construção envolvem a dificuldade de contratar mão de obra. Com 25,8% das citações, em terceiro lugar, está a falta ou alto custo de mão de obra qualificada, enquanto em seguida, com 24,5% dos problemas, está a falta ou alto custo da mão de obra sem qualificação.
O conjunto de entraves forma um cenário que, embora menos pessimista que o observado meses atrás, ainda é amplamente desfavorável, é o que explica Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI.
“Ainda assim, os índices permanecem baixos em comparação com o ritmo ideal de atividade, embora representem um resultado mais positivo do que o registrado em agosto. É ainda cedo para afirmar se essa melhora será sustentada. No entanto, nesse período, os empresários demonstraram uma reversão parcial das expectativas ", pontua Marcelo Azevedo.
Índices de atividade e de emprego sobem em setembro
O índice de evolução do nível de atividade ficou em 48,4 pontos em setembro e superou a média histórica do mês, mas encontra-se abaixo do registrado em setembro de 2024. Já o índice de emprego chegou a 47,1 pontos — o menor para setembro nos últimos sete anos, apesar da alta mensal. Já a Utilização da Capacidade Operacional (UCO) voltou a alcançar 68%, após subir 2 pontos percentuais frente a agosto.
As condições financeiras, no entanto, seguem no vermelho, apesar de melhora significativa no trimestre (3,7 pontos) no índice de satisfação com a situação financeira das empresas, que alcançou 48,7 pontos. O índice de satisfação com o lucro operacional acompanhou o movimento, atingindo 45,4 pontos, o que indica uma insatisfação menos disseminada, mas ainda presente.
No crédito, o alívio foi mínimo. O índice de facilidade de acesso subiu para 38,6 pontos, permanecendo em território de forte restrição. Para os empresários, a falta de recursos acessíveis segue sendo um entrave central à expansão da atividade e ao investimento em novos projetos.
Outro fator de pressão é o avanço dos custos. O índice de evolução do preço médio de insumos e matérias-primas aumentou para 61,6 pontos no trimestre, o que sinaliza a aceleração no ritmo de alta. O encarecimento dos materiais continua reduzindo margens de lucro e comprometendo a competitividade das empresas.
Confiança do setor dá sinais de melhora
O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) da Indústria da Construção subiu 1,4 ponto, para 48,4 pontos. A alta é a segunda consecutiva; em setembro, o índice já havia subido 1,2 ponto. Ainda assim, o índice segue abaixo de 50 pontos, denotando falta de confiança, ainda que menos disseminada e intensa.
A melhora do índice deve-se principalmente pela melhora das expectativas. O índice de expectativas aumentou 1,8 ponto: passou de 48,9 pontos em setembro para 50,7 pontos em outubro. Ao ultrapassar a linha divisória de 50 pontos, o índice deixa de retratar uma expectativa pessimista e passa a mostrar otimismo.
Os empresários demonstraram maior otimismo em relação ao desempenho de suas próprias empresas nos próximos seis meses. Além disso, no que diz respeito à economia brasileira, houve uma melhora significativa do índice, que aumentou 3 pontos. Ainda assim, o índice passou para 42,4 pontos, ou seja, apesar da melhora na percepção, ainda prevalece uma avaliação negativa.
Já o índice de condições atuais ficou em 43,8 pontos em outubro após alta de 0,6 ponto frente a setembro. A alta se deve à avaliação das condições atuais da empresa menos negativa.
Expectativas avançam em outubro
Na passagem de setembro para outubro de 2025, a maioria dos índices de expectativa aumentou. A exceção foi o índice de expectativa de número de empregados, que recuou de 50,2 pontos para 49,8 pontos.
Já o índice de expectativa de nível de atividade mostrou a maior alta na passagem de setembro para outubro de 2025, de 1,7 ponto, para 52,4 pontos. Ao se afastar da linha divisória, o índice mostra uma expectativa mais disseminada e intensa de alta do nível de atividade nos próximos seis meses.
O índice de expectativa de compras de matérias-primas também cruzou a linha divisória, passando de 49,4 em setembro para 50,9 pontos em outubro, relevando expectativa de alta das compras de insumos e matérias primas nos próximos meses.
Por fim, o índice de expectativa de novos empreendimentos e serviços aumentou de 49,2 pontos, em setembro, para 50,3 pontos, em outubro, revertendo a expectativa pessimista observada em setembro.
O índice de intenção de investimentos cresceu 2,5 pontos em outubro de 2025, para 43,6 pontos. A alta é a segunda consecutiva, após sequência de três quedas que havia levado o índice aos 40 pontos, o menor valor em 28 meses.


Marina Barbieri
Coordenadora do Sebrae Delas em Santa Catarina
Nos últimos anos, o termo “empoderamento feminino” ganhou espaço nas conversas sobre igualdade e protagonismo. Mas, quando falamos de empreendedorismo, é preciso ir além do acesso a ferramentas e autoconfiança, e olhar também para o poder de transformar a própria trajetória. O poder das mulheres nos negócios está justamente na capacidade de decidir, criar e sustentar um empreendimento, conciliando desafios pessoais, familiares e profissionais.
Em Santa Catarina, os dados do Sebrae Nacional mostram o avanço desse movimento. O Estado tem a maior taxa de empreendedorismo feminino do Brasil, com 13,6% das mulheres em idade ativa donas de negócio. Elas têm alto nível de escolaridade, 72,4% concluíram pelo menos o ensino médio e, muitas vezes, são chefes de família. Ainda assim, enfrentam barreiras, como a diferença de renda e a dificuldade de crescer e formalizar seus empreendimentos. Apenas 12,5% delas empregam outras pessoas. Ou seja, ainda há um caminho importante para que esse poder se consolide.Empoderar mulheres para que empreendam significa dar condições para que elas sejam donas de seus caminhos. É oferecer acesso a capacitação, crédito, redes de apoio e ambientes favoráveis à gestão de um negócio. Quando uma mulher empreende, ela movimenta a economia, gera empregos, fortalece comunidades e inspira outras mulheres a fazerem o mesmo.
Eventos como o Delas Summit 2025 contribuem justamente para essa virada. O encontro promove conexões, aprendizado e novas oportunidades, fortalecendo o papel das mulheres que decidem empreender e mostrando que o poder não está apenas nas grandes corporações, mas também nas micro e pequenas empresas que sustentam a economia do país.
Falar de poder das mulheres nos negócios é reconhecer a força transformadora do empreendedorismo feminino. É valorizar cada mulher que, ao abrir um CNPJ, está mudando a própria vida e o entorno. É nesse espaço que o futuro mais equilibrado dos negócios se constrói.
A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) media no evento Delas Summit 2025, promovido pelo Sebrae, dois painéis que reforçam o protagonismo e a liderança feminina no empreendedorismo, na indústria e em setores de alta complexidade tecnológica.
A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) media no evento Delas Summit 2025, promovido pelo Sebrae, dois painéis que reforçam o protagonismo e a liderança feminina no empreendedorismo, na indústria e em setores de alta complexidade tecnológica.
🔗 Confira a programação completa e adquira o seu ingresso: https://cloud.divulga.sebraesc.com.br/delas-summit
Painel 1 – Mulheres inspiradoras no setor de Defesa
30 de outubro | 13h00
Mediação: Luciane Camilotti, executiva do Condefesa, da FIESC
O primeiro painel reunirá mulheres que atuam em áreas-chave da defesa e da inovação tecnológica no país. A conversa abordará os desafios e conquistas das profissionais que ocupam cargos estratégicos em um setor historicamente masculino, mas cada vez mais plural e inovador.
Participam Ana Maria Bettoni (Sistemas Integrados de Alto Teor Tecnológico, SIATT), Juliana Ribeiro Larenas (Ministério da Defesa) e Priscilla Barros-Delben (Polar Sapiens), três trajetórias que combinam ciência, gestão e tecnologia com propósito e liderança.
O debate reforça o papel da indústria catarinense na base tecnológica da defesa nacional, campo no qual Santa Catarina tem se destacado com projetos em robótica, simulação, óptica e novos materiais, áreas nas quais as mulheres vêm conquistando espaço de liderança e reconhecimento.
Painel 2 – A arte da conexão: o poder das relações que impulsionam
31 de outubro | 15h00
Mediação: Simone Geneves, especialista da Academia FIESC de Negócios
O segundo painel será um convite à reflexão sobre como as conexões genuínas e estratégicas podem impulsionar carreiras, negócios e transformações sociais.
Participam Micheli Poli Silva, CEO da Café Jurerê, presidente do SINDCAFE/SC e vice-presidente regional da FIESC, e Márcia Feijó, gerente de Endomarketing e gestora de Diversidade na Orsegups.
Durante a conversa, as participantes vão compartilhar experiências pessoais e profissionais que mostram o poder das redes de relacionamento construídas com confiança, reciprocidade e propósito.
Ainda no evento, a Federação das Indústrias apresenta em seu espaço soluções oferecidas pela Academia FIESC de Negócios, como formações executivas exclusivas para mulheres com foco em liderança e mentoria.
O Delas Summit 2025 será realizado no Centrosul, em Florianópolis, de 30 a 31 de outubro. O objetivo é reunir líderes empresariais, empreendedoras e executivas de diferentes segmentos para debater temas como inovação, sustentabilidade, equidade e empreendedorismo feminino.
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação


Foto: Divulgação/Sejuri
A parceria entre a Secretaria de Justiça e Reintegração Social (Sejuri) e a Teixeira Têxtil tem se consolidado como um exemplo de cooperação bem-sucedida entre o poder público e a iniciativa privada na promoção do trabalho prisional em Santa Catarina. A iniciativa reforça a política estadual de reintegração social, ao oferecer oportunidades de capacitação e ocupação produtiva a pessoas privadas de liberdade.
Instalada dentro do Complexo Penitenciário de Tubarão, a unidade da empresa representa mais do que um espaço de produção: é um ambiente de aprendizado, responsabilidade e transformação. A Teixeira Têxtil é a primeira empresa a firmar convênio com a Penitenciária Masculina de Tubarão e hoje oferta vagas de trabalho para cerca de 20% dos presos em regime fechado que cumprem pena na unidade.
Com 346 metros quadrados de área, a unidade terá como principal atividade a produção de Big Bags utilizados na armazenagem e transporte de produtos. Os detentos poderão atuar em diferentes etapas da produção, como costura de acessórios, colagem, fixação do topo, revisão, amarração, dobra e prensagem. Entre as funções estão: ajudante de produção, costureiro, operador de prensa, operador de máquina e revisor.
Além da ocupação produtiva, está prevista a oferta de 4.800 horas de capacitação profissional para os apenados vinculados ao projeto. Outro impacto positivo será a contribuição financeira ao Estado. A arrecadação prevista com a taxa de 25% destinada ao Fundo Rotativo da Regional Sul (FUNPES) deve alcançar cerca de R$ 75 mil por mês, totalizando mais de R$ 924 mil ao ano.
Para a secretária de Justiça e Reintegração Social, Danielle Amorim Silva, o trabalho prisional é um dos pilares da reintegração social.
“Estamos criando oportunidades reais de transformação. O trabalho prisional é uma ferramenta essencial para garantir dignidade e preparar os internos para a vida em liberdade”, destacou.
A cooperação entre a Sejuri e a Teixeira Têxtil demonstra que o investimento em reintegração social gera resultados que vão além dos muros das unidades prisionais — contribuindo para o desenvolvimento humano, econômico e social de todo o Estado.
Brasil gastou mais do que recebeu em suas contas com outros países no mês de setembro. Essa diferença, chamada de “contas externas” ou “transações correntes”, ficou negativa em US$ 9,8 bilhões (cerca de R$ 54 bilhões), segundo dados divulgados hoje (24) pelo Banco Central (BC).
Esse resultado é pior do que o registrado no mesmo mês do ano passado, quando o déficit foi de US$ 7,4 bilhões.
As contas externas reúnem tudo o que o Brasil movimenta com o resto do mundo, incluindo:
A diferença entre o que o país vende (exporta) e compra (importa).
Gastos com viagens internacionais e fretes.
Envio de lucros de empresas estrangeiras que atuam aqui para seus países de origem.
O Que Pesa no Bolso do País?
O aumento do déficit foi causado por alguns fatores importantes:
Importação Recorde: O Brasil fez uma compra muito grande de fora: uma plataforma de petróleo no valor de US$ 2,4 bilhões. Isso fez com que o valor total das importações crescesse 17,4%, um recorde histórico. Mesmo vendendo mais (exportações subiram 7%), a balança comercial ficou com um superávit pequeno (US$ 2,3 bilhões).
Envio de Lucros: O valor que empresas estrangeiras enviaram para fora (lucros e dividendos) aumentou, contribuindo para que a conta de renda primária ficasse mais negativa em US$ 7,6 bilhões.
O Lado Bom: Mais Investimento Estrangeiro
Apesar do aumento da dívida do mês, o Brasil continua sendo um destino atraente para investidores de fora.
Recorde de Investimento: O Investimento Direto no País (IDP), que é o dinheiro que as empresas estrangeiras trazem para montar ou expandir negócios aqui, atingiu US$ 10,7 bilhões em setembro. Este é o maior valor para um mês de setembro na história do país.
Esse volume de investimento foi suficiente para cobrir todo o déficit das contas externas do mês.
Visão Geral
Olhando para os últimos 12 meses, o rombo nas contas externas do Brasil atingiu US$ 78,9 bilhões, o que equivale a 3,61% do Produto Interno Bruto (PIB).
As reservas internacionais, que são o dinheiro guardado pelo país para emergências, fecharam setembro com US$ 356,6 bilhões, um aumento de US$ 5,8 bilhões em relação ao mês anterior.


O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta sexta-feira (24) que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva repudia o “calote” dado nos precatórios pelo governo anterior, de Jair Bolsonaro. Em seminário sobre precatórios do Instituto dos Advogados de São Paulo (Iasp), Haddad destacou que prefere ser visto como alguém que gastou demais do que como “caloteiro”.
Segundo o ministro, o Executivo federal decidiu ficar de fora de uma emenda constitucional que permite Estados e municípios restringirem o pagamento de precatórios. “Essa emenda recém-promulgada, quero dizer que a única participação da Fazenda foi pedir para não mexer nos precatórios federais. Nós repudiamos o calote que foi dado no governo anterior e não queremos seguir esse caminho”, disse Haddad.
A emenda determina que os precatórios da União serão gradualmente incluídos no cálculo da meta fiscal a partir de 2027, começando com pelo menos 10% do valor estimado, com todos os títulos contabilizados em até dez anos. Haddad classificou a medida como “ilegal, inconstitucional e irracional”, que está sendo questionada em Ação Direta de Inconstitucionalidade movida pela OAB no Supremo Tribunal Federal (STF).
O ministro explicou que, no governo Bolsonaro, uma PEC aprovada em 2021 limitava o pagamento de precatórios da União até 2026, acumulando passivos. No fim de 2023, o governo Lula editou medida provisória para abrir crédito extraordinário e quitar os títulos atrasados, sem impactar as regras fiscais.
“Resolver o problema fiscal desse jeito, qualquer um resolve. Tem que resolver de maneira sustentável, e é isso que estamos procurando fazer”, afirmou Haddad. O ministro ressaltou ainda: “As pessoas não tiram da minha conta o que eu paguei da gestão anterior, colocam na minha conta. Eu prefiro ficar com a pecha de quem está gastando demais do que com a pecha de caloteiro.”
Haddad também criticou a atuação de advogados que praticam litigância de má-fé, tentando dar acesso a programas e benefícios sociais a pessoas que não têm direito. “Precisamos zelar pela coisa pública pelos dois lados, não adianta só culpar o Estado”, disse.
GAZETA BRASIL
Por: Eduardo Berbigier
O atual governo é muito bom em eleger inimigos e fazer demagogia, jogando o povo contra determinados alvos, como, por exemplo, pobres contra ricos e empregados contra patrões. Nesse rol de adversários, elegeu também o agronegócio como um de seus inimigos.
A razão dessa hostilidade reside no fato de que os produtores do agro não compactuam com as suas narrativas político-ideológicas, suas _fake news_ e seus programas sociais eleitoreiros que apenas mascaram o desemprego. O setor também se opõe à má administração do dinheiro público, ao gigante déficit estatal e à pregação da ideologia comunista que divide os brasileiros.
O governo elegeu o agro como vilão, independentemente de sua capacidade de colocar comida na mesa do brasileiro e de sua importância na segurança alimentar global, que é crucial. Essa oposição ignora todos os dados positivos e a relevância estratégica do setor, um dos pilares da economia brasileira.
Mas a resistência persiste, porque o nosso agronegócio é corajoso, muito bom e eficiente, contando com excelentes produtores que investem maciçamente em suas terras e em tecnologia. Apesar das dificuldades impostas pelo governo, o segmento luta e prossegue.
É uma força produtiva que “apanha, cai e sempre se levanta”.
Obviamente, não existe um setor que seja eternamente incólume a tantos desmandos e pressões políticas e econômicas. Uma hora, o agronegócio sentirá os efeitos de forma mais acentuada. Aliás, já está sentindo, e o pior pode estar por vir com a reforma tributária que se aproxima, trazendo mais incerteza e insegurança.
Já passou da hora de o país ter um governo que esteja alinhado com o agronegócio.
Por ter alta tecnologia e manter a produtividade elevada, o agronegócio ainda consegue absorver a maioria dos impactos adversos. Até quando isso será possível, não sabemos. Existe o risco real de que, em algum momento, o setor do agronegócio entre em colapso.
Vimos nos últimos anos que os resultados para o agro não foram bons, registrando-se um aumento alarmante da inadimplência. Observamos, também, um aumento em percentuais nunca vistos nas recuperações judiciais do agronegócio, com várias empresas tradicionais do setor entrando em dificuldade.
Isso é uma demonstração e um indicativo claro de que o setor não está passando incólume a todos esses desmandos do governo.
A insistência em confrontos com um setor fundamental para a economia e para a imagem do país no cenário internacional demonstra uma grave falha de articulação e de senso de prioridade estratégica.
Em virtude da grande simpatia do atual governo e de integrantes do Judiciário brasileiro por ideologias de matriz comunista, é crucial trazer aqui um pouco da história mundial recente.
A expropriação de terras em Cuba, liderada por Fidel Castro após a Revolução de 1959, foi realizada principalmente por meio de leis e atos diretos do governo. A Revolução Cubana estabeleceu um Estado socialista onde o Poder Executivo (liderado por Fidel Castro e o Conselho de Estado/Ministros) e o Poder Legislativo (Assembleia
Nacional) detinham o poder principal.
A primeira Lei da Reforma Agrária em Cuba foi assinada em maio de 1959, apenas cinco meses após a queda de Fulgêncio Batista. Essa lei radical limitou o tamanho das propriedades rurais e nacionalizou grandes latifúndios (inclusive de estrangeiros), visando redistribuir terras e criar fazendas estatais. A expropriação foi possível porque o novo governo revolucionário detinha o controle político e a força total para impor a medida.
No Brasil, o cenário ainda é outro; apesar das várias tentativas de ONGs, do próprio governo e de uma parcela do Judiciário de prejudicar os produtores, há alguma resistência nesse sentido.
A desapropriação só é constitucionalmente permitida em casos
estritos: 1) Reforma Agrária (Desapropriação-Sanção), para imóveis rurais que comprovadamente não cumpram a função social (Art. 184 da CF); 2) Utilidade Pública ou Interesse Social, mediante justa e prévia indenização em dinheiro (Art. 5º, XXIV da CF); 3) Expropriação sem Indenização (Confisco), unicamente para terras com cultivo ilegal de plantas psicotrópicas ou exploração de trabalho escravo (Art. 243 da CF).
O agronegócio é o setor responsável por garantir que o “milagre da multiplicação dos pães” continue acontecendo entre nós, por meio de muito trabalho, alta produtividade e tecnologia, alimentando o Brasil e o mundo. Nesse contexto, a defesa da propriedade privada e da livre iniciativa é essencial; portanto, Deus nos livre dos comunistas e do comunismo!
Eduardo Berbigier é advogado tributarista, especialista em Agronegócio, membro dos Comitês Juridico e Tributário da Sociedade Rural Brasileira e CEO do Berbigier Sociedade de Advogados.


Fernando Valente Pimentel*
De julho de 2024 a julho de 2025, as importações de produtos de vestuário cresceram 17,7%, ou seja, 3,6 vezes mais rapidamente do que a produção doméstica. A indústria têxtil e de confecção brasileira vive um momento de paradoxos. De um lado, registra crescimento, iniciando uma recuperação de perdas recentes. Entre julho de 2024 e junho de 2025, o varejo de vestuário avançou 5,5% em termos reais, enquanto a produção nacional cresceu 4,9%. São números que confirmam a resiliência de uma cadeia produtiva que emprega, apenas na indústria, mais de 1,3 milhão de pessoas e desempenha papel estratégico na economia.
Por outro lado, as importações de produtos de vestuário cresceram 17,7% no mesmo período, 3,6 vezes mais rapidamente do que a produção doméstica. Tal descompasso decorre, em grande parte, do aumento de barreiras e tarifas em países compradores tradicionais, gerando um excedente de produção na Ásia, cujas empresas buscam alternativas para escoar o grande volume de peças fabricadas. Para elas, o Brasil é um alvo perfeito, pois tem um grande mercado e, de quebra, desvantagens competitivas acentuadas em relação a nações nas quais há custos mais baixos de capital, subsídios e incentivos robustos, em contraste com a nossa realidade.
Cabe lembrar que parcela importante dos ingressos de vestuário tem ocorrido por meio das plataformas internacionais de e-commerce. Estas, além de contarem com todos os benefícios acima indicados em seus países de origem, aproveitam vantagens tributárias que ainda persistem no Brasil, mesmo após avanços recentes, como a cobrança de 20% de Imposto de Importação sobre encomendas de até 50 dólares. Embora a medida represente um passo importante na direção da igualdade competitiva, ainda é insuficiente para equilibrar o campo de jogo.
Essa desigualdade tributária soma-se às agruras do “Custo Brasil”, que, há tempos, sobrecarrega empresas com uma combinação de fatores que encarecem operações e reduzem a competitividade: ônus trabalhistas elevados, excesso de burocracia, complexidade tributária, infraestrutura deficitária, energia cara, crédito limitado e uma das mais elevadas taxas de juros reais do mundo. Cada um desses elementos, isoladamente, já seria um desafio. Juntos, tornam o ambiente empresarial hostil e criam distorções que não refletem competência ou eficiência das empresas, mas sim barreiras estruturais, que se agravam no contexto da conjuntura mundial.
No cenário geopolítico global, marcado pelo acirramento das disputas comerciais, as soluções tornam-se ainda mais urgentes. Países desenvolvidos não têm hesitado em formalizar pedidos de defesa comercial e adotar tarifas elevadas e incentivos agressivos para proteger e fortalecer suas indústrias, buscando internalizar a produção. O Brasil, se não agir rapidamente para reduzir os ônus da atividade produtiva e defender legitimamente suas empresas, corre o risco de perder cada vez mais espaço no mercado interno e no mundial.
A resposta passa por uma combinação inteligente de políticas:
revisão estrutural do “Custo Brasil, estímulo à produtividade e adoção de mecanismos responsáveis de defesa comercial, que podem incluir inclusive a imposição de cotas quantitativas temporárias enquanto perdurarem as turbulências geopolíticas e geoeconômicas.
Tais providências são cruciais para garantir a soberania produtiva, preservar empregos e manter o vigor da nossa economia e da indústria.
Políticas públicas como as que vêm sendo adotadas, como a Nova Indústria Brasil (NIB), Depreciação Acelerada e as linhas de crédito para impulsionar a Indústria 4.0, recém-anunciadas, contribuem para revigorar a produção. Também são pertinentes as medidas compensatórias adotadas para atenuar o impacto das tarifas impostas pelos Estados Unidos. Entretanto, para além dessas iniciativas, não podemos nos resignar ao aumento expressivo das importações como algo passageiro, que se solucionará de modo natural quando arrefecer o atual ímpeto tarifário e protecionista internacional.
Nesse contexto, necessitamos de medidas amplas e eficazes de defesa comercial, sem as quais poderemos arcar com um custo altíssimo no futuro, em forma de dependência externa, fragilidade produtiva e perda de força inovadora. Precisamos reagir com agilidade para transformar o presente cenário geopolítico em oportunidades, em vez de sermos reféns passivos de um mundo mais hostil e permeado por bombas tarifárias nas relações comerciais.
*Fernando Valente Pimentel é diretor-superintendente e presidente emérito da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit).
Márcio Coimbra*
O Quarto Plenário do 20º Comitê Central do Partido Comunista Chinês (PCCh), que teve início a portas fechadas no Hotel Jingxi, em Pequim, não é apenas um evento rotineiro do ciclo político nacional. É um momento de engenharia estratégica de alto risco que visa redefinir o caminho do país num cenário global crescentemente hostil. Reunindo mais de 350 dirigentes, o foco central não é a governança partidária, mas a sobrevivência econômica e segurança nacional, materializada nas propostas para o 15º Plano Quinquenal (2026-2030).
O teor central do Plenário, realizado em um momento de acentuada desaceleração econômica (com PIB abaixo das expectativas) e de colapso no investimento estrangeiro, foi a mudança brusca de
prioridade: do crescimento a todo custo para segurança e autossuficiência. Sob a liderança de Xi Jinping, o Partido Comunista busca construir uma China menos vulnerável às pressões externas.
O objetivo passa por investimentos massivos em inteligência artificial, tecnologia quântica, semicondutores e energia limpa, enquanto a modernização de indústrias tradicionais busca competitividade global.
Contudo, a alocação seletiva de recursos para setores estratégicos, em detrimento de uma recuperação econômica ampla, repete os erros de planos passados, que frequentemente sacrificaram resiliência em favor de prioridades políticas. A crise da dívida local e o colapso do setor imobiliário, problemas herdados do 14º Plano, continuam a desafiar a estabilidade chinesa, e a insistência do regime em soluções centralizadas revela uma incapacidade real de promover reformas estruturais profundas, sufocando a inovação genuína.
Ao fim e ao cabo, vemos que longe da retórica de “modernização socialista”, a estratégia adotada esconde riscos sistêmicos e geopolíticos de longo prazo que merecem uma análise crítica no Brasil e no mundo. O redirecionamento massivo de crédito dos setores tradicionais (como a construção civil, em crise) para a manufatura avançada, sem um consumo interno que absorva essa produção, pode simplesmente transferir e agravar a sobrecapacidade industrial, desestabilizando os mercados globais.
Além disso, ao forçar a autossuficiência em tecnologias sensíveis, a China acelera a fragmentação dos padrões tecnológicos globais. Isso não apenas dificulta o comércio, mas também pode forçar empresas estrangeiras a escolherem entre o mercado chinês e o resto do mundo, dividindo as cadeias de valor e aumentando os custos logísticos e de produção para todos os países, incluindo o Brasil.
O comunicado final consolida diretrizes inquestionáveis, mas a visão do PCCh, ancorada em controle rígido, levanta sérias dúvidas sobre sua sustentabilidade. A centralização excessiva, que reprime vozes dissidentes e inovações não sancionadas, contrasta com a promessa de prosperidade e expõe a fragilidade de um sistema que teme a abertura.
Comparado aos planos quinquenais do passado, que, apesar de falhas, beneficiaram-se de um ambiente global mais favorável, o 15º Plano enfrenta um mundo mais hostil, onde a desconfiança gerada pelo autoritarismo do PCCh mina a cooperação internacional. O custo dessa abordagem — isolamento econômico, tensões geopolíticas e erosão da coesão social interna — pode superar as ambições do regime, revelando um modelo que, sob a fachada de força, camufla profundas vulnerabilidades, aquilo que se transformou no verdadeiro risco chinês.
*Márcio Coimbra é CEO da Casa Política e Presidente-Executivo do Instituto Monitor da Democracia. Conselheiro e Diretor de Relações Internacionais da Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais (Abrig). Mestre em Ação Política pela Universidad Rey Juan Carlos (2007). Ex-Diretor da Apex-Brasil e do Senado Federal.


Augusto César Diegoli (acdiegoli@gmail.com)
Bonde urbano
O pioneirismo do Paraná na implantação do primeiro Bonde Urbano Digital (BUD) da América do Sul despertou o interesse de autoridades de outros Estados. Uma comitiva formada por prefeitos de SC e representantes do governo de Mato Grosso esteve na capital paranaense para conhecer o projeto e acompanhar o andamento da montagem do sistema, que vai operar no transporte coletivo na Região Metropolitana de Curitiba. Os visitantes foram recebidos no Palácio Iguaçu pelo governador Ratinho Júnior.
Conta do crime
“Quem atira na polícia não volta para casa com medalha de vítima; volta com o peso da própria escolha”. A frase é do governador de SC diante de uma estatística pouco difundida pela mídia catarinense: em Florianópolis, de janeiro até agora, 25 criminosos armados foram mortos em confrontos, número que reflete a pronta resposta da polícia diante da crescente ameaça das facções. Nenhum policial perdeu a vida.
Aumento de público
O mês de setembro foi marcado por grande movimentação no Museu Casa de Brusque, que recebeu 634 visitantes ao longo de diversas atividades voltadas à educação, à cultura e à valorização do patrimônio histórico. Os números refletem um aumento significativo de público. O resultado é motivo de orgulho e comprova a importância do trabalho realizado. Ver o museu cada vez mais presente na vida das escolas, das famílias e da comunidade em geral é extremamente gratificante. O objetivo é justamente fazer do museu um espaço vivo, de aprendizado, convivência e encantamento com a história da cidade e sua gente, destacou a coordenadora do Museu.
Advocacia criativa
Numa ação de julho deste ano que pedia o pagamento de verbas trabalhistas supostamente devidas após a rescisão do contrato, incluindo horas extras e outros direitos, de uma empregada de hotel de Piratuba, sua advogada, na maior cara de pau, apresentou a petição recheada de decisões, citações doutrinárias e até nome de magistrados, como fosse verdade. Fez uso de inteligência artificial, desmascarada após checagem a Vara do Trabalho de Concórdia. O processo foi extinto e a defensora multada em R$ 3,7 mil, além de ter que se explicar na subseção da OAB-SC.
Jogo sujo
Na Operação Jogo Justo, que a Secretaria de Estado da Fazenda fez, por estes dias, de forma simultânea, em 34 cidades, sobre o uso de máquinas de cartão, foram identificadas 660 irregularidades nos 1.268 estabelecimentos comerciais fiscalizados (quase 50%), totalizando 850 infrações. Com tantas tentativas de sonegação, a operação deveria se chamar Jogo Sujo.
Certificação
A Marina Itajaí, pela quinta vez consecutiva, conquista a certificação internacional Bandeira Azul, um dos reconhecimentos mais prestigiados de sustentabilidade no mundo. O complexo teve início de operações em 2016.
Falência da Yeesco
O juiz Uziel Nunes de Oliveira, da Vara Regional de Falências, Recuperação Judicial e Extrajudicial de Jaraguá do Sul, decretou dia 14, a falência da empresa Yeesco, de Brusque, que estava em recuperação judicial e atua no ramo de confecções. A empresa vinha passando por grave crise financeira, e tinha dívidas estimadas em R$ 73 milhões. Além disso, é campeã de reclamações no Procon de Brusque, sempre pelo mesmo motivo: vender produtos on-line e não cumprir os prazos de entrega. Em breve, a Justiça publicará a relação dos credores da empresa, tanto os funcionários e ex-funcionários com verbas trabalhistas a receber, quanto os fornecedores da empresa com dívidas em aberto. Após a publicação da lista de credores, que terá um prazo para contestação e poderá sofrer ajustes, é iniciada a nova fase do processo, em que são levantados os bens e o patrimônio da empresa, que possam ser vendidos para quitar as dívidas. Pela legislação, os créditos trabalhistas são os primeiros a receber, assim que houver dinheiro em caixa. Posteriormente são pagos os fornecedores, impostos, bancos, etc.
Praias poluídas
Socorro! Cientistas, em nove expedições, percorreram 7.500 quilômetros de norte a sul do Brasil e coletaram amostras de areia em 1.024 praias. Constataram que a maioria está poluída por microplásticos e que o risco ecológico causado pela contaminação é mais acentuado em alguns locais. Dentre eles o único em SC é a Praia do Siriu, em Garopaba. A que tem maior concentração de microplásticos no país é Barrancos, em Pontal do Paraná (Pr)
Duas rodas
Que o sucesso da Volta Ciclística de SC, encerrada em Florianópolis, inspire pelo menos as prefeituras que fizeram parte das cinco etapas a estimular o uso da bicicleta não apenas como lazer e sim, principalmente, como opção de transporte da população. O fato é que, contrariamente a uma tendência mundial, aqui pouco ou quase nada se faz.
No ar
A Gol anunciou um incremento de voos para o aeroporto de Florianópolis, entre dezembro deste ano a fevereiro de 2026, de 3.240 para 3.689 pousos e decolagens (458 a mais). O número de assentos passará de 594 mil para 681 mil.
Juros altos e tarifaço
As pesquisas do IBGE que mostram o ritmo da economia catarinense estamparam no mês de agosto mais impactos dos juros altos da taxa Selic para conter a inflação e estragos do tarifaço dos Estados Unidos. A indústria sentiu mais, mas os efeitos podem ser notados também no comércio e serviços. A produção industrial de SC teve queda de -2,2% no mês de agosto frente ao mesmo período do ano passado e recuou 1,8% na comparação com o mês anterior, julho. Com essa retração, o crescimento da indústria catarinense no acumulado do ano ficou em 3,3% em 12 meses, teve alta de 5%. As maiores quedas frente a agosto do ano passado em função do tarifaço foram os setores de madeira -22,8% e móveis -13%. Os minerais não metálicos recuaram -6,8%, com efeitos dos juros no mercado interno e do tarifaço nos Estados Unidos. Outros setores tiveram desempenho negativo devido aos juros altos como fabricação de veículos, reboques e carrocerias -16,9%; confecções, vestuário e acessórios -8,2% e produtos químicos -6,3%.
Maior renda de SC
Uma pequena cidade de SC que já foi notícia por uma tentativa frustrada de extração de petróleo chamou atenção por ter uma das maiores médias de renda em todo o país. Os números de rendimento em municípios brasileiros foram divulgados no começo deste mês, com base em dados do Censo 2022 do IBGE. Petrolândia, cidade de 6,7 mil habitantes no Vale do Itajaí, teve rendimento médio de R$ 5.989, o maior valor de SC e o quarto maior de todo o país. A renda média dos moradores da cidade ficou atrás apenas de Nova Lima (MG) com R$ 6.929, São Caetano do Sul (SP) com R$ 6.167 e Santana do Parnaíba (SP), com R$ 6.081.
Fusão e aquisição
A Raffcom segue com um plano de expansão focado no crescimento sustentável. Segundo o empresário Fernando Barni revelou que o planejamento da agência inclui a compra de outra concorrente em 2026. O estudo para a próxima aquisição já começou, mas a conversa com o alvo, que não está sediado em Brusque, ainda não. Os planos são de expandir o mercado com a compra de agências, que busca prioritariamente agências de full servisse e que sejam concorrentes ou especialistas em áreas complementares, como IA.
Tributos
O Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) responsável por arrecadar, compensar débitos e créditos, distribuir receitas e interpretar de forma unificada a legislação tributária nacional vai utilizar como base tecnológica o Sistema Integrado de Planejamento e Gestão Fiscal (SIGEF), desenvolvido pela Secretaria da Fazenda de SC. O SIGEF teve seu código-fonte cedido a pedido do presidente do Comitê Gestor do IBS. A escolha do sistema catarinense reforça o protagonismo dos Auditores Estaduais de Finanças Públicas, que gerenciam e acompanham o desenvolvimento do SIGEF, garantindo sua evolução, estabilidade e aderência às melhores práticas de governança fiscal. O uso da ferramenta pelo Comitê Gestor do IBS confirma SC como referência nacional em gestão fiscal, fruto do trabalho técnico dos Auditores de Finanças, cuja atuação assegura eficiência, transparência e credibilidade às contas públicas do Estado e agora, também, à nova estrutura da Reforma Tributária.
Mercado imobiliário
Líder da Priime Tech, com atuação no mercado global, inicia expansão de seu braço construtor dos Estados Unidos em Brusque com um VGV (Volume Geral de Vendas) em R$ 600 milhões. O mercado imobiliário de Brusque vem, chamando atenção de grandes playes e investidores. E agora chega a hora de elevar a cidade a um novo patamar. Petersen Poia, um empresário reconhecido por liderar a transformação de operações logísticas de alta complexidade em todo o globo e recentemente destaque na Forbes, principal revista de negócios do mundo, anuncia a expansão de seu grupo no Brasil. A cidade de Brusque foi escolhida como ponto de partida para um plano de expansão ambicioso, injetando mais de R$ 600 milhões no mercado nos próximos meses.
Corte proibido
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que proíbe o corte de árvores de erva-mate identificadas como produtoras de sementes. Também cria uma política para incentivar pesquisas, seleção e melhoramento genético, além de apoiar produtores. No Brasil estima-se que o cultivo ocorra em cerca de 700 mil hectares em 180 mil propriedades, principalmente em SC e no Paraná.
Nascar em SC
Dominante no cenário do automobilismo norte-americano, a Nascar, associada aos circuitos ovais, ainda engatinha no Brasil, mas planeja passos maiores para se estabelecer em um país no qual a Fórmula 1 e a Stock Car carregam um caminho de décadas. A temporada de 2026 contará com 24 carros e será disputada em 21 corridas, incluindo a expansão para cidades como Chapecó, que já está divulgando seu novo autódromo internacional, e também Cuiabá.
Ocupação
Cinquenta municípios apresentaram nível de ocupação igual ou maior que 70%, ou seja, a cada 10 pessoas acima de 14 anos, 7 estavam trabalhando, atesta módulo do Censo 2022 sobre Trabalho e Rendimento, divulgado pelo IBGE. Dos 15 municípios com maiores níveis de ocupação no Brasil, cinco são catarinenses: Irati (76,6%), São Martinho (75,2%), São Ludgero (74%), Pinhalzinho (73,7%) e Laurentino (73,5%). Em 1º está Fernando de Noronha (83,4%).
Ataque racista
A Folha de São Paulo fez alusão ao caso ao informar da realização em Brasília, do 2º Encontro da Rede Nacional de Parlamentares Negros, para discutir a criação de um fundo de reparação de R$ 20 bilhões, com aporte de R$ 1 bilhão anual, atualmente em debate no Congresso Nacional. Os recursos ao financiamento de políticas públicas voltadas para a população negra.
Setor cervejeiro
Para o presidente da Associação Cervejeira Vale dos Teares a festa é fundamental para o fortalecimento do setor. Participar da Fenarreco é valorizar a cultura e a produção local. As cervejarias têm a oportunidade de mostrar seu trabalho para milhares de pessoas, fortalecendo a identidade regional e contribuindo para a economia. Ressalta que o evento gera emprego, movimenta fornecedores e reforça o nome de Brusque como polo cervejeiro. O principal desafio é garantir o abastecimento com qualidade e segurança, mas também mostrar que o setor está em constante evolução, unindo tradição e inovação.
Odete Roitmann
De envergonhar o catarinense de bom senso a notícia nacional envolvendo o padre Cleber Pagliochi, da Paróquia São Daniel, de Seara, no oeste do Estado, que deu uma “bronca” em fiéis por ele receber vários pedidos de oração, que negou, evidentemente, para a vilã da novela Vale Tudo, Odete Roitmann. Perguntar não ofende: qual é a capacidade intelectual de uma pessoa que se diz cristã pedir oração para um personagem?
Anti-Israel
Chama a atenção projeto que começou a tramitar na Assembleia Legislativa: proíbe a aquisição de armamentos, artefatos, veículos, dispositivos, equipamentos, sistema e serviços de segurança pública, defesa ou inteligência provenientes do Estado de Israel pelos órgãos e instituições do Estado de SC.
Migrantes
A lei que instituiu a Política Estadual para a População Migrante em SC completou cinco anos sem ter saído do papel. A denúncia é do autor da lei. Para ele, a legislação foi um marco para a garantia de direitos e a inclusão da população migrante, mas não avançou por falta de iniciativa do governo catarinense.
Dinheiro de SC
A análise do veto presidencial ao artigo 16 do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) representa mais que uma pauta técnica: trata-se de uma questão de justiça federativa. Santa Catarina aguarda o ressarcimento de R$ 385 milhões repassados ao governo federal em 2021, para execução de obras em rodovias federais, recursos que saíram do caixa estadual para suprir responsabilidade da União. O veto presidencial impede que o estado seja reembolsado, ainda que o dinheiro tenha sido aplicado em benefício da própria malha rodoviária federal. A derrubada do veto permitiria que o valor fosse abatido da dívida catarinense com a União, corrigindo uma distorção que penaliza quem age com responsabilidade fiscal. A mobilização pela bancada federal precisa se transformar em resultado concreto.
Epidemia urbana
Para a Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica o furto de fios é considerado uma “epidemia urbana” que causa graves impactos para distribuidoras e consumidores em todo o país. Somente em 2024, o órgão registrou mais de 28 mil casos de furtos de cabos em todo o Brasil, com prejuízo superior a R$ 45 milhões para as companhias. Em Santa Catarina foram 5.016, segundo a SSP-SC. Neste ano 3.064 casos foram registrados no Estado. Estes números estão relacionados com a complexidade e o fator cíclico do crime, isto porque, os casos envolvem não apenas quem furta e vende o material, mas toda a sociedade.
Ranking da CNH
A Secretaria Nacional de Trânsito fez um ranking de quanto custa tirar a primeira carteira de habilitação, no formato atual, com autoescola, nos 26 Estados e no DF. Essa indústria que se criou é liderada pelo Rio Grande do Sul, com R$ 4.951. Em SC está o quinto valor mais alto: R$ 3.906. O mais baixo está na Paraíba: R$ 1.950. O alto custo é o principal motivo que leva muitos brasileiros a dirigir sem documento. São 20 milhões de pessoas nas ruas acelerando sem permissão.
Rio Vivo e IFC Brusque
A Rio Vivo, em parceria com o Instituto Federal Catarinense – Campus de Brusque, está lançando a 1ª edição do concurso de fotografia “Olhares sobre o rio Itajaí-Mirim”, destinado aos estudantes do Ensino Médio das escolas públicas do município. A iniciativa tem como objetivo despertar a conscientização ambiental, estimular a criatividade e valorizar a relação histórica, cultural e ambiental da comunidade brusquense com o rio Itajaí-Mirim. As inscrições podem ser feitas até 27 deste mês de outubro, de forma gratuita. Cada participante poderá inscrever uma fotografia original e inédita com o rio Itajaí-Mirim como tema central. Serão aceitas apenas as 100 primeiras inscrições.
Comércio
O varejo catarinense voltou a crescer em agosto, registrando alta de 0,3% em relação a julho. Com esse resultado, o setor acumula crescimento de 6% nos oito primeiros meses de 2025, o segundo melhor desempenho do país, atrás apenas do Amapá, com 7,1%. Considerando apenas o período de janeiro a agosto, SC alcançou neste ano o melhor resultado desde 2019, anterior à pandemia de Covid-19.
Fiesc
A Fiesc é finalista da primeira edição do Prêmio de melhores Práticas em Compliance e Integridade, organizado pelo Sistema Indústria. A iniciativa classificada é “Conflito de Interesse: Excelência em Governança e Controle Interno”, sobre como evitar conflito de interesse na entidade. Os outros finalistas são programas das federações de CE, PR, PE e RJ.
Outubro marca o Mês das Micro e Pequenas Empresas (MPEs), que representam mais de 90% dos negócios formais no Brasil (Mapa de Empesas, Governo Federal) e têm papel fundamental na geração de empregos e movimentação econômica. À medida que o ano se aproxima do fim, o olhar do empreendedor se volta para os desafios e oportunidades de 2026 — um período que promete ser marcado pela consolidação da transformação digital e pela busca por mais eficiência e competitividade.
“O empreendedor brasileiro é resiliente por natureza, mas 2026 exigirá mais: visão estratégica e capacidade de adaptação tecnológica. As micro e pequenas empresas precisam se organizar agora, enquanto ainda há tempo para se preparar e competir”, afirma Reginaldo Stocco, CEO da vhsys, empresa de tecnologia voltada à gestão de pequenos e médios negócios.
A seguir, Reginaldo lista cinco tendências que devem orientar o crescimento das MPEs no próximo ano.
Sobre a vhsys
A vhsys é uma empresa de tecnologia especializada em soluções de gestão empresarial online, direcionadas para micro e pequenos negócios. No mercado desde 2011, a vhsys já ajudou a simplificar a gestão de milhares de empresas, com mais de 22 milhões de notas fiscais emitidas e R$60 bilhões movimentados, tudo por meio do sistema.


A cidade de Itajaí sedia nesta quarta-feira, 22 de outubro, a reunião do Conselho de Desenvolvimento da Indústria de Defesa (CONDEFESA) da FIESC. O encontro será realizado a partir das 9h, no Elume Centro Regional de Inovação, no bairro Itaipava, com participação presencial e online. O objetivo é promover o diálogo entre o setor produtivo, as Forças Armadas e instituições de ensino e pesquisa, com foco em temas práticos para o fortalecimento da Base Industrial de Defesa (BID) catarinense, como mobilização nacional e inclusão de produtos no Sistema OTAN de Catalogação (SOC).
O evento será aberto por Mauricio Cesar Pereira, vice-presidente regional da FIESC para a Foz do Rio Itajaí, e contará com a presença de representantes do Sebrae, Fapesc, Connectree e FIESC, além de autoridades militares e empresariais. A programação inicia às 8h30, com um welcome coffee. A abertura oficial ocorre às 9h, com a presença também de Cesar Augusto Olsen (presidente do Condefesa da FIESC), Juliana Bernardi (gerente regional do Sebrae/SC) e Ana Paula Cardozo (diretora de projetos da Invest. Itajaí e gestora do Elume).
Entre os destaques da agenda, às 9h20, o contra-almirante André Gustavo Silveira Guimarães, do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, abordará o tema: “A Mobilização Nacional e Militar e as Oportunidades para as Empresas da Base Industrial de Defesa”. Já o contra-almirante (IM) Marcello Nogueira Canuto, do CASLODE, apresenta a palestra sobre a inclusão de produtos da BID no Sistema OTAN de Catalogação (SOC).
Já Elaine Rodrigues, CEO da Connectree, demonstra como a plataforma pode conectar empresas, universidades e Forças Armadas em projetos de inovação. Logo após, o empresário Cleber Batista Archer, da Desmoldas Equipamentos, compartilha um case real de uma Empresa Estratégica de Defesa (EED). O encerramento do evento está previsto para às 12h.
Por Pascoal Gomes
Em tempos de escassez fiscal, desigualdade regional e urgência climática, poucos instrumentos de política pública oferecem resultados tão concretos, mensuráveis e anticíclicos, para a logística, a economia e a indústria naval brasileira, quanto o AFRMM (Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante).
De um modo geral, o AFRMM é uma contribuição incidente sobre o frete marítimo na entrada de mercadorias nos portos brasileiros. Criado para impulsionar o transporte aquaviário no Brasil e financiar o desenvolvimento de sua indústria naval, o adicional vai além de sua função arrecadatória, tornando-se uma alavanca estratégica de crescimento econômico com impacto direto em pelo menos 10 setores produtivos, do aço à energia, da construção naval ao varejo, da logística à formação profissional.
Empregos e estrutura produtiva
Segundo o estudo “A importância do AFRMM para o Brasil – Sumário Executivo”, elaborado pelo Instituto ILOS, entre 2009 e 2023, foram viabilizados R$ 42 bilhões em investimentos por meio do AFRMM, resultando na construção ou modernização de quase 2 mil embarcações, o que gerou cerca de 81 mil empregos anuais diretos e indiretos.
Além da indústria naval, esses recursos movimentaram estaleiros, fornecedores de aço, fabricantes de motores e guindastes, serviços de engenharia naval e logística portuária, muitos deles localizados em regiões historicamente desfavorecidas. Quase metade desses investimentos foi direcionada às regiões Norte e Nordeste do País, contribuindo para um maior equilíbrio na industrialização do território nacional, possibilitando um maior desenvolvimento regional.
Outro efeito estrutural está na formação de mão de obra especializada. O AFRMM estimula centros de capacitação técnica que preparam engenheiros, operadores e técnicos especializados para atuar em uma cadeia produtiva complexa, que o país não pode se dar ao luxo de perder.
Logística mais eficiente e menos poluente
O fortalecimento do transporte aquaviário também tem implicações diretas na eficiência e na sustentabilidade da logística brasileira. Embora o modal rodoviário continue sendo essencial na distribuição capilar de cargas, sobretudo no transporte de curta distância, sua predominância isolada acarreta custos elevados e impactos ambientais significativos.
A navegação interior e de cabotagem, além de mais econômicas, principalmente nas médias e longas distâncias, emitem até 80% menos CO₂ por tonelada transportada, o que contribui com as metas brasileiras para redução de emissões de GEE (Gases de Efeito Estufa) em uma política de descarbonização e sustentabilidade.
Expandir esses modais deve ser uma decisão estratégica, uma vez que, além de mais limpos e previsíveis, são eles que viabilizam o abastecimento de regiões remotas e populações ribeirinhas, sobretudo na Amazônia, onde a hidrovia não é uma opção, mas o único caminho possível.
Diante disto, o AFRMM é o instrumento que torna isso viável, pois garante a manutenção, ampliação e modernização da frota de embarcações brasileiras, dedicadas ao atendimento desses mercados, assegurando regularidade no abastecimento e evitando o aumento do custo de vida em comunidades mais isoladas.
Muitas dessas rotas simplesmente não se sustentariam economicamente sem o benefício do AFRMM como um mecanismo de apoio. A perda desse incentivo também prejudicaria a capacidade do Brasil de ter uma política nacional de transporte que integre o território, reduza desigualdades e ajude a cumprir metas ambientais.
A ausência desse recurso geraria, em pouco tempo, desestruturação de rotas, perda de regularidade no abastecimento e encarecimento do frete para as cidades da Região Norte, principalmente para pequenas comunidades, com impacto direto no custo de vida e na oferta de produtos essenciais.
Perspectivas e riscos para a indústria naval
A indústria naval brasileira já viveu ciclos de crescimento, mas também enfrentou retrações, escassez de crédito e instabilidade institucional e política. Mesmo assim, mantém um potencial relevante. Mesmo que o AFRMM não resolva todos os seus desafios, ele cria uma base mínima de viabilidade que permite que a capacidade produtiva não seja desativada por completo, visto que esse benefício é utilizado pelas Empresas Brasileiras de Navegação (EBNs), principalmente, nos serviços de docagem, manutenção e reparo, que ocorrem nesses estaleiros nacionais.
E esse é um dos pilares, pois, mais do que garantir a continuidade da indústria naval, esse recurso assegura sua capacidade de continuar existindo com alguma previsibilidade. Sem esse suporte, os estaleiros fecham, a mão de obra se dispersa e a cadeia de fornecedores se desmonta. Levando isso em consideração, mais do que uma fonte de investimento, o AFRMM tem se mostrado uma ferramenta estratégica de política industrial, ambiental e regional. Enfraquecê-lo seria minar a capacidade do Brasil de manter uma indústria naval minimamente ativa, competitiva e preparada para a transição energética.
Para se ter uma ideia, um estudo recente da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com apoio da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), demonstrou que o AFRMM é uma das poucas fontes de recursos públicos com efeito multiplicador direto sobre o PIB, a indústria e o emprego, com impactos particularmente relevantes no fortalecimento da indústria de base e na integração da economia brasileira. A partir do estudo, constatou-se que cada R$ 1,00 investido via AFRMM gera R$ 2,60 em impacto econômico total.
A partir de uma perspectiva geral, o Brasil precisa de políticas públicas que entreguem resultados e tenham visão de futuro, e o AFRMM, com grande potencial de integrar regiões, gerar empregos, reduzir emissões e impulsionar as mais diversas indústrias, pode ser a chave para esses resultados. Enfraquecê-lo agora seria um retrocesso, e custaria muito mais no futuro.
Ainda assim, o AFRMM tem sido alvo de questionamentos, cortes e tentativas de extinção, quase sempre com o argumento simplista de que se trata de um “custo” para o setor produtivo. Sim, é possível, e necessário, reforçar sua governança, melhorar os critérios de aplicação, buscar maior articulação com outras iniciativas federais como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a Nova Indústria Brasil e a política nacional de transporte sustentável, além de fomentar sinergias com programas de transição energética e desenvolvimento regional. Entretanto, o AFRMM já provou seu valor e é a principal fonte de financiamento para manutenção, ampliação e modernização do modal aquaviário no Brasil, que integra regiões, gera empregos, reduz emissões e impulsiona a indústria. É hora de aprimorá-lo, não de enfraquecê-lo.
Desta forma, legislar a favor do AFRMM é legislar a favor de empregos, da competitividade logística, da soberania industrial e da redução das desigualdades regionais. O que está em jogo é a capacidade do Brasil de investir em seu próprio desenvolvimento e de sua população de maneira inteligente, planejada e contínua.
Pascoal Gomes é Vice-Presidente Financeiro e de Relações com Investidores da Log-In Logística Integrada, grupo de soluções logísticas, movimentação portuária, navegação de Cabotagem e Mercosul, além de atuação na ponta rodoviária


O Prêmio Finep de Inovação, a mais tradicional premiação nacional voltada ao reconhecimento de iniciativas que transformam setores estratégicos da economia brasileira, está de volta após uma década. A Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, realiza na próxima quinta-feira (23), em Florianópolis, a quarta etapa da premiação, desta vez para anunciar os vencedores da região Sul.
As áreas contempladas na premiação vão da agroindústria sustentável à bioeconomia, saúde, transformação digital, infraestrutura, deep tech, ecossistemas de inovação e infraestrutura de P&D em ICTs.
Entre 2023 e 2025, 37,4% do total dos recursos contratados pela Finep foram destinados à região Sul, o que representa um salto expressivo em relação ao período anterior. Entre 2019 e 2022, foram aplicados cerca de R$ 4,2 bilhões na região. Já de 2023 a 2025, esse volume saltou para R$ 15,4 bilhões, em 1.979 projetos contratados.
Já foram realizadas as etapas Sudeste, Norte e Centro-Oeste do Prêmio. A etapa Nordeste será a última regional e acontece em Recife, no dia 17 de novembro. Todos os vencedores regionais concorrerão ao prêmio nacional de cada categoria, a ser realizado no Palácio do Planalto, na capital federal, em dezembro.
Ao todo, 115 projetos nacionais concorrem, após uma seleção entre cerca de 3 mil propostas apoiadas pela Finep entre janeiro de 2023 e dezembro de 2024, nas modalidades reembolsáveis e não-reembolsáveis. A iniciativa pretende dar visibilidade a experiências inovadoras em todas as regiões do Brasil, reforçando o compromisso do Governo Federal em estimular o desenvolvimento científico e tecnológico em iniciativas que conectam a pesquisa com benefícios para o setor produtivo. Os vencedores receberão o Selo Prêmio Finep de Inovação 2025. Também haverá destaque a iniciativas lideradas por mulheres ou com participação feminina majoritária, reforçando o compromisso com diversidade e inclusão.
A cerimônia será transmitida ao vivo pelo YouTube da Finep.
Com informações da FINEP.
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação
O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) divulgaram, nesta segunda-feira (13), o resultado da chamada B+P Smart Factory BNDES/2025: 91 projetos receberão R$ 45,3 milhões em recursos não reembolsáveis para desenvolvimento de tecnologias voltadas à indústria 4.0.
- Confira o resultado completo da chamada B+P Smart Factory BNDES/2025 na Plataforma Inovação para a indústria
O estado do Ceará teve o maior número de projetos aprovados no país (46), seguido por Rio de Janeiro (8), Goiás (7), São Paulo (7) e Distrito Federal (6). As tecnologias desenvolvidas pelos vencedores serão aplicadas em 2.652 micro, pequenas e médias indústrias (MPMEs).
As chamadas para impulsionar as fábricas inteligentes (Smart Factory) oferecem apoio técnico e financiam até 70% do valor de projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) relacionados a tecnologias digitais que melhorem a produtividade das MPMEs.
São soluções envolvendo sensores, aplicações móveis, robôs, simuladores, inteligência artificial, entre outras. Os projetos recebem apoio e são submetidos junto aos Institutos de Inovação e Tecnologia do SENAI, por meio da Plataforma Inovação para a Indústria.
“Essa chamada teve o maior número de projetos submetidos e aprovados na história do programa. Isso demonstra que o SENAI e os parceiros BNDES e Finep estão cada vez mais conectados aos ecossistemas de inovação, prospectando e articulando parcerias para projetos com maior assertividade”, comemora o diretor geral do SENAI, Gustavo Leal. Ele destaca que, com esse resultado, o Smart Factory ultrapassa a marca de R$ 110 milhões para desenvolver e validar soluções de transformação digital.
Para o diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do BNDES, José Luís Gordon, “a iniciativa traz um grande alinhamento com a política industrial por meio da Nova indústria Brasil, do governo do presidente Lula, ampliando a transformação digital e a produtividade das empresas. Além disso, alia o potencial do SENAI com a sua rede de institutos tecnológicos e o apoio não reembolsável do BNDES, numa atuação que possibilita a alavancagem de investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação e testes das soluções em um ecossistema de empresas de pequeno porte”.
Tecnologia testada em ambiente real de produção
O diferencial da chamada Smart Factory é que as empresas provedoras de tecnologia com os projetos e recursos aprovados devem validar a solução em ambiente real de produção. Isso garante que as tecnologias não fiquem restritas a laboratórios, mas sejam testadas em fábricas, com evidências na produtividade.
A ação faz parte do programa federal Brasil Mais Produtivo, dentro da modalidade de transformação digital. Até 2027, a estimativa é desenvolver mais de 360 projetos de inovação, impactando positivamente a produtividade de 8,4 mil MPMEs.
O Brasil Mais Produtivo é uma iniciativa do governo federal voltada ao aumento da produtividade e competitividade das micro, pequenas e médias empresas brasileiras, por meio de soluções práticas, como consultorias, formação profissional e acesso a tecnologias.
Com coordenação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o programa é executado em parceria com SENAI, Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) e BNDES.
Foto: Gabriel Pinheiro/CNI


Foto: Iano Andrade/CNI
O estudo Panorama da Infraestrutura - Região Norte revela que 74% dos empresários industriais consideram as condições de infraestrutura da região como regular, ruim ou péssima, enquanto a média nacional é de 45%. O trabalho, lançado nesta quarta-feira (15) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), reúne informações sobre as áreas de transporte, energia, saneamento básico e telecomunicações, bem como as propostas para melhorias da infraestrutura nos sete estados do Norte do país.
Este é o quarto de uma série de cinco estudos produzidos pela CNI com um retrato das condições de infraestrutura nas regiões brasileiras, identificando necessidades de investimento e pleitos do setor industrial.
O presidente da CNI, Ricardo Alban, ressalta que a Região Norte desempenha papel estratégico no desenvolvimento sustentável do Brasil, sobretudo por conta de suas riquezas em biodiversidade e recursos naturais. No entanto, o déficit de infraestrutura tem restringido esse protagonismo.
“As deficiências em rodovias, a baixa integração energética, os entraves no transporte hidroviário e as limitações no acesso a serviços essenciais impactam negativamente a qualidade de vida da população e elevam os custos logísticos, desestimulando os investimentos”, destaca Alban. “Fortalecer a infraestruturada Região Norte, com respeito aos marcos legais e ambientais, é condição indispensável para a atração de investimentos e o crescimento do setor industrial”, acrescenta.
Déficit de infraestrutura limita o crescimento da região
A Região Norte ocupa uma posição estratégica no contexto do desenvolvimento sustentável brasileiro, devido à sua vasta extensão territorial, elevada diversidade biológica e abundância de recursos naturais. Apesar desse conjunto de atributos, o persistente déficit de infraestrutura tem limitado significativamente a capacidade da região de exercer plenamente seu papel como vetor de crescimento econômico e inclusão social.
Apesar de seu expressivo potencial, o Norte enfrenta entraves logísticos e estruturais que comprometem a articulação entre seus polos produtivos. A malha rodoviária apresenta trechos precários ou incompletos, a infraestrutura ferroviária é praticamente inexistente em grandes áreas, e as hidrovias, embora promissoras, carecem de investimentos em dragagem, sinalização e interligações modais.
Obras prioritárias para o desenvolvimento
Um passo importante foi dado no dia 10 de setembro, com o processo de conexão de Roraima ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Além deste empreendimento, o trabalho da CNI lista outras obras prioritárias para destravar a infraestrutura do Norte. Entra elas estão a ampliação da navegabilidade da Hidrovia Araguaia-Tocantins, por meio do derrocamento do Pedral do Lourenço, e a exploração de petróleo e gás na Margem Equatorial – nas bacias da Foz do Amazonas e do Pará-Maranhão.
Outras prioridades destacadas pela CNI são a conclusão da ponte sobre o Rio Xingu, na Transamazônica; a pavimentação do trecho central da BR-319, entre Porto Velho e Manaus; e a implantação da Ferrogrão (EF-170). “Se bem conduzidos, esses projetos podem integrar o interior da região aos mercados nacionais e internacionais, promover a criação de emprego e renda, e garantir segurança energética para o país”, enfatiza o presidente da CNI.
Contribuições para o crescimento sustentável do Norte
O estudo busca contribuir para subsidiar o planejamento e a formulação de políticas públicas voltadas ao crescimento sustentável da região, fator fundamental para o fortalecimento da indústria e da economia. De acordo com o diretor de Relações Institucionais da CNI, Roberto Muniz, a região historicamente sofre com problemas significativos no fornecimento de energia elétrica.
Outro desafio crítico está no saneamento básico. Apenas 61% da população do Norte é atendida por rede de abastecimento de água, o menor índice entre todas as regiões brasileiras. A situação é ainda mais preocupante quando se observa a cobertura de esgotamento sanitário: somente 23% da população total da região conta com acesso à rede coletora de esgoto.
Esses indicadores evidenciam um déficit estrutural que impacta diretamente a qualidade de vida da população, além de dificultar a atração de investimentos e a instalação de novos empreendimentos industriais.
“Diante desse cenário, é urgente que políticas públicas e investimentos priorizem não apenas os corredores logísticos e os projetos de exploração e integração energética, mas também a ampliação de serviços básicos de saneamento. A superação desses obstáculos é condição fundamental para garantir um ambiente de negócios mais favorável, capaz de impulsionar o desenvolvimento sustentável e inclusivo da Região Norte”, pontua Roberto Muniz.
“Para que haja justiça social e o cumprimento do papel de preservação do meio ambiente, é importante que a infraestrutura do Norte seja pensada de forma ampla, inteligente, ambientalmente adequada e resiliente”, completa o diretor de Relações Institucionais da CNI.
A dotação autorizada para investimentos do Ministério dos Transportes e do Ministério de Portos e Aeroportos foi equivalente a R$ 13,7 bilhões em 2024. Deste montante, estava previsto R$ 3,6 bilhões para a Região Norte, sendo que R$ 3,8 bilhões efetivamente pagos (incluindo restos a pagar pagos).
Pré-COP30
O estudo foi lançado nesta quarta, em Brasília, no evento da CNI sobre a Pré-COP30. O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa), Alex Dias Carvalho, alertou que a logística será imprescindível para a região prosperar. “O que precede a sustentabilidade ambiental é o desenvolvimento econômico, mas o que prospera na Amazônia são as ilicitudes. Os inimigos da Amazônia são a pobreza e a falta de oportunidade”, criticou.
Para o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (Fiero) e do Conselho de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI, Marcelo Thomé, apostar no avanço da infraestrutura é imprescindível para a região Norte.
“Não haverá futuro para pensamos em desenvolvimento sustentável se não investirmos em infraestrutura. Os vazios gerados pela infraestrutura precária é que criam espaço para as atividades ilícitas”, afirmou.
Quais os principais gargalos de transporte na Região Norte?
Infraestrutura das rodovias
Acesso aos portos/Infraestrutura dos portos
Pouca malha ferroviária
Atendimento de Esgoto
As redes de esgoto atendem a 60% da população total do Brasil. A Região Norte tem o menor índice de atendimento do país com cerca de 23% da população atendida com esgotamento sanitário. O indicador de esgotamento sanitário é referente aos serviços que utilizam rede pública. O Estado de Roraima é o que apresenta a maior cobertura, com índice de 66%.
Atendimento de Água
Com base nos dados mais recentes divulgados pelo Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (SINISA), em 2024, referentes a 2023, 61% da população da Região Norte é atendida com rede de abastecimento de água. Dos estados que compõem a região, Tocantins é o que tem o maior índice de atendimento de sua população (85%).
Perdas na Distribuição de Água
Os dados referentes a perdas na distribuição de água apontam para um índice de 50% na Região Norte, em 2023. Com exceção dos estados do Tocantins e de Rondônia, que possuem índice de perdas de 31% e 37%, respectivamente, os demais estados encontram-se acima da média nacional (40%). Esse percentual representa a parcela do volume de água disponibilizado que não foi utilizado pelos consumidores, seja por vazamentos, falhas nos sistemas de medição ou ligações clandestinas.
Obras paradas
De acordo com auditoria mais recente realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) sobre contratos de obras públicas custeadas com recursos federais, foram analisados 3.790 contratos nos estados que compõem a Região Norte, dentre os quais foram identificadas 2.207 obras paralisadas (58%). Dos vários setores da infraestrutura, o saneamento básico e os transportes estão entre os que possuem elevado número de registros de paralisações na região.
Novo PAC
O Novo PAC, anunciado em agosto de 2023, prevê investimentos de R$ 1,7 trilhão em todos os estados do Brasil, sendo R$ 294 bilhões em obras, serviços e empreendimentos na Região Norte.
Frota de veículos
De acordo com dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), referentes a dezembro de 2024, a frota total de veículos em operação na Região Norte era de 7 milhões, segmentados em 30,6% de automóveis, 38,5% de motocicletas, 6,1% de veículos de carga e 24,8% de outras modalidades de veículos.
Aeroportos mais movimentados em relação a transporte de passageiros no Norte
1 - Aeroporto de Belém - 4.000.641
2 - Aeroporto de Manaus - 2.853.903
3 - Aeroporto de Palmas - 718.096
4 - Aeroporto de Macapá - 593.044
5 - Aeroporto de Santarém - 511.320
6 - Aeroporto de Porto Velho - 466.973
7 - Aeroporto de Boa Vista - 447.552
8 - Aeroporto de Marabá - 371.479
9 - Aeroporto de Rio Branco - 340.244
10 - Aeroporto de Parauapebas - 192.875
Avaliação dos empresários industriais
74% dos empresários industriais consideram as condições de infraestrutura como regular, ruim ou péssima na Região Norte. No Brasil, esse patamar é de 45%.
54% dos empresários industriais apontam a infraestrutura rodoviária como regular, ruim ou péssima. Na Região Norte, a situação relatada é pior (90%).
49% dos empresários industriais consideram a infraestrutura ferroviária como regular, ruim ou péssima na Região Norte. No Brasil, essa participação equivale a 52%.
41% dos empresários industriais dizem que a infraestrutura aeroportuária é regular, ruim ou péssima. Já no Brasil, esse percentual atinge 31% dos entrevistados.
44% dos empresários industriais afirmam que a infraestrutura portuária é regular, ruim ou péssima. Já no Brasil, equivale a 34%.
61% dos empresários industriais afirmam que a infraestrutura de energia é regular, ruim ou péssima. No Brasil, o índice é de 34%.
83% dos empresários industriais afirmam que a infraestrutura de saneamento é regular, ruim ou péssima. Já no Brasil, equivale a 50%.
66% dos empresários industriais afirmam que a infraestrutura de telecomunicações é regular, ruim ou péssima. Já no Brasil, o percentual equivale a 38%.
Como avançar?
Confira as principais propostas da CNI e das federações estaduais das indústrias da Região Norte:
Rodovias
Ferrovias
Hidrovias
Portos e aeroportos
Energia
Petróleo e Gás Natural
Saneamento básico
Telecomunicações
Custo Brasil
As condições de infraestrutura estão diretamente ligadas ao Custo Brasil. Expressão que nasceu na CNI e se refere ao peso, muitas vezes, invisível, das dificuldades estruturais, burocráticas e econômicas que prejudicam o ambiente de negócios do Brasil.
A CNI trabalha para mudar esse cenário e uma das formas foi criar uma campanha para dar "cara" e jogar luz nos "vilões" do Custo Brasil. E um deles, a Infradonha", vive para emperrar a infraestrutura.
Estradas em más condições e portos ineficientes, por exemplo, aumentam os prazos de entrega, os gastos com manutenção de veículos e máquinas, tornando os produtos brasileiros mais caros e menos competitivos no mercado global. A melhoria da infraestrutura é, portanto, um fator-chave para reduzir o Custo Brasil e impulsionar o desenvolvimento industrial.
Mais de 42 mil brinquedos e artigos infantis foram fiscalizados em Santa Catarina pelo Instituto de Metrologia (Imetro-SC). A operação Criança Segura teve o objetivo de verificar se os produtos comercializados atendem aos requisitos técnicos e legais de segurança, e se exibem o Selo do Inmetro, obrigatório por lei.
A operação ocorreu em 40 cidades catarinenses. Ao todo foram fiscalizados 42.357 itens, dos quais 6.268 apresentaram irregularidades – um índice de cerca de 15%. O principal problema encontrado foi a ausência do Selo de Conformidade do Inmetro na embalagem ou no rótulo dos produtos.
O presidente do Imetro-SC, o eng. Alexandre Soratto, reforça a importância do Selo do Inmetro, especialmente em itens destinados ao público infantil. “O Selo do Inmetro atesta que aquele produto passou por rigorosos testes de segurança e qualidade. Este trabalho segue a diretriz do governador Jorginho Mello de zelar pela segurança das famílias catarinenses”.
A Operação Criança Segura integra o calendário anual de fiscalizações coordenadas pelo Inmetro e pela Rede Brasileira de Metrologia Legal e Qualidade (RBMLQ-I). Estas ações são voltadas à proteção do consumidor e ao fortalecimento da confiança nas relações de consumo, sendo intensificadas no período que antecede o Dia das Crianças.
Orientações ao Consumidor
O Imetro-SC orienta os consumidores a verificarem a presença do Selo de Conformidade do Inmetro na hora de comprar brinquedos.
Denúncias
Em casos de brinquedos sem selo ou com suspeitas de falsificação, entrar em contato com a Ouvidoria do Imetro-SC pelo e-mail: ouvidoria@imetro.sc.gov.br ou pelo telefone (48) 3664-4554, de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h.
Também é possível relatar acidentes de consumo ou incidente no Sistema Inmetro de Monitoramento de Acidentes de Consumo (Sinmac), que recebe relatos de incidentes relacionados a produtos e serviços. As informações reportadas auxiliam a aprimorar regulamentos e a orientar novas ações de fiscalização.


Percentual ficou bem acima da média nacional de 1,6%. Comércio catarinense é puxado pelo consumo das famílias – Foto: Leo Munhoz/SecomGOVSC
O volume de vendas do comércio catarinense cresceu 6% entre janeiro e agosto na comparação com o mesmo período do ano passado, conforme dados do IBGE divulgados nesta quarta-feira, 15. O desempenho positivo é puxado principalmente pelo aumento do consumo das famílias em estabelecimentos como supermercados, lojas e farmácias.
Com a alta de 6% em 2025, o comércio catarinense é o segundo que mais cresce no país, atrás apenas do Amapá (7,1%). O resultado, portanto, ficou bem acima da média nacional, que registrou elevação de 1,6% no mesmo período. O percentual de Santa Catarina ficou à frente dos vizinhos Rio Grande do Sul (3,1%) e Paraná (2,6%), bem como de estados como Minas Gerais (1,5%), São Paulo (0,8%) e Rio de Janeiro (-2%).
“O aquecimento do comércio retrata a forte geração de emprego e renda em Santa Catarina. Com mais dinheiro no bolso, o catarinense tem condições de fazer compras, adquirir bens e movimentar a economia. Nesse sentido, o Governo do Estado tem feito o dever de casa: estamos desburocratizando o ambiente de negócios, atraindo empresas e incentivando o investimento privado”, destaca o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Silvio Dreveck.
Comércio catarinense alavancado pelo consumo das famílias
O crescimento de 6% nas vendas do comércio catarinense reflete o aumento do consumo das famílias. Entre os segmentos do comércio avaliados pelo IBGE destacam-se os artigos de uso pessoal e doméstico (12,4%), supermercados e hipermercados (7,5%), bem como artigos farmacêuticos, perfumaria e cosméticos (4,7%). As vendas de tecidos, vestuário e calçados (4,5%) e combustíveis e lubrificantes (4%) também tiveram elevação.
Outros segmentos, no entanto, registram retração no acumulado de 2025. É o caso da venda de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-5,7%), eletrodomésticos (-2,2%) e móveis (-1%).
“A economia brasileira está mostrando sinais de desaquecimento, principalmente pelos juros altos e cenário internacional desfavorável. Isso se reflete em Santa Catarina, porém o estado segue crescendo em patamar elevado, acima da média nacional. Ou seja, fruto de uma economia forte, diversificada e de um povo que é trabalhador e empreendedor”, acrescenta o secretário Silvio Dreveck.
Preocupadas com o elevado preço do gás em Santa Catarina, representantes de indústrias consumidoras que integram a Infragás reuniram-se no dia 14 para debater alternativas com a Federação das Indústrias de SC (FIESC). O presidente da entidade, Gilberto Seleme, explica que o gás é um insumo relevante na composição de custos das empresas com uso intensivo, como é o caso do setor cerâmico, por exemplo. “As indústrias fizeram investimentos significativos para adequar sua produção ao uso do gás, na expectativa de que os custos fossem atrativos. Ter um dos preços mais altos do país afeta a competitividade dessas empresas”, explica.
Segundo o Ministério de Minas e Energia, em junho deste ano, o preço do gás natural distribuído pela SCGás para o segmento industrial em SC era de US$ 19,5/MMbtu, o 5º maior entre as distribuidoras brasileiras. Comparativamente ao preço do gás boliviano na fronteira com o Brasil o gás catarinense custava 3 vezes mais em junho de 2025. Nos Estados Unidos, o preço era de US$ 3,02/MMbtu, no Reino Unido de US$ 10,79/MMbtu e na Alemanha de US$ 12,59/MMbtu.
A FIESC vai estudar a questão para propor soluções para sensibilizar o governo do estado e demais agentes do mercado de gás, no sentido de atender a demanda da indústria.
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação


Apesar das altas cifras para adquirir um imóvel de alto padrão na cidade catarinense de Balneário Camboriú, o custo de manutenção é competitivo e acessível se comparado a grandes capitais. Bruno Cassola, especialista em mercado imobiliário de luxo na região, afirma que os compradores podem se surpreender e que valores de condomínio, IPTU e taxa de lixo podem ficar abaixo dos R$ 3 mil por mês em unidades com amplas áreas de lazer e infraestrutura, inclusive em bairros nobres do município.
Conhecida por ostentar o metro quadrado mais valorizado do Brasil, conforme a FipeZap, e pelos arranha-céus gigantes em sua orla, Balneário Camboriú (SC) segue como uma das cidades mais desejadas para viver e investir em imóveis de luxo. Em alguns bairros, como a Barra Sul, o metro quadrado pode ultrapassar R$ 100 mil e supera até a média de localidades nobres de São Paulo. Mas manter um imóvel milionário no município é tão caro quanto o seu custo de aquisição? O corretor de imóveis e especialista em mercado imobiliário, Bruno Cassola, que tem quase 20 anos de atuação no litoral norte catarinense, destaca que o custo mensal de manutenção pode surpreender. “Em muitos casos, é possível manter um apartamento em uma das áreas mais valorizadas da cidade com despesas inferiores a R$ 3 mil mensais. Isso porque, mesmo em edifícios com ampla área de lazer, a divisão entre os condôminos e a eficiência das novas construções tornam o valor bastante competitivo frente ao padrão de moradia oferecido”, explica.
Um levantamento feito pela Imobiliária Bruno Cassola, com base em imóveis à venda na Barra Sul, apontou que o valor médio dos condomínios parte de R$ 1,4 mil por mês e pode chegar a R$ 8 mil, dependendo das comodidades de lazer do edifício e do ano de construção. Já o IPTU varia de R$ 241 a R$ 875 mensais, e a taxa de lixo fica em torno de R$ 700 por ano para imóveis localizados no bairro nobre.
“Muitos clientes se surpreendem positivamente ao descobrir que, em comparação ao valor de aquisição do imóvel, o custo de condomínio pode ser considerado acessível. Ainda mais quando pensamos na infraestrutura de lazer e segurança que esses empreendimentos oferecem”, explica Bruno Cassola.
No maior prédio frente-mar do Brasil, o One Tower, com endereço na Barra Sul de Balneário Camboriú, um apartamento com vista para o oceano é comercializado por aproximadamente R$ 12 milhões. A unidade conta com 196 m² privativos, quatro suítes (sendo uma master com hidromassagem), quatro vagas de garagem, living integrado, espaço grill e acabamentos de alto padrão. Na área de lazer, a lista impressiona: sauna, cinema, spa, piscinas (interna, externa e infantil), quadra esportiva, salão de festas, mini mercado, espaço fitness e até box de praia. O custo mensal do condomínio fica em torno de R$ 2,6 mil, já o IPTU custa R$ 10,1 mil anuais – uma média mensal de menos de R$ 3 mil, incluindo todas as taxas do imóvel.
Outro ícone da cidade é o Yachthouse by Pininfarina, o prédio mais alto da América Latina e lar de celebridades como Neymar e Luan Santana. Apesar da imponência, o valor do condomínio no edifício é considerado competitivo: R$ 1,98 mil mensais, enquanto o IPTU é de R$ 10,2 mil por ano.
“Esses exemplos mostram que é possível viver em um dos endereços mais desejados do Brasil pagando um valor de condomínio similar ao de prédios em capitais, mas com uma estrutura muito mais completa e exclusiva, além de alta rentabilidade, liquidez, segurança e qualidade de vida, aspectos que os grandes centros urbanos não oferecem”, reforça o especialista.
Sobre o Bruno Cassola
Eleito campeão em vendas, premiado 10 vezes pelas renomadas construtoras FG e Embraed em Balneário Camboriú, é considerado uma autoridade em vendas de apartamentos de alto padrão na cidade. É empresário, administrador de empresas e corretor de imóveis especializado em ativos de alta rentabilidade. Atua há 18 anos no ramo imobiliário, especializado em imóveis de alto padrão em Balneário Camboriú, considerado o metro quadrado mais valorizado do Brasil. Possui registro no Conselho Regional dos Corretores de Imóveis (CRECI), Conselho Regional de Administração (CRA) e no Cadastro Nacional de Avaliadores de Imóveis (CNAI).
Mais informações: https://www.brunocassola.com.br/
Por Eduardo Zugaib
Há apenas três certezas na vida: a morte, os boletos e a mudança. Tudo muda e, pelo bem ou pelo mal, isso inclui você. O que funcionava ontem pode não funcionar amanhã e a estabilidade é uma ilusão passageira. O mundo avança, tecnologias se reinventam, comportamentos se transformam e, quando menos percebemos, nos tornamos obsoletos não pela idade, mas por inércia.
Pense em um atleta no auge da carreira. Ele é veloz, imbatível, dono de reflexos apurados e disciplina invejável. Mas o tempo passa e um novo competidor, mais jovem e adaptado, surge para ocupar o mesmo espaço. A decadência, aqui, não é um acidente. É uma consequência natural de quem acredita que o auge é um lugar onde se pode morar. O mesmo vale para nós, profissionais, líderes, educadores e empreendedores. A pergunta não é se a mudança vai chegar, mas quando. E ela sempre chega, mesmo que você não queira.
A história japonesa dos samurais ilustra bem esse ponto. Por séculos, eles dominaram o Japão com disciplina, honra e maestria no uso da espada. Até que a pólvora chegou. De repente, toda a técnica milenar perdeu espaço diante da força impessoal das armas de fogo. Muitos resistiram, lavaram a honra e morreram lutando contra o inevitável, outros compreenderam que não adiantava enfrentar a realidade com espadas afiadas e se reinventaram como estrategistas, conselheiros, empresários. A realidade não se preocupa com o passado glorioso, apenas com a capacidade de adaptação ao que vem pela frente.
Aprender continuamente, portanto, não é um luxo intelectual, mas necessidade de sobrevivência. Sócrates já dizia: “Só sei que nada sei.” Essa frase não expressa ignorância, e sim humildade, o reconhecimento de que o mundo é maior que o nosso repertório. E tal como a água, quando o conhecimento não se renova, quando não se transforma em sabedoria e posteriormente em atitude, ele simplesmente apodrece.
A todo instante a realidade nos joga na cara exemplos de quem não entendeu isso. Durante décadas, os datilógrafos dominaram o ambiente de trabalho. Até que os computadores chegaram e quem não se adaptou ficou para trás. O mesmo acontece hoje com profissionais que ignoram o impacto da inteligência artificial, da transformação digital ou das novas habilidades comportamentais exigidas pelas empresas, diante de realidades cada vez mais voláteis. Ontem ou hoje, o problema não é a tecnologia substituir pessoas, mas pessoas se recusarem a aprender novas formas de trabalhar.
A obsolescência não acontece de repente; é um processo lento e silencioso, que começa quando alguém acredita que já fez o suficiente. A reinvenção, ao contrário, é um ato de coragem, que podemos também chamar de “a nova competência essencial”. É aceitar que o desconforto faz parte da evolução e que não há crescimento possível sem curiosidade. Manter-se atualizado, observar tendências, experimentar novas habilidades, ouvir o diferente, questionar o próprio modo de pensar... tudo isso é parte da luta diária contra o esquecimento.
Tudo fica obsoleto. As máquinas, as ideias, os métodos e nós também. Mas a boa notícia é que a obsolescência não é o fim da linha, e sim um aviso para quem se recusa a aprender e, por isso, acaba envelhecendo antes do tempo. No fim, o que garante nossa relevância não é o que sabemos, mas o quanto ainda estamos abertos a aprender.
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Eduardo Zugaib é educador executivo, professor, escritor best-seller e autor do livro “Filosofia Bruta” (DVS Editora)


Para fortalecer a cooperação bilateral entre os setores privados do Brasil e da Índia — que registraram expansão expressiva no intercâmbio comercial nos últimos cinco anos —, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Federation of Indian Chambers of Commerce and Industry (FICCI) vão lançar o Fórum Empresarial de Líderes Brasil-Índia, mecanismo de cooperação empresarial voltado a promover o comércio, os investimentos e a inovação entre os dois países.
A iniciativa será oficializada durante o Diálogo Empresarial Brasil–Índia, nos dias 16 e 17 de outubro, em Nova Délhi, por ocasião da visita oficial do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin.
Por meio do mecanismo, serão elaboradas recomendações conjuntas aos governos dos dois países, com o intuito de fortalecer o comércio bilateral, estimular o fluxo de investimentos e impulsionar parcerias em tecnologia, inovação e capacitação.
O Fórum segue o formato de conselhos empresariais mantidos pela CNI com parceiros estratégicos como Estados Unidos, Japão e México, que têm se mostrado fundamentais na aproximação entre empresas e governos.
Segundo o presidente da CNI, Ricardo Alban, a criação do grupo consolida uma agenda de cooperação de longo prazo entre as duas maiores economias do Hemisfério Sul.
“Brasil e Índia compartilham objetivos e desafios semelhantes, e o setor privado tem um papel essencial para transformar essa relação estratégica em resultados concretos. O novo mecanismo empresarial será um canal permanente de diálogo e cooperação, capaz de gerar propostas pragmáticas, identificar oportunidades de investimento e ampliar a inserção das nossas indústrias em cadeias globais de valor”, afirma Alban.
A expectativa é que o novo mecanismo contribua para ampliar projetos em áreas como biocombustíveis, hidrogênio verde, energias renováveis e inovação tecnológica, além de modernizar acordos já existentes, como o Acordo de Cooperação e Facilitação de Investimentos e o Acordo para Evitar a Dupla Tributação.
Relação bilateral ganha importância e comércio ultrapassou US$ 11 bilhões
Atualmente, o comércio bilateral entre Brasil e Índia soma US$ 11,7 bilhões, e os investimentos indianos no Brasil alcançaram US$ 2,9 bilhões em 2023. Em relação à balança comercial, dados de 2024 indicam que a Índia foi o 13º destino das exportações brasileiras, com US$ 5,3 bilhões, o que representa crescimento de 12,5% em relação a 2023. No mesmo período, o Brasil importou US$ 6,8 bilhões em produtos indianos, registrando leve queda de 0,3%.
Nos últimos cinco anos (2019–2024), houve uma expansão expressiva do intercâmbio comercial: as exportações brasileiras para a Índia cresceram de US$ 2,78 bilhões para US$ 5,3 bilhões, atingindo um pico de US$ 6,34 bilhões em 2022.
As importações seguiram trajetória semelhante, subindo de US$ 4,7 bilhões em 2019 para US$ 6,8 bilhões em 2024, com máximo de US$ 9,6 bilhões também em 2022.
Esse movimento de aceleração até 2022, seguido de ajuste em 2023 e estabilização em 2024, reflete a normalização dos preços internacionais e a manutenção da demanda por insumos e manufaturados indianos, ao mesmo tempo em que se recompõe a demanda da Índia por exportações brasileiras.
Programação inclui prospecção de negócios e visitas técnicas
O Diálogo Empresarial Brasil–Índia, organizado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em parceria com a CNI e a FICCI, reunirá autoridades governamentais e líderes empresariais para debater setores estratégicos e novas oportunidades de integração econômica.
A programação inclui seminários, reuniões bilaterais e visitas técnicas, que oferecerão às empresas brasileiras oportunidades de networking, prospecção de negócios e parcerias tecnológicas. No evento, a CNI será representada pelo superintendente de Relações Internacionais, Frederico Lamego.
Segundo Alban, o fortalecimento das relações com a Índia é parte da estratégia da CNI de diversificar mercados e ampliar a presença da indústria brasileira na Ásia, especialmente em um momento de reordenação das cadeias globais de valor.
“Nosso foco é garantir que o Brasil esteja entre os protagonistas da nova geografia econômica mundial. A cooperação com a Índia é estratégica para impulsionar inovação, sustentabilidade e competitividade — três pilares essenciais para o futuro da indústria brasileira”, reforça o presidente da CNI.
A produção industrial catarinense já reflete os impactos do tarifaço norte-americano sobre as exportações brasileiras. No mês de agosto, o indicador medido pelo IBGE mostrou recuo de 1,8% em relação a julho. “Os números da produção industrial comprovam o que o industrial já vinha sentindo: uma redução no números e pedidos, reflexo principalmente das altas tarifas para os Estados Unidos, mas também uma desaceleração da demanda interna em alguns segmentos”, explica o presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Gilberto Seleme.
Dados compilados pelo Observatório FIESC mostram que a fabricação de produtos de madeira foi o setor com maior queda em agosto frente ao mês anterior, de 8,4%. O economista-chefe da Federação, Pablo Bittencourt, explica que o resultado reflete uma antecipação de pedidos dos clientes dos EUA - o que elevou estoques - e também a redução da demanda motivada pelo impacto da tarifa nos preços. Santa Catarina é o estado que mais exporta produtos de madeira para os Estados Unidos. Em 2024, foi responsável por 36,7% das exportações brasileiras de produtos de madeira para o mundo, das quais 41% tiveram como destino os EUA.
O setor de metalurgia teve recuo de 7%, também reflexo da política tarifária norte-americana sobre as exportações catarinenses. Já a queda de 7,5% na fabricação de veículos automotores, reboques e carroceria, tem em fatores domésticos sua principal causa. Bittencourt destaca que a alta taxa de juros prejudica o setor de duas formas: encarece o crédito e adia investimentos em bens como caminhões, que representam uma parcela significativa da produção metalúrgica de Santa Catarina. O alto nível de endividamento das famílias também impacta o desempenho, com redução de vendas de veículos leves, exceto os veículos “verdes” incentivados pelo programa Mover.
“O desempenho levemente positivo do setor de móveis, com alta de 0,6%, mascara um processo contínuo de desaceleração que vem ocorrendo desde o final de 2024. Essa tendência reflete a fraqueza da demanda interna, afetada pelo elevado nível de juros”, explica o economista. O setor depende mais do mercado brasileiro do que o de produtos de madeira. Ainda assim, a forte queda nas exportações — especialmente em setembro (-55% para os EUA) — deve continuar impactando a produção nos meses de setembro e outubro. A indústria catarinense de móveis foi responsável por 27,6% das exportações brasileiras do setor, sendo o segundo estado mais relevante. Contudo, na exportação destinada aos EUA, Santa Catarina respondeu por quase metade (46,5%) dos embarques de produtos de móveis.
Também chama a atenção o recuo na fabricação de bens intermediários, como produtos químicos (-1,6%), borracha e plásticos (-1,9%). Esse desempenho sinaliza desaceleração de pedidos de produtos como embalagens, dando uma indicação de que a produção industrial pode manter essa trajetória negativa para os próximos meses.
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação


Foto: Divulgação
A GOL Linhas Aéreas anunciou um incremento de voos para o aeroporto de Florianópolis (FLN) na alta temporada, período entre dezembro de 2025 a fevereiro de 2026. O número de pousos e decolagens aumentou de 3.240 para 3.698, resultando em um aumento de 458 voos, o que representa um crescimento de 14%. Da mesma forma, o número de assentos subiu de 594 mil para 681 mil, um aumento de aproximadamente 86 mil assentos (15%).
As rotas que ganharam maior oferta são as que ligam a capital de Santa Catarina a Brasília, Rio de Janeiro/RIOGaleão, São Paulo/Guarulhos e Buenos Aires/Aeroparque, além das novas operações anunciadas para as cidades de Córdoba e Rosário, ambas também na Argentina, com um incremento de 554 voos no total na comparação com o mesmo período do ano passado.
“A ampliação da atuação da GOL em Santa Catarina é resultado de uma política pública do governo catarinense, que alia o interesse dos usuários, das empresas e das concessionárias dos aeroportos. Esta união de esforços entre poder público e iniciativa privada, determinada pelo governador Jorginho Mello, se reflete em anúncios como esse, com mais voos, mais ofertas de assentos, mais destinos e mais opções para os passageiros”, comenta o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias (SPAF), Beto Martins.
Mais de 16 mil voos e 3 milhões de assentos foram planejados para o Sul do Brasil – aumento de 17%, na comparação com o ano anterior. Como destaques, o novo destino da GOL em Santa Catarina, Lages/Serra Catarinense (EEA), as novas rotas Chapecó (XAP)-Florianópolis (FLN). Grandes receptores e emissores de passageiros, incluídos o aeroporto de Navegantes (NVT) e Florianópolis terão mais frequências e horários para as capitais fluminense e paulista.
Ao todo, só no mercado doméstico, serão 60 mil voos e 11 milhões de assentos distribuídos de Norte a Sul – todas as regiões brasileiras terão incremento de operações. Frente ao verão 2024/2025, a expansão é de 13%. A Companhia atingirá, na próxima estação, a maior capacidade de sua história, chegando a 14 bilhões de assentos-quilômetro (ASK), indicador de tamanho na indústria aérea.
“Nossa malha aérea de alta temporada de verão, a maior da história, reflete o compromisso da Companhia em atender à crescente demanda por viagens. Estamos expandindo nossas conexões, não apenas entre os principais destinos do Brasil, mas também em novos mercados internacionais, evidenciando nossa dedicação em contribuir para o fortalecimento do turismo. Essa estratégia também potencializa o acesso a atrações turísticas, impulsionando a economia e promovendo o desenvolvimento regional”, afirma Mateus Pongeluppi, vice-presidente Comercial da GOL.
A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) é finalista da primeira edição do Prêmio de Melhores Práticas em Compliance e Integridade, organizado pelo Sistema Indústria.
A iniciativa classificada se chama Conflito de Interesse: Excelência em Governança e Controle Interno. Ela busca evitar situações de conflito de interesse na entidade, como relações de parentesco e vínculos com fornecedores.
Os outros quatro finalistas são programas das federações das indústrias do Ceará, Paraná, Pernambuco e Rio de Janeiro.
VENCEDORES
Os três vencedores serão anunciados durante o Encontro Nacional de Compliance do Sistema Indústria, promovido pela Superintendência de Compliance e Integridade das entidades nacionais do Sistema Indústria. A solenidade está prevista para os dias 28 e 29 de outubro.
Participaram federações de todo o país. Os projetos foram avaliados com base em cinco critérios: originalidade, impacto, alinhamento estratégico e conformidade normativa, replicabilidade e sustentabilidade.
OBJETIVO
A premiação reconhece e estimula as melhores práticas de compliance e integridade no âmbito das entidades do Sistema Indústria, fortalecendo a governança e o alinhamento às boas práticas de mercado.
Acesse a página especial do compliance da FIESC: https://fiesc.com.br/pt-br/compliance
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas




Endividamento
EconomiaEndividamento das famílias brasileiras bate recorde histórico
Publicado21 segundos atrás
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O endividamento das famílias brasileiras atingiu níveis históricos em setembro. Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), 30,5% das famílias têm contas em atraso, o maior patamar desde o início da série histórica, em 2010.
Além disso, 13% das famílias admitem que não conseguirão pagar suas dívidas em atraso, indicando um aumento significativo da inadimplência no país. O levantamento aponta um cenário de crescente fragilidade financeira, que afeta todos os perfis de renda.
“Mesmo com o endividamento funcionando como um aquecedor das vendas no comércio, a crescente inadimplência evidencia que há uma frenagem desta dinâmica”, avaliou o economista-chefe da CNC, Fábio Bentes.
O especialista destaca que o aumento da inadimplência está relacionado à combinação de taxa de juros elevada e orçamento comprometido das famílias. “Isso não ocorria desde a recessão de 2015 e 2016, a pior da história econômica recente do Brasil. Apesar do crescimento do mercado de trabalho e da renda, a taxa de juros está em um patamar tão elevado que nem mesmo esse cenário positivo consegue absorver as prestações e financiamentos cada vez mais pesados”, explicou Bentes.
A pesquisa revela que o endividamento não escolhe gênero nem renda. Entre as famílias de renda mais baixa, com até três salários mínimos, o índice de endividados subiu de 81,1% em agosto para 82% em setembro. Entre os mais ricos, que recebem mais de dez salários mínimos por mês, a fatia de endividados passou de 68,7% para 69,5%.
Enquanto os homens lideram em número de endividados, as mulheres são maioria entre os que atrasam pagamentos. Quase metade das famílias endividadas possui contas em atraso há mais de 90 dias.
De acordo com a CNC, 79,2% das famílias possuem contas a vencer, o maior índice desde 2010. As dívidas incluem cartão de crédito, cheque especial, carnês, crédito consignado, empréstimos pessoais e prestações de veículos e imóveis.
A entidade projeta que até o fim de 2025 o endividamento aumente 3,3 pontos porcentuais, enquanto a inadimplência deve subir 1,7 ponto porcentual.
Bentes alerta que a perspectiva de melhora é limitada: “Por conta dos juros muito elevados para combater a inflação, um afrouxamento da política monetária só deve ocorrer no final do primeiro semestre do ano que vem”.
Márcio Coimbra*
A intensificação da cooperação militar entre Rússia e China revela mais que uma aproximação circunstancial: representa uma transformação estrutural na geopolítica contemporânea. Um dossiê de 800 páginas, analisado pelo Royal United Services Institute (RUSI), em Londres, descreve como Moscou tem auxiliado Pequim em preparativos para um possível conflito em torno de Taiwan. Os contratos envolvem fornecimento de veículos anfíbios, sistemas antitanque e transporte de tropas, além de programas de treinamento e transferência tecnológica que permitem à China produzir internamente equipamentos avançados.
Historicamente, o Kremlin evitava compartilhar segredos militares com a China, receoso de espionagem industrial e perda de autonomia estratégica. O isolamento decorrente da guerra na Ucrânia, porém, alterou esse cálculo. Moscou passou a ver na ascensão chinesa uma oportunidade de reequilibrar o sistema internacional, reduzindo a dependência do Ocidente e enfraquecendo a hegemonia euro-americana.
Essa convergência vai além da cooperação militar: traduz a consolidação de um eixo autoritário global. Rússia e China compartilham uma visão revisionista da ordem liberal internacional, contestando normas multilaterais e relativizando os princípios democráticos. Sob Xi Jinping, Pequim combina poder econômico, controle ideológico e expansão militar, como se observa na militarização do Mar do Sul da China e na pressão constante sobre Taiwan. Já Moscou utiliza a parceria para mitigar sanções e ampliar sua influência no Sul Global.
Trata-se de uma aliança baseada em pragmatismo e afinidade política. Ambas rejeitam o modelo de governança liberal, valorizam a centralização do poder e instrumentalizam a informação como ferramenta de controle social. Essa lógica autoritária propõe uma nova arquitetura internacional, na qual a soberania nacional se sobrepõe ao direito internacional e a força substitui a previsibilidade das regras.
Nesse contexto, Taiwan tornou-se o epicentro simbólico da disputa entre dois modelos de ordem mundial. Democrática, inovadora e essencial para a economia global, a ilha representa um contraponto direto ao autoritarismo chinês. Sua defesa ultrapassa a dimensão regional: tornou-se um teste para a credibilidade das democracias e para a resiliência da ordem baseada em regras.
A resposta ocidental ainda é cautelosa. Alianças como o QUAD e o AUKUS buscam conter a influência de Pequim, mas a interdependência econômica com a China impõe limites à ação coletiva. O desafio das democracias é mais amplo que o militar: envolve restaurar a confiança no multilateralismo e reafirmar que liberdade e pluralismo continuam sendo pilares de estabilidade.
O fortalecimento da parceria sino-russa indica que a disputa pela ordem global não é apenas estratégica, mas civilizacional. De um lado, a visão liberal fundada em regras e instituições; de outro, a lógica autoritária que privilegia poder e soberania. O futuro do equilíbrio internacional dependerá da capacidade das democracias de agir com coesão, propósito e visão — antes que a força imponha, mais uma vez, o silêncio das regras.
*Márcio Coimbra é CEO da Casa Política e Presidente-Executivo do Instituto Monitor da Democracia. Conselheiro e Diretor de Relações Internacionais da Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais (Abrig). Mestre em Ação Política pela Universidad Rey Juan Carlos (2007). Ex-Diretor da Apex-Brasil e do Senado Federal.


A Confederação Nacional da Indústria (CNI) considera acertada a decisão da Câmara dos Deputados de derrubar a Medida Provisória 1.303/2025, que apresentava alternativas para o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
Com a perda da validade, o aumento de alíquotas deixa de vigorar e não haverá elevações tributárias previstas na MP. Para a CNI, a decisão é correta, uma vez que esse aumento de carga tributária elevaria os preços dos produtos e serviços para toda a sociedade.
“A Câmara dos Deputados evitou mais um aumento de carga tributária, deixando o setor produtivo menos sobrecarregado para contribuir para o crescimento do país. Entendemos que os parlamentares agiram com responsabilidade, pois as compensações ao IOF afetariam toda a sociedade e atingiria diretamente o consumidor brasileiro”, afirma o presidente da CNI, Ricardo Alban.
Alban destaca que a atividade produtiva é sufocada, constantemente, por incrementos da carga tributária e da taxa de juros. Recentemente, todo e qualquer ajuste fiscal é só sobre aumento de carga, independentemente de a receita estar subindo pelo crescimento da economia.
“Este seria mais um duro golpe no setor produtivo, enquanto as bets, por outro lado, seriam poupadas”, avalia o presidente da CNI, Ricardo Alban.
A Havan conquistou o oitavo lugar entre melhores varejistas brasileiras, segundo o ranking “Melhores e Maiores”, elaborado pela revista Exame. A rede de lojas aparece também na 125ª posição entre as mil maiores empresas do país e a segunda entre as marcas de Santa Catarina.
Esse é um dos prêmios mais importantes do ramo de negócios e economia do país. A metodologia utilizada na análise das empresas une informações sobre dados financeiros, sua capacidade de crescimento e o alinhamento com práticas de responsabilidade social e ambiental.
O empresário Luciano Hang, dono da Havan, diz que é um orgulho receber esse reconhecimento. "Essa é uma conquista que representa o trabalho de todos os colaboradores que estão empenhados no crescimento da empresa. Em 39 anos de história enfrentamos muitos desafios, mas nunca perdemos o foco e a vontade de ter os melhores resultados. Esse prêmio é muito importante para todos nós", afirma.
Fundada em 1986, em Brusque (SC), a varejista conta com 184 megalojas localizadas em 23 estados brasileiros mais o Distrito Federal. Neste mês, dia 25 de outubro, a varejista inaugura ainda a filial de número 185, em Taubaté (SP).


*Por Edson Augusto Schlogl, diretor da Incofios
O Brasil é um dos maiores exportadores de algodão do mundo e, a indústria têxtil de Santa Catarina, é conhecida por sua história e legado na construção de um dos polos mais importantes do setor no país. Foi nesse cenário que nasceu a Incofios, em Indaial (SC), há 24 anos. O que começou como uma produção voltada a atender parte do consumo interno do Grupo Rovitex se transformou em uma trajetória de expansão que nos consolidou como referência nacional em fios 100% algodão.
Hoje, operamos com cinco plantas produtivas, localizadas em Indaial, Luís Alves (SC) e Campo Verde (MT). Em 2024, superamos a marca de 27 mil toneladas de fios produzidos em um único ano, resultado de uma cadeia que envolve mais de 685 colaboradores e 470 clientes ativos em diferentes segmentos: confecção, cama, mesa e banho, linha hospitalar, EPIs, entre outros.
Nossa trajetória é feita de conquistas que unem tecnologia, sustentabilidade e impacto social. A adesão à Better Cotton Initiative, o Selo Verde de Indaial, a doação de 20 mil mudas de árvores, a participação no programa SouABR e a criação da Incofibras em Mato Grosso são exemplos que reforçam um ponto essencial: crescer não significa apenas aumentar produção, mas gerar valor para as pessoas e para o planeta.
Também aprendemos que inovação não pode estar dissociada da gestão industrial. Por isso, investimos em embaladoras automáticas, no conceito de Almoxarifado Digital com impressoras 3D, em um aplicativo exclusivo para clientes e em programas internos de melhoria contínua, que canalizam ideias vindas dos nossos próprios colaboradores. Cada projeto nasce do desafio de ser mais eficiente, mais ágil e mais preparado para o futuro.
Sustentabilidade, para nós, não é discurso. Em 2024, conseguimos reaproveitar ou reciclar 98,43% de todos os resíduos gerados no processo de fiação. Ao mesmo tempo, seguimos investindo em saúde, segurança e capacitação de pessoas, porque acreditamos que são elas a essência da Incofios e a base de tudo o que construímos.
Neste ano de aniversário da Incofios, olhar para esses 24 anos é, acima de tudo, refletir sobre o papel da empresa em um setor tão estratégico para o Brasil. O futuro da indústria têxtil passa, inevitavelmente, pela combinação entre inovação, impacto social e responsabilidade ambiental. É nesse tripé que depositamos nossa confiança para continuar crescendo.
Também vale dizer que temos metas ousadas: queremos superar a marca de 5 mil toneladas mensais até 2030 e seguir fortalecendo parcerias que nos conectam de Indaial para todo o Brasil. Mas, mais do que números, o que nos move é a certeza de que cada rolo de fio que sai das nossas fábricas carrega histórias, compromissos e valores.
É isso que celebramos neste aniversário: um fio que conecta pessoas, empresas e gerações, tecendo não apenas produtos, mas histórias que se vestem de futuro.
*Edson Augusto Schlogl é diretor da Incofios desde 2023. Com mais de 20 anos de experiência no setor têxtil, atuou em diversos setores, desde o administrativo, como gestão de pessoas e comercial, até o industrial.


Casas, apartamentos e terrenos em nove cidades catarinenses terão lances iniciais a partir de R$ 46 mil
A Caixa Econômica Federal, em parceria com a Fidalgo Leilões, promove nesta quinta-feira (2) um leilão de 487 imóveis em todo o país, sendo 14 deles em Santa Catarina. Os descontos variam de 36% a 42%, e em alguns casos é possível utilizar financiamento e FGTS no pagamento.
Imóveis em Santa Catarina
No estado, os imóveis estão distribuídos entre nove cidades:
Joinville (3)
Araquari (2)
Barra Velha (2)
Itaiópolis (2)
Araranguá (1)
Biguaçu (1)
Curitibanos (1)
São João Batista (1)
São José (1)
São sete apartamentos, quatro casas e três terrenos, com valores que variam entre R$ 46.472,85 e R$ 240.904,81.
Entre as opções, está um apartamento em Joinville, no bairro Bucarein, com 54,67 m² de área privativa, dois quartos, área de serviço, duas cozinhas e vaga de garagem, com lance inicial de R$ 240.904,81.
Já a opção mais barata em Santa Catarina é um terreno em Araranguá, no Loteamento Bella Vista, com 300 m² e lance inicial de R$ 46.472,85.
Oferta nacional
Segundo a Caixa, dos 1.088 imóveis anunciados entre agosto e setembro em todo o país, 487 seguem disponíveis para o leilão desta quinta-feira. Os maiores volumes de ofertas estão no Sudeste (226 imóveis), seguido do Sul (93), Nordeste (87), Centro-Oeste (77) e Norte (4).
O estado de São Paulo lidera as opções com 103 imóveis, seguido pelo Rio de Janeiro (97) e Goiás (57).
Como participar
O leilão acontece nesta quinta-feira (2), a partir das 10h, no site da Fidalgo Leilões.
A produção de maçãs em SC para a safra 2025/26 deve alcançar 615 mil toneladas (Foto: Aires Mariga/Epagri)
A produção de maçãs em Santa Catarina para a próxima safra deve alcançar 615 mil toneladas, representando um crescimento de 28% em relação ao ano anterior. Apesar de uma leve redução de 0,3% na área cultivada, a produtividade média deve aumentar 28,4%, chegando a 35,7 mil kg/ha. Essas informações foram divulgadas pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri (Epagri/Cepa) nesta segunda-feira, 29, com as primeiras estimativas para a safra de verão 2025/26 no Estado.
A variedade Fuji lidera a produção, com 53,8% da área e 51,2% da estimativa total, seguida pela Gala, com 44,3% da área e 47,2% da produção, enquanto as maçãs precoces representam 1,9% da área e 1,6% da produção. A região dos Campos de Lages concentra a maior parte da produção, com 83,1% do total, seguida por Joaçaba (11,2%) e Curitibanos (5,6%). Com previsão de maior volume produzido da fruta, a expectativa é de melhor margem para os produtores e preços mais competitivos no mercado nacional.
As estimativas envolvem ainda o arroz, a soja, o milho grão, o milho silagem, o feijão, a banana e o tabaco. A expectativa é de crescimento na produtividade de várias culturas, porém os analistas de Socioeconomia e Desenvolvimento Rural alertam para uma possível retração nos preços, especialmente nos grãos, o que exige cautela dos produtores.
Glaucia Padrão, analista de Socioeconomia e Desenvolvimento Rural da Epagri/Cepa, alerta que a queda nos preços dos grãos, impulsionada pelo aumento da oferta interna na safra anterior, exige que os agricultores catarinenses iniciem o novo ciclo agrícola revisando estratégias e ajustando as áreas de plantio para equilibrar custos e retornos. “A expectativa é que a análise de mercado e as decisões regionais orientem as escolhas de cultivo e permitam um planejamento mais seguro para a nova safra”, afirma Glaucia.
A seguir, confira as estimativas de safra das principais culturas de verão de Santa Catarina.
Safra de milho deve aumentar área cultivada
Após sucessivos anos de retração, a projeção inicial para a safra 2025/26 em Santa Catarina aponta crescimento de 0,83% na área cultivada em comparação ao ciclo anterior, resultado atribuído ao bom desempenho registrado na última temporada. A produtividade média estimada é de 8.735 kg/ha, o que poderá consolidar a segunda melhor marca da série histórica. A previsão é de 2,25 milhões de toneladas colhidas, volume inferior ao ciclo anterior, mas considerado positivo.
No mercado doméstico, os preços seguem estáveis, com leve viés de alta sustentado pela demanda para rações e etanol, além do ritmo das exportações. Em Santa Catarina, cerca de 34% da área prevista já foi semeada, beneficiada pelas chuvas regulares que favorecem a germinação e o desenvolvimento inicial das lavouras.
Área de milho para silagem se amplia no Estado
O milho destinado à produção de silagem deve registrar aumento de 1,03% na área de cultivo em Santa Catarina nesta safra. Até o momento, aproximadamente 31% da área estimada já foi plantada. Embora o zoneamento agroclimático permitisse a semeadura desde o início de agosto no Extremo-Oeste e no Sul do Estado, o avanço das lavouras acabou sendo retardado pelas baixas temperaturas registradas no mês passado.
Produção de feijão deve crescer, apesar da redução da área plantada
Em Santa Catarina, o cultivo de feijão primeira safra segue perdendo espaço para milho e soja, refletindo uma migração de produtores para outras culturas na primeira janela de plantio. Para a safra 2025/26, a área plantada deve cair cerca de 5,67%, passando de 34.499 para 32.544 hectares, com produtividade média estimada em 2.061 kg/ha. Apesar da redução da área, a produção total da primeira safra deve crescer aproximadamente 5,36%, alcançando 67,3 mil toneladas. Até o momento, menos de 1% da área prevista para o Estado já foi semeada.
Produção de bananas em SC se expande em 2025/26
A produção de bananas em Santa Catarina para a safra 2025/26 está estimada em 770 mil toneladas, representando um leve crescimento de 0,3% em relação ao ano anterior. A área cultivada deve crescer 3,2%, enquanto a produtividade média reduz 1,9%, atingindo 26.490 kg/ha. A banana-caturra domina a produção, com 72,6% da área e 82,4% da produção estimada, seguida pela banana-prata, com 27,4% da área e 17,6% da produção.
As regiões do Norte e do Vale do Itajaí concentram 84,7% da produção, enquanto o Sul responde por 15,3% do volume colhido, mesmo com 24,4% da área em produção. A perspectiva de condições climáticas mais amenas ao longo da safra pode refletir na melhoria no desenvolvimento dos cachos nos bananais com maior qualidade e valorização da fruta no mercado, no comparativo com o ano anterior.
Tabaco em SC cresce em área e produção
A fumicultura catarinense projeta crescimento para a safra 2025/26, impulsionada principalmente pela expansão da área plantada, que deve subir 3,94%, alcançando 97.126 hectares. A produção total está estimada em 233.782 toneladas, aumento de 3,49% em relação ao ciclo anterior, enquanto a produtividade média estadual se mantém estável em 2.406 kg/ha. O crescimento se dá de forma horizontal, com foco na ampliação da área, refletindo os preços atrativos do tabaco.
O cenário regional é heterogêneo: Criciúma projeta salto acima de 40% na área e na produção, enquanto Araranguá e Tubarão também apresentam forte expansão, com crescimento de 20% na área e aumento de 13% a 15% na produção, evidenciando otimismo dos produtores frente à rentabilidade da cultura.
Próxima safra de arroz deve ser menor após recorde do último ciclo
A safra de arroz 2025/26 em Santa Catarina começa com retração: a área cultivada deve cair 1,29% e a produtividade recuar 4,91%, retornando a níveis considerados normais após o desempenho recorde do último ciclo. Com isso, a produção total é estimada em 1,22 milhão de toneladas, resultado ainda positivo, mas menos expressivo que o de 2024/25. O excesso de oferta e as dificuldades de escoamento mantêm os preços internos em baixa, o que desestimula o plantio e já se reflete nas lavouras, com 46% da área prevista semeada até o momento.
Áreda de cultivo de soja deve encolher no Estado
Após mais de dez anos de expansão contínua, a área destinada ao cultivo de soja em Santa Catarina deve encolher 1,75% na safra 2025/26, o equivalente a mais de 13 mil hectares. O recuo ocorre em meio à pressão dos preços da oleaginosa em 2025, ao aumento da produção de milho-grão e silagem e à retomada da cultura do tabaco no Sul do Estado, enquanto o plantio da nova temporada ainda não começou no Estado.
A queda nos preços desde 2024 e início de 2025 explica o movimento, embora o grão siga com peso no comércio exterior: até agosto deste ano, Santa Catarina exportou aproximadamente 1 milhão de toneladas de soja, gerando mais de US$ 400 milhões.
Como são feitas as estimativas
A estimativa das safras é elaborada por agentes de mercado que coletam dados junto a informantes das principais regiões produtoras do estado. Entre esses colaboradores estão extensionistas da Epagri, cooperativas, prefeituras, sindicatos, bancos e outras instituições ligadas ao meio rural, garantindo um levantamento abrangente e detalhado.
Após a coleta, os dados passam por análise estatística, permitindo avaliar variações na área plantada, produção e produtividade, além de comparar as estimativas iniciais e finais com os números da safra anterior. Reuniões técnicas complementam o processo, reunindo pesquisadores que acompanham de perto os mercados de cada produto, fortalecendo a precisão das projeções.
Confira no link a apresentação completa da safra de verão 2025/2026 em Santa Catarina. O material traz as projeções de produção, área plantada e produtividade das principais culturas, oferecendo um panorama detalhado do cenário agrícola estadual para o próximo ciclo.


Por Andréa Simões
De acordo com dados do Ministério da Previdência Social (MPS), em 2024 foram registradas mais de 472 mil licenças médicas concedidas para afastamentos de trabalho por ansiedade e depressão, registrando um crescimento de 68% em relação ao ano anterior e destacando-se como o maior número desde 2014. Esse cenário impacta diretamente o setor logístico, que depende de equipes operacionais e administrativas em constante ritmo de produtividade e coordenação. A saúde mental, portanto, vem deixando de ser uma pauta apenas de recursos humanos para se tornar um fator determinante de eficiência, segurança e continuidade dos serviços.
Com a recente revisão da Norma Regulamentadora 1 (NR-1), cuidar da saúde mental dos colaboradores deixou de ser uma opção para as empresas e tornou-se obrigação legal. A principal alteração da norma está em exigir que os riscos psicossociais passem a integrar o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), promovendo uma mudança significativa ao incluí-los entre as responsabilidades obrigatórias das companhias. O descumprimento pode gerar multas, fiscalizações, interdições e até responsabilizações trabalhistas, civis e criminais, colocando em risco a continuidade das operações.
No entanto, diante destas mudanças, setores de alta pressão, estão diante de um marco regulatório que além de impor desafios, revela oportunidades para transformar a gestão de pessoas em uma vantagem competitiva. Essa exigência abre espaço para uma mudança cultural onde organizações que investem em prevenção, em protocolos de acolhimento e na capacitação de líderes, colherão resultados não apenas em conformidade legal, mas também em eficiência operacional.
Para isso, saúde mental e produtividade não podem ser vistas como dimensões separadas, colaboradores emocionalmente equilibrados são mais engajados, resilientes e colaborativos, qualidades fundamentais para lidar com a complexidade operacional em setores que exigem precisão e agilidade, como é o caso do setor logístico.
Saúde mental e logística de alto desempenho
Na navegação, as equipes em terra e a bordo devem ser treinadas para identificar sinais de esgotamento mental e atuar de maneira humanizada. Nesse contexto, canais de escuta ativa e sigilosos cumprem um papel essencial ao permitir que colaboradores relatem dificuldades sem receio ou estigma.
Diante disto, a revisão da NR-1 pode ser um divisor de águas para o setor. Ao incorporar o cuidado com a saúde mental às práticas de gestão, as empresas deixam de tratar o tema como despesa e passam a reconhecê-lo como investimento estratégico, capaz de gerar eficiência, segurança, além de outros diferenciais competitivos em um mercado cada vez mais exigente.
O desafio cultura, entretanto, permanece, já que o setor logístico, tradicionalmente, valoriza a resiliência e a resistência emocional, o que ainda dificulta a abertura de espaço para a vulnerabilidade e para o diálogo sobre saúde mental. A revisão da NR-1 exige justamente o oposto, líderes preparados para escutar, acolher e intervir preventivamente. No entanto, romper esse estigma requer tempo, consistência e investimentos estratégicos para prevenir crises, reduzir acidentes e manter colaboradores saudáveis, protegendo a competitividade das operações.
Mudanças e efeitos
As alterações não devem ser encaradas apenas como um desafio regulatório, mas como uma oportunidade de repensar a maneira como as empresas cuidam das suas equipes. Afinal, tratar a saúde mental como um pilar estratégico, e não apenas como cumprimento de lei, é reconhecer que produtividade e bem-estar estão intrinsecamente conectados. Diante disto, a revisão da NR-1 torna-se um convite para repensar a cultura organizacional, integrar a prevenção de riscos psicossociais à gestão estratégica e reconhecer que cuidar das pessoas é também cuidar da operação.
A implementação de programas contínuos de suporte à saúde mental, que tragam acolhimento e encaminhamento individualizado, e campanhas de conscientização com workshops, são opções que promovem a cultura do autocuidado e desmistificam tabus relacionados à saúde mental. Além disso, com a evolução digital, a coleta e a análise de dados, são considerados pontos fundamentais para monitorar o impacto das ações, permitindo ajustes estratégicos e demonstração dos benefícios para a empresa e os colaboradores.
A adequação, também requer o avanço de programas com a finalidade de contemplar riscos físicos e psicossociais de forma integrada, reforçando a prevenção e a capacitação. Por isso, para que empresas se adaptem a revisão da norma, é importante visar a estruturação deste modelo de programa como uma oportunidade para consolidar iniciativas voltadas especificamente ao cuidado mental, estimulando a saúde física, emocional e social.
Da prevenção ao resultado concreto
Essas iniciativas, quando integradas, trazem impactos positivos e resultados perceptíveis, isto porque indicadores como absenteísmo e clima organizacional, por exemplo, tendem a apresentar melhora. Quando priorizado um trabalho baseado em dados, acompanhamento contínuo e ajustes estratégicos, esse ciclo não só atende às exigências regulatórias, como também fortalece a cultura da empresa e a confiança dos colaboradores.
Para organizações que ainda não sabem por onde começar, é viável entender que não é preciso iniciar com grandes estruturas, desde que exista espaços de diálogo e escuta. A criação de canais acessíveis é um primeiro passo importante para valorização do bem-estar das equipes. Com consistência, apoio especializado, treinamentos e integração, essas ações evoluem e se consolidam como programas robustos e iniciativas estruturadas.
Empresas que investem em programas internos de desenvolvimento, capacitando lideranças e incorporando métricas de bem-estar em sua gestão, atendem à lei, e conquistam equipes mais engajadas e colaborativas, com resultados sustentáveis, e isso inclui também o aspecto financeiro. Afinal, cuidar da saúde mental daqueles que fazem parte do setor logístico é investir na força humana que move toda a cadeia de todos as indústrias.
Andréa Simões é Diretora de Gente, Cultura e Transformação Digital da Informação na Log-In Logística Integrada, grupo de soluções logísticas, movimentação portuária, navegação de Cabotagem e Mercosul, além de atuação na ponta rodoviária.