quinta, 02 de julho de 2026
02/07/2026

Estrada Boa: na reta final de obras, Serra do Faxinal já tem previsão para reabrir ao tráfego


 Foto: SecomGOVSC

O trânsito na Serra do Faxinal, em Praia Grande, no Extremo Sul catarinense, já tem previsão de reabertura. Com o avanço das obras de implantação da rodovia SC-290, que estão na reta final por meio do Programa Estrada Boa, do Governo de Santa Catarina, o trânsito deve ser retomado durante o mês de julho em sistema meia pista e com horários pré-definidos.

Neste momento, as obras concentram-se na construção de um viaduto no Morro dos Cabritos, na parte alta da Serra. A estrutura conta com pilares em concreto e contenções especiais, cumprindo um acordo com órgãos ambientais para preservação da natureza local e manutenção de espécies nativas. 

Para o governador Jorginho Mello, a obra representa uma grande vitória para o Extremo Sul catarinense. “A obra na Serra do Faxinal era esperada há décadas. Tiramos do papel uma rodovia fundamental para a região, porque cria uma nova ligação com o Rio Grande do Sul, sendo tanto um corredor logístico quanto um equipamento essencial para o turismo”, destaca. 

Serra do Faxinal recebe investimento de R$ 70 milhões
A obra de implantação e pavimentação da SC-290, a Serra do Faxinal, contempla um trecho de 15,6 km e investimento superior a R$ 70 milhões. O segmento conta com pavimento misto. Ou seja, asfalto em retas e áreas planas e concreto em curvas e no alto da Serra. Além disso, a implantação garantiu alargamento da pista, novos equipamentos de drenagem e contenção de encostas.

“Nós estamos avançando bem na Serra do Faxinal. Nossa última etapa é a execução de um viaduto para contemplar aquilo que foi uma determinação dos órgãos ambientais. E a nossa estratégia é que a gente possa, até o mês de julho, ter uma condição de trânsito regular, com siga e pare. E que nós possamos inaugurar a obra ainda este ano”, destaca o secretário de Estado de Infraestrutura e Mobilidade, Ricardo Grando. 

A Serra do Faxinal é uma rota de ligação entre Santa Catarina e o Rio Grande do Sul. A rodovia conecta os municípios de Praia Grande, no estado catarinense, e Cambará do Sul, no estado gaúcho. O segmento serve tanto para transporte de mercadorias bem como de pessoas quanto para destinos turísticos. A atração de visitantes faz parte de uma das vocações da região, marcada sobretudo por cânions, natureza e aventura. 

Programa Estrada Boa
A obra na SC-290 integra o Estrada Boa, maior programa de investimento em infraestrutura rodoviária da história de Santa Catarina. Assim, em menos de três anos o Governo de Santa Catarina subiu de 26% para 95% o volume de estradas consideradas ótimas ou boas. Ao todo, são mais de 100 frentes de trabalho, contemplando, portanto, mais de 3,5 mil quilômetros de rodovias.

Somando obras estruturantes, revitalizações, serviços de conservação, bem como manutenção, o Governo de Santa Catarina, por meio da Secretaria de Estado da Infraestrutura e Mobilidade (SIE), está investindo mais de R$ 5 bilhões no Programa Estrada Boa.



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Estrada Boa: na reta final de obras, Serra do Faxinal já tem previsão para reabrir ao tráfego

 Foto: SecomGOVSC

O trânsito na Serra do Faxinal, em Praia Grande, no Extremo Sul catarinense, já tem previsão de reabertura. Com o avanço das obras de implantação da rodovia SC-290, que estão na reta final por meio do Programa Estrada Boa, do Governo de Santa Catarina, o trânsito deve ser retomado durante o mês de julho em sistema meia pista e com horários pré-definidos.

Neste momento, as obras concentram-se na construção de um viaduto no Morro dos Cabritos, na parte alta da Serra. A estrutura conta com pilares em concreto e contenções especiais, cumprindo um acordo com órgãos ambientais para preservação da natureza local e manutenção de espécies nativas. 

Para o governador Jorginho Mello, a obra representa uma grande vitória para o Extremo Sul catarinense. “A obra na Serra do Faxinal era esperada há décadas. Tiramos do papel uma rodovia fundamental para a região, porque cria uma nova ligação com o Rio Grande do Sul, sendo tanto um corredor logístico quanto um equipamento essencial para o turismo”, destaca. 

Serra do Faxinal recebe investimento de R$ 70 milhões
A obra de implantação e pavimentação da SC-290, a Serra do Faxinal, contempla um trecho de 15,6 km e investimento superior a R$ 70 milhões. O segmento conta com pavimento misto. Ou seja, asfalto em retas e áreas planas e concreto em curvas e no alto da Serra. Além disso, a implantação garantiu alargamento da pista, novos equipamentos de drenagem e contenção de encostas.

“Nós estamos avançando bem na Serra do Faxinal. Nossa última etapa é a execução de um viaduto para contemplar aquilo que foi uma determinação dos órgãos ambientais. E a nossa estratégia é que a gente possa, até o mês de julho, ter uma condição de trânsito regular, com siga e pare. E que nós possamos inaugurar a obra ainda este ano”, destaca o secretário de Estado de Infraestrutura e Mobilidade, Ricardo Grando. 

A Serra do Faxinal é uma rota de ligação entre Santa Catarina e o Rio Grande do Sul. A rodovia conecta os municípios de Praia Grande, no estado catarinense, e Cambará do Sul, no estado gaúcho. O segmento serve tanto para transporte de mercadorias bem como de pessoas quanto para destinos turísticos. A atração de visitantes faz parte de uma das vocações da região, marcada sobretudo por cânions, natureza e aventura. 

Programa Estrada Boa
A obra na SC-290 integra o Estrada Boa, maior programa de investimento em infraestrutura rodoviária da história de Santa Catarina. Assim, em menos de três anos o Governo de Santa Catarina subiu de 26% para 95% o volume de estradas consideradas ótimas ou boas. Ao todo, são mais de 100 frentes de trabalho, contemplando, portanto, mais de 3,5 mil quilômetros de rodovias.

Somando obras estruturantes, revitalizações, serviços de conservação, bem como manutenção, o Governo de Santa Catarina, por meio da Secretaria de Estado da Infraestrutura e Mobilidade (SIE), está investindo mais de R$ 5 bilhões no Programa Estrada Boa.

Acordo Mercosul e União Europeia abre novos negócios e qualificação para os setores de transporte e logística brasileiros
Com a estimativa da ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), que prevê que o Brasil pode ampliar em até US$ 1 bilhão as exportações para a UE (União Europeia) nos próximos 12 meses, com o início do acordo entre Mercosul e o bloco europeu, a redução gradual das barreiras tarifárias deve impulsionar diversos setores, como o agronegócio, automotivo e de bens de consumo, assim como impactos diretos para o de transporte.
 
Dentre as vantagens para o setor, destacam-se a redução de custos operacionais com a eliminação de tarifas sobre peças e veículos pesados europeus, que estimulam a renovação de frotas com tecnologia de ponta, o aumento no fluxo de cargas com o crescimento no volume de mercadorias transitando entre portos e as malhas rodoviárias do Mercosul, e a padronização de normas técnicas, que simplifica e agiliza os processos de conferência e liberação de cargas nas fronteiras.
 
A nova rota internacional também deve estimular benefícios indiretos, como acesso facilitado a tecnologias europeias, líderes em normas de emissão e segurança veicular, e redução de tarifas para componentes e máquinas que possibilitam as transportadoras brasileiras acelerar a modernização de suas operações.
Santa Catarina, com seu posicionamento e crescimento estratégico como referência no ecossistema de transporte e logística brasileiro, foi o primeiro estado a sediar um debate sobre o tratado e também o primeiro a emitir licenças de exportação no âmbito do acordo, segundo a Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Com esse cenário pioneiro e busca por novas oportunidades na relação Brasil-Europa, o estado também irá sediar um dos principais ambientes de negócios dos setores de transporte, logística e comércio exterior, no próximo mês de agosto, a Logistique 2026 - Feira de Logística, Intralogística, Transporte Multimodal e Comércio Internacional.
Em sua 7ª. edição, o evento que se consolida como um dos principais catalisadores de inovações, com áreas de exposição de produtos, serviços e soluções, debates, atualização técnica e rodadas de negócios, engloba fornecedores dos setores de transporte multimodal, tecnologia, intralogística, armazenagem, supply chain, comércio exterior e serviços especializados.
A proposta, segundo Leonardo Rinaldi, diretor da Logistique 2026, é “oferecer uma oportunidade de negócios dinâmica e prospectiva, aproximando as principais demandas do mercado para promover eficiência e competitividade com fornecedores que são referência em seus segmentos de atuação”, esclarece Rinaldi.
“Ao oferecer, em um único espaço, maior agilidade e assertividade de negócios para o setor, a Logistique 2026 torna-se um evento obrigatório para os profissionais que buscam atualização tecnológica, networking e parcerias estratégicas para crescer e ganhar  novos mercados no competitivo segmento de transporte, logística e comércio internacional”, completa o executivo.             
 
Atrações da Logistique 2026
Uma das mais relevantes feiras de negócios dos segmentos de logística e transporte do país, a Logistique 2026 acontece no período de 11 a 13 de agosto, em Balneário Camboriú, Santa Catarina.
 
A feira contará com a participação de mais de 150 empresas e 16 mil profissionais do setor. Frente às diferentes necessidades dos respectivos modais brasileiros, irá oferecer pela primeira vez, em sua 7ª edição, áreas temáticas que visam estimular parcerias, conhecimento e networking para agilizar e potencializar os contatos dos profissionais visitantes:
 
• Área de exposição: Logística, Transporte Multimodal e Comércio Internacional, Intralogística, Automação & Eficiência Operacional
• Fórum de Intralogística: debates sobre tendências, estratégias e cases reais de sucesso
• Logistique Innovation Hub: vitrine da Logística 5.0
• Logistique Summit 2026: mais de 60 horas de conteúdo especializado sobre geopolítica, macroeconomia, infraestrutura, estratégica, comércio, gestão e tecnologia
• Logistique Arena Talks: espaço aberto e gratuito que reunirá visitantes, marcas e especialistas em uma programação dinâmica, com palestras, painéis e apresentações conduzidas por executivos e lideranças do mercado.
 
ARTIGO: UM PAÍS EM FUGA

Por: Paulo Bornhausen

Há momentos em que os movimentos migratórios revelam mais sobre um país do que qualquer indicador econômico. O Brasil vive um desses momentos. Depois de quase 20 anos marcados por sucessivos desgovernos petistas, que desaguaram em escândalos sucessivos de corrupção, crises institucionais recorrentes, avanço da violência, deterioração da confiança nas instituições públicas e crescente insegurança jurídica, milhões de brasileiros passaram a fazer uma escolha silenciosa: deixar seus estados de origem para recomeçar em lugares onde ainda seja possível viver com segurança, trabalhar, empreender e criar seus filhos com tranquilidade.

Muitos optaram em ir para o exterior. Mas o movimento migratório interno é, talvez, o mais contundente diagnóstico sobre a realidade nacional. Quando cidadãos decidem abandonar suas cidades e reconstruir suas vidas em outro estado, não estão apenas mudando de endereço. Estão votando com os próprios pés. E, entre os destinos escolhidos, nenhum estado simboliza melhor essa busca por ordem, segurança e oportunidades do que Santa Catarina. Enquanto grande parte do país enfrentava dificuldades crescentes, Santa Catarina seguiu um caminho próprio. Ao longo dos anos, independentemente das alternâncias políticas nacionais, preservou valores fundamentais: responsabilidade fiscal, respeito às instituições, segurança pública eficiente, valorização do trabalho, liberdade para empreender e compromisso com a educação.

Os resultados não são percepções. São fatos. Santa Catarina possui uma das menores taxas de analfabetismo do Brasil, uma das menores proporções de famílias beneficiárias do Bolsa Família em relação à sua população, figura entre os estados com menor taxa de desemprego e mantém alguns dos melhores indicadores de segurança pública do país. Não por acaso, tornou-se um dos principais destinos da migração interna brasileira. As projeções do IBGE indicam que esse movimento deverá continuar nos próximos quarenta anos!

Esses indicadores não surgem por acaso.

As pessoas não deixam suas cidades apenas em busca de salários maiores. Elas procuram segurança para criar seus filhos, escolas de qualidade, instituições que funcionem, ruas onde possam caminhar tranquilamente e uma economia capaz de oferecer oportunidades. Onde o empreendedorismo é cultura dominante e a mola propulsora da prosperidade.

Santa Catarina tornou-se um porto seguro para milhares de brasileiros.

É justamente por isso que causaram profunda estranheza e indignação as declarações do Presidente da República durante sua recente visita ao estado. Ao associar Santa Catarina a práticas discriminatórias e recorrer a referências que evocaram o nazismo, produziu uma comparação que não encontra respaldo na realidade catarinense e ofendeu uma sociedade construída justamente pela convivência entre diferentes povos e culturas. Soma-se a isso ataques diretos ao Governador Jorginho Mello, democraticamente eleito e que vem desempenhando a altura o compromisso de bem governar.

A revolta dos catarinenses é plenamente compreensível. Se Santa Catarina fosse um estado que discrimina brasileiros de outras regiões, simplesmente não receberia, ano após ano, dezenas de milhares de novos moradores vindos de praticamente todas as unidades da Federação. Ninguém muda sua família para um lugar onde acredita que será rejeitado.

O movimento ocorre exatamente na direção oposta.

Os brasileiros escolhem Santa Catarina porque encontram aquilo que se tornou raro em boa parte do país: segurança, oportunidades, organização, respeito às leis e qualidade de vida. Nossa história confirma isso. Santa Catarina foi construída por sucessivas ondas migratórias. Povos indígenas, imigrantes europeus, descendentes de africanos, migrantes de todos os estados brasileiros e, mais recentemente, cidadãos de dezenas de países ajudaram a formar uma sociedade plural, empreendedora e acolhedora. O catarinense nunca perguntou de onde alguém veio. Pergunta-se apenas se veio para trabalhar, estudar, empreender, produzir e construir uma vida digna ao lado de sua família.

É exatamente essa cultura que explica a força econômica do estado.

Segurança pública eficiente protege quem aqui nasceu e quem aqui escolheu viver.

Segurança jurídica gera investimentos.

Investimentos criam empregos.

Educação amplia oportunidades.

Responsabilidade fiscal permite investimentos permanentes.

Esse círculo virtuoso explica por que Santa Catarina reúne alguns dos melhores indicadores sociais e econômicos do país e continua atraindo brasileiros em busca de uma vida melhor.

Talvez a maior prova de que Santa Catarina acolhe seja justamente o fluxo contínuo de pessoas que aqui chegam. Famílias inteiras deixam para trás seus estados de origem porque enxergam em Santa Catarina aquilo que esperam encontrar em qualquer sociedade organizada: paz, oportunidades, respeito às leis e perspectivas para seus filhos.

Por isso, é injusto e inaceitável que justamente um estado que se tornou exemplo nacional de integração, desenvolvimento e acolhimento seja alvo de acusações que distorcem sua realidade e desrespeitam sua história. Santa Catarina não fecha portas, ao contrário. Abre oportunidades para quem deseja construir sua vida com trabalho, responsabilidade e respeito às regras de convivência. A verdadeira pergunta que o Brasil precisa responder não é por que tantos brasileiros escolhem Santa Catarina. A pergunta é muito mais incômoda.

Por que tantos brasileiros sentem que precisam fugir de seus próprios estados para encontrar, dentro do mesmo país, aquilo que deveria ser garantido a todos: segurança, educação, emprego, instituições confiáveis e esperança no futuro?

Enquanto essa resposta não vier, Santa Catarina continuará sendo muito mais do que um destino de migração. Continuará sendo a demonstração de que o Brasil funciona melhor quando prevalecem a boa gestão, a segurança, o respeito às instituições e a valorização do trabalho.

Paulo Bornhausen é o Secretário de Articulação Internacional de Santa Catarina

Comer em casa ficou mais caro; veja os alimentos que mais subiram e caíram de preço

Depois da alimentação, o grupo Habitação foi o que mais impactou a inflação, com alta de 1,22% (contribuição de 0,18 ponto percentual). O principal vilão foi a conta de energia elétrica residencial, que subiu 3,67% – o item de maior contribuição individual para o IPCA de maio.

Já o grupo Saúde e cuidados pessoais avançou 0,90%, com impacto de 0,12 ponto percentual. Juntos, alimentação, habitação e saúde concentraram a maior parte da alta dos preços no mês.

O que diz o IBGE
Segundo José Fernando Gonçalves, gerente do IPCA, os aumentos nos alimentos foram influenciados por menor oferta e também pelo valor do frete, impactado pela alta dos combustíveis.

Em contrapartida, alguns itens ficaram mais baratos, como o café moído (-2,38%) e as frutas (-0,70%). Comer fora de casa também desacelerou: os preços subiram 0,49% em maio, menos do que em abril.

Contas do Brasil com o exterior fecham maio com rombo de US$ 3,2 bilhões, diz Banco Central

O Brasil registrou um saldo negativo de US$ 3,2 bilhões em suas transações correntes em maio de 2026. Essas transações funcionam como uma “conta-corrente” do país e medem todas as compras e vendas de mercadorias e serviços, além de transferências de dinheiro entre o Brasil e o resto do mundo.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (26) pelo Banco Central. O resultado mostra uma leve melhoria em relação ao mesmo mês de 2025, quando esse rombo havia sido de US$ 3,3 bilhões.

Para entender como essa conta fechou, o Banco Central divide o resultado em três grandes pilares:

1. Balança Comercial (Venda e compra de produtos)
Foi o principal ponto positivo do mês. O Brasil vendeu mais produtos para fora do que comprou, gerando um superávit (saldo positivo) de US$ 7 bilhões em maio — acima dos US$ 6,4 bilhões do ano passado.

Exportações (Vendas): US$ 32 bilhões (alta de 6,4%).

Importações (Compras): US$ 25,1 bilhões (alta de 5,9%).

2. Serviços (Turismo, transportes e seguros)
A conta de serviços — que inclui o que os brasileiros gastam com viagens internacionais, fretes e seguros no exterior — registrou um saldo negativo de US$ 4,1 bilhões, um aumento em relação ao deficit de US$ 3,8 bilhões de maio de 2025.

3. Renda Primária (Remessa de lucros e juros)
Esta conta mede o dinheiro que sai do país na forma de lucros que as empresas multinacionais mandam para suas matrizes no exterior e o pagamento de juros de dívidas. Ela registrou um rombo de US$ 5,5 bilhões em maio, exatamente o mesmo valor de um ano atrás.

Envio de lucros e dividendos: Subiu 6,8%, totalizando US$ 4,2 bilhões.

Pagamento de juros: Caiu 18,1%, recuando de US$ 1,7 bilhão para US$ 1,4 bilhão.

Investimentos estrangeiros dão salto e dobram em maio
A grande notícia positiva do relatório foi o forte ingresso de Investimentos Diretos no País (IDP), que são os recursos que os estrangeiros trazem para investir em empresas, fábricas ou negócios reais no Brasil (e não apenas em especulação na Bolsa).

O país recebeu US$ 8 bilhões em investimentos desse tipo em maio, mais que o dobro dos US$ 3,9 bilhões registrados no mesmo mês do ano anterior.

No acumulado dos últimos 12 meses, o Brasil atraiu US$ 83,3 bilhões em investimentos produtivos, o que equivale a 3,38% de toda a riqueza produzida no país (PIB) no período. Esse indicador é muito acompanhado por economistas, pois mostra a confiança do investidor estrangeiro a longo prazo na economia brasileira.

“Colchão de segurança” do país aumenta
O Banco Central informou ainda que as reservas internacionais do Brasil — que funcionam como uma espécie de “poupança em dólares” ou colchão de segurança contra crises externas — fecharam o mês de maio em US$ 371,1 bilhões. O valor representa um aumento de US$ 4,2 bilhões na comparação com o mês de abril.

1 a cada 20 passagens aéreas no Brasil já custa mais que o salário mínimo

O preço das passagens aéreas domésticas no Brasil disparou nos últimos 12 meses. De acordo com dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a tarifa média dos voos dentro do país atingiu R$ 632,53 em maio de 2026, o que representa uma alta de 7,3% em termos reais na comparação com o mesmo mês do ano anterior (quando a média era de R$ 589,34).

Os valores consideram apenas o preço do transporte aéreo, sem incluir taxas aeroportuárias ou outros encargos, e já estão atualizados pela inflação.

Combustível de aviação dispara 68,5%
O principal fator por trás da alta recente é o aumento expressivo do preço do querosene de aviação (QAV). Em maio de 2026, o valor médio do combustível registrou uma alta de 68,5% em relação ao mesmo período de 2025 e de 44,4% na comparação com maio de 2024.

O mercado de petróleo tem sido impactado por tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, além da instabilidade no Estreito de Ormuz — uma das principais rotas marítimas do planeta, por onde passa aproximadamente 20% do petróleo mundial. Qualquer interrupção na região eleva imediatamente os preços internacionais da commodity.

Maioria das passagens ainda custa menos de R$ 500
Apesar da alta, a maioria dos bilhetes vendidos no Brasil ainda tem preços mais baixos. Em maio, 49,1% das passagens domésticas foram comercializadas por menos de R$ 500. Desse total, 20,7% custaram até R$ 300, enquanto 28,4% ficaram na faixa entre R$ 300 e R$ 500.

Por outro lado, 5,4% das passagens vendidas ao público geral ultrapassaram R$ 1.500 — ou seja, aproximadamente 1 a cada 20 bilhetes custou mais do que o valor que se aproxima do salário mínimo de 2026, fixado em R$ 1.621.

Mercado aéreo cresce 2,5%
O relatório de demanda e oferta da Anac mostra que o número de passageiros em maio deste ano chegou a 8,3 milhões. No total, o mercado aéreo cresceu 2,5% na comparação com o mesmo período do ano passado.

O avanço, no entanto, ficou concentrado em duas grandes companhias: Latam e Gol aumentaram seu volume e, juntas, dominam 72% do setor. A Azul, por sua vez, perdeu força e viu sua participação no mercado recuar.

Editora Bittencourt