
Augusto César Diegoli (acdiegoli@gmail.com)
Tilápia do Vietnã
Acordo comercial firmado entre o Brasil e o Vietnã é uma ameaça à produção crescente de tilápia nacional: Santa Catarina é o quarto maior produtor do país. Em março, o presidente esteve no país asiático e agradeceu ao Vietnã por sua decisão de abrir seu mercado para a carne bovina brasileira. Em resposta, o Brasil anunciou a remoção de sua autorização de importação de tilápia e sua decisão de permitir a importação de vários produtos de camarão em conformidade com os padrões internacionais. A medida traz preocupação aos produtores de tilápia em Santa Catarina, conforme comenta o secretário executivo de Aquicultura e Pesca (SC).
Fraude no INSS
A situação ocorreu à tona por meio da Operação Sem Desconto, conduzida pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União, que investiga um esquema nacional de cobrança associativas indevidas, com prejuízo estimado em mais de R$ 6,3 bilhões. O Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos foi um dos alvos da operação. A entidade tem José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão mais velho do presidente Lula, como diretor vice-presidente.
Receita bilionária à Agropecuária
O balanço social da Epagri, a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de SC, alcançou a geração de R$ 9,77 para cada real que o governo investiu nela em 2024. Esse resultado é o impacto econômico de 128 tecnologias desenvolvidas e difundidas pela Epagri, que geraram R$ 4,8 bilhões e tiveram retorno global de R$ 11,72 bilhões no ano passado. Em 2024, a Epagri realizou 392 projetos de pesquisa e lançou 21 tecnologias. Também executou durante o ano 307,5 mil ações de assistência técnica e extensão rural que atenderam a 130 mil agricultores e pescadores.
ZM S/A
A empresa ZM com sede em Brusque, teve vendas líquidas em 2024 no montante de R$ 344,2 milhões contra R$ 322,9 milhões em 2023. Teve lucro líquido em 2024 de R$ 85,5 milhões contra R$ 58,2 milhões em 2023. Tem um Patrimônio Líquido (Capital Social e Reservas) de R$ 701,7 milhões em 2024 contra R$ 627,3 milhões em 2023. A empresa está muito bem capitalizada.
Hotel de Gramado
Pomerode está no radar da rede de hotéis Laghetto, que tem unidades na Serra Gaúcha, em especial Gramado (RS) e em São Paulo e no Rio de Janeiro. Investidores ligados ao grupo já fizeram contatos iniciais e chegaram a visitar a cidade ao final de 2024, quando foram recepcionados por uma comitiva de autoridades. As primeiras conversas trataram de um empreendimento com pouco mais de 100 quartos. O secretário de Turismo e Desenvolvimento Econômico da cidade, disse que outras empresas também estão sondando Pomerode para investir na hotelaria, setor ainda carente na economia local.
SC investe em Inteligência Artificial
Com recursos do governo do estado foi inaugurado o Laboratório Virtual de Ensino, Extensão e Pesquisa em IA/GEN/CQ/HPC (Vlab@UFSC). A estrutura localizada no campus da UFSC, em Florianópolis, poderá ser utilizada para colaborar com projetos nas mais diversas áreas, como agronomia, medicina, engenharia, robótica, linguagem, física e biotecnologia. O projeto foi um dos 50 selecionados pelo edital 15/2023 da Fapesc, dentro do Programa Multilab SC – Laboratório Multiusuários. Os projetos serão desenvolvidos em parceria com 19 Instituições de Ensino Superior, distribuídos nos municípios de Araquari, Blumenau, Brusque, Caçador, Chapecó, Curitibanos, Concórdia, Criciúma, Florianópolis, Itajaí, Jaraguá do Sul, Joaçaba, Joinville, Lages, Mafra, Videira, Rio do Sul, São Francisco do Sul, São Miguel do Oeste e Xanxerê.
Ganho para SC
SC deve ganhar oito novas varas da Justiça Federal, um pleito da OAB-SC que resultou na aprovação de projeto de lei pela Câmara dos Deputados. O Estado tem 14,51% mais processos federais do que o Rio Grande do Sul e 15,31% mais que o Paraná, mas ainda conta com um número menor de varas da Justiça Federal. O presidente da seccional anunciou que a entidade seguirá mobilizada para que as novas estruturas efetivamente sejam implantadas no Estado, dando celeridade às causas dos cidadãos. Nos últimos meses, o dirigente teve tratativas com o Tribunal Regional Federal da 4ª Região e mobilizou a bancada catarinense em Brasília para apoio a essa ampliação.
Antigomobilismo
A Comissão de Turismo da Assembleia Legislativa aprovou projetos que criam a Rota de Antigomobilismo em SC e a regulamentação da profissão de guia de turismo. O roteiro envolveria colecionadores de veículos fabricados há mais de 30 anos, museus e automóveis-clube em todas as regiões de SC. E que não são poucos. Um dos atrativos se apresentaria de cara e dos melhores: o Veteran Car Club de Florianópolis, que tem 84 sócios, que são proprietários de 500 carros antigos.
Crime que avança
O Ministério da Justiça e seus órgãos vinculados, como a Polícia Federal, com apoio de órgãos policiais estaduais, estão investigando a crescente presença do crime organizado em diferentes setores da economia, mas com destaque para um em especial, o de combustíveis. Se estima que facções como PCC, Comando Vermelho e Família do Norte sejam donas de 941 postos, dos quais cinco em SC. Em São Paulo já são 290. A gasolina e o álcool não chegam até eles pelas vias convencionais.
Tecnologia
Reportagem de quase uma página na Folha de São Paulo, diz que o setor de tecnologia representa, hoje, 25% do PIB de Florianópolis, o maior percentual entre todas as capitais brasileiras. A mais próxima é Curitiba, com 14,4%, seguida por São Paulo com 12,5% e Manaus com 10,4%. A evolução do segmento foi impressionante em menos de 15 anos: em 2010, haviam na cidade cerca de 600 empresas de tecnologia, número que saltou para 6.099 em 2023, com faturamento de R$ 12 bilhões.
Mais exportação do agro
A guerra comercial entre EUA e a China está abrindo espaços para exportações ao gigante asiático e outros países da região, que eram ocupados pelos americanos. O Brasil, incluindo SC, é relevante fornecedor de grãos e carnes para a China, mas para o presidente da Organização das Cooperativas do Estado (Ocesc), é importante diversificar mercados para reduzir riscos. Entre os produtos com potencial de mais vendas no exterior estão grãos como milho e soja, etanol e carnes.
Mais adultos estudam
Um destaque positivo do Sesi SC, do Sistema Fiesc, é o crescimento no número de jovens e adultos na sala de aula. Em 2024, foram 13,7 mil alunos frequentando a Educação de Jovens e Adultos (EJA), um aumento de 6,84% frente ao ano anterior, quando eram 12,9 mil alunos. Conforme o Sesi, esse crescimento acontece em ano em que o número de estudantes do EJA no país recuou de 3,2 milhões em 2019 para 2,3 milhões atualmente. Na rede escolar pública, foram 2,3 milhões de estudantes ano passado, um recuo de 28,5%. Nas instituições privadas, com 199,2 mil matriculados, o recuo foi de 5,2%.
Legendários
A pequena Zortea, de cerca de 3,5 mil em abril deste ano, no meio-oeste, é a única de SC entre as 17 do país que já tem uma lei municipal, de 1º de abril deste ano, instituindo o Dia dos Legendários, movimento cristão nascido na Guatemala em 2025 com o objetivo de “restaurar o verdadeiro potencial masculino”. Só reúne homens. Chegou ao Brasil em 2017, em Balneário Camboriú. Uma de suas características e não estar ligado a nenhuma religião.
Biblioteca digital
Projeto interessante que tramita no Legislativo estadual institui uma biblioteca digital para a disponibilização gratuita de livros, materiais didáticos, audiolivros, periódicos e outros recursos educacionais para a população de SC. A plataforma seria desenvolvida e gerida pelo governo.
Sites falsos
A Casan mais uma vez alerta consumidores sobre fraudes praticadas em sites falsos, que simulam serviços como o pagamento de faturas e a troca de titularidade. A Cia. Reforça que seus canais de comunicação junto aos consumidores site oficial (www.casan.com.br) o portal da Casan.
Emergência
O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional reconheceu a situação de emergência em Paial, em SC, afetada pela estiagem. Até o momento, SC tem 38 reconhecimentos vigentes, dos quais 22 por chuvas intensas, oito por estiagem, quatro por queda de granizo, três por enxurradas e um por doenças infecciosas virais.
Espanto
Moradores antigos de Itapema, aqueles que ainda conhecem todo mundo na cidade, se espantam com alguns dos novos e jovens que chegam para ficar, inicialmente até tímidos, mas que, tempos depois, mudam completamente seu estilo de vida. Não só imaginam, como passam a ter certeza de que algo mais há com eles. E como há! Como o que encontraram lá, policiais federais e auditores fiscais que botaram a mão em provas concretas de lavagem de dinheiro, em dezenas e milhões. Sinais de sempre: carros e motos de luxo desfilando pelas avenidas e moradia em apartamentos suntuosos. Barbearias, lavanderias, salões de estética e academias agora parecem “investimentos menores” da indústria da lavagem de dinheiro.
Feriados demais
Nunca, em tempos recentes, entidades da sociedade organizada de Florianópolis, como a Câmara dos Dirigentes Lojistas e o Sindicato da Comércio Varejista, se opuseram tanto a um projeto como o de um vereador, para que 25 de novembro se transforme em mais um feriado, em homenagem à Santa Catarina de Alexandria. Naquele mês já há três feriados na Capital: Finados (2), Proclamação da República (15) e Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra (20). Perguntar não ofende: dia das mães e dos pais é feriado? Não é. Portanto, dia de Finados (2 de novembro), Dia do Zumbi (20 de novembro) e dia das Crianças (12 de outubro) deveriam ser comemorados no domingo seguinte aos citados dias. Que acham da ideia? As indústrias acreditamos que seriam totalmente a favor. Ainda tem o Corpus Christi que poderia seguir o mesmo modelo, ou seja, no domingo seguinte.
Retração
A 27ª edição do Índice do Varejo Stone (IVS) apontou queda de 3,4% nas vendas de SC em março, na comparação anual. É o quarto mês consecutivo em que o Estado apresenta resultados negativos. No Rio Grande do Sul o tombo foi pior: -8,2%.
Sem internet
Deputados estaduais da Comissão de Economia, Ciência, Tecnologia e Inovação ficaram boquiabertos com a informação de quatro operadoras de telefonia móvel que operam em SC. Elas participaram de leilão para a disponibilizar sinal de internet nas rodovias. Perderam para uma quinta, que logo desistiu do serviço. E a Anatel, sabe-se lá quando, vai fazer novo leilão. Atualmente, a cobertura em SC é de 67% das rodovias federais e 62% nas estaduais.
O grande banquete
Levantamento publicado pelo Jornal O Globo causa orgulhos. Vinte e dois tribunais de Contas estaduais, cuja finalidade principal é fiscalizar o uso de dinheiro público, tem remunerações mensais acima do teto constitucional (R$ 46.366) para seus conselheiros. A farra maior está no TCE de Alagoas, cuja média salarial de janeiro a março deste ano foi de R$ 134,7 mil. A do TCE de SC fica no lado oposto do obsceno ranking: seus conselheiros ganham R$ 42 mil mensais. Menos que eles espantosamente, estão os conselheiros do histórico corrupto TCE do Rio de Janeiro, R$ 40 mil.
Desequilíbrio
Em quatro anos, as emendas parlamentares de senadores e deputados federais para seus respectivos Estados somam R$ 51,7 bilhões. Como se ignora qualquer parâmetro, como população, as disparidades são imensas. Cada um dos 733 mil habitantes do Amapá, por exemplo, recebeu R$ 404, enquanto a Bahia, com 14 milhões, apenas R$ 21. SC recebeu R$ 38,53 por habitante, bem mais que o Paraná, R$ 25,47 e Rio Grande do Sul R$ 29,15. Não há em tramitação que possa rever este modelo absurdo de distribuição. É o Brasil, infelizmente.
Reconhecimento
O exemplo do trabalho no cárcere. Este foi o título de editorial do Jornal O Estado de São Paulo, elogiando o governo de SC por ter atualmente 30% dos seus presos trabalhando (8,3 mil dentre 28,1 mil), mostrando que é possível a reinserção com dignidade. Destaca que enquanto em SC todos os apenados que trabalham recebem por isso, quase metade dos detentos que exercem atividades laborais Brasil afora é remunerada. Finaliza: o modelo de execução penal de SC é um alento para um país conhecido pelas condições subumanas a que submete seus presos, haja vista que não é novidade para ninguém que, ao passarem pelo portão de muitas penitenciárias os apenados se deparam com um ambiente degradante, com superlotação, por exemplo, e hostil à sua recuperação como cidadãos.
Calçadas inacessíveis
Quais as cidades que tem as calçadas menos acessíveis no Brasil? A resposta foi dada pelo IBGE, com dados de 2022. SC está lá, em primeiro lugar negativo, com o município de Rio Fortuna, na região Sul, com cerca de 4.500 habitantes. Mais de 99% de entrevistados afirmaram morar em vias com obstáculos.
Inovação
Entre os programas prioritários do governo para 2026, previstos na LDO, estão: Estrada Boa, Casa Catarina, SC Rural e Terra Boa. Mas um deles tem atenção especial: o SC Mais Inovação, cuja meta é que, até 2026, alcance 10% do PIB de SC (hoje o índice é de 7,5%) e gere mais 30 mil vagas de emprego, num setor que já absorve 86 mil profissionais.
Feriadão
Após um verão de sucesso, SC voltou a receber muitos turistas neste feriadão prolongado de Páscoa e Tiradentes. Pomerode realizou a Osterfest, maior celebração pascal da América Latina. Outros destinos, como Florianópolis, Balneário Camboriú, Itapema, Penha (Beto Carrero), São Francisco, Litoral Sul e Serra estiveram lotados. PRF e PM pediram atenção aos motoristas nas estradas.
Sistema prisional
O governo de SC detalhou o programa Administração Prisional Levada a Sério. O governador anunciou um investimento de R$ 1,4 bilhão a ser aplicado no sistema penitenciário estadual nos próximos três anos. Disse: isso não é pouco dinheiro. A intenção é nós construirmos nove mil vagas para todas as regiões de SC, além de convocação de 790 policiais penais. Vamos fazer o que já devia ter sido feito há muitos anos.
Destaque nacional
A rede de supermercados Archer está em 92º lugar entre as 100 maiores empresas do varejo alimentar do país. A lista é feita pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras). A lista completa elenca 1.017 redes de supermercados que atuam no país. O faturamento anual da empresa Archer foi de R$ 890,3 milhões de acordo com levantamento. A rede ocupa a mesma posição do ano passado. Outro supermercado que também aparece na lista é o Carol, de Guabiruba, que ocupa o 152º lugar. Ele conta com um faturamento anual de R$ 411,2 milhões. Em 2024, a empresa ocupava o 148º lugar.
Setor trilionário
O faturamento do setor, que abrange 424,1 mil lojas e 30 milhões de consumidores no país, alcança R$ 1,067 trilhão, equivalente a 9,12% do PIB nacional. Pelo segundo ano consecutivo, Carrefour, Assaí e Grupo Mateus lideram nesta ordem, o ranking. Já na quarta colocação há novidade: a posição passa a ser ocupada pela rede Supermercado BH. O levantamento é desenvolvido pelo Departamento de Economia e Pesquisa da Abras, em parceria com a Nielsen IQ e chega a sua 48ª edição.
Governo de SC projeta
O Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2026, encaminhado pelo governo do estado para a Alesc, prevê R$ 57,9 bilhões em receitas e despesas para o próximo ano, o que corresponde a um crescimento orçamentário de 10%, ou seja, cerca de R$ 5 bilhões a mais do que em 2025. O aumento, alicerçado em bons desempenhos econômicos e de gestão, é projetado exatamente para o ano em que o governador buscará a reeleição, para muitos dadas como certa. Há a expectativa de crescimento real da arrecadação estadual entre 6% e 7% em 2025, o que deve garantir os recursos a mais em 2026. O cenário é favorável.
Capacidade de pagamento
Brusque atingiu o mais alto nível no índice de capacidade de pagamento (Capag) do tesouro Nacional, passando de nota B- para A+ em cerca de um ano e meio, graças a uma gestão fiscal equilibrada com redução de despesas e aumento na arrecadação. Essa conquista, reflete a saúde financeira do município.
O quarto corte consecutivo na Taxa Selic, definido nesta quarta-feira (5) pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), foi bem recebido por agentes econômicos, mas ainda é considerado insuficiente e restritivo para a expansão do setor industrial.
Em nota, a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) ressaltou que a continuidade do ciclo de redução da Selic representa um sinal positivo para a atividade econômica, mas que o nível ainda elevado da taxa mantém o crédito caro e atrasa investimentos.
"O elevado custo de capital posterga investimentos, dificulta a modernização produtiva e limita a capacidade das empresas brasileiras de ganhar produtividade e competir nos mercados interno e externo. Esse quadro se reflete no desempenho da indústria de transformação, que cresceu apenas 0,4% no primeiro semestre do ano, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)", disse a entidade.
Na mesma linha, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) lembrou que os juros estão em patamar restritivo há 55 meses, e que Selic está 3,6 pontos percentuais acima da taxa calculada com base na Regra de Taylor, estimada em 10,4%. Esta regra permite calcular uma taxa de juros que proporcione o controle da inflação sem desestimular o crescimento da economia.
"A taxa de juros real, aproximadamente de 10%, supera com folga a taxa de equilíbrio estimada pelo próprio Banco Central, de 5%, indicando que há espaço para cortes mais expressivos na Selic, sem prejuízos no combate à inflação".
Entre as organizações de trabalhadores, a Força Sindical também classificou como insuficiente a redução de 0,25 ponto percentual na Selic. Para a central sindical, juros elevados encarecem o crédito, reduzem investimentos, desestimulam o consumo e comprometem a geração de empregos.
"Perdemos uma excelente oportunidade de promover uma redução drástica da taxa de juros, dar uma injeção de ânimo no setor produtivo e alavancar mais a economia", disse a entidade, em nota.
Copom
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reduziu nesta quarta-feira (5) em 0,25 ponto percentual a Taxa Selic, a taxa básica de juros da economia brasileira, que passará de 14,25% para 14% ao ano.
Esta é a quarta vez consecutiva que o comitê reduz os juros. A decisão foi tomada em reunião na sede do BC, em Brasília.
Segundo a instituição, o novo ajuste gradual de menos 0,25 ponto é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta no próximo período.
Sobre o ambiente externo, o BC voltou a apontar o cenário de indefinição acerca dos conflitos armados no Oriente Médio e da incerteza sobre a política monetária em algumas economias avançadas.


A Prefeitura de Itapema, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Habitação, segue com as inscrições abertas para mais uma capacitação gratuita do programa Itapema Qualifica, realizado em parceria com o SENAC/SC. Desta vez, a oportunidade é para o curso de Relacionamento Interpessoal e Trabalho em Equipe, voltado para quem deseja aprimorar competências comportamentais cada vez mais valorizadas pelo mercado de trabalho.
A formação tem como objetivo desenvolver habilidades essenciais para o ambiente profissional, como comunicação eficiente, cooperação, resolução de conflitos, inteligência emocional e convivência em equipe. O conteúdo também aborda princípios de etiqueta social e profissional, comunicação assertiva e técnicas para fortalecer o relacionamento interpessoal, contribuindo para um ambiente de trabalho mais produtivo, respeitoso e colaborativo.
Durante as aulas, os participantes aprenderão sobre os fundamentos do trabalho em equipe, compreendendo como a colaboração, a confiança e a união de diferentes habilidades podem potencializar resultados. O curso também apresenta estratégias para administrar conflitos de forma construtiva, além de explorar os principais elementos do processo de comunicação, identificando fatores que podem facilitar ou dificultar o entendimento entre as pessoas.
Outro destaque da capacitação é o desenvolvimento da comunicação assertiva, habilidade que permite expressar opiniões, necessidades e ideias com clareza, respeito e objetividade, fortalecendo as relações profissionais e pessoais.
O secretário de Desenvolvimento Econômico e Habitação, Nicko Silva, destacou a importância das capacitações para a formação profissional da população. " O Itapema Qualifica oferece oportunidades gratuitas para que a nossa população desenvolva essas competências e esteja cada vez mais preparada para conquistar uma vaga no mercado ou crescer na carreira", afirmou o secretário.
Inscrições e aulas
As inscrições podem ser realizadas presencialmente na Casa da Cidadania, localizada na Rua 216, nº 155, em Meia Praia, das 8h às 17h, ou de forma online pelo site qualifica.itapema.sc.gov.br. As vagas são gratuitas e serão preenchidas por ordem de inscrição. As aulas acontecerão nos dias 18, 20, 25 e 27 de agosto, além de 1º de setembro, na EMEB Bento Elói Garcia, localizada na Rua 402 B, nº 100, no bairro Morretes.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) considera acertada a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de reduzir a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para 14% ao ano. No entanto, pondera que os juros altos agravam as dificuldades da indústria e seguirão asfixiando empresas e famílias.
“Não há justificativa compreensível para a manutenção da taxa de juros em um nível tão alto. A decisão do Banco Central piora a perspectiva para a indústria, já tão prejudicada pelas incertezas no cenário externo. Além disso, o crédito caro compromete gravemente a renda das famílias, que já apresentam níveis recordes de endividamento e inadimplência”, afirma Ricardo Alban, presidente da CNI.
Juros continuam desproporcionais à trajetória da inflação
As expectativas de inflação apuradas pelo Boletim Focus vêm melhorando. Embora a projeção para o IPCA de 2026 seja de alta de 5,03%, as perspectivas para o índice em 2027 e 2028 continuam dentro do intervalo de tolerância da meta. Ao mesmo tempo, a inflação corrente vem perdendo força, o que deve continuar a ocorrer em julho. O IPCA-15, por exemplo, acumula alta de 4,52% em 12 meses até julho, resultado abaixo do observado no mês anterior (4,8%). Esses indicadores reforçam a leitura de acomodação das pressões de oferta e de demanda verificadas nos últimos meses.
Além disso, a média dos núcleos de inflação de junho ficaram em 4,44% e apontam uma trajetória mais consistente com a meta de 3% da inflação, apesar da continuidade das incertezas geopolíticas e dos riscos climáticos.
Selic está 3,6 pontos percentuais acima do ideal
A CNI lembra que os juros estão em patamar restritivo há 55 meses. A Selic está 3,6 pontos percentuais acima da taxa calculada com base na Regra de Taylor — estimada em 10,4%. Esta regra permite calcular uma taxa de juros que proporcione o controle da inflação sem desestimular o crescimento da economia. A taxa de juros real, aproximadamente de 10%, supera com folga a taxa de equilíbrio estimada pelo próprio Banco Central, de 5%, indicando que há espaço para cortes mais expressivos na Selic, sem prejuízos no combate à inflação.
Real valorizado contribui para segurar a inflação
Cabe destacar que, em um cenário marcado por tensões geopolíticas, o país segue atraindo investidores internacionais interessados no elevado diferencial de juros entre o Brasil e as economias desenvolvidas. O país continua oferecendo retorno atrativo para investidores internacionais, situação que contribui para a apreciação do real, que nos últimos doze meses se valorizou 8,6% frente ao dólar, o que ajudou a arrefecer o ímpeto inflacionário.
Juros altos elevam endividamento e espremem margens
Consulta realizada pela CNI mostra que os juros devem trazer forte pressão financeira sobre o setor nos próximos três meses. Mais da metade das empresas (53%) prevê aumento na necessidade de financiamento para contas a pagar; 47% esperam pressão sobre contas a receber e 42% sobre estoques — sinais claros de elevação da necessidade de capital de giro.
Entre as empresas que demandam mais capital, mais de 55% projetam encarecimento do crédito, e cerca de 39% devem ampliar o endividamento bancário. Como efeito direto do aperto, 58% antecipam redução das margens líquidas, comprometendo rentabilidade e capacidade de investimento. Para conter perdas, 51% tentarão manter preços para não perder competitividade frente a importados, enquanto 37% já planejam repassar custos ao valor final, o que pressiona a inflação. Segundo os empresários, os juros atuais funcionam como um “imposto invisível” que inviabiliza investimentos, freia contratações e desvia recursos para aplicações financeiras em vez da produção.
Taxas de juros e endividamento das famílias
O elevado nível de juros no crédito livre também encarece o refinanciamento das dívidas familiares. O resultado é o endividamento em patamar crítico e o comprometimento da renda, reduzindo recursos para consumo essencial e ampliando o risco de superendividamento. O "Desenrola 2.0" trata, sobretudo, o sintoma, sem atacar causas estruturais, como a baixa educação financeira e o elevado nível das taxas de juros.


Aprovado recentemente pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), o aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina de 30% para 32% (E32) reacendeu o debate sobre os efeitos da medida tanto para o bolso dos consumidores como para o funcionamento dos veículos.
Contrário à mudança, o Ministério Público Federal (MPF) ajuizou ação civil pública para suspender a decisão do CNPE até que estudos específicos comprovem a segurança da nova mistura para os motores da frota brasileira.
Já a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) afirma que a ampliação da mistura fortalece a segurança energética do país, reduz a dependência de gasolina importada e ajuda a conter preços ao consumidor.
MPF
De acordo com o MPF, os estudos que embasaram a nova configuração da gasolina (com 32% de etanol) não demonstraram, de forma conclusiva, os impactos do E32 sobre durabilidade de componentes, emissões, autonomia e compatibilidade com diferentes tipos de veículos.
Na ação, o MPF aponta riscos de corrosão de peças, desgaste de bombas de combustível e falhas em sistemas de injeção eletrônica, especialmente em motocicletas, veículos antigos e modelos importados.
Os procuradores argumentam, ainda, que os estudos usados foram elaborados para o E30 e não para validar especificamente a adoção permanente do E32.
Por fim, o MPF argumenta que faltam estudos sobre impactos ambientais indiretos e pede perícia técnica independente.
Unica
Para a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), o aumento do percentual de etanol na gasolina é algo positivo porque favorece a segurança energética do país, além de reduzir a necessidade de importação de gasolina.
Além disso, acrescenta a Unica, não há evidências, nos resultados obtidos, de impactos sobre desempenho, dirigibilidade, partida a frio, consumo, emissões ou funcionamento dos veículos em decorrência da adoção do E32.
A entidade lembra que o E32 foi avaliado em estudos coordenados pelo Ministério de Minas e Energia e realizados pelo Instituto Mauá de Tecnologia. Os testes foram feitos em veículos leves e motocicletas movidos a gasolina, fabricados entre 1994 e 2024.
Mesmo os veículos mais antigos avaliados não apresentaram impactos em partida, marcha lenta, aceleração ou dirigibilidade com a utilização do E32, acrescentou ao destacar que não foram identificados impactos relevantes em desempenho, consumo, dirigibilidade, partidas a frio ou funcionamento dos motores.
Além dos aspectos técnicos, a entidade sustenta que o aumento da participação do etanol pode beneficiar os consumidores ao reduzir a dependência de gasolina importada.
A estimativa é que o país deixe de importar cerca de 800 milhões de litros de gasolina por ano. Segundo a Unica, sem a presença do etanol no mercado nacional, o custo dos combustíveis teria aumentado em R$ 8 bilhões apenas nos últimos três meses.
Pesquisa inédita da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que 41% das indústrias brasileiras migraram para o mercado livre de energia desde 2024, quando entrou em vigor a norma do Ministério de Minas e Energia (MME) que ampliou o acesso dos consumidores ao ambiente de livre contratação. De acordo com os dados, 73% dos empresários que trocaram o mercado cativo pelo livre notaram redução dos custos com as tarifas de energia elétrica.
A Sondagem Especial Indústria e Energia 2026, divulgada nesta quinta-feira (30) pela CNI, revela que 30% das empresas consideram a migração para o mercado livre como a principal estratégia para reduzir o custo da conta de luz. Os dados apontam ainda que, em meio a um cenário de oscilações no setor elétrico impulsionado pela alta demanda global e por conflitos geopolíticos, o interesse das empresas pelo mercado livre de energia aumentou.
Apesar desse avanço, ainda há grande potencial para expansão desse mercado. Entre as empresas atendidas em baixa tensão que permanecem no mercado cativo, 37% demonstram interesse em migrar para o mercado livre. Os dados reforçam que a abertura gradual do setor tende a ampliar a competitividade das indústrias.
A pesquisa revela que, entre as grandes indústrias atendidas em alta tensão, 63% já compram energia no mercado livre. Entre as pequenas empresas, 22% informam atuar nesse ambiente de contratação, enquanto 45% permanecem no mercado cativo.
Os dados indicam também que 79% das indústrias utilizam a energia elétrica como principal insumo energético em seus processos produtivos. O custo da energia é apontado pelos industriais como um dos principais desafios do setor.
Confira a pesquisa: https://static.portaldaindustria.com.br/portaldaindustria/noticias/media/filer_public/43/8d/438d1f97-f43e-435f-83e2-f0a4118f1646/sondagem_cni_industria_e_energia_2026.pdf
Sondagem CNI Indústria e Energia 2026.pdf(6,1 MB)
“A pesquisa mostra a importância do custo da energia para a competitividade da indústria e que o caminho escolhido pelas empresas para diminuir as tarifas passa pela migração ao mercado livre”, destaca o gerente de Energia da CNI, Roberto Wagner Pereira.
“Além disso, precisamos melhorar o sinal de preços com a adoção de tarifas dinâmicas, que possam variar de acordo com a geração, o horário e a demanda dos consumidores. Associado a isso é imprescindível revisarmos a grande quantidade de subsídios que encarecem a conta de energia”, acrescenta o gerente da CNI.
83% das empresas dizem que custo da energia é importante para a competitividade
Segundo a sondagem, 62% dos industriais indicaram que houve algum impacto da variação dos preços de energia elétrica nos últimos 12 meses. Para 83% deles, a conta de luz é um fator imprescindível para a competitividade. Outros 67% consideram que o aumento das tarifas impacta diretamente os custos de produção.
O aumento da conta de luz foi apontado por 3% das empresas como alto (acima de 30% de reajuste). Para 20%, o impacto foi considerado médio (acima de 10% de aumento), enquanto para 39%, o impacto foi considerado baixo (abaixo de 10% de aumento).
Quase duas em cada três empresas (64%) investiram em alguma forma de economizar energia ou na diminuição dos custos tarifários. A principal opção apontada foi a migração para o mercado livre, apontada por 30% das indústrias.
Investimentos em autogeração e eficiência energética
Já os investimentos em autogeração e ações de eficiência energética foram elencados como alternativas para 13% das empresas respondentes. Outros 28% não tomaram nenhuma medida para otimização energética de seus processos produtivos.
O setor de produtos de borracha foi o que mais investiu na opção de autogeração (25% das empresas) e na migração para o mercado livre (38% das empresas). O setor que mais migrou para o mercado livre foi o calçadista (47% das empresas). O setor de equipamentos de informática e produtos eletrônicos, por sua vez, foi o que mais investiu em eficiência energética (25% das empresas).
A Sondagem Especial Indústria e Energia foi realizada em abril pela CNI, junto a 1.498 indústrias dos setores extrativo e de transformação, sendo 601 pequenas, 529 médias e 368 grandes empresas.


A energia elétrica é o principal insumo da indústria brasileira e um fator decisivo para a competitividade da economia. O Brasil reúne condições privilegiadas: tem uma das matrizes elétricas mais limpas do mundo, com mais de 85% da geração proveniente de fontes renováveis, e vem ampliando rapidamente a participação da energia solar e eólica. Ainda assim, convivemos com um paradoxo difícil de justificar. Produzimos energia a baixo custo, mas pagamos uma das tarifas mais altas do mundo.
A principal explicação para essa distorção não está no custo de geração, transmissão ou distribuição, mas no crescimento contínuo dos encargos setoriais, subsídios e tributos embutidos na conta de luz. Hoje, cerca de 40% da tarifa corresponde a impostos e encargos setoriais, percentual que compromete a competitividade da indústria, reduz investimentos e encarece a produção nacional. A Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), principal mecanismo de financiamento de subsídios do setor, ilustra essa escalada: seu orçamento passou de R$ 14 bilhões em 2013 para mais de R$ 52 bilhões previstos para 2026.
O Brasil segue um caminho que vai na contramão da racionalidade e do razoável. Ao longo dos anos, diferentes políticas públicas foram incorporadas à tarifa de energia por meio de encargos criados, muitas vezes, com objetivos legítimos. O problema é que esses mecanismos se acumularam sem revisões periódicas, transformando-se em um conjunto de subsídios permanentes que pesa sobre consumidores e empresas. Criar encargos tornou-se politicamente mais fácil do que financiá-los pelo orçamento público, reduzindo a transparência e perpetuando distorções econômicas.
A facilidade política para criar encargos contrasta com a enorme dificuldade para sua revisão ou eliminação. Essa é a razão pela qual se prefere garantir subsídios via encargos, que não passam pelo escrutínio político na análise do orçamento público, em detrimento do uso de recursos orçamentários. Assim, os encargos setoriais acabam financiando políticas e subsídios que tendem a se perpetuar, mesmo quando perdem a eficiência econômica.
A redução desse peso sobre a conta de luz é uma das principais propostas da indústria brasileira para o próximo mandato presidencial. Este tópico está destacado como a prioridade no documento que a Confederação Nacional da Indústria (CNI) entregou aos pré-candidatos à Presidência da República, em evento realizado em junho.
No fim do século passado, nosso sistema elétrico era considerado um dos mais eficientes do mundo. Os grandes reservatórios hidrelétricos e um sistema interligado por uma ampla rede de transmissão garantiam a segurança e o baixo custo da eletricidade. Essa situação representava uma importante vantagem competitiva para a economia brasileira e para a indústria.
Infelizmente, esse tempo passou. A energia elétrica, agora, é cara. O recente histórico de intervenções no setor aliado às questões de gestão e de planejamento desestabilizaram o modelo, gerando complexidade, judicialização e enormes passivos financeiros.
O PL 5017/2019 foi aprovado recentemente na Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado Federal, determinando a criação de mais subsídios e contratações compulsórias de geração que novamente irão aumentar a tarifa de energia, sem que critérios técnicos ou econômicos sejam considerados.
O novo texto aprovado na Comissão de Serviços de Infraestrutura pegou o setor elétrico de surpresa. Estimativas da Associação Brasileira dos Grandes Consumidores de Energia apontam que o custo acumulado com esses novos penduricalhos da conta de luz chegará a R$ 1,5 trilhão no acumulado na conta de luz até 2057, caso o Congresso Nacional aprove o projeto que prevê a contratação obrigatória de termelétricas a gás e pequenas hidrelétricas, entre outros dispositivos.
Trata-se de um caminho incompatível com a necessidade urgente de reduzir o Custo Brasil. A indústria é o setor da economia mais sensível ao preço dos insumos energéticos, devido à elevada participação da energia no custo total de produção. A racionalização dos encargos, a redução gradual de subsídios que já não se justificam, o aperfeiçoamento da formação de preços e a ampliação da concorrência devem integrar uma agenda consistente de reformas.
O Brasil não pode desperdiçar a vantagem de ter uma das matrizes elétricas mais renováveis e competitivas do planeta. A energia precisa voltar a ser um diferencial para impulsionar a indústria, atrair investimentos e acelerar o crescimento econômico. Isso exige coragem para enfrentar privilégios, revisar subsídios e construir um setor elétrico mais transparente, eficiente e sustentável. Reduzir os penduricalhos da conta de luz não é apenas uma necessidade para os consumidores, mas uma condição indispensável para devolver competitividade à economia brasileira.
*Ricardo Alban é empresário e presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
O artigo foi publicado na Folha de S. Paulo, no dia 30 de julho de 2026.