sexta, 12 de agosto de 2022
08/11/2021

Mesmo com superávit, infraestrutura e burocracia são desafios para o comércio exterior


Dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) na última quarta-feira (03/11) mostraram que a balança comercial brasileira atingiu novos resultados históricos no ano. O superávit acumulado de 2021 chegou a US$ 2 bilhões em outubro, com saldo positivo no acumulado do ano, em um total de US$ 58,578 bilhões, alta de 29,6%. Apesar disso, ainda existem muitos desafios para o comércio exterior brasileiro e, ao mesmo tempo, temos as condições necessárias para melhorarmos esses gargalos.
Segundo Fábio Pizzamiglio, diretor da Efficienza, empresa de assessoria no comércio exterior, a padronização dos processos e a diminuição da burocracia devem ser prioridades para o avanço do setor. "Hoje vivemos em um mundo globalizado em que a integração do comércio internacional deve ser prioridade. Porém, o Brasil tem a capacidade de importar e exportar muito mais produtos, mas isso deve ser feito por intermédio de ações públicas como formas de desburocratizar o processo. Este ano, tivemos o OEA Integrado, um grande passo nessa direção, mas ainda precisamos buscar a simplificação dos impostos e a diminuição burocrática", afirma o executivo.
Um dos principais problemas encontrados no Brasil ainda são relacionados a logística e problemas estruturais nas estradas. O Índice da Movimentação de Cargas do Brasil, realizado pela AT&M, o Brasil registrou, no primeiro quadrimestre de 2021, R$ 3 milhões em movimentação de cargas, um aumento de 38% em comparação ao ano anterior. Porém, a 23ª Pesquisa CNT de Rodovias mostra que 59% das estradas apresentam problemas, como o pavimento, sinalização e geometria.
"Outro ponto que devemos destacar são as tarifas cobradas pelo transporte aéreo e marítimo. Isso, somado às dificuldades estruturais aumentam o valor dos produtos nacionais, dificultando muito em relação a competitividade dos produtos brasileiros quando falamos de exportação. Precisamos simplificar as taxas além do setor público precisa pensar em isenções. Tudo isso poderá gerar mais competitividade para os produtos nacionais", afirma Fábio.
De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), para o avanço do setor e a maior competitividade da indústria nacional, é necessária redução de entraves, como a complexidade das leis, greves, encargos, taxas e tarifas, além da diminuição do tempo para a liberação das mercadorias destinadas ao comércio exterior. Atualmente, o Brasil leva cerca de 13 dias para a exportação de produtos e tem um prazo ainda maior para a importação, cerca de 17 dias.
O executivo ainda completa, afirmando que a solução dos problemas encontrados no comércio exterior do Brasil podem transformar a realidade da importação e exportação no país, destacando que o potencial existe mas acaba sendo reprimido por dificuldades logísticas, estruturais e principalmente tributárias e administrativas.

Sobre a Efficienza

A Efficienza é uma empresa fundada em 1996 com o intuito de prestar serviços de assessoria em comércio internacional, a Efficienza se destaca como solução integral na área de despacho aduaneiro, logística internacional e assessoria em comércio internacional.

 



Blog

Compra de euro em espécie ultrapassa dólar pelo segundo mês seguido no Itaú Unibanco

A aproximação da cotação do dólar e do euro, que chegou à paridade entre as duas moedas pela primeira vez em 20 anos em julho deste ano, levou a uma mudança de comportamento entre os brasileiros que compram moeda estrangeira em espécie. Pelo segundo mês consecutivo, a venda de euro em espécie superou a do dólar no Itaú Unibanco, com a moeda europeia representando 55% do total comprado pelos clientes pessoa física do banco durante julho.

 

“Na série histórica, o dólar representa em média 65% do total de moeda estrangeira em espécie vendida pelo Itaú aos seus clientes. Começamos a ver esse movimento de aproximação do euro em maio deste ano, quando ambas as moedas tiveram quase que o mesmo montante vendido no mês; em junho, o euro já passou a ser mais procurado, movimento que se ampliou no último mês e que já observamos como tendência neste mês -- na primeira semana de agosto, o euro segue superando o dólar nas vendas para clientes”, explica Gabriel Rombenso, superintendente de Câmbio do Itaú Unibanco.

 

A procura pelas duas moedas em espécie cresceu bastante este ano no Itaú, alcançando pico em março e superando o total comercializado no mesmo período de 2019, pré-pandemia. Clientes Itaú podem realizar a compra de moeda estrangeira via app, garantindo a taxa de câmbio no momento da transação, e efetuar a retirada de dólar e euro em espécie nos caixas exclusivos do Banco24Horas Moeda Estrangeira e na rede de agências Itaú habilitadas.

BOSS, da Hugo Boss irá abrir sua primeira loja em Santa Catarina

Conhecida por sua elegância e precisão, o grupo Hugo Boss chega à Santa Catarina com a primeira loja da BOSS, no Balneário Shopping. A abertura está prevista para o mês de outubro. É a 29ª loja no Brasil do grupo, e será aberta em um dos pontos mais badalados da América Latina, em Balneário Camboriú.  “A chegada da BOSS, principal marca do grupo Hugo Boss, ao mix do Balneário Shopping traz ainda mais sofisticação, qualidade e exclusividades para os clientes”, comenta Elizângela Cardoso, superintendente do Balneário Shopping.  
 
Pertencente ao grupo Hugo Boss, a BOSS expandiu além dos limites da alfaiataria para oferecer uma gama completa de roupas casuais, bodywear, acessórios e athleisure que formam um guarda-roupa completo. A variedade de produtos inclui produtos licenciados, como fragrâncias, óculos, relógios e roupas infantis.
 
Parte da nova geração de lojas da BOSS, a loja no Balneário Shopping tem como foco principal a criação de uma atmosfera convidativa para fazer o cliente sentir-se em casa. Isso é transmitido por meio de materiais arquitetônicos mais quentes como armários em madeira, assentos confortáveis, assim como o piso de granito. Tudo seguindo a nova identidade visual da marca, que conta com as cores branco, preto e camel, sendo destaques no contraste visual.

Novidades no mix do Balneário Shopping

Também estão chegando no próximo mês, no Balneário Shopping, as primeiras lojas da Ray-Ban e Sephora, em Santa Catarina. Além das marcas inéditas no estado também irão abrir suas lojas no mix do shopping a Oakley, Body for Sure, Quiksilver, Luiza Barcelos, Life by Vivara e Paquetá Esportes. “Estamos sempre buscando marcas que tragam as tendências e tenham qualidade para o mix do Balneário Shopping”, conta Elizângela Cardoso.    

Países do ‘BRICS’ debatem como alavancar qualificação para indústria 4.0

A qualificação de profissionais para ocupações cada vez mais tecnológicas é foco dos trabalhos de um grupo de especialistas do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, o chamado BRICS. A participação brasileira é liderada pela Confederação Nacional da Indústria, por meio do SENAI, a partir de indicação dos ministérios da Casa Civil e da Educação. O objetivo é criar estratégias para promover a capacitação padronizada entre os países.

“Somos reconhecidos por aliar a teoria e a prática. As discussões que estão em curso no grupo formado pelos países do BRICS vêm sendo amplamente abordadas em nossas formações. Não é uma agenda apenas de entidades privadas, ela exige políticas públicas mais robustas, com respaldo técnico e competência para guiar os debates”, destaca o diretor-regional do SENAI, Fabrizio Machado Pereira.

São oito grupos de trabalho, sendo um deles voltado para as áreas de inteligência artificial, machine learning e big data, coordenado pelo professor Valério Junior Piana, do Centro Universitário do SENAI em Chapecó. “Os grupos debatem temas como a falta de profissionais qualificados para atuar com as tecnologias da indústria 4.0 e as habilidades fundamentais para o futuro do trabalho, não apenas na indústria, mas também em outras áreas”, afirma Piana. “Estamos focando nas ocupações mais tecnológicas e o que fazer diante da falta de profissionais”, acrescenta.

Piana, que no SENAI coordena os cursos de graduação e pós-graduação em TI, cita, principalmente, a falta de profissionais qualificados na área de tecnologia para atuar com programação, automação e outros setores. O grupo de trabalho do BRICS atua com base no relatório do Fórum Econômico Mundial, que elenca habilidades que as pessoas precisam ter ou desenvolver, como criatividade, solução de problemas complexos, trabalho em equipe, entre outras, incluindo as habilidades e conhecimentos técnicos.

O grupo está elaborando uma proposta de esforço conjunto dos países para capacitar a força de trabalho. “Algumas alternativas que estamos sugerindo são a implementação de laboratórios-modelo, equipados para desenvolver as capacidades necessárias para o mundo do trabalho, e cursos de graduação e pós-graduação com currículos padronizados entre os países”, relata Piana.

O SENAI é referência mundial em qualidade de ensino. Capacita os trabalhadores da indústria por meio de educação profissional e superior, consultorias especializadas e serviços de inovação voltados ao desenvolvimento e à competitividade industrial. A instituição está presente em todos os estados brasileiros.

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