terça, 09 de agosto de 2022
05/07/2021

Megaoperação do Imetro-SC detecta fraudes e interdita bombas de combustível


Uma megaoperação de combate às fraudes e fiscalização dos postos de combustível mobilizou as equipes do Imetro-SC (Instituto de Metrologia de Santa Catarina) durante uma semana. Foram cinco dias de trabalho intenso em todo o Estado, de 28 de junho a 2 de julho. Com atuação em 151 postos de 20 municípios, foram fiscalizadas 1.377 bombas medidoras, sendo 40 interditadas e 91 reprovadas. Os peritos do Instituto detectaram fraudes eletrônicas nas cidades de Blumenau e Pomerode, no Vale do Itajaí.

“O Imetro-SC tem trabalhado cada vez mais com empenho e afinco na fiscalização e na defesa dos direitos do consumidor. Defendendo a justa concorrência de mercado e atuando para detectar fraudes de combustível, sejam elas mecânicas ou eletrônicas“, ressaltou Rudinei Floriano, presidente do Imetro-SC.

Entre as 40 bombas medidoras interditadas, em seis delas foram detectadas fraudes eletroeletrônicas (duas em Pomerode e quatro em Blumenau). Os equipamentos vão ficar lacrados até a realização do reparo. Os donos dos estabelecimentos recebem notificação do Imetro-SC, respondem a procedimento administrativo com prazo para apresentar defesa. A multa pode chegar a até R$ 1,5 milhão. Já os estabelecimentos em que as 91 bombas foram reprovadas têm prazo de dez dias para regularização do equipamento. 

Fraude eletrônica

O ardil utilizado pelos postos de combustível é uma fraude eletroeletrônica. A falsificação permite a manipulação do interruptor de ajuste do fornecimento da quantidade de combustível que passa pela bomba.

“Consiste na manipulação de dois fios elétricos, que permitem burlar o sistema de controle da quantidade de combustível sem violar o lacre de proteção, entregando volume inferior ao pago pelo cliente”, explicou Floriano.

 

Olavo Moraes
Assessor de Comunicação



Blog

Países do ‘BRICS’ debatem como alavancar qualificação para indústria 4.0

A qualificação de profissionais para ocupações cada vez mais tecnológicas é foco dos trabalhos de um grupo de especialistas do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, o chamado BRICS. A participação brasileira é liderada pela Confederação Nacional da Indústria, por meio do SENAI, a partir de indicação dos ministérios da Casa Civil e da Educação. O objetivo é criar estratégias para promover a capacitação padronizada entre os países.

“Somos reconhecidos por aliar a teoria e a prática. As discussões que estão em curso no grupo formado pelos países do BRICS vêm sendo amplamente abordadas em nossas formações. Não é uma agenda apenas de entidades privadas, ela exige políticas públicas mais robustas, com respaldo técnico e competência para guiar os debates”, destaca o diretor-regional do SENAI, Fabrizio Machado Pereira.

São oito grupos de trabalho, sendo um deles voltado para as áreas de inteligência artificial, machine learning e big data, coordenado pelo professor Valério Junior Piana, do Centro Universitário do SENAI em Chapecó. “Os grupos debatem temas como a falta de profissionais qualificados para atuar com as tecnologias da indústria 4.0 e as habilidades fundamentais para o futuro do trabalho, não apenas na indústria, mas também em outras áreas”, afirma Piana. “Estamos focando nas ocupações mais tecnológicas e o que fazer diante da falta de profissionais”, acrescenta.

Piana, que no SENAI coordena os cursos de graduação e pós-graduação em TI, cita, principalmente, a falta de profissionais qualificados na área de tecnologia para atuar com programação, automação e outros setores. O grupo de trabalho do BRICS atua com base no relatório do Fórum Econômico Mundial, que elenca habilidades que as pessoas precisam ter ou desenvolver, como criatividade, solução de problemas complexos, trabalho em equipe, entre outras, incluindo as habilidades e conhecimentos técnicos.

O grupo está elaborando uma proposta de esforço conjunto dos países para capacitar a força de trabalho. “Algumas alternativas que estamos sugerindo são a implementação de laboratórios-modelo, equipados para desenvolver as capacidades necessárias para o mundo do trabalho, e cursos de graduação e pós-graduação com currículos padronizados entre os países”, relata Piana.

O SENAI é referência mundial em qualidade de ensino. Capacita os trabalhadores da indústria por meio de educação profissional e superior, consultorias especializadas e serviços de inovação voltados ao desenvolvimento e à competitividade industrial. A instituição está presente em todos os estados brasileiros.

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