sexta, 12 de agosto de 2022
09/06/2021

Empresário saiu da periferia para ser skatista na Europa e hoje administra um dos maiores conglomerados econômicos do país


Aos 18 anos, João Neto saiu da periferia da Grande Florianópolis para realizar o sonho de ser skatista na Europa. Largou o estágio que recebia pouco mais de R﹩ 200 e fez as malas para Portugal, com apenas 500 euros no bolso. Mas, para conseguir se manter em um país diferente e longe da família, João precisou começar a trabalhar com vendas.

Para realizar seu sonho, o brasileiro e recém-chegado em Portugal batia de porta em porta para vender tv a cabo por assinatura. No primeiro mês de empresa, foi a um evento fechado da companhia que premiava os melhores vendedores com 5 mil euros e televisões. A virada de chave do empresário foi naquele momento. João começou a trabalhar dobrado, de segunda a segunda, para ser um dos premiados no mês seguinte. Na premiação seguinte, João, com apenas 18 anos, subiu no palco para receber o prêmio, com um resultado três vezes maior que o segundo colocado.

Com o tempo, aprendeu argumentação de vendas e postura de vendedor, mas precisou deixar de lado o sonho de ser skatista. Em pouco tempo, passou a ser chefe de equipe, depois coordenador e, por fim, gerente geral. Com bons resultados, recebeu um convite de uma empresa concorrente para liderar uma nova área de várias equipes. Após mais resultados serem superados e menos de um ano depois, foi convidado por um para abrir um negócio em parceria com a Portugal Telecom. Mas não deu certo. Sem experiência de gestor, a companhia, em pouco tempo, faliu. Foi então que, sem dinheiro no bolso, resolveu voltar para o Brasil.

Foi preciso voltar do zero. João voltou a morar com os pais e procurou um emprego em vendas, mas, além do modelo de negócio ser diferente, a remuneração era muito abaixo do que ele recebia na Europa. Foi quando tentou arriscar em outro negócio: na área de entretenimento virou empresário de banda de pagode. Por dois anos viveu de shows, mas sem estabilidade financeira. Quando estava quase falido, foi convidado por Arthur Oliveira para fazer um orçamento de final de ano da empresa. A partir de então, foi convidado a ser sócio do empresário.

João começou a implantar seus conhecimentos da Europa na J&A e fez com que a companhia tivesse um resultado diferenciado. Desde que entrou no grupo, a empresa cresceu 141.000%. Além disso, depois de falir duas vezes, João faturou o primeiro milhão aos 25 anos, dinheiro que usou para comprar a primeira casa própria.

Hoje, aos 37 anos, João Neto administra o grupo J&A, um dos maiores conglomerados econômicos do país, com mais de R﹩ 20 bilhões de ativos. O grupo, atualmente, tem 14 empresas, entre elas a Fontes, a segunda maior correspondente bancária do Brasil e com expectativa de se tornar líder em 2021. No segundo semestre deste ano, passou por uma grande expansão de equipe, com mais de 50 novos gerentes comerciais no Brasil todo, além de lançar outras cinco ferramentas tecnológicas de apoio para a performance interna e externa.

Em 2021, o grupo espera um crescimento de 20%. A J&A tem atualmente cerca de mil colaboradores em 26 estados do Brasil, além de uma equipe na Flórida (EUA), que mantém em sociedade com Arthur Oliveira.



Blog

Países do ‘BRICS’ debatem como alavancar qualificação para indústria 4.0

A qualificação de profissionais para ocupações cada vez mais tecnológicas é foco dos trabalhos de um grupo de especialistas do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, o chamado BRICS. A participação brasileira é liderada pela Confederação Nacional da Indústria, por meio do SENAI, a partir de indicação dos ministérios da Casa Civil e da Educação. O objetivo é criar estratégias para promover a capacitação padronizada entre os países.

“Somos reconhecidos por aliar a teoria e a prática. As discussões que estão em curso no grupo formado pelos países do BRICS vêm sendo amplamente abordadas em nossas formações. Não é uma agenda apenas de entidades privadas, ela exige políticas públicas mais robustas, com respaldo técnico e competência para guiar os debates”, destaca o diretor-regional do SENAI, Fabrizio Machado Pereira.

São oito grupos de trabalho, sendo um deles voltado para as áreas de inteligência artificial, machine learning e big data, coordenado pelo professor Valério Junior Piana, do Centro Universitário do SENAI em Chapecó. “Os grupos debatem temas como a falta de profissionais qualificados para atuar com as tecnologias da indústria 4.0 e as habilidades fundamentais para o futuro do trabalho, não apenas na indústria, mas também em outras áreas”, afirma Piana. “Estamos focando nas ocupações mais tecnológicas e o que fazer diante da falta de profissionais”, acrescenta.

Piana, que no SENAI coordena os cursos de graduação e pós-graduação em TI, cita, principalmente, a falta de profissionais qualificados na área de tecnologia para atuar com programação, automação e outros setores. O grupo de trabalho do BRICS atua com base no relatório do Fórum Econômico Mundial, que elenca habilidades que as pessoas precisam ter ou desenvolver, como criatividade, solução de problemas complexos, trabalho em equipe, entre outras, incluindo as habilidades e conhecimentos técnicos.

O grupo está elaborando uma proposta de esforço conjunto dos países para capacitar a força de trabalho. “Algumas alternativas que estamos sugerindo são a implementação de laboratórios-modelo, equipados para desenvolver as capacidades necessárias para o mundo do trabalho, e cursos de graduação e pós-graduação com currículos padronizados entre os países”, relata Piana.

O SENAI é referência mundial em qualidade de ensino. Capacita os trabalhadores da indústria por meio de educação profissional e superior, consultorias especializadas e serviços de inovação voltados ao desenvolvimento e à competitividade industrial. A instituição está presente em todos os estados brasileiros.

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