sexta, 12 de agosto de 2022
10/06/2021

Peninha leva pedido dos produtores de cebola e alho para a ministra Tereza Cristina


Uma comitiva liderada pelo deputado federal catarinense Rogério Peninha (MDB) esteve com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, nesta quarta-feira (09), na busca pela solução de um problema que afeta milhares de produtores de alho e cebola de todo o Brasil e pode causar desabastecimento na próxima safra. “Pedimos para que a análise do substituto do herbicida  do Totril, que saiu do mercado, seja feita até setembro”, explica Peninha.

O presidente da Associação Nacional dos Produtores de Alho (ANAPA) e Cebola (ANACE), Rafael Corsino, também participou e explicou à ministra que há anos os produtores vinham utilizando o Totril (à base de ioxynil octonoato) para combater ervas daninhas sem prejudicar a planta. Agora, os produtores ficaram desassistidos. “Haverá um aumento de 7% no custo de produção com a saída do Totril, prejudicando muito a competitividade”, afirmou Corsino.

Alternativa em análise

De acordo com os especialistas, de todos os compostos analisados até agora, apenas uma alternativa mostrou-se viável para substituir o Totril, denominada “Fico”. A ANACE já havia protocolado junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento o pedido, que é urgente, segundo as lideranças.

De acordo com a ministra, a solução mais rápida para que a próxima safra não seja prejudicada é emitir um decreto para enquadrar o uso emergencial do herbicida, até a lei ser aprovada e sancionada.

SC é o maior produtor do Brasil

As culturas de alho e cebola no Brasil somam uma área de 63 mil hectares e geram mais de R$ 5 bilhões para a economia nacional. Santa Catarina é o estado que mais produz e a cidade de Ituporanga, no Alto Vale do Itajaí, é reconhecida como a Capital Nacional da Cebola.

Também participou da audiência, o deputado José Victor (PL), de Minas de Gerais, estado que tem a maior área de alho plantada do Brasil, com 7.500 hectares e é o quarto maior produtor de cebola.

 



Blog

Países do ‘BRICS’ debatem como alavancar qualificação para indústria 4.0

A qualificação de profissionais para ocupações cada vez mais tecnológicas é foco dos trabalhos de um grupo de especialistas do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, o chamado BRICS. A participação brasileira é liderada pela Confederação Nacional da Indústria, por meio do SENAI, a partir de indicação dos ministérios da Casa Civil e da Educação. O objetivo é criar estratégias para promover a capacitação padronizada entre os países.

“Somos reconhecidos por aliar a teoria e a prática. As discussões que estão em curso no grupo formado pelos países do BRICS vêm sendo amplamente abordadas em nossas formações. Não é uma agenda apenas de entidades privadas, ela exige políticas públicas mais robustas, com respaldo técnico e competência para guiar os debates”, destaca o diretor-regional do SENAI, Fabrizio Machado Pereira.

São oito grupos de trabalho, sendo um deles voltado para as áreas de inteligência artificial, machine learning e big data, coordenado pelo professor Valério Junior Piana, do Centro Universitário do SENAI em Chapecó. “Os grupos debatem temas como a falta de profissionais qualificados para atuar com as tecnologias da indústria 4.0 e as habilidades fundamentais para o futuro do trabalho, não apenas na indústria, mas também em outras áreas”, afirma Piana. “Estamos focando nas ocupações mais tecnológicas e o que fazer diante da falta de profissionais”, acrescenta.

Piana, que no SENAI coordena os cursos de graduação e pós-graduação em TI, cita, principalmente, a falta de profissionais qualificados na área de tecnologia para atuar com programação, automação e outros setores. O grupo de trabalho do BRICS atua com base no relatório do Fórum Econômico Mundial, que elenca habilidades que as pessoas precisam ter ou desenvolver, como criatividade, solução de problemas complexos, trabalho em equipe, entre outras, incluindo as habilidades e conhecimentos técnicos.

O grupo está elaborando uma proposta de esforço conjunto dos países para capacitar a força de trabalho. “Algumas alternativas que estamos sugerindo são a implementação de laboratórios-modelo, equipados para desenvolver as capacidades necessárias para o mundo do trabalho, e cursos de graduação e pós-graduação com currículos padronizados entre os países”, relata Piana.

O SENAI é referência mundial em qualidade de ensino. Capacita os trabalhadores da indústria por meio de educação profissional e superior, consultorias especializadas e serviços de inovação voltados ao desenvolvimento e à competitividade industrial. A instituição está presente em todos os estados brasileiros.

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