segunda, 20 de abril de 2026
17/04/2026

Empresa de nanotecnologia investe R$ 11,3 milhões para nova fábrica em Florianópolis


Foto: Divulgação/Nanovetores

A Nanovetores Tecnologia, empresa referência nacional em nanotecnologia aplicada à indústria cosmética, anunciou um investimento de R$ 11,3 milhões para construção de sua nova sede produtiva em Florianópolis. O investimento busca ampliar a produção e o portfólio de produtos, além de aumentar o faturamento anual dos atuais R$ 33 milhões para R$ 85 milhões até a conclusão do projeto – alta de 157%. A companhia é referência no desenvolvimento e produção de ativos nanoencapsulados, ou seja, envase de produtos em escala nanométrica.

Com a nova sede, a expectativa é ampliar o número de funcionários diretos dos atuais 85 para 150. Somando colaboradores diretos e indiretos, a geração de empregos chegará a 350, conforme a empresa. O plano de expansão também prevê o aumento da participação no mercado internacional. Atualmente a Nanovetores tem clientes em 53 países, incluindo Brasil, Suíça, Argentina e México.

“Esse projeto é um marco na trajetória da empresa, possibilitando a ampliação do portfólio de produtos e o avanço contínuo em tecnologias de nanoencapsulação, agregando valor aos clientes e consumidores no Brasil e no exterior”, descreveu a empresa. Conforme a Nanovetores, o investimento vai garantir “o aprimoramento da qualidade dos produtos e a integração dos processos de pesquisa, desenvolvimento e produção, assegurando altos padrões de qualidade e performance”.

O investimento de R$ 11,3 milhões contempla as obras físicas e aparelhagem da nova fábrica. O valor inclui terraplenagem, construção civil e acabamentos, mas também equipamentos específicos para os laboratórios de nanotecnologia. A nova sede será de última geração e terá estrutura sustentável, com captação de água da chuva bem como de energia solar. O projeto, junto ao Sapiens Parque, no Norte da Ilha, deve ser concluído em 2027.

Investimento conta com apoio do Governo de Santa Catarina
O investimento de R$ 11,3 milhões foi contemplado no Programa de Desenvolvimento da Empresa Catarinense (Prodec), uma iniciativa do Governo de Santa Catarina, por meio da Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Serviços (Sicos) e Secretaria da Fazenda (SEF), para incentivar o investimento produtivo. Com a adesão ao Prodec, a Nanovetores investe e gera novos empregos e, como contrapartida, ganha benefício fiscal no recolhimento de ICMS.

“O Programa de Desenvolvimento da Empresa Catarinense (Prodec) é um marco no apoio ao setor produtivo de Santa Catarina. Com incentivos fiscais e estímulo à inovação, ele fortalece sobretudo a competitividade das nossas indústrias, gera empregos de qualidade e impulsiona a economia. Quando poder público e iniciativa privada se unem Santa Catarina só tem a ganhar”, destacou o diretor de Indústria da Sicos, Anderson Anthony Linzmeyer.

 



Blog

Itajaí oficializa plano de revitalização da Praia Brava com foco em mobilidade e sustentabilidade

O Município de Itajaí, em conjunto com a Associação dos Proprietários da Praia Brava Norte (Aprobrava), estabeleceu o Masterplan para a reestruturação completa da região da Praia Brava e Cabeçudas. As ações seguem as diretrizes de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com o Ministério Público Federal em dezembro de 2025, garantindo o cumprimento de acordos socioambientais históricos. A apresentação do pacote de investimentos na ordem de R$120 milhões que envolve a iniciativa público-privada foi feita nesta segunda-feira (30) na sala de reuniões do gabinete do prefeito.

Os principais eixos do projeto contemplam a revitalização das orlas da Praia Brava Norte e Sul, além da implantação do Parque Natural Municipal do Canto do Morcego. Na área de mobilidade, destaca-se a criação do novo acesso viário "Eco Park", ligando a Rodovia Osvaldo Reis à Avenida José Medeiros Vieira, e a requalificação da Rua Vereador Hermínio Gervásio para melhorar a conexão entre Cabeçudas e a Praia Brava.

O investimento total previsto é de R$ 120.230.000,00, divididos entre aportes da prefeitura (R$ 62,6 milhões) e da iniciativa privada (R$ 57,6 milhões). Somente em 2025, foram executados R$ 6,9 milhões em obras de macrodrenagem, saneamento e ampliação de equipamentos turísticos na Brava Norte.

O cronograma estabelece que o ano de 2026 será dedicado à elaboração de projetos executivos e licenciamentos ambientais. A execução das obras de maior impacto, como a orla sul e a infraestrutura do parque natural, está planejada para ocorrer entre 2027 e 2032.

O plano prioriza ainda a preservação ecológica, com foco na recuperação e manutenção permanente da restinga e estudos sobre o impacto da iluminação artificial na fauna e flora local. A gestão conjunta entre o poder público e o setor privado busca consolidar um modelo de uso sustentável e lazer contemplativo para moradores e turistas.

Recupera Mais: últimos dias para aproveitar descontos de até 95% sobre juros e multas e colocar as contas em dia

Foto: Ricardo Wolffenbüttel / Arquivo / SECOM

O contribuinte catarinense tem até 31 de março para garantir a adesão ao Recupera Mais e obter descontos de até 95% sobre juros e multa no pagamento do ICMS, IPVA e ITCMD atrasados — os percentuais de desconto serão menores após essa data. Lançado pelo Governo do Estado para dar uma nova oportunidade àqueles que tiveram dificuldades para manter as contas em dia, o programa de renegociação de dívidas também oferece opções de parcelamento em até 72 vezes para quem realizar a adesão ainda neste mês. 

Os descontos e opções de parcelamento mudam de acordo com a alternativa escolhida pelo contribuinte (pagamento à vista ou parcelamento). A lógica é a mesma do programa anterior: quanto mais cedo é realizada a adesão ao Recupera Mais, maiores são os descontos e condições de parcelamento disponíveis. 

Calendário
O Recupera Mais segue até o final de maio para os pagamentos de ICMS e ITCMD atrasados. Já o calendário para a quitação do IPVA segue até setembro. No caso do ICMS, os descontos podem chegar a 95% sobre juros e multas para pagamento à vista realizado até 31 de março, além da possibilidade de desconto menor e parcelamento em até 72 vezes. 

Para o ITCMD, os descontos variam entre 45% e 90%, com possibilidade de parcelamento em até 24 vezes. Já o IPVA terá redução entre 75% e 90% sobre multas e juros, mas as condições são exclusivas para pagamento à vista.

A negociação envolve débitos de ICMS gerados até 31 de março de 2025 (confira a tabela abaixo para verificar as opções para o IPVA e ITCMD). A expectativa do Governo do Estado é recuperar até R$ 1 bilhão somente com débitos de ICMS.

A primeira edição do Recupera Mais foi considerada um sucesso pelo volume arrecadado e alto índice de adimplência. Cerca de R$ 3 bilhões foram renegociados, sendo aproximadamente R$ 800 milhões pagos à vista e mais de R$ 1,2 bilhão já recuperados em parcelas — o restante dos parcelamentos será recebido até 2030. Aproximadamente 90% dos contribuintes que aderiram continuam com o pagamento em dia, abrindo caminho para que o modelo seja repetido com o mesmo êxito. 

Os programas de recuperação realizados desde 2017 no Estado tiveram arrecadação máxima de R$ 500 milhões e um percentual médio de adimplência em torno de 60%.

É importante destacar que o atraso no pagamento de três parcelas, sucessivas ou não, resultará no cancelamento do acordo e na reconstituição do saldo devedor, incluindo os juros e multa, com desconto apenas do valor já pago.

Acesse a página do Recupera Mais para aderir ao programa: https://sef.sc.gov.br/saiba-mais/recuperamais

Programa catarinense pioneiro em identificação individual de bovinos e bubalinos completa 18 anos

Foto: Ascom/Cidasc

Em 31 de março, Santa Catarina celebra 18 anos de implantação do Programa de Identificação de Bovinos e Bubalinos (PIB), iniciativa pioneira no Brasil e referência em rastreabilidade animal. A medida é fundamental para o controle sanitário do rebanho e para a manutenção do status sanitário diferenciado que o estado construiu e que é reconhecido internacionalmente.

Coordenado pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), o sistema permite acompanhar todo o ciclo de vida de bovinos e bubalinos, desde o nascimento até o abate. A identificação individual garante informações precisas sobre origem e movimentação dos rebanhos em todo o território catarinense.

Implantado em 2008, o programa tornou obrigatória a identificação dos animais por meio de brincos oficiais, aplicados ainda nos primeiros meses de vida. A iniciativa contribuiu para a organização dos dados agropecuários e fortaleceu as ações de defesa sanitária animal no estado, além de abrir portas em mercados internacionais exigentes para a carne catarinense.

“Nossos controles são frequentemente requeridos para estudos acadêmicos, pesquisas científicas, entre outros. Recebemos vários estados do país aqui para ver como o Programa de Identificação de Bovinos e Bubalinos funciona, como está estruturado, como são os controles informatizados. Atualmente o MAPA está requerendo o mesmo controle de identificação e rastreabilidade em todos os estados, isso porque há mercados definindo prazos para determinar a compra ou não de carne bovina brasileira, a depender desse quesito. Mais uma vez, Santa Catarina já está preparada e atende!” diz a presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos.

Ela destaca que o sistema catarinense foi apresentado a autoridades japonesas durante a missão do Governo do Estado àquele país, em meados de 2025. “Mostramos o trabalho da Cidasc, os controles e garantias de saúde do rebanho catarinense que temos a oferecer, ponto bastante apreciado por aqueles que acompanharam nossa apresentação. Este diferencial deve resultar, em breve, na autorização do governo japonês para importação da carne bovina produzida em Santa Catarina. A Cidasc leva o agro catarinense para o mundo”, comemora a presidente. 

A rastreabilidade é um elemento estratégico para a cadeia produtiva da carne, essencial para estados exportadores, como Santa Catarina, manterem-se competitivos. Nos negócios com a União Europeia, por exemplo, há pagamento maior para cortes de animais jovens que tenham a origem rastreada (a chamada Cota Hilton). 

Tecnologia foi aprimorada e tornou mais ágil a análise de dados e tomada de decisões para proteger a atividade econômica e a saúde de animais e pessoas. Foto: Jaqueline Vanolli/Ascom Cidasc
Para atender a crescente demanda dos importadores quanto a comprovações sanitárias, está em curso o Plano Nacional de Identificação de Bovinos, cuja meta é identificar individualmente todo o rebanho brasileiro. Neste sentido, a experiência catarinense tem muito a contribuir. 

A implantação do PIB em Santa Catarina, em 2008, exigiu planejamento e trabalho intenso por parte dos profissionais da Cidasc e do Instituto Catarinense de Sanidade Agropecuária (Icasa). Nos primeiros municípios escolhidos, foram necessárias de duas a três semanas para concluir a identificação de todos os bovinos e bubalinos, visitando cada propriedade rural. 

Na época, a numeração dos brincos era registrada em planilhas de Excel. A criação do Sigen+ (Sistema de Gestão da Defesa Agropecuária) foi um avanço importante e os investimentos em tecnologia tiveram sequência, buscando dar maior agilidade e precisão no registro e análise de dados. 

Resultado do trabalho conjunto entre o poder público, instituições parceiras e produtores rurais, o sistema segue como uma das principais ferramentas de proteção do patrimônio sanitário catarinense e de fortalecimento do agronegócio.

Levantamento do Procon verifica aumento do valor da cesta básica em Navegantes

O Procon de Navegantes acaba de divulgar nova pesquisa sobre o valor da cesta básica no município. Passando a custar, em média, R$ 285,17, com alta de aproximadamente 1,64% em relação ao mês de fevereiro deste ano, a cesta fica cerca de R$ 4,61 mais cara em março.

Dentre os produtos que se destacam pela elevação do preço, estão a cebola, a cenoura e a batata lavada. Os valores mais altos encontrados para esses itens foi de R$ 4,49, R$ 7,49 e R$ 4,79, respectivamente. Nessa ordem o aumento médio de cada um deles para o período foi de 79,91%, 50,94% e 37,80%.

Na contramão da elevação verificada no valor médio da cesta básica, os itens papel higiênico, maçã nacional e ave inteira registraram, respectivamente, variações negativas aproximadas de 22,22%, 21,89% e 18,19%. No que concerne aos menores preços observados para cada um dos itens, identificou-se o papel higiênico por R$ 1,20, a maçã nacional ao custo de R$ 9,48 por quilo e a ave inteira custando R$ 6,59 por quilo.

Consideradas as variações de preço dos setores pesquisados – açougue; frios e laticínios; mercearia; hortifrúti e limpeza e higiene – o Procon indica que o menor valor da cesta é R$ 261,70, e o maior, R$ 322,74.

Caso a população identifique condutas abusivas por parte de estabelecimentos comerciais, é possível registrar uma denúncia no Procon pelo e-mail procon@navegantes.sc.gov.br, pelo telefone (47) 3342-9500 ou via WhatsApp, no número (47) 99290-1398.

O atendimento ao público também ocorre presencialmente na sede do órgão, localizada na Avenida Prefeito José Juvenal Mafra, n.º 498, Centro, em frente à Praça dos Emancipadores.

Acesse a íntegra da pesquisa aqui. : http://noticias.navegantes.sc.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/3.-Marco-de-2026-Tabela.pdf

Desemprego volta a subir no Brasil e atinge 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro

O desemprego no Brasil chegou a 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro de 2026, de acordo com a PNAD Contínua, divulgada nesta sexta-feira (27) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O índice representa alta em relação ao trimestre entre setembro e novembro de 2025, quando estava em 5,2%, mas ainda é a menor taxa registrada para um período encerrado em fevereiro desde o início da série histórica, em 2012.

Em comparação com fevereiro de 2024, a taxa caiu um ponto percentual, mostrando que, apesar da alta trimestral, o cenário do desemprego segue em patamares historicamente baixos.

População ocupada e rendimento

Segundo o IBGE, o número de pessoas ocupadas no país atingiu 102,1 milhões, com queda de 0,8% (menos 874 mil pessoas) em relação ao trimestre anterior, mas alta de 1,5% frente ao mesmo período do ano passado.

Dentro desse total:

39,2 milhões trabalhavam no setor privado com carteira assinada, mantendo estabilidade em relação ao trimestre encerrado em novembro de 2025.
26,1 milhões eram trabalhadores por conta própria, também estáveis.
13,3 milhões trabalhavam no setor privado sem carteira assinada, com redução de 342 mil pessoas.
12,6 milhões estavam no setor público, com queda de 3,7%, especialmente nos segmentos de educação, saúde, administração pública e serviços sociais, influenciados por contratos temporários que encerram no início do ano.
A construção civil também registrou queda, com 245 mil vagas a menos, reflexo da menor demanda por obras e reparos no início do ano.

Apesar disso, o rendimento real médio habitual chegou a R$ 3.679, um crescimento de 2% em relação ao trimestre anterior e 5,2% no ano, atingindo o maior valor da série histórica ajustado pela inflação. Segundo o IBGE, este aumento reflete uma melhora quantitativa e qualitativa do mercado de trabalho.

Subutilização e informalidade
O IBGE também destacou a subutilização da força de trabalho, que inclui pessoas desocupadas, trabalhando menos do que gostariam ou que têm disponibilidade para trabalhar mas não procuram emprego. Essa taxa subiu de 13,5% para 14,1%, atingindo cerca de 16,1 milhões de pessoas, um aumento de 675 mil em relação ao trimestre encerrado em novembro de 2025.

Já a informalidade apresentou leve queda, passando de 37,7% (38,8 milhões de trabalhadores) para 37,5% (38,3 milhões). Segundo a coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy, a redução da informalidade foi influenciada principalmente pela queda na construção civil e em segmentos menos formalizados da indústria e da agricultura.

Contexto e sazonalidade
O IBGE explicou que o aumento da desocupação é influenciado por fatores sazonais, como a perda de vagas nos setores de saúde, educação e construção, comuns no início do ano. Mesmo assim, o instituto ressalta que os patamares atuais são melhores que os de 2025, preservando os ganhos quantitativos do mercado de trabalho.

No trimestre até fevereiro, 6,2 milhões de pessoas com 14 anos ou mais estavam em busca de emprego, 600 mil a mais que no trimestre encerrado em janeiro. Para efeito de comparação, o maior contingente de desocupados na série da PNAD foi registrado no trimestre até março de 2021, durante a pandemia de Covid-19, quando o número chegou a quase 15 milhões.

Avaliação do IBGE
“A gente tem uma expressão de um comportamento sazonal que, contudo, preserva ganhos quantitativos do mercado de trabalho. A despeito do efeito sazonal de algumas atividades econômicas, os patamares alcançados agora são melhores do que os de 2025”, afirmou Adriana Beringuy.

Ela também destacou que o aumento do rendimento médio é um ponto positivo: “A boa notícia para o mercado de trabalho é o rendimento real habitual de todos os trabalhos, que atingiu o maior valor da série histórica”.

Gasolina e diesel sobem pela 4ª semana seguida; gás de cozinha dispara neste estado do Nordeste

Os preços dos combustíveis seguem em alta nos postos brasileiros e já acumulam quatro semanas consecutivas de aumento, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis divulgado nesta sexta-feira (27).

O diesel S10 atingiu média nacional de R$ 6,78 por litro entre os dias 22 e 28 de março, com alta de 2,9% na semana e avanço de 24,3% em relação ao período anterior ao início do conflito no Oriente Médio. Em casos extremos, o combustível chegou a R$ 9,99 em Ourinhos, no interior de São Paulo.

Já a gasolina também registrou elevação, ainda que mais moderada. O preço médio subiu para R$ 6,78 por litro, avanço de 1,9% na semana e de 7,9% no acumulado de março. O maior valor foi identificado no Guarujá (SP), onde o litro chegou a R$ 9,39.

O gás de cozinha também começou a refletir a pressão nos preços. Após semanas de estabilidade, o botijão de 13 quilos teve alta de 1,9%, passando a custar, em média, R$ 110,80. Em Ilhéus, o produto chegou a R$ 150.

Impacto do cenário internacional
A escalada nos preços ocorre em meio à intensificação das tensões envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, que impactam diretamente o mercado global de petróleo. Desde o fim de fevereiro, a gasolina já acumula alta de cerca de 8%, enquanto o diesel subiu mais de 20% nas bombas.


O barril de petróleo ultrapassou US$ 115 no mercado internacional, pressionado também por riscos logísticos na região. Um dos principais pontos de atenção é o Estreito de Ormuz, responsável por cerca de 20% do fluxo global da commodity e que chegou a ser fechado pelo governo iraniano.

Medidas e fiscalização
Diante do cenário, a ANP informou que intensificou o monitoramento do mercado para garantir o abastecimento e coibir práticas abusivas. Desde 9 de março, foram fiscalizados mais de 3 mil postos e centenas de distribuidoras em todo o país.

O governo federal afirma que há estoque suficiente para atender à demanda de abril, apesar da volatilidade nos preços. Além disso, a agência regulamentou a metodologia do Preço de Referência (PR), prevista na Medida Provisória 1.340/2026, que trata da subvenção ao diesel — combustível mais impactado pelo cenário internacional.

Empresária catarinense é finalista do Prêmio Mulher Engenheira 2026 na Alemanha

 A empresária catarinense Luciane Fornari está entre as quatro finalistas do Engineer Woman Award 2026, prêmio que será entregue no dia 23 de abril durante o congresso FEMWORX, na Feira de Hannover, na Alemanha.

Fundadora da Fornari Indústria, de Concórdia, e cofundadora da PlanET Biogás Brasil, Luciane atua há mais de duas décadas no desenvolvimento de tecnologias para biosseguridade no agronegócio e energias renováveis.

"Estar no Top 4 do Engineer Woman Award é, para mim, o equivalente a ser indicada ao Oscar do nosso setor. Essa não é uma conquista solitária. É o reconhecimento do talento de cada um dos nossos colaboradores, da confiança dos nossos parceiros na projeção da inovação brasileira no cenário global. Juntos, provamos que o Brasil produz tecnologia de ponta para o mundo", afirma Luciane.

A origem da Fornari
A Fornari Indústria nasceu em 2006, quando Luciane desenvolveu um sistema de desinfecção para caminhões em resposta ao surto global de gripe aviária. A empresa exporta equipamentos para avicultura de postura para diversos países e mantém parceria com a dinamarquesa SANOVO Technology Group. Já a PlanET Biogás Brasil é o braço nacional da empresa alemã referência em usinas de biogás e biocombustíveis.

A parceria com o SENAI é parte estrutural da trajetória de inovação da Fornari. A versão inteligente da máquina de desinfecção de ovos férteis tem protótipo desenvolvido nos laboratórios do SENAI de Joinville — equipamento presente em mais de 300 propriedades no Brasil e no exterior. Mais recentemente, a empresa concluiu um projeto de Indústria 4.0 via SENAI, com investimento de aproximadamente R$ 2 milhões em centros de usinagem e integração dos processos produtivos. A iniciativa foi viabilizada por meio do programa Brasil Mais Produtivo. 

O SENAI também é parceiro na formação de profissionais para a Fornari, com programas de qualificação profissional e segurança do trabalho. Os próximos passos incluem o desenvolvimento de hackathons com o SENAI de Concórdia, explorando as áreas de robótica e mecatrônica.

Além de comandar as duas empresas, Luciane integra o conselho da Associação Brasileira de Recuperação Energética de Resíduos (ABREN) e atua como vice-presidente do Conselho de Curadores da Enterprise Europe Network Brasil para o período 2025-2029.

Com informações da assessoria de imprensa da Fornari.

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação

Governador Jorginho Mello assina ordem de serviço para construção de nova ponte sobre o Rio Araranguá

Foto: Jonatã Rocha/Secom GOVSC

O governador Jorginho Mello assinou nesta terça-feira, 24, a ordem de serviço para a construção da quarta ponte sobre o rio Araranguá. A chamada Ponte de Ilhas será feita de concreto com 250 metros de extensão e onze metros de largura. No ato também foi assinada a ordem de serviço da ciclovia da SC- 447, no trecho entre Balneário Arroio do Silva e Araranguá.

“É uma obra que todo mundo espera há mais de 30 anos. Eu não tenho dúvida de que nós vamos fazer com que a comunidade faça a integração, tenha mais agilidade e segurança para passar. A empresa que venceu a licitação tá aqui, o dinheiro tá reservado para pagar, e nós vamos entregar essa obra de uma vez por todas”, disse o governador.

A obra vai ligar o Balneário Morro dos Conventos e o perímetro urbano de Araranguá, na margem direita do rio, à comunidade de Hercílio Luz e ao Balneário Rincão, na margem esquerda. A benfeitoria vai encurtar distâncias, dando mais agilidade às pessoas e fortalecendo a economia local. Hoje a travessia é feita por balsa, o que limita o deslocamento principalmente nos períodos de maior movimento, como o verão.


O Governo do Estado vai investir R$ 25 milhões no projeto, com uma contrapartida da prefeitura no valor de R$ 72 mil. A estrutura contempla duas pistas de rolamento, passeio para pedestres e sistema de iluminação pública de led. O prazo estabelecido para a conclusão da obra é de 18 meses.

“Muito importante para o Sul de Santa Catarina, para Criciúma, para Içara, para o Rincão, para Araranguá. Está dentro do nosso território, mas absorve tudo isso. Isso aqui vai se tornar uma rota turística, toda essa região do Morro dos Conventos é lindíssima. Só que hoje você não tem esse acesso. Com essa obra que o governador acaba de anunciar, isso aqui vai explodir em termos de produção agrícola, mas principalmente na questão turística”, comemora o prefeito de Araranguá, César Cesa.

Ciclovia

Na oportunidade também foi assinada a ordem de serviço para a construção da ciclovia da SC-447, no trecho Balneário Arroio do Silva a Araranguá. A iniciativa é uma resposta a um pedido da comunidade, prevê a implantação de uma pista exclusiva para bicicletas, com serviço de terraplanagem, drenagem, pavimentação, calçamento e sinalização ao longo de aproximadamente oito quilômetros de extensão. A obra vai custar quase R$ 10 milhões, com prazo de execução de oito meses.

Serra Catarinense concentra 80% das novas ligações industriais da SCGÁS no início de 2026

Foto: Roberto Zacarias/SECOM

A Serra Catarinense vive um momento de aceleração no mercado de gás natural. Nos dois primeiros meses de 2026, quatro das cinco novas ligações industriais da SCGÁS foram realizadas na região, nos municípios de Lages e Palmeira. O movimento reforça a presença do energético na região serrana e reforça o papel do gás natural como vetor de desenvolvimento industrial no interior do estado.

A viabilidade dessas conexões está diretamente associada à ampliação da infraestrutura de distribuição. Concluído em 2024, o Projeto Serra Catarinense foi o alicerce desse avanço. Com mais de 220 km de gasodutos implantados, a obra transformou a lógica de abastecimento da região, que passou a contar com fornecimento contínuo via rede canalizada, garantindo segurança de abastecimento e criando as condições de escala e previsibilidade que atraem consumidores industriais.

Para o Gerente Comercial Industrial e Veicular da SCGÁS, Rafael Nicolazzi, o cenário é resultado de uma atuação planejada. “Esse resultado reflete o trabalho estruturado de inteligência de mercado da Companhia, que permite direcionar a atuação dos consultores com mais eficiência e avançar na interiorização do gás natural”, afirma.

O crescimento não se limita à Serra Catarinense. Os dados dos dois primeiros meses do ano mostram expansão consistente em todos os segmentos pelo estado de Santa Catarina: em janeiro, entraram 10 novos clientes para a rede, representando 160 unidades consumidoras gaseificadas. Em fevereiro, esse ritmo mais que dobrou, com 14 novos clientes, equivalentes a 363 unidades conectadas. As 27 interligações realizadas no período, distribuídas pelos setores industrial, comercial e residencial, indicam o adensamento da rede no estado.

Esse desempenho reforça a estratégia da SCGÁS de ampliar a capilaridade da rede de distribuição e de promover a interiorização do gás natural como instrumento de desenvolvimento econômico. A companhia segue investindo na expansão da infraestrutura e na ligação de novos clientes, com foco em regiões com potencial produtivo que demandam fontes energéticas mais eficientes.

Semana da Mulher Empreendedora inicia com palestra sobre protagonismo feminino nos negócios

Iniciou na manhã desta segunda-feira (23) a 2ª Semana da Mulher Empreendedora, evento promovido pela Prefeitura de Balneário Camboriú, por meio das secretarias da Fazenda e de Assistência Social, Mulher e Família. A programação ocorre até sexta-feira (27), no Centro de Treinamento Comunitário (CTC), no Bairro das Nações.

A abertura do evento contou com a presença do vice-prefeito, Nilson Probst, da secretária da Fazenda, Magda Bez e do secretário de Assistência Social, Mulher e Família, Dão Koeddermann, além da presença das vereadoras Jade Martins e Ciça Muller.

Ao longo desta semana, serão realizadas palestras, painéis e workshops voltados ao desenvolvimento de competências técnicas e comportamentais para mulheres que desejam iniciar ou fortalecer seus negócios.

Para a coordenadora de empreendedorismo e cooperativismo, Patrícia Rocha, promover a Semana da Mulher Empreendedora auxilia as mulheres a criarem sua liberdade econômica e ter protagonismo no mundo dos negócios.

“O empreendedorismo, eu digo que ele liberta, inclusive as mulheres que estão em situação de vulnerabilidade, para que elas possam entender que podem sim se reerguer e serem senhoras da sua vida através do empreendedorismo. Além do conhecimento, também traremos a qualidade de vida e falaremos de saúde emocional e saúde mental, que é muito importante”, disse.

Patrícia ainda ressaltou que o maior objetivo do evento é mostrar para as mulheres que elas não estão sozinhas, e que o município de Balneário Camboriú tem as ferramentas para ajudá-las a crescer em suas atividades.

Esta é a segunda vez que a babysitter Simone Mandel Martignago participa do evento, algo que vê como uma oportunidade de conhecer novas pessoas e aumentar o network. “Eu voltei porque não tem como deixar de participar, porque você vai conhecer novas pessoas, ter palestras bem engrandecedoras, além de dividir o nosso trabalho, expandir o que a gente faz e conhecer o das outras pessoas também”, comentou.

A confeiteira Patricia Beinotti está, pela primeira vez, participando da Semana da Mulher Empreendedora. A palestra Elas no Comando, a Dona do Negócio, chamou atenção da profissional, que elogiou a organização e realização do evento.

“Eu acho isso aqui muito importante porque informação nunca é demais, a gente tem que estar sempre procurando evoluir, e ir conhecendo novas pessoas, novas ideias. Além de poder também divulgar o trabalho da gente”, disse.

Programação

As atividades estão sendo realizadas no CTC (localizado na Rua Itália, nº 1059, Bairro das Nações) das 8h30 às 11h. As inscrições podem ser feitas pelo WhatsApp (47) 9105-2900. Para quem não puder estar presente, há a opção de participar de jornadas on-line com cursos e formações oferecidas pelo Sebrae.

24/03 (terça-feira)

* Workshop: Planejando seu Sucesso (Palestrante: Laiz Menegazzo)

25/03 (quarta-feira)

* Painel: Saúde Mental (Palestrante: Bernadette Sabbi)

26/03 (quinta-feira)

* Workshop: Domine suas Finanças e Fortaleça sua Gestão (Palestrante: Karla Fracari)

27/03 (sexta-feira)

* Painel: Case de Sucesso — Reflexão sobre o mercado empreendedor para mulheres 40 e 50+ (Palestrante: Janete Back Gorges)
* Painel: Qualidade de vida e saúde íntima da mulher empreendedora 40+ (Palestrante: Patrícia Kun).

Produção de arroz impulsiona economia agrícola em Navegantes

A produção de arroz consolida-se como uma das atividades mais representativas do setor agrícola de Navegantes. A cultura tem impacto direto na economia do município, sendo fundamental para a geração de empregos nas áreas rurais, para a valorização das famílias no campo e para o segurança alimentar da região.

Para auxiliar na manutenção das lavouras e no aumento da produtividade, a Secretaria de Agricultura, Pesca e Pecuária (Seap) mantém um cronograma de suporte estrutural voltado aos rizicultores e demais produtores do município. O atendimento institucional busca viabilizar o trabalho diário nas propriedades e reduzir os custos de produção.

O suporte oferecido pela secretaria inclui serviços essenciais para o desenvolvimento agrícola, como:

Assistência técnica e orientação profissional;
Disponibilização de máquinas e equipamentos agrícolas;
Fornecimento de calcário para correção do solo.

Na prática, esse auxílio reflete diretamente na rotina de quem tira o sustento da terra. “Agradeço à Prefeitura e, principalmente, à Secretaria de Agricultura, porque disponibilizam as máquinas pra gente e também o calcário. Isso ajuda muito no nosso dia a dia”, relata o rizicultor Lucas Corrêa, de 23 anos.

“A continuidade dessas ações visa garantir o desenvolvimento econômico e social das nossas áreas rurais. O nosso objetivo é aliar a preservação da tradição agrícola do município à produtividade necessária para o crescimento contínuo do setor”, destaca o secretário de Agricultura, Pesca e Pecuária, Lorival Kempner.

Texto: Melissa Peixeira
Fotos: Marcos Porto

Imposto de renda: Receita já recebeu mais de 450 mil declarações

A Receita Federal recebeu, até as 12h desta segunda-feira (23), 450.026 Declarações do Imposto de Renda Pessoa Física 2026 (ano-base 2025). O prazo para envio começou às 8h e segue até as 29h59min59s do dia 29 de maio. Este ano, o Fisco espera receber cerca de 44 milhões de declarações.
Do total de declarações recebidas até o momento, 42,7% foram pré-preenchidas, 57,3% foram simplificadas e 1,3% foram retificadoras. Dados da Receita Federal mostram também que 34,6% foram enviadas por contribuintes do sexo feminino e que a média de idade é 47 anos.

Ainda de acordo com a Receita Federal, 83,9% das declarações enviadas apresentam valor a restituir, enquanto 7,9% têm imposto a pagar e 8,2% constam como sem imposto.

Como declarar

O Programa Gerador da Declaração pode ser baixado desde as 18h da última quinta-feira (19). A partir desta segunda, o contribuinte também pode usar o site Meu Imposto de Renda, que permite o preenchimento online da declaração.

Neste ano, o prazo de entrega será mais curto que nos anos anteriores. Tradicionalmente, o envio das declarações começa em 15 de março ou no primeiro dia útil seguinte. Em 2026, no entanto, o Fisco adiou o início em uma semana.

Calendário da restituição
Com um lote a menos neste ano, a restituição será paga nas seguintes datas:

- 1º lote: 29 de maio de 2026;

- 2º lote: 30 de junho de 2026;

- 3º lote: 31 de julho de 2026;

- 4º lote: 28 de agosto de 2026.

A ordem de pagamento segue a data de entrega da declaração, respeitando prioridades legais.

Prioridades
A ordem de prioridade definida pela legislação é:

- idosos acima de 80 anos;

- idosos a partir de 60 anos, pessoas com deficiência ou doença grave;

- contribuintes cuja principal renda seja magistério;

- quem usar declaração pré-preenchida e Pix simultaneamente;

- quem usar apenas um desses recursos (pré-preenchida ou Pix);

- demais contribuintes.

Projeto Moradia para Jovens e Mulheres está em operação e incentiva a permanência no campo

Foto: Aires Mariga/Epagri

Jovens e mulheres do meio rural catarinense já podem acessar uma nova linha de apoio para investir na construção ou reforma de suas casas. A Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape) colocou em operação o Projeto Moradia para Jovens e Mulheres, iniciativa que integra o Pronampe Agro SC e amplia o acesso à habitação no campo com condições mais acessíveis de financiamento.

O Programa Moradia para Jovens e Mulheres é operacionalizado em parceria com a Epagri. O público beneficiado inclui jovens agricultores e pescadores familiares, egressos dos Centros de Educação Profissional Agrotécnicos (Cedups) e das Casas Familiares Rurais, com idade entre 18 e 29 anos, além de mulheres egressas do curso Flor-e-Ser, ministrados pela Epagri, e que tenham ativo o Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF).

O financiamento prevê limite de enquadramento de até R$ 100 mil por família, com subvenção de juros de até 5% ao ano e prazo de repasse de até 8 anos, tornando o acesso ao crédito mais facilitado e adequado à realidade dessas famílias.

“Com mais esse projeto reforçamos o compromisso do Governo do Estado em promover inclusão, sucessão familiar e desenvolvimento sustentável no campo, ao apoiar diretamente projetos estratégicos para o futuro do meio rural. É uma ação para fortalecer a permanência de jovens e mulheres nas atividades agrícolas e para impulsionar novas oportunidades no campo”, avalia o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Admir Dalla Cort.

Incentivos às mulheres e jovens
Além da nova linha de moradia, as mulheres e jovens podem acessar programas e projetos específicos, que proporcionam maior autonomia, estimulando a sucessão e o gerenciamento das propriedades. Em 2025, esses projetos atenderam mais de 600 mulheres e jovens, com investimento de R$ 10,4 milhões. Para 2026, estão previstos R$ 12,5 milhões.

O Programa Jovens e Mulheres em Ação promove capacitação e acesso a crédito para estimular a autonomia e o protagonismo no meio rural. Esse programa é constituído pelos Projetos Ação Jovem Rural e do Mar, Ação Mulher Rural e do Mar, Realiza, Conecta Jovem e Conecta Flor-e-Ser.

A iniciativa inclui processos formativos baseados na Pedagogia da Alternância, voltados tanto para jovens quanto para mulheres, com foco na permanência no campo, na geração de renda e no desenvolvimento de novos projetos nas propriedades rurais e da pesca.

Como desdobramento dessas formações, os participantes podem acessar diferentes linhas de apoio financeiro. Entre elas está o Projeto Realiza, que oferece financiamento sem juros para execução de projetos produtivos, com limite de até R$ 50 mil por beneficiário ou até R$ 120 mil para projetos coletivos, prazo de pagamento de cinco anos e desconto de 50% para quem mantém as parcelas em dia.

Também fazem parte das ações o Conecta Jovem e o Conecta Flor-e-Ser, iniciativas voltadas à inclusão digital no meio rural, que apoiam a aquisição de equipamentos de informática e a instalação de acesso à internet. Ambas as linhas disponibilizam até R$ 5 mil em financiamento, sem juros, com prazos de até três anos e incentivo ao pagamento em dia.

O acesso aos programas ocorre por meio dos escritórios da Epagri, que também são responsáveis pela orientação técnica, capacitação e acompanhamento dos beneficiários.

Lançada consulta pública sobre Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura

Por André Gomes
Pequenos negócios familiares do setor da aquicultura são responsáveis por cerca de 80% da produção brasileira de pescados. Em reconhecimento a essa importância, o Sebrae integra uma parceria, com o Ministério da Pesca e Aquicultura, CNA (Juntos pelo Agro) e apoio da Embrapa, sobre o Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura. As instituições lançaram, nesta quinta-feira (19), em Brasília, consulta pública sobre o plano. O objetivo é ser um instrumento para orientar o crescimento ordenado, competitivo e ambientalmente responsável da aquicultura.

“Temos uma parceria importante com o sistema CNA-Senar, que é o Juntos Pelo Agro, e estamos atuando nessa cadeia produtiva. A construção desse Plano Nacional é estratégica”, defendeu a coordenadora nacional de Agronegócios do Sebrae, Cláudia Stehling.

“Para o Sebrae, apoiar o desenvolvimento da aquicultura é investir diretamente no seu público, que é o pequeno produtor, garantir a geração de renda, trabalhar para o fortalecimento da inclusão produtiva e do desenvolvimento regional sustentável” Cláudia Stehling, coordenadora nacional de Agronegócios do Sebrae 

A representante do Sebrae contou que, ao longo dessa construção conjunta do Plano, que segue para a consulta pública, o Sebrae contribuiu com a sua experiência no atendimento aos pequenos produtores, na promoção da competitividade, da inovação e na sustentabilidade dos negócios. “Acreditamos que políticas públicas bem estruturadas, como é o caso desse plano, alinhados ao trabalho, ao apoio técnico e a capacitações que também estão no rol da atuação do Sebrae, geram impactos concretos na vida dos empreendedores e das economias locais, que são o nosso objetivo e a nossa missão”, ressaltou Cláudia.

Durante o lançamento da consulta pública, o ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, destacou que a iniciativa é um marco para a mudança de vida de milhares de famílias que vivem da pesca no país. “Teremos a possibilidade de ver o envolvimento de todos que fazem essa cadeia produtiva. Que possa ser um marco na nossa atividade, um momento ainda mais promissor e fazer aquilo que toda gestão pública precisa fazer: trabalhar em cima de um planejamento em busca de um resultado”, enfatizou.

Juntos pelo Agro

Durante o evento, Warley Henrique, analista técnico do Sebrae, aprofundou a participação da instituição no projeto Juntos pelo Agro, que disponibiliza soluções de preparação, assistência técnica, inovação e acesso a mercado para os pequenos negócios rurais. O especialista ressaltou que, após a finalização do processo de recebimento das contribuições da sociedade civil sobre o Plano Nacional, o Sebrae continuará a atuar juntamente com o Ministério da Pesca e Aquicultura nos próximos passos.

Segundo ele, o objetivo é fazer uma integração com o Juntos pelo Agro e com a estratégia do Sebrae de Economia Azul, que visa o desenvolvimento sustentável de atividades ligadas ao mar e rios, promovendo inovação, empreendedorismo e preservação ambiental. “É isso que vai fazer a diferença para o pequeno produtor, gerando mais renda e dignidade”, disse Warley.

A consulta pública estará disponível por 30 dias a partir desta sexta-feira (20) – quando se comemora o Dia da Aquicultura -, na Plataforma Participa + Brasil.

Sala do Empreendedor de Itapema recebe Selo Ouro do Sebrae

A Sala do Empreendedor de Itapema foi reconhecida com o Selo Ouro do Sebrae de Referência em Atendimento, uma das principais certificações nacionais voltadas à qualidade dos serviços prestados aos empreendedores. A entrega ocorreu nesta quinta-feira (19), com a presença do prefeito Alexandre Xepa, do secretário de Desenvolvimento Econômico e Habitação, Nicko Silva, e dos representantes do Sebrae, Aloisio Salomon, gerente da Regional Foz do Sebrae/SC, e Valdirena Riva Argenta, gestora do Programa Cidade Empreendedora na mesma regional. O encontro também reuniu as equipes da Sala do Empreendedor e da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Habitação, homenageadas pelo trabalho desenvolvido no atendimento aos empreendedores do município.

O prefeito Alexandre Xepa destacou que o momento tem um significado especial que vai além da conquista institucional. "Em 1997, fiz um curso do Sebrae de atendimento para poder vender picolé na praia. Hoje, tê-los como parceiros e ver esse apoio aos nossos empreendedores é motivo de muito orgulho", afirmou.

Concedido anualmente pelo Sebrae, o selo avalia o desempenho das Salas do Empreendedor em todo o país a partir de critérios como qualidade do atendimento, uso de redes sociais, divulgação de cursos e consultorias, orientação para participação em compras públicas e capacitação dos atendentes. A nota final é composta em partes iguais: metade referente às ações e processos da Sala, e metade à avaliação do cliente oculto, realizada por um profissional que busca atendimento e atribui nota conforme os critérios do edital.

Aloisio Salomon, gerente da Regional Foz do Sebrae/SC, destacou o significado da certificação para o município. "O Selo Ouro reflete o trabalho consistente e o comprometimento de toda a equipe, que atuou de forma estratégica ao longo do ano, acompanhando de perto as necessidades dos empreendedores e oferecendo orientação qualificada e soluções práticas para os pequenos negócios", afirmou.

Com o Selo Ouro, Itapema passa a integrar o grupo de municípios com melhor desempenho no atendimento ao empreendedor e segue na disputa pelo Selo Diamante, a mais alta certificação da categoria.

Atendimento gratuito e suporte ao empreendedor
A Sala do Empreendedor reúne serviços gratuitos para empresários e futuros empreendedores, como orientações para abertura e regularização de empresas, acesso a capacitações e apoio à gestão dos negócios. Segundo levantamento de dezembro de 2025, cerca de 50% dos CNPJs ativos em Itapema são de microempreendedores individuais (MEIs), o que reforça a importância do atendimento qualificado e do suporte contínuo ao pequeno negócio no desenvolvimento da economia local.

O secretário Nicko Silva ressaltou que a conquista reflete o esforço contínuo da equipe. "Temos avançado na desburocratização e na qualificação do atendimento, garantindo mais agilidade e suporte para os empresários. Esse selo é resultado de um trabalho técnico e constante, 

Tecnologia e conhecimento do consumidor são o novo caminho para agregar valor à indústria da carne

Entender o consumidor vale mais do que produzir mais. Essa foi uma das principais conclusões do 14º Seminário Internacional de Industrialização da Carne, realizado pelo SENAI/SC nesta quarta-feira (18) em Chapecó, no Hotel Kindermann, em programação paralela à Mercoagro 2026.

O diretor-regional do SENAI, Fabrízio Pereira, abordou a pujança do setor de alimentos na região oeste de Santa Catarina e os serviços que a FIESC oferece para fortalecer a indústria. “Para se ter uma ideia, cerca de 33% de tudo o que é produzido no estado acontece nesse eixo que vai de Joaçaba até a fronteira. É algo realmente expressivo. Mesmo diante dos desafios logísticos que a região enfrenta há anos, a força, a competência e a qualidade das pessoas fazem toda a diferença”, frisou.

O encontro reuniu pesquisadores internacionais, lideranças do setor e representantes da indústria para debater os vetores que definirão a competitividade da cadeia de proteínas em um mercado global cada vez mais exigente.

A programação contou com pesquisadores de três países:

O Dr. Mustafa Farouk, da AgResearch Ltd (Nova Zelândia), defendeu que o valor na indústria da carne não está mais em produzir mais, mas em entender melhor o consumidor — incluindo o aproveitamento de cortes pouco explorados em novos formatos de produto.
O Dr. Márcio Duarte, da University of Guelph (Canadá), mostrou que a qualidade da carne começa muito antes do abate, ainda nas fases iniciais do desenvolvimento do animal.
Já o Dr. João Dorea, da University of Wisconsin (EUA), apresentou aplicações de inteligência artificial para previsão de qualidade e padronização de cortes — inclusive a partir de imagens feitas com câmera de celular.
Os impactos da geopolítica também entraram em pauta. O diretor executivo do Sindicarne, Jorge Luiz de Lima, apresentou dados que mostram a exposição do setor a conflitos internacionais: Santa Catarina exporta para mais de 150 destinos e responde por parcela expressiva da produção nacional de frango e suínos, o que torna o estado altamente sensível a variações em mercados como Ucrânia, Oriente Médio e Ásia.

O seminário foi encerrado com painel sobre tendências e perspectivas para o setor, com participação do presidente da Aurora Coop, Neivor Canton, e representantes do Sindicarne e da MBRF.

Com informações da assessoria de imprensa regional.

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
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Assembleia Legislativa de SC aprova atualização do piso mínimo regional

A Assembleia Legislativa de Santa Catarina aprovou, nesta quarta-feira (18), o Projeto de Lei Complementar 2/2026 que referenda acordo entre entidades empresariais e de trabalhadores para atualização do piso mínimo regional. Representantes de empregadores e de trabalhadores de Santa Catarina chegaram a um consenso no último dia 26 de fevereiro sobre os valores para as quatro faixas em 2026. A atualização média acordada foi de 6,49%. Os valores passam para R$ 1.842,00 na primeira faixa, R$ 1.908,00 na segunda, R$ 2.022,00 na terceira e R$ 2.106,00 na quarta faixa. O projeto segue para sanção do governador.

Para a presidente da Câmara de Relações Trabalhistas da Federação das Indústrias (FIESC), Rita Cássia Conti, a negociação do piso regional de Santa Catarina é mais uma demonstração do protagonismo catarinense. “Somos o único estado em que os percentuais são definidos por consenso entre empregados e empregadores, em uma negociação transparente e fruto de uma relação harmoniosa entre os representantes dos trabalhadores e do setor produtivo”, afirmou.

Rita destacou ainda que a negociação direta entre os afetados em um tema tão relevante e que impacta diretamente empregadores e trabalhadores oferece uma maior legitimidade ao processo. “A aprovação pela Assembleia da proposta negociada reflete uma manifestação efetiva das vontades dos principais atores no processo, e mostra sensibilidade do legislativo em relação ao tema”, explica.

O piso regional de SC
O mínimo regional de Santa Catarina foi instituído pela Lei Complementar 459, de 30 de setembro de 2009, com validade para o ano de 2010. Em todos os anos subsequentes, os valores foram negociados e acordados entre entidades representativas dos empregadores e dos trabalhadores.

Com quatro faixas salariais, o mínimo regional se aplica exclusivamente aos empregados que não tenham piso salarial definido em lei federal, convenção ou acordo coletivo de trabalho. Os valores negociados entre as duas partes são a base para projeto de lei complementar encaminhado pelo governo à Assembleia Legislativa. Confira os detalhes das faixas.

Trabalhadores que integram as quatro faixas do mínimo regional catarinense:
Primeira faixa - passa de R$ 1.730,00 para R$ 1.842,00:
a) na agricultura e na pecuária;
b) nas indústrias extrativas e beneficiamento;
c) em empresas de pesca e aquicultura;
d) empregados domésticos;
e) em turismo e hospitalidade; (Redação da alínea revogada pela LPC 551/11).
f) nas indústrias da construção civil;
g) nas indústrias de instrumentos musicais e brinquedos;
h) em estabelecimentos hípicos; e
i) empregados motociclistas, motoboys, e do transporte em geral, excetuando-se os motoristas.


Segunda faixa - Passa de R$ 1.792,00 para R$ 1.908,00:
a) nas indústrias do vestuário e calçado;
b) nas indústrias de fiação e tecelagem;
c) nas indústrias de artefatos de couro;
d) nas indústrias do papel, papelão e cortiça;
e) em empresas distribuidoras e vendedoras de jornais e revistas e empregados em bancas, vendedores ambulantes de jornais e revistas;
f) empregados da administração das empresas proprietárias de jornais e revistas;
g) empregados em empresas de comunicações e telemarketing; e
h) nas indústrias do mobiliário.

Terceira faixa - Passa de R$ 1.898,00 para R$ 2.022,00:
a) nas indústrias químicas e farmacêuticas;
b) nas indústrias cinematográficas;
c) nas indústrias da alimentação;
d) empregados no comércio em geral; e
e) empregados de agentes autônomos do comércio.

Quarta faixa - Passa de R$ 1.978,00 para R$ 2.106,00:
a) nas indústrias metalúrgicas, mecânicas e de material elétrico;
b) nas indústrias gráficas;
c) nas indústrias de vidros, cristais, espelhos, cerâmica de louça e porcelana;
d) nas indústrias de artefatos de borracha;
e) em empresas de seguros privados e capitalização e de agentes autônomos de seguros privados e de crédito;
f) em edifícios e condomínios residenciais, comerciais e similares, em turismo e hospitalidade;
g) nas indústrias de joalheria e lapidação de pedras preciosas;
h) auxiliares em administração escolar (empregados de estabelecimentos de ensino);
i) empregados em estabelecimento de cultura;
j) empregados em processamento de dados; e
k) empregados motoristas do transporte em geral
I) empregados em estabelecimentos de serviços de saúde.


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Governo do Estado anuncia R$ 9,3 milhões em recursos para apoiar projetos liderados por empreendedoras e pesquisadoras

 (Fotos: Richard Casas)

O apoio do Governo de Santa Catarina para ampliar a participação feminina nas áreas do empreendedorismo e da pesquisa foi reafirmado nesta quarta-feira, 18, com o anúncio de R$ 9,3 milhões em recursos para fomentar projetos liderados por mulheres. Durante ato solene, a vice-governadora Marilisa Boehm e a diretora de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), Valeska Tratsk, assinaram os editais dos Programas Mulheres+Tec e Mulheres+Pesquisa, que já estão disponíveis para consulta no site da Fapesc.

O edital 14/2026, do Programa Mulheres+Tec, vai destinar até R$ 4,8 milhões para o desenvolvimento de projetos. Já o edital 13/2026, do Programa Mulheres+Pesquisa, irá fomentar com até R$ 4,5 milhões os projetos selecionados.

A vice-governadora enfatiza a importância do apoio do Estado na participação feminina em projetos que envolvam ciência e inovação. “O governador Jorginho Mello e eu temos a convicção de que é preciso incentivar o empreendedorismo feminino. Por isso, novamente estamos lançando pela Fapesc os editais Mulheres+Tec e Mulheres+Pesquisa, que são programas voltados a empresas e a pesquisas científicas, tecnológicas e de inovação lideradas por mulheres”, afirma Marilisa.


A diretora de CTI da Fapesc explica que os editais fazem parte das iniciativas do Programa Mulheres de Impacto: da ciência à inovação, realizado pela Fapesc, e que entre 2023 e 2026, os dois editais chegarão a aproximadamente R$ 30 milhões em recursos voltados para projetos liderados por mulheres. “Queremos agradecer ao nosso governador Jorginho Mello e à nossa vice-governadora, Marilisa Boehm por todo o apoio ao desenvolvimento destes Programas. Estamos dando oportunidades para que mulheres catarinenses empreendam, sejam elas o CNPJ ou sejam elas a pessoa física voltada à academia”, reforça Valeska.

As interessadas em enviar propostas para os editais podem realizar a submissão de 19 de março até às 18 horas do dia 29 de abril. As propostas devem ser submetidas via SIGFapesc, pelo link: https://sig.fapesc.sc.gov.br/. A proponente e as (os) integrantes da equipe deverão estar previamente cadastrados no SIGFapesc.

Mulheres+Tec

Confira o edital:
https://fapesc.sc.gov.br/edital-de-chamada-publica-fapesc-n-o-14-2026-programa-mulherestec-5a-edicao/

Em 2026, o Programa Mulheres+Tec chega a sua quinta edição com o lançamento do edital 14/2026 nesta quarta-feira. Com o objetivo de aumentar a representatividade feminina no empreendedorismo, o edital é voltado para apoiar empresas com quadro societário constituído exclusivamente por mulheres.

Nesta edição, o Programa irá destinar até R$ 4,8 milhões para fomentar projetos de produtos, serviços ou processos inovadores de base tecnológica. Podem participar do Programa, empresas que tiveram faturamento de até R$1,2 milhão ao longo de 2025.

Cada projeto selecionado poderá receber até R$ 120 mil e a empresa deverá dar uma contrapartida financeira de, no mínimo, 5% do valor de fomento recebido.

Mulheres+Pesquisa

Confira o edital:
https://fapesc.sc.gov.br/edital-de-chamada-publica-fapesc-n-o-13-2026-mulherespesquisa-3a-edicao/

Para incentivar a participação das mulheres cientistas nos projetos de pesquisa científica, tecnológica e de inovação, a Fapesc lançou em 2024 o Programa Mulheres+Pesquisa. Desde então, o edital segue fomentando projetos coordenados exclusivamente por pesquisadoras vinculadas a Instituições de Ciência, Tecnologia e Inovação catarinenses, públicas ou privadas sem fins lucrativos.

Em 2026, o Programa Mulheres+Pesquisa chega a sua terceira edição com o lançamento do edital 13/2026 nesta quarta-feira. Nesta edição, serão destinados até R$ 4,5 milhões para fomentar projetos de pesquisa liderados por mulheres.

Cada projeto selecionado poderá receber até R$ 200 mil e as propostas selecionadas poderão ainda utilizar até 40% do valor recebido para o pagamento de bolsas nas modalidades Iniciação Científica ou Mestrado para mulheres comporem a equipe.

Radar Tech debate modernização da indústria e impacto da robotização em evento na FIESC

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) realiza no dia 16 de abril, em sua sede, em Florianópolis, o Radar Tech, encontro que reunirá especialistas, líderes empresariais e profissionais da indústria para discutir as transformações tecnológicas que estão redesenhando o setor produtivo. A edição deste ano propõe uma reflexão estratégica sobre como a indústria catarinense pode acelerar sua modernização diante da expansão da robotização e do avanço de tecnologias emergentes.

“Robôs industriais cada vez mais acessíveis, colaborativos e inteligentes ampliam a produtividade, reduzem desperdícios e aumentam a precisão dos processos produtivos”, destaca o presidente da FIESC, Gilberto Seleme.

Ele destaca, contudo, que esse movimento traz novos desafios para as empresas, como adaptação da força de trabalho, novas demandas de qualificação profissional e decisões sobre investimentos em tecnologia.

Inscreva-se 

O Radar Tech busca apoiar executivos e gestores industriais nesse desafio, promovendo um espaço de análise, troca de experiências e reflexão estratégica sobre o futuro da indústria. Em um ambiente de negócios marcado por mudanças rápidas, novas tecnologias, transformação dos modelos de negócio e reconfiguração das cadeias produtivas, a capacidade de antecipar tendências e transformar informação em estratégia tornou-se decisiva para a competitividade das empresas.

A programação reúne palestras e painéis com executivos como Gil Giardelli, co-fundador da 5ERA, que fala sobre robótica e a disrupção nas indústrias. A robotização na Ásia também é tema de painel, em que especialistas e lideranças empresariais debatem os riscos e oportunidades para Santa Catarina. O executivo da Amazon Web Services (AWS) Paulo Cunha fala sobre como acelerar a difusão tecnológica com baixo investimento. Rafael Dall’Anese, executivo da DR Aromas e Ingredientes, e Tiago Filipi Longhi, da WEG, trazem suas experiências e casos práticos da adoção de novas tecnologias nas indústrias.

Promovido pela Academia FIESC de Negócios, o Radar Tech integra a agenda de iniciativas da Federação voltadas a apoiar a indústria catarinense na interpretação de tendências e na construção de estratégias para um ambiente econômico cada vez mais tecnológico e competitivo.

Confira a programação:

13h - Credenciamento
13h30 - Abertura
    Com Gilberto Seleme (Presidente da FIESC)

13h45 - Robótica e a disrupção nas indústrias
Com Gil Giardelli (Co-founder 5ERA)

14h15 - A robotização na Ásia: ameaça e oportunidade!
Com In Hsieh* (IEST Group) e Willian Tang* (Alibaba) (*painelistas a confirmar). Moderador: Gil Giardelli (Co-founder 5ERA)

15h30 - Como SC pode ser referência
    Com Fabrízio Pereira (Diretor Geral do SENAI/SC)

16h - Intervalo - Coffee Break

16h15 - Acelerar difusão tecnológica com baixo investimento
Com Paulo Cunha (Head de Política Pública na AWS)

16h45 - Casos práticos de aplicação de novas tecnologias
Com Clerinsom Sant'Ana (Head de Arquitetura de Soluções Automotivo e Manufatura na AWS), Rafael Dall'Anese (DR Aromas e Ingredientes) e Tiago Filipi Longhi (WEG). Moderador: Paulo Violada (Instituto SENAI de Inovação em Sistemas Embarcados)

18h - Encerramento
Com José Eduardo Fiates (Diretor de Inovação & Competitividade da FIESC e Superintendente do IEL)

Inscreva-se: https://app.higestor.com.br/inscricao/17509/radar-tech

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Conheça as catarinenses que são finalistas do 9º Prêmio Nacional de Inovação

Catarinenses estão entre os finalistas do 9º Prêmio Nacional de Inovação (PNI), iniciativa da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), conduzida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com o Sebrae e outras instituições do Sistema Indústria. O anúncio dos vencedores será no dia 26 de março, durante o 11º Congresso de Inovação da Indústria, no WTC em São Paulo.

Confira:
Recursos renováveis – pequenas empresas
• NanoScoping - Florianópolis

Digitalização de negócios
• Kemia Efluentes (médias empresas) - Chapecó 
• Zagonel (grandes empresas) - Pinhalzinho

IA para produtividade
• Strokmatic (pequenas empresas) - Joinville
• Tupy (grandes empresas) - Joinville

Lei do Bem – grandes empresas
• Casan - Florianópolis

Ecossistemas de inovação – grande porte
• Florianópolis

Na categoria pesquisador empreendedor duas catarinenses se destacam: Maria Beatriz da Rocha Veleirinho, da NanoScoping, e Betina Giehl Zanetti Ramos, da NanoVetores.

Saiba mais sobre a trajetória da cientista que virou empreendedora: https://fiesc.com.br/pt-br/imprensa/cientista-que-virou-empreendedora

A presença catarinense entre os finalistas reflete um ecossistema de inovação em constante fortalecimento no estado. O SENAI/SC atua como parceiro estratégico de empresas como as que integram essa lista, oferecendo suporte em duas frentes complementares: inovação, por meio de projetos de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e prototipagem conduzidos pelos seus Institutos SENAI de Inovação e Tecnologia; e educação, com cursos e programas de qualificação profissional voltados às demandas da indústria. 

O Prêmio Nacional de Inovação tem como objetivo reconhecer iniciativas que contribuem para a produtividade, a competitividade e o desenvolvimento tecnológico da indústria brasileira. Desde sua criação, já registrou mais de 16 mil inscrições e 113 vencedores em todo o país.

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Intenção de investimento cai entre as indústrias brasileiras em 2026

Mais de metade (56%) dos empresários industriais planejam investir em 2026. É o que mostra a pesquisa Investimentos na Indústria 2025-2026, publicada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta terça-feira (17). Segundo o levantamento, 62% desses aportes vão dar sequência a projetos em andamento, enquanto 31% representam novas frentes de investimento.

Por outro lado, quase um quarto dos industriais (23%) não pretende investir este ano. A pesquisa detalha que 38% desses empresários adiaram ou cancelaram aportes que estavam em andamento.

“O percentual de empresas que não pretende investir é elevado e reflete o cenário adverso que a indústria herdou do ano passado, principalmente por conta dos juros altos. É um resultado que preocupa, uma vez que os investimentos são a base de um crescimento sustentável e a fonte do tão necessário aumento da produtividade da economia brasileira”, avalia Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI.

Principais objetivos dos aportes
Melhoria do processo produtivo (48%);
Ampliação da capacidade produtiva (34%);
Lançamento de novos produtos (8%);
Adoção de novos processos produtivos (5%). 
Capital próprio segue como a principal fonte de financiamento do setor


Quanto às fontes de financiamento dos investimentos, 62% das empresas planejam recorrer apenas ou majoritariamente a recursos próprios, ao passo em que 28% delas pretendem captar recursos de terceiros, como bancos e demais instituições financeiras. Outros 11% não souberam informar.

“O capital próprio é a principal fonte de financiamento dos investimentos da indústria há alguns anos e ganhou importância em meio às dificuldades das empresas para obterem crédito junto ao sistema financeiro, seja pelo alto custo desses recursos, seja por outros entraves, como a exigência de garantias”, explica Azevedo.

Consumidor brasileiro continua sendo o principal alvo
A maior parte dos investimentos será voltada para atender a demanda nacional. Ao todo, 67% das empresas farão aportes tendo o mercado interno como único ou principal foco. Outros 24% declararam que os mercados interno e externo são o foco dos investimentos. Apenas 4% das empresas apontam o mercado externo como principal ou único foco dos investimentos.

Raio X do investimento em 2025
No ano passado, 72% das empresas da indústria de transformação investiram. No entanto, parte das empresas teve seus planos frustrados. O levantamento destaca que:

36% das empresas investiram conforme o planejamento inicial;
29% das empresas investiram parcialmente de acordo com o planejado;
4% adiaram os aportes para o ano seguinte;
3% adiaram os aportes sem previsão de retorno;
2% postergaram os investimentos para o ano subsequente;
2% cancelaram os investimentos.

Incertezas econômicas travaram investimento em 2025
Quando questionados sobre os principais obstáculos para a execução dos investimentos no ano passado, 63% dos empresários com planos de investimentos apontaram as incertezas econômicas. Também apareceram entre os maiores entraves a queda das receitas (51%), as incertezas setoriais (47%), a expectativa de baixa demanda (46%) e entraves tributários (45%). “A taxa de juros e a nova política comercial americana foram responsáveis por boa parte dessas dificuldades”, pontua Marcelo Azevedo.

Já entre as empresas que adiaram ou cancelaram planos de investimento de 2025, 80% apontam a queda das receitas como o principal motivo. As incertezas econômicas (79%) e a expectativa de demanda insuficiente (73%) fecham a lista dos três entraves mais citados por esses empresários.

Indústria investiu mais para qualificar mão de obra
Segundo o levantamento da CNI, a principal motivação para o investimento feito em 2025 foi o desenvolvimento de capital humano, com foco em qualificação, ganhos de produtividade ou redução de riscos associados ao trabalho. Quase 80% das empresas que investiram total ou parcialmente como planejado apontaram essa motivação como importante ou muito importante.

“O alto percentual de empresas que investiram em capital humano se deve, entre outras coisas, à escassez de mão de obra qualificada e às transformações tecnológicas do mercado de trabalho”, diz Azevedo.

Em seguida, aparecem inovação tecnológica (76%), impacto ambiental (65%) e eficiência energética (64%). Vale lembrar que os empresários podiam citar mais de uma motivação para o investimento.

Em relação ao tipo ou natureza dos investimentos:
73% das empresas compraram máquinas ou equipamentos;
50% atualizaram ou modernizaram plantas, fábricas ou armazéns;
38% efetuaram retrofit de máquinas ou equipamentos;
35% ampliaram, adquiriram ou construíram terrenos ou instalações.
Os empresários também mencionaram: investimentos em aquisição de ativos intangíveis e produtos de propriedade intelectual, como software e banco de dados; compra de equipamentos de informação e comunicação; e aquisição de máquinas ou equipamentos usados.

O caixa das empresas continua sendo a principal fonte de financiamento. Em 2025, 62% das empresas usaram recursos próprias para fazer aportes. As demais fontes tiveram participação significativamente menor, com destaque para bancos comerciais privados (9%) e bancos de desenvolvimento (5%).

Fonte: CNI.

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação

 

Mutirão da Febraban para negociar dívidas com bancos vai até 31/03

Os consumidores endividados com bancos e instituições financeiras têm até o dia 31 de março para renegociar os débitos com condições especiais oferecidas durante o Mutirão Nacional de Negociação de Dívidas e Orientação Financeira da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).
As vantagens disponíveis incluem alongamento de prazos, redução de taxas, alteração nas condições de pagamento ou migração para outras modalidades de crédito mais baratas.

O mutirão permite a negociação de dívidas de cartão de crédito, cheque especial, crédito consignado e demais modalidades de empréstimos em atraso com bancos ou financeiras.

As regras e condições são definidas pelas instituições de acordo com suas políticas de crédito. Não podem ser incluídas no mutirão as dívidas que tenham bens dados em garantia (como veículos, motocicletas e imóveis), assim como dívidas prescritas.

Como negociar

A negociação pode ser feita diretamente nos canais oficiais da instituição credora ou pelo portal Consumidor.Gov, que o consumidor acessa por meio de sua conta Gov.br prata ou ouro.

Para entender como participar da campanha, basta acessar a página disponibilizada pela Febraban, que conta com um vídeo de passo a passo para negociar e como acessar o portal Gov.BR, encontrar a instituição credora e abrir o pedido de negociação.

Na negociação com a instituição credora, o consumidor interessado deve informar a dívida que pretende quitar e perguntar quais são as condições oferecidas para a sua quitação.

Se concordar com o que foi proposto, um acordo de negociação será assinado. Caso não concorde, pode fazer contrapropostas para chegar a um acordo que caiba no seu bolso.

Como saber se tenho dívidas?
Na mesma página, o consumidor também encontra conteúdo exclusivo sobre orientação financeira e acesso a outros canais, como o Registrato, sistema do Banco Central que permite acessar o Relatório de Empréstimos e Financiamentos (SCR). O relatório contém a lista de dívidas em nome do consumidor com instituições financeiras.

O mutirão de negociação de dívidas auxilia o consumidor, contribui para a diminuição da inadimplência no país e fortalece a economia ao permitir que mais pessoas retornem ao mercado de consumo de forma sustentável. Essa iniciativa também estimula a cultura do diálogo e da transparência entre instituições financeiras e clientes, criando um ambiente mais saudável para negociações e prevenindo o superendividamento, explicou o diretor executivo de Cidadania Financeira da Febraban, Amaury Oliva.

Livro gratuito do Sebrae reúne 26 ensaios de especialistas com estratégias para fortalecer os pequenos negócios

Por Redação
Uma publicação do Sebrae Nacional reúne análises de especialistas da instituição sobre temas essenciais para o empreendedorismo e para a economia do país, como desigualdades regionais, bioeconomia e financiamento. O livro “Pequenos Negócios, Grande Brasil: Ensaios Sobre Desenvolvimento, Território e Vida Econômica” conta com 26 ensaios sobre o papel central dos pequenos negócios para o desenvolvimento econômico e social.

Faça o download gratuito da publicação: https://datasebrae.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Livro-Coletanea-Sebrae-Pequenos-Negocios-Grande-Brasil-vFINAL-02MAR2026.pdf

Organizado pelo coordenador de Acesso a Crédito e Investimentos do Sebrae Nacional, Giovanni Beviláqua, e com prefácio do gerente de Capitalização e Serviços Financeiros do Sebrae Nacional, Valdir Oliveira, o livro observa que não existe política uniforme para um país desigual e propõe entender mais o Brasil para construir melhores políticas públicas e programas de governo, especialmente aqueles que lidam com desenvolvimento territorial, inclusão produtiva, inovação e sustentabilidade.

“O diferencial está na combinação entre densidade analítica e chão de realidade: os autores escrevem a partir do lugar de quem acompanha a agenda dos pequenos negócios não como hipótese, mas como prática”, afirma Valdir Oliveira. “O resultado é uma obra que pode interessar não apenas a empreendedores e especialistas, mas também a gestores públicos, formuladores de políticas, imprensa econômica, universidades e lideranças locais”, complementa.

Temas do livro:

Desigualdade regional como sintoma estrutural
Bioeconomia, território e autonomia
A Amazônia como sujeito econômico
Economias da invenção e do cuidado
Encadeamentos produtivos e a força das conexões
A economia do cuidado como infraestrutura invisível dos pequenos negócios no Brasil
Financiamento e orientação financeira como estrutura de cuidado
Tecnologia e pequenos negócios
A sustentabilidade que já existe
Territórios inteligentes
A economia da cultura
Cooperativismo e redes de solidariedade
Educação empreendedora
Crédito, finanças e inclusão
Saúde mental e subjetividade dos empreendedores
Burocracia, políticas públicas e a vida real dos pequenos negócios
Segurança jurídica e ambiente regulatório
Pequenos negócios e inserção internacional
Logística, infraestrutura e circulação da produção local
Digitalização, tecnologia e inteligência artificial
Economia circular e pequenos negócios
Governos locais e empreendedorismo
Investimento, inovação e território
Trabalho, tempo e vida
Confiança, comunidade e capital social
Ativos de propriedade industrial como fator de desenvolvimento dos pequenos negócios.

Udesc Alto Vale oferece orientação gratuita sobre Imposto de Renda para a comunidade

Foto: Ricardo Wolffenbüttel / Arquivo/ Secom GOVSC

Moradores de Ibirama e região podem contar com apoio para esclarecer dúvidas sobre a Declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (DIRPF). O Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal (NAF) do curso de Ciências Contábeis do Centro de Educação Superior do Alto Vale do Itajaí (Ceavi), da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), está oferecendo atendimento gratuito de orientação sobre a declaração deste ano.

O prazo para envio da declaração abre na próxima segunda-feira, 23, e segue até 29 de maio. O serviço é voltado à comunidade e tem como objetivo auxiliar contribuintes que possuem dúvidas sobre o preenchimento e envio das informações.

Os interessados podem entrar em contato com o professor Rodrigo Rengel, coordenador do projeto, pelo e-mail rodrigo.rengel@udesc.br ou pelo WhatsApp (47) 99995-0252. Após o contato, as demandas são encaminhadas a estudantes do curso de Ciências Contábeis da Udesc, que realizam o atendimento de forma online, sempre com orientação dos professores.

De acordo com Rengel, a iniciativa beneficia tanto a comunidade quanto a formação acadêmica dos alunos.

“É uma via de mão dupla. Ao mesmo tempo em que ajudamos a comunidade com orientações sobre o Imposto de Renda, nossos estudantes têm a oportunidade de aplicar na prática os conhecimentos adquiridos na universidade”, destaca.

A ação integra o Programa de Gestão Intersetorial nos Serviços Públicos, registrado pelo Departamento de Contabilidade da Udesc, e é desenvolvida em parceria com a Receita Federal do Brasil.

Economia & Negócios: Efeito dominó

Por: Augusto César Diegoli (acdiegoli@gmail.com)

Efeito dominó

A guerra no Oriente Médio faz disparar o preço do barril de petróleo e impõe cascata de consequências que devem trazer impactos à economia de Santa Catarina. Já sentido pelo consumidor, o aumento do diesel encarece insumos agrícolas, pressiona o agro e eleva os custos, da produção ao frete.

Robótica em Botuverá

O município de Botuverá aderiu as aulas de robótica na rede municipal de ensino. Todos os alunos do primeiro ao quinto ano, além, do ensino integral, terão aulas de robótica, onde devem aprender conceitos de matemática, ciências e tecnologia através de estruturas de blocos e componentes robóticos básicos. Com a implementação, cerca de 390 estudantes da rede serão beneficiados com as aulas.

Penduricalhos

Ao publicar extensa reportagem dizendo que supersalários pagos a juízes não garantem produtividade em tribunais, a Folha de São Paulo expôs dados do Conselho Nacional de Justiça e do Relatório Justiça em Números, ambos relativos a 2025. Revelam que nos 27 tribunais estaduais o ganho médio mensal dos juízes variou R$ 44,3 mil a R$ 122,7 mil. O teto constitucional é de R$ 44 mil. A média paga pelo TJ-SC foi de R$ 104.068,72, a segunda maior entre todos. Só superada pelo TJ do Mato Grosso, de R$ 122,7 mil. Os juízes matogrossenses, apesar de liderarem o ranking dos maiores salários, ocupam a décima posição do Índice de produtividade dos Magistrados, calculado pelo número de processos baixados, ou encerrados, por cada um. Os de SC estão na quinta colocação.

Defesa da mulher

Em SC, operações do Governo Federal, em parceria com o estadual, prenderam 862 suspeitos de crimes contra mulheres. As detenções ocorreram no âmbito da Operação Mulher Segura, entre 19 de fevereiro e 5 de março.

Sem água

A atuação do Ministério Público de SC no projeto “Sede de aprender” garantiu um avanço histórico na infraestrutura escolar: SC zerou o número de escolas públicas sem abastecimento de água, conforme dados do Censo Escolar 2025. A partir do trabalho realizado ao longo de 2024 e 2025, duas escolas que não tinham abastecimento de água passaram a tê-lo, enquanto as escolas que não forneciam água potável passaram de 69 para 12. Os alunos afetados pela falta de água potável passaram de 13.906 para 1.483.

Celular na empresa

O acordo nacional obtido quanto ao uso do celular nas salas de aula do ensino médio e fundamental está longe de acontecer no ambiente de trabalho. Até agora não há uma regra específica na CLT, mas contratos, regulamentos internos e normas de segurança podem estabelecer limites. Especialmente em atividades que envolvem riscos à integridade física, proteção de dados ou sigilo profissional. Alguns especialistas aconselham: os limites precisam ser postos com o cuidado de não invadir privacidade, a intimidade e a dignidade do trabalhador. Medidas como restrição durante a operação de veículos ou máquinas e políticas claras de segurança podem evitar acidentes e conflitos disciplinares. Decisões sobre o tema exigem equilíbrio entre segurança, produtividade e respeito às garantias do trabalhador.

Escalada vertical

Sob o controle da família Habitzreuter, a Maroma Express saltou 225% e atingiu R$ 26 milhões de faturamento com 50 unidades em 2025. A meta para este ano é crescer pelo menos até 100 unidades e elevar as cifras para R$ 60 milhões no faturamento até dezembro. “Nossa produção também cresceu mais de 27% de 2024 para 2025 devido a esse novo canal de vendas”, revela o sócio da 4MR Franchising, detentora da marca Maroma Express.

Rodas de celebração

Rodas-gigante que se espalham Brasil afora (oito fixas, pelo menos) estão viralizando na internet por um motivo especial: nelas estão se celebrando chás revelação, pedidos de casamento e outras comemorações. A campeã em procura é a Roda FG, em Balneário Camboriú, inaugurada em 2020, com 82 metros de altura. Os chás revelação custam R$ 2,5 mil e pedidos de casamento R$ 1,8 mil, com direito a um passeio especial com espumante.

Arapuca

O Ministério Público Federal instaurou procedimento preparatório e expediu ofícios ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes para verificar a necessidade e a regularidade da instalação de 80 novos radares nas rodovias federais em SC. Desconfia-se da ausência de critérios técnicos de segurança e que não haja a devida aferição pelos órgãos competentes antes do início das autuações.

Relações livres

Catarinenses, gaúchos e paranaenses estão entre os mais ativos do Brasil no universo das relações livres, abertas e do estilo de vida liberal, conforme o Ysos, aplicativo de encontros casuais. No ranking estadual da plataforma, o Paraná ocupa a 4ª posição nacional, seguido pelo Rio Grande do Sul em 5º lugar e por SC na 6ª colocação. Juntos, representam 20,9% dos perfis de todo país. A distribuição regional também revela uma presença marcante em cidades de médio e grande porte. Entre as localidades com maior número de usuários aparecem Curitiba, Porto Alegre, Florianópolis, Joinville e Londrina. Os casais são os protagonistas da comunidade liberal no Sul, representando 46,81% dos perfis cadastrados. Em seguida aparecem os homens, com 34,42%, enquanto as mulheres representam 17,52%.

Fios

Até quando vamos naturalizar a epidemia de furto de fios em SC, acimentada por craqueiros? Enquanto teses utópicas nascem em gabinetes com ar-condicionado e café expresso, quem empreende é saqueado todo dia. A sensação é de impotência.

Prejuízo bilionário

Sem a execução das novas obras, a Fiesc estima um prejuízo acumulado de R$ 14,6 bilhões até 2048. Já a Fetrancesc projeta uma perda de competitividade de R$ 1,2 bilhão por ano para o setor de transporte e para a economia catarinense.

 Solução puxadinho

Uma Ação Civil Pública movida pela prefeitura de Penha, em 2022, pode apontar um caminho alternativo para destravar obras de ampliação no já colapso trecho Norte da BR-101, em Santa Catarina. À época, o município ingressou com pedido para a implantação de terceiras faixas ao longo de 47 quilômetros, entre Penha e Itapema. Segundo a Fiesc, por meio do presidente da Câmara de Transporte e Logística já existe projeto executivo pronto para a obra. Caso a Justiça determine sua execução, o projeto precisará ser submetido à ANTT e, uma vez aprovado, implantado. Evidentemente, o custo acabará incorporado a tarifa de pedágio. É consenso que a melhor saída seria um acordo. No entanto, o Tribunal de Contas da União não conseguiu construir um entendimento entre Arteris, governo federal e ANTT. O resultado prático é um retorno à estaca zero, após anos de discussões sobre obras prioritárias que seriam incluídas na chamada otimização do contrato, a prorrogação do prazo da concessão de 2033 para 2048 e a promessa de mais de 100 intervenções. Por ora, fracassou a tentativa de repactuação defendida pelo ministro dos Transportes.

Gatos se tornam terapeutas

O Centro de Atenção Psicossocial (Caps) de gatinhos como parte da equipe Porto Belo agora conta com três gatinhos como parte da equipe, como uma forma de fortalecer os cuidados com a saúde mental. Os felinos, nomeados carinhosamente de Foguinho, Murano e Vandinha, vivem e participam ativamente da rotina da unidade de saúde. Eles podem ser vistos circulando pelo loca, brincando entre si ou tomando banho de sol, isso quando não estão trabalhando com o atendimento aos pacientes. A Secretária  da Saúde de Porto Belo diz que a iniciativa já apresenta resultados positivos da participação de gatos nos processos terapêuticos da unidade. Além da companhia, os felinos contribuem diretamente para o fortalecimento de vínculos, humanização do atendimento e até para o avanço no tratamento dos pacientes.

Fortuna

O empresário brusquense Luciano Hang, fundador da Havan, aparece na 1.834ª posição da lista Bilionários do Mundo 2026, divulgada pela Forbes. Segundo a publicação, a fortuna do empresário é estimada em US$ 2,3 bilhões, o equivalente a aproximadamente R$ 12,6 bilhões. O valor é superior ao registrado em 2025, quando o patrimônio foi estimado em US$ 2 bilhões. Em 2024, a fortuna também aparecia avaliada em US$ 2,3 bilhões. Nos anos anteriores, os números foram maiores. Em 2023, a estimativa era de US$ 3,2 bilhões: em 2022, de US$ 4,8 bilhões e em 2021, de US$ 2,7 bilhões.

Documentos de migrantes

A Prefeitura de Brusque promove entre os dias 6 e 17 de abril, um mutirão voltado à atualização de documentos de imigrantes que vivem na cidade. A ação será realizada na Secretaria de Desenvolvimento Econômico e busca facilitar o acesso dessa população a serviços públicos e regularizar cadastros importantes. Brusque tem recebido um número crescente de migrantes nos últimos anos, atraídos principalmente pelas oportunidades de trabalho no setor têxtil e em outras áreas da economia local. No entanto, muitos acabam não atualizando seus documentos após a mudança de cidade, o que pode gerar dificuldades no acesso a diversos serviços. Um dos exemplos é o Cartão do SUS. Sem a atualização do cadastro, o município acaba atendendo mais pessoas do que o número oficialmente registrado, o que impacta diretamente nos repasses de recursos destinados à saúde pública.

Convention e Visitors Bureau

O lançamento e a retomada das atividades do Vale dos Teares Convention e Visitors Bureau Brusque reuniram lideranças empresariais e políticas. A iniciativa tem como objetivo fortalecer o turismo regional por meio da integração entre empresas, entidades e poder público. O evento aconteceu nas dependências do Sesc. Criado como uma organização independente, apartidária e sem fins lucrativos, o Conventions e Visitors Bureau atua na promoção de eventos, congressos, feiras e iniciativas que ampliem a visibilidade de Brusque e região. A proposta é estimular o turismo de negócios e divulgar os atrativos locais, movimentando a economia a fortalecendo o setor turístico.

Enfrentamento

Foi para mostrar que a polícia não tem medo, após confronto que terminou com quatro criminosos neutralizados no norte da Ilha de SC, que o atual governador nomeou um novo comandante do 22º Batalhão da Polícia Militar, o major Adriano de Faria. Detalhe: foi comandante do Bope, a tropa de elite do mesmo batalhão.

Mercado de capitais

A Arrazanlty Fitness, de Brusque, é finalista do Rota Fácil, o primeiro reality show voltado a viabilizar o acesso de pequenas e médias empresas ao mercado de capitais. O programa gravado nos estúdios da BM&C News estreou na última semana, e as vencedoras serão anunciadas em 22 de abril. A empresa dos Tolotti foi selecionada após um processo eliminatório conduzido pela BEE4 e auditorias independentes, e agora disputa um dos dez prêmios de aproximadamente R$ 500 mil em subsídios para realizar sua listagem sob o novo Regime Fácil da CVM, a Comissão de Valores Mobiliários, uma autarquia vinculada aos Ministério da Fazenda, que tem o objetivo de fiscalizar, normatizar, disciplinar e desenvolver o mercado de valores.

Condição das rodovias em SC

A iniciativa do TCE-SC de colocar equipes nas estradas para verificar, na prática, as condições de sinalização das rodovias estaduais merece aplausos. A medida foca diretamente na segurança de milhares de catarinenses que dependem diariamente dessas vias. Ao percorrer cerca de 4,5 mil quilômetros, os auditores demonstram que a fiscalização precisa ir além dos papéis e planilhas. A realidade das rodovias só pode ser compreendida quando se está no asfalto, observando placas, pinturas e a capacidade de a sinalização orientar os motoristas em condições reais de tráfego.

Rota do Chocolate

A Prefeitura de Guabiruba promoveu mais uma edição da Rota do Chocolate, uma experiência turística e gastronômica que convidou moradores e visitantes a explorarem os sabores do chocolate no município. O passeio teve saída da Fundação Cultural e foi realizado em um trenzinho turístico, proporcionando um trajeto especial com paradas e experiências ligadas ao universo do chocolate. A atividade busca valorizar o turismo local e proporcionar um momento de lazer para toda a família. A iniciativa integra as ações de valorização do turismo e da cultura local, oferecendo ao público uma experiência que combina passeio, tradição e sabores especiais. Moradores e visitantes foram convidados a garantir e aproveitar a Rota do Chocolate, uma atividade pensada para adoçar o dia em Guabiruba.

Pittol anuncia retorno

A rede Pittol está na fase final das obras de reconstrução de sua unidade em Brusque e se prepara para retomar as atividades na cidade com uma loja totalmente renovada. O novo espaço contará com cerca de 1,5 mil metros quadrados de área de vendas, aproximadamente 70 mil pares de calçados disponíveis. A reinauguração marca um novo capítulo da empresa no município e também simboliza um momento de superação após o incêndio registrado na loja, em novembro de 2024. Desde então, a rede trabalha na reconstrução do espaço e no desenvolvimento de um projeto mais moderno e tecnológico para atender o público da região. A reconstrução da unidade representa um investimento de aproximadamente R$ 5,5 milhões e traz mudanças importantes no posicionamento da marca na cidade. Diferente do modelo anterior, que também incluía vestuário, a nova loja será dedicada exclusivamente à venda de calçados, ampliando o mix de produtos e as opções disponíveis para os consumidores.

Imigração vira conversa

Uma cidade não se conta só por prédios e números. Ela se conta pelos lugares em que as pessoas param para ficar. No Lageado Alto, a Praça do Imigrante Italiano cumpre essa função com uma simplicidade que surpreende. Foi inaugurada em 2025 para marcar 150 anos da imigração de língua italiana em Guabiruba e, ao mesmo tempo, para oferecer algo que o turismo contemporâneo procura cada vez mais: sentido. O espaço reúne elementos de convivência, mas nenhum deles está ali por acaso. O pergolado com parreiras fala de trabalho e de festa; os canteiros lembram e a fonte devolvem calma. As bandeiras lembram que identidade pode ser celebrada sem saudosismo. Não é um parque temático, é uma praça de comunidade.

 

 

 

 

 

 

Missão empresarial na Alemanha reforça caminhos para fortalecer o associativismo catarinense
A experiência de acompanhar de perto como funciona o associativismo no país que ajudou a moldar esse modelo no mundo trouxe reflexões importantes para o futuro das entidades empresariais catarinenses. O aprendizado foi compartilhado por um grupo de lideranças do estado que participou de uma missão empresarial realizada na Alemanha na primeira semana de março.
 
Entre os participantes esteve a presidente da Associação Empresarial de Itajaí, Thaísa Nascimento Corrêa. Segundo ela, a participação na Missão Empresarial Alemanha 2026 confirmou avanços já conquistados em Santa Catarina e, ao mesmo tempo, revelou caminhos para fortalecer ainda mais a atuação das associações no apoio aos empresários.
 
A agenda foi realizada em Munique, na região da Baviera, e foi promovida pela Fundação Empreender em parceria com a FACISC. A missão reuniu lideranças empresariais catarinenses em uma imersão no ambiente onde nasceu um dos sistemas associativistas mais estruturados do mundo. Segundo Thaísa, um dos principais resultados da missão foi a percepção de que o modelo de associativismo desenvolvido em Santa Catarina vem amadurecendo de forma consistente.
 
Durante o encontro com representantes da Handwerkskammer München und Oberbayern, entidade equivalente às câmaras de comércio alemãs, a comitiva apresentou a estrutura do associativismo catarinense, com destaque para o modelo de núcleos empresariais. A evolução do sistema chamou a atenção dos anfitriões. A presidente destaca que o crescimento no número de núcleos, a ampliação da participação de empresários e o volume de entregas realizadas pelas associações demonstram a maturidade do modelo que vem sendo construído no estado.
 
Ao mesmo tempo, a missão permitiu observar diferenças importantes entre os sistemas. Na Alemanha, as “Câmaras de Comércio” possuem uma relação institucional mais direta com o Estado e exercem papel decisivo na formação profissional e na certificação de ofícios. Profissões técnicas são reconhecidas e certificadas pelas próprias entidades, reforçando a cultura de qualificação e valorização do trabalho especializado.
 
A programação também incluiu visitas ao Bildungszentrum München, centro de formação profissional ligado ao sistema das câmaras, além de agendas técnicas em empresas locais, como a tradicional Conditorei Kreutzkamm. Outro momento marcante foi a participação na Internationale Handwerksmesse, uma das maiores feiras multissetoriais da Alemanha. Com seis grandes pavilhões, o evento reúne empresas, profissionais, instituições de ensino e a comunidade em torno de inovação, negócios e demonstrações práticas de diferentes ofícios.
 
A feira evidenciou como iniciativas desse porte fortalecem o ambiente empresarial. O espaço reúne desde jovens em formação até profissionais experientes e famílias inteiras que circulam pelo evento, gerando negócios, networking e valorização das profissões técnicas.
 
Além da imersão no modelo alemão, a missão também gerou resultados importantes dentro do próprio ecossistema empresarial catarinense. Cerca de 20 lideranças de associações participaram da agenda, ampliando a troca de experiências entre diferentes regiões do estado. Para Thaísa, essa aproximação fortalece as entidades e cria novas possibilidades de cooperação. Projetos desenvolvidos por associações de cidades como Joinville e Brusque, por exemplo, passaram a ser discutidos com mais profundidade, abrindo espaço para parcerias e iniciativas conjuntas.
Itajaí recebe etapa do programa FINEP pelo Brasil com apresentação de R$ 3,3 bilhões para inovação

A cidade de Itajaí recebe, no dia 17 de março, mais uma etapa do programa FINEP pelo Brasil, iniciativa que percorre diferentes regiões do país para apresentar oportunidades de financiamento voltadas à inovação. O encontro será realizado das 16h às 18h no Elume Centro Regional de Inovação.

 
Promovido pela Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o evento tem como objetivo aproximar empresas, cooperativas, startups e instituições de ciência e tecnologia das novas linhas de apoio financeiro lançadas pelo governo federal.
 
Durante o encontro, serão apresentados editais recém-lançados que disponibilizam mais de R$ 3,3 bilhões em recursos não reembolsáveis destinados a projetos de inovação em empresas de diferentes portes. Além disso, os participantes também poderão conhecer linhas de crédito com condições facilitadas, com taxas a partir de TR + 3% ao ano, além de opções de investimento e apoio a Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs).
 
A programação inclui ainda a possibilidade de atendimento direto com representantes da FINEP e agentes financeiros, permitindo que empresários, empreendedores e pesquisadores esclareçam dúvidas sobre os editais e recebam orientações sobre como acessar os recursos disponíveis.
 
Parte dos investimentos será destinada ao ProInfra, programa voltado ao fortalecimento e à expansão da infraestrutura de pesquisa no país. A iniciativa busca criar condições mais favoráveis para o desenvolvimento de projetos científicos e tecnológicos capazes de ampliar a competitividade brasileira em diferentes áreas do conhecimento.
 
A etapa de Itajaí da FINEP pelo Brasil é realizada em parceria com a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), o Instituto Euvaldo Lodi de Santa Catarina (IEL-SC), a Associação Catarinense de Tecnologia (Acate), o NuTI e o Elume Centro Regional de Inovação.
 
O evento é aberto ao público interessado em inovação e desenvolvimento tecnológico. A proposta do programa é descentralizar o acesso às informações sobre financiamento à inovação, conectando empresas e instituições às oportunidades de apoio disponíveis no país.
ECONOMIA & NEGÓCIOS: Concorrência desleal

Por: Augusto César Diegoli (acdiegoli@gmail.com)

Concorrência desleal

As dezenas de empresas de SC que produzem toalhas, que são de extrema qualidade, deve-se reconhecer, com marcas de fama nacional e até internacional, querem que a Secretaria da Fazenda faça uma avaliação técnica sobre a carga tributária incidente no setor, que sofre concorrência das importações não só da China, Índia e Paquistão, como do Paraguai. Ironia: no vizinho país são fabricadas por vários empresários catarinenses que mandam o produto para cá sem o imposto de importação. SC responde por 80% da produção nacional. O governo estadual prometeu fazer um estudo detalhado do impacto.

Hotelaria premiada

O Hotel Brava Mundo, empreendimento da Mendes Empreendimentos com operação da Livá Hotéis, recebeu pelo segundo ano consecutivo o reconhecimento internacional Excellence in Service, concedido pela RCI – Resort Condominiuns Internacional. A premiação é baseada nas avaliações obtidas no período de 12 meses de acordo com a avaliação dos próprios usuários do hotel. “Para nós, essa conquista confirma algo em que acreditamos desde o início: a qualidade de um empreendimento não termina na entrega das chaves. Mesmo dois anos após a conclusão do hotel, seguimos acompanhando a operação, contribuindo com sugestões e apoiando a liderança da Livá, porque entendemos que a experiência do cliente é o que sustenta o valor do produto no longo prazo”, explica a diretora da Mendes Empreendimentos.

Impacto

Depois da Fiesc, Facisc e Fecomércio, agora foi a vez da Organização das Cooperativas do estado de SC (Ocesc) divulgar qual seria, aqui, o impacto da redução da carga horária semanal de trabalho, de 44 para 40 ou 36 horas, matéria que será apreciada neste semestre pelo Congresso Nacional: R$ 10,8 bilhões/ano. Com a eventual redução de 44 para 40 horas semanais, serão necessárias 12,3 mil novas contratações a um custo mensal estimado de R$ 74 milhões. No caso de 36 horas seriam necessárias mais 26,6 mil novas contratações a um custo mensal estimado em R$ 159,9 milhões.

Pequenas no topo de vagas

Em janeiro, quando Santa Catarina liderou a criação de empregos formais no Brasil, as micro e pequenas empresas responderam por 61% das oportunidades abertas no estado. Dos 19 mil empregos criados, as MPEs responderam por 11,5 mil vagas. Foi isso que apurou estudo do Sebrae, realizado a partir de dados do Caged. No Brasil, as MPEs tiveram uma participação ainda maior, com a criação de 64% das vagas.

Vitrine

SC vive um dos ciclos mais expressivos da sua história recente na construção civil. Nos últimos cinco anos, o setor cresceu 94%, segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção, impulsionando emprego, renda e desenvolvimento regional. Os números colocam o Estado como protagonista no cenário nacional. Dados da consultoria Brain apontam que SC concentrou 65% de todo o volume de vendas imobiliárias da região, somando R$ 55,5 bilhões, desempenho superior ao do Paraná e Rio Grande do Sul juntos. Nesse contexto, Florianópolis se destaca como principal vitrine do mercado estadual. Entre 2024 e 2025, a Capital liderou as vendas de novos empreendimentos entre 12 capitais brasileiras e registrou crescimento de aproximadamente 170% no Valor Geral de Vendas (VGV). Hoje, está entre as cinco cidades com maior valor de metro quadrado do país, alcançando média de R$ 12.420 no segmento de alto padrão. Detalhe: o aquecimento do mercado catarinense já ultrapassa as fronteiras nacionais. Empreendimentos de alto padrão em Florianópolis vêm registrando forte presença de compradores internacionais, essencialmente da Argentina, Alemanha, Estados Unidos e Portugal. O Puerto Madero, da CBA Empreendimentos, em Jurerê, no Norte da Ilha, inicia com 60% das unidades comercializadas, das quais 40% adquiridas por estrangeiros.

Alto padrão

O Swiss Group confirmou o início da construção, a partir do segundo semestre deste ano, do Swiss Private Members Club (Swiss Club Balneário Camboriú), complexo de alto padrão que combina clube exclusivo, resort internacional, centro esportivo e parque de neve indoor em um mesmo sistema. O projeto, de R$ 800 milhões, já conta com reservas e propõe modelo exclusivo de associação. Será construído no bairro Nova Esperança, às margens da BR-101, em um terreno de 168 mil m2 e cerca de 180 mil m2 de área construída.

Incertezas ao comércio exterior

A guerra que começou com ataque dos Estados Unidos e Israel ao Irã dia 28 de fevereiro, há pouco mais de uma semana, e se espalha para outros países, eleva incertezas para o comércio internacional e para os preços do barril de petróleo, que podem chegar a 100 dólares. Os alertas são do presidente da Câmara de Comércio Exterior da Federação das Indústrias de SC (Fiesc). O petróleo mais caro afeta a economia mundial em todas as variáveis. Impacta os preços, as importações, aumenta a inflação e os juros ficam mais altos. É uma situação complicada, afeta as decisões que os bancos centrais têm que tomar. O conflito é preocupante porque não tem uma data para terminar. A guerra também impacta o trabalho da Fiesc no esforço de abrir novos mercados do Oriente Médio para os produtos catarinenses.

Varejo

Guabiruba vive um momento de expansão econômica e o setor de Higiene Pessoal, Cosméticos e Perfumaria (HPC) acaba de marcar um novo avanço. O Grupo Boticário inaugurou sua primeira loja física no município. A decisão, baseada em uma análise robusta dos indicadores locais, como o aumento do poder de compra e o crescimento da população jovem, marca a transição da “venda invisível” para uma loja física, imersiva e estratégica. “Os dados da venda direta foram um verdadeiro farol. Eles nos forneceram um mapa detalhado do consumo local, mostrando a alta fidelidade das clientes”, explica a franqueada local, Isabele Cristine.

Nossa história

Os governos de SC e da Espanha começaram os entendimentos para comemorarem juntos, em setembro próximo, os 500 anos da chegada da frota espanhola à Ilha de SC, sob o comando do italiano Sebastião Caboto. Está planejada uma exposição no Masc para reunir documentos e informações sobre a expedição.

Omelete

O bilionário catarinense Ricardo Faria fez mais um negócio bilionário. A Global Eggs, dona da Granja Faria, conseguiu US$ 1 bilhão em investimento de fundo americano Warburg Pincus e agora passa a ter US$ 8 bilhões de valor de mercado. A Global Eggs tem mais de 45 milhões de aves em suas operações nos Estados Unidos, América do Sul e Europa.

Trajetória de trabalho

A história do Vale do Itajaí está profundamente ligada à coragem, ao espírito empreendedor e à capacidade de adaptação de seu povo. Desde a sua fundação, marcada principalmente pela imigração europeia, em especial alemães e italianos, a região construiu uma identidade baseada no trabalho, na organização comunitária e na busca constante pelo progresso. Os primeiros colonizadores encontraram inúmeras dificuldades. A mata fechada, as cheias frequentes do rio Itajaí-Açu, a distância dos grandes centros e a escassez de infraestrutura exigiram esforço coletivo a resiliência. Ainda assim, essas adversidades não impediram o desenvolvimento. Pelo contrário, fortaleceram a união entre as comunidades e deram origem a um modelo econômico sólido, diversificado e inovador. Inicialmente, a economia regional se estruturou na agricultura de subsistência e no artesanato. Com o passar do tempo, sugiram as primeiras atividades industriais, especialmente no setor têxtil, que se tornou um dos grandes pilares do Vale. Pequenas oficinas familiares evoluíram para indústrias reconhecidas nacional e internacionalmente, impulsionando a geração de empregos, renda e conhecimento técnico. Mais recentemente, setores como metalmecânico, tecnologia, logística, construção civil e agronegócio passaram a desempenhar papel estratégico, consolidando o Vale do Itajaí como uma das regiões mais dinâmicas de Santa Catarina e do Brasil. Instituições como o Sistema Fiesc, o Senai , o Sesi e as associações empresariais tiveram papel fundamental nesse processo, conectando indústria, conhecimento e desenvolvimento social.  

Rodovias

Equipes do Tribunal de Contas do Estado percorrerão, até o fim deste mês, cerca de 4,5 mil quilômetros para verificar as condições de sinalização de 34 rodovias estaduais. Vão conferir placas e pinturas no asfalto com retrorrefletômetros, aparelhos que verificam a qualidade das sinalizações horizontais e verticais das obras de pavimentação, que fazem parte do laboratório de obras rodoviárias da instituição. Ao final se decidirá se o estado precisa ou não de um plano de manutenção melhor.

Desafio

Em mais uma iniciativa para avançar na melhoria dos humilhantes indicadores de saneamento em SC, só 36% da população é atendida com coleta e tratamento de esgoto, o Tribunal de Contas do Estado reuniu-se com as agências reguladoras na área que atuam no Estado. O desafio é atender a meta estipulada pelo Novo Marco Legal do Saneamento, que quer garantir tal atendimento a 90% da população até 2033. Diante de tal índice de cobertura, constrangedor e alarmante, como qualifica o próprio TCE, entre as questões a serem trabalhadas estão as chamadas soluções alternativas, que são adotadas no âmbito das cidades, mas que acabam não sendo validadas para efeitos de atendimento. O caminho é avançar na regulamentação desses serviços.

Porta de entrada

A Embratur divulgou mais uma informação muito positiva para SC: foi o terceiro Estado que mais recebeu turistas estrangeiros por via aérea em janeiro deste ano, 137 mil. A principal porta de entrada foi o Rio de Janeiro, com 274 mil, depois São Paulo, com 230 mil.

Melhor cerveja

A melhor cerveja do país é a Patanegra Cacau Wood, de Pinhais (PR). A eleição foi no tradicional Concurso Brasileiro de Cervejas, em Blumenau. Em segundo lugar ficou a Pina Colada, com abacaxi e coco, da Faroeste Beer, de Itajaí. Detalhe: a grande maioria dos juízes foi formada por estrangeiros, alguns deles detentores os melhores currículos do mundo. Concorreram mais de 2.700 amostras.

Reconhecimento

Fatos que não podem ficar sem registro público: pelo segundo ano consecutivo, o Senai-SC recebeu reconhecimento do Departamento Nacional da Instituição pela excelência em educação, inovação e tecnologia. Na área educacional, destacou-se por critérios como número de concluintes, qualidade do ensino e índice de empregabilidade dos estudantes, superior a 90%. Referência em educação profissional há mais de 70 anos, o Senai-SC oferece cursos técnicos, de qualificação profissional e de aprendizagem industrial, combinando aulas na instituição com atividades em empresas. No ano passado registrou 188,5 mil matrículas, número superior à população de 287 dos 295 municípios catarinenses.

Epidemia em SC

Santa Catarina vive uma epidemia de furtos. Apesar de os indicadores apontarem para uma queda nas ocorrências criminais, o volume dessa prática ainda ultrapassa os impressionantes 100 mil casos por ano. As vítimas são donos de pequenos negócios, cafés, lojas, restaurantes e também moradores. Contribuintes e empreendedores convivem com um sentimento de impotência diante do caos. Há cafés que não conseguem abrir as portas porque marginais levaram o relógio de energia da Celesc. Equipamentos de ar condicionado são furtados, fios de cobre desaparecem e mercadorias são surrupiadas.

Acordo Mercosul-UE é aprovado

O Senado Federal aprovou o Acordo Provisório de Comércio entre o Mercosul e a União Europeia, em negociação há 26 anos, que prevê a criação do maior mercado comum do mundo, somando Produto Interno Bruto de 22,4 trilhões de dólares com 718 milhões de pessoas. O projeto foi aprovado por unanimidade pelos senadores. Tanto a Federação das Indústrias de SC quanto o Sebrae-SC estimam potencial para mais negócios com a Europa em função do acordo.

Sabor Catharina

Há 10 anos, cervejeiros de Santa Catarina protagonizaram o ingresso do Brasil no mapa cervejeiro mundial. Surgia, em 2016, a Catharina Sour: primeiro estilo brasileiro de cervejas que além de se tornar um símbolo do mercado brasileiro, também exportou o conhecimento e a criatividade do mercado nacional para o mundo. A grande marca sensorial da Catharina Sour é a combinação de frutas e especiarias com o sabor ácido da bebida. Exatamente pela diversidade possível graças a esses ingredientes, o estilo se tornou símbolo nacional: há opções no mercado que levam frutas representativas de diferentes territórios, como graviola, jabuticaba, uva goethe, pitaya e seriguela.

Reflorestamento

Se for levada à sério como realmente deveria, seria uma maravilha se virasse lei estadual o projeto de lei que institui o programa estadual de reflorestamento, proporcional ao número de domicílios nos municípios catarinenses. Pelo projeto, os municípios executariam ações de reflorestamento em número equivalente aos domicílios do estado e a produção das mudas necessárias à consecução do programa seria feita pelas inúmeras escolas agrícolas estaduais.

Viajar em março

O Estadão listou os maiores lugares do Brasil para viajar neste mês. Merecidamente, está lá a catarinense Pomerode, que realiza sua 18ª Osterfest, até 5 de abril. Marcam a festa alemã um ovo artístico gigante e a Osterbaum, árvore de casquinhas de ovos pintadas.

Tombo acionário

A informação de que a Comissão de Ética Pública da Presidência da República autorizou o ministro da Defesa, José Mucio, a ocupar um assento no conselho de administração da catarinense Fundição Tupy, que tem o BNDESPar e a Previ como principais acionistas, com 30,7% e 27% das ações respectivamente, sobrevém outra preocupante: a interferência do governo federal na indicação de membros para tal conselho fez suas ações despencarem 50%.

Secretário Paulo Bornhausen apresenta na ACII estratégia de internacionalização de Santa Catarina

O redesenho das relações econômicas internacionais já começou, e Santa Catarina quer ocupar um lugar de protagonismo nesse novo mapa. O tema foi o centro da reunião plenária da Associação Empresarial de Itajaí (ACII), que recebeu o secretário de Estado de Articulação Internacional, Paulo Bornhausen, para apresentar aos empresários as estratégias do governo catarinense de aproximação com mercados globais e atração de investimentos.

A mensagem levada ao setor produtivo foi direta: o mundo está mudando rapidamente, e regiões que se posicionarem agora poderão capturar oportunidades históricas de crescimento. Durante a apresentação, Bornhausen detalhou as principais ações da secretaria para fortalecer a presença internacional do estado. Entre elas estão missões institucionais lideradas pelo governador Jorginho Mello, articulação com embaixadas no Brasil, formação de uma rede de embaixadores honorários de Santa Catarina em diferentes regiões do mundo e o apoio à geração de negócios internacionais.

A estratégia também inclui eventos de promoção internacional, como os chamados SC Day, realizados em centros globais de negócios como Tóquio, Nova York e Berna, além da manutenção de escritórios internacionais nos Estados Unidos e na China. Essas iniciativas fazem parte de um movimento maior de inserção global do estado, voltado a ampliar exportações, atrair investimentos e conectar empresas catarinenses a novas cadeias produtivas internacionais.

Nova lógica global

Segundo o secretário, o cenário econômico internacional vive uma profunda reorganização. Cadeias globais de produção estão sendo redesenhadas, blocos econômicos passam por realinhamentos estratégicos e novos critérios começam a orientar as relações comerciais entre países. Nesse contexto, a confiança passou a ser um fator decisivo.

Bornhausen destacou que o conceito tradicional de ESG ( ambiental, social e governança) vem sendo reinterpretado em escala global. A nova leitura incorpora também dimensões econômicas, de segurança e geopolítica, tornando a confiabilidade institucional e produtiva um dos principais filtros para parcerias e investimentos.

Esse movimento abre uma janela de oportunidade para economias consideradas estáveis, produtivas e previsíveis. É nesse ponto que Santa Catarina aparece com vantagem competitiva. Entre os diferenciais apresentados estão a logística eficiente, uma indústria diversificada, forte vocação empreendedora, mão de obra qualificada, produção agroindustrial de alto valor agregado e um ambiente de negócios considerado confiável por parceiros internacionais.

Internacionalização como estratégia de desenvolvimento

A atuação da Secretaria de Articulação Internacional busca conectar esses ativos econômicos a oportunidades externas. O trabalho inclui a aproximação entre investidores internacionais e empresas catarinenses, além da captação de financiamentos para projetos estruturantes.

Um dos exemplos citados durante o encontro foi o financiamento superior a 90 milhões de dólares do Banco Mundial para projetos de mobilidade urbana na região de Itajaí. Entre as iniciativas está a construção de um túnel que pode chegar a investimentos entre 220 e 240 milhões de dólares, considerado um dos projetos de infraestrutura mais relevantes para a mobilidade e logística regional.

Bornhausen também destacou o impacto econômico e de visibilidade internacional gerado pela passagem da The Ocean Race por Itajaí. A competição, que reúne equipes e embarcações de vários países, projeta a cidade globalmente e movimenta setores como turismo, hotelaria e serviços. “Quem veio à primeira edição e retorna anos depois percebe a evolução da cidade”, afirmou o secretário ao comentar o papel do evento como vitrine internacional para a região.

Itajaí como plataforma internacional

Para Bornhausen, Itajaí já possui características naturais de uma cidade global. A forte presença logística, o grande volume de comércio exterior e a diversidade de capital estrangeiro presente na região colocam o município em posição estratégica para ampliar conexões internacionais.  Empresas com investimentos alemães, portugueses, espanhóis e italianos operam na cidade, criando um ambiente empresarial fortemente conectado com a economia global.

A proposta apresentada aos empresários foi clara: construir uma agenda internacional própria para Itajaí. Segundo o secretário, o governo estadual pode apoiar missões empresariais, abrir portas diplomáticas e facilitar conexões comerciais — desde que o setor produtivo organize suas prioridades e mercados estratégicos. “É importante que Itajaí tenha uma agenda com o mundo”, afirmou. “A partir disso, podemos ajudar a construir essas conexões.”

Para a presidente da Associação Empresarial de Itajaí, Thaísa Nascimento Corrêa, a plenária trouxe aos empresários uma visão mais clara sobre o posicionamento internacional do estado e sobre as oportunidades que podem surgir para o município. Segundo ela, o detalhamento das ações da secretaria permite que o setor produtivo compreenda melhor como se inserir nas estratégias de internacionalização.

“Quando entendemos o nível de articulação que o estado está construindo globalmente, isso amplia a nossa visão sobre o que também podemos entregar enquanto cidade e enquanto empresas”, afirmou. A dirigente destacou ainda que o encontro provocou reflexões importantes entre os empresários sobre como alinhar o desenvolvimento local às novas oportunidades internacionais. O desafio agora, segundo ela, é transformar esse entendimento em ação concreta.

Alta temporada de verão e Carnaval: LATAM revela os aeroportos mais movimentados no Sul do Brasil
A LATAM transportou mais de 974 mil passageiros nos aeroportos do Sul do Brasil durante a alta temporada de verão e Carnaval, entre 19 de dezembro de 2025 e 18 de fevereiro de 2026. O resultado reflete o aumento da demanda turística no período e o fortalecimento da conectividade aérea promovido pela companhia na região.
 
O Aeroporto Internacional de Porto Alegre (RS) liderou a movimentação, com 277.908 passageiros, crescimento de 37,7% em relação à temporada anterior. Na sequência aparecem Curitiba (PR), com 205.867 passageiros, e Florianópolis (SC), com 195.048.
 
Confira o ranking completo da movimentação na alta temporada 2025/2026:
1. Porto Alegre (RS) – 505.956 passageiros; 
2. Curitiba (PR) – 385.693;
3. Florianópolis (SC) – 293.835; 
4. Foz do Iguaçu (PR) – 202.386; 
5. Navegantes (SC) – 148.878;
6. Maringá (PR) – 64.333;
7. Londrina (PR) – 57.495;
8. Chapecó (SC) – 45.755;
9. Joinville (SC) – 40.357;
10. Cascavel (PR) – 24.688
O desempenho reforça o papel estratégico da região Sul na malha aérea da LATAM e sua relevância para o turismo, os negócios e o desenvolvimento regional.
 
“A movimentação registrada no Sul é resultado de um planejamento que começa meses antes do pico de demanda. Reforçamos equipes, ajustamos a malha e atuamos em coordenação com aeroportos e parceiros para garantir eficiência operacional e regularidade. Esse trabalho é fundamental para sustentar o crescimento observado em aeroportos como Porto Alegre, Curitiba e Florianópolis e oferecer uma experiência confiável aos nossos clientes”, afirma Derick Barboza, diretor de Aeroportos da LATAM Brasil.
 
LATAM IMPULSIONA NOVO CICLO DA AVIAÇÃO NO BRASIL E NO SUL
 
A alta temporada ocorre em um contexto de expansão consistente da LATAM no País. Segundo dados oficiais da ANAC, a companhia respondeu por 42,5% do crescimento de passageiros que levou a aviação brasileira ao recorde histórico de demanda em 2025, reforçando seu compromisso com eficiência, competitividade e ampliação da conectividade.
 
No Sul, esse avanço é acompanhado por investimentos e ampliação de oferta. Em Porto Alegre, após os impactos das enchentes de 2024, a LATAM acelerou a retomada operacional e mais que dobrou sua oferta doméstica no aeroporto em 2025, totalizando 17,7 mil voos e 3,27 milhões de assentos ao longo do ano. O reforço incluiu ampliação de frequências, novas ligações domésticas e incremento da operação internacional, fortalecendo o papel do aeroporto como elo estratégico de integração regional.
 
Em Curitiba, mercado relevante para os segmentos corporativo e de lazer, a companhia encerrou 2025 com 14,3 mil voos e 2,64 milhões de assentos, crescimento de 12% no número de voos e 14% na oferta em relação a 2024. O avanço consolidou as conexões com os principais hubs da LATAM em Guarulhos, Brasília e Porto Alegre, ampliando as possibilidades de integração nacional e internacional.
 
Ao fortalecer sua malha no Sul, a LATAM contribui para o desenvolvimento econômico regional, o estímulo ao turismo e a geração de oportunidades, reafirmando seu compromisso com uma aviação mais eficiente, sustentável e conectada ao Brasil.
 
Sobre o Grupo LATAM
 
A LATAM Airlines S.A. e suas afiliadas são o principal grupo aéreo da América Latina, com presença em cinco mercados domésticos da região: Brasil, Chile, Colômbia, Equador e Peru, além de operações internacionais dentro da América Latina e para Europa, Oceania, África, Estados Unidos e o Caribe.
 
O grupo LATAM possui uma frota de aeronaves Boeing 767, 777 e 787 e Airbus A321, A321neo, A320, A320neo e A319.
 
LATAM Cargo Chile, LATAM Cargo Colômbia e LATAM Cargo Brasil são as afiliadas de carga do grupo LATAM, possuindo uma frota combinada de 21 aeronaves de carga. Essas afiliadas de carga contam com acesso as aeronaves de passageiros do grupo e operam na rede do grupo LATAM, bem como em rotas internacionais exclusivas para transporte de cargas. Além disso, oferecem uma infraestrutura moderna e uma ampla variedade de serviços e opções de atendimento para atender às necessidades de seus clientes.
 
www.latam.com
Governo de SC apresenta estratégias de inovação e destaca cooperação entre estados no primeiro dia do BrasilGov Summit

Foto: Divulgação / BrasilGovSummit

“Quando os estados se unem para trocar soluções, quem ganha é o cidadão”. A afirmação do secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação de Santa Catarina, Edgard Usuy, marcou a participação do Governo de Santa Catarina no primeiro dia do BrasilGov Summit 2026, realizado nesta terça-feira (10), em Florianópolis. O secretário integrou um dos principais painéis da programação, que reuniu representantes da região Sul para discutir a inovação pública como estratégia para o desenvolvimento do país. Até quinta-feira (12), demais profissionais da secretaria participam do evento e apresentam boas práticas da administração catarinense.  

“Compartilhar nossas ações e conhecer as iniciativas dos estados vizinhos enriquece o nosso trabalho como agente público e, consequentemente, traz inovação e melhores soluções para a população. O nosso maior objetivo, junto com o governador Jorginho Mello, é melhorar a qualidade de vida de todos os catarinenses”, afirma o secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação. “Esse intercâmbio de ideias que estamos desenvolvendo entre os estados é um exemplo de solução para o desenvolvimento do país.  fortalece a região como protagonista na construção de soluções para os desafios nacionais.”, completa.

Um dos momentos centrais da programação foi o painel “Inovação Pública como Estratégia Nacional de Desenvolvimento”, que reuniu lideranças das áreas de ciência, tecnologia e inovação da região Sul. Além de Usuy, participaram do debate o secretário de Inovação e Inteligência Artificial do Paraná, Alex Canziani, o diretor de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, Ivan Carlos Vicentin, e o chefe da Divisão Financeira e de Orçamento da Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul, Marcelo Lopes Flores.

Na participação, o secretário Edgard Usuy apresentou as ações desenvolvidas pela Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (SCTI) e destacou o caráter transversal da pasta dentro da gestão estadual. Outro ponto abordado foi a capilaridade das iniciativas catarinenses, que buscam levar oportunidades em tecnologia e inovação para diferentes públicos e regiões do estado. Edgard citou alguns dos programas realizados pelo Governo de Santa Catarina nos últimos anos, como o SCTEC, a Rede Catarinense de Centros de Inovação, o SC Fácil e o SC Games. 

Demais representantes do Governo de Santa Catarina integraram a programação do BrasilGov Summit ainda nesta terça-feira. O diretor de Governança Digital, Tecnologia e Dados da SCTI, André Brito Salustiano, participou do painel “Ambientes de Inovação para TechGov”, que debateu como os ecossistemas de inovação podem impulsionar a transformação digital no setor público. Na oportunidade, o diretor destacou as iniciativas e investimentos realizados pelo Estado. 

A agenda catarinense no evento também inclui debates com participação do assessor de tecnologia da SCTI, Ramices Silva, que abordará temas como resiliência cibernética no setor público e regulamentação da inteligência artificial no governo estadual, ao lado da diretora de Ciência da SCTI, Cristiane Iata. A participação da pasta finaliza na quarta-feira, com a presença do secretário adjunto, Nícola Martins. 

Sobre o evento
O BrasilGov Summit 2026 é considerado um dos maiores eventos de tecnologia e inovação voltado à gestão pública. Realizado de 10 a 12 de março, no CentroSul, em Florianópolis, o encontro reúne lideranças públicas, especialistas e empresas de tecnologia para debater soluções que contribuam para a modernização dos estados, a transformação digital do setor público e a melhoria dos serviços prestados à população.

Sine oferece 8,7 mil vagas de emprego em Santa Catarina

O Sistema Nacional de Emprego de Santa Catarina (Sine SC) iniciou a semana com 8.764 vagas de trabalho abertas, sendo 275 destinadas exclusivamente a pessoas com deficiência (PCD). As oportunidades estão distribuídas por todas as regiões do estado e contemplam diferentes níveis de escolaridade e áreas de atuação.

De acordo com o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Silvio Dreveck, o número de vagas demonstra a força do mercado de trabalho catarinense. “Santa Catarina mantém um mercado de trabalho aquecido, com oportunidades em todas as regiões. O Sine tem um papel fundamental neste processo, aproximando quem busca uma vaga e as empresas que precisam contratar. Nosso objetivo é facilitar esse acesso e ampliar cada vez mais as oportunidades para os catarinenses”, destaca o secretário.

Os interessados podem conferir as vagas e realizar o encaminhamento presencialmente nas unidades do Sine em todo o estado, por meio do aplicativo Carteira de Trabalho Digital ou Portal Emprega Brasil. As vagas são atualizadas frequentemente e podem sofrer alterações conforme o preenchimento das oportunidades.

Confira a distribuição das vagas por região:
Grande Florianópolis – 1.472 vagas 
Biguaçu: 75
Florianópolis: 425 pcd 19
Palhoça: 18
São João Batista: 63 pcd 28
São José: 524 pcd 62
Tijucas: 367
Vale do Itajaí – 2.732 vagas 
Balneário Camboriú:428
Blumenau: 503 pcd 03
Brusque: 267 pcd 15
Camboriú: 152
Gaspar: 71
Ibirama: 10
Indaial:520
Itajaí: 144 pcd 30
Itapema: 80
Navegantes: 173
Penha: 98
Pomerode: 179 pcd 01
Rio do Sul: 41
Timbó: 66
Oeste – 1.064  vagas 
Campo Erê: 01
Chapecó: 338 pcd 50
Concórdia: 232 pcd 02
São Miguel do Oeste: 360
Seara: 133 pcd 10
Sul – 1.387 vagas 
Araranguá: 112 pcd 01
Braço do Norte: 50
Capivari de Baixo: 30
Criciúma: 313 pcd 27
Forquilhinha: 57
Garopaba: 180 pcd 01
Gravatal: 03
Içara: 10
Imbituba: 121 pcd 03
Laguna: 108
Morro da Fumaça:296
Orleans: 05
Praia Grande: 21
Siderópolis: 01
Tubarão: 80
Norte – 1.233 vagas
Araquari: 82
Canoinhas: 13
Garuva: 80
Guaramirim: 03                             
Itaiópolis: 183
Joinville: 152 pcd 04
Mafra: 347
Porto União: 15
Rio Negrinho:  59
São Bento do Sul: 263 pd 12
São Francisco do Sul: 36
Meio-Oeste – 654 vagas
Caçador: 09
Campos Novos: 99
Capinzal: 295
Curitibanos:36
Fraiburgo:10
Joaçaba:  70 pcd 04
Videira: 135 pcd 01
Serra Catarinense – 222 vagas 
Lages: 70 pcd 01
São Joaquim: 152 pcd 01
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CNI: 41% das empresas têm dificuldade para entender normas e reprovam ambiente regulatório

Pesquisa inédita da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que a percepção do empresário brasileiro sobre o atual ambiente regulatório é de forte insatisfação e desafios relacionados à burocracia. De acordo com a Sondagem Especial nº 100: Percepção das empresas industriais sobre regulação, em uma escala de 1 a 10, os empresários deram uma nota média de 4,25 para o ambiente regulatório.

O levantamento aponta que a burocracia afeta diretamente a rotina das empresas: 34% do setor produtivo julga ser difícil encontrar as regras que precisam cumprir; 41% indicam ter dificuldade para compreender essas normas.

De acordo com a pesquisa, apenas 15% dos empresários acreditam que a regulação no Brasil é adequada para proteger o cidadão, o meio ambiente e as empresas. A percepção se divide entre os que consideram a legislação insuficiente (30%) e os que a julgam excessiva (29%).

Segundo o superintendente de Política Industrial da CNI, Fabrício Silveira, os números refletem a urgência de aprimorar a comunicação e a elaboração dos regulamentos por parte do poder público.

“A Sondagem Especial deixa claro que a complexidade do nosso ambiente de negócios é um entrave diário. Quando mais de 40% das empresas têm dificuldade para compreender as regras que devem seguir, fica evidente que precisamos de regulamentos mais claros, previsíveis e acessíveis. Um plano nacional para a simplificação e melhoria da qualidade do nosso arcabouço regulatório é fundamental para garantir a segurança jurídica e a competitividade da indústria nacional”, avalia Silveira.

Melhoria é demanda do setor produtivo
O papel do poder público para melhoria do ambiente regulatório brasileiro é uma demanda do setor produtivo. A pesquisa mostra que, para 71% dos empresários, o trabalho do Governo Federal é importante para melhorar a qualidade das regras. No entanto, entre os que afirmam conhecer as ações governamentais nessa área, a percepção é majoritariamente negativa: 57% classificam o nível de sucesso dos esforços do governo como baixo ou muito baixo.

Outro alerta trazido pelo estudo é o distanciamento do setor produtivo na formulação das regras: quase metade das empresas nunca participou do processo regulatório (o número chega a 53% entre as de pequeno porte e 55% entre as de médio porte). Entre a parcela que já participou desses processos de alguma forma, 47% afirmam que a participação é difícil.

Estrada Boa: Governo do Estado autoriza investimento para manutenção e conservação em rodovias de 10 municípios

Fotos: Divulgação/SIE

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Mobilidade (SIE), autorizou nesta segunda-feira, 9, investimentos para a manutenção e conservação em rodovias de dez municípios, das regiões do Alto Vale do Itajaí e da Serra. O valor de referência do edital era de R$ 92,5 milhões e após os trâmites licitatórios, a empresa vencedora apresentou proposta com cerca de 17% de desconto, gerando um contrato de R$ 76,2 milhões para beneficiar as dez cidades.

Um dos destaques do contrato é a revitalização de 73 quilômetros da SC-350, importante corredor viário do Alto Vale do Itajaí. O ato, no gabinete da Secretaria de Estado da Infraestrutura e Mobilidade, foi conduzido pelo secretário da pasta, Jerry Comper, confirmando oficialmente que agora já é possível se iniciarem os trabalhos.

A obra integra o conjunto de investimentos do Programa Estrada Boa, considerado o maior programa de recuperação e modernização da malha rodoviária da história catarinense, com mais de R$ 5,1 bilhões em investimentos e mais de 120 obras em todo o Estado.

O projeto prevê investimento total de R$ 76,2 milhões para revitalização de toda a região pertencente ao lote 3 da Coordenadoria Regional do Planalto, abrangendo os seguintes municípios:

Ituporanga
Alfredo Wagner
Aurora
Imbuia
Vidal Ramos
Leoberto Leal
Chapadão do Lajeado
Petrolândia
Bom Retiro
Otacílio Costa
SC-350 será totalmente revitalizada

O contrato prevê um investimento direto de R$ 52 milhões apenas para a revitalização da rodovia SC-350, entre Alfredo Wagner e o posto da Polícia Militar Rodoviária em Aurora. Além disso, todos serviços de manutenção e conservação das demais rodovias estão cobertas pelo contrato, pavimentadas e não pavimentadas.

A intervenção contempla um trecho estratégico para a economia regional, atendendo municípios do Alto Vale do Itajaí, incluindo áreas conhecidas pela forte produção agrícola, especialmente a chamada “região da cebola,” fazendo, ainda, a conexão com a região serrana.

O contrato prevê revitalização completa do pavimento, incluindo:

Remoção do asfalto existente em pontos críticos;
Execução de remendos profundos;
Recuperação estrutural da pista;
Sistema de drenagem;
Sinalização horizontal e vertical; além de serviços complementares.
Também estão previstos trevos alemães e faixas elevadas, dispositivos que contribuem para melhorar a organização do tráfego e aumentar a segurança viária. Nesse contexto destaque para as ligações entre: Petrolândia e a BR‑282; e Vidal Ramos e Botuverá. O modelo de manutenção adotado prevê acompanhamento técnico mais rigoroso, com fiscalização permanente da execução dos serviços.

Desenvolvimento regional

Para o secretário Jerry Comper, a revitalização representa um avanço importante para a infraestrutura da região.

“A SC-350 é uma rodovia fundamental para o Alto Vale do Itajaí. Com essa revitalização, vamos melhorar as condições de trafegabilidade, aumentar a segurança dos motoristas e fortalecer a logística de uma região que tem forte produção agrícola e grande importância econômica para Santa Catarina.”

A expectativa do governo estadual é que os trabalhos iniciem imediatamente após a assinatura da ordem de serviço, atendendo uma demanda histórica de moradores e produtores da região.

Chamada pública exploratória da SCGÁS busca mapear condições comerciais no mercado de gás natural

Está disponível o Edital de Chamada Pública nº 013/26 da SCGÁS para recebimento de propostas de suprimento de gás natural. A iniciativa segue boas práticas de governança regulatória e transparência da Companhia e tem como objetivo mapear as condições comerciais disponíveis no mercado.

A Chamada Pública nº 013/26 (CP13) tem caráter exploratório e não vinculante. O objetivo é permitir que a SCGÁS conheça, compare e avalie diferentes alternativas comerciais disponíveis, apoiando análises internas relacionadas à gestão do portfólio de suprimento. A eventual contratação poderá ocorrer de forma total, parcial ou até não acontecer, dependendo de critérios técnicos, regulatórios e comerciais, além da disponibilidade física e contratual do portfólio da Companhia.

Produtores e comercializadores interessados deverão comprovar a disponibilidade de gás e atender aos requisitos estabelecidos no Edital. As propostas devem ser enviadas até 17 de abril de 2026, exclusivamente pelo e-mail chamadapublicagn@scgas.com.br. Cada proponente poderá apresentar mais de uma proposta, com diferentes condições comerciais, desde que atendidas as exigências do edital. As propostas deverão ter validade mínima de 250 dias e ser assinadas digitalmente pelos representantes legais.

O envio de proposta não gera direito à contratação nem qualquer obrigação por parte da SCGÁS. A chamada pública segue boas práticas regulatórias e de mercado, reforçando o compromisso da Companhia com a transparência, a eficiência e a gestão responsável de seu portfólio de suprimentos.

Governo de SC investe R$ 330 milhões para descompactação salarial e consolida pacote importante de valorização dos professores

Foto: Ricardo Wolffenbüttel / Arquivo / SECOM

Dando continuidade ao compromisso firmado com os professores catarinenses, o Governo do Estado apresentou na manhã desta terça-feira, 10, uma nova proposta de descompactação da tabela salarial dos professores. O projeto, que será enviado para a Assembleia Legislativa (Alesc) nos próximos dias, garante um investimento de cerca de R$ 330 milhões na valorização dos profissionais da Educação.

A proposta marca a segunda fase do processo iniciado em novembro de 2024. Se na primeira etapa o Governo garantiu a  descompactação sobretudo dos níveis 4 e 5 (mestres e doutores), este novo avanço traz uma evolução adicional na tabela, com foco nos professores que buscam especializações, e que configuram hoje o maior contingente de professores na rede estadual.

“Nós assumimos o Governo com uma tabela achatada desde 2008 e prometemos que iríamos resolver. Começamos no final de 2024 e agora damos mais um passo firme. É fundamental reconhecermos o professor catarinense que senta na cadeira para estudar, que faz uma especialização, para levar um ensino ainda melhor para as nossas crianças nas salas de aula. Santa Catarina valoriza quem se qualifica”, destacou o governador Jorginho Mello.

Carreira valorizada em um esforço estadual
A nova medida é mais um passo para corrigir essa distorção histórica na rede pública estadual de ensino. Com o investimento, pela primeira vez em mais de uma década, um professor com doutorado, ao chegar no final da sua carreira, receberá mais do que o dobro do piso inicial da categoria.

Um dos grandes diferenciais desta nova etapa é a origem da verba: o investimento de cerca de R$ 330 milhões será custeado apenas com recursos próprios do Governo do Estado. Isso significa que o esforço financeiro vai além do compromisso já cumprido de aplicar 100% dos recursos do Fundeb exclusivamente na remuneração dos professores.

Pacote global de avanços na Educação
A descompactação da tabela integra um amplo e inédito pacote de valorização dos servidores, o programa Educação Levada a Sério. A medida posiciona Santa Catarina entre os estados que buscam, de modo progressivo, promover a valorização da carreira docente no Brasil, beneficiando cerca de 90 mil servidores, entre ativos e inativos.

“Trata-se de um programa que inclui ações para a valorização dos professores, cuidadosamente estudadas para serem colocadas em prática. Estamos contentes, junto com todo o time da Educação e com o apoio do nosso governador Jorginho Mello, por 

termos a possibilidade de anunciar uma iniciativa que fará a diferença para todos os profissionais da rede estadual”, ressaltou a secretária de Estado da Educação, Luciane Ceretta.

Entre as principais frentes de atuação já em andamento destacam-se:

● Estímulo financeiro por presencialidade e formação: ainda no ano de 2025, o governo iniciou o pagamento de uma gratificação anual de R$ 3 mil para docentes ativos que atingirem metas de qualificação, dedicação em sala de aula e resultados no desempenho dos alunos.

● Incentivo à formação acadêmica docente: o Governo retirou o limite de 20 anos de carreira para dispensa para fazer Mestrado e Doutorado, além de triplicar a oferta de vagas. Haverá concessão de dispensa parcial de carga horária para professores efetivos matriculados em programas reconhecidos pela CAPES/MEC, com garantia de remuneração integral e critérios transparentes em edital. Entre 2025 e 2026 já foram ofertadas 200 vagas para essa qualificação. 

● Escola de Formação de Professores de SC: um programa próprio para apoiar a formação pedagógica em serviço. Em janeiro de 2026, iniciou-se a formação para toda a rede, utilizando metodologias inovadoras e tecnologias educacionais.

● Segurança profissional para os professores temporários (ACTs): maior segurança no planejamento, com a manutenção da vaga por mais um ano letivo já desde o início de 2026, além do empenho para ampliação da carga horária na mesma escola.

● Novo Concurso Público: além de ter realizado em 2024 o maior concurso da história da Secretaria de Estado da Educação, com mais de 10 mil vagas, será  realizado um novo concurso para o magistério, em abril, com mais 10 mil vagas incluindo também o quadro civil.

● Edital para remoção: novo edital para remoção de professores efetivos a fim de que possam estar mais próximos dos seus domicílios.

● Ampliação do quadro de assessores de direção: atendendo a uma reivindicação dos diretores de escolas, a medida melhora a atenção pedagógica e administrativa das escolas.

Ainda sob efeito das tarifas dos EUA, exportações de SC caem 4,1% no bimestre

Santa Catarina fechou o primeiro bimestre de 2026 com US$ 1,697 bilhão em embarques para o mercado externo, valor 4,1% menor que o US$ 1,770 bilhão registrado no mesmo período do ano passado. O principal fator influenciador foi a queda de 38,1% nas vendas para os Estados Unidos, que ficaram em US$ 148 milhões e fizeram o país recuar para a segunda posição entre os principais destinos dos produtos catarinenses. A China, mesmo também registrando queda (-8,3%), fechou o bimestre com US$ 151 milhões e assumiu a liderança.

O presidente da FIESC, Gilberto Seleme, lembra que a queda nas vendas para os Estados Unidos pode ser justificada pelo tarifaço, que foi anunciado pelo governo Trump em abril do ano passado. Ele ressalta, no entanto, que no último dia 20 essas tarifas foram derrubadas pela Suprema Corte dos EUA, abrindo a possibilidade de recuperação nas vendas para o país.

O ranking dos seis principais destinos dos produtos catarinenses teve ainda outras duas inversões de posições nos dois primeiros meses do ano. A Argentina caiu do terceiro para o quarto lugar, ao comprar 24,3% a menos (US$ 108 milhões) e ser ultrapassada pelo Japão, que cresceu 22,9%, para US$ 131 milhões. O Chile, que ocupava a quinta posição, caiu 3,7% e foi ultrapassado pelo México, que comprou 24% a mais e subiu uma posição.

Desempenho por produtos
Dos cinco principais produtos da pauta de exportação catarinense, apenas a carne de aves teve desempenho positivo, crescendo 13% e mantendo a liderança com US$ 426,6 milhões. Já a carne suína, com recuo de 1,6%, os motores elétricos, com -3,9%, a madeira serrada (-2,4%) e as partes de motor (-22,1%) contribuíram para a redução nos embarques totais. 
O recuo no embarques foi suavizado por aumentos registrados nos produtos que ocupam da sexta à nona posição. Tiveram desempenho positivo o tabaco não manufaturado (4,8%), o papel Kraft não revestido (21,7%), os transformadores elétricos (44,6%) e as outras preparações e conservas de carnes e miudezas (30,7%).

Importações
As importações registraram recuo no primeiro bimestre, caindo 5,2% na comparação com o mesmo período de 2025, para US$ 5,7 bilhões. Dos 10 principais produtos, as principais variações percentuais foram registradas nos semicondutores, que caíram 47,1%, e no alumínio em formas brutas, que subiu 62,9%. As importações de veículos cresceram 117,5% no primeiro bimestre, na 11ª colocação.

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação 

Epagri atua para ampliar gestão feminina no meio rural

Foto: Arquivo Pessoal/Elisiane Soster

A rotina da produtora rural Elisiane Soster começa cedo em Belmonte, cidade do Extremo Oeste de Santa Catarina onde ela e a mãe, Salete Pasini Soster, tocam a produção de soja, milho e leite. Trabalho é o que não falta. A propriedade tem, em média, 45 vacas em lactação, além de 70 hectares de lavoura. E ainda há os afazeres com a cria e recria de bezerras para manter o plantel de vacas da fazenda.  

Elisiane e a mãe fazem parte de um grupo bastante restrito no Brasil e no mundo: mulheres agricultoras responsáveis pela gestão do negócio. O último censo agropecuário, feito pelo IBGE em 2017, contabilizou quase um milhão de mulheres que exercem o papel de líder de propriedade rural. É pouco, apenas 18,7% do total, mas no censo anterior, feito em 2006, a representatividade era ainda menor, 12,7%. 

Os números do IBGE refletem um cenário de invisibilidade das mulheres do campo. Historicamente, elas têm uma presença marcante na produção rural, especialmente na agricultura familiar. No Brasil, as mulheres representam 45% da força de trabalho da agropecuária brasileira. Outro papel tradicionalmente reconhecido às mulheres é o de guardiãs e multiplicadoras de sementes crioulas.

Mas quando o assunto é o comando dos negócios agrícolas, a representatividade feminina ainda é ínfima. Para incentivar a promoção de políticas públicas que ampliem o protagonismo feminino no campo, a Organização das Nações Unidas instituiu 2026 como o Ano Internacional da Mulher Agricultora. Em Santa Catarina, a Epagri investe na capacitação de mulheres para ampliar a liderança feminina no campo. 

Empoderamento feminino
De 2019 a 2025, mais de 1.300 mulheres em todo o estado passaram pelo curso Flor-E-Ser, programa criado pela empresa para desenvolver nas mulheres do campo e da pesca habilidades em gestão, empreendedorismo e liderança. Nos últimos dois anos, o número de mulheres capacitadas dobrou.  

“Nós temos listas de espera enormes e nem precisamos mais divulgar as capacitações porque as mulheres que participaram incentivam as demais a fazer”, afirma Cianarita Caron Figueiró, coordenadora do Programa Capital Humano e Social das Epagri. Ela conta que nos depoimentos recebidos pela empresa, muitas mulheres dizem que o curso foi um divisor de águas em suas vidas, tanto profissional quanto pessoal. 

“Muitas mulheres relatam que, após o curso, sentem-se verdadeiramente integradas ao planejamento da propriedade, assumindo funções estratégicas na gestão e posições de liderança na comunidade”, destaca Ciana. Para ela, o maior mérito das capacitações é o resgate da autoestima, o combustível essencial para que as mulheres tomem iniciativas que impulsionam o crescimento do negócio rural.

Outra capacitação da Epagri que abrange o universo feminino é o Ação Jovem Rural e do Mar. O programa foi criado com o objetivo de preparar os filhos dos produtores rurais para a sucessão familiar. Entre 2021 e 2025, mais de 320 mulheres passaram por ele. O número de homens ainda é substancialmente maior, em torno de 75%, mas a expectativa é que o interesse cresça a partir das ações que a Epagri está desenvolvendo na área de ensino técnico agrícola. 

No ano passado, a empresa assumiu a gestão compartilhada dos cinco Cedups Agrotécnicos com a Secretaria de Estado da Educação. Com isso, passou a integrar as áreas de pesquisa agropecuária, extensão rural e ensino, aproximando ainda mais escola, campo e tecnologia. Uma das metas da Epagri é promover ações que estimulem a matrícula de mulheres. Hoje, elas representam 30% dos alunos dos Cedups. 

Para a diretora de Ensino Agrotécnico, Andréia Meira, o fato das unidades disponibilizarem alojamento apenas para homens explica a menor representatividade feminina. Por isso, uma das ações previstas a médio prazo é a construção de espaços para as mulheres. Os cinco Cedups recebem jovens de 137 municípios, por isso, muitos alunos precisam de espaço para ficar durante a semana. 

Andréia também acredita que a marca da Epagri à frente dos Cedups é um estímulo para que as famílias incentivem as filhas mulheres a optarem pelo ensino técnico agrícola. “Os agricultores já conhecem a Epagri e confiam na empresa, presente em todos os municípios. A sensibilização por parte dos extensionistas é muito importante nesse sentido”, afirma a diretora. 

Outra iniciativa que pode colaborar para trazer mais mulheres aos Cedups é a parceria da Epagri com o Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) e a Cooperativa Aurora. Neste ano, os alunos poderão atuar como jovens aprendizes com bolsas de R$ 750,00. “As mulheres têm um papel muito importante na sucessão familiar no campo, por isso, a Epagri tem todo o interesse em estimular a profissionalização”, afirma Andréia.

Sucessão rural
A capacitação técnica fez toda a diferença quando Elisiane Soster teve que assumir junto com a mãe a propriedade rural da família após o falecimento de seu pai, há quatro anos. “Os cursos me ajudaram a enxergar a sucessão não como algo automático, mas como um processo que precisa de diálogo, planejamento e visão de longo prazo”, conta a produtora rural.

Os pais sempre apoiaram e incentivaram Elisiane nas atividades do campo. Ela se formou como técnica em Agropecuária e, em 2016, aos 21 anos, participou do curso Ação Jovem Rural da Epagri, em São Miguel do Oeste. Hoje, estuda Tecnologia em Gestão Financeira, presta consultoria para famílias rurais em processos sucessórios e faz palestras sobre o assunto em empresas, cooperativas e outras instituições. 

Elisiane também é coautora do livro “Rainhas Internacionais do Agro”, que reúne artigos de mulheres agricultoras de vários países. No capítulo que escreveu, ela destaca o momento em que a mulher deixa de ser coadjuvante na propriedade e assume o papel de gestora. “Percebo que as mulheres estão buscando mais espaço e assumindo decisões estratégicas. Muitas fazem tudo, mas ainda não se reconhecem como gestoras. Acredito que estamos vivendo uma transição: a mulher sempre esteve no campo, mas agora ela está se posicionando como líder”, afirma. 

Elisiane conta que ela e a mãe enfrentaram preconceito e desconfiança, mas nunca baixaram a cabeça. “Logo após o falecimento do meu pai, quando eu e minha mãe assumimos integralmente a propriedade, algumas pessoas duvidaram se daríamos conta. Mas transformamos isso em combustível. Hoje mostramos, na prática, que gestão não tem gênero. Tem competência e responsabilidade”, conclui.

Por: Cléia Schmitz, jornalista bolsista na Epagri/Fapesc

Santa Catarina amplia Sistema Antigranizo e reforça proteção à produção agrícola

Foto: Divulgação/Secom

A preocupação com os prejuízos causados pelo granizo em Santa Catarina tem diminuído nos últimos anos. O motivo é o investimento contínuo do Governo do Estado na ampliação do Sistema Antigranizo, que atua de forma preventiva para reduzir os impactos das tempestades, especialmente nas regiões produtoras.

A iniciativa é coordenada pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape), em convênio com as prefeituras. Atualmente, o sistema está em funcionamento em 13 municípios, por meio desses convênios, e para esse ano está prevista a ampliação com instalação e operacionalização em outras 13 cidades. A tecnologia ajuda a minimizar os danos nas lavouras ao reduzir o tamanho das pedras de gelo de granizo, que podem se desintegrar antes de atingir o solo.

“Santa Catarina é referência no sistema antigranizo. Com a ampliação planejada e os convênios já autorizados, o Governo do Estado reforça a política de prevenção com a tecnologia, ampliando a cobertura do Sistema Antigranizo e garantindo mais segurança para a produção agrícola e para as comunidades catarinenses”, destaca o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Admir Dalla Cort.

Por meio do convênio entre o Governo do Estado e prefeituras, atualmente o Sistema Antigranizo está implantado nos municípios de Rio das Antas, Fraiburgo, Matos Costa, Timbó Grande, Lebon Régis, Tangará, Macieira, Caçador, Calmon, Videira, Pinheiro Preto, Ibiam e Arroio Trinta.

Para 2026, está prevista a implantação e operacionalização do sistema em outros 13 municípios: São Joaquim, Bom Jardim da Serra, Atalanta, Aurora, Chapadão do Lageado, Imbuia, Ituporanga, Vidal Ramos, Petrolândia, Lacerdópolis, Presidente Castello Branco, Iomerê e Joaçaba. O investimento estimado para essa expansão é de aproximadamente R$ 12 milhões, além da atualização dos valores de manutenção para os municípios já atendidos.

Em 2025 foram  repassados, no total, R$ 2,2 milhões em convênios aos municípios atendidos, para operacionalização desse sistema. No ano passado esse convênio foi ampliado para os municípios de Ibiam e Arroio Trinta.

O sistema

O sistema antigranizo iniciou operação em 1989, utiliza geradores de solo que queimam iodeto de prata e lançam o composto nas nuvens carregadas. O objetivo é modificar a formação das pedras de gelo, transformando grandes blocos de granizo em partículas menores, que podem se dissolver antes de atingir o solo ou cair como água supergelada, dependendo da intensidade da tempestade.

“O processo trabalha na nuvem para diminuir ou impedir o granizo. Ao invés de termos pedras grandes, formam-se muitas pequenas, que na queda podem se dissolver ou chegar ao solo com tamanho reduzido”, explica o meteorologista João Luís Rolim, diretor da AGF Antigranizo Fraiburgo, empresa que opera o sistema.

O método começou  voltado à cultura da maçã, em uma iniciativa da cadeia produtiva desse setor. Com a comprovação dos resultados para os agricultores, houve expansão para outras culturas e municípios inicialmente para o tomate em Caçador. Hoje, são 170 geradores em operação. Segundo Rolim, o sistema é eficiente na diminuição tanto da área atingida quanto do tamanho das pedras de granizo — fator essencial em regiões produtoras de frutas, onde os prejuízos podem ser significativos.

Preços do petróleo já subiram mais de 17% após ataques ao Irã, alcançando US$ 85 por barril

Nesta quinta-feira (5), a cotação do petróleo bruto no mercado norte-americano rompeu o patamar de US$ 80 por barril. O movimento de alta é impulsionado pelos confrontos militares com o Irã e os EUA, situação que gera gargalos na distribuição internacional de energia.

O contrato do West Texas Intermediate (WTI) registrou valorização de 7,58%, equivalente a um acréscimo de US$ 5,66, sendo negociado a US$ 80,32. Simultaneamente, o Brent, padrão utilizado globalmente, teve elevação de 4,8% (US$ 3,91), atingindo a marca de US$ 85,31. No acumulado da semana, a commodity já registra um salto superior a 17%.

O cenário de insegurança ganhou novos contornos após veículos estatais iranianos noticiarem que um míssil teria atingido um navio petroleiro. Previamente, a Guarda Revolucionária do país determinou o bloqueio do Estreito de Ormuz, acompanhado de avisos de que embarcações que trafegassem pela região poderiam sofrer ataques, conforme informações da imprensa oficial local.

Em paralelo, a Marinha do Reino Unido reportou a ocorrência de uma forte detonação em um navio-tanque que estava parado em águas do Iraque nesta quinta-feira. Relatos do comandante da embarcação indicam a fuga de um barco de pequeno porte logo após o incidente. Apesar do susto, os tripulantes não sofreram ferimentos e não foram detectados focos de incêndio a bordo.

Atualmente, a circulação de navios de carga pelo Estreito de Ormuz encontra-se interrompida em decorrência do confronto entre EUA-Israel e o Irã. O receio dos proprietários de frotas com a volatilidade na segurança regional paralisou o tráfego em um ponto geográfico vital, por onde passam aproximadamente 20% de todo o petróleo consumido no planeta.

Bancos vão antecipar R$ 32,5 bilhões para socorrer o “seguro dos correntistas” após queda do Grupo Master

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) anunciou nesta quinta-feira (5) que os bancos associados vão antecipar cinco anos de contribuições, totalizando R$ 32,5 bilhões, para reforçar o caixa do fundo. O recolhimento será feito no próximo dia 25 de março.

Segundo o FGC, a medida tem o objetivo de garantir a solidez do fundo e assegurar que ele possa cumprir suas obrigações, especialmente diante das recentes liquidações extrajudiciais de bancos decretadas pelo Banco Central (BC) desde o ano passado.

O fundo informou que apenas as liquidações do Banco Master, Will Bank e Pleno devem gerar um rombo de R$ 51,8 bilhões, segundo estimativas do próprio FGC. Até agora, foram pagos R$ 38,4 bilhões a cerca de 675 mil credores do conglomerado Master, incluindo Banco Master, Master de Investimento e Letsbank.

“O processo de pagamento aos credores segue pelo aplicativo do FGC. É importante manter as notificações ativas para não perder avisos sobre a evolução do processo”, orientou o fundo em nota.

Para os demais bancos, as estimativas de pagamento são:

Will Bank: R$ 6,3 bilhões

Banco Pleno: R$ 4,9 bilhões

O FGC é financiado pelas contribuições mensais dos próprios bancos associados. Antes do caso Master, o fundo tinha mais de R$ 140 bilhões em caixa para emergências. Atualmente, os bancos pagam 0,01% sobre os depósitos cobertos pelo fundo, como CDBs, poupança, LCI e LCA. Para instituições mais expostas a riscos, a taxa foi elevada para 0,02%, e os bancos precisam manter uma parcela maior de recursos aplicada em títulos públicos.

Secretário de Estado de Articulação Internacional é o convidado da reunião plenária da ACII

O Secretário de Estado de Articulação Internacional, Paulo Bornhausen, é o convidado da próxima Reunião Plenária promovida pela ACII - Associação Empresarial de Itajaí, que acontece no dia 9 de março.

O encontro, aberto ao público, tem como foco a apresentação das principais ações e projetos da Secretaria de Articulação Internacional, destacando iniciativas que conectam Santa Catarina a mercados internacionais e promovem oportunidades de cooperação e investimento.

Segundo a ACII, a reunião busca fortalecer a interação entre empresários e governo, oferecendo espaço para o diálogo estratégico sobre desenvolvimento regional e internacionalização de negócios.

Secretaria do Planejamento prepara estudo técnico sobre os empregos na Economia do Mar em SC

Foto: Eduardo Valente / GOVSC

Dados preliminares indicam que, entre fevereiro de 2025 e janeiro de 2026, a Economia do Mar concentrou cerca de 13% das novas vagas de emprego em Santa Catarina, com mais de 7 mil novos postos. Trata-se da primeira vez que essa segmentação é apresentada com base nos microdados do emprego no estado. Em breve, a Diretoria de Políticas Públicas da Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan) lançará uma edição especial sobre o tema, no Informativo Mensal de Emprego.

Conforme o Relatório Final do Grupo de Trabalho PIB do Mar, elaborado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e Coordenação de Contas Nacionais (CCN), “a Economia do Mar é compreendida como a medida da contribuição para a economia nacional, em termos monetários, das atividades que produzem bens e serviços relacionados ao mar”. De acordo com a Diretoria Nacional de Navegação, a Economia do Mar ainda não tem uma definição consolidada, sabendo-se que contempla “o total de bens e serviços, em valores monetários, destinados ao consumo final e produzidos nos setores econômicos associados ao mar”.

A Economia do Mar engloba uma ampla gama de setores. Tomando como referência a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), alguns dos potenciais participantes da economia do mar são a pesca, a aquicultura, a preservação e a fabricação de produtos do pescado, a construção de embarcações, a fabricação de artefatos para pesca e esporte, o transporte marítimo, os hotéis e similares, entre outros.

Em Santa Catarina, nos últimos 12 meses, os setores que mais contribuíram para os empregos na economia do mar foram Depósitos de mercadorias para terceiros, (exceto armazéns gerais e guarda-móveis), Serviços de engenharia e Hotéis. Juntos, esses segmentos representaram mais de 35% do saldo total de empregos da Economia do Mar no estado.

Micheline Krause – Especialista em comunicação Fapesc/Seplan

Governador Jorginho Mello recebe acordo sobre o piso salarial para o trabalhador catarinense e encaminha projeto para Alesc

Foto: Leo Munhoz / SECOM

O governador Jorginho Mello recebeu nesta quarta-feira, 4, o acordo firmado entre empregadores e trabalhadores de Santa Catarina sobre o piso regional para 2026. A atualização média foi de 6,49% nas quatro faixas existentes. O projeto de lei para a efetivação do reajuste vai ser encaminhado à Assembléia Legislativa de Santa Catarina, por determinação do governador.

“Eu recebi todas as lideranças da indústria e dos trabalhadores de Santa Catarina. E já determinei o encaminhamento para a Assembleia para aprovar o mais rápido possível. Porque  o salário mínimo regional é uma construção feita a quatro mãos. Santa Catarina sempre tem dado bons exemplos sobre isso para o Brasil, conversando com todas as classes, construindo junto. É exemplo de maturidade, de interesse, e isso ajuda, melhora o ganho dos trabalhadores, a motivação para o trabalho e Santa Catarina ganha também”, afirmou o governador Jorginho Mello.

Os valores passam para R$ 1.842,00 na primeira faixa, R$ 1.908,00 na segunda faixa, R$ 2.022,00 na terceira e R$ 2.106,00 na quarta faixa.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), Gilberto Seleme, lembra que há 16 anos o acordo entre as partes é feito com base no diálogo e entendimento mútuo.

“Cada um puxa pro seu lado, cada um quer o melhor e o setor produtivo já tem uma carga tributária muito grande, ele tem um custo muito grande, e a gente no mínimo que faz é passar a inflação. E esse ano então foi passada a inflação mais quase 70% da inflação de novo. Então isso aí vai dar um ganho real para o trabalhador. Eles ficaram satisfeitos e nós também, porque  isso gera a economia de Santa Catarina”, explicou o executivo.

O coordenador sindical do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE-SC) e diretor da Federação dos Trabalhadores no Comércio de Santa Catarina (FECESC), Ivo Castanheira, destacou a importância desse processo de negociação.

“Essa negociação iniciou ainda em novembro do ano passado. É um processo que a gente tem feito desde 2010. Essa negociação não é muito fácil porque tem os interesses diversos, tanto dos empresários como dos trabalhadores, mas a gente sempre tem chegado a um bom senso. Foi um reajuste bom dentro da atual conjuntura das negociações coletivas”, disse.

Portaria estadual regulamenta, em caráter emergencial, captura de lula com arrasto simples de fundo em Santa Catarina

Foto: Divulgação /SAQ

A Secretaria Executiva da Aquicultura e Pesca de Santa Catarina (SAQ) publicou nesta quarta-feira, 4, a Portaria nº 002/2026, que estabelece regras excepcionais e temporárias para a pesca da lula no litoral catarinense durante o mês de março. A medida tem caráter emergencial e busca garantir segurança jurídica e alternativa de renda aos pescadores artesanais afetados pelo período de defeso do camarão.

A normativa regulamenta, até 31 de março de 2026, a captura de lula com o uso de arrasto simples de fundo por embarcações artesanais com arqueação bruta (AB) de até 20, enquadradas nas modalidades 3.8 e 3.9. Ao mesmo tempo, a portaria proíbe expressamente o uso de arrasto de fundo duplo para essa finalidade no período.

A decisão leva em conta a legislação federal vigente, especialmente a Lei nº 11.959/2009, que institui a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Pesca, e a Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e o Ministério do Meio Ambiente (MMA), por meio da Portaria Interministerial MPA/MMA nº 14, que regulamenta a pesca das espécies Loligo plei, Loligo sanpaulensis, Loligo sp. e Lolliguncula brevis no litoral de Santa Catarina.

De acordo com a SAQ, a medida foi necessária diante de divergências interpretativas sobre a aplicação da portaria interministerial durante o defeso do camarão, o que vinha gerando insegurança jurídica aos pescadores e dificuldades operacionais na fiscalização. A situação se agravou com a ausência de pagamento do benefício federal do defeso, comprometendo a subsistência de diversas famílias que dependem da atividade.

A nova portaria estadual reforça que a autorização é complementar e interpretativa, não afastando as restrições previstas na legislação federal relacionada ao defeso do camarão. Também estabelece limites geográficos para a atividade: a captura com arrasto simples de fundo não poderá ocorrer em baías, lagoas costeiras, canais, desembocaduras de rios (estuários) e na faixa de até três milhas náuticas da costa entre Florianópolis e Passo de Torres.

Segundo o secretário Executivo da Aquicultura e Pesca de Santa Catarina, Tiago Bolan Frigo, a iniciativa considera as peculiaridades da pesca artesanal catarinense.

“A pesca da lula, nesse contexto, é apontada como alternativa econômica relevante para assegurar o sustento e a continuidade das atividades nas comunidades pesqueiras do Estado”, destacou o secretário Tiago Bolan Frigo.

Santa Catarina apresenta o maior saldo de empregos formais do país em janeiro deste ano
O mercado de trabalho em Santa Catarina se destaca no cenário nacional, com o maior saldo de novas vagas de empregos formais em janeiro de 2026. Com o saldo de 19.000 novos postos, o estado foi seguido por Mato Grosso (18.731), Rio Grande do Sul (18.421), Paraná (18.306) e São Paulo (16.451), estados com alto quantitativo populacional.
 
Os resultados de janeiro de 2026 foram divulgados nesta terça-feira, 3 de março, pelo Ministério do Trabalho e Emprego, que enfatizou o desempenho de Santa Catarina. Os dados integram o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged).
 
“Manter a economia aquecida e gerar oportunidades pra quem mora aqui é nosso compromisso. Somos parceiros do setor produtivo, do empreendedor, investimos em infraestrutura e logística, para que os setores cresçam ainda mais. E assim vamos mantendo esse ciclo positivo de emprego e carteira assinada”, destacou o governador Jorginho Mello.
 
“Santa Catarina inicia o ano com um mercado de trabalho formal expressivo, com estoque de 2,6 milhões de trabalhadores. O segundo maior crescimento do país, de 0,72%, atrás apenas de Mato Grosso (+1,92%), que teve estoque de 994.293. O crescimento de SC foi três vezes superior à média brasileira, de 0,23%. O resultado catarinense é fruto de um trabalho conjunto, que fortalece um ambiente de negócios dinâmico e competitivo”, afirmou o secretário de Estado do Planejamento, Fabricio Oliveira.
 
Indústria de transformação em destaque
 
Em janeiro de 2026, a Indústria apresentou o maior saldo entre os grandes grupamentos de Santa Catarina, com 11.623 novas colocações no mercado de trabalho formal. No total, 21,14% dos novos empregos da Indústria nacional foram em solo catarinense.
 
A Indústria de transformação alavancou a geração de empregos, com saldo de 11.492, a quase totalidade no grupamento. Cabe destacar que a cada cinco novos empregos na Indústria de transformação no Brasil, um foi em território catarinense. Os três maiores saldos na Indústria de transformação foram dos subsetores de Confecção de artigos do vestuário e acessórios (+1.927), Fabricação de produtos alimentícios (+1.449) e Fabricação de produtos têxteis (+1.355).
 
Integram a indústria de transformação atividades que transformam matérias-primas e insumos em novos bens, como é o caso da transformação de matérias primas do tecido em confecção de roupas, extração de minérios transformados na fabricação de máquinas, de produtos agrícolas em alimentos e bebidas, entre outros.
 
O segundo grande grupamento com o melhor desempenho em janeiro foi da Construção, com saldo de 4.247 novos postos de trabalho formal. O terceiro melhor resultado foi do setor de Serviços, com 3.476 novas colocações. A Agropecuária, por sua vez, ocupou a quarta melhor colocação.
 
Os municípios com os maiores saldos no mercado de trabalho formal em janeiro de 2026 foram Joinville (+1.632), Blumenau (+1.085) e Fraiburgo (+829). Com saldo acima de 400, destacaram-se, ainda, Brusque, Itapema, Chapecó, Itajaí, Palhoça, Lages, Caçador, Navegantes, Videira e Florianópolis.
 
Micheline Krause – Especialista em comunicação Fapesc/Seplan
Prazo para adesão ao Programa de Regularização do Badesc termina em 18 de março
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A Agência de Fomento do Estado de Santa Catarina (Badesc) reforça que o prazo final para adesão ao Programa Catarinense de Regularização de Débitos de Difícil Recuperação termina em 18 de março. Instituído pela Lei 19.671/25, o Programa foi criado para que empresas com dívidas antigas e lançadas em prejuízo tenham a oportunidade de regularizar pendências com regras definidas em lei.
 
Para quem aderir agora, no período final do Programa, os descontos para pagamento à vista podem chegar a até 80% do valor da dívida, dependendo da situação de cada operação. Nos casos em que exista algum patrimônio ou bem penhorável, os abatimentos Vão até 50%, conforme previsto na Lei. Além disso, todos os acordos têm desconto de 100% dos encargos de mora e ao recálculo do saldo pela taxa SELIC, o que reduz sensivelmente o valor total devido.
 
“Houve uma procura intensa logo no início, especialmente de empresas que aguardavam uma oportunidade para resolver passivos históricos. Este Programa oferece previsibilidade, segurança jurídica e condições reais de retomada”, destaca Ari Rabaiolli, presidente do Badesc. Ele comenta que o Governo tem trabalhado para apoiar quem produz, seja com programas subsidiados para novos investimentos, seja agora com descontos significativos para quem deseja reorganizar a vida financeira.
 
Para quem é
O Programa é voltado a empresas com operações de crédito lançadas em prejuízo no Badesc, estejam ou não em cobrança judicial, e que buscam retomar acesso ao crédito, restabelecer capacidade de investimento e reorganizar sua vida financeira.
 
Como aderir
As adesões devem ser realizadas até 18 de março de 2026, exclusivamente pelo e-mail: refinsc@badesc.gov.br, informando o CNPJ da empresa.
 
 
Havan lança nova plataforma para cadastro nas vagas de emprego

A Havan lançou neste mês uma nova plataforma de vagas de emprego que vai facilitar a vida de quem busca oportunidades em uma das maiores redes de varejo do país. O novo site vagas.havan.com.br oferece interface intuitiva, filtros de busca avançados e processo de candidatura 100% digital, tornando a procura por emprego mais rápida e eficiente.

Para se inscrever em uma vaga, é necessário criar uma conta na plataforma, com os dados pessoais. As pessoas podem se inscrever em vagas específicas ou no banco de talentos da empresa, além de acompanhar o status de suas candidaturas.

Rafaela Tatiane Dupilar Sedrez, product owner do Havan Labs e uma das responsáveis pelo projeto, explica que a nova ferramenta foi desenvolvida internamente pelos setores de recursos humanos e tecnologia. "Criamos uma plataforma com a nossa identidade, um layout repaginado e funcionalidades que permitem aos candidatos acompanharem todo o processo seletivo de forma transparente", afirma.

Havan em todo o Brasil

A Havan completa 40 anos em 2026 e uma das ações de comemoração das quatro décadas de história, é ampliar o número de lojas por todo o Brasil. De acordo com o dono da varejista, Luciano Hang, a empresa terá até o fim do ano mais de 200 lojas em todo o Brasil e chegará a todos os estados brasileiros.

"Somos uma empresa de oportunidades. Temos 23 mil colaboradores de todas as idades e perfis, e estamos sempre em busca de novos talentos para as novas vagas que surgem aqui dentro. Por isso, investir em uma plataforma moderna é investir nas pessoas que querem fazer parte da nossa história e crescer junto com a gente", explica.

A varejista oferece diversos benefícios aos colaboradores: vale-transporte, vale-alimentação ou refeição e participação nos resultados (PPR), além de prêmio assiduidade para quem trabalha nas lojas. A Havan também é empresa cidadã, com licença-maternidade estendida de 180 dias e licença-paternidade de 20 dias.

NUME/ACII promove Talk Especial com Gabriela Kelm em celebração à força do empreendedorismo feminino

O Núcleo da Mulher Empresária da Associação Empresarial de Itajaí (NUME/ACII) promove, no dia 03 de março, às 19h, no Auditório da ACII, o Talk Especial Semana da Mulher. O encontro é alusivo ao Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, e integra o projeto NUME Open, iniciativa voltada ao fortalecimento do empreendedorismo feminino na região de Itajaí.


Com o tema “Uma noite de inspiração, conexão e protagonismo nos negócios”, o evento contará com a participação da secretária de Desenvolvimento Econômico do Município de Itajaí, Gabriela Kelm, convidada para compartilhar sua trajetória, experiências e visão sobre liderança e desenvolvimento econômico.


Gabriela Kelm também tem uma forte atuação no movimento associativista. Ela integra a Associação Empresarial de Itajaí (ACII) e já esteve à frente da entidade como presidente, reforçando seu compromisso com o desenvolvimento empresarial e institucional do município.


De acordo com Fernanda Aquino Peres, coordenadora do Núcleo da Mulher Empresária  (NUME/ACII), o encontro tem como propósito evidenciar a força do empreendedorismo feminino e reconhecer os desafios enfrentados pelas mulheres no dia a dia. Segundo ela, as múltiplas funções assumidas pelas mulheres não impedem o crescimento profissional, mas reforçam a capacidade de liderança, resiliência e inovação.
 A escolha de Gabriela Kelm como convidada reforça essa representatividade, ao destacar uma mulher que ocupa posição estratégica na gestão pública e que também construiu uma trajetória relevante no associativismo e no desenvolvimento do município. A iniciativa é do NUME, núcleo vinculado à Associação Empresarial de Itajaí, com apoio do Programa Empreender e do SEBRAE.

 

Economia & Negócios: Turismo em SC

Por Augusto César Diegoli (acdiegoli@gmail.com)

 

Turismo em SC

A Embratur divulgou que SC começou 2026 “encantando viajantes de todo o mundo”. No primeiro mês do ano, o Estado registrou a chegada de 205,1 mil turistas internacionais. O volume representa um crescimento de 3,1% em comparação com o mesmo período de 2025, quando 198,7 mil visitantes estrangeiros desembarcaram por aqui. Em janeiro, a Argentina permaneceu como o maior emissor de turistas para SC, com 150 mil visitantes. O Chile totalizou 40,6 mil chegadas. Na sequência, aparecem Uruguai (3,2 mil) e Paraguai (3,0 mil). Os Estados Unidos registraram 1,2 mil chegadas.

Alerta da Fiesc

Através de detalhado estudo, a Federação das Indústrias de SC está convencendo quase toda a bancada catarinense no Congresso quanto aos impactos da redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais, sem redução salarial, conforme proposta em debate no momento. Alguns dados realmente preocupam:  seriam extintos 41,4 mil empregos nos próximos dois anos, dos quais 19,1 mil somente na indústria, que teria um incremento de 9,7% nos custos do trabalho. O impacto negativo no PIB catarinense seria de 0,6%.

Arruaceiros, atenção

Agora há uma lei estadual (19.721, sancionada dia 21 de janeiro), mas se funcionar são outros quinhentos. Ela dispõe sobre a aplicação de sanções administrativas a pessoas envolvidas em brigas generalizadas relacionadas a eventos esportivos, realizadas dentro ou no entorno de estádios, ginásios, arenas e demais locais destinados à prática ou ao acompanhamento de atividades esportivas em SC. A participação sujeitará o infrator a multa administrativa de R$ 1 mil a R$ 50 mil, a ser fixada de acordo com a gravidade da infração e a reincidência, além da proibição de acesso a eventos esportivos no território estadual por prazo de até 24 meses; a participação obrigatória em programas ou atividades educativas relacionadas à cultura de paz, ao respeito às regras esportivas e ao combate à violência em ambientes esportivos.

Floripa Airport

Pela primeira vez, o Aeroporto Internacional de Florianópolis movimentou mais de 25 mil passageiros em um dia. Foi em 2 de fevereiro, quando o terminal registrou 152 voos entre pousos e decolagens em 24 horas, impulsionado pela temporada turística, com 12 destinos internacionais e nove nacionais. A concessionária Zurich Airport Brasil informou que 48% dos passageiros desse dia viajaram em rotas internacionais, consolidando o terminal como o terceiro do Brasil com maior movimento de passageiros internacionais, só atrás de Guarulhos (SP) e Galeão (RJ). Nesse dia, foram 68 voos internacionais, com maior número para Buenos Aires (Argentina) e Santiago (Chile). Nesse dia de recorde teve 84 pousos e decolagens do Brasil. De acordo com a concessionária Zurich Airport, o resultado desse dia histórico mostra a relevância estratégica do tráfego internacional para o crescimento do aeroporto.

SC na China

A Rede Globo anunciou que está realocando de Nova Iorque o brilhante repórter catarinense Felipe Santana como novo correspondente do principal canal de TV brasileira na China. Florianopolitano, 40 anos, Felipe começou a namorar as câmaras em 2005, no curso de Cinema na Universidade do Sul de SC, transferindo-se depois para o curso de Jornalismo da UFSC e, em seguida, por diversos veículos de comunicação da Grande Florianópolis. Em 2010 integrou projeto do Sport TV e dali em diante foi admitido como contratado pela Globo Rio.

Ampliação histórica

A OAB-SC está celebrando uma conquista histórica: o início da instalação de novas varas federais em SC, pleito que mobilizou a seccional nos últimos três anos e resultou na aprovação de oito unidades. Cinco foram implantadas recentemente na sede da Justiça Federal: a 10ª Vara Federal de Florianópolis e a 7ª Vara Federal de Joinville, ambas de execução fiscal. E três das novas varas viabilizaram a criação da 4ª Turma Recursal do Juizado Especial Federal, em Florianópolis (matéria previdenciária). As demais unidades ainda não têm localização definida. A mobilização da OAB-SC demonstrou que SC tinha menos unidades e 14,51% mais processos federais que o Rio Grande do Sul e 15,31% superior ao Paraná, e que mais de 46 mil processos daqui tramitavam em varas de outros estados.

Café sombreado

A Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária de SC inicia em março um programa de financiamento ao desenvolvimento rural, pesqueiro e agrícola do Estado com ênfase no fortalecimento e expansão do cultivo de café arábica em sistema sombreado, realizado em consórcio com bananeiras, palmeiras e espécies arbóreas nativas, especialmente nas regiões do Litoral e do Vale do Itajaí. Muito antes de conquistar apreciadores exigentes no mercado de cafés especiais, tal forma de cultivo de café já fazia parte da identidade catarinense, a ponto de estampar a bandeira do Estado, criada em 1895. Agora, essa tradição ganha um novo impulso com o projeto. Nesse sistema o fruto do café tem a sua maturação mais lenta gerando uniformidade dos grãos. Esse conjunto de fatores, somado à latitude, maritimidade, clima e solo das regiões, resulta em cafés com perfil sensorial diferenciado, voltados ao mercado de cafés especiais brasileiro, segmento que segue em franca expansão.

Transição energética

A WEG anuncia a construção de uma nova fábrica dedicada à produção de sistemas de armazenamento de energia em baterias, em Itajaí. A unidade será a mais moderna do país nesse segmento e representa um avanço estratégico da companhia em soluções para a transição energética. Para viabilizar o projeto, a WEG contou com financiamento de R$ 280 milhões do programa BNDES Mais Inovação, aprovado no âmbito da chamada pública voltada à transformação de minerais estratégicos para a transição energética e descarbonização, realizada em parceria com a Finep.

Penduricalhos

Chegou a estratosféricos R$ 93,2 bilhões o valor dos odiosos “penduricalhos”, extrapolando o teto constitucional de R$ 44 mil mensais, pagos somente em 2024 por Tribunal de Justiça, Ministérios Públicos e Defensorias, aponta estudo inédito publicado pelo estadão. Em SC foi R$ 1,4 bilhão, o equivalente a 2,9% de todo o orçamento geral do Estado naquele ano.

Pitaia

Nota lamentando que um pequeno produtor de pitaia no sul de SC estava jogando fora sua produção devido ao baixo preço pago (R$ 3, em média por quilo) enquanto em alguns supermercados de Florianópolis estava por R$ 19, tem que ser atualizada, sendo que num deles, na zona central da Capital, estava cobrando abusivos R$ 39,90.

Desemprego

Santa Catarina encerrou o ano de 2025 registrando a menor taxa de desemprego do país nos quatro trimestres consecutivos. No quarto trimestre, o estado registrou taxa de desocupação de 2,2%, diante de uma média nacional de 5,1%. Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) foram divulgados pelo IBGE. No quarto trimestre de 2025, Santa Catarina manteve a menor taxas de desocupação, seguido pelo Espirito Santo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, os três com a média de 2,4%. No cálculo anual, SC registrou a taxa de 2,3%, atrás de Mato Grosso (2,2%). Isto porque, neste cálculo, o IBGE usa os indicadores anuais estimativas que têm como base o dia 1º de julho.

Avaliação

Santa Catarina tem um povo dedicado, trabalhador e que produz muito. E o Governo do Estado tem feito bem o dever de casa, apoiando o empreendedor, que gera emprego e renda. Santa Catarina está voando, programas que estão passando a limpo todas as áreas, trazendo mais oportunidades e qualidade de vida para nossa gente. E a gente quer que as obras estruturantes de agora sirvam de base para o futuro com desempenho ainda melhores, destaca o governador do Estado.

Menor inadimplência

Um índice alto (39,44%) da população ativa catarinense, estava com contas a pagar em dezembro do ano passado, informa o Serasa. É o menor índice do país e significativamente abaixo da média nacional, que é de 49,77%. Esse percentual equivale a 81,2 milhões de pessoas com dificuldades para manter as contas em dia. O valor médio das dívidas por pessoas é de R$ 6.382, enquanto cada débito possui valor médio de R$ 1.593,27. O volume total alcança R$ 518 bilhões.

Climatização

O governo estadual não foi tentar saber mas, até sem querer, está dando a seus estudantes da rede pública um conforto que está longe em muitos recantes do país: o ano de 2026 iniciou para 522 mil estudantes com sistemas de climatização em todas as salas de aula das suas 1.038 escolas. Em boa parte delas estão também sendo instaladas câmeras de videomonitoramento. A meta é atingir 100% em poucas semanas.

Queda do tarifaço dos EUA

Quase sete meses depois da entrada em vigor do tarifaço de 50% dos Estados Unidos contra o Brasil, que começou em 6 de agosto de 2025, a Suprema Corte dos Estados Unidos considerou ilegal as taxações do presidente Trump e derrubou a medida. O governo americano revidou com nova taxa de 10% e estuda adotar 15%. De qualquer forma, essas alternativas menores animam exportadores de SC que perderam mercado ou fizeram esforço pagando parte da taxa para manter contratos com clientes americanos. A Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) considerou positiva a derrubada das tarifas pela Suprema Corte, mas a entidade divulgou nota alertando que a reação com nova taxa evidencia a determinação da administração Trump de manter a cobrança. São decisões que aumentam a insegurança nos negócios com os Estados Unidos, afirmou o presidente da Fiesc. 

Cor do carro

A ferramenta de busca Webmotors divulgou as cores de carro mais buscadas em SC em 2025. No mercado de usados, os da cor branca foram os que mais receberam visitas, com 25,22% do total de acessos entre as 10 cores mais requisitadas. Na sequência, estão preta (20,54%), prata (17,49%), cinza (17,14%), azul (7,25%), vermelha (7,18%), verde (2,29%), marrom (1,04%), bege (0,97%) e amarela (0,89%). No lado dos carros zero quilômetro, a preta foi a mais procurada, com 25,45% dos acessos, seguida pela cinza (23,48%), branca (22,92%), azul (9,56%), prata (8,57%), vermelha (5.32%), verde (2,84%), laranja (0,81%), amarela (0,62%) e bege (0,42%).

Desemprego

O IBGE divulgou que o Mato Grosso foi o Estado com menor desemprego do Brasil em 2025, com taxa de 2,2% e SC em segundo, com 2,3%. Índices de Primeiro Mundo. Na outra ponta ficou Piauí, com 9,3% de desocupados.

NB Fios: 20 anos

Em 1º de fevereiro de 2006, nascia em Botuverá, a NB Fios, cuja trajetória, duas décadas depois, se confunde com o próprio desenvolvimento industrial do Vale do Itajaí. A decisão de fundar a empresa nasceu de uma conversa em família, movida por estratégia e visão de futuro. Até então, o empresário Nilo Barni tinha sua atuação concentrada no setor de mineração, com a empresa Calcário Botuverá. O cenário indicava estabilidade, mas também apontava para a necessidade de diversificar. Buscávamos uma alternativa para não ficar tudo numa atividade só, que era no calcário. A escolha pelo setor têxtil não foi à toa. Santa Catarina tem tradição nacional na indústria de fios e malhas. O primeiro passo foi a aquisição de uma pequena fiação em Botuverá. No início, a empresa recebeu o nome de NB Têxtil. Mais tarde, consolidou-se no mercado como NB Fios.

Transtornos do aprendizado

Logo após o começo do ano escolar é cada vez mais frequente alguns pais sejam chamados na escola porque seu filho não está acompanhando seus colegas no aprendizado escolar. Essa notícia provoca muita apreensão e os pais que devem iniciar uma maratona de avaliação visando descobrir a causa dessa dificuldade para o aprendizado. Uma pesquisa de 2024, realizada pela Equidade.info, mostra que ao redor de 12,8% dos alunos da educação básica brasileira apresentam dificuldades no aprendizado. Em números absolutos isso representa mais de 6 milhões de estudantes. A grande maioria pode ser portadora de algum transtorno específico do aprendizado como dislexia, a discalculia ou transtorno do processamento auditivo ou visual.

Fora da escola

O Ministério Público de SC se opõe severamente ao abandono dos estudos e tem até uma frente específica para isso, que é o Programa de Combate à Evasão Escolar. De 2001 até agora levou 333 mil alunos de volta para as salas de aula, salvando muitos futuros. Um êxito eloquente, resultado de ótima articulação com o Conselho Tutelar, as próprias escolas e a sociedade como um todo.

Reforço

A Justiça Federal em SC passa a contar com duas novas varas federais e uma nova Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais. As unidades funcionarão em Florianópolis, que recebeu a 10 ª.Vara Federal e a 4 ª Turma e Joinville com a 7 ª. Vara Federal. As varas (primeira instância) terão competência para julgamento de execuções fiscais, que são processos para cobranças de dívidas com a União e outros órgãos federais. A Turma (segunda instância) funcionará em Florianópolis, com especialização em matéria previdenciária.

Democracia na UFSC

A Universidade Federal de SC publicou a resolução que estabelece as normas da consulta informal à comunidade universitária para escolha de candidatos a reitor e vice-reitor. O primeiro turno será dia 1º de abril e o segundo, se houver, para 14 do mesmo mês. Tal consulta, informal e paritária, é realizada desde 1983 e precede a eleição da lista tríplice para reitor pelo Conselho Universitário. Os três candidatos mais votados comporão uma lista a ser encaminhada para o Ministério da Educação, para que o presidente da República nomeie o novo reitor ou reitora.

Lei do retorno

Nos corredores do Tribunal de Justiça de SC fala-se na “lei do retorno”, a propósito de um ex-integrante da corte, o ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça, afastado por importunação sexual. A chamada “lei do retorno” é um conceito amplamente difundido em diferentes culturas e crenças. Refere-se a ideia de que tudo o que fazemos seja bom ou ruim volta de alguma maneira. Seja pelo karma, pelo destino ou por forças universais. Sim, nossas atitudes geram consequências proporcionais no futuro.

Qualificação

O Conselho Regional de Administração de SC iniciou agenda institucional junto aos vereadores de Florianópolis para apresentar uma sugestão de proposta de lei, que pode ser levada a todo Estado, que visa instituir critérios técnicos para o cargo de secretário municipal de Administração. Entre os requisitos principais estão formação superior na área, registro profissional ativo e experiência comprovada em gestão. Missão difícil, mas que deve ser levada adiante.

Confissão plena

Apesar da extrema discrição na sua atuação, quem tem culpa no cartório treme nas bases ao saber que está no encalço Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco). Em um acordo de não persecução penal firmado recentemente, que resultou de cara, no recolhimento de R$ 16 milhões de um total de R$ 36 milhões aos cofres públicos por conta de fraudes fiscais e crimes tributários na região de Itajaí, os diretamente investigados, acompanhados por sua defesa, apresentaram confissão plena, formal e circunstancial de todos os fatos.

Imigração polonesa em Brusque

A folhinha marcava o dia 11 de junho de 1869. Os poloneses embarcaram para o trajeto de dois meses navegando a bordo da embarcação Victória, desde o porto de Hamburgo, na Alemanha, até o porto de Rio de Janeiro, no Brasil. Tanto tempo deve ter sido difícil para a travessia, enfrentando dificuldades como: ausência de água potável e fresca; comida racionada; falta de espaço para todos de uma mesma família nas cabines. Os homens foram acomodados em compartimentos diferentes dos das mulheres e crianças. Mas todos no porão. Estadia de sessenta dias de confinamento, só com água salgada para todos os lados.

Peninha

Mais de 70 entidades nacionais protocolaram carta aberta à presidente do Tribunal Superior Eleitoral, aos demais ministros da Corte e à sociedade brasileira, reagindo às declarações do comunicador gaúcho Eduardo Bueno, conhecido como Peninha, nas quais defendeu que os evangélicos não deveriam votar no Brasil, Peninha, a exemplo do ator Tuca Andrade, é outro que merecia o título anti-honorífico de “persona non grata” a SC. Em mais de uma vez destilou ódio contra os catarinenses, comemorando suas tragédias e ainda se orgulhando disso. Essa gente deveria ser formalmente informada a evitar que ponham seus pés por aqui. Caso contrário, que assumam as consequências.

Presença de agrotóxicos

Dados levantados pelo Ministério Público de SC em relatório foram enviados ao Ministério da Saúde, apontando concentração dentro dos parâmetros legais, mas revelando o uso de substâncias proibidas no Brasil.

IA deve transformar 22% das ocupações até 2030; veja as profissões em alta

O mercado de trabalho global está prestes a vivenciar uma das maiores transformações da história recente. De acordo com o Relatório Sobre o Futuro dos Empregos 2025, do Fórum Econômico Mundial, a integração da Inteligência Artificial (IA) e das tecnologias de automação devem transformar 22% das ocupações em todo mundo nos próximos cinco anos.

Apesar do receio comum sobre a substituição de humanos por máquinas, os dados trazem um cenário de otimismo. O estudo projeta a criação de 170 milhões de novos postos de trabalho, impulsionados pela economia digital, enquanto 92 milhões de funções tradicionais devem desaparecer. O resultado é um saldo positivo de 78 milhões de novos empregos.

Para Marcelo Cordeiro, coordenador dos cursos de Gestão e Tecnologias do Centro Universitário Integrado de Campo Mourão (PR), essas tendências devem se refletir na formação e no mercado brasileiro já em 2026, especialmente nessas duas áreas. “O profissional que esse cenário demanda precisa unir conhecimentos técnicos e digitais, com forte capacidade analítica e comportamento adaptável”, afirma.

A ascensão do “trabalhador aumentado”

O Relatório destaca que a IA não será apenas uma ferramenta de automação, mas um motor de produtividade. Cerca de 43% das tarefas empresariais devem ser automatizadas até 2027. Nesse contexto, surge a figura do “profissional aumentado”: aquele que utiliza a tecnologia para expandir sua capacidade analítica e criativa.

“Os futuros profissionais terão que dominar ferramentas como Business Intelligence (BI) e saber analisar dados de forma crítica. A demanda não é mais por executores de tarefas, mas por colaboradores capazes de trabalhar em conjunto com as tecnologias para otimizar processos e gerar melhores resultados”, explica Cordeiro.

Segundo o Fórum Econômico Mundial, as habilidades mais valorizadas e remuneradas pelas empresas até 2030 serão:

• Pensamento Analítico e Criativo: A capacidade de resolver problemas complexos que a máquina ainda não alcança.
• Alfabetização em IA e Big Data: Não apenas operar, mas entender e direcionar a inteligência de dados.
• Liderança e Influência Social: Competências humanas essenciais para gerir equipes híbridas (humanos e algoritmos).

Quem paga mais
De acordo com o Relatório, as áreas que lideram a criação de vagas com melhores remunerações incluem especialistas em IA, analista de dados, analista de sustentabilidade, engenheiros de energias renováveis, criatividade e profissionais de cibersegurança. Por outro lado, funções administrativas de escritório, caixas de bancos e comércios registram o declínio salarial mais acentuado.

Já em relação às competências comportamentais, o ritmo acelerado das transformações pede versatilidade. “Em um mercado dinâmico, ganharão destaque profissionais com alta adaptabilidade, criatividade, capacidade de liderança e comunicação clara. Saber trabalhar em equipes multidisciplinares já é igualmente essencial”, reforça o coordenador dos cursos de Gestão e Tecnologias do Centro Universitário Integrado, Marcelo Cordeiro.

Profissões com alta demanda (em expansão)
Confira as profissões em ascensão e as que têm o risco de extinção, segundo o Relatório Sobre o Futuro dos Empregos 2025:
Surpreendentemente, as atividades ligadas à construção civil e ao setor primário lideram o crescimento, embora com menor remuneração, seguidas de perto pela tecnologia e saúde, que pagam melhores salários.

• Construção e Infraestrutura: Carpinteiros, azulejistas e operários especializados.
• Agronegócio e Alimentos: Trabalhadores agrícolas, braçais e profissionais de processamento de alimentos.
• Logística e Transporte: Motoristas de caminhoneta, serviços de entrega, vans e motocicletas.
• Tecnologia e Gestão: Desenvolvedores de software, gestores de projetos e gerentes de operações.
• Educação e Cuidado Humano: Professores de ensino médio e superior, profissionais de enfermagem, assistência social e cuidadores pessoais.
• Varejo e Hospitalidade: Vendedores de loja e atendentes de alimentação (garçons e atendentes).

Integrado lança curso de Inteligência Artificial
“A principal dica é nunca parar de estudar. É importante escolher cursos que já utilizam tecnologias em seu cotidiano e que desenvolvam não apenas conhecimento técnico, mas também pensamento crítico e capacidade de resolver problemas”, complementa Marcelo Cordeiro.

Atento a essa realidade, o Centro Universitário Integrado inicia no primeiro semestre de 2026 o curso de Inteligência Artificial. A graduação será ofertada nas modalidades presencial, semipresencial e Ensino a Distância (EAD), terá duração de apenas 2 anos e será a primeira na região da Comunidade dos 25 Municípios da Região de Campo Mourão (COMCAM).

Sobre o Centro Universitário Integrado
Localizado em Campo Mourão–PR, o Centro Universitário Integrado oferece, há mais de 25 anos, ensino superior de excelência reconhecido pelo MEC, com nota máxima (5) no Conceito Institucional. Alinhado às demandas do mercado, a instituição busca promover uma formação voltada ao desenvolvimento de competências essenciais para os profissionais de hoje e do futuro.

Conta com infraestrutura moderna, laboratórios com tecnologia de ponta, metodologias de ensino inovadoras e um corpo docente com sólida experiência acadêmica e prática profissional.

Em 2022, implementou o Integrow — Ecossistema de Inovação Integrado, voltado à promoção da cultura empreendedora, da pesquisa aplicada e da inovação.

Atualmente, o Integrado oferece mais de 60 cursos de graduação nas modalidades presencial, semipresencial e a distância — incluindo áreas como Direito, Medicina e Odontologia — além de mais de 70 cursos de pós-graduação em diversas áreas do conhecimento.

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Com alta de 5,9%, comércio liderou expansão da economia em SC, em 2025

A atividade econômica de Santa Catarina medida pelo IBCR-SC avançou 3,5% no ano passado. O indicador do Banco Central, considerado uma prévia do PIB, mostra que SC cresceu 40% a mais do que a média do país, que foi de 2,5%. “A diversificação produtiva do estado permitiu que alguns setores pudessem aproveitar conjunturas positivas específicas e equilibrar efeitos negativos, como o tarifaço e a elevada taxa de juros”, explica o presidente da Federação das Indústrias de SC (FIESC), Gilberto Seleme.

O setor do comércio puxou o resultado, com crescimento de 5,9% em 2025, na comparação com o ano anterior. O desempenho reflete a sustentação do consumo das famílias graças ao crescimento real da renda, à desinflação de alimentos e a um mercado de trabalho altamente aquecido, segundo o economista-chefe da Federação, Pablo Bittencourt.

O segmento de supermercados e hipermercados avançou 7,4% no período, e o de equipamentos para escritório, informática e comunicações teve alta de 9,9%, movimento associado ao avanço da transformação digital e demanda por soluções de inteligência artificial.

O setor de serviços registrou aumento de 3,2%, e também registrou impactos da demanda por soluções tecnológicas. O ramo de serviços de informação e comunicação cresceu 5,1% no estado. Os serviços prestados às famílias - que incluem restaurantes, academias e escolas - avançaram 2,9% em 2025. Já os serviços profissionais, administrativos e complementares, que avançaram 5,8%, foram beneficiados pelo ciclo da construção civil.

Esse mesmo ciclo da construção, e seu encadeamento produtivo, contribuíram positivamente para o desempenho da indústria, que cresceu 3,2% no ano passado, em relação a 2024. Na análise de Bittencourt, o crescimento da produção industrial, mesmo em um cenário mais adverso, foi sustentado também pela diversidade da indústria do estado e pela presença de segmentos menos sensíveis ao ciclo econômico.

O economista destaca, no entanto, que a despeito do resultado, o ambiente macroeconômico foi desafiador para Santa Catarina e mostra sinais de desaceleração. “A restrição ao crédito, motivada pela Selic a 15% ano ano, e as incertezas no comércio global impuseram limites ao crescimento, tanto de SC como do Brasil”, explicou.

Bittencourt salienta ainda que as exportações cresceram 4,4% em 2025 apesar do tarifaço dos Estados Unidos e de políticas chinesas que privilegiam o produto nacional e que resultaram em queda nas vendas para esses mercados. “A diversificação de mercados e o fortalecimento de destinos alternativos, aliada à expansão da economia da Argentina, colaboraram para um cenário de comércio exterior resiliente”, afirmou.

Governador destaca força do agro catarinense na abertura da ExpoFemi 2026 em Xanxerê

Fotos: Roberto Zacarias/Secom GOVSC

O governador Jorginho Mello participou da abertura da 21ª edição da ExpoFemi, em Xanxerê, na noite deste sábado, 28. Além da entrega de um cheque simbólico no valor de R$ 250 mil em apoio para a realização da feira, o governador destacou a força do agronegócio na região Oeste e disse que o evento é uma demonstração do esforço e do trabalho dos catarinenses nos mais diversos setores econômicos representados na exposição. A solenidade de abertura reuniu autoridades, lideranças políticas e empresariais, além de visitantes de toda a região.

“Xanxerê e todo o Oeste catarinense são exemplos da força e do trabalho da nossa gente, então eu desejo todo o sucesso para a ExpoFemi, para quem produz, para quem vai movimentar os negócios e para quem vem garantir momentos felizes com a família. Santa Catarina é feita disso, de gente que trabalha muito e que sabe receber bem quem vem conhecer o que a gente tem de melhor”, disse Jorginho Mello.

O prefeito Oscar Martarello agradeceu a presença do governador e o apoio do Estado para a ExpoFemi 2026, reforçando que o evento é uma mostra da pujança da região, a cada ano melhor, maior e mais inovador. Na edição deste ano a Comissão Central Organizadora (CCO) espera receber um público de mais de 250 mil pessoas. Com 360 expositores, a expectativa é movimentar mais de meio bilhão em negócios nos nove dias de feira.

“Chegamos a este dia com esse espetáculo maravilhoso, mostrando a grandeza da nossa cidade. Deixo um convite para que, nestes nove dias de feira, tenhamos aqui o metro quadrado com o maior número de grandes negócios. Que este seja um espaço de reencontros em um ambiente que preparamos com carinho”, afirmou o prefeito.


Após a solenidade de abertura oficial, o governador percorreu o parque de exposições, visitou estandes de expositores e pavilhões da feira.

A ExpoFemi 2026 acontece no Parque Rovilho Bortoluzzi, reúne exposições, setor agropecuário, indústria, comércio, gastronomia, shows nacionais e atrações para toda a família. Ao longo dos próximos dias, até 8 de março, o evento segue com uma agenda diversificada, consolidando-se como uma das maiores feiras multissetoriais da região, movimentando a economia e o turismo de Xanxerê.

Cooperativas de energia investem R$ 280 milhões com apoio do Governo de Santa Catarina

Foto: SecomGOVSC

Cooperativas de energia e empresas de distribuição estão investindo um pacote de R$ 280 milhões para ampliação e modernização da rede elétrica em Santa Catarina. São novos postes, religadores, subestações, transformadores e equipamentos que vão garantir mais segurança energética e qualidade de fornecimento, sobretudo em áreas rurais. Os investimentos recebem apoio do Governo do Estado por meio da Política Estadual de Apoio às Cooperativas de Energia Elétrica de SC (Peacesc).

A Peacesc já aprovou 37 projetos de investimentos na rede elétrica catarinense de mais de 20 cooperativas e empresas de distribuição, beneficiando, assim, dezenas de municípios. O apoio do Governo do Estado ocorre através de incentivo fiscal. Ou seja, a distribuidora de energia elétrica realiza investimentos e, como contrapartida, recebe crédito de ICMS correspondente ao valor aplicado no limite de 20% do recolhimento anual do imposto. Até fevereiro foram mais de R$ 50 milhões em crédito concedido.

O governador Jorginho Mello afirma que a medida é fundamental para destravar investimentos. “Santa Catarina está crescendo forte, acima da média nacional, e precisa de energia de qualidade na área rural também. O apoio para as cooperativas é certeiro porque beneficia pequenos municípios, pequenos produtores de leite, e de outros produtos agrícolas, que agora contam uma energia mais robusta, trifásica e que não cai tanto, sem risco de perder tudo que produziu”, afirma.

Incentivo acelerou a ampliação da infraestrutura de energia
A concessão do benefício é operacionalizada em parceria pela Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Serviços (Sicos) e Secretaria de Estado da Fazenda (SEF). “A Peacesc é uma iniciativa fundamental sobretudo para destravar investimentos no setor energético. Essa política, ao lado de investimentos recordes por meio da Celesc e Programa Energia Boa, está garantindo o futuro de Santa Catarina no fornecimento e geração de energia”, destaca o secretário da Sicos, Silvio Dreveck.

Conforme o presidente da Federação das Cooperativas de Energia de SC (Fecoerusc), Edson Flores da Cunha, o incentivo fiscal foi decisivo para a realização dos investimentos. “Algumas obras estão prontas, outras ficarão prontas no decorrer do ano, entre subestações, linhas de transmissão e linhas trifásicas. Esse programa está ajudando a chegar no homem do campo uma energia com mais qualidade. Sem esses recursos, muitas cooperativas não teriam iniciado essas obras”, destaca.

Investimentos em energia garantem impactos positivos na ponta
Um dos projetos aprovados é, por exemplo, a aquisição de um transformador para a nova subestação da Coorsel. A cooperativa atende consumidores em Treze de Maio, Orleans, Pedras Grandes e Tubarão, no Sul do Estado. O incentivo fiscal via Peacesc deu sobretudo capacidade financeira para que a cooperativa continue modernizando e ampliando a infraestrutura energética na região. O investimento vai beneficiar as mais de 7,6 mil unidades consumidoras atendidas pela cooperativa.

“O investimento vai ajudar os associados a ter uma energia de qualidade, com confiabilidade e estabilidade no sistema. Vamos cadastrar outros projetos que com certeza vão nos ajudar bastante na parte de operação e distribuição de energia”, celebra o engenheiro da Coorsel, Helton Weber Stang.

Outro projeto aprovado pela Peacesc é a construção da nova linha de transmissão da Cegero e Cerbranorte. As cooperativas atendem São Ludgero e Braço do Norte, respectivamente, além de municípios vizinhos. Com a nova linha, as cooperativas reduziram o custo de transporte da energia, o que trará, portanto, impactos positivos na tarifa para os consumidores.

“Esse investimento vai impactar diretamente nos consumidores locais, dando mais qualidade, eficiência, bem como economia no fornecimento de energia”, destaca o presidente da Cerbranorte, Alex Wiggers. “É um investimento histórico, uma parceria inovadora e saudável que deu muito certo”, disse o presidente da Cegero, Tito Hobold.

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