
O Ministério da Fazenda divulgou, nesta quinta-feira (15), o relatório Prisma Fiscal, que revela um aumento no pessimismo dos agentes financeiros em relação às contas públicas de 2026. A mediana das projeções para o deficit primário subiu de R$ 72,1 bilhões (estimados em dezembro) para R$ 72,4 bilhões.
Os números do mercado contrastam fortemente com as diretrizes do governo. A meta fiscal para 2026 estabelece um superavit primário de R$ 34 bilhões (0,25% do PIB), enquanto o Orçamento aprovado prevê um saldo positivo ligeiramente maior, de R$ 34,5 bilhões.
O Desafio da Meta
A regra fiscal permite uma banda de tolerância de 0,25 ponto percentual. Isso significa que o resultado mínimo aceitável para o governo é de 0% do PIB (equilíbrio fiscal). No entanto, com a projeção de um rombo superior a R$ 72 bilhões, o mercado indica que o governo poderá ter dificuldades para atingir até mesmo o limite inferior da meta.
Deficit Nominal e Juros
Quando são incluídos os gastos com o pagamento de juros da dívida pública, os números são ainda mais expressivos, embora tenham apresentado uma leve melhora nas estimativas:
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Deficit Nominal 2026: A projeção caiu de R$ 1,09 trilhão para R$ 1,04 trilhão.
Deficit Primário 2027: Economistas reduziram a previsão de R$ 54,9 bilhões para R$ 52,0 bilhões.
Dívida Pública em Ascensão
A trajetória do endividamento brasileiro segue como ponto de atenção para os investidores. Os analistas mantiveram a projeção da Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) em 83,70% do PIB para este ano. Para efeito de comparação, o último dado oficial disponível (novembro) apontava o endividamento em 79%. Para 2027, a expectativa é que a dívida alcance 87% do PIB.
O SuperKoch, marca do Grupo Koch, completa 31 anos em setembro e lança a campanha especial de aniversário “Aniversário Turbinado”, para envolver os clientes em uma grande celebração. A ação estará ativa em todas as lojas da rede ao longo do mês, com sorteios de vales-compras e promoções.
Fundado em 1994, em Tijucas, o SuperKoch chega aos 31 anos e segue em expansão. A marca de varejo do Grupo Koch, que é a maior rede supermercadista de Santa Catarina e a 10ª maior do Brasil, segundo ranking 2025 da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Qualidade e economia seguem como pilares do SuperKoch, que trabalha com produtos sempre frescos e selecionados, prezando por um atendimento acolhedor e por um ambiente de compras organizado e conveniente. O mix é variado e atende desde a compra do dia a dia até as ocasiões especiais em família, com preços competitivos que garantem economia sem abrir mão da qualidade.
Para o CEO do Grupo Koch, José Koch, o aniversário é mais do que uma data comemorativa. “Chegar aos 31 anos é motivo de alegria para todos nós. Essa trajetória foi construída com muito trabalho, dedicação e, principalmente, com a confiança dos clientes. Com essa campanha, queremos retribuir com prêmios e também com ações que impactem positivamente as comunidades em que estamos presentes, por isso iremos oferecer ainda mais economia e ofertas especiais de aniversário”, diz.
Assim como nos últimos anos, a campanha de aniversário reforça o conceito de que a comemoração não é apenas individual, mas coletiva. A dinâmica terá promoções semanais, sorteios instantâneos nos caixas e descontos ao longo do mês. Além disso, clientes cadastrados no Clube K, o app de vantagens do Grupo Koch, que comprarem a partir de R$ 100 mais um produto de marcas parceiras (Ambev, Monster, 3 Corações, Óreo, Nestlé e Girando Sol) poderão ter a chance de ganhar R$ 700 em vale-compras direto no caixa.


O Sindicato das Indústrias de Bebidas de Santa Catarina (Sindibebidas) tem uma nova diretoria para o triênio 2025-2028. A entidade que representa o setor em pautas como trabalhista e tributária tem mais de 50 anos de fundação e, desde 2021, fortaleceu sua atuação a partir da estadualização da atuação. O presidente do Sindibebidas para os próximos três anos é Fernando José de Oliveira, diretor da Zehn Bier, de Brusque (SC).
O executivo conta que os resultados da associação são muito importantes, mesmo com uma recente movimentação mais intensa. “São apenas 30 associados, que mantêm uma instituição que faz muita diferença na competitividade das empresas do setor. Nosso principal desafio é ampliar essa base para trazer resultados ainda mais efetivos para além das negociações trabalhistas, que já são fundamentais”, diz.
Além da presidência de Fernando, a nova gestão conta ainda com a vice-presidência de Larissa Schmitt (Das Bier, de Gaspar/SC) e integram a diretoria Valmir Zanetti (Cerveja Blumenau, de Blumenau/SC), Michele Borck (Borck Cervejaria, de Timbó/SC) e André Grützmacher (Balbúrdia Cervejaria, de Blumenau/SC).
O conselho fiscal é formado por Mauro Perosa (Wunder Bier, de Blumenau/SC), Frederico Jaeger Neto (Handwerk Cervejaria, de Ibirama/SC), Cassiano Moser (Schornstein, de Pomerode/SC), Érico Augusto (Alfero Cervejaria, de Nova Trento/SC) e Marcelo Dalazen (Big Jack Cervejaria, de Orleans/SC).
A história do sindicato começou em 1973 em conjunto com outros segmentos. Em 2010, o foco foi ajustado para o atendimento exclusivo ao segmento de bebidas. Já em 2021, ampliou a atuação para outros municípios e assumiu as atribuições da Associação Catarinense das Cervejarias Artesanais (Acasc) com a extinção da associação.
Ações em andamento
Entre as recentes vitórias do Sindibebidas está um alinhamento sobre a atuação do Conselho Regional de Química (CRQ) na indústria de bebidas. As empresas associadas ao sindicato já possuem um entendimento embasado pelo judiciário de que há necessidade de um profissional químico atuando nos negócios, mas que o CNPJ não tem a obrigatoriedade de estar associado à entidade.
Já entre os diversos projetos que atualmente estão na pauta do Sindibebidas, há dois em destaque. O primeiro, em tramitação desde 2023 em consonância com o deputado estadual Napoleão Bernardes, é a exclusão da substituição tributária do setor de cervejarias no estado. O projeto já passou pelas comissões da casa e está apto a votação.
Há também um alinhamento sendo realizado pelo Sindibebidas com os órgãos de fiscalização a partir da instalação do Serviço de Inspeção Estadual de Produtos de Origem Vegetal (Siepov) que está em curso.
O Sindibebidas representa as empresas de aguardentes e destilados, cervejas, águas envasadas, sucos, energéticos e outras bebidas em mais de 250 municípios de Santa Catarina. O trabalho realizado pela entidade reverbera em mais de 300 negócios no estado. Mais informações estão em www.sindibebidas.com.br.
Cassiano Mota, Frederico Jaeger Neto, Fernando José de Oliveira, Larissa Schmitt e Michele Borck integram o novo momento do Sindibebidas
Foto: Divulgação
Porto Belo (SC) acaba de entrar no seleto grupo das dez cidades brasileiras com maior demanda por imóveis residenciais de médio e alto padrão, segundo o mais recente Índice de Demanda Imobiliária (IDI Brasil), divulgado pela CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção). Entre as 77 cidades avaliadas no país, o município ocupa a 8ª posição no segmento médio padrão (imóveis entre R$ 575 mil e R$ 811 mil) e a 7ª colocação no alto padrão (imóveis acima de R$ 811 mil).
O desempenho reforça a ascensão de Porto Belo como novo polo de investimentos imobiliários no Brasil e acompanha a valorização expressiva de empreendimentos locais, como o Hera Phacz Home, que já acumula alta de 35% desde o lançamento em 2022. Outro destaque da Phacz, o Blue Forest, também apresenta valorização anual superior a 30%.
A crescente procura por imóveis na cidade se reflete diretamente no valor do metro quadrado. Em Balneário Perequê, bairro nobre de Porto Belo, os imóveis já são comercializados por valores em torno de R$35 mil/m², ainda assim, são menores do que os praticados em Balneário Camboriú, onde lançamentos recentes ultrapassaram os R$ 100 mil/m².
“Porto Belo é, hoje, um dos mercados mais promissores para quem busca segurança e retorno. Temos uma demanda crescente, especialmente por imóveis de médio e alto padrão, e um volume ainda limitado de produtos. Essa equação impacta diretamente na valorização imobiliária, como comprovado por estudos recentes. Por isso, esse é o momento ideal para investir: quem entrar agora ainda encontra preços acessíveis em relação a outras cidades que já tiveram um boom”, afirma Esdras Constantino, diretor comercial e de marketing da Phacz Empreendimentos. “A projeção é que a cidade registre até 30% de valorização nos próximos dois anos, à medida que as obras estruturantes avançarem e novos empreendimentos forem entregues”.
O cenário promissor é impulsionado por fatores como natureza preservada, localização estratégica e projetos residenciais que fogem do padrão convencional. Localizado a poucos metros da Praia de Perequê, o Hera se tornou o primeiro edifício com o conceito “puzzle living” do país, com seis plantas diferentes que se alternam ao longo da torre e uma fachada dinâmica.
Para Ana Clara Zanon, sócia-proprietária da Phacz, o sucesso dos projetos da incorporadora é resultado da aposta na diferenciação. “Não repetimos fórmulas. A cada novo empreendimento, buscamos uma solução exclusiva, que realmente entregue qualidade de vida e valor percebido para quem compra. Esse cuidado é o que garante não apenas boa liquidez, mas valorização consistente ao longo do tempo”, afirma.
Com 14 empreendimentos entregues, em obras e em fase de lançamento, a Phacz projeta mais de R$ 3 bilhões em valor geral de vendas em Porto Belo nos próximos cinco anos. Todos os lançamentos seguem padrões de sustentabilidade reconhecidos internacionalmente, como os selos LEED e WELL, e estão concentrados em Balneário Perequê, uma das regiões com maior potencial de valorização do litoral catarinense.
Sobre a PHACZ
Fundada em 2007, a PHACZ Empreendimentos é uma construtora familiar catarinense que alia inovação, solidez e compromisso com a sustentabilidade em cada projeto. O nome PHACZ representa as iniciais de seus fundadores: Paulo Henrique (PH), Ana Clara (AC) e o sobrenome Zanon (Z), família que carrega décadas de experiência no setor da construção civil. Com atuação marcada por responsabilidade ambiental, a empresa foi a primeira construtora a conquistar o selo LEED residencial em Santa Catarina, chancela internacional que reconhece construções sustentáveis. A PHACZ é também precursora da ACIP (Associação de Construtoras e Incorporadoras de Porto Belo), com o objetivo de promover obras de grande relevância e impacto positivo, sem comprometer a identidade cultural local.


A Confederação Nacional da Indústria (CNI) e o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) promovem na quinta-feira (28/8), em Brasília, o evento “Construindo Pontes para o Fórum Econômico Internacional América Latina e Caribe: Diálogo Brasil-Panamá”.
O encontro marca o início da construção da agenda do Fórum Econômico Internacional América Latina e Caribe, que ocorrerá no Panamá em janeiro de 2026, com foco em integração regional, conectividade logística, comércio sustentável, desenvolvimento agroindustrial e atração de investimentos estratégicos, considerando o papel do Panamá como hub logístico e plataforma de reexportação.
Entre as autoridades previstas estão o presidente do Panamá, José Raúl Mulino, o ministro para Assuntos do Canal, José Ramón Icaza, o presidente do CAF, Sergio Díaz-Granados, o vice-presidente da CNI, Paulo Afonso, além de representantes de empresas brasileiras exportadoras.
Confira a programação completa
https://www.portaldaindustria.com.br/eventos/pt/edicoes/construindo-pontes-para-o-forum-economico-internac?v=f&c=CNI&p=&t=publica-base-fluida.html
Para Ricardo Alban, a região vive um momento decisivo. “Somos uma região com imenso potencial, temos abundância de recursos naturais, uma população jovem e empreendedora e uma matriz energética diferenciada. Mas também carregamos desafios históricos que precisam ser enfrentados com urgência: baixa produtividade, desigualdade social persistente, vulnerabilidade frente às mudanças climáticas e a necessidade de maior integração, tanto logística quanto comercial. Precisamos transformar esse potencial em desenvolvimento concreto para a nossa região”, destaca.
A programação inclui painéis técnicos e debates estratégicos sobre comércio e logística, além de oportunidades para networking.
Durante o encontro, será assinado um Memorando de Entendimento (MoU) que formaliza a parceria institucional entre CNI e CAF pelos próximos três anos, com foco na integração regional e no desenvolvimento sustentável. O evento conta com o apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).
Exportações brasileiras para o Panamá
Entre 2022 e 2024, os principais produtos exportados do Brasil para o Panamá foram: coque e produtos petrolíferos (51,8%), máquinas e equipamentos (6,7%), petróleo bruto e gás natural (6,3%), veículos automotores, reboques e semirreboques (5,5%) e produção vegetal, animal e caça (5,2%).
Em termos de produtos, destacaram-se óleos combustíveis de petróleo (51,8%), óleos brutos de petróleo (6,3%) e milho não moído (4,1%).
A Federação das Indústrias de SC (FIESC) divulgou nesta terça-feira o resultado da análise expedita realizada pelo consultor Ricardo Saporiti nas obras das rodovias SC-305 e SC-283 no Oeste catarinense. Segundo o estudo, a execução das obras foi avaliada como boa e a restauração e ampliação de trechos de ambas são melhorias significativas em relação ao estado precário em que se encontravam nas análises anteriores realizadas pela entidade.
Para a FIESC, as duas rodovias têm importância estratégica para o estado, já que seu entorno abriga 49,3 mil empresas, cerca de 419 mil empregos e um PIB de cerca de R$ 71,6 bilhões.
O engenheiro Ricardo Saporiti disse, contudo, que considera difícil a conclusão das obras da SC-283 dentro do prazo previsto pelo contrato. “No trecho entre Mondaí e Palmitos as obras estão paralisadas e no trecho entre Chapecó e o acesso a Arvoredo faltam cerca de 16% das obras para conclusão, com o contrato vigente até o próximo dia 30 de setembro”, informou.
A FIESC destacou a utilização de pavimento rígido nos segmentos da SC-305, já que concreto oferece maior durabilidade, menor custo de manutenção a longo prazo, maior segurança devido à melhor visibilidade e menor distância de frenagem.
O presidente da Câmara de Transporte e Logística da FIESC, Egídio Martorano, destacou a necessidade de continuidade dos investimentos e fiscalização das obras para o cumprimento das metas.
Confira a íntegra do estudo.
Rodovias analisadas:
SC-305 (São Lourenço do Oeste - Campo Erê) - Extensão de 28 km.
· Obras com pavimento rígido sobre base flexível
· Contrato de R$ 146 milhões, 42% executado.
· Execução considerada muito boa, porém, há risco de não ser concluída no prazo previsto - novembro/2025.
SC-283 (Vários segmentos, total superior a 100 km)
· Projetos e obras em diferentes estágios, alguns em andamento e outros paralisados.
· Trecho Itapiranga-Mondaí com 40% do projeto executivo concluído.
· Trecho Mondaí-Palmitos paralisado, comprometendo restauração.
· Avanço significativo no trecho Chapecó/acesso à Arvoredo (84%).
· Segmento Arvoredo-Seara com menos de 9% concluído.
· Contratos variam entre R$ 2 milhões a R$ 135 milhões.
Estrada Boa
O secretário de infraestrutura Jerry Comper apresentou o andamento das obras do programa Estrada Boa em todas as regiões catarinenses. Ele destacou que o investimento de R$ 3,5 bilhões é o maior da história em rodovias estaduais e salientou a entrega de obras importantes e esperadas há muito tempo pelos catarinenses. O programa deve recuperar 1.500 km de rodovias em 231 municípios, com previsão de conclusão entre 2025 e 2026.
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas


Márcio Coimbra*
Entre os muros da Cidade Proibida, símbolo de um passado marcado pela discrição, ressoa hoje um eco que se projeta sobre Zhongnanhai, o atual centro nervoso do poder chinês. Ali, atrás de portões fechados e corredores vigiados, definem-se em silêncio os destinos da política externa de uma das grandes potências do planeta. Naquele mundo, a regra é simples: decisões cruciais não são explicadas, apenas sentidas pelo mundo.
Foi nesse cenário que a diplomata Sun Haiyan, ex-embaixadora em Singapura e vice-chefe do Departamento Internacional do Partido Comunista, desapareceu da cena política. Seu superior, Liu Jianchao — nome tratado como sucessor natural de Wang Yi, atual Ministro das Relações Exteriores — teve destino similar: interrogatórios, rumores e silêncio. Ambos seguem nos registros oficiais como se ainda estivessem em seus cargos. A burocracia se encarrega de manter a ilusão; a realidade, porém, já os apagou.
Estes não são casos isolados. Em 2023, Qin Gang, então Chanceler, foi igualmente removido sem explicação. Esses desaparecimentos sucessivos revelam algo mais profundo: até mesmo a diplomacia chinesa, que deveria sinalizar estabilidade e continuidade, na verdade é vulnerável à lógica interna e regras do Partido Comunista, que privilegia disciplina e lealdade acima da previsibilidade e estabilidade política.
O problema é que essa opacidade não se limita às paredes de Zhongnanhai. Ela vaza para além de suas fronteiras, tornando-se risco exportado. Parceiros comerciais, governos e investidores precisam lidar com uma China em que os interlocutores podem sumir de um dia para o outro. A pergunta que fica é: Como negociar compromissos estratégicos em condições tão incertas? O comércio e a geopolítica exigem confiança, mas Pequim oferece em seu cardápio apenas mistério e incerteza.
Sob Xi Jinping, a diplomacia passou a refletir o estilo do próprio regime: centralizada, rígida, pouco transparente — e, por isso mesmo, imprevisível. O resultado é um mundo forçado a interpretar ausências, decifrar sinais, ler entrelinhas. A instabilidade interna do Partido, em vez de assunto doméstico, tornou-se elemento de insegurança global.
A lição que se impõe é dura: nos corredores de Zhongnanhai, o silêncio não é vazio, mas instrumento de poder. Quanto menos se explica, mais espaço há para a disciplina interna, mas também para a incerteza. É nesse contraste entre opacidade e influência global que reside o paradoxo da China contemporânea: uma potência que aspira confiança, mas cultiva o segredo como método.
O Brasil, maior parceiro comercial da China na América Latina, deveria observar esses movimentos com atenção redobrada. Não basta comemorar os números do agronegócio ou a expansão do comércio bilateral. É preciso compreender que, ao atravessar Xinhuamen (Portão da Nova China), e adentrar em Zhongnanhai, onde o poder realmente se move, não há espaço para ingenuidade. Ali, a política externa não se conduz à luz do dia, mas entre sombras — as mesmas que têm provocado reiterados episódios de instabilidade em sua diplomacia.
*Márcio Coimbra é CEO da Casa Política e Presidente-Executivo do Instituto Monitor da Democracia. Conselheiro da Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais (Abrig). Cientista Político, mestre em Ação Política pela Universidad Rey Juan Carlos (2007). Ex-Diretor da Apex-Brasil e do Senado Federal
O governo federal anunciou nesta segunda-feira (25) a abertura de uma linha de crédito de R$ 12 bilhões destinada a financiar a chamada “indústria 4.0”, conceito que reúne tecnologias digitais como Internet das Coisas (IoT), inteligência artificial (IA) e automação em processos industriais.
Do total disponibilizado, R$ 10 bilhões serão repassados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e outros R$ 2 bilhões pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Os recursos são voltados para a aquisição de bens de capital, como máquinas e equipamentos.
Segundo o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, as taxas de juros variam entre 7,5% e 8% mais o spread. “São juros bem mais em conta para a modernização do parque industrial, melhora de eficiência energética e redução de custos”, afirmou durante a apresentação do programa, no Palácio do Planalto.
A nova linha de crédito foi anunciada em um contexto de dificuldades para a indústria nacional, que enfrenta impactos externos, incluindo medidas tarifárias adotadas pelos Estados Unidos. De acordo com o governo, os financiamentos já estão disponíveis para contratação.


Candidatos devem procurar uma das 140 unidades do Sine em Santa Catarina ou acessar o Portal Emprega Brasil – Foto: Ricardo Wolffenbuttel/Arquivo/Secom
O Sistema Nacional de Emprego de Santa Catarina (Sine/SC) começa a semana ofertando 9.973 vagas de trabalho em todo o estado, sendo 472 destinadas exclusivamente a pessoas com deficiência (PcD). As oportunidades abrangem diferentes níveis de escolaridade e perfis profissionais, desde funções operacionais até cargos técnicos e de nível superior, reforçando a diversidade do mercado catarinense.
De acordo com o secretário de Estado Indústria, Comércio e Serviços (Sicos), Silvio Dreveck, o volume de vagas demonstra a força da economia catarinense e a importância do Sine na aproximação entre trabalhadores e empresas. “Santa Catarina segue como destaque nacional na geração de empregos e o Sine tem um papel fundamental nesse processo, garantindo que as oportunidades cheguem à população em todas as regiões do estado. Nosso trabalho é facilitar o acesso ao mercado e apoiar tanto quem busca um emprego quanto quem precisa contratar”, afirmou.
Os interessados podem acessar a lista completa de vagas pelo portal Emprega Brasil ou buscar atendimento presencial nas unidades do Sine mais próximas.
Confira as vagas por região:
Grande Florianópolis – 2.966 vagas
● Biguaçu: 140
● Canelinha:10
● Florianópolis: 397 pcd 106
● Palhoça:17
● São João Batista: 59
● São José: 1.478 pcd 121
● Tijucas: 865 pcd 03
Vale do Itajaí – 2.322 vagas
● Ascurra: 66
● Balneário Camboriú: 308
● Blumenau: 395 pcd 38
● Brusque: 397 pcd 04
● Camboriú: 04
● Gaspar: 103
● Ibirama: 32
● Indaial: 205
● Itajaí: 188 pcd 36
● Itapema: 131 pcd 01
● Navegantes: 113 pcd 31
● Penha: 120 pcd 01
● Pomerode: 134
● Rio do Sul: 32
● Rodeio: 01
● Timbó: 93
Oeste – 1.462 vagas
● Abelardo Luz: 57
● Chapecó: 486 pcd 05
● Concórdia: 301 pcd 04
● Mondaí: 08
● São Carlos: 04
● São Lourenço D’Oeste: 10
● São Miguel do Oeste: 409 pcd 02
● Seara: 130 pcd 50
● Xanxerê: 56 pcd 02
● Xaxim: 01
Sul – 1.197 vagas
● Araranguá: 140 pcd 14
● Capivari de Baixo: 06
● Cocal do Sul: 11
● Criciúma: 128 pcd 05
● Forquilhinha: 165
● Garopaba: 138 pcd 01
● Gravatal: 23
● Içara: 30
● Imbituba: 169 pcd 02
● Laguna: 63
● Morro da Fumaça: 146 pcd 01
● Nova Veneza: 06
● Praia Grande: 10
● Tubarão: 156
● Turvo: 04
Norte – 662 vagas
● Araquari: 117 pcd 01
● Canoinhas: 33
● Garuva: 71
● Guaramirim: 15
● Itaiópolis: 37
● Jaraguá do Sul: 06
● Joinville: 182 pcd 38
● Mafra: 33
● Porto União: 13
● Rio Negrinho: 33
● São Bento do Sul: 90
● São Francisco do Sul: 32 pcd 03
Meio-Oeste – 825 vagas
● Caçador: 152
● Campos Novos: 85
● Capinzal: 423
● Curitibanos: 76
● Joaçaba: 205 pcd 01
● Videira: 265
Serra Catarinense – 539 vagas
● Correia Pinto: 64
● Lages: 398 pcd 02
● São Joaquim: 77
Em um movimento para ampliar o alcance do turismo brasileiro, a Embratur e a Federação Brasileira de Albergues de Juventude (FBAJ) firmaram, nesta quinta-feira (21), um Protocolo de Intenções. A assinatura, realizada no estande da Embratur durante o Salão Nacional do Turismo em São Paulo, sela o compromisso de desenvolver uma estratégia conjunta para a promoção internacional dos hostels do Brasil.
De acordo com o presidente da Embratur, Marcelo Freixo, a parceria contribui para a diversificação da imagem do Brasil no exterior. "Este protocolo é um passo fundamental para mostrarmos ao mundo um Brasil plural, moderno e acessível. Os hostels são um celeiro de diversidade cultural e representam a hospitalidade calorosa do nosso povo. Ao fortalecer este segmento, estamos dialogando diretamente com a juventude global, os nômades digitais e todos que buscam uma imersão verdadeira em nossos destinos", afirmou.
Para o presidente da FBAJ, Alex Vieira de Deus, esta parceria é o reconhecimento da força e do potencial dos hostels brasileiros. “A assinatura deste Protocolo de Intenções nos permitirá fortalecer a presença dos hostels do Brasil no mercado internacional. Esta parceria é um reconhecimento da importância da hostelaria brasileira, como indutores do turismo de experiência e turismo criativo. Nosso objetivo é apresentar os hostels como a melhor opção de hospedagem para os viajantes internacionais que buscam experiências autênticas e de alta qualidade”, disse.
Atribuições
Com vigência de 12 meses, o acordo estabelece uma cooperação mútua para posicionar o Brasil como um destino competitivo e atraente para viajantes que buscam experiências autênticas, sustentáveis e com grande poder de conexão cultural.
Entre as obrigações da Federação Brasileira dos Albergues de Juventude, está a realização de um diagnóstico completo da rede de hostels. O objetivo é identificar os empreendimentos que já possuem estrutura para receber o turista internacional e aqueles com potencial para adequação. A FBAJ também será responsável por mobilizar os empresários do setor, compartilhar materiais de divulgação e ajudar a construir uma rede de contatos para potencializar as iniciativas.
“Em nome do Presidente Marcelo Freixo, queremos agradecer toda a equipe técnica da Embratur, pelo carinho e cuidado que a hostelaria vem recebendo e que resultou nesse importante plano de trabalho desenvolvido a quatro mãos, focado em ações estratégicas. Faremos um diagnóstico para identificar os hostels que já estão preparados para o público internacional, bem como orientá-los para atender a essa demanda. Este é o início de uma nova fase para os hostels do Brasil, e estamos confiantes de que, com essa união de esforços, alcançaremos resultados notáveis na promoção dos hostels do nosso país”, pontuou Alex Vieira de Deus.
À Embratur, caberá usar sua expertise em promoção internacional para apoiar a participação dos hostels brasileiros em feiras, eventos e campanhas nos mercados estratégicos. A Agência também auxiliará na orientação técnica para a formatação de produtos turísticos competitivos e na ampla divulgação da Marca Brasil, incentivando seu uso para consolidar a imagem do país.
“A Marca Brasil é nosso cartão de visitas. Ao integrá-la, os hostels se associam a uma imagem de sustentabilidade e diversidade. Vamos contar as histórias que nascem nesses espaços para os viajantes que buscam mais que uma simples viagem”, complementou Freixo.
Diferencial
Um dos pilares do protocolo é o compromisso com a sustentabilidade e a inovação. As duas entidades se comprometem a orientar o setor sobre boas práticas, compartilhar dados e estudos sobre turismo responsável e garantir que esses valores sejam o alicerce do Plano de Trabalho.
Com a assinatura do documento, Embratur e FBAJ formalizam uma aliança que busca aumentar o fluxo de turistas internacionais, fortalecendo a economia local e consolidando o Brasil como um destino de vanguarda para as novas gerações de viajantes.


Nomeado em agosto de 2025 como o novo CEO da TCP, empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá, Jacky Song traz consigo mais de 20 anos de experiência no setor portuário. Nascido em 1980, Song é formado em Contabilidade Internacional pela Universidade de Línguas Estrangeiras de Tianjin e iniciou sua carreira em 2003 no principal terminal da China Merchants Port Holdings (CMPort), o Shekou Container Terminal (SCT), em Shenzhen, na China.
Para ampliar sua experiência internacional, em 2014, assumiu o cargo de diretor de operações (COO) na Port of Djibouti S.A. (PSDA), onde liderou projetos importantes, como a execução do projeto do terminal, a aquisição de equipamentos e a condução de obras no terminal multipropósito. Em 2018, foi para o Tincan Island Container Terminal (TICT), na Nigéria, como vice-diretor executivo, estando à frente do projeto de negociação de expansão e concessão do terminal.
Em 2022, retornou à CMPort como vice-gerente geral do departamento comercial, atuando também como diretor do conselho do TICT e da Kumport. Em Shenzhen, liderou projetos como a implementação do sistema operacional de terminal CTOS (Container Terminal Operation System) e do projeto ERTG no SCT.
Em junho de 2024, Song foi nomeado para o cargo de diretor comercial da TCP (CCO), no mesmo ano em que a empresa alcançou um crescimento de 24% e um volume total recorde de 1,558 milhão de TEUs (medida equivalente a um contêiner de 20 pés) movimentados. De acordo com Song, esse resultado destaca a sólida posição competitiva da TCP e sua forte capacidade de resposta ao mercado portuário brasileiro.
“Aproveitando nossa extensa rede de transporte marítimo e recursos de transporte intermodal, estabeleceremos um corredor logístico altamente eficiente que chegará ao interior do Brasil e a toda a América do Sul, oferecendo serviços de cadeia de suprimentos globais de alta qualidade para clientes finais locais e companhias marítimas. Nosso objetivo é tornar a TCP o parceiro mais confiável do Brasil”, ressalta o CEO.
Atualmente, a TCP conta com o maior parque de máquinas entre os terminais portuários da costa brasileira, com 69 Terminal Tractors (TT) e 40 guindastes pórticos sobre pneus (RTG). O Terminal também possui o maior pátio para armazenagem de contêineres refrigerados da América do Sul, com 5.268 tomadas, e é o maior concentrador de linhas marítimas do país, com 23 serviços marítimos.
Para o seu futuro à frente da TCP, Song destaca o pioneirismo global da CMPort no desenvolvimento de portos verdes, com projetos neutros em carbono, e na implementação de tecnologias essenciais, como o armazenamento de energia solar, equipamentos automatizados e alternativas de energia de baixo carbono.
Sendo a TCP um ativo estratégico importante para a CMPort na América do Sul, Song explica que o Terminal busca um crescimento robusto no desempenho operacional, mas também valoriza a coexistência harmoniosa com o meio ambiente, o desenvolvimento participativo com os colaboradores e as relações de confiança baseadas na cooperação benéfica com seus clientes globais.
“Vamos enfrentar conjuntamente os desafios climáticos globais com o governo brasileiro e as empresas locais para alcançar o desenvolvimento sustentável. Por meio de bases operacionais sólidas e modelos de cooperação inovadores, a empresa aspira a se tornar um parceiro estável e de longo prazo no mercado brasileiro, apoiando o crescimento econômico sustentável da região”, afirma Song.
Na missão de reduzir as desigualdades sociais e ampliar as oportunidades pela educação de qualidade, o Instituto Portonave oferece curso gratuito de Português como Língua de Acolhimento a migrantes e refugiados que vivem em Navegantes e região. Em parceria com o Sinergia Sistema de Ensino, o Instituto abre 45 vagas para 60 horas de aulas em níveis básico, intermediário e avançado. As aulas serão oferecidas uma vez por semana no colégio Sinergia, das 18h30 às 22h. Para os alunos de nível básico, os estudos serão às terças-feiras; nível intermediário, às quartas-feiras; e avançado, às quintas.
A iniciativa é destinada a migrantes de todas as idades e nacionalidades que possuem interesse em aperfeiçoar o idioma. A inscrição pode ser feita pelo link disponibilizado pelo Instituto Portonave: https://forms.office.com/pages/responsepage.aspx?id=fcEKuFoRNUiLKsLUoqQz3d2CovTACnxMpcbsPFOG7IZUM0hWWlRNRTZEQVFLVFY3UVNKN0dLSjVSNS4u&origin=lprLink&route=shorturl. Serão 12 semanas de curso, com quatro horas semanais presenciais e 12 horas de atividades complementares.
O domínio da língua portuguesa é uma ferramenta essencial para garantir autonomia, cidadania e acesso a novas oportunidades. Por meio do curso, o Instituto Portonave busca a inclusão de migrantes e refugiados que querem recomeçar suas trajetórias, especialmente na cidade de Navegantes. Ao final, os alunos receberão um certificado que poderá ser utilizado para o processo migratório junto à Polícia Federal.
As aulas terão início no dia 3 de setembro, data em que os participantes de todos os níveis serão recebidos para as orientações iniciais e a realização do teste de nivelamento. Essa etapa é fundamental para garantir o melhor aproveitamento do conteúdo ao longo do curso. A metodologia abrange abordagem comunicativa e intercultural, aulas presenciais ou híbridas com materiais, como jornais, vídeos, formulários e entrevistas, e avaliações. Durante o intervalo, a instituição de ensino oferecerá lanche aos alunos.
- Nível básico: atende pessoas que não se comunicam em português e tem como objetivo desenvolver habilidades comunicativas básicas, compreensão oral e escrita simples, entre outros. Será realizada uma prova escrita e oral com nota mínima de 6,0.
- Nível intermediário: destinado a aqueles que já conseguem se comunicar em português, mas com dificuldades, o foco é a compreensão de textos mais longos, produção de texto simples, argumentação básica, vocabulário de trabalho, entre outros. A prova é escrita, com redação e entrevista oral, e a nota mínima exigida é 6,0.
- Nível avançado: para pessoas que se comunicam em português e os objetivos são fluência oral e escrita, leitura crítica de textos, produção de textos, entre outros. Para esse nível, a prova será escrita com produção textual avançada e apresentação oral. O aluno precisa alcançar 7,0 como nota mínima.
Sobre o Instituto Portonave
Há quase 11 anos, o Instituto Portonave impulsiona o desenvolvimento sustentável das comunidades nas quais a empresa está inserida, e apoia a transformação positiva dos territórios com foco na redução das desigualdades sociais (ODS 10). Em 2024, a Companhia realizou e apoiou 50 iniciativas. Foram R$ 10,5 milhões investidos de modo direto e via as leis de incentivo fiscal.
Sobre o Sinergia Sistema de Ensino
Fundado em 2001 na cidade de Navegantes, a instituição oferece educação infantil, ensino fundamental, ensino médio, ensino superior, pós-graduação e cursos de capacitação e extensão, além de contar com um programa bilíngue com aulas de inglês.
Sobre a Portonave
A empresa está localizada em Navegantes, Litoral Norte de Santa Catarina, e iniciou suas atividades em 2007, como o primeiro terminal portuário privado do Brasil. Atualmente, são 1,3 mil empregos diretos e 5,5 mil indiretos. No ranking nacional, a Portonave, em 2024, esteve entre os três portos que mais movimentam contêineres cheios de longo curso, sendo o primeiro em Santa Catarina, de acordo com o Datamar.


O relatório de julho/2025 de venda residencial da FipeZAP aponta um avanço significativo no metro quadrado médio da cidade catarinense de Itajaí: alta de 10,74% nos últimos 12 meses. Isso significa que o município, o maior PIB de Santa Catarina, se mantém à frente de grandes centros nacionais como São Paulo (+5,29%) e Rio de Janeiro (+4,86%), e se consolida como um dos principais mercados imobiliários do país. O preço médio do metro quadrado em Itajaí alcançou R$ 12.615 e supera o de ambas as capitais. No entanto, especialistas locais destacam que bairros nobres do município do litoral norte, como a Praia Brava e o bairro Fazenda, já ultrapassam R$ 35 mil/m².
O segredo desse sucesso é impulsionado pela união de políticas públicas e privadas em prol do desenvolvimento, além de estratégias inovadoras de construtoras. A Lotisa Empreendimentos, a maior da cidade, trouxe uma visão de mercado que abrange múltiplos nichos, indo além do segmento de alto padrão.
A empresa prepara o lançamento, ainda este ano, de um novo empreendimento no bairro São João, próximo ao centro de Itajaí e com alto potencial de valorização. Com o reconhecido DNA de qualidade da empresa, o projeto será o maior da cidade e visa atender à alta demanda por imóveis de médio padrão, especialmente de primeira casa. Além da qualidade construtiva, a novidade tem como destaque as negociações facilitadas, com entrada de 5% e parcelas que, em muitos casos, se mostram mais atrativas do que os valores de aluguel, que têm crescido significativamente em Itajaí.
Paralelamente, a Lotisa demonstra expertise no nicho de "smart living" com o projeto Downtown. Focado em compactos ideais para investidores e pessoas multi-geracionais que buscam um estilo de vida mais prático, o empreendimento opera com o modelo "sob demanda" em parceria com a Housi. A estratégia tem se mostrado um sucesso expressivo: apenas neste ano, a construtora comercializou mais de 50 unidades e observou saltos nas vendas, validando a alta demanda por formatos de moradia mais modernos e flexíveis.
A expansão estratégica da Lotisa para diversos nichos é sustentada por uma sólida base financeira. Em sua estreia no mercado de capitais, a incorporadora captou R$ 50 milhões por meio de um CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários), uma operação que ganhou destaque por ser realizada pelo Itaú BBA – que usualmente lida com grandes operações de atacado – e ter tido alocação integral pela Itaú Asset, a maior gestora privada de recursos da América Latina. Essa foi uma operação inédita no mercado imobiliário de Santa Catarina.
Com essa solidez financeira e uma projeção de R$ 2 bilhões em lançamentos até 2026, a Lotisa também reafirma sua presença no mercado de luxo. Recentemente também lançou um novo empreendimento no bairro nobre Fazenda, o Veredas, focado em bem-estar e lazer e, além disso, anuncia sua expansão para a vizinha Balneário Camboriú, líder em metro quadrado do país, após adquirir um dos terrenos mais desejados da região central.
“A estratégia da Lotisa é multifacetada: atender e surpreender o mercado de luxo, inovar no segmento "smart living" e democratizar o acesso à casa própria, o que reforça a nossa missão como um motor de desenvolvimento e valorização em Santa Catarina”, destaca o CEO da Lotisa, Fábio Inthurn.
“A história da Lotisa e o sucesso de Itajaí mostram que o mercado imobiliário se sustenta na capacidade de inovar, captar investimentos de peso e projetar um futuro de expansão em um dos segmentos mais dinâmicos da economia brasileira”, complementa Inthurn.
Sobre a Lotisa Empreendimentos
Sob a liderança do empresário Fábio Inthurn, a Lotisa Empreendimentos, se destaca como uma das principais incorporadoras do litoral norte de Santa Catarina. Com uma trajetória de duas décadas a empresa já entregou 25 empreendimentos e possui atualmente sete obras em andamento. Ao todo, são mais de 1.600 imóveis entregues e quase 1.000 unidades em construção. A Lotisa tem uma forte presença em Itajaí e Balneário Camboriú, e está sempre atenta à valorização imobiliária dessas regiões, buscando oferecer lançamentos que combinam inovação, conforto, localização privilegiada e alta qualidade na construção.
Mais informações: http://www.lotisa.com.br




Porto de Santos, maior complexo portuário da América Latina, dará um passo estratégico para expandir sua capacidade de movimentação de granéis líquidos. Nesta quinta-feira (21), foi assinado termo de compromisso para a construção de dois novos berços públicos de atracação na região do bairro da Alemoa, que concentra a movimentação desse tipo de carga na margem direita do porto.
O compromisso foi celebrado entre o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), a Autoridade Portuária de Santos (APS) e as empresas Ultracargo, Granel Química, Stolthaven e Vopak. Participaram da solenidade o ministro do Empreendedorismo, Márcio França, o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas, o presidente da APS, Anderson Pomini, além de deputados federais, estaduais e prefeitos da Baixada Santista.
O investimento, estimado em R$ 400 milhões, deve ser executado em até três anos, respeitando as exigências ambientais, e vai acrescentar cerca de 3 milhões de toneladas/ano de capacidade ao complexo.
“O novo investimento vai reforçar o cluster de líquidos em Santos, reduzir gargalos logísticos e ampliar a competitividade do porto, que já é o maior da América Latina”, afirmou o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.
Leilão do túnel
Outro destaque da agenda foi a confirmação do leilão do túnel Santos--Guarujá para o próximo dia 5 de setembro, às 15h, na sede da B3, em São Paulo. Considerada a maior obra de infraestrutura do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), a ligação terá 1,5 km de extensão (870 metros imersos) e investimento de R$ 6,8 bilhões.
“Será um momento histórico para a Baixada Santista. A população espera essa obra há mais de 100 anos e, em parceria com o governo do Estado, vamos finalmente bater o martelo para que o túnel saia do papel”, disse o ministro.
O projeto vai beneficiar diariamente cerca de 78 mil pessoas e contará com faixa exclusiva para o VLT, além de acessos para ciclistas e pedestres. O início da instalação do canteiro de obras está previsto para novembro.
O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas, relator do processo do túnel Santos--Guarujá, destacou a importância da obra para a população da Baixada Santista e para a logística do Porto. Ele lembrou que o projeto foi viabilizado a partir de um acordo de delegação de competência, que permitiu ao Estado de São Paulo conduzir a iniciativa como obra de mobilidade urbana, em parceria com o Governo Federal.
“Trata-se de um projeto inovador, que contará com a participação de uma empresa privada responsável pela construção e operação da concessão, além de aportes do Estado e da União. Há grande expectativa em relação ao leilão de 5 de setembro, que deve atrair concorrência acirrada de empresas especializadas em túneis”, afirmou.
Já o ministro do Empreendedorismo, Márcio França, ressaltou o caráter inédito da obra do túnel Santos--Guarujá. Segundo ele, o projeto será executado com tecnologia diferenciada, utilizando módulos pré-moldados submersos no canal.
“É uma solução de engenharia inédita no Brasil, que vai permitir a conclusão da obra em prazo reduzido, inferior a um ano, uma vez finalizada a estrutura dos módulos. Trata-se de um avanço histórico para a mobilidade da Baixada Santista e para a logística do Porto de Santos”, disse.
Pacote de concessões e poligonal
O ministro também destacou que o governo federal conduz a maior carteira de concessões da história no setor portuário. Até 2026, serão realizados 60 leilões, totalizando aproximadamente R$ 30 bilhões em investimentos.
“Entre 2015 e 2022 foram 43 leilões, que resultaram em apenas R$ 6 bilhões. Agora estamos falando em 60 concessões e um volume cinco vezes maior de recursos, mostrando a prioridade que o presidente Lula dá ao setor”, ressaltou.
Ainda neste ano, está previsto o leilão do Tecon Santos 10, programado para dezembro, que deve dobrar a capacidade de operação de contêineres. Também avançam os estudos para a expansão da poligonal do Porto de Santos, com a expectativa de publicação da primeira etapa até outubro.
Obras na DP World
Na margem esquerda do porto, o ministro participou da cerimônia que marcou o início das obras de ampliação do cais da DP World. O projeto prevê a adição de 190 metros lineares ao cais, totalizando 1.290 metros de extensão.
Com a expansão e a aquisição de novos equipamentos, o terminal elevará sua capacidade para 1,7 milhão de TEUs ao ano até 2026. Em 2024, a companhia movimentou mais de 1,25 milhão de TEUs, crescimento de 14% em relação a 2023.
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos
Itapema e Porto Belo seguem fortalecendo seu compromisso com a segurança no setor da construção civil. As duas cidades acabam de registrar mais seis empreendimentos certificados com o selo Obra Mais Segura, concedido pelo SESI em parceria com a FIESC e o Sinduscon. A certificação reconhece os canteiros que adotam práticas exemplares de saúde, segurança e bem-estar dos trabalhadores — elementos essenciais em um setor historicamente marcado por altos índices de acidentes.
As novas certificações refletem uma transformação cada vez mais visível nos canteiros de obras da região, onde a segurança deixou de ser apenas uma obrigação legal e passou a fazer parte da cultura das empresas. As construtoras reconhecidas nesta etapa foram a Dallo Construtora, Neoprime Empreendimentos, Profor, Gessele Empreendimentos, Coned e VPR.M7.
A Dallo teve dois empreendimentos certificados, reforçando seu compromisso com a prevenção de riscos e o cuidado com a equipe de trabalho. A Neoprime Empreendimentos, presidida por Rodrigo Passos — também presidente do Sindicato da Construção de Itapema —, já soma quatro obras certificadas, entre elas, o Vancouver, o Lumina e o L’Aqua View, que se destacam por processos técnicos padronizados, uso correto de EPIs e treinamentos contínuos.
Para Rodrigo, a certificação é a consolidação de uma cultura já existente na empresa. “Temos uma preocupação rigorosa com a segurança dos trabalhadores, com sua integridade física e emocional. O programa Obra Mais Segura vem de encontro com essa necessidade e aprimora ainda mais nossos processos”, explica.
A Profor, representada pelo empresário João Formento, também conquistou o selo com o empreendimento The Porto Plaza. João foi um dos responsáveis por levar o programa à cidade, motivado pela necessidade urgente de reduzir os acidentes no setor. “Mais do que uma certificação, é uma mudança de mentalidade. O objetivo é garantir que todos voltem para casa em segurança”, disse.
A Gessele Empreendimentos (Elizabeth II) e a VPR.M7 (El Chai) também foram reconhecidas pela implementação de uma cultura sólida de segurança. Completando o grupo está a Coned, com o empreendimento Yangzhow, reforçando que o avanço da segurança nos canteiros de Itapema é um movimento coletivo e em expansão.
Para Clovis Júnior, CEO da VPR.M7, toda empresa do ramo da construção civil deveria se conscientizar sobre a importância desse selo. Para o executivo, a adesão ao programa representa muito mais do que proteger o trabalhador — o que já é de suma importância —, mas também redução de custos, menos acidentes e doenças ocupacionais, e, principalmente, o cumprimento das normas regulamentadoras e da legislação brasileira.
“Para nós, é um orgulho participar. Sabemos que é um desafio tornar uma obra apta a ser credenciada, mas isso nos incentiva a estender essa cultura para todas as nossas obras. Essa é a primeira com o selo, mas certamente será a primeira de muitas”, completou.
Durante a entrega da certificação, Cindy Zanetin, engenheira especialista técnica do Programa Obra Mais Segura em SC, destacou a relevância da participação dos trabalhadores nesse processo. “O setor da construção civil é o segundo com maior número de acidentes fatais. Em Santa Catarina, estamos entre os estados com mais registros. O Obra Mais Segura nasceu para mudar esse cenário, prevenindo acidentes dentro do canteiro. Mas isso só funciona quando colaboradores participam. Os trabalhadores são a parte mais interessada nesse processo”.
O programa
Criado em 2018 e ampliado em 2022, o programa Obra Mais Segura atua por meio de agentes SOMAS (Supervisores Obra Mais Segura), que realizam inspeções técnicas, treinamentos práticos e diagnósticos personalizados nos canteiros. O objetivo é claro: reduzir drasticamente os acidentes de trabalho na construção civil, um dos setores com maior índice de afastamentos no Brasil.
Com essas novas certificações, Itapema se consolida como uma referência regional em segurança na construção civil. E o avanço do programa de certificação com o selo Obra Mais Segura na região continua. Duas novas obras já estão em avaliação e têm data definida para receber o selo até o fim do mês — uma em Penha e outra em Navegantes.


Márcio Coimbra*
A retórica de "soberania" e "multilateralismo" que permeia o discurso diplomático brasileiro contrasta radicalmente com um padrão documentado de incoerência estratégica. Dados concretos revelam uma desconexão perigosa entre aspirações e ações, minando sistematicamente a posição do país no tabuleiro global. O colapso das negociações Mercosul-União Europeia (UE) e as recentes críticas de Donald Trump são sintomas de uma patologia mais profunda: a incapacidade crônica de construir confiança comercial.
A política tarifária ilustra esse descompasso com clareza matemática. Enquanto o Brasil impõe 20% de tarifa sobre o etanol norte-americano, os Estados Unidos reciprocam com meros 2,5% sobre o mesmo produto brasileiro – assimetria que sacrifica R$ 3 bilhões anuais em fluxos comerciais potenciais. Essa proteção seletiva não se limita aos EUA: contra a média global de tarifas industriais de 3.8% (Banco Mundial, 2024), o Brasil mantém barreiras de 11.3% para bens manufaturados europeus.
Essa esquizofrenia regulatória gera consequências tangíveis. Quando autoridades brasileiras rebatem críticas alegando que "produtos americanos-chave já têm acesso facilitado", ignoram um princípio elementar de comércio internacional: parcerias duradouras exigem reciprocidade previsível. O resultado é a erosão acelerada da credibilidade, evidenciada pelo desinteresse estratégico de atores centrais. A indiferença de Trump diante da aproximação Brasil-China – "podem fazer o que quiserem" – reflete essa percepção de irrelevância negociadora.
A crise com a União Europeia segue a mesma lógica desalinhada. Enquanto o Brasil rejeitava cláusulas ambientais do acordo Mercosul-UE invocando soberania, aumentava em 1.200% as importações de diesel russo – commodity financiadora de um regime sob sanções internacionais. Essa dupla moral não passou despercebida: 72% dos legisladores europeus citaram "incoerência geopolítica" como obstáculo à ratificação, segundo relatório do European Council on Foreign Relations.
Longe de serem episódios isolados, tais contradições expõem uma falha metodológica estrutural. Governos sucessivos – independentemente de orientação ideológica – confundem protecionismo com soberania e gestos unilaterais com autonomia. A consequência é um isolamento progressivo, manifestado em três dimensões críticas: perda de influência regional, como evidenciado por acordos bilaterais secretos com a China que minam o Mercosul, cujo comércio intrazona estagnou em 15% do total (contra 60% na UE); custos econômicos mensuráveis, com o Brasil representando apenas 1.2% do comércio global (OMC, 2025), abaixo do potencial de sua economia; e desconfiança sistêmica, expressa na 68ª posição do país no Índice de Credibilidade Comercial (Heritage Foundation, 2024).
A reconquista da relevância internacional exige mais que retórica. Requer harmonização tarifária transparente, reduzindo a média de proteção industrial para menos de 7%; alinhamento geopolítico verificável, abandonando parcerias que contradigam posições multilaterais; e reformulação do Mercosul como plataforma negociadora integrada, não escudo para unilateralismos. Na economia global pós-pandêmica – onde cadeias de valor se reorganizam sob critérios de confiabilidade – o Brasil não pode pagar o preço da incoerência. Como alerta o ex-Secretário-Geral da OCDE, Ángel Gurría: "Na nova geografia comercial, credibilidade é a moeda mais forte". Resta saber se o Brasil aprenderá a emití-la.
*Márcio Coimbra é CEO da Casa Política e Presidente-Executivo do Instituto Monitor da Democracia. Conselheiro da Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais (Abrig). Cientista Político, mestre em Ação Política pela Universidad Rey Juan Carlos (2007). Ex-Diretor da Apex-Brasil e do Senado Federal
O primeiro vice-presidente da Federação das Indústrias de SC (FIESC), André Odebrecht, integrará a missão da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aos Estados Unidos. Nos dias 3 e 4 de setembro, o grupo promoverá encontros com representantes do governo e do setor privado norte-americanos. O objetivo é ampliar o diálogo a respeito da taxação de 50% sobre exportações brasileiras, prevista na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA.
Liderada por Ricardo Alban, presidente da CNI, a missão contará com representantes de associações setoriais, outras federações estaduais e grandes empresas exportadoras. A agenda da viagem foi apresentada por Alban ao vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, nesta quarta-feira (20).
A programação inclui encontros com escritórios de advocacia e lobby, reuniões na Embaixada do Brasil em Washington, diálogos com lideranças da US Chamber of Commerce e com autoridades do governo americano. Está prevista ainda uma plenária com empresários dos dois países e participação em audiência pública do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), no âmbito da investigação da Seção 301.
Alban destacou a importância de uma atuação convergente entre governo e indústria para enfrentar os desafios impostos pela taxação de 50% sobre exportações brasileiras. Segundo ele, a estratégia é buscar novas exceções à regra, ampliando o rol de produtos com tarifas reduzidas. Para tanto, a CNI propõe estratégia que contemple resposta e acompanhamento da investigação 301; e engajamento nos EUA com públicos de interesse, com intuito de criar canais de diálogo entre os dois governos.
A comitiva será composta por dirigentes de associações de diversos setores — brinquedos (Abrinq), máquinas e equipamentos (Abimaq), têxtil (Abit), alumínio (Abal), carnes (Abiec), madeira (Abimci), café (Cecafé), ferramentas (ABFA), cerâmica (Anfacer), rochas (CentroRochas), couros (CICB), entre outros —, além das federações estaduais da Indústria de Goiás (Fieg) e de Santa Catarina (FIESC). Empresas como Tupy, Embraer, Stefanini, Novelis e Siemens Energy também já confirmaram presença.
Com informações da CNI.
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas


Antes da solenidade de posse, marcada para esta sexta-feira (22), o novo presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Gilberto Seleme, reuniu as lideranças de SESI, SENAI, IEL e CIESC, de todo o estado, no encontro “Navegar”, simbolizando a importância de união e direção comum para enfrentar os desafios da indústria catarinense.
No encontro, realizado nesta quarta-feira (20) em Florianópolis, Seleme enfatizou a força do associativismo e destacou sua trajetória empresarial. “Vivi de perto a realidade das pequenas e médias empresas e sei o quanto os sindicatos precisam ser ouvidos. Mais do que a experiência, trago a convicção de que sempre há espaço para aprender com nossos técnicos, equipe e lideranças para juntos fortalecermos ainda mais a FIESC”, afirmou.
O presidente ressaltou os desafios que redesenham o mapa da competitividade, como os avanços tecnológicos, as mudanças nos padrões de consumo e o tarifaço, que ergueu barreiras às exportações para os Estados Unidos.
Segundo Seleme, a FIESC seguirá atuando como porta-voz da indústria catarinense, defendendo pautas vitais ao setor, como educação, infraestrutura, tributação, legislação trabalhista e ambiental. “O futuro da nossa indústria depende de pessoas preparadas para inovar. A FIESC será cada vez mais forte na defesa do setor e no apoio ao empresário industrial”, concluiu.
No evento, também foi anunciado o novo superintendente do SESI e diretor de Gestão de Pessoas e Desempenho, Daniel Tenconi, que atuava como gerente-executivo do SESI, SENAI e IEl na região de Caçador. Ele se integra à diretoria executiva da FIESC, composta também pelo diretor de Desenvolvimento Corporativo e Negócios, Alfredo Piotrovski; diretor-regional do SENAI e diretor de Gestão de Mercado, Fabrizio Pereira; diretor de Relações Institucionais e Jurídicas, Carlos Kurtz; e superintendente do IEL e diretor de Desenvolvimento Industrial e Inovação, José Eduardo Fiates.
Liderança e protagonismo
O evento contou ainda com as participações do velejador Robert Scheidt, bicampeão olímpico, medalhista em cinco olimpíadas, múltiplas vezes campeão mundial; e do especialista em liderança, cultura organizacional e transformação de equipes, Rogério Chér.
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas
Com localização estratégica e foco em projetos planejados e sustentáveis e perto de consagrados destinos brasileiros que estão no topo do ranking de valorização imobiliária, a pequena cidade do litoral catarinense, próxima a Florianópolis, caminha para se tornar uma “gigante do turismo”. Tijucas fortalece a sua cultura e o seu potencial econômico, atraindo investimentos que unem qualidade de vida, urbanização planejada e integração entre moradores e visitantes, como é o caso do maior bairro-cidade do Sul, em fase de obras. Diferentemente de regiões próximas que se destacam pelos arranha-céus, a cidade destaca a valorização do local, áreas planejadas com casas, cercadas de lazer com parques e serviços e contato com a natureza.
No cenário que reúne alguns dos destinos turísticos de peso e com maior valorização imobiliária do Brasil, Tijucas, no litoral catarinense, localizada entre cidades como Florianópolis, Itapema e Balneário Camboriú, acaba de ser integrada ao Mapa do Turismo Brasileiro, reconhecimento concedido pelo Ministério do Turismo e válido até 2026. Mais do que uma chancela, a inclusão garante acesso facilitado a recursos, capacitações e ações de promoção nacional que contribuem para reforçar o potencial da cidade para atrair investimentos. Ao contrário da verticalização de arranha-céus que marca outras regiões próximas, Tijucas tem chamado a atenção de turistas e moradores, muitos desses que, inclusive, desejam migrar do agito de centros urbanos para “respirar” bem-estar, comunidade integrada e natureza. O município tem apostado em empreendimentos planejados e sustentáveis, e que impulsionam a economia local. A cidade também está localizada perto de polos industriais, náuticos e portuários, e a aeroportos e rodovias, que favorecem a atração e o crescimento do turismo.
Entre os projetos que reforçam essa vocação em Tijucas está o Flores de Sal, maior bairro-cidade do Sul do Brasil, em construção às margens da SC-410, e que vem se tornando um case de sucesso pela alta valorização gerada em menos de um ano (mais do que o dobro da média nacional) e iniciativas de lazer que valorizam talentos e produtores locais e integram a comunidade, além de gerar uma atração de turistas, tudo isso, na ampla área que cerca a central de vendas e mesmo antes da conclusão da primeira fase.
Com 4,6 milhões de m² de área urbanizada e 7 mil lotes, o empreendimento terá atrativos que se somam à oferta turística local, como o Parque das Flores, com 70 mil m² de áreas verdes, praça central, três quadras de beach tennis, pista de caminhada de 1,5 km e um grandioso lago com mais de 20 mil m², pensado para lazer ao ar livre, passeios e piqueniques e convivência comunitária.
A movimentação do mercado confirma a tendência. Segundo um levantamento da Brain Inteligência Estratégica feito para uma empresa especializada no setor, a GRI Club Real State, nos primeiros seis meses de 2024 foram lançados 48.644 lotes no país, mas as vendas superaram esse volume, somando 62.996 unidades e um VGV de R$ 15 bilhões. A alta velocidade de absorção, reforça a atratividade de projetos que unem qualidade de vida, segurança e integração com a natureza, fatores presentes no conceito do Flores de Sal.
“Queremos deixar um legado para Tijucas, e criar um espaço que valorize o bem-estar, a integração e o contato com a natureza. Por exemplo, além de completa infraestrutura, já investimos em uma renomada empresa para planejar e criar a Associação de Moradores, mesmo antes do lançamento, que já promove atividades que movimentam o lazer, fortalecem a integração das pessoas e destacam a cultura local. Ao pensarmos no Flores de Sal, consideramos tanto a qualidade de vida dos futuros moradores quanto à contribuição para o turismo e a economia local, oferecendo áreas que poderão ser aproveitadas por toda a cidade e seus visitantes”, destaca Luciana Pereira, diretora da Urbani Cidades, empresa responsável pelo empreendimento.
Além das áreas de lazer, o Flores de Sal contará com comércio, serviços, roteiros gastronômicos e a associação de moradores estruturada desde a primeira fase, promovendo gestão comunitária e preservação dos espaços. O projeto será implantado em etapas, com a primeira, já em obras, que abrange 500 mil m², 623 lotes e 100 mil m² dedicados ao lazer, com entrega prevista para três anos.
Sobre a Urbani Cidades
Urbani Cidades é uma empresa do Grupo Petrasalis, que também inclui a Petrasalis Empreendimentos, construtora de Itajaí/SC, com obras na Praia Brava e região, e a Morton Capital, esta que atua no setor de condomínios de armazéns logísticos no litoral catarinense. O Grupo detém fábricas em outros setores como a Incotex, líder na produção de malhas em rolo e tinturaria do país, e a Refisa, uma das maiores refinadoras de sal do Brasil. Aliás, a história das empresas com gestão e fortes valores familiares teve início com o negócio de representação e fabricação de sal há mais de 35 anos, idealizado pelo casal Luiz e Rose Pereira que, na época, começaram a empreender em Itajaí. Com a posterior estruturação da fábrica de sal na cidade de Imbituba (por conta do porto) e do crescimento do negócio, a família começou a investir em terras, incluindo a Fazenda Santa Helena em Tijucas, onde está sendo construído o Flores de Sal. Ao longo do processo, membros da família se especializaram em negócios voltados à construção, condomínios logísticos e urbanização.
https://www.floresdesal.com.br/


Augusto César Diegoli @ gmail.com
Show em Haddad
O discreto e dedicado secretário estadual da Fazenda de SC, está em altíssima cotação no meio empresarial catarinense. Ele foi o principal artífice do plano estadual de socorro às empresas atingidas pelo tarifaço de Donald Trump, lançado na sede da Fiesc. O pacote envolve ações emergenciais, todas definidas claramente, como postergação do pagamento do ICMS por dois meses e disponibilização de créditos e o financiamento do BRDE. Recebeu elogios para sua agilidade e firmeza. Alguns até ousaram dizer a ele que desse “uns conselhos” ao atrapalhado ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
Roubo do INSS
O governo federal manda dizer que 40,7 mil aposentados e pensionistas de SC que foram vítimas de descontos indevidos em benefícios do INSS já receberam o ressarcimento, que supera R$ 24,3 milhões os valores são pagos de forma integral, com correção pela inflação diretamente na conta onde o segurado recebe o benefício. Nada informa sobre a investigação da fraude que, estima-se, supera a fábula de R$ 6 bilhões.
Desconfiança
A confiança do empresário industrial no futuro dos seus negócios voltou a cair em agosto, segundo pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) registrou 46,1 pontos, recuo de 1,2 ponto em relação a julho, e permanece abaixo da linha de 50 pontos pelo oitavo mês seguido. O índice é apurado mensalmente pelo CNI e nesta edição ouviu 1.177 empresas, sendo 474 de pequeno porte, 425 de médio e 280 de grande porte, entre 1º e 7 deste mês.
Devolução de valores
Cerca de 1,6 milhão de aposentados e pensionistas que tiveram descontos ilegais em seus benefícios já receberam R$ 1,08 bilhão em ressarcimento do INSS, de acordo com informações divulgadas pelo instituto. Os débitos indevidos foram executados por associações entre março de 2020 e março de 2025. O dinheiro para reembolso vem da medida provisória assinada em julho que libera R$ 3,3 bilhões para o cumprimento dos acordos judiciais. Os ressarcimentos começaram em 24 de julho, em parcela única, com correção dos valores pelo IPCA. Cada aposentado ou pensionista recebe diretamente na conta onde o benefício cai mensalmente. Os pagamentos se dão por ordem de adesão ao acordo com o INSS. Quem aderir primeiro, vai receber primeiro. A contestação pode ser feita até 14 de novembro deste ano e a adesão continuará mesmo após essa data. A adesão não exige envio de documentos e o aposentado ou pensionista confirma o acordo que permite o ressarcimento por via administrativa, sem precisar entrar na Justiça. Podem aderir ao acordo os aposentados e pensionistas que contestarem os descontos indevidos e não receberam resposta da entidade ou associação após 15 dias úteis. A adesão é gratuita e, antes de assinar o acordo, os aposentados e pensionistas podem consultar o valor que têm a receber. A adesão é feita exclusivamente pelo aplicativo ou site Meu INSS ou agências dos Correios.
Importadora chinesa
Uma parceria entre a Prefeitura de Brusque e a importadora chinesa Ativa tem contribuído para fortalecer o setor têxtil do município e ampliar o fluxo de comércio na região. A empresa promoveu um showroom para apresentar a nova coleção de tecidos a empresários da indústria local. Instalada em SC desde 2019, a Ativa transferiu sua base do Espirito Santo para Brusque com o objetivo de se aproximar do polo têxtil e melhorar a logística de distribuição. O CEO da empresa explica que o mercado catarinense oferece mais oportunidades. O processo de nacionalização pelos portos de Itajaí e Navegantes são mais ágeis. Além disso, o transporte até São Paulo é mais próximo.
Fraude frustrada
SC, Paraná e Rio Grande do Sul lideraram no país, a frequência de tentativas de fraudes evitadas em abril. O Serasa Experian identificou uma tentativa a cada 48 segundos. Ao todo, foram 177,3 mil ataques identificados. O Paraná liderou em volume dentro da região, com 70,6 mil tentativas, seguido por Rio Grande do Sul (61,9 mil) e SC (44.6 mil).
Desigualdade
Divulgou-se que políticos e juízes federais no Brasil podem chegar a vencimentos 22 maiores que o salário médio dos brasileiros: R$ 44 mil contra R$ 2.069. Em SC, a diferença entre o salário do deputado federal é maior do que o da população do Estado em 16,9 vezes. No Maranhão 40,9 e no Distrito Federal 12,8.
Curso de Medicina
Diante de muita pressão, principalmente política, a Universidade do Estado (Udesc) veio a público pedir calma quanto aos prazos para implantação do curso de Medicina em Laguna, com 40 vagas e duração de seis anos a um custo de R$ 30 milhões até o dia da aula inaugural, que, se tudo andar nos conformes, chegará nos próximos 18 meses.
Triângulo do tarifaço
Jaraguá do Sul, Joinville e São Bento do Sul estão entre as cidades mais afetadas de SC pela tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos às exportações brasileiras. Não formam o Triângulo das Bermudas, mas nos prejuízos que estão tendo estão numa espécie de “Triângulo de Donald Trump”.
Justiça rápida: o que é Arbitragem?
É um método de solução de conflitos fora do Poder Judiciário em que um ou mais árbitros emitem decisões com força de sentença judicial. Caracterizada pela informalidade, a arbitragem é um método alternativo ao Poder Judiciário que oferece decisões ágeis e técnicas para a solução de controvérsias. Só pode ser usada por acordo espontâneo das pessoas envolvidas no conflito, que automaticamente abrem mão de discutir o assunto na Justiça. A escolha da arbitragem pode ser prevista em contrato (ou seja, antes de ocorrer o litígio ou realizada por acordo posterior ao surgimento da discussão. Como se trata de um método privado, são as partes envolvidas nos conflitos que elegem um ou mais árbitros, geralmente um ou três, imparciais e com experiência na área da disputa para analisar o caso. Os árbitros normalmente tentam ajudar as partes a entrar em acordo. Se não houver acordo, eles emitem a decisão, chamada laudo ou sentença arbitral, que tem força de sentença judicial. O prazo para a tomada de decisão é definido pelos próprios participantes do procedimento. Mas, caso isso não seja estabelecido de antemão, o prazo máximo será de seis meses conforme determina a Lei de Arbitragem (Lei nº 9.607/96). Ao contrário do processo judicial, o procedimento arbitral é sigiloso. Os custos dependem do tipo de conflito e da câmara de arbitragem escolhida. (Fonte: Câmara de Mediação e Arbitragem de Brusque).
Vergonha global
Que vergonha para todos nós, brasileiros. O presidente da Áustria anunciou que não virá ao Brasil para participação na Conferência Mundial do Clima (COP30), em Belém, em novembro, por restrições orçamentárias. Leia-se: preços escorchantes dos aluguéis na capital paraense.
Ambiente
Iniciativa da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Alesc, a 1ª edição da Conferência Regional sobre Mudanças Climáticas em SC aconteceu em Lages. As próximas serão em Joinville (20/8), Criciúma (3/9), Florianópolis (25/9) e Chapecó (3/10).
Competitividade de SC
Santa Catarina continua mobilizada em busca da mitigação dos efeitos do tarifaço de 50% imposto pelo presidente dos Estados Unidos, sobre exportações de produtos brasileiros. O setor madeireiro, um dos mais atingidos, exige atenção especial, sobretudo no Planalto Norte, onde estão ao menos 398 empresas. Em Canoinhas e Três Barras, mais de 40% do que se embarca têm como destino o mercado americano. São quase 100% das vendas externas dessas cidades e a sobretaxa vai comprometer empregos, investimentos e competitividade.
Privilégio
Certamente incapaz de distinguir um parafuso de um prego, a ministra da Igualdade Racial, deixou o conselho de administração da Fundição Tupy, de Joinville, cujo mandato não foi renovado. Mas já tem outra colocação: vai integrar o conselho de administração da Alelo, da qual o governo tem participação, e embolsa uns R$ 10 mil a mais além de seus R$ 46 mil como ministra.
Brasil dominado
Um levantamento do jornal O Globo mostra que o Brasil tem 64 facções criminosas em atuação no país. Em SC são cinco: Comando Vermelho (CV), Primeiro Comando da Capital (PCC), Primeiro Grupo Catarinense (PGC), Bala na Cara (BNC) e os Manos. A Bahia é o Estado que mais abriga facções criminais (17), seguido de Pernambuco (12) e Mato Grosso do Sul (10).
Empregos
Dados do Caged apontam que Brusque encerrou o primeiro semestre de 2025 com saldo de 1.984 postos de trabalho. Trata-se da segunda pior marca dos últimos cinco anos. O levantamento é do Ministério do Trabalho e Emprego. Entre janeiro e junho, foram 19,5 mil admissões e 17,5 mil desligamentos. Os dados levam em conta vários setores: agropecuária, indústria, construção, comércio e serviços. O primeiro semestre de 2025 fica à frente somente do saldo de 2023, o pior dos últimos cinco anos. Foram 644 admissões a mais, em relação aos desligamentos, naquele ano. Além disso, o primeiro semestre deste ano também possui o segundo maior número de desligamentos. Foram encerrados 17,5 mil contratos de trabalho, atrás apenas dos 17,9 mil desligamentos de 2022. O Caged aponta ainda que no primeiro semestre de 2025, a indústria foi o setor da economia que mais contratou em Brusque. Foram 9,2 mil admissões, ante 8,1 mil desligamentos. O saldo é de 1,0 mil. Na sequência vem o comércio com 4,6 mil admissões e 4,3 mil desligamentos e saldo de 470.
Alerta de golpe
A Havan emitiu um alerta aos clientes sobre golpes que estão sendo praticados com o uso indevido do nome da empresa. Segundo o comunicado, criminosos estão enviando mensagens em nome da varejista, informando que o destinatário teria sido contemplado com prêmios em dinheiro por meio de promoções falsas, como a chamada “Roleta da Sorte”. Os golpistas utilizam dados como nome e até o CPF das vítimas para dar aparência de veracidade à comunicação. Em seguida, solicitam que a pessoa clique em um link e preencha um formulário com informações pessoais. Ao fazer isso, o consumidor corre o risco de ter seus dados roubados.
Made in Brazil
Apesar do tarifaço de Trump. SC registrou em julho alta de 3,06% na exportação de produtos, na comparação com o mesmo mês do ano passado, atingindo US$ 1.083 bilhão. Este movimento foi puxado por itens como tabaco não manufaturado, que subiu 279% e atingiu o quarto lugar na pauta e refrigeradores, que tiveram alta de 151% e fecharam o mês na 16ª posição. Já entre os produtos mais vendidos por SC para o exterior, o mês foi de recuo, com os embarques de carne de aves caindo 4,3%, de carnes suína 6,7% e motores elétricos 19,2%.
Cerveja
Dados do Anuário da Cerveja 2025, do Ministério da Agricultura e Pecuária, divulgado pelo Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja, mostram que foi em SC que a indústria cervejeira mais cresceu no Brasil em 2024, com o surgimento de 25 novas empresas. Em todo o Brasil há cerca de 1.949, em 790 municípios.
Ninharia
No alvo de ataques de toda ordem e com sua imagem pública lá no chão, eis que o STF está para decidir se a imposição do corte de barba e cabelo viola o direito à liberdade de crença e religião dos presos.
SC fora
A Azul informou que encerrou as operações em 14 cidades em todas as regiões do país, dentre elas as que envolviam os aeroportos de Correia Pinto e Jaguaruna, em SC, para reavaliação, de forma a ajustar oferta e demanda.
Prêmio MEC
Foram divulgados os ganhadores do Prêmio MEC da Educação Brasileira, que valoriza as melhores práticas de inclusão e diversidade, qualidade da educação pública, desempenho no Ideb e acesso e permanência em tempo integral, dentre outros indicadores. Cinco prefeituras de SC receberam premiações: Bombinhas e Rio do Sul (tempo integral), Iporã do Oeste (anos finais), Peritiba (educação infantil) e Serra Alta (alfabetização).
A crise
O Brasil foi desorganizado e precisou do uma gota de Magnitsky pingada do Norte para acordar alguns que dormiam em berço esplêndido, como a OAB e parlamentares e até alguns do STF, para perceber que desandávamos por uma rampa escorregadia em direção a profundezas muito perigosas. Uma palestra de um brilhante constitucionalista fez nos lembrar de Luís XVI, reagindo ao que pensava ser apenas revoltas. Mas quando percebeu a realidade, era a Revolução, a cortar cabeças, inclusive do rei. A gota do norte talvez nos tenha agitado a tempo, evitando algo bem pior que tempos de tirania ainda nas preliminares. Fácil perceber que na base de tudo está o desrespeito à Constituição, dentro da qual há ordem, devido processo legal, democracia, respeito uns aos outros, separação de poderes, violação à censura, livre expressão, juiz natural, ampla defesa, inviolabilidade de mandados e, sobretudo, limites para o estado, para que a nação possa ser livre e progredir. Fora dela, selvageria e tirania.
Motivos religiosos
Depois de anos de tramitação, projeto de lei foi aprovado na Câmara dos Deputados. Permite a realização de provas vestibulares e de concursos públicos em horário especial por motivos religiosos. O texto será enviado ao Senado. O regramento contempla principalmente religiosos adventistas e judeus, que não atendem a compromissos desde a noite de sexta-feira até a noite de sábado. Conforme o texto, as provas poderão ser realizadas tanto por instituições públicas ou privadas, entre o domingo e a sexta-feira, das 8h às 18h.


Quem tem alguma relação com a internet em 2025 certamente sabe do que se trata o morango ao amor. A febre culinária que mistura o tradicional bombom de morango com a casquinha crocante da maçã do amor tomou conta das redes sociais nas últimas semanas e também abriu espaço para a criatividade. A Olho Embutidos, marca que produz a linguiça Blumenau há 90 anos, aproveitou o momento para mostrar as possibilidades do embutido que é patrimônio imaterial de Santa Catarina: convidou a confeiteira Mônica Ferreira, de Pomerode (SC), para criar a Linguiça Blumenau do Amor.
Para a receita, Mônica cortou a linguiça Blumenau em rodelas, selou na frigideira e passou, em seguida, por uma cobertura composta de açúcar, água e corante. Para trazer um novo sabor à criação, ela adicionou pimenta calabresa na calda. “O resultado é um doce muito equilibrado, que certamente faz jus à curiosidade de quem decidir provar”, diz.
Luiz Bergamo, diretor executivo da marca, conta que, embora seja muito consumida pura, a linguiça Blumenau é um ingrediente que pode compor vários pratos - inclusive doces. “A cuca, uma espécie de bolo fofinho e doce, com o sabor do embutido já é bastante comum e recentemente o chef Edu Bacon criou um sorvete de pão torrado com linguiça Blumenau que também ficou muito interessante. Quando vimos o morango do amor, pensamos: por que não?”, conta. A receita deu tão certo que, a partir da divulgação nas redes sociais da marca, a confeiteira passou a receber pedidos da Linguiça Blumenau do Amor.
A linguiça Blumenau é um embutido de cortes especiais de carne suína temperada e lentamente defumada, que é produzido pelos imigrantes alemães que colonizaram Pomerode (SC) há cerca de um século - região que no passado fazia parte do município de Blumenau (SC). Desde 2024, o produto tem Indicação de Origem Geográfica e só pode ser produzido em 16 municípios catarinenses. Também desde 2024, é patrimônio imaterial de Santa Catarina.
A Olho Embutidos e Defumados está em Pomerode (SC), cidade mais alemã do Brasil, e reproduz uma receita criada em 1934 por imigrantes que colonizaram a região. Além de linguiça Blumenau, a marca conta com uma linha de embutidos que inclui salsichas, calabresas, linguiças e, mais recentemente, salames. Mais informações estão disponíveis em www.embutidosolho.com.br e no Instagram @olhoembutidos.
Por Raissa Florence*
O recente impasse entre o Executivo e o Congresso em torno do aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) expôs mais uma vez os limites da articulação política e o custo da instabilidade fiscal no Brasil. Após derrubarem os decretos do governo federal que majoravam o tributo, Câmara e Senado restabeleceram, no fim de junho, a alíquota anterior de 0,38%. A decisão foi contestada no Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu parcialmente os efeitos do recuo legislativo, gerando incerteza jurídica sobre a cobrança retroativa do imposto.
Em meio ao esforço do governo para cumprir as metas do novo arcabouço fiscal e compensar um déficit de R$ 31 bilhões, a elevação do IOF se converteu em uma tentativa pontual de aumentar a arrecadação, com impacto direto em seguros, crédito, operações cambiais e remessas internacionais. A expectativa é arrecadar R$ 11,5 bilhões com a nova alíquota em 2025. Contudo, a medida reforça a percepção de que o país carece de previsibilidade e coordenação institucional, fatores críticos para a atração de investimentos e a estabilidade macroeconômica.
A fragilidade da articulação política não ocorre em um vácuo. Em paralelo, o governo dos Estados Unidos anunciou tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros a partir de agosto, acentuando o cenário de incerteza externa. A resposta imediata dos mercados foi uma valorização do dólar e queda da B3. Diante de um ambiente global já volátil, medidas unilaterais desse tipo afetam diretamente os custos de produção, o crédito e até o preço de itens essenciais para o consumidor brasileiro.
As empresas que operam com câmbio ou dependem do comércio internacional vivem uma tensão adicional. Sem um horizonte fiscal claro, a volatilidade da moeda exige ferramentas mais robustas de gestão de risco. É nesse contexto que plataformas digitais e soluções automatizadas ganham espaço, ao oferecerem maior controle sobre cotações, prazos e contratos. Essa transformação é essencial para mitigar o impacto cambial sobre as operações.
O país precisa ir além de medidas emergenciais. Em vez de oscilar entre decretos e vetos, o Brasil necessita de um pacto duradouro por estabilidade fiscal e segurança jurídica. A previsibilidade institucional deixou de ser um diferencial e tornou-se uma condição mínima para que empresas e cidadãos possam planejar o futuro com confiança. Num cenário de crescente complexidade global, fortalecer essa base é uma urgência, não apenas para o câmbio, mas para a competitividade do país como um todo.
* Raissa Florence é economista e sócia da Oz Câmbio, corretora licenciada pelo Banco Central com mais de 25 anos de mercado que lidera a transformação tecnológica do setor.
Sobre a Oz Câmbio - Corretora licenciada pelo Banco Central, a Oz Câmbio atua há 25 anos no mercado e transaciona mais de US$ 2,4 bilhões por ano em operações para pessoas físicas e jurídicas. Em 2023, lançou o principal FXaaS (Foreign Exchange as a Service) do Brasil, uma solução integrada via API e white label para operações internacionais. Em 2025, apresenta ao mercado a PartnerHub, plataforma que une gestão de clientes e câmbio em um só ambiente. Mais informações: www.ozcambio.com.br.


Novas pessoas jurídicas irão adotar o CNPJ composto de números e letras a partir de julho de 2026. A mudança, anunciada pela Receita Federal, procura evitar o esgotamento do formato atual – exclusivamente numérico. Apesar de alteração ser necessária somente para novos inscritos e estar prevista de forma gradual, as organizações precisarão atualizar seus sistemas para reconhecer o novo CNPJ com letras, aponta Luiz Carlos Roque, executivo de vendas da TQI, companhia de tecnologia e inovação.
“É comum pensar nessas inscrições das pessoas jurídicas apenas como um número de identificação, mas ele está presente em múltiplas camadas operacionais e tecnológicas. Empresas que lidam com emissão de notas fiscais ou controle tributário, por exemplo, precisarão certamente adaptar seus softwares, bancos de dados e rotinas internas”, explica Roque.
Para mostrar o que muda e como se preparar, o executivo esclarece o impacto da mudança nas organizações e como atualizar os sistemas para reconhecerem o novo formato. Confira:
O que é o CNPJ alfanumérico
Ao invés de utilizar apenas números, o novo modelo de identificação combinará letras (de A a Z) e números (de 0 a 9), mantendo o total de 14 caracteres. De acordo com a Receita Federal, o número de combinações possíveis no formato atual do CNPJ está próximo do limite. Com o aumento quantitativo de empresas de todos os perfis, o órgão decidiu expandir o sistema para garantir sua viabilidade a longo prazo. A inclusão de letras amplia significativamente a quantidade de combinações possíveis.
Onde o CNPJ é usado dentro das empresas
As inscrições de pessoas jurídicas são largamente utilizadas em múltiplas áreas. Eles estão presentes em processos como: cadastro de clientes e fornecedores, emissão de notas fiscais eletrônicas (NF-e), sistemas contábeis e fiscais, contratos automatizados, integrações com bancos e gateways de pagamento, plataformas de e-commerce e sistemas internos.
“Uma pequena alteração no formato pode interromper processos críticos, se os sistemas não estiverem preparados para aceitar letras no campo do CNPJ. Podem ocorrer falhas na emissão de documentos fiscais, dificuldades com fornecedores ou atrasos no cumprimento de obrigações tributárias. Por conta disso, a recomendação é que as companhias se preparem com antecedência”, aconselha o executivo da TQI.
Preparação dos sistemas
Para se adaptar ao CNPJ alfanumérico é necessário revisar os sistemas que armazenam, validam ou integram CNPJs. Entre os principais pontos de atenção, está a validação de campo.
O Dígito Verificador (DV), número que aparece no final do CNPJ e serve para validar sua autenticidade, continuará sendo calculado pelo método do Módulo 11 – um tipo de verificação matemática –, agora adaptado para incluir letras no cálculo. Cada caractere será convertido em um valor numérico com base na tabela ASCII, que atribui um número específico a cada símbolo, e dele será subtraído o valor 48.
“Além da modificação no DV, é importante atualizar banco de dados, adaptar APIs e integrações com terceiros, remodelar interfaces e formulários de cadastro e fazer testes de emissão de notas com o novo formato”, diz Roque.
Governança de dados com os CNPJ alfanumérico
A mudança anunciada pela Receita Federal revela um desafio ainda maior: a maturidade dos dados corporativos. Muitas empresas ainda operam com sistemas legados, cadastros sem padronização e ausência de governança de dados.
“Essa atualização é uma oportunidade para as companhias já padronizarem dados cadastrais, corrigirem inconsistências históricas, automatizarem processos e fortalecerem a segurança da informação”, avalia o executivo. Segundo ele, o momento pode ser oportuno para as organizações avaliarem os seus dados de forma mais estratégica para a tomada de decisões inteligentes e escaláveis.
Próximos passos
O novo CNPJ alfanumérico é uma realidade em andamento e as empresas que se antecipam a ela não apenas evitam problemas, como ganham uma vantagem competitiva importante. “Nesse contexto, as organizações já podem começar a mapear onde as inscrições de pessoas jurídicas estão presentes em suas operações, avaliar os seus sistemas e buscar apoio técnico para a transição”, diz Roque.
O executivo lembra que a mudança exige um olhar especializado para toda a arquitetura tecnológica das companhias. “Nesse ponto que entra a importância de contar com um parceiro de tecnologia experiente, que compreenda a complexidade dos seus processos e ajude a transformar esse desafio em uma oportunidade de evolução”, completa.
Sobre a TQI
Especializada em projetos estratégicos de alto impacto, a TQI potencializa a inteligência humana através da tecnologia, incluindo inteligência artificial (IA), para viabilizar a transformação tecnológica dos nossos clientes. Com mais de 30 anos de experiência, a empresa entrega eficiência e excelência, impulsionando inovação e resultados sustentáveis. Listada entre as 20 melhores empresas de tecnologia do Brasil, a TQI é certificada pela ISG Provider Lens.
A dragagem será um dos principais temas em debate no congresso técnico Portos & Costas Brasil 2025, que acontece nos dias 22 e 23 de setembro no Riviera Convention Center, na Praia Brava, em Itajaí (SC). Reunindo gestores públicos, especialistas e representantes da iniciativa privada, o evento é considerado um dos mais relevantes fóruns técnicos voltados à infraestrutura portuária e costeira do país.
O oceanólogo Maurício Torronteguy, idealizador do evento e diretor da consultoria MTCN, destaca que além dos painéis e debates de alto nível técnico, essa terceira edição também proporcionará aos participantes, em dois dias de imersão, uma oportunidade única de troca de conhecimentos, networking e geração de negócios
Um dos destaques da programação é a participação de representantes do setor de dragagem da Autoridade Portuária de Santos (APS). O oceanógrafo Mauricio Bernardo Gaspar Filho, mestre em Oceanografia Geológica e Assessor da Presidência da APS, enfatiza que a dragagem é um eixo estratégico para garantir a competitividade dos portos brasileiros. "O crescimento dos navios em porte e calado impõe a necessidade de investimentos voltados para a ampliação da infraestrutura aquaviária, com o objetivo de elevar a capacidade operacional dos complexos portuários e assegurar sua competitividade no cenário do comércio marítimo internacional”, afirma.
Segundo o especialista, além das obras de ampliação, é fundamental assegurar a conservação efetiva das profundidades nos canais de acesso. “A dragagem de manutenção é uma atividade imprescindível para a preservação dos calados operacionais e para garantir a segurança da navegação”, ressalta.
Gaspar destaca que os empreendimentos voltados à expansão e manutenção da infraestrutura aquaviária têm sido tratados como prioridade na atual gestão da APS, liderada pelo Presidente Anderson Pomini.
No Porto de Santos, a APS concluiu em 2024 a dragagem de aprofundamento entre os Armazéns 12A e 20/21, permitindo a operação de navios maiores em uma das áreas com maior movimentação de granéis sólidos do país. Agora, a autoridade portuária atua para viabilizar a dragagem do canal de navegação de 15 para 16 metros, além da derrocagem de formações rochosas em pontos críticos. A licitação da dragagem já foi publicada, com previsão de abertura das propostas em setembro.
Além de permitir a entrada de navios de maior porte, a nova profundidade possibilitará que embarcações que demandam o calado máximo do canal naveguem também em maré baixa, reduzindo a dependência das janelas de preamar. “Com isso, ganhamos flexibilidade operacional e otimizamos a ocupação das janelas de maré, beneficiando a logística como um todo”, explica.
Gaspar também chama atenção para os entraves que envolvem a dragagem no Brasil, como a alta complexidade técnica, os elevados custos e as restrições ambientais. “A realidade é que tanto portos públicos quanto privados enfrentam desafios semelhantes. A escassez de equipamentos no mercado internacional e as exigências dos órgãos licenciadores impõem condições operacionais que demandam capacidade técnica de gestão e planejamento estratégico”, observa.
Nesse contexto, ele ressalta o papel do conhecimento técnico-científico. “Muitos gargalos que ainda enfrentamos aqui já foram superados na Europa por meio de pesquisa aplicada. É esse caminho que estamos buscando”, destaca.
Um exemplo desse compromisso com o desenvolvimento técnico é o Programa de Pesquisa e Inovação em Engenharia de Dragagem (PRIDE), lançado pela APS em abril deste ano durante evento que contou com a participação de especialistas da Delft University of Technology (Holanda) e da Autoridade Portuária de Hamburgo (Alemanha). O programa busca entender com mais precisão a dinâmica sedimentar no Porto de Santos e desenvolver soluções para tornar as operações de dragagem mais eficientes e sustentáveis. Uma parte dos resultados gerados até o momento já foi apresentada em fóruns internacionais, incluindo análises sobre os efeitos erosivos causados pelas hélices dos navios — os chamados scouring effects — nas profundidades do canal.
“O programa PRIDE busca contribuir para a superação da lacuna existente, em âmbito nacional, no desenvolvimento de pesquisas aplicadas à engenharia de dragagem”, explica Gaspar.
Além do Porto de Santos, a APS também assumiu em 2025 a gestão do Porto de Itajaí. Desde então, regularizou o contrato de dragagem de manutenção e mantém monitoramento constante por meio de levantamentos batimétricos. “A atuação combinada de dragas Hopper e de injeção de água tem sido fundamental para manter os calados operacionais”, informa Matheus Trocoli Novaes, Gerente de Dragagem da APS.
A curto prazo, a expectativa é viabilizar parcerias com centros de pesquisa nacionais e internacionais, especialmente para efetuar estudos dedicados à investigação das características e padrões de ocorrência de lama fluida, bem como para a análise de metodologias alternativas de dragagem, como as técnicas classificadas como Non-Sediment Collecting Dredging (NSCD), que promovem o retrabalhamento dos sedimentos no próprio local de intervenção, sem envolver sua efetiva remoção e descarte oceânico. Segundo Novaes, portos como Hamburgo e Roterdã já desenvolvem estudos avançados sobre esses temas.
“Obras de dragagem demandam um planejamento de longo prazo que integre inovação, sustentabilidade e segurança jurídica”, afirma. Para ele, a dragagem deve ser encarada como um pilar fundamental para assegurar a continuidade operacional e a competitividade no ambiente portuário.
Para saber mais acesse: https://portosecostas.com.br/


O chamado “tarifaço”, carta enviada por Donald Trump ao presidente Lula, anunciando taxação de 50% sobre produtos brasileiros, entrou em vigor no dia 6 de agosto de 2025, após ser formalizado por meio de decreto assinado em 30 de julho. A medida atinge cerca de 35,9% das mercadorias exportadas ao mercado norte-americano, o que representa aproximadamente 4% do total das exportações brasileiras.
Ainda que, no geral, o impacto não atinja a totalidade das exportações, ele recai de forma dolorosa sobre os microempreendedores individuais (MEIs) que dependem de nichos específicos e de curto prazo, como os setores de bens perecíveis — peixe, frutas, açaí, mel, entre outros. O cenário é especialmente preocupante considerando que, segundo dados do Sebrae, em 2024 os empreendimentos de micro e pequeno porte exportaram aproximadamente 130% a mais para o mercado estrangeiro em comparação a uma década atrás, o que evidencia a crescente inserção desse segmento no comércio internacional e o potencial prejuízo causado por barreiras repentinas como o tarifaço.
O ministro Márcio França alertou que, apesar de o volume afetado representar apenas uma pequena fração do total exportado — cerca de 0,8% em valor financeiro e envolvendo aproximadamente 20 mil empresas — o impacto nas cadeias mais delicadas é significativo. Produtos perecíveis sofrem com inviabilidade de estocagem ou redirecionamento para outros mercados.
No caso do açaí, que tem grande parte da produção direcionada aos Estados Unidos, especialmente no Pará, o aumento da tarifa já provocou cancelamentos de pedidos e perda de demanda externa. Isso afeta diretamente milhares de extrativistas que dependem da renda gerada pela cadeia do fruto.
Outro setor sensível é o do café. Com compradores americanos adiando importações, os exportadores brasileiros enfrentam perdas financeiras, especialmente em contratos de câmbio antecipados. A queda nas exportações já chegou a 28,1% em julho, com arábica caindo 20,6% e robusta quase 50%.
Para Mateus Vicente, CEO da MaisMei, “o tarifaço expõe uma fragilidade estrutural dos MEIs: muitos ainda dependem de um único mercado e não têm caixa nem recursos para reagir rapidamente. Isso desanima o MEI a vender para outros países.”
Apesar de o governo federal responder com ações, o impacto real na ponta dos empreendedores ainda causa incerteza. “Os pequenos ficam sem fôlego para enfrentar quedas de demanda e não têm acesso à Justiça internacional. Precisamos de uma ajuda do governo que realmente funcione e chegue logo”, complementa Vicente.
Uma medida emergencial em curso é o anúncio, em 12 de agosto, de pacote de apoio de R$ 30 bilhões, com linhas de crédito e compras governamentais para socorrer exportadores afetados pela nova tarifa. A iniciativa será detalhada em Brasília nos próximos dias.
Mesmo com o pacote, o desafio vai além do curto prazo. A dependência de exportações concentradas exige estratégias estruturais — digitalização, acesso a novos mercados, capacitação logística.
Mateus Vicente reforça que "quando o microempreendedor tem acesso às ferramentas corretas, ele reage melhor a choques como este." A MaisMei, por exemplo, oferece conteúdos e ferramentas que ajudam o empreendedor a entender a importância de diversificar mercados, se planejar e usar a tecnologia para vender.
O Brasil ainda tem muito a avançar no número de pequenos exportadores. Enquanto países como Itália e China têm mais de 65% da base produtiva atuando no comércio exterior, o Brasil está atrás e precisa de políticas como o programa Acredita Exportação para mudar essa realidade.
O “tarifaço” também reacende a urgência de políticas complementares, como programas de incentivo à contratação e de renegociação de dívidas, que ajudam a fortalecer o negócio do MEI, ampliando sua força para superar as dificuldades.
Apesar da adversidade, há lições a extrair. A crise pode ser catalisadora para acelerar a infraestrutura digital do microempreendedor, com apoio público e privado, MEIs podem ganhar mais autonomia e capacidade de adaptação.
Para Mateus, o tarifaço de Trump coloca à prova a capacidade de resposta dos MEIs exportadores brasileiros. A combinação de apoio governamental e fortalecimento institucional será determinante para que esses empreendedores superem o choque e avancem com mais segurança nos mercados globais.
“Não controlamos decisões externas, mas podemos fortalecer nossa base, explorar canais novos e estar prontos para reagir”, conclui Mateus Vicente.
Sobre a MaisMei
O SuperApp da MaisMei apoia Microempreendedores Individuais (MEIs) na formalização, gestão e crescimento de seus negócios. Disponível para Android, iOS e web, reúne serviços essenciais como abertura de CNPJ, emissão de notas fiscais, pagamento de impostos e acesso a benefícios do INSS. Com mais de 3 milhões de usuários, a plataforma também conecta MEIs a parcerias estratégicas, suporte especializado e conteúdos educativos, contribuindo para a regularização e o desenvolvimento sustentável do empreendedorismo no Brasil.
Dar pouca importância ao comportamento e valorizar apenas competências técnicas coloca profissionais em risco no mercado de trabalho.
Além de prejudicar a própria carreira, aqueles com dificuldade para se relacionar com colegas e líderes podem gerar desconforto no setor e afetar o desempenho da equipe.
Luciana Mariano, do Observatório de Carreiras e Mercado da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, diz que ser cordial e respeitoso tem impacto direto na manutenção do emprego e na produtividade:
“Um único indivíduo com atitudes negativas pode comprometer toda a equipe: conflitos surgem, a produtividade cai e talentos são perdidos.”
Pesquisa recente coordenada por ela revela que, entre os respondentes, 50% perderam o trabalho por questões comportamentais, 25% por automação de tarefas e 25% por cortes de despesas.
“Mais do que dominar ferramentas ou processos, é preciso desenvolver inteligência emocional, empatia, respeito e responsabilidade nas relações, além de se questionar sobre sua postura nas relações do dia a dia e a sua forma de lidar com as emoções e com os outros.”
Dar pouca importância ao comportamento e valorizar apenas competências técnicas coloca profissionais em risco no mercado de trabalho.
Além de prejudicar a própria carreira, aqueles com dificuldade para se relacionar com colegas e líderes podem gerar desconforto no setor e afetar o desempenho da equipe.
Luciana Mariano, do Observatório de Carreiras e Mercado da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, diz que ser cordial e respeitoso tem impacto direto na manutenção do emprego e na produtividade:
“Um único indivíduo com atitudes negativas pode comprometer toda a equipe: conflitos surgem, a produtividade cai e talentos são perdidos.”
Pesquisa recente coordenada por ela revela que, entre os respondentes, 50% perderam o trabalho por questões comportamentais, 25% por automação de tarefas e 25% por cortes de despesas.
“Mais do que dominar ferramentas ou processos, é preciso desenvolver inteligência emocional, empatia, respeito e responsabilidade nas relações, além de se questionar sobre sua postura nas relações do dia a dia e a sua forma de lidar com as emoções e com os outros.”
Confira dicas para ter bom comportamento no trabalho:
1. Seja respeitoso com colegas e líderes – Tratar todos com educação evita conflitos e fortalece relações no ambiente de trabalho.
2. Controle suas emoções – Evitar explosões de raiva, fofocas ou comentários negativos mantém o clima saudável e protege sua reputação.
3. Demonstre colaboração – Participar de tarefas em grupo, ajudar colegas quando necessário e reconhecer o trabalho dos outros reforça a confiança mútua.
4. Seja ético e confiável – Cumprir promessas, seguir regras e não se envolver em comportamentos questionáveis preserva sua credibilidade e a harmonia da equipe.
5. Evite reclamações excessivas – Apontar problemas sem apresentar soluções ou reclamar com frequência desgasta a imagem e prejudica a motivação da equipe.
6. Cuide da postura profissional – Respeitar prazos, manter organização e evitar conversas paralelas durante reuniões transmite comprometimento.
7. Valorize a diversidade – Respeitar diferenças culturais, de opinião e de estilo de trabalho fortalece a inclusão e previne conflitos.
8. Mantenha atitude positiva – Demonstrar entusiasmo e disposição para contribuir ajuda a inspirar colegas e melhora o clima organizacional.
9. Mantenha boa comunicação – Ouvir atentamente e falar de forma clara ajuda a evitar mal-entendidos e ressentimentos.
10. Aceite feedback com maturidade – Ouvir críticas construtivas demonstra profissionalismo e abertura para aprender.
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas


No primeiro semestre de 2025, a movimentação de contêineres pelos portos de Santa Catarina cresceu 12,5% em comparação com igual período do ano passado. Foram movimentados 1,38 milhão de TEUs (unidades equivalentes a um contêiner de 20 pés) de janeiro a junho nos terminais catarinenses, segundo dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). O montante equivale a 18,9% do total da movimentação de cargas conteinerizadas no país.
Considerando apenas as operações de junho, no entanto, a movimentação de contêineres recuou 6,5% frente a junho de 2024, e atingiu 216,7 mil TEUs. “Os números sinalizam a antecipação de embarques por compradores dos Estados Unidos, que nos meses anteriores ampliaram seus estoques diante da incerteza sobre as tarifas”, avalia o economista-chefe da FIESC, Pablo Bittencourt.
Dados da Antaq reforçam essa percepção. Produtos relevantes na pauta exportadora de SC mostram queda no mês de junho. Madeira serrada de espessura superior a 6mm registrou declínio de 36% no volume, enquanto madeira contraplacada ou compensada caiu 8%. O volume de carnes e miudezas comestíveis caiu 28,3%.
Bittencourt explica que as exportações do setor de madeira e derivados são impulsionadas pelo mercado de construção de residências nos Estados Unidos, que está em desaceleração ao menos desde maio. “A redução em junho também reflete, em parte, a antecipação de estoques”, avalia.
Portos
No acumulado do ano até junho, Itapoá teve incremento de 30,6% no número de contêineres movimentados, para 741,35 mil TEUs, ocupando a 3ª posição na movimentação. Portonave apresentou recuo de 20,7% (484,3 mil TEUs), enquanto o porto de Itajaí segue ampliando a operação e atingiu 103,9 mil contêineres movimentados no primeiro semestre. Esse desempenho levou o complexo portuário de Itajaí, que contempla os dados dos portos de Itajaí, Navegantes e Barra do Rio, à 4ª posição no país, com 588,3 mil TEUs. A movimentação de cargas conteinerizadas pelo Porto de Imbituba avançou 4,6%, para 52,24 mil TEUs.
Iniciativas buscam preencher vagas de emprego em diversos setores econômicos. Estado tem mais de 9 mil vagas em aberto – Foto: Mauricio Vieira/Arquivo/Secom
O Sistema Nacional de Emprego de Santa Catarina (Sine/SC), órgão vinculado à Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Serviços (Sicos), participará de quatro ações de emprego esta semana. As atividades serão realizadas em Joinville, São José, Porto Belo e Laguna, com parceria de prefeituras locais e instituições de apoio à geração de emprego e renda. Atualmente Santa Catarina tem mais de 9 mil vagas de emprego abertas pelo Sine.
“O Sine é a porta de entrada do trabalhador catarinense. Temos realizado e participado de muitas ações, sobretudo feirões de emprego, para aproximar cada vez mais empregadores e empregados. Santa Catarina vive um momento muito positivo do mercado de trabalho, fruto de um povo que trabalha e produz e de um Governo do Estado que apoia a economia e, portanto, o empreendedorismo”, destaca o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Silvio Dreveck.
Os eventos serão realizados a fim de atender o público em geral e oferecer diversos serviços para a população. No entanto, quem não conseguir estar presente nas ações pode comparecer a uma das 140 unidades do Sine SC espalhadas por Santa Catarina ou conferir uma vaga mais próxima por meio do Portal Emprega Brasil.
Ações de emprego em Joinville e São José
Na segunda e terça-feira, 18 e 19 de agosto, o Sine Móvel estará em Joinville, nos bairros Aventureiro e Paranaguamirim. No CRAS Aventureiro (rua Theonesto Westrupp, s/nº, esquina com Rua Jequié, ao lado do Corpo de Bombeiros) e no CRAS Paranaguamirim (rua João Luiz Miranda Coutinho, 845), haverá oferta de serviços de intermediação de vagas e orientações para quem busca colocação no mercado de trabalho.
Na quarta-feira, dia 20, o Sine de São José realiza entrevista presencial para 520 vagas, sendo 400 gerais e 120 exclusivas para PCDs. As oportunidades oferecem transporte fretado, pacote de benefícios completo, não exigem experiência e pedem disponibilidade para trabalhar em finais de semana, feriados, escalas e turnos. O atendimento ocorre a partir das 13h30, na Av. Presidente Nereu Ramos, s/n, bairro Campinas.
Ações de emprego em Porto Belo e Laguna
Na quinta-feira, dia 21, o Sine SC participa da 5ª edição do Emprega Mais Porto Belo, na Praça da Bandeira, das 9h às 16h. O evento reunirá diversas empresas parceiras e contará com a Unidade Móvel do Sine, do Sebrae, bem como de outros órgãos. Também haverá cursos gratuitos, vagas de jovem aprendiz e estágios ofertados pelo Sesi/Senai, além de orientações para empreendedores. Ou seja, a ação é gratuita e aberta a toda a comunidade.
Encerrando a agenda, na sexta-feira, dia 22, o Sine estará presente no Mercado Público de Laguna, das 14h às 17h. A ação integra a campanha Agosto Lilás, de prevenção à violência contra a mulher. A iniciativa contará, portanto, com estandes de serviços e promoção da cidadania, incluindo CRAS, CREAS, CadÚnico/PBF, Rede Catarina, OAB e outros parceiros. O objetivo é conscientizar a sociedade sobre o enfrentamento à violência contra a mulher, fortalecer as redes de proteção, bem como contribuir para o acolhimento das vítimas.


Por Fernando Beltrame, CEO da Eccaplan e especialista em Net Zero
A menos de 100 dias para a COP30, a primeira Conferência do Clima a ser realizada na Amazônia, o Brasil deveria estar na posição de protagonista global da agenda ambiental. No entanto, a realidade que começa a se desenhar é de um evento que corre o risco de ser lembrado mais pelos obstáculos logísticos e pela especulação imobiliária do que pelos avanços climáticos.
Belém, entretanto, é muito mais do que esta notícia recente sobre a escalada dos preços de hospedagens. Trata-se de uma cidade rica em cultura, história e hospitalidade, bem como, porta de entrada para a Amazônia e ponto de encontro de diferentes povos e saberes. Seu patrimônio gastronômico é reconhecido internacionalmente, suas manifestações culturais vibram em cada esquina e sua relação profunda com os rios e com a floresta a tornam um símbolo vivo da diversidade brasileira. Receber a COP30 é também uma oportunidade histórica para dar a Belém a visibilidade que merece dentro do próprio país, evidenciando sua relevância estratégica, seu potencial turístico e sua contribuição para o debate climático global. É este cenário único que torna a cidade um palco com enorme potencial para sediar um evento de tamanha importância, porém precisamos que a questão de hospedagens seja resolvida para voltarmos a falar sobre Belém como a cidade merece.
Por outro lado, o problema mais urgente é a escalada abusiva nos preços de hospedagens. Hotéis e plataformas apresentam tarifas até dez vezes superiores ao valor normal, com diárias que saltaram de R$ 200 para R$ 2.000. Essa disparada inviabiliza a participação de delegações de países em desenvolvimento, povos indígenas, organizações não governamentais e universidades: vozes essenciais para equilibrar as negociações climáticas. Na prática, a conferência tende a se tornar um palco restrito a grandes corporações e países ricos, em contradição direta com o espírito de equidade e justiça climática defendido pela ONU.
O cenário não é inédito. Na COP28, em Dubai, o mesmo fenômeno reduziu drasticamente a diversidade de participantes, esvaziando debates fundamentais. Agora, o risco é repetir o erro em pleno coração da floresta amazônica, com consequências ainda mais graves para a credibilidade do Brasil como anfitrião. Além da crise hoteleira, Belém enfrenta gargalos estruturais: obras críticas, como a reforma do Centro de Convenções Hangar, seguem sem garantia de conclusão; o sistema de transporte prometido (BRT) está incompleto; o saneamento básico é insuficiente e 30% da cidade sofre com inundações recorrentes. Tudo isso coloca em xeque a capacidade de receber as 40 a 50 mil pessoas esperadas.
A ironia é dura: um encontro global que busca limitar o capitalismo predatório pode ser comprometido justamente pela ganância imobiliária e pela falta de planejamento. Enquanto cientistas alertam para o aumento recorde das temperaturas e países vulneráveis pressionam por fundos de perdas e danos, a imagem que o Brasil projeta é a de um anfitrião despreparado e permissivo com abusos comerciais.
A situação já gerou repercussão internacional. Um abaixo-assinado, endossado por 25 países, entre eles nações africanas e ilhas ameaçadas pela elevação do nível do mar, cobra a mudança da sede da COP30, seja para outra cidade brasileira ou até para outro país. Em junho, na pré-COP de Bonn, o governo brasileiro prometeu conter custos e garantir acessibilidade, mas um mês e meio depois, nenhuma medida concreta foi anunciada.
Ainda em agosto, o Comitê de Logística da ONU se reunirá com representantes do Brasil para exigir planos claros: subsídios à hospedagem, transparência nas obras e alternativas como alojamentos em universidades e espaços públicos. Se não houver avanços, a COP30 corre o risco de virar um evento esvaziado ou até ser transferida, um prejuízo diplomático e de imagem incalculável.
O Brasil abriga 60% da maior floresta tropical do planeta e poderia transformar a COP30 em um marco de liderança climática. Mas sem ação imediata e firme, o que deveria ser símbolo de esperança pode se tornar exemplo de improvisação e desigualdade. O tempo para corrigir o rumo é agora.
Fernando Beltrame é mestre pela USP, engenheiro pela Unicamp e CEO da Eccaplan. Com mais de 20 anos de experiência em projetos de consultoria, sustentabilidade e estratégia Net Zero, já atuou em diferentes eventos e iniciativas como a COP18, Rio+20 e fóruns mundiais.
Foto: Ricardo Wolffenbüttel / Arquivo / SECOM
A Economia Criativa empregou mais de 180 mil trabalhadores formais em Santa Catarina em maio de 2025. O setor registrou crescimento de 30,27% na série histórica, entre dezembro de 2020 e maio de 2025. Esse desempenho demonstra que o setor vive um momento de expansão no estado.
A Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan) lançou nesta quinta-feira, 14, uma nova publicação do Informativo Mensal do Emprego. A edição de nº6 tem como destaque os indicadores do trabalho formal na Economia Criativa. As análises foram feitas pela equipe de economistas, com base nos dados e microdados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged).
A Economia Criativa é formada por um conjunto de atividades que têm a criatividade, o conhecimento e a inovação como principais recursos. Entre elas estão as ocupações relacionadas à cultura, gastronomia, tecnologias da informação e comunicação, audiovisuais, design, moda, publicidade, pesquisa e desenvolvimento.
Na série histórica, o segmento que apresentou o maior crescimento no quantitativo de trabalhadores formais em Santa Catarina foi a Publicidade, que dobrou de tamanho (+107%). O segundo maior crescimento foi do segmento de Teatro – Artes cênicas – (+70,9%). Festas e celebrações foi o segmento com o terceiro maior aumento (+71,4%).
Gastronomia e Tecnologias da Informação
No mês de maio, entre os 180 mil trabalhadores formais da Economia Criativa em Santa Catarina, 49,7% atuavam no segmento da Gastronomia. Na área de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), a participação foi de 26,8%. Dessa forma, os dados reforçam o perfil de SC como destino atrativo e polo de inovação.
Adicionalmente, a Publicidade concentrou 6,5% dos trabalhadores formais da Economia Criativa em SC, enquanto o Artesanato reuniu 5,5%, ambos no mês isolado de maio. Já no acumulado dos primeiros cinco meses do ano, as atividades do setor que mais geraram empregos foram a Publicidade (32,8%), a Gastronomia (29,5%) e a Tecnologia da Informação e Comunicação (25,0%).
O secretário de Estado do Planejamento, Fabrício Oliveira, reforça o papel estratégico da gastronomia e das tecnologias da informação. “Juntos, esses dois segmentos da Economia Criativa geraram mais de 76% dos empregos formais no mês de maio. Isso traduz o espírito inovador da população de Santa Catarina, aliado à valorização das identidades regionais e ao forte investimento em tecnologia”, afirmou o secretário.
Criatividade, conhecimento e inovação
Fabrício Oliveira enfatiza que o tripé da criatividade, do conhecimento e da inovação reúne os recursos fundamentais para o desenvolvimento sustentável e a competitividade econômica do estado. “As políticas públicas implementadas pelo governador Jorginho Mello fortalecem o ambiente de negócios, incentivam setores estratégicos, geram empregos de qualidade e fortalecem nossa identidade. As evidências mostram que nossos pilares de desenvolvimento combinam tradição e inovação”, declarou o secretário do Planejamento.
Ademais, cabe informar que o estado ocupou a primeira posição no Índice de Desenvolvimento Potencial da Economia Criativa (IDPEC) de 2023. Santa Catarina registrou um IDPEC de 0,78, empatando com o Estado de São Paulo. O indicador foi elaborado pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), com a finalidade de medir o potencial de desenvolvimento do setor nas Unidades Federativas do Brasil.
Acesse esses e outros dados no Informativo Mensal de Emprego
https://www.seplan.sc.gov.br/download/informativo-mensal-de-emprego-caged-maio-de-2025/?wpdmdl=82098&refresh=689d0cf48ada11755122932


Figurando como uma das principais incorporadoras e construtoras do país, destaque por seu investimento em destino, pessoas, inovação e desenvolvimento do segmento da construção civil, a FG Empreendimentos, recebeu pela 13ª vez consecutiva o Prêmio Top Of Mind, promovido pela NSC. A companhia, que tem à frente o empresário Jean Graciola, como presidente e cofundador, foi agraciada em duas categorias: Top População Regional Vale na categoria 'Construtora de Imóveis' e Top Executivo na categoria 'Construtora/Incorporadora de Imóveis'.
Com sede em Balneário Camboriú, a FG é hoje referência nacional pela sua atuação estratégica em múltiplas frentes: inovação em engenharia, fortalecimento do destino turístico, excelência em governança e valorização de pessoas. “Essa conquista é resultado de um trabalho contínuo, que une tecnologia, entendimento de mercado e compromisso com o desenvolvimento urbano. Buscamos entregar empreendimentos cada vez mais inovadores, com um olhar atento às necessidades da cidade e dos nossos clientes”, destaca Jean Graciola.
A construtora assina oito dos dez maiores edifícios do país e é responsável pelo lançamento do Senna Tower, o maior residencial do mundo. A empresa é auditada pela Ernst & Young, segue os princípios da governança corporativa e atua como agente transformador do desenvolvimento de Balneário Camboriú e de toda Santa Catarina. “Somos movidos por propósito. Investimos em inovação, conexão com a comunidade e valorização de toda a cadeia produtiva da construção civil”, complementa o presidente.
Mais do que um reconhecimento de marca, o Top Of Mind representa o vínculo afetivo da FG com a sociedade catarinense. “Esse prêmio só é possível porque somos uma empresa feita por pessoas e para pessoas. Investimos em talentos, fomentamos o crescimento coletivo e buscamos impactar positivamente a vida das pessoas e o entorno de cada projeto. Quando a comunidade cresce com a gente, nosso propósito se cumpre”, reforça Graciola.
A FG Empreendimentos agradece a todos que fazem parte dessa trajetória e que contribuem diariamente para que a marca siga à frente do seu tempo. “Essa conquista é de todos. De quem acredita, sonha e constrói conosco todos os dias”, finaliza.
Receberam os prêmios pela FG o diretor comercial e de marketing, Alex Brito, e a diretora administrativa, Dayana Feitosa.
Crédito: Agência J.Somensi
Empresários e trabalhadores de Santa Catarina firmaram consenso na nova Convenção Coletiva de Trabalho 2025/2026. O documento, fruto de diálogo entre o Sindicato das Empresas de Promoção e Organização de Feiras, Congressos e Eventos de SC (Sindeventos - SC) e o Sindicato dos Empregados em Empresas de Prestação de Serviços a Terceiros, Promoções e Eventos (Sindepresc), tem vigência entre 1º de maio de 2025 e 30 de abril de 2026.
Entre os principais pontos acordados está um reajuste de 6% no piso salarial. Questões como antecipação do 13º salário, adicional de hora extra, estabilidade pré-aposentadoria e garantias à gestante também foram contempladas.
“Este acordo reforça a importância estratégica do turismo de eventos em Santa Catarina, setor que movimenta a economia regional e gera milhares de empregos diretos e indiretos”, diz Develon da Rocha, presidente do Sindeventos - SC. Para Gabriela Naschenweng, presidente do Sindepresc, “é sempre bom acordar com o Sindeventos –SC. Eles se preocupam com os postos de trabalho e com a saúde financeira do setor. Sempre conseguimos avanços”.
Com cidades preparadas para receber feiras, congressos e encontros corporativos, o estado consolida-se como polo nacional do setor, especialmente com iniciativas que valorizam o trabalho formal e o desenvolvimento sustentável da cadeia produtiva de eventos.


Augusto César Diegoli @ gmail.com
Extorsão
Não será surpresa se o comando da Conferência Mundial do Clima (COP-30), estressado com os valores dos aluguéis da cidade que sediará, Belém, em novembro (há casos de R$ 1 milhão por uma casa normal), por 11 dias, transferir alguns eventos para outras cidades, como Florianópolis, São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador, dentre outras. A ganância está expondo ao mundo que, vergonhosamente, o Brasil é um lugar sem lei.
Escolas Sesi
A Federação das Indústrias (Fiesc) inaugurou a Escola Sesi de Referência em Lages, a quarta entregue nos últimos dois anos. Foram investidos R$ 48,6 milhões. O modelo tem foco na integração entre ensino e formação profissional, com suporte de laboratórios de alta tecnologia, espaços de inovação e afins.
Proteção patrimonial
Muitos brasileiros estão retomando o hábito de comprar terrenos como forma de proteção patrimonial e rentabilidade. Dados da última pesquisa de intenção de compra da Brain Inteligência Estratégica mostram que 63% dos compradores preferem casas em ruas, modelo que, na maioria das vezes, começa com a compra do terreno. Prova desse movimento é o sucesso do maior bairro-cidade do Sul do Brasil, o Flores de Sal, localizado em Tijucas. O empreendimento registrou 100% de adesão nas propostas da sua primeira fase com 623 lotes e já teve valorização de 68% em um ano, com projeção de atingir 150% em dois anos.
Sobram vagas
Com o rápido envelhecimento da população, a demanda por vagas em escolas municipais já não é um problema em muitas cidades. Estudo de âmbito nacional da Fundação Getúlio Vargas apontou que em mais de 60% delas o tamanho da turma nas escolas municipais já está abaixo da média da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, 21 por sala. Num recorte com cidades de mais de 200 mil habitantes, Blumenau se destaca. Em 100% da sua rede municipal, as turmas tem menos de 15 alunos, em média. Tem atualmente 27,4 mil vagas no ensino fundamental, com 22,8 mil estudantes matriculados. Assim, sobram 4.500 vagas.
Mercado esgotado
Há um absoluto desajuste no mercado da advocacia. A cada seis meses, estão sendo jogados no já esgotado mercado, milhares de novos advogados e estes, de forma absolutamente legítima, na expectativa de mantença e até mesmo da dignidade pessoal, é mais apenas resultados de um desajuste vai em busca do ajuizamento de mais processos. Dessa forma, o litígio hoje já não é mais apenas resultado de um desajuste nas relações sociais, a sim algo provocado, buscado, fomentado. O processo passa a ser um produto de mercado. O Judiciário não pode ser a primeira, única a mais rentável forma de solução de conflitos. Sua utilização deve ser por exceção e não por regra, desde que comprovadas a necessidade e a razoabilidade do emprego da custosa máquina judiciária. Magistrados e advogados não podem ignorar essa realidade, de que tudo deva virar processo, sem que ao menos haja uma tentativa da composição prévia com o outro litigante contra o princípio da razoabilidade. (Fonte: Câmara de Mediação e Arbitragem de Brusque).
Pessimismo
Saiu uma pesquisa Datafolha sobre o que os brasileiros estão achando da situação econômica do momento e futura e 45% responderam que vai piorar. Eram 33% na pesquisa de junho; 28% avaliam que irá melhorar. Eram 32% em junho. O percentual dos que acham que vai ficar como está caiu de 31% para 22%. No recorte para catarinenses, gaúchos e paranaenses, o pessimismo está alto: 64% avaliam que houve piora na situação recente no país, contra 54% na média nacional.
Viagem da maçã
A notícia do governo estadual de que depois de muita negociação foi viabilizado o serviço de despacho aduaneiro autorizado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária para que, a partir da safra 2024/2025 de maçãs frescas destinadas à exportação sejam inspecionadas e certificadas na origem, nos polos produtivos de São Joaquim r Fraiburgo, permitiu se saber de um capricho dos mais ordinários da nossa burocracia até agora, para obter o processo de certificação era necessário enviar as cargas para o Rio Grande do Sul, gerando custos logísticos e riscos da perda de qualidade da fruta, pela redução da sua vida útil. Isso sem contar com a boa vontade de alguns servidores federais.
Tarifaço e SC
O tarifaço de Trump atinge 905 municípios do Brasil, conforme levantamento do Estadão, que levou em conta os 30 produtos mais exportados para os EUA em 2024 e os segmentos que foram alvo da sobretaxa adicional de 40% decretadas dia 30 (uma taxa de 10% já havia sido anunciada sobre o Brasil, totalizando 50%, frente os mais afetados em SC, estão Jaraguá do Sul e Joinville. No primeiro, envolve máquinas, aparelhos e materiais elétricos e suas partes, aparelhos de gravação ou de reprodução de som, aparelhos de gravação ou de reprodução de imagens de som em televisão e suas partes e acessórios, totalizando US$ 245 milhões. No segundo, reatores nucleares, caldeiras, máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos, e suas partes, totalizando vendas de US$ 229 milhões.
Insanidade
SC corre o risco de perder 244 mil empregos e ter seu PIB reduzido em R$ 17 bilhões, caso dispositivos do Código Ambiental do Estado, instituído em 2009, sejam considerados inconstitucionais, conforme levantamento da Fiesc. No STF, a Procuradoria Geral da República, a pedido do Ibama, quer que sejam alterados artigos de forma que se imponham restrições (e a eliminação de que já está consolidada, e que revela a inacreditável estultice da ação) de atividades econômicas agrícolas, industriais e de serviços em toda a área territorial abrangida pelos chamados campos de altitude, mas não mais como é agora, acima de 1.500 metros, mas sim de 400. O documento da Fiesc vai integrar a ação na tentativa de garantir a validade da legislação estadual.
Canabidiol
A estranha regulamentação da lei estadual sobre acesso ao canabidiol medicinal via SUS, obriga aqueles que precisam a pagar muito caro. E são 5 mil pessoas no Estado. O produto importado custa cerca de R$ 2 mil enquanto o produzido aqui, pela Associação Santa Canabis, fica por R$ 430. Mas a entidade, que poderia triplicar a produção, sofre restrição de todo tipo. Estranho, muito estranho.
Casarão Gleich
Aconteceu sábado, dia 9, a entrega do Casarão Gleich, em pleno Centro de Brusque, devidamente restaurado. Uma obra prima, conduzida pelo arquiteto Rubens Aviz. A proprietária Sueli Gleich recebeu os convidados para entregar o casarão datado de 1940, devidamente restaurado. Muitas pessoas amigas declarando ter conhecido o casarão em épocas passadas. Dois ex-presidentes também conheceram: Juscgelino Kubitchek de Oliveira e Jânio Quadros. Era um espaço muito especial que recebia convidados para um chope, um churrasco, um bom sorvete na parte dos fundos, onde um jardim com muitas árvores fazia do local um ponto de encontro, principalmente nos finais de semana.
Praia engordada
Pela quarta vez em 30 anos, a Prefeitura do Balneário Piçarras, no litoral norte, vai novamente engordar a faixa de areia de dois dos sete quilômetros de extensão da sua bela praia central, ao custo de R$ 38,2 milhões. Foi aberta licitação no município é que, a olhos vistos, se percebe os efeitos das mudanças climáticas. O primeiro engordamento foi em 1998, refeito em 2008 e 2012. Depois, como dizem velhos sábios descendentes de açorianos, o mar veio buscar o que é seu. E virá quantas vezes for necessário.
Força da indústria familiar
A economia brasileira é formada por características únicas: 96% das empresas, por exemplo, são familiares, um cenário muito comum, também, no nosso Vale do Itajaí Mirim. Conforme dados do IBGE, as empresas familiares empregam aproximadamente 75% dos trabalhadores brasileiros e são as grandes responsáveis pelo PIB nacional. A nova geração de empresários assume a responsabilidade de manter e expandir esse legado, enfrentando desafios e aproveitando oportunidades em um cenário econômico dinâmico. As micro e pequenas empresas lideram a abertura de novos negócios em SC. Em 2023, das 123,4 mil empresas abertas no estado, 96% eram micros e pequenas, evidenciando a vitalidade do setor. Contudo, apenas 24% destas empresas se preparam para a sucessão. No Vale do Itajaí Mirim, sede de empresas familiares que se destacam nos setores têxtil, metalmecânico e móveis, essas indústrias são fundamentais para a economia local, gerando empregos e contribuindo para o desenvolvimento regional.
Nova escola Sesi
A Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) inaugurou a Escola Sesi de Referência em Brusque. Localizada na Avenida Primeiro de Maio, a unidade recebeu investimento de R$ 39,6 milhões e terá capacidade para atender até mil alunos, a maioria filhos de trabalhadores da indústria. A inauguração ocorreu na semana em que Brusque completa 165 anos. Essa é a quinta escola do tipo inaugurada pela Fiesc em dois anos. As unidades anteriores foram entregues em Itajaí, Joinville, Videira e Lages.
Reforma tributária
Um dos advogados tributaristas mais consultados para falar sobre a reforma tributária no país, Paulo Duarte Filho, estará em Brusque no próximo dia 27. Com tema: reforma tributária, Impactos Práticos e Perspectivas. Duarte é convidado da Sarturi Advogados, que completa três anos de atuação na cidade. Reconhecido por publicações internacionais como Chambers Global e Legal 500, o advogado é doutor em Direito Econômico pela Universidade de Ciências Econômicas de Viena e mestre em Direito Tributário Internacional pela Universidade de Munique. O evento acontecerá no Auditório da Acibr e as inscrições, limitadas, podem acontecer no site Sympla ou no telefone 3304-3484.
Novos mercados
O impacto do aumento das tarifas de importação nos EUA ainda começa a se desenhar e causa incerteza para trabalhadores e empresários que atuam com os mais de 3 mil itens que serão sobretaxados. Enquanto estratégias imediatas como gestão de estoques, embarques em tempo acelerado ou diminuição de produção desenham as primeiras reações, um caminho em vista é pensar novos destinos para a produção. A busca por mercados exportadores, porém, não tem resultados imediatos e exige preparações específicas.
Crise com os Estados Unidos
A estreia do tarifaço dos EUA para a maioria dos produtos catarinenses e brasileiros exportados aos Estados Unidos, sem a expectativa de um acordo geral favorável devido as tímidas negociações, acelera a crise econômica. Na prática, para boa parte das empresas exportadoras de SC, a crise chegou antes com a suspensão de compras por iniciativa dos importadores dos EUA logo que a tarifa nova foi anunciada. Um dos mais atingidos do país é o polo fabricante de móveis de madeira integrado pelos municípios de São Bento do Sul, Campo Alegre e Rio Negrinho, no Planalto Norte de SC. Outro setor que está com produção parcialmente parada desde o anúncio é o pesqueiro, da região de Itajaí. Cada um desses setores tem mais de 10 empresas impactadas.
Carros elétricos
Santa Catarina conta com mais de 1.200 hotéis e pousadas, mas só 85 têm estrutura de carregadores para veículos elétricos ou híbridos. O setor já concluiu que está perdendo hóspedes e investe em projetos para ampliar esse número. Essa carência foi apurada pela Vektor, empresa de Joinville do setor de energia. Ela fez parceria com a Automa durante a Expogestão pata disponibilizar programa pa-pafa instalação de carregadores à rede hoteleira. A Vektor estima que, até 2027 será possível triplicar o número de hotéis com esse serviço. O tema foi abordado pelas empresas na feira Equipotel.
Para não levar calote
Na hora de fechar negócios, muitos brasileiros ficam em dúvida se a outra parte realmente vai cumprir o prometido ou correm riscos de levar um calote. Mas acaba de chegar ao mercado uma solução para isso. O Conselho Nacional de Justiça regulamentou a Conta Notarial feita por meio de cartórios de forma digital, que permite o depósito do valor em custódia com liberação somente depois que um tabelião verificar o cumprimento do contrato de compra e venda por ambas as partes. A operação funciona de forma simples. O valor fica temporariamente custodiado em instituição financeira com o Colégio Notarial do Brasil – entidade que reúne os Cartórios de Notas do país – e o tabelião só autoriza a liberação após verificar que a cláusula prevista foi cumprida.
Desenvolvimento catarinense
Entre 2018 e 2025, durante a gestão liderada pelo presidente Mário Cezar de Aguiar, foram investidos mais de R$ 1,5 bilhão na educação, inovação, saúde e segurança do trabalhador. Os recursos foram distribuídos em todas as regiões de SC. Novas escolas de referência, adoção de metodologias de ensino inovadoras e qualificação das equipes estão entre os destaques do projeto de modernização da educação do sistema Fiesc. Somados aos investimentos em laboratórios didáticos e de pesquisas e desenvolvimento e em novas estruturas para qualificação profissional, além de saúde e segurança do trabalhador. Nas áreas de saúde e segurança do trabalhador foram criadas ferramentas digitais para acompanhamento e prevenção e novas estruturas, como clínicas de saúde e academias.
Cereais de inverno
Referência na produção de proteína animal, Santa Catarina enfrenta há anos o déficit de milho, um dos principais itens da ração de suínos, aves e gado leiteiro. O cultivo de cereal no Estado não é suficiente para atender a demanda e boa parte dos grãos usados na alimentação dos rebanhos precisa vir de fora. Isso gera uma pressão constante nos frigoríficos e já houve ameaças de transferência da produção para outras regiões. A construção da ferrovia para agilizar a logística do insumo, também debatida há muito tempo, ajuda, mas por si só não resolve o problema. Defende-se uma outra alternativa: o cultivo de cereais de inverno, como o trigo, que podem complementar a alimentação dos animais. SC ociosos em torno de 600 mil hectares que são plantados no verão, mas não são plantadas no inverno. Está se buscando utilizar essas terras para garantir valor para o produtor e toda e toda a sociedade e resolver o problema da cadeia de aves, suínos e gado de leite. A propriedade continuaria trabalhando.
Investimentos
Um levantamento da OCESC aponta que as cooperativas de Santa Catarina projetam investimentos de R$ 6 bilhões para 2025. Mas o setor tem encontrado dificuldade para encontrar crédito acessível, que viabiliza a expansão. Uma das principais alternativas, o Crédito Rural do governo federal, o dinheiro está mais escasso. As cooperativas estão buscando alternativas no mercado de capitais para poder viabilizar as suas indústrias e investimentos. É um contrassenso um país com ima vocação agrícola muito grande não ter uma política definida de crescimento.
Entre os dias 12 e 14 de setembro, Itajaí será palco da 1ª edição do Startup Weekend Health. O evento é perfeito para quem deseja inovar, empreender e explorar o potencial das tecnologias. Serão 54 horas de mentorias especializadas, workshops e networking com profissionais de diversas áreas, além de atividades em equipe para transformar ideias em projetos reais. As vagas são limitadas. Os interessados podem garantir sua inscrição por meio do link: https://eventos.meuingresso.com.br/techstars--startup-weekend-health-itajai-2025__16193/.
O Techstars Startup Weekend Itajaí 2025 - organizado de forma voluntária pela comunidade empreendedora local, e sem fins lucrativos, é focado em soluções inovadoras para o setor da saúde. A jornada, que conta com o apoio do Sebrae/SC, por meio do projeto Sebrae Startups, é dividida em três categorias: área criativa, área técnica e área de negócios. as vagas são limitadas. A expectativa é reunir cerca de 80 participantes.
O evento é dividido em três categorias:
Área Criativa: Se você respira criatividade e quer contribuir com inovação visual e experiência do usuário, essa é sua categoria. Ideal para designers, publicitários, jornalistas, ilustradores, UX/UI designers e comunicadores.
Área Técnica: Para os apaixonados por tecnologia que dominam a parte técnica do desenvolvimento de soluções inovadoras. Ideal para desenvolvedores, engenheiros de software, técnicos de TI e especialistas em tecnologia.
Área de Negócios: Se você tem visão estratégica e quer ajudar a estruturar modelos de negócio para startups, esta é sua categoria. Ideal para empreendedores(as), administradores, economistas e profissionais interessados em inovação.
Se você não se encaixa exatamente em uma dessas áreas, mas tem interesse em empreendedorismo, tecnologia e inovação, pode escolher a categoria que mais se aproxima do seu perfil e aproveitar ao máximo essa experiência.
Um movimento global
O Techstars Startup Weekend já aconteceu em mais de 150 países e reuniu mais de 193.000 participantes em 2.900 edições. Durante o evento, os participantes formarão equipes para criar startups, desenvolver protótipos e validar suas ideias de mercado com mentorias e feedbacks especializados. O final de semana termina com uma apresentação diante de um painel de jurados experientes, proporcionando uma experiência única e repleta de aprendizado.
Sobre o Sebrae/SC
O Sebrae/SC comemora, em 2025, 53 anos de dedicação ao fortalecimento dos pequenos negócios e ao fomento do empreendedorismo em Santa Catarina. Com presença em todas as regiões do Estado, a instituição oferece soluções que impulsionam o desenvolvimento econômico e social, apoiando milhões de empreendedores ao longo de sua trajetória. Reconhecido nacionalmente, o Sebrae é hoje a 4ª marca mais valiosa do país, com um ativo de R$ 33,9 bilhões, reflexo de sua credibilidade, impacto e compromisso com a transformação dos territórios onde atua. Em Santa Catarina, o Sebrae é parceiro estratégico de quem faz o estado crescer.


A Autoridade Portuária de Santos (APS) formalizou nesta terça-feira (12) a validação da solução Vanguard, sistema inteligente de monitoramento de resíduos sólidos desenvolvido pela startup Data Overseas.
A cerimônia de assinatura do documento, realizada na sede da APS, marca a conclusão bem-sucedida de um projeto originado no ESG Challenge 2024 — primeiro hackathon da instituição — e viabilizado por uma bolsa de inovação de R$ 36 mil administrada pela Fundação Centro de Excelência Portuária de Santos (Cenep).
A tecnologia foi demonstrada ao vivo durante o evento, com a condução do diretor da startup, professor Renato Marcio. A solução combina câmeras de alta precisão com algoritmos de inteligência artificial e comprovou eficácia na identificação automática de resíduos diversos em áreas operacionais do Porto em testes controlados.
Para Anderson Pomini, presidente da APS, a inovação é um marco na agenda de sustentabilidade do maior complexo portuário do hemisfério sul: "Esta tecnologia não apenas atende às exigências contratuais da bolsa, mas tem potencial de redefinir nossos padrões de monitoramento ambiental".
Funcionalidades e Impacto
A solução Vanguard utiliza sensores ópticos integrados a um sistema de visão computacional para detectar, classificar e georreferenciar resíduos em tempo real. Durante a prova de conceito realizada em 27 de junho de 2025, a tecnologia analisou fluxos operacionais simulados com dados fictícios, identificando materiais como plásticos, metais e resíduos orgânicos com precisão.
O sistema gera alertas automáticos para equipes de gestão ambiental, permitindo resposta imediata e mapeamento de pontos críticos de acúmulo de detritos
Com a validação técnica, a Vanguard entrará em fase piloto. O objetivo é integrar a solução ao Sistema de Gestão Ambiental da APS, com potencial replicação em outros portos brasileiros. Claudio Bastos, Superintendente de Governança da APS, enfatizou o caráter colaborativo da iniciativa: "Esta conquista é fruto de um ecossistema que une startups, poder público e fomento à pesquisa. O modelo servirá de referência para futuras parcerias em inovação".
Contexto e Trajetória
A solução nasceu do ESG Challenge, realizado em junho de 2024 no Parque Tecnológico de Santos, quando a Data Over Seas foi uma das oito equipes finalistas. O evento desafiou participantes a criar tecnologias alinhadas a práticas ambientais, sociais e de governança, com foco em problemas críticos como gestão de resíduos, crise climática e inclusão portuária.
Como vencedora, a startup garantiu não apenas a bolsa de R$ 36 mil, mas também 12 meses de incubação no Parque Tecnológico e mentoria do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) — recursos estratégicos para refinar a plataforma Vanguard.
O desenvolvimento do projeto foi intermediado pela Fundação Cenep, entidade responsável por operacionalizar o programa de bolsas da APS e fomentar parcerias entre academia, setor público e empreendedores.
O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, afirmou nesta segunda-feira (11) que os programas sociais podem ser um dos motivos para a taxa Selic, mesmo alta, não conseguir fazer a inflação convergir para a meta desejada. A declaração foi feita durante palestra na Associação Comercial de São Paulo.
Galípolo citou que essas políticas, “que foram desenhadas como uma reação à covid e que permaneceram”, têm um “caráter mais progressivo, que tende a colocar mais dinheiro na mão da camada da população que tem uma propensão marginal a consumir mais elevada”. Ele não mencionou nenhum programa social específico.
O presidente do BC discutiu o tema ao tentar explicar por que, mesmo com juros elevados, a economia brasileira mantém um certo dinamismo. Segundo ele, esse fenômeno traz um efeito colateral: “há maior dificuldade para reduzir a inflação do que em outros países”. Ele ressaltou que “a gente não enxerga ainda as expectativas de médio e longo prazo produzirem uma convergência à meta como é desejado do ponto de vista do mandato do Banco Central”.
Os programas sociais no Brasil custam, atualmente, pelo menos R$ 387 bilhões por ano. A expectativa dos analistas do mercado financeiro para a inflação em 2025 é de 5,05%, conforme o Boletim Focus divulgado pelo BC nesta segunda-feira. Apesar das quedas seguidas nas estimativas por 11 semanas, a inflação permanece acima da meta oficial, que é de 3%, com teto em 4,5%.
Galípolo também comentou que as novas tarifas de importação impostas pelos Estados Unidos aumentam a incerteza na economia global, sendo mais um fator para a manutenção dos juros em patamar elevado. Contudo, destacou que o Brasil “vai se machucar menos” em comparação ao México e outros países mais expostos à economia americana.
Ao falar sobre a pressão da sociedade em seu cargo, Galípolo fez uma analogia: “É como jogar na Bombonera com juiz duvidoso”, referindo-se ao estádio do Boca Juniors, na Argentina.
O presidente do BC ressaltou a importância do Pix ser administrado pela autoridade monetária. Segundo ele, se o sistema fosse gerido por entidades privadas, “sempre ficaria uma suspeita do ponto de vista de conflitos de interesse”. Galípolo observou que o uso de outros meios de pagamento cresceu significativamente desde o início da operação do Pix, em novembro de 2020, atribuindo esse crescimento à inclusão financeira proporcionada pelo sistema.


A conta de luz dos brasileiros deve ficar mais cara em 2025. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta segunda-feira (11) que elevou a projeção de reajuste médio das tarifas de energia de 3,5% para 6,3% para o próximo ano. O índice revisado está acima das expectativas de inflação divulgadas pelo Banco Central, que projeta alta de 5,05% para 2025, segundo o Boletim Focus.
O principal motivo para o aumento no reajuste é a expansão do orçamento da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), um fundo setorial que financia políticas públicas no setor elétrico, como subsídios para irrigação, incentivo à geração de energia renovável e programas de universalização do serviço. Para 2025, a Aneel aprovou um orçamento de R$ 49,2 bilhões para a CDE, valor R$ 8,6 bilhões maior do que o previsto inicialmente pela área técnica.
Deste montante, R$ 46,8 bilhões deverão ser repassados diretamente aos consumidores por meio das tarifas, o que pesa no bolso dos usuários. Parte do aumento no orçamento da CDE está relacionada a uma devolução menor do que o esperado de créditos tributários do PIS/Cofins, que foram cobrados indevidamente pelas distribuidoras de energia no passado.
Além dos encargos setoriais, o cenário hidrológico desfavorável também contribui para o aumento no custo da energia. A Aneel estima que as chamadas bandeiras tarifárias — que indicam custo extra na conta de luz de acordo com a disponibilidade hídrica — devem permanecer acionadas até o fim do período seco, previsto para novembro. Atualmente, vigora a bandeira vermelha no patamar 2, a mais cara, que acrescenta R$ 9,79 a cada 100 kWh consumidos.
A expectativa é que as tarifas só voltem ao patamar da bandeira verde em dezembro, com a chegada do período úmido e a recuperação dos reservatórios.
A produção industrial de Santa Catarina cresceu 4,4% no primeiro semestre de 2025. Entre os setores que puxaram o desempenho na comparação com o igual período no ano passado estão: fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (19,7%), fabricação de móveis (8,7%), fabricação de produtos minerais-não metálicos (8,6%) e fabricação de máquinas e equipamentos (7,9%). O crescimento da produção catarinense no período foi superior à média brasileira (1,2%), mostram os dados do IBGE, compilados pelo Observatório FIESC.
O presidente da FIESC, Gilberto Seleme, ressalta que, apesar do crescimento registrado no acumulado do ano, a análise de junho em relação a maio revela queda na produção de segmentos relevantes da indústria. “Há sinais de desaceleração na economia do estado, influenciada pelos juros elevados. Mas cabe destacar que este cenário não incorpora ainda os graves efeitos das tarifas aplicadas pelos Estados Unidos, que foram anunciadas em julho e entraram em vigor em agosto”, afirma.
Desaceleração em curso
Em junho, a produção industrial recuou 0,8% na comparação com maio. Entre as atividades que registraram queda no período (livre dos efeitos sazonais) estão: fabricação de móveis (-8,7%), fabricação de produtos de borracha e de material plástico (-5,9%), fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (-4,9%), fabricação de produtos têxteis (-3,6%), fabricação de produtos de madeira (-2%) e fabricação de celulose, papel e produtos de papel (-2,2%).


O presidente da Federação das Indústrias de SC (FIESC), Gilberto Seleme, e o coordenador do Fórum Parlamentar Catarinense, Pedro Uczai, discutiram na manhã desta segunda-feira (11) os impactos da entrada em vigor das tarifas de 50% sobre exportações brasileiras aos Estados Unidos.
Diante de um novo documento oficial da aduana norte-americana, que informa que o setor de madeira e derivados será atingido pelo aumento tarifário, a Federação salientou ao deputado catarinense os efeitos sobre toda a cadeia de base florestal, em especial sobre a manutenção de empregos. A redução de pedidos já está provocando férias coletivas e o risco de demissões é elevado.
“Sem medidas de apoio às empresas exportadoras do segmento de madeira e derivados, móveis e molduras, os empregos catarinenses vão migrar para a Ásia. Países como o Vietnã, que já competem pelos mesmos mercados com os produtos de SC, estão mais competitivos por causa da tarifa de 50% imposta ao Brasil e tendem a ganhar participação no mercado norte-americano”, destaca Seleme.
O coordenador do Fórum solicitou informações técnicas sobre os efeitos nocivos do tarifaço sobre a economia catarinense e dos principais segmentos afetados no estado, para subsidiar uma reunião com o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin.
Santa Catarina é o estado com o maior número de polos internacionais do setor de madeira e derivados, com cinco regiões exportadoras. O Paraná conta com quatro polos, e o Rio Grande do Sul com um. “Algumas cidades catarinenses têm sua movimentação econômica muito atrelada a indústrias com elevada exposição ao mercado norte-americano e as consequências econômicas e sociais seriam severas”, explica Seleme.
A FIESC está mobilizando a bancada catarinense pela necessidade de apoio a políticas públicas que minimizem os efeitos no curto prazo. “Mesmo que nossas indústrias estejam buscando abrir novos mercados, conforme a pesquisa da Federação mostrou, esse é um processo longo. Soma-se a isso o fato de que empresas de todo o mundo estão buscando destinos alternativos para os produtos que seriam destinados aos EUA, o que aumenta a competição internacional”, informa.
Dados das exportações
Em 2024, o estado de SC exportou US$ 1,744 bilhão para os EUA.
Os EUA são o principal destino das exportações de Santa Catarina, com participação de 14,9% no total exportado de 2024.
O setor de madeira e móveis catarinense foi responsável por US$ 768,3 milhões em vendas aos EUA em 2024.
Os cinco principais setores exportadores de SC para os Estados Unidos são:
Produtos de madeira US$ 650,7 milhões - 37,3% do total vendido aos EUA
Veículos auto e peças 258,6 milhões - 14,8% do total vendido aos EUA
Equipamentos elétricos 232,3 milhões - 13,3% do total vendido aos EUA
Máquinas e equipamentos 119,2 milhões - 6,8% do total vendido aos EUA
Móveis 117,6 milhões - 6,7% do total vendido aos EUA
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas
A decisão do governo dos Estados Unidos de sobretaxar em 50% uma ampla gama de produtos exportados pelo Brasil, a partir do dia 6 de agosto, está gerando uma forte movimentação das empresas impactadas para analisar quais ações devem tomar frente ao tarifaço. A avaliação dos contratos em andamento é o primeiro passo recomendado, segundo o Martinelli Advogados, um dos principais escritórios de advocacia do País, que alerta as empresas a não tomarem medidas precipitadas ou que tragam riscos futuros.
“O primeiro ponto de atenção devem ser os contratos, seja para avaliar as cláusulas de cancelamento, não cumprimento dos prazos de entrega ou a responsabilidade pelo pagamento da sobretaxa”, destaca Thiago Felippe de Oliveira Santos, especialista em Negócios Internacionais e Tributação Internacional e sócio do Martinelli. Ele observa que muitas empresas exportadoras não têm contratos ou desconhecem que eles têm cláusula padrão daquele país indicando que a responsabilidade pelo desembaraço das mercadorias – incluindo o pagamento de tarifas e do imposto incidente sobre a operação – é das empresas que exportam para o mercado americano.
Por isso, antes de optar por suspender o contrato ou avaliar um reposicionamento na cadeia de distribuição do produto, é preciso realizar um planejamento cuidadoso, considerando os vários pontos de atenção. “Se a empresa desejar suspender os contratos, terá que avaliar quais serão as consequências, tanto em termos das multas previstas no contrato quanto em termos comerciais”, observa Thiago Santos.
Como há a possibilidade de que ainda ocorram surpresas no cenário das relações comerciais entre EUA e Brasil – o que inclui a perspectiva de que outros produtos ainda sejam isentos da sobretaxa, ou, na mão contrária, que haja algum entendimento dos norte-americanos de que as tarifas setoriais de produtos se somem a essa sobretaxa –, a recomendação é avaliar os possíveis cenários e aguardar até que haja maior clareza quanto aos possíveis desdobramentos da situação.
“Um risco é as empresas buscarem soluções para driblar as tarifas sem um planejamento adequado e sem avaliar os possíveis riscos, como fazer triangulações para montagem do produto final em país da região cuja tarifa junto aos EUA seja menor, para exportação posterior ao mercado americano”, exemplifica o advogado.
Até mesmo a opção de abrir uma operação diretamente nos EUA requer uma análise cuidadosa. “Além do tempo necessário para o início da manufatura local, o custo de produzir no mercado americano é muito mais elevado do que no Brasil, e se a empresa faz isso e depois há uma nova mudança nas políticas tarifárias, a estratégia pode não alcançar os resultados esperados”, observa Thiago Santos.
Por outro lado, buscar a via da judicialização no mercado americano é uma das ações ainda não recomendadas, devido aos altos custos envolvidos e à reduzida chance de sucesso, que pode acabar onerando duplamente as empresas.
Sobre o Martinelli Advogados
O Martinelli Advogados é um escritório que oferece soluções completas voltado à advocacia empresarial, que também atua com forte viés em Consultoria Jurídica, Tributária, Fiscal e em Finanças Corporativas. Fundado em 1997 em Joinville, Santa Catarina, o escritório evoluiu rapidamente de uma pequena sala para a lista dos 10 escritórios mais admirados do Brasil. Hoje conta com mais de 900 profissionais atuando com unidades próprias em algumas das principais cidades brasileiras, incluindo São Paulo, Ribeirão Preto e Campinas (SP); Rio de Janeiro (RJ); Brasília (DF); Belo Horizonte (MG); Curitiba, Maringá e Cascavel (PR); Porto Alegre, Caxias do Sul e Passo Fundo (RS); Joinville, Florianópolis, Criciúma e Chapecó (SC); e Sinop (MT).


Em um anúncio considerado histórico para o agronegócio da Serra Catarinense, o governador Jorginho Mello confirmou a liberação do Porto de Imbituba para exportações diretas de maçã, com os procedimentos aduaneiros realizados em São Joaquim. A medida representa um avanço significativo para a cadeia produtiva da fruta, que é uma das principais forças econômicas da região.
Com a nova regulamentação, os produtores não precisarão mais realizar o desembaraço aduaneiro em portos distantes, como Itajaí ou Navegantes, o que tradicionalmente gerava custos adicionais e atrasos logísticos. A partir de agora, todo o processo poderá ser iniciado e validado diretamente em São Joaquim, otimizando tempo, reduzindo despesas com transporte e aumentando a competitividade da fruta catarinense no mercado internacional.
A iniciativa é resultado de articulação entre o Governo do Estado, Receita Federal, Ministério da Agricultura e representantes do setor produtivo. A expectativa é que a mudança fortaleça ainda mais a presença da maçã brasileira em mercados estratégicos como Europa, Ásia e América Latina, especialmente no período de colheita, entre fevereiro e maio.
Segundo dados da Epagri, Santa Catarina é o maior produtor nacional de maçã, e São Joaquim responde por cerca de 40% da produção estadual. A liberação do Porto de Imbituba com despacho local é vista por agricultores, cooperativas e exportadores como um divisor de águas para o futuro do setor.
TEXTO: WAGNER URBANO – Jornalista com informações da SECOM SC
Balneário Camboriú sedia, na próxima semana, a Feira de Logística e Transporte Multimodal de Cargas (Logistique), o mais importante evento de logística da Região Sul do Brasil. A exposição começa na terça-feira, 12, às 13h, no Expocentro e se estende até dia 14.
O Porto de São Francisco do Sul é um dos 100 expositores da Feira, com um estande que mostrará o funcionamento e as potencialidades do maior terminal portuário de Santa Catarina em movimentação de carga.
Na quinta-feira, 14, um dos destaques do evento será o painel “Desenvolvimento da Logística dos Grãos no Sul do Brasil”, que terá a participação da diretoria do porto francisquense.
O debate contará também com a presença do secretário estadual de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Beto Martins, e do presidente do Porto de Imbituba, Christiano Lopes de Oliveira.
De acordo com o diretor da Logistique, Leonardo Rinaldi, o evento contempla todas as interfaces da cadeia logística e através dos principais players do mercado, oferece uma ampla e variada oferta de produtos, serviços e soluções, compostas pelas mais recentes novidades e tecnologias que contribuem para as atualizações e melhorias do setor.
“Nossa feira é uma importante vitrine da logística e transporte multimodal de cargas e a participação desses portos é crucial para que os visitantes prospectem bons negócios”, disse ele, calculando que cerca de 12 mil pessoas visitem a Feira.
Confira a programação da Logistique:
https://logistique.com.br/logistique-summit/


O faturamento da indústria fechou o primeiro semestre de 2025 com alta de 6,5% em relação ao mesmo período do ano passado, revelam os Indicadores Industriais divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta sexta-feira (8). Apesar do bom resultado, a indústria dá sinais de desaceleração. Em junho, o faturamento industrial caiu 1,9%, acumulando recuo de 2,6% no segundo trimestre.
A perda de ritmo da indústria também se observa no número de horas trabalhadas na produção. Entre janeiro e junho, o indicador subiu 2,7% em relação ao mesmo período do ano passado. No entanto, o índice recuou 0,7% em junho, totalizando queda de 1% no segundo trimestre.
A desaceleração também ocorre no mercado de trabalho, ainda que de forma mais lenta. Em abril, o emprego industrial caiu pela primeira vez depois de 18 meses. Em maio e junho, os postos de trabalho do setor continuaram estáveis. Com isso, o emprego encerrou o segundo trimestre com ligeira queda de 0,1%. Já no acumulado dos seis primeiros meses do ano, aumentou 2,4% frente ao mesmo período do ano passado.
“O segundo semestre será desafiador para a indústria de transformação. Há bastante incerteza no mercado internacional, ao mesmo tempo em que problemas internos de longa data, como carga tributária e juros elevados, demanda interna insuficiente e falta de mão de obra especializada, seguem sendo entraves para o setor”, avalia Larissa Nocko, especialista em Políticas e Indústria da CNI.
UCI continua no mesmo patamar
Entre maio e junho, a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) da indústria variou 0,1 ponto percentual, chegando aos 78,8%. No segundo trimestre, a UCI caiu 0,1 ponto percentual frente ao primeiro trimestre. Entre janeiro e junho de 2025, ante o mesmo período de 2024, a queda foi maior: 0,8 ponto percentual.
Em junho, a massa salarial subiu 1,3%, fechando o segundo trimestre com alta de 1,2%. Já o rendimento médio real dos trabalhadores cresceu 1,2% em junho, acumulando alta de 1,7% no segundo trimestre.
Com presença institucional de destaque, a Warren participa da Logistique 2025 ao lado da OZ Corretora com uma proposta que vai além dos negócios financeiros. Juntas, as empresas lançarão o Lounge Warren + OZ, um espaço exclusivo ao lado do Lounge VIP da feira, voltado ao relacionamento com empresários, investidores e líderes do setor logístico e industrial.
A feira Logistique acontece de 12 a 14 de agosto, no Expocentro Júlio Tedesco, em Balneário Camboriú (SC) e, em paralelo, será realizado o congresso técnico Logistique Summit. Consolidado no cenário regional e nacional, o evento é considerado estratégico para os setores de logística, comércio exterior e relações internacionais.
O lounge funcionará como ponto de encontro para troca de experiências e conteúdo estratégico, e terá uma programação paralela de talks sobre temas como câmbio, logística internacional, inovação no comércio exterior e plataformas integradas. O local ainda receberá uma sessão especial de Q&A com um dos nomes mais aguardados do evento: o economista Felipe Salto.
Felipe Sato na Logistique Summit
Economista-chefe da Warren, Salto sobe ao palco do Summit Logistique no dia 13 de agosto, das 15h30 às 16h20, para ministrar a palestra “Os Desafios Fiscais no Brasil: como enfrentar o maior gargalo do desenvolvimento”. Com abordagem clara e técnica, o economista abordará pontos centrais para o futuro econômico do país, como o equilíbrio das contas públicas, a trajetória da dívida, os impactos das decisões fiscais sobre o crescimento e a importância da responsabilidade fiscal como pilar para o desenvolvimento sustentável.
Logo após a palestra, Salto se reúne com convidados e clientes no Lounge Warren + OZ para um momento informal de aprofundamento dos temas debatidos.
Ainda na programação oficial do Summit, a estrategista-chefe da Warren, Andréa Angelo, será moderadora de um dos principais painéis da feira: “Visões Estratégicas: Grandes Empresários debatem o Brasil”, também no dia 13. O debate reunirá lideranças de empresas como Whirlpool, Klabin, SIMPAR e FIESC/CNI para discutir perspectivas econômicas e os rumos do setor produtivo diante do atual contexto geopolítico e fiscal.
Para o CEO da Logistique, Leonardo Rinaldi, a presença da Warren na Logistique reflete sua atuação estratégica no mercado brasileiro. A empresa opera em duas frentes: a Warren Rena, uma das principais corretoras institucionais no Brasil e com a maior participação no sistema de Dealerança do Banco Central e do Tesouro Nacional, com destaque na atuação das operações de compra e venda de Títulos Públicos Federais. Além de atuar com relevância no mercado de derivativos, renda variável, agronegócio e crédito privado.
A atuação de Felipe Salto na Logistique é respaldada por uma carreira técnica respeitada. Mestre em Administração Pública pela FGV-SP, ele foi o primeiro diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado Federal, e também secretário da Fazenda do Estado de São Paulo, onde liderou a agenda de equilíbrio fiscal. Reconhecido pela análise objetiva e comunicação clara, é presença frequente em veículos como Valor Econômico, CNN, GloboNews e Estadão.
Já Andréa Angelo, estrategista-chefe da Warren, é referência nacional em projeções econômicas. Economista com sólida trajetória no mercado financeiro, ela figura entre os primeiros colocados nos rankings da Bloomberg para projeções de inflação e macroeconomia. Na Warren, lidera análises que embasam decisões de portfólio e participa de debates estratégicos com investidores e formadores de opinião.
“Com essa participação robusta, a Warren reforça seu compromisso com o debate qualificado e a construção de soluções sustentáveis para os desafios econômicos e logísticos do país”, pontua Leonardo.


A Log-In Logística Integrada, grupo de soluções logísticas, movimentação portuária, operações rodoviárias e navegação de Cabotagem, Mercosul e Feeder, divulgou nesta quarta-feira (06) os resultados financeiros e operacionais referentes ao segundo trimestre de 2025.
O período foi marcado pela maior Receita Operacional Líquida (ROL) já registrada para um segundo trimestre, de R$ 739,2 milhões, representando crescimento de 8,0% em relação ao mesmo período do ano anterior. O EBITDA ajustado consolidado foi de R$ 181,3 milhões, avanço de 21,2% na comparação anual e novo recorde histórico da companhia. Já o lucro líquido totalizou R$ 25,1 milhões no trimestre, 237,4% maior frente ao mesmo período do ano anterior.
O desempenho foi impulsionado, principalmente, pela torre da Navegação Costeira, que registrou receita recorde, e pelo crescimento das margens operacionais, resultado da melhoria na rentabilidade do Feeder. Houve também redução nas despesas operacionais e ganhos de eficiência em outras unidades de negócio.
De acordo com o Vice-Presidente Financeiro e de Relações com Investidores da Log-In, Pascoal Gomes, os resultados reforçam a resiliência do modelo de negócio da Companhia e a consistência da execução estratégica. “Tivemos um trimestre marcado por avanços relevantes na geração de receita e EBITDA, com controle de custos e bom desempenho das operações. Seguimos disciplinados na execução do nosso plano de longo prazo, com foco em eficiência e prestação de serviço cada vez mais adequados à realidade de cada cliente”, afirma Gomes.
Navegação Costeira
A torre de negócios da Navegação Costeira apresentou ROL de R$ 487,6 milhões no trimestre, alta de 16,6% frente ao 2T24, com destaque para o Feeder, que atingiu receita de R$ 211,9 milhões, o maior valor para um segundo trimestre, com crescimento de 63,7% em comparação ao mesmo período de 2024. O desempenho refletiu o aumento da demanda Feeder em rotas com melhor ROL unitária, apesar da queda de volume decorrente do encerramento do Serviço Shuttle Navegantes em abril/2025.
No Mercosul, houve crescimento tanto de receita quanto de volume de importações. Na Cabotagem, a Companhia alcançou um volume recorde de 57,1 mil TEUs, resultado da recuperação operacional após um período marcado por restrições logísticas em 2024 e pelo aumento da frota alocada no Serviço Expresso Amazonas (SEA). O EBITDA ajustado da Navegação foi de R$ 131 milhões, com margem de 26,9%, crescimento de 2,1 p.p. frente ao mesmo período de 2024.
Segundo o Vice-Presidente de Navegação da Log-In, Marcus Voloch, a performance do trimestre consolida uma virada importante após os desafios logísticos enfrentados no ano anterior. “O avanço da Navegação é um reflexo do grande aumento da confiabilidade em nossas rotas e malha logística, além de um detalhado trabalho de revisão do portfólio comercial. A expansão do SEA tem ampliado nossa presença em Manaus e consolidado o modelo porta-a-porta com mais previsibilidade e competitividade”, reforça.
Já a torre de Soluções Integradas se manteve estável no período, com ROL de R$ 16,4 milhões e EBITDA de R$ 8 milhões. A unidade encerrou o trimestre com 100% de retenção da carteira de clientes e NPS (Net Promoter Score) na Zona de Qualidade. Além da manutenção da base de clientes, a unidade de negócios também iniciou novos projetos customizados em regiões estratégicas, ampliando sua presença integrada na operação da companhia.
Terminal Portuário de Vila Velha (TVV)
O Terminal Portuário de Vila Velha encerrou o trimestre com ROL de R$ 99,1 milhões, retração de 3,5% em relação ao 2T24. Apesar da queda, o terminal alcançou dois recordes operacionais relevantes: maior volume de granéis para um segundo trimestre, com 129,9 mil toneladas, e a maior movimentação de contêineres em um único mês, com 25,4 mil boxes registrados em junho.
A movimentação de carga geral cresceu 11% no período, com destaque para o granel e para os veículos, cuja movimentação aumentou 39,6%. O EBITDA ajustado foi de R$ 41,1 milhões, queda de 8,1% em comparação ao segundo trimestre de 2024. A redução da receita refletiu a menor participação de cargas com maior valor agregado no mix, além da entressafra do café e do aumento da proporção de contêineres vazios.
Segundo o Diretor de Terminais da Log-In, Gustavo Paixão, o TVV inicia uma nova fase de retomada após os investimentos realizados em modernização. “Concluímos um ciclo importante com o retrofit e estamos em plena retomada, com recuperação e ganhos operacionais mensuráveis. Além disso, a nova área no Porto de Vitória, que tem previsão de operação para o final do terceiro trimestre de 2025, ampliará nossas possibilidades de atendimento e reforçará nossa posição como terminal estratégico e multipropósito na região Sudeste”, afirma Paixão.
Transporte Rodoviário de Cargas
O segmento rodoviário, operado pelas marcas Tecmar Transporte & Logística e Tecmar Norte, segue em processo de reestruturação, com foco em ampliar a produtividade e a eficiência. A ROL foi de R$ 136,1 milhões, queda de 7,3% frente ao 2T24, refletindo a redução de volume dos negócios de carga fracionada (Less than Truckload – LTL) e lotação (Full Truckload - FTL). Em contrapartida, houve evolução em indicadores operacionais e comerciais. O nível de serviço subiu 7% frente ao 2T24 e a base de clientes cresceu 9,2% em relação a 2024.
Segundo o Diretor Executivo da Tecmar, Maurício Alvarenga, os avanços demonstram a efetividade do plano de transformação em curso. “A estratégia de turnaround tem avançado com consistência. A melhora no nível de serviço e a expansão da base de clientes demonstram que estamos reconstruindo a atuação rodoviária com foco e eficiência”, finaliza o executivo.
ESG
Com relação à agenda ESG, a Log-In foi recertificada pela Great Place to Work (GPTW) Brasil como um excelente lugar para se trabalhar e conquistou, pela primeira vez, o selo de “segurança psicológica”. Outro marco do trimestre foi a adesão ao Pacto pela Sustentabilidade do Ministério de Portos e Aeroportos, iniciativa voltada a empresas comprometidas com a adoção de práticas ambientais, sociais e de governança. Além disso, o programa Comunidade a Bordo, uma das principais iniciativas sociais da Companhia, completou três anos de atuação, consolidando seu papel junto às comunidades portuárias.
Sobre a Log-In Logística Integrada
A Log-In Logística Integrada oferece soluções logísticas customizadas, movimentação portuária e navegação costeira integrada a outros modais e serviços, conectando, por terra e mar, o Brasil e o Mercosul. Atualmente, a empresa possui uma frota de nove navios porta-contêineres, com capacidade total de 24.366 TEUs e que oferecem serviços de navegação com rotas regulares integrando os principais portos do país à Argentina, Paraguai e Uruguai.
A Log-In também administra e opera o Terminal de Vila Velha (TVV), localizado no estado do Espírito Santo, além de um terminal intermodal em Itajaí (SC).
Compondo a torre de negócios do Transporte Rodoviário de Cargas, a Tecmar é uma empresa do Grupo Log-In especializada no transporte rodoviário: Less than Truckload (LTL), Full Truckload (FTL), Gestão de Armazenagem e Transporte de Contêineres, que, junto com a Oliva Pinto, complementa, também, o transporte marítimo de Cabotagem, de Importação e Exportação. Com uma rede de mais de 50 armazéns estrategicamente distribuídos e uma frota robusta com mais de 1.300 veículos próprios, a Tecmar oferece soluções logísticas de Norte a Sul do Brasil.
Essa estrutura completa possibilita a união de uma ampla malha rodoviária de distribuição de cargas fracionadas à malha de Navegação Costeira da Log-In, criando assim um serviço logístico único no mercado nacional, a Rodo-Cabotagem, produto focado no transporte de cargas fracionadas e que soma as melhores características do modal rodoviário e da navegação.
Conheça mais os nossos serviços em: www.loginlogistica.com.br.
A Embratur convida gestores públicos e empreendedores locais do turismo para a capacitação no Programa Novas Rotas - Costa Verde Mar, que acontece nesta terça-feira (12) em Balneário Camboriú. A iniciativa busca descentralizar o turismo internacional e direcionar o fluxo de visitantes estrangeiros para regiões com potencial turístico que ainda não são os principais destinos do país.
As capacitações presenciais, ministradas por equipes da Embratur, abordarão o comportamento do turista estrangeiro, práticas sustentáveis e análise de mercado. A abertura será às 9h e contará com a presença do presidente da Embratur, Marcelo Freixo, do presidente nacional do Sebrae, Décio Lima, do presidente da Associação dos Municípios da Foz do Rio Itajaí (Amfri), Tiago Baltt, e diversos prefeitos da região da Costa Verde & Mar. Logo em seguida à abertura, os técnicos da Embratur começam as aulas da capacitação, com uma pequena pausa para almoço e retorno com previsão de término às 15h30.
As atividades são realizadas em parceria com secretarias de turismo, operadores regionais, observatórios turísticos e parceiros estratégicos. A capacitação em Santa Catarina representa a primeira etapa do trabalho do programa no estado. A ação visa preparar o mercado local para o perfil do turista internacional e aumentar a competitividade dos destinos da região, posicionando-os de forma estratégica no cenário global do turismo.


Falar sobre logística de transporte, atualmente, exige uma abordagem muito mais ampla do que apenas a operação de frete. O setor passou a integrar uma cadeia de atividades conectadas, que interagem com praticamente todas as áreas da empresa e influenciam diretamente os resultados comerciais e a experiência do consumidor.
A logística moderna deixou de ser apenas um elo operacional e passou a ser parte essencial da estratégia empresarial. Desde o controle de estoques até o atendimento ao cliente, nem tudo depende da eficiência no transporte. A forma como uma empresa organiza sua logística pode definir não apenas os prazos de entrega, mas também a percepção de qualidade do produto.
Neste cenário em constante evolução, Ricardo Hirata traz sua expertise como curador do Fórum de Real Estate Logístico, que integra a programação da edição deste ano da feira Logistique e Logistique Summit 2025, que acontece de 12 a 14 de agosto, no Expocentro BC, em Balneário Camboriú (SC). Hirata iniciou sua carreira na JLL em 2012 e hoje é diretor na área de locação de imóveis industriais, logísticos e data centers. Ao ingressar na empresa, liderou a equipe de Pesquisa e Estratégia. Também atuou na BRF – Brasil Foods, como gestor de produtos e marketing, acumulando experiência em análise de mercado e indicadores de desempenho, além de ter passagens por áreas como supply chain, logística, gestão da demanda e comercialização de produtos.
Com sólida presença no Brasil, a JLL oferece um amplo portfólio de soluções para todo o ciclo imobiliário, que inclui serviços de locação e venda, consultoria e avaliação, gerenciamento de facilities, gestão de projetos e obras, além da administração de condomínios. A empresa atua nos segmentos corporativo, industrial, logístico, hoteleiro, de data centers e varejo, apoiando ocupantes e investidores na tomada de decisões estratégicas.
“O fórum abordará temas relacionados à demanda e à oferta de galpões e centros logísticos, analisando como, nos cenários atual e futuro, proprietários e investidores lidam com os custos para desenvolver novos empreendimentos e atender à crescente demanda de operadores logísticos e empresas de diversos setores que enfrentam atualmente uma baixa taxa de vacância”, pontua Hirata.
Mercado da logística cresce em torno dos centros urbanos
Nesse contexto, o especialista destaca a importância de investimentos em infraestrutura logística, sobretudo nas regiões próximas aos grandes centros urbanos, onde há escassez de galpões prontos para ocupação – reflexo da alta histórica de ocupação do estoque existente. “Além disso, os custos para novas construções aumentaram, assim como a taxa de juros, levando as empresas a buscarem soluções como os projetos Built to Suit (BTS)”, explica.
Hirata ressalta ainda o papel de destaque do Sul do Brasil, que tem atraído novos empreendimentos voltados ao e-commerce e a cadeias ligadas à importação e exportação, graças à proximidade com a infraestrutura portuária. Segundo ele, o país tem se destacado nos últimos anos pelo crescimento no desenvolvimento de galpões e condomínios logísticos, atraindo capital estrangeiro e investidores institucionais, impulsionados pela pujança do mercado brasileiro e pelas mudanças nos hábitos de consumo.
“A dinâmica do setor mudou especialmente durante e após a pandemia, o que elevou o patamar de entregas e taxas de ocupação, provocando uma disputa por mais espaços e exigindo mais eficiência no uso das áreas disponíveis. Isso abriu caminho para o uso de novas tecnologias e a evolução do setor”, acrescenta.
Para Hirata, a Logistique vem se consolidando como referência ao reunir empresas e corporações em busca de crescimento no mercado logístico, promovendo visibilidade e ambiente favorável a novos negócios.
Leonardo Rinaldi, CEO da Logistique, reforça que o Fórum de Real Estate Logístico nasce com o objetivo de reunir os principais players do mercado para debater transformações, tendências e oportunidades no desenvolvimento de galpões, condomínios logísticos e infraestrutura industrial. “Queremos promover conexões estratégicas entre investidores, desenvolvedores, operadores e tomadores de decisão da cadeia logística nacional. As inscrições são gratuitas e as vagas são limitadas”, afirma.
Ricardo Hirata conclui destacando que a JLL é uma empresa global com um portfólio diversificado de clientes multinacionais e um histórico consolidado de conquistas no Brasil. “Apostar em novas conexões também está em nosso DNA. Isso nos impulsiona a explorar novos mercados, e o fórum contribui de forma significativa para essas conquistas.”
A imposição de tarifas de até 50% sobre aço brasileiro pelos Estados Unidos, anunciada pelo presidente Trump e com vigência a partir de 6 de agosto de 2025, representa um abalo significativo à competitividade das exportações do país. Os EUA são o segundo maior destino das exportações brasileiras de aço e ferro, com vendas em torno de US$ 4,7 bilhões em 2024, correspondendo a cerca de 48% das exportações do setor. Para empresas atuantes na cadeia interna, como a Pinheiro Ferragens, a turbulência internacional exige um reposicionamento estratégico urgente.
Segundo Janine Brito, presidente do Lide Mulher Brasília e CEO da Pinheiro Ferragens, incentivar as empresas a se consolidarem no mercado interno é essencial. “Com as tarifas americanas dificultando as exportações aos EUA, a melhor alternativa para as exportadoras de ferro e aço passou a ser consolidar o mercado interno e ampliar relações de comércio com outros mercados. No caso da Pinheiro, há algum tempo que estamos investindo na consolidação da marca dentro do mercado nacional e queremos ampliar nosso âmbito de atuação no estado. Queremos garantir que os clientes encontrem aço de qualidade, entregas mais rápidas e preços muito competitivos, independentemente das tensões externas”, afirma.
Visão estratégica da empresa
Diante do cenário internacional instável e das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre o aço brasileiro, a Pinheiro Ferragens vem adotando medidas estratégicas para fortalecer sua atuação no mercado interno e reduzir os impactos da crise global. A empresa aposta no estreitamento de parcerias com construtoras e fornecedores locais. O objetivo é manter um suprimento contínuo e previsível, independentemente das flutuações externas.
Além disso, a Pinheiro tem investido fortemente na ampliação de sua infraestrutura logística e na formação de estoques estratégicos. “Essas ações visam garantir níveis seguros de abastecimento, mesmo em momentos de instabilidade internacional. O departamento responsável pela logística também está sendo modernizado, com foco na eficiência operacional e no cumprimento rigoroso de prazos”, explica Janine.
Outro pilar da estratégia empresarial da companhia é a diversificação de fornecedores. Ao priorizar parceiros que atuam com prazos e volumes ajustados às necessidades do mercado nacional, a Pinheiro Ferragens reduz sua dependência de insumos importados e conquista maior agilidade para reagir às mudanças do mercado. A flexibilidade conquistada com essa diversificação permite que a empresa se mantenha competitiva e preparada para lidar com cenários econômicos adversos.
Nesse contexto, a Pinheiro Ferragens busca maximizar sua competitividade dentro do país, fortalecendo o ciclo econômico local e reduzindo a dependência de mercados instáveis. A crise do aço no comércio mundial exige que empresas como a Pinheiro Ferragens adotem uma postura resiliente e centrada no mercado interno. Com foco em logística eficiente, diversificação de fornecedores e reforço do atendimento local, a empresa se posiciona como peça-chave para garantir estabilidade e qualidade à cadeia de construção brasileira em meio à volatilidade das relações exteriores.
Sobre a Pinheiro Ferragens – Fundada em 1960, a empresa nasceu com o objetivo de comercializar aço para a construção civil. De base familiar e pioneira na capital, foi responsável por oferecer grande parte dos materiais para a construção de Brasília. Atualmente, a empresa trabalha com um mix de mais de dois mil produtos comercializados e industrializados. Localizada no Setor de Indústrias de Brasília e Taguatinga, a loja possui moderna estrutura e serviços diferenciados.


Na segunda-feira (04), o Cooperativismo Catarinense foi recebido no Ministério das Relações Exteriores de Portugal. A agenda integra a missão do Sistema OCESC para ampliar a internacionalização das cooperativas de Santa Catarina. A comitiva cooperativista foi recebida pelo conselheiro e diplomata da Embaixada do Brasil, Luiz Felipe Rosa dos Santos.
“O povo de Santa Catarina é trabalhador, ordeiro, disciplinado e isso reflete no modo de fazer negócios e de empreender aqui em Portugal. A palestra desta manhã chama a atenção para a receptividade de Portugal com os brasileiros que querem empreender de forma séria, a partir das sinergias, da proximidade linguística, dos laços culturais e histórico que unem nossos dois países”, destaca Rosa dos Santos.
No encontro foram apresentadas as oportunidades para ampliar a presença internacional das cooperativas catarinenses e reforçar as relações institucionais e comerciais entre Santa Catarina e Portugal. “Portugal está aberto a mais investimentos e conexões com o Brasil e é por isso que as cooperativas catarinenses precisam internacionalizar nossos produtos e serviços. Nós temos um cooperativismo de excelência e precisamos ir para outros lados do mundo, a Europa é um dos caminhos. Escolhemos Portugal como nossa porta de entrada justamente pela facilidade criada pelos laços culturais. Futuramente queremos expandir para países que também têm laços e raízes com nossos descendentes, como Itália e Alemanha”, ressalta o presidente do Sistema OCESC, Vanir Zanatta.
Zanatta, apresentou o cooperativismo catarinense e seu alto impacto e importância socioeconômica para o Estado. Em 2024 as cooperativas de SC geraram 102,2 mil empregos, somaram 4,7 milhões de cooperados e obtiveram um faturamento de R$ 91 bilhões.
No período da tarde, a missão cumprirá uma série de agendas voltadas ao fortalecimento da cooperação internacional no setor produtivo. A primeira visita será à Associação de Produtores de Suínos (Grupo Ali). Criada em 1994 e reconhecida pelo Ministério da Agricultura português, a instituição nasceu da necessidade de enfrentar os desafios da suinocultura diante da concorrência europeia e hoje é referência em organização e produtividade no setor.
Na sequência, a comitiva será recebida pela Adega Cooperativa de Palmela, fundada em 1955 e considerada uma das principais produtoras de vinho da Península de Setúbal. Com cerca de 300 associados e 1.000 hectares de vinha, a cooperativa produz mais de 8 milhões de litros de vinho por ano.
Para encerrar as agendas do dia, os líderes cooperativistas catarinenses se reunirão com a Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas e do Crédito Agrícola de Portugal (CONFAGRI). Os representantes serão recebidos pela secretária-geral adjunta, Aldina Fernandes, que realizará uma apresentação especial sobre o Ano Internacional das Cooperativas. Aldina ressaltará o papel das cooperativas no desenvolvimento sustentável, na inclusão social e no fortalecimento da economia, reforçando a importância da integração entre cooperativas brasileiras e portuguesas.
FOTO: Cooperativismo Catarinense é recebido no Ministério das Relações Exteriores de Portugal. (Foto: Assessoria Kactus.)


JOSÉ ZEFERINO PEDROZO
Presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de SC (Faesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC)
Santa Catarina, por sua vocação agroindustrial e exportadora, não pode mais adiar uma decisão estratégica que impactará decisivamente seu futuro: o investimento urgente e consistente em infraestrutura ferroviária. Com uma malha rodoviária sobrecarregada, deficiente e em muitos pontos obsoleta, o Estado carece de alternativas logísticas compatíveis com sua pujança produtiva e com a complexidade das cadeias de suprimentos que sustentam sua economia. A recente criação do Sistema Ferroviário do Estado de Santa Catarina (SFE), com o respaldo jurídico e institucional da Lei nº 0474/2025, representa um divisor de águas nesse cenário. De parabéns, portanto, o governador Jorginho Mello pela iniciativa e a Assembleia Legislativa pela aprovação da lei.
Ao conferir ao Estado a prerrogativa de conceder, planejar e desenvolver trechos ferroviários, essa nova legislação rompe com a dependência exclusiva da União e inaugura uma era de protagonismo regional. Santa Catarina deixa de ser apenas espectadora do traçado nacional das ferrovias para assumir o timão do próprio destino logístico. Trata-se de uma conquista histórica e, ao mesmo tempo, de uma convocação à ação imediata.
O Estado detém apenas 4,4% da malha ferroviária nacional e responde por irrisórios 1,45% da carga transportada por esse modal. Essa desproporção é inaceitável frente ao peso da economia barriga-verde. Nesse contexto é urgente a necessidade de integrar o Oeste ao Litoral, criando um corredor ferroviário eficiente e contínuo entre as regiões produtoras do interior e os portos marítimos catarinenses. A expansão da Malha Sul, conectando Chapecó a Correia Pinto, constitui um passo necessário, mas insuficiente. O horizonte precisa ser mais ambicioso. A interligação entre os portos de Itajaí, Navegantes, São Francisco do Sul e Itapoá por ferrovia reforçaria a sinergia entre modais e expandiria a capacidade de escoamento das exportações, promovendo ganhos econômicos, ambientais e operacionais de grande magnitude.
O Estado já conta com exemplos consolidados de uso ferroviário, como a Malha Sul e a Ferrovia Tereza Cristina, ambas sob tutela federal. Com o SFE, abre-se a possibilidade de internalizar a gestão, modernizar os trechos existentes e, sobretudo, viabilizar novos empreendimentos sob regime de concessão ou autorização privada. A nova legislação permite outorgas de até 99 anos, proporcionando segurança jurídica e atratividade para investidores de longo prazo. Trata-se de um modelo inovador, sintonizado com o Novo Marco Legal das Ferrovias, que visa fomentar o surgimento de “shortlines”, linhas curtas voltadas a demandas locais, integradas à malha nacional.
Além dos projetos em curso — como a ligação entre os portos de Navegantes e Araquari, já com 70% de execução — o governo estadual vislumbra novas rotas estratégicas: a conexão entre a Ferrovia Tereza Cristina e o município de Aurora e a ferrovia litorânea que uniria os principais portos. São propostas que, se materializadas, impulsionarão a competitividade de Santa Catarina, mitigarão gargalos históricos e oferecerão à indústria, ao agronegócio e à sociedade instrumentos logísticos compatíveis com o século XXI.
Paralelamente, outra questão desafia a agroindústria catarinense, especialmente a cadeia de aves e suínos, altamente dependente da importação de grãos — milho e soja — oriundos do Centro-Oeste brasileiro. A inexistência de uma ferrovia ligando o Oeste de Santa Catarina ao Centro-Oeste agrava custos logísticos, onera a produção, limita a competitividade internacional e compromete a sustentabilidade do setor. É inconcebível que esse elo logístico continue ausente.
O esgotamento das rodovias, a saturação do modal rodoviário e os custos crescentes do transporte por caminhões exigem mudança. Em qualquer país desenvolvido, foi pelas ferrovias que se encontrou a solução para a eficiência logística, a desconcentração das cargas nas estradas e a ampliação da integração territorial. Não há alternativa. Ou Santa Catarina investe com seriedade na construção de uma malha ferroviária moderna, integrada e funcional, ou estará condenada à estagnação logística e à perda progressiva de competitividade.
Márcio Coimbra*
A resposta do governo Lula diante das tarifas de Trump revela uma perigosa cartilha populista que tem guiado o Palácio do Planalto. Em vez de buscar soluções estruturais, negociações robustas ou ajustes para aumentar a competitividade, a administração petista aposta na reedição irresponsável de mecanismos emergenciais e na expansão do crédito estatal – um caminho pavimentado com demagogia que desestabiliza as contas públicas e hipoteca o futuro do Brasil em nome da reeleição em 2026.
O plano de contingência imaginado pelo governo espelha-se no Benefício Emergencial (BEm), criado para o cenário da pandemia. Aplicar esse remédio de guerra a um desafio comercial é um absurdo econômico. Ressuscitar um programa que reduz jornada e transfere para os cofres públicos o pagamento de parte dos salários representa uma intervenção massiva e distorciva no mercado de trabalho. Não resolve o problema de competitividade gerado pelas tarifas e apenas mascara seus efeitos imediatos com dinheiro público, criando uma dependência insustentável.
Além disso, o governo planeja lançar uma enxurrada de novos programas sociais e ampliar outros usando o tarifaço como justificativa. Medidas que, na verdade, têm por objetivo único inflar a popularidade presidencial para a próxima disputa eleitoral. Ao todo, Lula planeja ao menos seis novos programas. Estamos falando da ampliação do Minha Casa, Minha Vida para aqueles que ganham até R$ 12 mil, juros subsidiados na liberação de crédito para reformas residenciais, vale-gás para 16 milhões de famílias, crédito para motos elétricas mediante linhas facilitadas aos entregadores de aplicativos e medidas de auxílio aos caminhoneiros. Uma farra fiscal pré-eleitoral.
O setor produtivo também entrou em campo para colher benesses e deseja flexibilizar as leis trabalhistas durante a vigência do tarifaço. Ao mesmo tempo pleiteia uma linha de crédito que permita às companhias exportadoras honrar seus ACCs (adiantamentos de contrato de câmbio), aliado a medidas de facilitação de crédito, algo que por mais que soe como uma medida paliativa razoável, significa alarmante expansão descontrolada do crédito estatal.
Os pedidos se acumulam. O governo foi demandado para ampliar o Acredita Exportação, programa que ajuda micro e pequenas empresas brasileiras com a restituição de 3% das receitas de vendas ao exterior. O pleito agora é que o benefício seja estendido a companhias de todos os portes. A prioridade aparente não é fortalecer a economia brasileira para enfrentar desafios globais, mas sim comprar paz social e apoio político no curto prazo, custe o que custar ao Erário.
Lula escolheu o atalho populista. Em vez de liderar o país em um necessário esforço de modernização e eficiência para enfrentar as tarifas e os desafios globais, opta por queimar o futuro fiscal do Brasil como combustível para fazer funcionar sua máquina eleitoral. É uma estratégia miope, egoísta e profundamente danosa. A conta desse festival de irresponsabilidades recairá inevitavelmente sobre a população. Seja através de impostos mais altos, serviços públicos ainda mais precários ou um novo ciclo recessivo forçado por um ajuste inevitável. O Brasil não pode se dar ao luxo de mais um ciclo de ilusão populista seguido de amargo despertar. O preço será catastrófico.
*Márcio Coimbra é CEO da Casa Política e Presidente-Executivo do Instituto Monitor da Democracia. Conselheiro da Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais (Abrig). Cientista Político, mestre em Ação Política pela Universidad Rey Juan Carlos (2007). Ex-Diretor da Apex-Brasil e do Senado Federal.


O Banco Central (BC) justificou, nesta terça-feira (5), que a decisão de manter a taxa básica de juros (Selic) em 15% ao ano, tomada na semana passada, foi motivada por cautela diante das incertezas no cenário internacional, especialmente após o anúncio do chamado “tarifaço” do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos brasileiros.
A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada nesta manhã, destaca que a elevação das tarifas comerciais norte-americanas traz impactos setoriais relevantes e pode gerar consequências mais amplas para a economia brasileira, dependendo do desenrolar das negociações. “O Comitê acompanha com atenção os possíveis impactos sobre a economia real e sobre os ativos financeiros”, diz o documento.
Na semana passada, o governo de Donald Trump formalizou a imposição de uma tarifa de importação de 50% sobre produtos brasileiros, alegando, entre outros fatores, que o ex-presidente Jair Bolsonaro estaria sendo perseguido pelo Judiciário brasileiro.
Segundo o BC, o cenário externo se tornou mais incerto, e a autoridade monetária optou por adotar uma postura de prudência. “O Copom deve preservar uma postura de cautela”, afirmaram os diretores da instituição.
Além dos fatores internacionais, o Banco Central apontou que os vetores inflacionários internos seguem adversos. Há pressão no mercado de trabalho, expectativas de inflação desancoradas e projeções de preços elevadas. Mesmo com sinais de moderação no ritmo de crescimento, a atividade econômica permanece resiliente.
O Copom enfatizou que é necessário manter uma política monetária significativamente contracionista por um período prolongado para reequilibrar a relação entre oferta e demanda e garantir a convergência da inflação à meta. “O arrefecimento da demanda agregada é um elemento essencial desse processo”, diz o documento.
A ata também ressalta a importância da política fiscal no enfrentamento dos desafios econômicos. Para o BC, ações fiscais que ajudem a reduzir o prêmio de risco podem contribuir para o controle da inflação. “A política fiscal tem um impacto de curto prazo, majoritariamente por meio de estímulo à demanda agregada, e uma dimensão mais estrutural, que afeta a percepção sobre a sustentabilidade da dívida”, avaliou.
O Banco Central ainda seguirá monitorando o repasse do câmbio para os preços, após um período recente de forte volatilidade, além de manter atenção às expectativas de mercado para a inflação — ponto que, segundo o órgão, gera desconforto entre os diretores. (confira aqui a íntegra da justificativa do Banco Central)
https://www.bcb.gov.br/content/copom/atascopom/Copom272-not20250730272.pdf
A SCPAR Porto de Imbituba é apoiadora do “1º Feirão de Empregos” de Imbituba, uma ação promovida pelo Sine de Santa Catarina, em parceria com a Prefeitura de Imbituba por meio da Secretaria de Gestão e Desburocratização e com o Imbituba +Fácil. O evento acontece no dia 7 de agosto, das 8h às 16h30, na sede da ACIM (Associação Empresarial de Imbituba), e tem como objetivo principal conectar a população às oportunidades de trabalho, profissionalização e qualificação.
As oportunidades de trabalho no Porto e em empresas portuárias serão apresentadas durante o evento, demonstrando que é possível construir uma carreira dentro do setor portuário.
Ao longo do Feirão, os participantes poderão realizar entrevistas com empresas que estarão contratando no local, além de contar com uma série de serviços gratuitos voltados à empregabilidade, como: Cadastro e atualização no SINE; Palestras e orientações rápidas com especialistas em recursos humanos; Apoio na confecção de currículos; Suporte com carteira de trabalho digital e plataforma Gov.br; Informações sobre cursos profissionalizantes oferecidos por instituições como IFSC, SENAI, Uniasselvi e CIEE; Atendimento da Sala do Empreendedor com orientações sobre MEI; Atendimento especializado para jovens aprendizes e pessoas com mais de 50 anos.
Para o prefeito Michell Nunes, a iniciativa inédita da Prefeitura Municipal e apoiadores é importante para fomentar o desenvolvimento econômico. “Isso mesmo, oferecer oportunidade de emprego e desenvolvimento profissional das pessoas, reflete na economia, no crescimento e na qualidade de vida de todos. É um importante momento para nosso município”, disse.
O evento é uma grande oportunidade para quem está em busca de recolocação no mercado de trabalho ou deseja iniciar um processo de qualificação profissional, mas não possui acesso à área portuária, destaca o diretor-presidente do Porto de Imbituba, Christiano Lopes.
CRONOGRAMA
8h às 9h – Abertura oficial com autoridades e parceiros
9h às 9h30 – Bate-papo: Como se destacar e se portar em uma entrevista de emprego (DUAL)
9h30 às 12h – Atendimento ao público (cadastro e entrevistas)
13h – Retomada do atendimento ao público
14h às 15h – Roda de conversa com RHs: LinkedIn, redes sociais e tendências do mercado (DUAL)
16h30 – Encerramento
Endereço da Associação Empresarial de Imbituba (ACIM) – Rua Quintino Bocaiúva, 180 – Sala 4 – Edifício Gran Villaggio.
A SCPAR Porto de Imbituba reforça seu compromisso com o desenvolvimento socioeconômico da região e destaca a importância de ações que promovam a inclusão e o fortalecimento do mercado de trabalho local.
Comunicação Social SCPAR Porto de Imbituba


O Dia dos Pais é uma das datas de maior movimentação no comércio brasileiro. Mas, junto com o aumento das transações, crescem também as tentativas de golpe. Por isso, a ABBC – Associação Brasileira de Bancos – reforça a importância de adotar cuidados redobrados neste período.
Idealizadora da campanha Tem Cara de Golpe, a ABBC alerta para a necessidade de práticas simples, mas essenciais, como ativar mecanismos de segurança em celulares e computadores — incluindo autenticação em duas etapas e bloqueio remoto —, nunca compartilhar senhas ou dados pessoais por telefone ou mensagens suspeitas e jamais emprestar sua conta ou dados bancários a terceiros, o que pode caracterizar participação em fraudes, ainda que sem intenção.
Caso seja vítima de golpe, é fundamental comunicar imediatamente o banco e a operadora do cartão, além de registrar boletim de ocorrência. Em situações de roubo ou perda do celular, a operadora de telefonia deve ser informada e o aparelho, bloqueado o quanto antes.
“Em datas como o Dia dos Pais, o volume de transações cresce exponencialmente — e os riscos também. Por isso, consumidores e empresas precisam manter uma postura preventiva. Segurança digital não depende apenas de tecnologia, mas, principalmente, de comportamento. Usar autenticação em duas etapas, manter dispositivos atualizados, verificar a legitimidade de ofertas, nunca ceder a pedidos para emprestar sua conta bancária e não compartilhar senhas são atitudes que fazem toda a diferença. O sistema financeiro tem avançado em soluções antifraude e resposta rápida, mas a conscientização do consumidor continua sendo a primeira linha de defesa”, alerta Leandro Vilain, CEO da ABBC.
Conheça alguns dos golpes mais comuns nesta data
• Sites falsos
Criminosos criam páginas falsas de lojas conhecidas, oferecendo produtos com descontos muito atrativos. Após o pagamento, o item não é entregue e os dados do comprador podem ser utilizados em outras fraudes. Prefira digitar o endereço oficial da loja no navegador e sempre verifique os dados antes de pagar um boleto.
• Falsa central de atendimento
Golpistas se passam por funcionários de bancos ou operadoras de cartão e alegam compras suspeitas para obter dados confidenciais. Nenhuma instituição solicita senhas ou códigos por telefone. Em caso de dúvida, contate diretamente o canal oficial.
• Mensagens falsas (SMS ou aplicativos de mensagem)
Mensagens urgentes com links suspeitos podem direcionar a vítima para sites falsos. Nessas páginas, dados pessoais e bancários são solicitados, possibilitando fraudes. Desconfie sempre de mensagens de números desconhecidos.
• Entrega com maquininha adulterada
Criminosos se apresentam como entregadores de brindes ou prêmios e solicitam pagamento de uma taxa por meio de maquininhas com visor danificado. Com isso, valores muito superiores ao informado são cobrados. Em outra versão do golpe, pedem uma selfie da vítima, que pode ser usada indevidamente para acessar contas ou abrir cadastros fraudulentos.
• Uso indevido da conta bancária
Golpistas também aliciam pessoas para emprestar ou ceder sua conta bancária, chaves Pix ou cartões, muitas vezes em troca de vantagens financeiras. Mesmo sem participação direta no crime, quem cede sua conta pode estar envolvido em fraudes ou lavagem de dinheiro — e responder legalmente por isso. Jamais empreste sua conta ou dados.
Como se prevenir de golpes no Dia dos Pais
• Desconfie de promoções com preços muito abaixo do mercado. Golpes costumam usar ofertas chamativas como isca.
• Digite o endereço da loja diretamente no navegador. Evite acessar links enviados por mensagens ou redes sociais.
• Antes de pagar um boleto, confira os dados do beneficiário. Qualquer divergência pode indicar fraude.
• Ative a autenticação em duas etapas nos aplicativos bancários e de compras online.
• Não compartilhe senhas, códigos ou dados pessoais por telefone, SMS ou mensagens em aplicativos.
• Nunca empreste ou ceda sua conta bancária ou chaves Pix para terceiros. Contas laranja são usadas em golpes e podem envolver você em crimes.
• Evite fazer pagamentos em maquininhas com visor danificado ou pouco visível.
• Fique atento a mensagens urgentes com links suspeitos. Na dúvida, fale com sua instituição financeira por canais oficiais.
• Instale antivírus e mantenha seu celular e computador atualizados.
Para mais dicas, acesse: www.temcaradegolpe.com.br
Sobre a ABBC
A ABBC - Associação Brasileira de Bancos é uma entidade sem fins lucrativos, instituída em 1983, com o objetivo de colaborar com o aperfeiçoamento do Sistema Financeiro Nacional (SFN) e o desenvolvimento econômico sustentável do Brasil. Atualmente, a ABBC tem mais de 120 instituições associadas (entre bancos, cooperativas de crédito, instituições de pagamento e financeiras) e está entre as maiores entidades representativas do SFN. Entre os pilares estratégicos da instituição estão representatividade; prevenção a fraudes e cibersegurança; e competitividade no mercado financeiro.
A Nidec Global Appliance, detentora da marca Embraco, está com 25 vagas abertas para o Programa Jovem Aprendiz, na unidade de compressores em Joinville.
O programa combina aulas no curso técnico em Fabricação Mecânica, no SENAI/SC, três vezes por semana, com atividades práticas na empresa, cinco vezes por semana.
As inscrições vão até esta quarta-feira (6), neste link. Os selecionados iniciam as atividades em 18 de agosto.
Além do salário mensal, os aprendizes têm acesso a benefícios como planos de saúde e odontológico, assistência farmacêutica, seguro de vida em grupo, restaurante interno e transporte especial.
REQUISITOS
• Ter entre 18 e 22 anos
• Para candidatos do sexo masculino, dispensa do serviço militar
• Ensino fundamental completo (9º ano concluído)
• Caso não tenha concluído o ensino médio, estar cursando
• Se estiver em fase de escolarização (ensino médio, técnico ou superior), é necessário estar devidamente matriculado no período noturno
• Disponibilidade para frequentar o SENAI três vezes por semana (manhã ou tarde) e trabalhar na Nidec cinco vezes por semana (contraturno das aulas).
SOBRE
Com mais de 13 mil funcionários e 17 unidades em nove países, a Nidec Global Appliance fabrica e comercializa produtos comerciais e residenciais. Seu portfólio inclui soluções Embraco para a indústria de refrigeração, motores Nidec para eletrodomésticos, motores e bombas FIR para o setor de alimentação, além das marcas U.S. MOTORS® e Rescue, voltadas às indústrias de aquecimento, ventilação e ar-condicionado.
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas



O Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) informou que 75% dos minérios exportados para os Estados Unidos entraram na lista de exceções, mas o setor ainda sofrerá impacto.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira (30) Ordem Executiva que confirma a aplicação de taxa de 50% sobre os produtos brasileiros exportados para o mercado norte-americano. O documento traz também uma lista com cerca de 700 produtos que ficarão de fora do tarifaço, como suco e polpa de laranja, combustíveis, minérios, fertilizantes e aeronaves civis.
Uma análise preliminar do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), com base no documento divulgado nesta quarta-feira (30) pelo governo dos Estados Unidos, indica que, dos 1,53 bilhões de dólares valor que representa 4% das exportações minerais brasileiras destinadas ao mercado norte-americano cerca de 75% estão incluídos nas exceções previstas pelo decreto. Com isso, 25% das exportações serão impactadas, aponta a nota divulgada pela entidade.
De acordo com o Ibram, os minerais liberados da taxação imposta por Trump são: caulim, cobre, manganês, vanádio, bauxita e algumas pedras e rochas ornamentais.
O Ibram continua analisando os detalhes do decreto para compreender plenamente seus impactos e reafirma seu compromisso de atuar para que todos os minerais brasileiros sejam excluídos da nova sobretaxa", destaca o setor.
As taxas entram em vigor em sete dias, ou seja, no dia 6 de agosto.
Entenda o tarifaço
Na Ordem Executiva, que elevou a tarifa para os produtos brasileiros em 50%, Trump argumenta que o Brasil é uma ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional dos EUA, classificação semelhante à adotada contra países considerados hostis a Washington, como Cuba, Venezuela e Irã.
O documento afirma que o Brasil estaria perseguindo, intimidando e censurando "o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro e milhares de seus apoiadores que são graves violações dos direitos humanos que minaram o Estado de Direito no Brasil.
Além do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, medidas do governo brasileiro em relação a plataformas digitais e decisões do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes foram citadas como justificativas para as tarifas aplicadas pelos Estados Unidos ao Brasil.
A perseguição política, por meio de processos forjados, ameaça o desenvolvimento ordenado das instituições políticas, administrativas e econômicas do Brasil, inclusive minando a capacidade do Brasil de realizar uma eleição presidencial livre e justa em 2026. O tratamento dado pelo governo do Brasil ao ex-presidente Bolsonaro também contribui para o colapso deliberado do Estado de Direito no Brasil, para a intimidação politicamente motivada naquele país e para abusos de direitos humanos, diz o texto.
No documento do governo norte-americano, o ministro Alexandre de Moraes é acusado de abusar de sua autoridade judicial para atingir oponentes políticos, proteger aliados corruptos e suprimir dissidências, muitas vezes em coordenação com outras autoridades brasileiras. Trump acusa o ministro de confiscar passaportes, prender pessoas sem julgamento e impor multas a empresas que não cumpriram suas exigências ilegais de censura.
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A manutenção da Taxa Selic (juros básicos da economia) em 15% ao ano recebeu críticas do setor produtivo. Para entidades da indústria, do comércio e centrais sindicais, a alta prejudicará a produção e o investimento.
Em nota, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, classificou de insuficiente e equivocada a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom). Segundo ele, os juros altos vão sufocar a economia. Segundo ele, medidas como a elevação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) equivalem, na prática, a um aumento de juros, e o tarifaço dos Estados Unidos pode resultar em menos inflação no Brasil.
Já tivemos o aumento do IOF sobre as operações de crédito e câmbio e a elevação das tarifas dos EUA sobre as nossas exportações. A alta do IOF sobre o crédito vai aumentar em R$ 4,9 bilhões o custo para as indústrias, enquanto as tarifas dos EUA podem causar queda na produção industrial e a perda de milhares de empregos no país. O momento pede uma política monetária mais favorável. Precisamos de menos juros e mais crescimento, destacou o presidente da CNI, Ricardo Alban.
Para a Associação Paulista de Supermercados (Apas), as tensões internacionais tornam a política monetária mais desafiadora. Mesmo assim, a entidade considera alto o nível dos juros atuais.
Diante dessa conjuntura, a nossa preocupação é a manutenção da taxa de juros nesse patamar. O Brasil tem uma das maiores taxas reais de juros do mundo. A manutenção da taxa Selic em 15% nessa conjuntura irá prejudicar os investimentos, o consumo das famílias; aumentará o custo do crédito e afetará diretamente o nível de atividade econômica do país, ressaltou o economista-chefe da entidade, Felipe Queiroz, em comunicado.
A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) informou que a decisão do Banco Central veio em linha com as expectativas de mercado. Apesar de reconhecer que os juros estão altos, a entidade avalia que a inflação continua acima da meta de 4,5% em 12 meses.
Apesar da desaceleração gradual da atividade econômica interna e da valorização do real, que tendem a diminuir a pressão sobre os preços, a inflação acumulada se mantém muito acima da meta anual, num contexto de expansão fiscal, expectativas inflacionárias ainda desancoradas e maiores incertezas externas, derivadas da política comercial norte-americana, justificando uma política monetária mais cautelosa, explicou o economista Ulisses Ruiz de Gamboa, da ACSP.
Centrais sindicais
A decisão do BC também foi mal recebida pelas centrais sindicais. Para a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o BC dificulta a vida das famílias com a nova elevação da Selic e mantém o esquema que transfere recursos dos consumidores, das empresas e do Estado para o setor financeiro.
O Banco Central diz que tem que manter a taxa de juros alta para controlar a inflação. Mas a Selic não é o único instrumento de controle de preços e nem funciona para os tipos de inflação que o Brasil enfrenta. O que a Selic elevada faz é manter o Brasil na liderança do ranking com os maiores juros do mundo, penalizando a população, destacou a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e vice-presidenta da CUT, Juvandia Moreira.
Em nota, a Força Sindical, destacou que os juros altos favorecem apenas os especuladores e prejudicam o trabalhador. Lamentamos e consideramos absurdo manter a taxa em patamar tão elevado. Entendemos que o Banco Central perdeu uma ótima oportunidade de aproveitar-se do encolhimento da demanda mundial para fazer uma drástica redução na taxa de juros, que poderia funcionar como um estímulo para a criação de novos empregos e para o aumento da produção no país, criticou o presidente da entidade, Miguel Torres.


A partir de 6 de agosto, a exportação do café brasileiro para os Estados Unidos passará a ser taxada em 50%. Enquanto permanece batalhando para ficar de fora da lista de produtos brasileiros que vão ser taxados pelo governo norte-americano, o setor cafeeiro nacional segue marcado por incertezas, informou o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP).
Segundo pesquisadores do Cepea, por causa dessa alta taxa, os produtores brasileiros poderão ser forçados a redirecionar parte de sua produção para outros mercados, o que deverá exigir agilidade logística e estratégia comercial para mitigar os prejuízos à cadeia produtiva nacional.
Os Estados Unidos são o principal destino das exportações de café do Brasil. Em 2024, eles importaram cerca de 23% de café brasileiro, especialmente da variedade arábica, insumo essencial para a indústria local de torrefação.
A Colômbia representou cerca de 17% do total das importações norte-americanas, enquanto o Vietnã contribuiu com aproximadamente 4%.
Para o Cepea, como os Estados Unidos não produzem café, a elevação do custo de importação deve comprometer a viabilidade de toda a cadeia interna, que envolve torrefadoras, cafeterias, indústrias de bebidas e redes de varejo.
O Cepea avalia que a eventual entrada em vigor da tarifa tende a impactar não apenas a competitividade do café nacional, mas também os preços ao consumidor norte-americano e a formulação dos blends tradicionais, que utilizam os grãos brasileiros como base sensorial e de equilíbrio, diz comunicado do Cepea.
Tratativas
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, oficializou, ontem (30), a proposta de taxação de produtos brasileiros comercializados com os EUA. Mas a Ordem Executiva trouxe cerca de 700 exceções, como suco e polpa de laranja, combustíveis, minérios, fertilizantes e aeronaves civis.
O café não entrou nessa lista de exceções. Com isso, logo após o anúncio de Trump, o Conselho dos Exportadores de Café (Cecafé) disse que vai seguir em tratativas para que o café seja incluído na lista de produtos brasileiros que vão ficar de fora da taxação.