terça, 10 de março de 2026
07/02/2023

Dólar fica cada vez mais longe dos R$ 5,00; veja a quanto fechou


O dólar teve alta nesta terça-feira e fechou acima de 5,20 reais, após trocar de sinal várias vezes em sessão volátil e com vários catalisadores, entre eles novos atritos entre governo e Banco Central, a ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) e falas do chair do Federal Reserve, Jerome Powell.

No mercado à vista, o dólar fechou em alta de 0,51%, a 5,2013 reais na venda, registrando o maior patamar desde 20 de janeiro (5,2086) e engatando um terceiro pregão consecutivo de ganhos, acumulando no período valorização de mais de 3%.

A moeda norte-americana encerrou o pregão acima de sua média móvel diária de 200 dias pela primeira vez desde 23 de janeiro.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira que não quer confusão com o BC, mas destacou que o chefe da autoridade monetária, Roberto Campos Neto, deve explicação ao Congresso Nacional sobre sua conduta e que o Senado deve ser “vigilante”. O petista e membros de sua administração e de seu partido têm criticado de forma recorrente a taxa de juros elevada, atualmente em 13,75%, e a independência do BC.

Contribuindo para os ruídos recentes envolvendo Executivo e BC, que têm aumentado receios de investidores sobre possível tentativa de intervenção do governo na autoridade monetária, o serviço de notícias Broadcast noticiou, citando técnicos do governo, que Lula quer indicar para diretorias da autarquia nomes que se contraponham ao presidente da autarquia, Roberto Campos Neto, citando técnicos do governo.

 

Enquanto era alvo de novos ataques de Lula, Campos Neto destacou nesta terça-feira que a independência da instituição é importante porque desconecta o ciclo da política monetária do ciclo político.

Segundo Luciano Rostagno, estrategista-chefe do Banco Mizuho, o mais recente “coro” contra o Banco Central teve efeito negativo no câmbio, bem como acenos do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao reajuste salarial de servidores públicos.

 

O estrategista acrescentou que parte dos mercados pode ter interpretado o tom da ata do Copom, divulgada nesta manhã, como um pouco mais “ameno” em relação à política fiscal do governo, o que pode ter ajudado a impulsionar o dólar. No documento, o BC reafirmou preocupação com o quadro das contas públicas, mas fez um aceno ao pacote de medidas fiscais apresentado recentemente por Haddad.

“Da mesma forma que o tom duro do comunicado limitou as perdas do real na semana passada, hoje o tom um pouco mais moderado favoreceu uma desvalorização do real”, disse Rostagno.

No entanto, há quem tenha interpretado a ata como ainda dura no que diz respeito ao fiscal e ao combate à inflação. Mauricio Oreng, superintendente de pesquisa macroeconômica do Santander disse em nota que o documento “confirma a intenção do BCB de seguir mantendo a Selic no atual patamar de 13,75%, nas condições atuais de incertezas fiscais e expectativas de inflação pressionadas”.

 

Colaborando para a volatilidade na sessão, o chair do Federal Reserve, Jerome Powell, disse nesta terça-feira que o mais recente relatório de emprego dos Estados Unidos mostrou que o processo para trazer a inflação de volta para perto da meta de 2% do banco central norte-americano levará “bastante tempo”, embora haja indicações de que as pressões de custo estão em queda, pelo menos para bens.

“O mercado inicialmente entendeu que o relatório de emprego não teria mudado a visão de Powell (sobre a política monetária)”, disse Rostagno, do Mizuho, destacando que houve uma melhora pontual acentuada no sentimento de risco dos mercados globais durante os primeiros momentos da fala do chair do Fed. No Brasil, o dólar chegou a cair para a faixa de 5,15 reais, antes de reverter completamente as perdas e fechar em alta.

“O mercado está piorando, as taxas (norte-americanas) estão voltando aos patamares pré-entrevista do Powell, então tem também um componente externo favorecendo essa alta do dólar”, explicou Rostagno.

A indicação de Powell de que os juros norte-americanos permanecerão elevados por mais tempo tendem a atrair recursos para o mercado de renda fixa dos EUA, que ficaria mais rentável sob taxas mais altas. Isso, por sua vez, impulsiona o valor do dólar globalmente.

(Atualizada às 17:48)



Blog

Estrada Boa: Governo do Estado autoriza investimento para manutenção e conservação em rodovias de 10 municípios

Fotos: Divulgação/SIE

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Mobilidade (SIE), autorizou nesta segunda-feira, 9, investimentos para a manutenção e conservação em rodovias de dez municípios, das regiões do Alto Vale do Itajaí e da Serra. O valor de referência do edital era de R$ 92,5 milhões e após os trâmites licitatórios, a empresa vencedora apresentou proposta com cerca de 17% de desconto, gerando um contrato de R$ 76,2 milhões para beneficiar as dez cidades.

Um dos destaques do contrato é a revitalização de 73 quilômetros da SC-350, importante corredor viário do Alto Vale do Itajaí. O ato, no gabinete da Secretaria de Estado da Infraestrutura e Mobilidade, foi conduzido pelo secretário da pasta, Jerry Comper, confirmando oficialmente que agora já é possível se iniciarem os trabalhos.

A obra integra o conjunto de investimentos do Programa Estrada Boa, considerado o maior programa de recuperação e modernização da malha rodoviária da história catarinense, com mais de R$ 5,1 bilhões em investimentos e mais de 120 obras em todo o Estado.

O projeto prevê investimento total de R$ 76,2 milhões para revitalização de toda a região pertencente ao lote 3 da Coordenadoria Regional do Planalto, abrangendo os seguintes municípios:

Ituporanga
Alfredo Wagner
Aurora
Imbuia
Vidal Ramos
Leoberto Leal
Chapadão do Lajeado
Petrolândia
Bom Retiro
Otacílio Costa
SC-350 será totalmente revitalizada

O contrato prevê um investimento direto de R$ 52 milhões apenas para a revitalização da rodovia SC-350, entre Alfredo Wagner e o posto da Polícia Militar Rodoviária em Aurora. Além disso, todos serviços de manutenção e conservação das demais rodovias estão cobertas pelo contrato, pavimentadas e não pavimentadas.

A intervenção contempla um trecho estratégico para a economia regional, atendendo municípios do Alto Vale do Itajaí, incluindo áreas conhecidas pela forte produção agrícola, especialmente a chamada “região da cebola,” fazendo, ainda, a conexão com a região serrana.

O contrato prevê revitalização completa do pavimento, incluindo:

Remoção do asfalto existente em pontos críticos;
Execução de remendos profundos;
Recuperação estrutural da pista;
Sistema de drenagem;
Sinalização horizontal e vertical; além de serviços complementares.
Também estão previstos trevos alemães e faixas elevadas, dispositivos que contribuem para melhorar a organização do tráfego e aumentar a segurança viária. Nesse contexto destaque para as ligações entre: Petrolândia e a BR‑282; e Vidal Ramos e Botuverá. O modelo de manutenção adotado prevê acompanhamento técnico mais rigoroso, com fiscalização permanente da execução dos serviços.

Desenvolvimento regional

Para o secretário Jerry Comper, a revitalização representa um avanço importante para a infraestrutura da região.

“A SC-350 é uma rodovia fundamental para o Alto Vale do Itajaí. Com essa revitalização, vamos melhorar as condições de trafegabilidade, aumentar a segurança dos motoristas e fortalecer a logística de uma região que tem forte produção agrícola e grande importância econômica para Santa Catarina.”

A expectativa do governo estadual é que os trabalhos iniciem imediatamente após a assinatura da ordem de serviço, atendendo uma demanda histórica de moradores e produtores da região.

Chamada pública exploratória da SCGÁS busca mapear condições comerciais no mercado de gás natural

Está disponível o Edital de Chamada Pública nº 013/26 da SCGÁS para recebimento de propostas de suprimento de gás natural. A iniciativa segue boas práticas de governança regulatória e transparência da Companhia e tem como objetivo mapear as condições comerciais disponíveis no mercado.

A Chamada Pública nº 013/26 (CP13) tem caráter exploratório e não vinculante. O objetivo é permitir que a SCGÁS conheça, compare e avalie diferentes alternativas comerciais disponíveis, apoiando análises internas relacionadas à gestão do portfólio de suprimento. A eventual contratação poderá ocorrer de forma total, parcial ou até não acontecer, dependendo de critérios técnicos, regulatórios e comerciais, além da disponibilidade física e contratual do portfólio da Companhia.

Produtores e comercializadores interessados deverão comprovar a disponibilidade de gás e atender aos requisitos estabelecidos no Edital. As propostas devem ser enviadas até 17 de abril de 2026, exclusivamente pelo e-mail chamadapublicagn@scgas.com.br. Cada proponente poderá apresentar mais de uma proposta, com diferentes condições comerciais, desde que atendidas as exigências do edital. As propostas deverão ter validade mínima de 250 dias e ser assinadas digitalmente pelos representantes legais.

O envio de proposta não gera direito à contratação nem qualquer obrigação por parte da SCGÁS. A chamada pública segue boas práticas regulatórias e de mercado, reforçando o compromisso da Companhia com a transparência, a eficiência e a gestão responsável de seu portfólio de suprimentos.

Governo de SC investe R$ 330 milhões para descompactação salarial e consolida pacote importante de valorização dos professores

Foto: Ricardo Wolffenbüttel / Arquivo / SECOM

Dando continuidade ao compromisso firmado com os professores catarinenses, o Governo do Estado apresentou na manhã desta terça-feira, 10, uma nova proposta de descompactação da tabela salarial dos professores. O projeto, que será enviado para a Assembleia Legislativa (Alesc) nos próximos dias, garante um investimento de cerca de R$ 330 milhões na valorização dos profissionais da Educação.

A proposta marca a segunda fase do processo iniciado em novembro de 2024. Se na primeira etapa o Governo garantiu a  descompactação sobretudo dos níveis 4 e 5 (mestres e doutores), este novo avanço traz uma evolução adicional na tabela, com foco nos professores que buscam especializações, e que configuram hoje o maior contingente de professores na rede estadual.

“Nós assumimos o Governo com uma tabela achatada desde 2008 e prometemos que iríamos resolver. Começamos no final de 2024 e agora damos mais um passo firme. É fundamental reconhecermos o professor catarinense que senta na cadeira para estudar, que faz uma especialização, para levar um ensino ainda melhor para as nossas crianças nas salas de aula. Santa Catarina valoriza quem se qualifica”, destacou o governador Jorginho Mello.

Carreira valorizada em um esforço estadual
A nova medida é mais um passo para corrigir essa distorção histórica na rede pública estadual de ensino. Com o investimento, pela primeira vez em mais de uma década, um professor com doutorado, ao chegar no final da sua carreira, receberá mais do que o dobro do piso inicial da categoria.

Um dos grandes diferenciais desta nova etapa é a origem da verba: o investimento de cerca de R$ 330 milhões será custeado apenas com recursos próprios do Governo do Estado. Isso significa que o esforço financeiro vai além do compromisso já cumprido de aplicar 100% dos recursos do Fundeb exclusivamente na remuneração dos professores.

Pacote global de avanços na Educação
A descompactação da tabela integra um amplo e inédito pacote de valorização dos servidores, o programa Educação Levada a Sério. A medida posiciona Santa Catarina entre os estados que buscam, de modo progressivo, promover a valorização da carreira docente no Brasil, beneficiando cerca de 90 mil servidores, entre ativos e inativos.

“Trata-se de um programa que inclui ações para a valorização dos professores, cuidadosamente estudadas para serem colocadas em prática. Estamos contentes, junto com todo o time da Educação e com o apoio do nosso governador Jorginho Mello, por 

termos a possibilidade de anunciar uma iniciativa que fará a diferença para todos os profissionais da rede estadual”, ressaltou a secretária de Estado da Educação, Luciane Ceretta.

Entre as principais frentes de atuação já em andamento destacam-se:

● Estímulo financeiro por presencialidade e formação: ainda no ano de 2025, o governo iniciou o pagamento de uma gratificação anual de R$ 3 mil para docentes ativos que atingirem metas de qualificação, dedicação em sala de aula e resultados no desempenho dos alunos.

● Incentivo à formação acadêmica docente: o Governo retirou o limite de 20 anos de carreira para dispensa para fazer Mestrado e Doutorado, além de triplicar a oferta de vagas. Haverá concessão de dispensa parcial de carga horária para professores efetivos matriculados em programas reconhecidos pela CAPES/MEC, com garantia de remuneração integral e critérios transparentes em edital. Entre 2025 e 2026 já foram ofertadas 200 vagas para essa qualificação. 

● Escola de Formação de Professores de SC: um programa próprio para apoiar a formação pedagógica em serviço. Em janeiro de 2026, iniciou-se a formação para toda a rede, utilizando metodologias inovadoras e tecnologias educacionais.

● Segurança profissional para os professores temporários (ACTs): maior segurança no planejamento, com a manutenção da vaga por mais um ano letivo já desde o início de 2026, além do empenho para ampliação da carga horária na mesma escola.

● Novo Concurso Público: além de ter realizado em 2024 o maior concurso da história da Secretaria de Estado da Educação, com mais de 10 mil vagas, será  realizado um novo concurso para o magistério, em abril, com mais 10 mil vagas incluindo também o quadro civil.

● Edital para remoção: novo edital para remoção de professores efetivos a fim de que possam estar mais próximos dos seus domicílios.

● Ampliação do quadro de assessores de direção: atendendo a uma reivindicação dos diretores de escolas, a medida melhora a atenção pedagógica e administrativa das escolas.

Ainda sob efeito das tarifas dos EUA, exportações de SC caem 4,1% no bimestre

Santa Catarina fechou o primeiro bimestre de 2026 com US$ 1,697 bilhão em embarques para o mercado externo, valor 4,1% menor que o US$ 1,770 bilhão registrado no mesmo período do ano passado. O principal fator influenciador foi a queda de 38,1% nas vendas para os Estados Unidos, que ficaram em US$ 148 milhões e fizeram o país recuar para a segunda posição entre os principais destinos dos produtos catarinenses. A China, mesmo também registrando queda (-8,3%), fechou o bimestre com US$ 151 milhões e assumiu a liderança.

O presidente da FIESC, Gilberto Seleme, lembra que a queda nas vendas para os Estados Unidos pode ser justificada pelo tarifaço, que foi anunciado pelo governo Trump em abril do ano passado. Ele ressalta, no entanto, que no último dia 20 essas tarifas foram derrubadas pela Suprema Corte dos EUA, abrindo a possibilidade de recuperação nas vendas para o país.

O ranking dos seis principais destinos dos produtos catarinenses teve ainda outras duas inversões de posições nos dois primeiros meses do ano. A Argentina caiu do terceiro para o quarto lugar, ao comprar 24,3% a menos (US$ 108 milhões) e ser ultrapassada pelo Japão, que cresceu 22,9%, para US$ 131 milhões. O Chile, que ocupava a quinta posição, caiu 3,7% e foi ultrapassado pelo México, que comprou 24% a mais e subiu uma posição.

Desempenho por produtos
Dos cinco principais produtos da pauta de exportação catarinense, apenas a carne de aves teve desempenho positivo, crescendo 13% e mantendo a liderança com US$ 426,6 milhões. Já a carne suína, com recuo de 1,6%, os motores elétricos, com -3,9%, a madeira serrada (-2,4%) e as partes de motor (-22,1%) contribuíram para a redução nos embarques totais. 
O recuo no embarques foi suavizado por aumentos registrados nos produtos que ocupam da sexta à nona posição. Tiveram desempenho positivo o tabaco não manufaturado (4,8%), o papel Kraft não revestido (21,7%), os transformadores elétricos (44,6%) e as outras preparações e conservas de carnes e miudezas (30,7%).

Importações
As importações registraram recuo no primeiro bimestre, caindo 5,2% na comparação com o mesmo período de 2025, para US$ 5,7 bilhões. Dos 10 principais produtos, as principais variações percentuais foram registradas nos semicondutores, que caíram 47,1%, e no alumínio em formas brutas, que subiu 62,9%. As importações de veículos cresceram 117,5% no primeiro bimestre, na 11ª colocação.

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação 

Epagri atua para ampliar gestão feminina no meio rural

Foto: Arquivo Pessoal/Elisiane Soster

A rotina da produtora rural Elisiane Soster começa cedo em Belmonte, cidade do Extremo Oeste de Santa Catarina onde ela e a mãe, Salete Pasini Soster, tocam a produção de soja, milho e leite. Trabalho é o que não falta. A propriedade tem, em média, 45 vacas em lactação, além de 70 hectares de lavoura. E ainda há os afazeres com a cria e recria de bezerras para manter o plantel de vacas da fazenda.  

Elisiane e a mãe fazem parte de um grupo bastante restrito no Brasil e no mundo: mulheres agricultoras responsáveis pela gestão do negócio. O último censo agropecuário, feito pelo IBGE em 2017, contabilizou quase um milhão de mulheres que exercem o papel de líder de propriedade rural. É pouco, apenas 18,7% do total, mas no censo anterior, feito em 2006, a representatividade era ainda menor, 12,7%. 

Os números do IBGE refletem um cenário de invisibilidade das mulheres do campo. Historicamente, elas têm uma presença marcante na produção rural, especialmente na agricultura familiar. No Brasil, as mulheres representam 45% da força de trabalho da agropecuária brasileira. Outro papel tradicionalmente reconhecido às mulheres é o de guardiãs e multiplicadoras de sementes crioulas.

Mas quando o assunto é o comando dos negócios agrícolas, a representatividade feminina ainda é ínfima. Para incentivar a promoção de políticas públicas que ampliem o protagonismo feminino no campo, a Organização das Nações Unidas instituiu 2026 como o Ano Internacional da Mulher Agricultora. Em Santa Catarina, a Epagri investe na capacitação de mulheres para ampliar a liderança feminina no campo. 

Empoderamento feminino
De 2019 a 2025, mais de 1.300 mulheres em todo o estado passaram pelo curso Flor-E-Ser, programa criado pela empresa para desenvolver nas mulheres do campo e da pesca habilidades em gestão, empreendedorismo e liderança. Nos últimos dois anos, o número de mulheres capacitadas dobrou.  

“Nós temos listas de espera enormes e nem precisamos mais divulgar as capacitações porque as mulheres que participaram incentivam as demais a fazer”, afirma Cianarita Caron Figueiró, coordenadora do Programa Capital Humano e Social das Epagri. Ela conta que nos depoimentos recebidos pela empresa, muitas mulheres dizem que o curso foi um divisor de águas em suas vidas, tanto profissional quanto pessoal. 

“Muitas mulheres relatam que, após o curso, sentem-se verdadeiramente integradas ao planejamento da propriedade, assumindo funções estratégicas na gestão e posições de liderança na comunidade”, destaca Ciana. Para ela, o maior mérito das capacitações é o resgate da autoestima, o combustível essencial para que as mulheres tomem iniciativas que impulsionam o crescimento do negócio rural.

Outra capacitação da Epagri que abrange o universo feminino é o Ação Jovem Rural e do Mar. O programa foi criado com o objetivo de preparar os filhos dos produtores rurais para a sucessão familiar. Entre 2021 e 2025, mais de 320 mulheres passaram por ele. O número de homens ainda é substancialmente maior, em torno de 75%, mas a expectativa é que o interesse cresça a partir das ações que a Epagri está desenvolvendo na área de ensino técnico agrícola. 

No ano passado, a empresa assumiu a gestão compartilhada dos cinco Cedups Agrotécnicos com a Secretaria de Estado da Educação. Com isso, passou a integrar as áreas de pesquisa agropecuária, extensão rural e ensino, aproximando ainda mais escola, campo e tecnologia. Uma das metas da Epagri é promover ações que estimulem a matrícula de mulheres. Hoje, elas representam 30% dos alunos dos Cedups. 

Para a diretora de Ensino Agrotécnico, Andréia Meira, o fato das unidades disponibilizarem alojamento apenas para homens explica a menor representatividade feminina. Por isso, uma das ações previstas a médio prazo é a construção de espaços para as mulheres. Os cinco Cedups recebem jovens de 137 municípios, por isso, muitos alunos precisam de espaço para ficar durante a semana. 

Andréia também acredita que a marca da Epagri à frente dos Cedups é um estímulo para que as famílias incentivem as filhas mulheres a optarem pelo ensino técnico agrícola. “Os agricultores já conhecem a Epagri e confiam na empresa, presente em todos os municípios. A sensibilização por parte dos extensionistas é muito importante nesse sentido”, afirma a diretora. 

Outra iniciativa que pode colaborar para trazer mais mulheres aos Cedups é a parceria da Epagri com o Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) e a Cooperativa Aurora. Neste ano, os alunos poderão atuar como jovens aprendizes com bolsas de R$ 750,00. “As mulheres têm um papel muito importante na sucessão familiar no campo, por isso, a Epagri tem todo o interesse em estimular a profissionalização”, afirma Andréia.

Sucessão rural
A capacitação técnica fez toda a diferença quando Elisiane Soster teve que assumir junto com a mãe a propriedade rural da família após o falecimento de seu pai, há quatro anos. “Os cursos me ajudaram a enxergar a sucessão não como algo automático, mas como um processo que precisa de diálogo, planejamento e visão de longo prazo”, conta a produtora rural.

Os pais sempre apoiaram e incentivaram Elisiane nas atividades do campo. Ela se formou como técnica em Agropecuária e, em 2016, aos 21 anos, participou do curso Ação Jovem Rural da Epagri, em São Miguel do Oeste. Hoje, estuda Tecnologia em Gestão Financeira, presta consultoria para famílias rurais em processos sucessórios e faz palestras sobre o assunto em empresas, cooperativas e outras instituições. 

Elisiane também é coautora do livro “Rainhas Internacionais do Agro”, que reúne artigos de mulheres agricultoras de vários países. No capítulo que escreveu, ela destaca o momento em que a mulher deixa de ser coadjuvante na propriedade e assume o papel de gestora. “Percebo que as mulheres estão buscando mais espaço e assumindo decisões estratégicas. Muitas fazem tudo, mas ainda não se reconhecem como gestoras. Acredito que estamos vivendo uma transição: a mulher sempre esteve no campo, mas agora ela está se posicionando como líder”, afirma. 

Elisiane conta que ela e a mãe enfrentaram preconceito e desconfiança, mas nunca baixaram a cabeça. “Logo após o falecimento do meu pai, quando eu e minha mãe assumimos integralmente a propriedade, algumas pessoas duvidaram se daríamos conta. Mas transformamos isso em combustível. Hoje mostramos, na prática, que gestão não tem gênero. Tem competência e responsabilidade”, conclui.

Por: Cléia Schmitz, jornalista bolsista na Epagri/Fapesc

Santa Catarina amplia Sistema Antigranizo e reforça proteção à produção agrícola

Foto: Divulgação/Secom

A preocupação com os prejuízos causados pelo granizo em Santa Catarina tem diminuído nos últimos anos. O motivo é o investimento contínuo do Governo do Estado na ampliação do Sistema Antigranizo, que atua de forma preventiva para reduzir os impactos das tempestades, especialmente nas regiões produtoras.

A iniciativa é coordenada pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape), em convênio com as prefeituras. Atualmente, o sistema está em funcionamento em 13 municípios, por meio desses convênios, e para esse ano está prevista a ampliação com instalação e operacionalização em outras 13 cidades. A tecnologia ajuda a minimizar os danos nas lavouras ao reduzir o tamanho das pedras de gelo de granizo, que podem se desintegrar antes de atingir o solo.

“Santa Catarina é referência no sistema antigranizo. Com a ampliação planejada e os convênios já autorizados, o Governo do Estado reforça a política de prevenção com a tecnologia, ampliando a cobertura do Sistema Antigranizo e garantindo mais segurança para a produção agrícola e para as comunidades catarinenses”, destaca o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Admir Dalla Cort.

Por meio do convênio entre o Governo do Estado e prefeituras, atualmente o Sistema Antigranizo está implantado nos municípios de Rio das Antas, Fraiburgo, Matos Costa, Timbó Grande, Lebon Régis, Tangará, Macieira, Caçador, Calmon, Videira, Pinheiro Preto, Ibiam e Arroio Trinta.

Para 2026, está prevista a implantação e operacionalização do sistema em outros 13 municípios: São Joaquim, Bom Jardim da Serra, Atalanta, Aurora, Chapadão do Lageado, Imbuia, Ituporanga, Vidal Ramos, Petrolândia, Lacerdópolis, Presidente Castello Branco, Iomerê e Joaçaba. O investimento estimado para essa expansão é de aproximadamente R$ 12 milhões, além da atualização dos valores de manutenção para os municípios já atendidos.

Em 2025 foram  repassados, no total, R$ 2,2 milhões em convênios aos municípios atendidos, para operacionalização desse sistema. No ano passado esse convênio foi ampliado para os municípios de Ibiam e Arroio Trinta.

O sistema

O sistema antigranizo iniciou operação em 1989, utiliza geradores de solo que queimam iodeto de prata e lançam o composto nas nuvens carregadas. O objetivo é modificar a formação das pedras de gelo, transformando grandes blocos de granizo em partículas menores, que podem se dissolver antes de atingir o solo ou cair como água supergelada, dependendo da intensidade da tempestade.

“O processo trabalha na nuvem para diminuir ou impedir o granizo. Ao invés de termos pedras grandes, formam-se muitas pequenas, que na queda podem se dissolver ou chegar ao solo com tamanho reduzido”, explica o meteorologista João Luís Rolim, diretor da AGF Antigranizo Fraiburgo, empresa que opera o sistema.

O método começou  voltado à cultura da maçã, em uma iniciativa da cadeia produtiva desse setor. Com a comprovação dos resultados para os agricultores, houve expansão para outras culturas e municípios inicialmente para o tomate em Caçador. Hoje, são 170 geradores em operação. Segundo Rolim, o sistema é eficiente na diminuição tanto da área atingida quanto do tamanho das pedras de granizo — fator essencial em regiões produtoras de frutas, onde os prejuízos podem ser significativos.

Preços do petróleo já subiram mais de 17% após ataques ao Irã, alcançando US$ 85 por barril

Nesta quinta-feira (5), a cotação do petróleo bruto no mercado norte-americano rompeu o patamar de US$ 80 por barril. O movimento de alta é impulsionado pelos confrontos militares com o Irã e os EUA, situação que gera gargalos na distribuição internacional de energia.

O contrato do West Texas Intermediate (WTI) registrou valorização de 7,58%, equivalente a um acréscimo de US$ 5,66, sendo negociado a US$ 80,32. Simultaneamente, o Brent, padrão utilizado globalmente, teve elevação de 4,8% (US$ 3,91), atingindo a marca de US$ 85,31. No acumulado da semana, a commodity já registra um salto superior a 17%.

O cenário de insegurança ganhou novos contornos após veículos estatais iranianos noticiarem que um míssil teria atingido um navio petroleiro. Previamente, a Guarda Revolucionária do país determinou o bloqueio do Estreito de Ormuz, acompanhado de avisos de que embarcações que trafegassem pela região poderiam sofrer ataques, conforme informações da imprensa oficial local.

Em paralelo, a Marinha do Reino Unido reportou a ocorrência de uma forte detonação em um navio-tanque que estava parado em águas do Iraque nesta quinta-feira. Relatos do comandante da embarcação indicam a fuga de um barco de pequeno porte logo após o incidente. Apesar do susto, os tripulantes não sofreram ferimentos e não foram detectados focos de incêndio a bordo.

Atualmente, a circulação de navios de carga pelo Estreito de Ormuz encontra-se interrompida em decorrência do confronto entre EUA-Israel e o Irã. O receio dos proprietários de frotas com a volatilidade na segurança regional paralisou o tráfego em um ponto geográfico vital, por onde passam aproximadamente 20% de todo o petróleo consumido no planeta.

Bancos vão antecipar R$ 32,5 bilhões para socorrer o “seguro dos correntistas” após queda do Grupo Master

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) anunciou nesta quinta-feira (5) que os bancos associados vão antecipar cinco anos de contribuições, totalizando R$ 32,5 bilhões, para reforçar o caixa do fundo. O recolhimento será feito no próximo dia 25 de março.

Segundo o FGC, a medida tem o objetivo de garantir a solidez do fundo e assegurar que ele possa cumprir suas obrigações, especialmente diante das recentes liquidações extrajudiciais de bancos decretadas pelo Banco Central (BC) desde o ano passado.

O fundo informou que apenas as liquidações do Banco Master, Will Bank e Pleno devem gerar um rombo de R$ 51,8 bilhões, segundo estimativas do próprio FGC. Até agora, foram pagos R$ 38,4 bilhões a cerca de 675 mil credores do conglomerado Master, incluindo Banco Master, Master de Investimento e Letsbank.

“O processo de pagamento aos credores segue pelo aplicativo do FGC. É importante manter as notificações ativas para não perder avisos sobre a evolução do processo”, orientou o fundo em nota.

Para os demais bancos, as estimativas de pagamento são:

Will Bank: R$ 6,3 bilhões

Banco Pleno: R$ 4,9 bilhões

O FGC é financiado pelas contribuições mensais dos próprios bancos associados. Antes do caso Master, o fundo tinha mais de R$ 140 bilhões em caixa para emergências. Atualmente, os bancos pagam 0,01% sobre os depósitos cobertos pelo fundo, como CDBs, poupança, LCI e LCA. Para instituições mais expostas a riscos, a taxa foi elevada para 0,02%, e os bancos precisam manter uma parcela maior de recursos aplicada em títulos públicos.

Secretário de Estado de Articulação Internacional é o convidado da reunião plenária da ACII

O Secretário de Estado de Articulação Internacional, Paulo Bornhausen, é o convidado da próxima Reunião Plenária promovida pela ACII - Associação Empresarial de Itajaí, que acontece no dia 9 de março.

O encontro, aberto ao público, tem como foco a apresentação das principais ações e projetos da Secretaria de Articulação Internacional, destacando iniciativas que conectam Santa Catarina a mercados internacionais e promovem oportunidades de cooperação e investimento.

Segundo a ACII, a reunião busca fortalecer a interação entre empresários e governo, oferecendo espaço para o diálogo estratégico sobre desenvolvimento regional e internacionalização de negócios.

Secretaria do Planejamento prepara estudo técnico sobre os empregos na Economia do Mar em SC

Foto: Eduardo Valente / GOVSC

Dados preliminares indicam que, entre fevereiro de 2025 e janeiro de 2026, a Economia do Mar concentrou cerca de 13% das novas vagas de emprego em Santa Catarina, com mais de 7 mil novos postos. Trata-se da primeira vez que essa segmentação é apresentada com base nos microdados do emprego no estado. Em breve, a Diretoria de Políticas Públicas da Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan) lançará uma edição especial sobre o tema, no Informativo Mensal de Emprego.

Conforme o Relatório Final do Grupo de Trabalho PIB do Mar, elaborado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e Coordenação de Contas Nacionais (CCN), “a Economia do Mar é compreendida como a medida da contribuição para a economia nacional, em termos monetários, das atividades que produzem bens e serviços relacionados ao mar”. De acordo com a Diretoria Nacional de Navegação, a Economia do Mar ainda não tem uma definição consolidada, sabendo-se que contempla “o total de bens e serviços, em valores monetários, destinados ao consumo final e produzidos nos setores econômicos associados ao mar”.

A Economia do Mar engloba uma ampla gama de setores. Tomando como referência a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), alguns dos potenciais participantes da economia do mar são a pesca, a aquicultura, a preservação e a fabricação de produtos do pescado, a construção de embarcações, a fabricação de artefatos para pesca e esporte, o transporte marítimo, os hotéis e similares, entre outros.

Em Santa Catarina, nos últimos 12 meses, os setores que mais contribuíram para os empregos na economia do mar foram Depósitos de mercadorias para terceiros, (exceto armazéns gerais e guarda-móveis), Serviços de engenharia e Hotéis. Juntos, esses segmentos representaram mais de 35% do saldo total de empregos da Economia do Mar no estado.

Micheline Krause – Especialista em comunicação Fapesc/Seplan

Governador Jorginho Mello recebe acordo sobre o piso salarial para o trabalhador catarinense e encaminha projeto para Alesc

Foto: Leo Munhoz / SECOM

O governador Jorginho Mello recebeu nesta quarta-feira, 4, o acordo firmado entre empregadores e trabalhadores de Santa Catarina sobre o piso regional para 2026. A atualização média foi de 6,49% nas quatro faixas existentes. O projeto de lei para a efetivação do reajuste vai ser encaminhado à Assembléia Legislativa de Santa Catarina, por determinação do governador.

“Eu recebi todas as lideranças da indústria e dos trabalhadores de Santa Catarina. E já determinei o encaminhamento para a Assembleia para aprovar o mais rápido possível. Porque  o salário mínimo regional é uma construção feita a quatro mãos. Santa Catarina sempre tem dado bons exemplos sobre isso para o Brasil, conversando com todas as classes, construindo junto. É exemplo de maturidade, de interesse, e isso ajuda, melhora o ganho dos trabalhadores, a motivação para o trabalho e Santa Catarina ganha também”, afirmou o governador Jorginho Mello.

Os valores passam para R$ 1.842,00 na primeira faixa, R$ 1.908,00 na segunda faixa, R$ 2.022,00 na terceira e R$ 2.106,00 na quarta faixa.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), Gilberto Seleme, lembra que há 16 anos o acordo entre as partes é feito com base no diálogo e entendimento mútuo.

“Cada um puxa pro seu lado, cada um quer o melhor e o setor produtivo já tem uma carga tributária muito grande, ele tem um custo muito grande, e a gente no mínimo que faz é passar a inflação. E esse ano então foi passada a inflação mais quase 70% da inflação de novo. Então isso aí vai dar um ganho real para o trabalhador. Eles ficaram satisfeitos e nós também, porque  isso gera a economia de Santa Catarina”, explicou o executivo.

O coordenador sindical do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE-SC) e diretor da Federação dos Trabalhadores no Comércio de Santa Catarina (FECESC), Ivo Castanheira, destacou a importância desse processo de negociação.

“Essa negociação iniciou ainda em novembro do ano passado. É um processo que a gente tem feito desde 2010. Essa negociação não é muito fácil porque tem os interesses diversos, tanto dos empresários como dos trabalhadores, mas a gente sempre tem chegado a um bom senso. Foi um reajuste bom dentro da atual conjuntura das negociações coletivas”, disse.

Portaria estadual regulamenta, em caráter emergencial, captura de lula com arrasto simples de fundo em Santa Catarina

Foto: Divulgação /SAQ

A Secretaria Executiva da Aquicultura e Pesca de Santa Catarina (SAQ) publicou nesta quarta-feira, 4, a Portaria nº 002/2026, que estabelece regras excepcionais e temporárias para a pesca da lula no litoral catarinense durante o mês de março. A medida tem caráter emergencial e busca garantir segurança jurídica e alternativa de renda aos pescadores artesanais afetados pelo período de defeso do camarão.

A normativa regulamenta, até 31 de março de 2026, a captura de lula com o uso de arrasto simples de fundo por embarcações artesanais com arqueação bruta (AB) de até 20, enquadradas nas modalidades 3.8 e 3.9. Ao mesmo tempo, a portaria proíbe expressamente o uso de arrasto de fundo duplo para essa finalidade no período.

A decisão leva em conta a legislação federal vigente, especialmente a Lei nº 11.959/2009, que institui a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Pesca, e a Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e o Ministério do Meio Ambiente (MMA), por meio da Portaria Interministerial MPA/MMA nº 14, que regulamenta a pesca das espécies Loligo plei, Loligo sanpaulensis, Loligo sp. e Lolliguncula brevis no litoral de Santa Catarina.

De acordo com a SAQ, a medida foi necessária diante de divergências interpretativas sobre a aplicação da portaria interministerial durante o defeso do camarão, o que vinha gerando insegurança jurídica aos pescadores e dificuldades operacionais na fiscalização. A situação se agravou com a ausência de pagamento do benefício federal do defeso, comprometendo a subsistência de diversas famílias que dependem da atividade.

A nova portaria estadual reforça que a autorização é complementar e interpretativa, não afastando as restrições previstas na legislação federal relacionada ao defeso do camarão. Também estabelece limites geográficos para a atividade: a captura com arrasto simples de fundo não poderá ocorrer em baías, lagoas costeiras, canais, desembocaduras de rios (estuários) e na faixa de até três milhas náuticas da costa entre Florianópolis e Passo de Torres.

Segundo o secretário Executivo da Aquicultura e Pesca de Santa Catarina, Tiago Bolan Frigo, a iniciativa considera as peculiaridades da pesca artesanal catarinense.

“A pesca da lula, nesse contexto, é apontada como alternativa econômica relevante para assegurar o sustento e a continuidade das atividades nas comunidades pesqueiras do Estado”, destacou o secretário Tiago Bolan Frigo.

Santa Catarina apresenta o maior saldo de empregos formais do país em janeiro deste ano
O mercado de trabalho em Santa Catarina se destaca no cenário nacional, com o maior saldo de novas vagas de empregos formais em janeiro de 2026. Com o saldo de 19.000 novos postos, o estado foi seguido por Mato Grosso (18.731), Rio Grande do Sul (18.421), Paraná (18.306) e São Paulo (16.451), estados com alto quantitativo populacional.
 
Os resultados de janeiro de 2026 foram divulgados nesta terça-feira, 3 de março, pelo Ministério do Trabalho e Emprego, que enfatizou o desempenho de Santa Catarina. Os dados integram o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged).
 
“Manter a economia aquecida e gerar oportunidades pra quem mora aqui é nosso compromisso. Somos parceiros do setor produtivo, do empreendedor, investimos em infraestrutura e logística, para que os setores cresçam ainda mais. E assim vamos mantendo esse ciclo positivo de emprego e carteira assinada”, destacou o governador Jorginho Mello.
 
“Santa Catarina inicia o ano com um mercado de trabalho formal expressivo, com estoque de 2,6 milhões de trabalhadores. O segundo maior crescimento do país, de 0,72%, atrás apenas de Mato Grosso (+1,92%), que teve estoque de 994.293. O crescimento de SC foi três vezes superior à média brasileira, de 0,23%. O resultado catarinense é fruto de um trabalho conjunto, que fortalece um ambiente de negócios dinâmico e competitivo”, afirmou o secretário de Estado do Planejamento, Fabricio Oliveira.
 
Indústria de transformação em destaque
 
Em janeiro de 2026, a Indústria apresentou o maior saldo entre os grandes grupamentos de Santa Catarina, com 11.623 novas colocações no mercado de trabalho formal. No total, 21,14% dos novos empregos da Indústria nacional foram em solo catarinense.
 
A Indústria de transformação alavancou a geração de empregos, com saldo de 11.492, a quase totalidade no grupamento. Cabe destacar que a cada cinco novos empregos na Indústria de transformação no Brasil, um foi em território catarinense. Os três maiores saldos na Indústria de transformação foram dos subsetores de Confecção de artigos do vestuário e acessórios (+1.927), Fabricação de produtos alimentícios (+1.449) e Fabricação de produtos têxteis (+1.355).
 
Integram a indústria de transformação atividades que transformam matérias-primas e insumos em novos bens, como é o caso da transformação de matérias primas do tecido em confecção de roupas, extração de minérios transformados na fabricação de máquinas, de produtos agrícolas em alimentos e bebidas, entre outros.
 
O segundo grande grupamento com o melhor desempenho em janeiro foi da Construção, com saldo de 4.247 novos postos de trabalho formal. O terceiro melhor resultado foi do setor de Serviços, com 3.476 novas colocações. A Agropecuária, por sua vez, ocupou a quarta melhor colocação.
 
Os municípios com os maiores saldos no mercado de trabalho formal em janeiro de 2026 foram Joinville (+1.632), Blumenau (+1.085) e Fraiburgo (+829). Com saldo acima de 400, destacaram-se, ainda, Brusque, Itapema, Chapecó, Itajaí, Palhoça, Lages, Caçador, Navegantes, Videira e Florianópolis.
 
Micheline Krause – Especialista em comunicação Fapesc/Seplan
Prazo para adesão ao Programa de Regularização do Badesc termina em 18 de março
Foto: AdobeStock
 
A Agência de Fomento do Estado de Santa Catarina (Badesc) reforça que o prazo final para adesão ao Programa Catarinense de Regularização de Débitos de Difícil Recuperação termina em 18 de março. Instituído pela Lei 19.671/25, o Programa foi criado para que empresas com dívidas antigas e lançadas em prejuízo tenham a oportunidade de regularizar pendências com regras definidas em lei.
 
Para quem aderir agora, no período final do Programa, os descontos para pagamento à vista podem chegar a até 80% do valor da dívida, dependendo da situação de cada operação. Nos casos em que exista algum patrimônio ou bem penhorável, os abatimentos Vão até 50%, conforme previsto na Lei. Além disso, todos os acordos têm desconto de 100% dos encargos de mora e ao recálculo do saldo pela taxa SELIC, o que reduz sensivelmente o valor total devido.
 
“Houve uma procura intensa logo no início, especialmente de empresas que aguardavam uma oportunidade para resolver passivos históricos. Este Programa oferece previsibilidade, segurança jurídica e condições reais de retomada”, destaca Ari Rabaiolli, presidente do Badesc. Ele comenta que o Governo tem trabalhado para apoiar quem produz, seja com programas subsidiados para novos investimentos, seja agora com descontos significativos para quem deseja reorganizar a vida financeira.
 
Para quem é
O Programa é voltado a empresas com operações de crédito lançadas em prejuízo no Badesc, estejam ou não em cobrança judicial, e que buscam retomar acesso ao crédito, restabelecer capacidade de investimento e reorganizar sua vida financeira.
 
Como aderir
As adesões devem ser realizadas até 18 de março de 2026, exclusivamente pelo e-mail: refinsc@badesc.gov.br, informando o CNPJ da empresa.
 
 
Havan lança nova plataforma para cadastro nas vagas de emprego

A Havan lançou neste mês uma nova plataforma de vagas de emprego que vai facilitar a vida de quem busca oportunidades em uma das maiores redes de varejo do país. O novo site vagas.havan.com.br oferece interface intuitiva, filtros de busca avançados e processo de candidatura 100% digital, tornando a procura por emprego mais rápida e eficiente.

Para se inscrever em uma vaga, é necessário criar uma conta na plataforma, com os dados pessoais. As pessoas podem se inscrever em vagas específicas ou no banco de talentos da empresa, além de acompanhar o status de suas candidaturas.

Rafaela Tatiane Dupilar Sedrez, product owner do Havan Labs e uma das responsáveis pelo projeto, explica que a nova ferramenta foi desenvolvida internamente pelos setores de recursos humanos e tecnologia. "Criamos uma plataforma com a nossa identidade, um layout repaginado e funcionalidades que permitem aos candidatos acompanharem todo o processo seletivo de forma transparente", afirma.

Havan em todo o Brasil

A Havan completa 40 anos em 2026 e uma das ações de comemoração das quatro décadas de história, é ampliar o número de lojas por todo o Brasil. De acordo com o dono da varejista, Luciano Hang, a empresa terá até o fim do ano mais de 200 lojas em todo o Brasil e chegará a todos os estados brasileiros.

"Somos uma empresa de oportunidades. Temos 23 mil colaboradores de todas as idades e perfis, e estamos sempre em busca de novos talentos para as novas vagas que surgem aqui dentro. Por isso, investir em uma plataforma moderna é investir nas pessoas que querem fazer parte da nossa história e crescer junto com a gente", explica.

A varejista oferece diversos benefícios aos colaboradores: vale-transporte, vale-alimentação ou refeição e participação nos resultados (PPR), além de prêmio assiduidade para quem trabalha nas lojas. A Havan também é empresa cidadã, com licença-maternidade estendida de 180 dias e licença-paternidade de 20 dias.

NUME/ACII promove Talk Especial com Gabriela Kelm em celebração à força do empreendedorismo feminino

O Núcleo da Mulher Empresária da Associação Empresarial de Itajaí (NUME/ACII) promove, no dia 03 de março, às 19h, no Auditório da ACII, o Talk Especial Semana da Mulher. O encontro é alusivo ao Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, e integra o projeto NUME Open, iniciativa voltada ao fortalecimento do empreendedorismo feminino na região de Itajaí.


Com o tema “Uma noite de inspiração, conexão e protagonismo nos negócios”, o evento contará com a participação da secretária de Desenvolvimento Econômico do Município de Itajaí, Gabriela Kelm, convidada para compartilhar sua trajetória, experiências e visão sobre liderança e desenvolvimento econômico.


Gabriela Kelm também tem uma forte atuação no movimento associativista. Ela integra a Associação Empresarial de Itajaí (ACII) e já esteve à frente da entidade como presidente, reforçando seu compromisso com o desenvolvimento empresarial e institucional do município.


De acordo com Fernanda Aquino Peres, coordenadora do Núcleo da Mulher Empresária  (NUME/ACII), o encontro tem como propósito evidenciar a força do empreendedorismo feminino e reconhecer os desafios enfrentados pelas mulheres no dia a dia. Segundo ela, as múltiplas funções assumidas pelas mulheres não impedem o crescimento profissional, mas reforçam a capacidade de liderança, resiliência e inovação.
 A escolha de Gabriela Kelm como convidada reforça essa representatividade, ao destacar uma mulher que ocupa posição estratégica na gestão pública e que também construiu uma trajetória relevante no associativismo e no desenvolvimento do município. A iniciativa é do NUME, núcleo vinculado à Associação Empresarial de Itajaí, com apoio do Programa Empreender e do SEBRAE.

 

Economia & Negócios: Turismo em SC

Por Augusto César Diegoli (acdiegoli@gmail.com)

 

Turismo em SC

A Embratur divulgou que SC começou 2026 “encantando viajantes de todo o mundo”. No primeiro mês do ano, o Estado registrou a chegada de 205,1 mil turistas internacionais. O volume representa um crescimento de 3,1% em comparação com o mesmo período de 2025, quando 198,7 mil visitantes estrangeiros desembarcaram por aqui. Em janeiro, a Argentina permaneceu como o maior emissor de turistas para SC, com 150 mil visitantes. O Chile totalizou 40,6 mil chegadas. Na sequência, aparecem Uruguai (3,2 mil) e Paraguai (3,0 mil). Os Estados Unidos registraram 1,2 mil chegadas.

Alerta da Fiesc

Através de detalhado estudo, a Federação das Indústrias de SC está convencendo quase toda a bancada catarinense no Congresso quanto aos impactos da redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais, sem redução salarial, conforme proposta em debate no momento. Alguns dados realmente preocupam:  seriam extintos 41,4 mil empregos nos próximos dois anos, dos quais 19,1 mil somente na indústria, que teria um incremento de 9,7% nos custos do trabalho. O impacto negativo no PIB catarinense seria de 0,6%.

Arruaceiros, atenção

Agora há uma lei estadual (19.721, sancionada dia 21 de janeiro), mas se funcionar são outros quinhentos. Ela dispõe sobre a aplicação de sanções administrativas a pessoas envolvidas em brigas generalizadas relacionadas a eventos esportivos, realizadas dentro ou no entorno de estádios, ginásios, arenas e demais locais destinados à prática ou ao acompanhamento de atividades esportivas em SC. A participação sujeitará o infrator a multa administrativa de R$ 1 mil a R$ 50 mil, a ser fixada de acordo com a gravidade da infração e a reincidência, além da proibição de acesso a eventos esportivos no território estadual por prazo de até 24 meses; a participação obrigatória em programas ou atividades educativas relacionadas à cultura de paz, ao respeito às regras esportivas e ao combate à violência em ambientes esportivos.

Floripa Airport

Pela primeira vez, o Aeroporto Internacional de Florianópolis movimentou mais de 25 mil passageiros em um dia. Foi em 2 de fevereiro, quando o terminal registrou 152 voos entre pousos e decolagens em 24 horas, impulsionado pela temporada turística, com 12 destinos internacionais e nove nacionais. A concessionária Zurich Airport Brasil informou que 48% dos passageiros desse dia viajaram em rotas internacionais, consolidando o terminal como o terceiro do Brasil com maior movimento de passageiros internacionais, só atrás de Guarulhos (SP) e Galeão (RJ). Nesse dia, foram 68 voos internacionais, com maior número para Buenos Aires (Argentina) e Santiago (Chile). Nesse dia de recorde teve 84 pousos e decolagens do Brasil. De acordo com a concessionária Zurich Airport, o resultado desse dia histórico mostra a relevância estratégica do tráfego internacional para o crescimento do aeroporto.

SC na China

A Rede Globo anunciou que está realocando de Nova Iorque o brilhante repórter catarinense Felipe Santana como novo correspondente do principal canal de TV brasileira na China. Florianopolitano, 40 anos, Felipe começou a namorar as câmaras em 2005, no curso de Cinema na Universidade do Sul de SC, transferindo-se depois para o curso de Jornalismo da UFSC e, em seguida, por diversos veículos de comunicação da Grande Florianópolis. Em 2010 integrou projeto do Sport TV e dali em diante foi admitido como contratado pela Globo Rio.

Ampliação histórica

A OAB-SC está celebrando uma conquista histórica: o início da instalação de novas varas federais em SC, pleito que mobilizou a seccional nos últimos três anos e resultou na aprovação de oito unidades. Cinco foram implantadas recentemente na sede da Justiça Federal: a 10ª Vara Federal de Florianópolis e a 7ª Vara Federal de Joinville, ambas de execução fiscal. E três das novas varas viabilizaram a criação da 4ª Turma Recursal do Juizado Especial Federal, em Florianópolis (matéria previdenciária). As demais unidades ainda não têm localização definida. A mobilização da OAB-SC demonstrou que SC tinha menos unidades e 14,51% mais processos federais que o Rio Grande do Sul e 15,31% superior ao Paraná, e que mais de 46 mil processos daqui tramitavam em varas de outros estados.

Café sombreado

A Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária de SC inicia em março um programa de financiamento ao desenvolvimento rural, pesqueiro e agrícola do Estado com ênfase no fortalecimento e expansão do cultivo de café arábica em sistema sombreado, realizado em consórcio com bananeiras, palmeiras e espécies arbóreas nativas, especialmente nas regiões do Litoral e do Vale do Itajaí. Muito antes de conquistar apreciadores exigentes no mercado de cafés especiais, tal forma de cultivo de café já fazia parte da identidade catarinense, a ponto de estampar a bandeira do Estado, criada em 1895. Agora, essa tradição ganha um novo impulso com o projeto. Nesse sistema o fruto do café tem a sua maturação mais lenta gerando uniformidade dos grãos. Esse conjunto de fatores, somado à latitude, maritimidade, clima e solo das regiões, resulta em cafés com perfil sensorial diferenciado, voltados ao mercado de cafés especiais brasileiro, segmento que segue em franca expansão.

Transição energética

A WEG anuncia a construção de uma nova fábrica dedicada à produção de sistemas de armazenamento de energia em baterias, em Itajaí. A unidade será a mais moderna do país nesse segmento e representa um avanço estratégico da companhia em soluções para a transição energética. Para viabilizar o projeto, a WEG contou com financiamento de R$ 280 milhões do programa BNDES Mais Inovação, aprovado no âmbito da chamada pública voltada à transformação de minerais estratégicos para a transição energética e descarbonização, realizada em parceria com a Finep.

Penduricalhos

Chegou a estratosféricos R$ 93,2 bilhões o valor dos odiosos “penduricalhos”, extrapolando o teto constitucional de R$ 44 mil mensais, pagos somente em 2024 por Tribunal de Justiça, Ministérios Públicos e Defensorias, aponta estudo inédito publicado pelo estadão. Em SC foi R$ 1,4 bilhão, o equivalente a 2,9% de todo o orçamento geral do Estado naquele ano.

Pitaia

Nota lamentando que um pequeno produtor de pitaia no sul de SC estava jogando fora sua produção devido ao baixo preço pago (R$ 3, em média por quilo) enquanto em alguns supermercados de Florianópolis estava por R$ 19, tem que ser atualizada, sendo que num deles, na zona central da Capital, estava cobrando abusivos R$ 39,90.

Desemprego

Santa Catarina encerrou o ano de 2025 registrando a menor taxa de desemprego do país nos quatro trimestres consecutivos. No quarto trimestre, o estado registrou taxa de desocupação de 2,2%, diante de uma média nacional de 5,1%. Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) foram divulgados pelo IBGE. No quarto trimestre de 2025, Santa Catarina manteve a menor taxas de desocupação, seguido pelo Espirito Santo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, os três com a média de 2,4%. No cálculo anual, SC registrou a taxa de 2,3%, atrás de Mato Grosso (2,2%). Isto porque, neste cálculo, o IBGE usa os indicadores anuais estimativas que têm como base o dia 1º de julho.

Avaliação

Santa Catarina tem um povo dedicado, trabalhador e que produz muito. E o Governo do Estado tem feito bem o dever de casa, apoiando o empreendedor, que gera emprego e renda. Santa Catarina está voando, programas que estão passando a limpo todas as áreas, trazendo mais oportunidades e qualidade de vida para nossa gente. E a gente quer que as obras estruturantes de agora sirvam de base para o futuro com desempenho ainda melhores, destaca o governador do Estado.

Menor inadimplência

Um índice alto (39,44%) da população ativa catarinense, estava com contas a pagar em dezembro do ano passado, informa o Serasa. É o menor índice do país e significativamente abaixo da média nacional, que é de 49,77%. Esse percentual equivale a 81,2 milhões de pessoas com dificuldades para manter as contas em dia. O valor médio das dívidas por pessoas é de R$ 6.382, enquanto cada débito possui valor médio de R$ 1.593,27. O volume total alcança R$ 518 bilhões.

Climatização

O governo estadual não foi tentar saber mas, até sem querer, está dando a seus estudantes da rede pública um conforto que está longe em muitos recantes do país: o ano de 2026 iniciou para 522 mil estudantes com sistemas de climatização em todas as salas de aula das suas 1.038 escolas. Em boa parte delas estão também sendo instaladas câmeras de videomonitoramento. A meta é atingir 100% em poucas semanas.

Queda do tarifaço dos EUA

Quase sete meses depois da entrada em vigor do tarifaço de 50% dos Estados Unidos contra o Brasil, que começou em 6 de agosto de 2025, a Suprema Corte dos Estados Unidos considerou ilegal as taxações do presidente Trump e derrubou a medida. O governo americano revidou com nova taxa de 10% e estuda adotar 15%. De qualquer forma, essas alternativas menores animam exportadores de SC que perderam mercado ou fizeram esforço pagando parte da taxa para manter contratos com clientes americanos. A Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) considerou positiva a derrubada das tarifas pela Suprema Corte, mas a entidade divulgou nota alertando que a reação com nova taxa evidencia a determinação da administração Trump de manter a cobrança. São decisões que aumentam a insegurança nos negócios com os Estados Unidos, afirmou o presidente da Fiesc. 

Cor do carro

A ferramenta de busca Webmotors divulgou as cores de carro mais buscadas em SC em 2025. No mercado de usados, os da cor branca foram os que mais receberam visitas, com 25,22% do total de acessos entre as 10 cores mais requisitadas. Na sequência, estão preta (20,54%), prata (17,49%), cinza (17,14%), azul (7,25%), vermelha (7,18%), verde (2,29%), marrom (1,04%), bege (0,97%) e amarela (0,89%). No lado dos carros zero quilômetro, a preta foi a mais procurada, com 25,45% dos acessos, seguida pela cinza (23,48%), branca (22,92%), azul (9,56%), prata (8,57%), vermelha (5.32%), verde (2,84%), laranja (0,81%), amarela (0,62%) e bege (0,42%).

Desemprego

O IBGE divulgou que o Mato Grosso foi o Estado com menor desemprego do Brasil em 2025, com taxa de 2,2% e SC em segundo, com 2,3%. Índices de Primeiro Mundo. Na outra ponta ficou Piauí, com 9,3% de desocupados.

NB Fios: 20 anos

Em 1º de fevereiro de 2006, nascia em Botuverá, a NB Fios, cuja trajetória, duas décadas depois, se confunde com o próprio desenvolvimento industrial do Vale do Itajaí. A decisão de fundar a empresa nasceu de uma conversa em família, movida por estratégia e visão de futuro. Até então, o empresário Nilo Barni tinha sua atuação concentrada no setor de mineração, com a empresa Calcário Botuverá. O cenário indicava estabilidade, mas também apontava para a necessidade de diversificar. Buscávamos uma alternativa para não ficar tudo numa atividade só, que era no calcário. A escolha pelo setor têxtil não foi à toa. Santa Catarina tem tradição nacional na indústria de fios e malhas. O primeiro passo foi a aquisição de uma pequena fiação em Botuverá. No início, a empresa recebeu o nome de NB Têxtil. Mais tarde, consolidou-se no mercado como NB Fios.

Transtornos do aprendizado

Logo após o começo do ano escolar é cada vez mais frequente alguns pais sejam chamados na escola porque seu filho não está acompanhando seus colegas no aprendizado escolar. Essa notícia provoca muita apreensão e os pais que devem iniciar uma maratona de avaliação visando descobrir a causa dessa dificuldade para o aprendizado. Uma pesquisa de 2024, realizada pela Equidade.info, mostra que ao redor de 12,8% dos alunos da educação básica brasileira apresentam dificuldades no aprendizado. Em números absolutos isso representa mais de 6 milhões de estudantes. A grande maioria pode ser portadora de algum transtorno específico do aprendizado como dislexia, a discalculia ou transtorno do processamento auditivo ou visual.

Fora da escola

O Ministério Público de SC se opõe severamente ao abandono dos estudos e tem até uma frente específica para isso, que é o Programa de Combate à Evasão Escolar. De 2001 até agora levou 333 mil alunos de volta para as salas de aula, salvando muitos futuros. Um êxito eloquente, resultado de ótima articulação com o Conselho Tutelar, as próprias escolas e a sociedade como um todo.

Reforço

A Justiça Federal em SC passa a contar com duas novas varas federais e uma nova Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais. As unidades funcionarão em Florianópolis, que recebeu a 10 ª.Vara Federal e a 4 ª Turma e Joinville com a 7 ª. Vara Federal. As varas (primeira instância) terão competência para julgamento de execuções fiscais, que são processos para cobranças de dívidas com a União e outros órgãos federais. A Turma (segunda instância) funcionará em Florianópolis, com especialização em matéria previdenciária.

Democracia na UFSC

A Universidade Federal de SC publicou a resolução que estabelece as normas da consulta informal à comunidade universitária para escolha de candidatos a reitor e vice-reitor. O primeiro turno será dia 1º de abril e o segundo, se houver, para 14 do mesmo mês. Tal consulta, informal e paritária, é realizada desde 1983 e precede a eleição da lista tríplice para reitor pelo Conselho Universitário. Os três candidatos mais votados comporão uma lista a ser encaminhada para o Ministério da Educação, para que o presidente da República nomeie o novo reitor ou reitora.

Lei do retorno

Nos corredores do Tribunal de Justiça de SC fala-se na “lei do retorno”, a propósito de um ex-integrante da corte, o ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça, afastado por importunação sexual. A chamada “lei do retorno” é um conceito amplamente difundido em diferentes culturas e crenças. Refere-se a ideia de que tudo o que fazemos seja bom ou ruim volta de alguma maneira. Seja pelo karma, pelo destino ou por forças universais. Sim, nossas atitudes geram consequências proporcionais no futuro.

Qualificação

O Conselho Regional de Administração de SC iniciou agenda institucional junto aos vereadores de Florianópolis para apresentar uma sugestão de proposta de lei, que pode ser levada a todo Estado, que visa instituir critérios técnicos para o cargo de secretário municipal de Administração. Entre os requisitos principais estão formação superior na área, registro profissional ativo e experiência comprovada em gestão. Missão difícil, mas que deve ser levada adiante.

Confissão plena

Apesar da extrema discrição na sua atuação, quem tem culpa no cartório treme nas bases ao saber que está no encalço Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco). Em um acordo de não persecução penal firmado recentemente, que resultou de cara, no recolhimento de R$ 16 milhões de um total de R$ 36 milhões aos cofres públicos por conta de fraudes fiscais e crimes tributários na região de Itajaí, os diretamente investigados, acompanhados por sua defesa, apresentaram confissão plena, formal e circunstancial de todos os fatos.

Imigração polonesa em Brusque

A folhinha marcava o dia 11 de junho de 1869. Os poloneses embarcaram para o trajeto de dois meses navegando a bordo da embarcação Victória, desde o porto de Hamburgo, na Alemanha, até o porto de Rio de Janeiro, no Brasil. Tanto tempo deve ter sido difícil para a travessia, enfrentando dificuldades como: ausência de água potável e fresca; comida racionada; falta de espaço para todos de uma mesma família nas cabines. Os homens foram acomodados em compartimentos diferentes dos das mulheres e crianças. Mas todos no porão. Estadia de sessenta dias de confinamento, só com água salgada para todos os lados.

Peninha

Mais de 70 entidades nacionais protocolaram carta aberta à presidente do Tribunal Superior Eleitoral, aos demais ministros da Corte e à sociedade brasileira, reagindo às declarações do comunicador gaúcho Eduardo Bueno, conhecido como Peninha, nas quais defendeu que os evangélicos não deveriam votar no Brasil, Peninha, a exemplo do ator Tuca Andrade, é outro que merecia o título anti-honorífico de “persona non grata” a SC. Em mais de uma vez destilou ódio contra os catarinenses, comemorando suas tragédias e ainda se orgulhando disso. Essa gente deveria ser formalmente informada a evitar que ponham seus pés por aqui. Caso contrário, que assumam as consequências.

Presença de agrotóxicos

Dados levantados pelo Ministério Público de SC em relatório foram enviados ao Ministério da Saúde, apontando concentração dentro dos parâmetros legais, mas revelando o uso de substâncias proibidas no Brasil.

IA deve transformar 22% das ocupações até 2030; veja as profissões em alta

O mercado de trabalho global está prestes a vivenciar uma das maiores transformações da história recente. De acordo com o Relatório Sobre o Futuro dos Empregos 2025, do Fórum Econômico Mundial, a integração da Inteligência Artificial (IA) e das tecnologias de automação devem transformar 22% das ocupações em todo mundo nos próximos cinco anos.

Apesar do receio comum sobre a substituição de humanos por máquinas, os dados trazem um cenário de otimismo. O estudo projeta a criação de 170 milhões de novos postos de trabalho, impulsionados pela economia digital, enquanto 92 milhões de funções tradicionais devem desaparecer. O resultado é um saldo positivo de 78 milhões de novos empregos.

Para Marcelo Cordeiro, coordenador dos cursos de Gestão e Tecnologias do Centro Universitário Integrado de Campo Mourão (PR), essas tendências devem se refletir na formação e no mercado brasileiro já em 2026, especialmente nessas duas áreas. “O profissional que esse cenário demanda precisa unir conhecimentos técnicos e digitais, com forte capacidade analítica e comportamento adaptável”, afirma.

A ascensão do “trabalhador aumentado”

O Relatório destaca que a IA não será apenas uma ferramenta de automação, mas um motor de produtividade. Cerca de 43% das tarefas empresariais devem ser automatizadas até 2027. Nesse contexto, surge a figura do “profissional aumentado”: aquele que utiliza a tecnologia para expandir sua capacidade analítica e criativa.

“Os futuros profissionais terão que dominar ferramentas como Business Intelligence (BI) e saber analisar dados de forma crítica. A demanda não é mais por executores de tarefas, mas por colaboradores capazes de trabalhar em conjunto com as tecnologias para otimizar processos e gerar melhores resultados”, explica Cordeiro.

Segundo o Fórum Econômico Mundial, as habilidades mais valorizadas e remuneradas pelas empresas até 2030 serão:

• Pensamento Analítico e Criativo: A capacidade de resolver problemas complexos que a máquina ainda não alcança.
• Alfabetização em IA e Big Data: Não apenas operar, mas entender e direcionar a inteligência de dados.
• Liderança e Influência Social: Competências humanas essenciais para gerir equipes híbridas (humanos e algoritmos).

Quem paga mais
De acordo com o Relatório, as áreas que lideram a criação de vagas com melhores remunerações incluem especialistas em IA, analista de dados, analista de sustentabilidade, engenheiros de energias renováveis, criatividade e profissionais de cibersegurança. Por outro lado, funções administrativas de escritório, caixas de bancos e comércios registram o declínio salarial mais acentuado.

Já em relação às competências comportamentais, o ritmo acelerado das transformações pede versatilidade. “Em um mercado dinâmico, ganharão destaque profissionais com alta adaptabilidade, criatividade, capacidade de liderança e comunicação clara. Saber trabalhar em equipes multidisciplinares já é igualmente essencial”, reforça o coordenador dos cursos de Gestão e Tecnologias do Centro Universitário Integrado, Marcelo Cordeiro.

Profissões com alta demanda (em expansão)
Confira as profissões em ascensão e as que têm o risco de extinção, segundo o Relatório Sobre o Futuro dos Empregos 2025:
Surpreendentemente, as atividades ligadas à construção civil e ao setor primário lideram o crescimento, embora com menor remuneração, seguidas de perto pela tecnologia e saúde, que pagam melhores salários.

• Construção e Infraestrutura: Carpinteiros, azulejistas e operários especializados.
• Agronegócio e Alimentos: Trabalhadores agrícolas, braçais e profissionais de processamento de alimentos.
• Logística e Transporte: Motoristas de caminhoneta, serviços de entrega, vans e motocicletas.
• Tecnologia e Gestão: Desenvolvedores de software, gestores de projetos e gerentes de operações.
• Educação e Cuidado Humano: Professores de ensino médio e superior, profissionais de enfermagem, assistência social e cuidadores pessoais.
• Varejo e Hospitalidade: Vendedores de loja e atendentes de alimentação (garçons e atendentes).

Integrado lança curso de Inteligência Artificial
“A principal dica é nunca parar de estudar. É importante escolher cursos que já utilizam tecnologias em seu cotidiano e que desenvolvam não apenas conhecimento técnico, mas também pensamento crítico e capacidade de resolver problemas”, complementa Marcelo Cordeiro.

Atento a essa realidade, o Centro Universitário Integrado inicia no primeiro semestre de 2026 o curso de Inteligência Artificial. A graduação será ofertada nas modalidades presencial, semipresencial e Ensino a Distância (EAD), terá duração de apenas 2 anos e será a primeira na região da Comunidade dos 25 Municípios da Região de Campo Mourão (COMCAM).

Sobre o Centro Universitário Integrado
Localizado em Campo Mourão–PR, o Centro Universitário Integrado oferece, há mais de 25 anos, ensino superior de excelência reconhecido pelo MEC, com nota máxima (5) no Conceito Institucional. Alinhado às demandas do mercado, a instituição busca promover uma formação voltada ao desenvolvimento de competências essenciais para os profissionais de hoje e do futuro.

Conta com infraestrutura moderna, laboratórios com tecnologia de ponta, metodologias de ensino inovadoras e um corpo docente com sólida experiência acadêmica e prática profissional.

Em 2022, implementou o Integrow — Ecossistema de Inovação Integrado, voltado à promoção da cultura empreendedora, da pesquisa aplicada e da inovação.

Atualmente, o Integrado oferece mais de 60 cursos de graduação nas modalidades presencial, semipresencial e a distância — incluindo áreas como Direito, Medicina e Odontologia — além de mais de 70 cursos de pós-graduação em diversas áreas do conhecimento.

Crédito das fotos

Freepik

 

 

 

Com alta de 5,9%, comércio liderou expansão da economia em SC, em 2025

A atividade econômica de Santa Catarina medida pelo IBCR-SC avançou 3,5% no ano passado. O indicador do Banco Central, considerado uma prévia do PIB, mostra que SC cresceu 40% a mais do que a média do país, que foi de 2,5%. “A diversificação produtiva do estado permitiu que alguns setores pudessem aproveitar conjunturas positivas específicas e equilibrar efeitos negativos, como o tarifaço e a elevada taxa de juros”, explica o presidente da Federação das Indústrias de SC (FIESC), Gilberto Seleme.

O setor do comércio puxou o resultado, com crescimento de 5,9% em 2025, na comparação com o ano anterior. O desempenho reflete a sustentação do consumo das famílias graças ao crescimento real da renda, à desinflação de alimentos e a um mercado de trabalho altamente aquecido, segundo o economista-chefe da Federação, Pablo Bittencourt.

O segmento de supermercados e hipermercados avançou 7,4% no período, e o de equipamentos para escritório, informática e comunicações teve alta de 9,9%, movimento associado ao avanço da transformação digital e demanda por soluções de inteligência artificial.

O setor de serviços registrou aumento de 3,2%, e também registrou impactos da demanda por soluções tecnológicas. O ramo de serviços de informação e comunicação cresceu 5,1% no estado. Os serviços prestados às famílias - que incluem restaurantes, academias e escolas - avançaram 2,9% em 2025. Já os serviços profissionais, administrativos e complementares, que avançaram 5,8%, foram beneficiados pelo ciclo da construção civil.

Esse mesmo ciclo da construção, e seu encadeamento produtivo, contribuíram positivamente para o desempenho da indústria, que cresceu 3,2% no ano passado, em relação a 2024. Na análise de Bittencourt, o crescimento da produção industrial, mesmo em um cenário mais adverso, foi sustentado também pela diversidade da indústria do estado e pela presença de segmentos menos sensíveis ao ciclo econômico.

O economista destaca, no entanto, que a despeito do resultado, o ambiente macroeconômico foi desafiador para Santa Catarina e mostra sinais de desaceleração. “A restrição ao crédito, motivada pela Selic a 15% ano ano, e as incertezas no comércio global impuseram limites ao crescimento, tanto de SC como do Brasil”, explicou.

Bittencourt salienta ainda que as exportações cresceram 4,4% em 2025 apesar do tarifaço dos Estados Unidos e de políticas chinesas que privilegiam o produto nacional e que resultaram em queda nas vendas para esses mercados. “A diversificação de mercados e o fortalecimento de destinos alternativos, aliada à expansão da economia da Argentina, colaboraram para um cenário de comércio exterior resiliente”, afirmou.

Governador destaca força do agro catarinense na abertura da ExpoFemi 2026 em Xanxerê

Fotos: Roberto Zacarias/Secom GOVSC

O governador Jorginho Mello participou da abertura da 21ª edição da ExpoFemi, em Xanxerê, na noite deste sábado, 28. Além da entrega de um cheque simbólico no valor de R$ 250 mil em apoio para a realização da feira, o governador destacou a força do agronegócio na região Oeste e disse que o evento é uma demonstração do esforço e do trabalho dos catarinenses nos mais diversos setores econômicos representados na exposição. A solenidade de abertura reuniu autoridades, lideranças políticas e empresariais, além de visitantes de toda a região.

“Xanxerê e todo o Oeste catarinense são exemplos da força e do trabalho da nossa gente, então eu desejo todo o sucesso para a ExpoFemi, para quem produz, para quem vai movimentar os negócios e para quem vem garantir momentos felizes com a família. Santa Catarina é feita disso, de gente que trabalha muito e que sabe receber bem quem vem conhecer o que a gente tem de melhor”, disse Jorginho Mello.

O prefeito Oscar Martarello agradeceu a presença do governador e o apoio do Estado para a ExpoFemi 2026, reforçando que o evento é uma mostra da pujança da região, a cada ano melhor, maior e mais inovador. Na edição deste ano a Comissão Central Organizadora (CCO) espera receber um público de mais de 250 mil pessoas. Com 360 expositores, a expectativa é movimentar mais de meio bilhão em negócios nos nove dias de feira.

“Chegamos a este dia com esse espetáculo maravilhoso, mostrando a grandeza da nossa cidade. Deixo um convite para que, nestes nove dias de feira, tenhamos aqui o metro quadrado com o maior número de grandes negócios. Que este seja um espaço de reencontros em um ambiente que preparamos com carinho”, afirmou o prefeito.


Após a solenidade de abertura oficial, o governador percorreu o parque de exposições, visitou estandes de expositores e pavilhões da feira.

A ExpoFemi 2026 acontece no Parque Rovilho Bortoluzzi, reúne exposições, setor agropecuário, indústria, comércio, gastronomia, shows nacionais e atrações para toda a família. Ao longo dos próximos dias, até 8 de março, o evento segue com uma agenda diversificada, consolidando-se como uma das maiores feiras multissetoriais da região, movimentando a economia e o turismo de Xanxerê.

Cooperativas de energia investem R$ 280 milhões com apoio do Governo de Santa Catarina

Foto: SecomGOVSC

Cooperativas de energia e empresas de distribuição estão investindo um pacote de R$ 280 milhões para ampliação e modernização da rede elétrica em Santa Catarina. São novos postes, religadores, subestações, transformadores e equipamentos que vão garantir mais segurança energética e qualidade de fornecimento, sobretudo em áreas rurais. Os investimentos recebem apoio do Governo do Estado por meio da Política Estadual de Apoio às Cooperativas de Energia Elétrica de SC (Peacesc).

A Peacesc já aprovou 37 projetos de investimentos na rede elétrica catarinense de mais de 20 cooperativas e empresas de distribuição, beneficiando, assim, dezenas de municípios. O apoio do Governo do Estado ocorre através de incentivo fiscal. Ou seja, a distribuidora de energia elétrica realiza investimentos e, como contrapartida, recebe crédito de ICMS correspondente ao valor aplicado no limite de 20% do recolhimento anual do imposto. Até fevereiro foram mais de R$ 50 milhões em crédito concedido.

O governador Jorginho Mello afirma que a medida é fundamental para destravar investimentos. “Santa Catarina está crescendo forte, acima da média nacional, e precisa de energia de qualidade na área rural também. O apoio para as cooperativas é certeiro porque beneficia pequenos municípios, pequenos produtores de leite, e de outros produtos agrícolas, que agora contam uma energia mais robusta, trifásica e que não cai tanto, sem risco de perder tudo que produziu”, afirma.

Incentivo acelerou a ampliação da infraestrutura de energia
A concessão do benefício é operacionalizada em parceria pela Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Serviços (Sicos) e Secretaria de Estado da Fazenda (SEF). “A Peacesc é uma iniciativa fundamental sobretudo para destravar investimentos no setor energético. Essa política, ao lado de investimentos recordes por meio da Celesc e Programa Energia Boa, está garantindo o futuro de Santa Catarina no fornecimento e geração de energia”, destaca o secretário da Sicos, Silvio Dreveck.

Conforme o presidente da Federação das Cooperativas de Energia de SC (Fecoerusc), Edson Flores da Cunha, o incentivo fiscal foi decisivo para a realização dos investimentos. “Algumas obras estão prontas, outras ficarão prontas no decorrer do ano, entre subestações, linhas de transmissão e linhas trifásicas. Esse programa está ajudando a chegar no homem do campo uma energia com mais qualidade. Sem esses recursos, muitas cooperativas não teriam iniciado essas obras”, destaca.

Investimentos em energia garantem impactos positivos na ponta
Um dos projetos aprovados é, por exemplo, a aquisição de um transformador para a nova subestação da Coorsel. A cooperativa atende consumidores em Treze de Maio, Orleans, Pedras Grandes e Tubarão, no Sul do Estado. O incentivo fiscal via Peacesc deu sobretudo capacidade financeira para que a cooperativa continue modernizando e ampliando a infraestrutura energética na região. O investimento vai beneficiar as mais de 7,6 mil unidades consumidoras atendidas pela cooperativa.

“O investimento vai ajudar os associados a ter uma energia de qualidade, com confiabilidade e estabilidade no sistema. Vamos cadastrar outros projetos que com certeza vão nos ajudar bastante na parte de operação e distribuição de energia”, celebra o engenheiro da Coorsel, Helton Weber Stang.

Outro projeto aprovado pela Peacesc é a construção da nova linha de transmissão da Cegero e Cerbranorte. As cooperativas atendem São Ludgero e Braço do Norte, respectivamente, além de municípios vizinhos. Com a nova linha, as cooperativas reduziram o custo de transporte da energia, o que trará, portanto, impactos positivos na tarifa para os consumidores.

“Esse investimento vai impactar diretamente nos consumidores locais, dando mais qualidade, eficiência, bem como economia no fornecimento de energia”, destaca o presidente da Cerbranorte, Alex Wiggers. “É um investimento histórico, uma parceria inovadora e saudável que deu muito certo”, disse o presidente da Cegero, Tito Hobold.

Editora Bittencourt