sexta, 08 de maio de 2026
11/12/2023

Grupo Koch inaugura SuperKoch, em Balneário Piçarras


A terceira loja de Balneário Piçarras do Grupo Koch, a maior rede supermercadista de Santa Catarina, será inaugurada na próxima quinta-feira (14), no Bairro Itacolomi. A unidade do SuperKoch recebeu R$ 30 milhões em investimentos e gerou 150 empregos diretos e 460 indiretos. O Grupo já está presente na cidade com  duas unidades do atacarejo Komprão. A loja é a 64ª do Grupo no Estado.

Com quase cinco mil metros quadrados de área construída, a loja trará a evolução da identidade visual da bandeira SuperKoch, buscando agregar uma nova comunicação nos perecíveis, com dicas e conteúdo sobre os produtos. A loja contará também com um novo espaço  de exposição de produtos diferenciados e especiais, tudo para proporcionar uma melhor experiência de compra. 

O novo SuperKoch de Balneário Piçarras terá 126 vagas de estacionamento, além de 26 vagas de motos e bicicletas. "Piçarras vem se destacando como destino turístico e em moradia. O censo de 2022 mostra que a cidade cresceu 58% nos últimos 10 anos. A região que escolhemos para inaugurar é a com o maior desenvolvimento imobiliário. Há algum tempo a população e turistas solicitam uma unidade do SuperKoch, pelos serviços prestados e nosso variado mix. Olhando o crescimento da cidade, da região e do bairro decidimos investir em uma loja para atender essa demanda”, explica o CEO do Grupo Koch, José Koch.

 A loja funcionará de segunda a sábado, das 8h às 22h, e domingos e feriados, das 8h às 21h. Serão 25 checkouts em operação, sendo 12 de autoatendimento. O SuperKoch de Balneário Piçarras contará ainda com açougue, padaria e hortifruti, com produtos frescos e variedade ao público. O mix de produtos da 64ª loja do Grupo Koch contará com inúmeros itens com valores promocionais. A loja aceita todos os tipos de cartões, débito, crédito, alimentação e pix. Também é possível usar o cadastro no Clube K para economizar ainda mais. 

Ação solidária
No dia da inauguração, serão sorteados vales-compra e haverá ainda a ação Horti Solidário, a qual irá doar 5% da venda do Hortifruti do dia 14/12 para a APAE de Piçarras. A entidade também fará parte da ação Troco Solidário.

Sobre o Grupo Koch
Maior rede supermercadista em Santa Catarina e a 13ª do país, de acordo com o ranking 2023 da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), o Grupo Koch está presente em 30 cidades do estado. São mais de 60 lojas no segmento alimentício, nos formatos varejo (com a bandeira SuperKoch) e atacarejo (com a bandeira Komprão Atacadista), além de vendas pelo e-commerce. O grupo conta também com um Centro de Distribuição e uma sede administrativa em Tijucas e um Centro Administrativo e Comercial em Itapema. Empresa familiar, foi fundada oficialmente em 1994, em Tijucas, e tem à frente como CEO, o empresário José Koch, um dos cinco irmãos que começaram a história da empresa nos anos 80 vendendo produtos hortifrúti nas feiras da Grande Florianópolis.



Blog

Emissão de Nota Fiscal Avulsa será substituída por novo modelo em julho

A emissão de Nota Fiscal Avulsa só será válida até dia 30 de junho, e essa mudança impactará diretamente quem trabalha de forma autônoma. A partir de 1° de julho de 2026, pessoas físicas, como prestadores de serviço eventuais, produtores rurais e transportadores autônomos, precisarão se inscrever no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) para continuar emitindo documentos fiscais ou se tornar MEI.

A medida exige atenção, mas não significa que o cidadão precisará abrir uma empresa. A inscrição no CNPJ será utilizada apenas como um registro para identificação e controle dos tributos, sem alterar a condição de pessoa física.

Na prática, a mudança atinge quem hoje usa a Nota Fiscal Avulsa para formalizar serviços ou atividades pontuais. Esses profissionais passarão a emitir documentos fiscais eletrônicos vinculados ao CNPJ, seguindo o novo modelo adotado em todo o país.

A alteração faz parte de uma atualização no sistema tributário nacional, que busca unificar cadastros e tornar mais simples o acompanhamento das atividades econômicas. A previsão também inclui, de forma gradual, a substituição de outros registros fiscais, como a Inscrição Estadual, até o ano de 2032.

Diante desse cenário, a Prefeitura de Itajaí orienta que os profissionais que utilizam a Nota Fiscal Avulsa fiquem atentos às mudanças e busquem informações com antecedência junto aos seus contadores.

Governo de Santa Catarina atrai gigante alemã com investimento de mais de R$ 200 milhões e geração de novas vagas de emprego

Fotos: Richard Casas/GVG

O governador Jorginho Mello assinou nesta quarta–feira, 6, um termo de cooperação que oficializa a chegada da multinacional alemã Schomäcker a Santa Catarina. A empresa, com sede em Melle, na Alemanha, instalará sua nova planta no Perini Business Park, em Joinville, com um investimento inicial de R$ 205 milhões e a geração de 105 empregos diretos. Essa será a primeira fábrica da empresa no Brasil e a ideia é produzir para o mercado nacional e para exportação.

“Santa Catarina é um Estado diferente, a gente prestigia quem empreende. Temos feito muitos investimentos na parte da infraestrutura rodoviária, infraestrutura elétrica, entre outros, para que cada vez mais empresas do mundo também decidam abrir sua primeira fábrica no nosso País aqui nas cidades catarinenses”, afirmou o governador Jorginho Mello.

O documento assinado entre o governador de Santa Catarina e o sócio-administrador da Schomäcker, Joachim Henrich Wilhelm Sommer, estabelece o apoio estratégico do Governo do Estado em frentes essenciais para o sucesso do projeto, incluindo a facilitação logística e a identificação de fornecedores locais por meio da Invest SC, empresa pública de atração de investimentos para o território catarinense.

“Nós estamos trazendo uma tecnologia inovadora e que reduziu um processo de fabricação que levava 3 horas para apenas 3 minutos por peça. Nós fabricamos as nossas próprias máquinas usadas nesse processo inovador”, explica Joachim.


A assinatura gera segurança institucional ao investidor estrangeiro, sinalizando de forma clara que Santa Catarina atua como uma verdadeira parceira da iniciativa privada, executando políticas públicas focadas na industrialização de alto valor agregado. A atração do investimento contou com o apoio do deputado estadual Matheus Cadorin, que também participou da reunião de trabalho.

Acompanharam a audiência e a assinatura do termo de cooperação os secretários da Fazenda, Cleverson Siewert, de Indústria Comércio e Serviços, Edgard Usuy, o presidente da Invest SC, Gil Prayon, por parte do Governo do Estado, e Joachim Luiz Bustamante Sommer, CSO da Schomäcker na Alemanha, e Rodrigo Bernardi, CEO da Schomäcker do Brasil.

Indústria 4.0 e engenharia de excelência

A chegada da Schomäcker agrega um peso imensurável ao já robusto ecossistema industrial catarinense. Trata-se de uma autêntica operação de Indústria 4.0. Com equipamentos exclusivos e engenharia de excelência, a empresa produzirá itens únicos no mercado. O nível de inovação tecnológica da planta é tão elevado que o processo de produção de suas peças inovadoras foi reduzido drasticamente: o que antes levava 3 horas, agora é concluído em apenas 3 minutos.

Impacto econômico e expansão

Os números do projeto reforçam a confiança da companhia no mercado catarinense e brasileiro. A operação se inicia com um aporte direto e projeções ousadas. A expectativa da nova fábrica no Brasil é gerar R$ 339 milhões em receitas.

O plano estratégico prevê uma expansão já no curto prazo. Nos próximos 5 anos, a empresa prevê injetar mais R$ 317 milhões na operação local. A planta fabril inicia com mais de cem funcionários e projeta um aumento de quase 100% no seu quadro de colaboradores até 2031.

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Governo do Estado entrega licença para alargamento da faixa de areia na Praia de Meia Praia em Itapema

Foto: Leo Munhoz / SecomGOVSC

O governador Jorginho Mello entregou nesta quarta-feira, 6, a Licença Ambiental de Instalação (LAI) para a obra de alimentação artificial da Praia de Meia Praia, em Itapema. O documento foi concedido pelo Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) e prevê quatro meses de obras que devem trazer proteção costeira e a qualificação urbana do Litoral catarinense. Estiveram presentes na cerimônia o presidente do IMA, Josevan Carmo da Cruz Junior, o prefeito de Itapema, Alexandre Xepa, além de parlamentares e outras autoridades locais.

A intervenção prevê o alargamento da faixa de areia ao longo de aproximadamente 4.750 metros de extensão, com a utilização de cerca de 416 mil metros cúbicos de sedimentos. A obra resultará em um acréscimo médio de 20 metros na largura da praia, ampliando a área disponível para uso público e reforçando a proteção da orla.

Para o governador Jorginho Mello, a obra representa o cuidado com o povo do Litoral catarinense: “Estamos investindo em uma solução que protege a nossa orla, valoriza as cidades e garante mais segurança para moradores e turistas. É um projeto que une desenvolvimento e cuidado com o meio ambiente”, destacou.

A alimentação artificial da praia é considerada uma medida fundamental para enfrentar o avanço do mar e os processos erosivos que historicamente afetam a região. A iniciativa amplia a proteção costeira, aumenta a resiliência da orla frente a eventos climáticos e contribui para equilibrar a pressão urbana sobre o ecossistema litorâneo.

“Essa licença é resultado de um trabalho técnico que analisa os impactos e define como a obra deve ser feita para proteger o meio ambiente. O licenciamento serve justamente para isso: estudar o projeto, prever os impactos e estabelecer regras para que a obra aconteça com responsabilidade ambiental. O IMA tem experiência consolidada nesse tipo de análise, o que garante mais segurança e qualidade nas decisões”, afirmou o presidente do IMA, Josevan Carmo da Cruz Junior. 

Localizada no município de Itapema, a Meia Praia é uma das áreas mais urbanizadas do Litoral catarinense, e a obra deve trazer mais segurança para moradores, turistas e infraestrutura urbana, além de qualificar o uso público do espaço.

O projeto prevê o lançamento de 416 mil a 498 mil m³ de areia ao longo de 4,75 km de orla, entre os molhes dos rios Perequê e Taboleiro das Oliveiras. A faixa de areia deve ganhar entre 20 e 60 metros de largura, conforme o trecho. O material será dragado de jazida a cerca de 19 km da costa, com características compatíveis à areia nativa. A intervenção será executada em etapas, com liberação gradual dos trechos. O investimento total é de aproximadamente R$ 60 milhões.

O prefeito Alexandre Xepa destacou o impacto da obra. “A nossa praia precisa dessa ampliação. A cidade cresce, o turismo aumenta e a estrutura precisa acompanhar. É uma obra que protege a orla, amplia o uso e projeta Itapema para um novo patamar. Depois do alargamento, não tenho dúvida nenhuma que vai ser o metro quadrado mais valorizado do Brasil.”

ARTIGO: 5 coisas que (provavelmente) nunca te contaram sobre o Imposto de Renda

A reta final da declaração do Imposto de Renda já começou e o prazo está mais apertado do que muitos imaginam. A entrega se encerra no próximo dia 29 de maio e milhões de brasileiros ainda não enviaram seus dados à Receita Federal. 

Até o momento, mais de 19 milhões de declarações já foram entregues em todo o país, mas o número ainda está abaixo do esperado para o período. Especialistas alertam que deixar para a última hora pode aumentar o risco de erros, além de dificuldades técnicas causadas pelo alto volume de acessos próximos ao fim do prazo. 

Com o encerramento se aproximando, a recomendação é clara: não há mais tanto tempo quanto parece. A reta final exige atenção redobrada dos contribuintes, tanto para evitar inconsistências quanto para garantir o envio dentro do prazo. 

A declaração de Imposto de Renda é uma certeza na vida de milhões de brasileiros, mas há detalhes nesse processo que podem passar despercebidos até mesmo pelos mais atentos. André Charone, contador, tributarista e mestre em negócios internacionais, professor universitário e autor do livro "Declaração de Imposto de Renda: Dicas e Truques que o Leão Não Quer Que Você Saiba", esclarece alguns desses pontos menos óbvios. Veja abaixo cinco aspectos do imposto de renda que raramente são discutidos: 

1. Erros podem ser corrigidos sem pânico: 

André Charone ressalta que um dos maiores medos dos contribuintes é cometer erros na declaração. No entanto, ele tranquiliza: "Se você cometeu um erro, pode enviar uma declaração retificadora sem necessidade de pagar multas, desde que faça isso antes de ser notificado para uma auditoria." Isso mostra a flexibilidade do sistema em permitir correções. No entanto, o contador ressalta que o contribuinte deve ficar atento para corrigir as inconsistências antes de receber a notificação da Receita Federal. “Caso contrário, não será possível mais realizar a retificação”, destaca Charone. 

2. Pode ser bom declarar mesmo que você não esteja obrigado: 

O contador destaca um aspecto muitas vezes ignorado sobre a declaração do imposto de renda: os benefícios de declarar mesmo quando não se é obrigado. Muitos contribuintes assumem que, se não atingem o limite de renda que torna a declaração obrigatória, não há vantagens em preenchê-la. No entanto, existem situações em que declarar pode ser extremamente benéfico. 

"Por exemplo, pessoas que tiveram imposto retido na fonte e não são obrigadas a declarar podem receber uma restituição se optarem por enviar a declaração", explica Charone. Além disso, realizar a declaração voluntariamente pode facilitar a obtenção de vistos para viagens internacionais ou a aprovação de financiamentos e empréstimos, já que muitas instituições financeiras e consulados pedem o comprovante de declaração de renda como prova de rendimentos. 

3. Declarações em conjunto podem ser benéficas (ou não): 

Casais têm a opção de fazer a declaração conjuntamente ou separadamente, e a escolha entre uma e outra pode impactar significativamente o valor a pagar ou a restituir. André destaca que "em muitos casos, a declaração conjunta pode ser mais benéfica, dependendo das rendas e das deduções envolvidas". Ele recomenda analisar cuidadosamente as finanças do casal antes de decidir. 

O especialista explica que, em algumas situações, a soma das deduções e dos limites fiscais pode favorecer a declaração conjunta, especialmente quando um dos cônjuges não tem rendimentos. “No entanto, quando ambos possuem rendimentos altos tende a ser mais vantajoso declarar em separado”, alerta o contador. 

4. A restituição não passa de um “empréstimo grátis” ao governo: 

Embora aquele dinheirinho extra da restituição possa ajudar bastante no orçamento familiar, André Charone comenta que não existe muito motivo para ficar agradecido ao Fisco. “A restituição não é um benefício concedido pelo governo. Muito pelo contrário, na verdade é o reembolso dos valores que foram retidos a mais em relação ao que você devia”. Segundo o contador, a declaração de imposto de renda faz um ajuste entre o valor que foi retido ao longo do ano anterior e o que o contribuinte de fato devia, após o lançamento de todas as deduções. 

“Se foi retido mais do que era devido, o governo vai lhe restituir essa diferença. Na prática, é como se você tivesse emprestado, sem juros e sem escolha, seu dinheiro para o Fisco e agora o recebesse de volta”, explana Charone. 

5. A fiscalização está mais tecnológica do que nunca: 

Com o avanço tecnológico, a Receita Federal tem melhorado seu sistema de cruzamento de dados. "A chance de ser convocado para ajustar sua declaração ou mesmo enfrentar uma auditoria aumenta se houver inconsistências", alerta o autor. A tecnologia tem tornado a fiscalização mais eficaz, exigindo maior precisão nas declarações. Charone destaca que o uso de softwares sofisticados pela Receita permite que ela identifique rapidamente discrepâncias ou omissões, o que torna ainda mais crucial a precisão no preenchimento das informações. 

Sobre o autor

André Charone é contador, professor universitário, Mestre em Negócios Internacionais pela Must University (Flórida-EUA), possui MBA em Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria pela FGV (São Paulo – Brasil) e certificação internacional pela Universidade de Harvard (Massachusetts-EUA) e Disney Institute (Flórida-EUA).  

É sócio do escritório Belconta – Belém Contabilidade e do Portal Neo Ensino, autor de livros e centenas de artigos na área contábil, empresarial e educacional.  

Seu mais recente trabalho é o livro "Empresário Sem Fronteiras: Importação e Exportação para pequenas empresas na prática", em que apresenta um guia realista para transformar negócios locais em marcas globais. A obra traz passo a passo estratégias de importação, exportação, precificação para mercados externos, regimes tributários corretos, além de dicas práticas de negociação e prevenção contra armadilhas no comércio internacional.  


Disponível em versão física: https://loja.uiclap.com/titulo/ua111005/  

 e digital: https://play.google.com/store/books/details?id=nAB5EQAAQBAJ&pli=1  

Instagram: @andrecharone  

Imagem André: Divulgação / Consultório da Fama

Bares e restaurantes sofrem com endividamento e com as bets, alvos do Desenrola 2.0 lançado pelo governo

Com o lançamento do Desenrola Brasil 2.0, o governo federal mira nos efeitos econômicos e sociais da expansão das apostas online no país. A nova versão do programa foi anunciada com foco na renegociação de dívidas de famílias e pequenos negócios e traz, entre suas medidas, o bloqueio de apostas online por um ano para quem aderir à iniciativa.
 
O movimento ocorre em meio a novos levantamentos que apontam o peso crescente das bets sobre o orçamento das famílias: de janeiro de 2023 a março de 2026, a inadimplência associada às apostas retirou R$ 143 bilhões do comércio varejista, segundo a CNC. Enquanto o gasto dos brasileiros com essas plataformas superou R$ 30 bilhões por mês.
 
Para o setor de alimentação fora do lar, esse impacto está bem mapeado. Pesquisa da Abrasel realizada em 2024 mostrou que 43,5% dos empresários ouvidos percebem influência das bets na gestão ou no resultado do estabelecimento. Entre os que identificam esse efeito, os principais reflexos aparecem no comportamento dos funcionários, na frequência de consumidores e no desempenho das vendas.
 
Quando uma fatia crescente do orçamento doméstico passa a ser drenada pelas apostas, a alimentação fora do lar tende a perder espaço. Entre os empresários que perceberam impacto das bets na frequência dos clientes, 62,1% relataram queda. No gasto individual, 62,2% também apontaram redução.
 
Os dados apontam uma relação entre o avanço das apostas e a retração do consumo no setor. Entre os empresários do setor, 86,2% disseram enxergar relação direta entre os hábitos de aposta dos consumidores e a perda de movimento nos estabelecimentos.
 
Pressão também chega ao ambiente de trabalho
 
O impacto das bets, porém, também alcança o cotidiano das equipes. Entre os empresários que identificaram mudanças no comportamento dos funcionários que apostam online, 75,5% citaram aumento do endividamento pessoal e 55,1% registraram aumento dos pedidos de adiantamento salarial.
 
É nesse ponto que o Desenrola 2.0 ganha relevância adicional para o setor. Ao prever renegociação de dívidas com descontos de 30% a 90%, prazos mais longos para pagamento e bloqueio temporário das apostas para aderentes, o programa pode funcionar como uma tentativa de reorganização financeira para trabalhadores que já dão sinais de renda comprometida.
 
O novo programa também amplia condições para micro e pequenas empresas, com carência maior para início do pagamento, aumento do prazo máximo de quitação e expansão do limite de crédito. Eixo de atuação fundamental para bares e restaurantes, visto que 39% das empresas do setor possuem pagamentos em atraso, segundo outra pesquisa recente da Abrasel, feita em abril.
 
Para Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel, a questão merece atenção justamente porque reúne duas pressões relevantes sobre o setor. De um lado, o dinheiro comprometido com apostas reduz a frequência e o tíquete médio do consumidor. De outro, a alta da inadimplência se traduz em efeitos concretos sobre os trabalhadores, como maior endividamento e mais pedidos de adiantamento.
 
“Os novos levantamentos reforçam que esse é um problema que merece muita atenção. O setor sente isso dos dois lados do balcão: o consumidor sai menos e gasta menos, enquanto cresce a pressão financeira sobre os trabalhadores, com aumento do endividamento e dos pedidos de adiantamento. As ações do governo ganham importância justamente por tentar reorganizar esse cenário, num momento em que as bets já impactam consumo, vendas e rotina de trabalho”, comenta.

 

ARTIGO: A reforma tributária avança; a incerteza cresce

Sob a promessa de modernização, o Ministério da Fazenda e o Comitê Gestor, recentemente, detalharam as diretrizes da CBS e do IBS. No entanto, por trás das regras unificadas, o que se vê é a arquitetura de um novo sistema de tributação sobre o consumo tão complexo quanto perigoso. O governo aposta todas as suas fichas no polêmico split payment — um mecanismo de recolhimento automático que, na prática, transfere a "mordida" do fisco para o exato instante da transação. 
 
Embora o discurso oficial venda a ideia de "simplificação", a reforma se limita a trocar quatro tributos conhecidos por um sistema dual: a CBS (federal) e o IBS (estadual e municipal). A proposta de separar o imposto no ato da compra visa garantir o caixa do Estado de forma imediata, retirando das empresas a gestão do fluxo de caixa e centralizando ainda mais o controle financeiro nas mãos do governo.
 
Hoje, o vendedor ainda detém o valor antes do repasse; amanhã, o Estado se servirá primeiro. No papel, a eficiência é garantida; na realidade do contribuinte, o cenário é de um experimento fiscal sem precedentes. Tudo parece simples... mas o tempo (e o bolso do brasileiro) dirá o verdadeiro preço dessa "facilitação".
 
Ao abrir mais uma reunião do Conselho Superior de Direito da Fecomercio-SP, que debateu o tema "Soberania fiscal em xeque? Tensões e novos paradigmas tributários", compartilhei algumas reflexões sobre o assunto que agora trago aos amigos leitores.
 
Estamos vivendo um momento extremamente complicado no Brasil, em que os Poderes se confundem. Trata-se de um momento de máxima insegurança jurídica, em que escândalos vêm à tona e os Poderes envolvidos se autoprotegem, numa tentativa de ocultar tanto aquilo que se busca conhecer quanto aquilo que está errado.
 
Tudo isso acompanhado de um novo sistema tributário que já teve sua implementação iniciada com a CBS e, em 2029, terá com o IBS. Trata-se de uma tributação de consumo que amplia o número de artigos referentes ao tema constantes no Código Tributário Nacional (CTN). Na legislação aprovada, estamos com dez vezes mais artigos sobre a tributação do consumo do que aqueles que constam no CTN, além de três vezes mais artigos para a tributação do consumo do que todo o sistema tributário que conseguimos aprovar na Constituição de 1988.
 
Essa inflação normativa não é apenas um detalhe estatístico; ela representa um aumento real no custo de conformidade para o contribuinte. Durante o longo período de transição, as empresas serão obrigadas a conviver com dois sistemas tributários distintos e paralelos, gerando uma sobrecarga administrativa sem precedentes. Em vez de eliminarmos a burocracia, corremos o risco de institucionalizar um "monstro de duas cabeças" que exigirá investimentos massivos em tecnologia e assessoria jurídica apenas para que o setor produtivo consiga cumprir suas obrigações básicas.
 
Os idealizadores da pretendida reforma afirmam que essa decuplicação de artigos sobre consumo e a triplicação de artigos constitucionais têm o objetivo de simplificar o sistema tributário. Confesso que minha inteligência é limitada demais para compreender uma simplificação tão complexa quanto a que vem sendo implementada.
 
É fundamental, porém, que continuemos a fazer o que sempre fizemos no Conselho Superior de Direito da Fecomercio-SP desde sua fundação: debater, refletir e sugerir.
 
Atualmente, contamos com um grupo de estudiosos integrado por renomados colegas, como os economistas Marcos Cintra e Paulo Rabello de Castro, além de Felipe Silva, diretor da Faculdade Brasileira de Tributação — a única instituição de ensino superior dedicada exclusivamente ao Direito Tributário no Brasil. Sob nossa coordenação, estamos elaborando um livro a respeito da reforma da tributação do consumo, no qual analisaremos as dificuldades que já se manifestam neste início de implementação.
 
Essas análises, que estamos consolidando em nossa obra, não se limitam a meras críticas teóricas; configuram-se como alertas práticos sobre os gargalos que o texto atual ignora e que demandarão, inevitavelmente, uma correção de rumo legislativa. O rigor técnico de renomados especialistas serve aqui como subsídio fundamental para que as falhas de implementação sejam mitigadas antes que se tornem entraves permanentes ao desenvolvimento econômico.
 
Em todas as nossas ações, devemos observar que, a partir de 2027, teremos um novo Legislativo capaz de promover mudanças significativas no cenário atual, haja vista a renovação de dois terços do Senado Federal. É evidente a percepção de que haverá uma maioria conservadora no Congresso, o que deve favorecer uma reflexão profunda sobre o modo adequado de simplificação do nosso sistema tributário.
 
Quanto mais nos aprofundamos no estudo da Reforma Tributária — como ocorreu durante a elaboração do livro que lancei em parceria com o advogado e professor Daniel Moretti —, mais as incertezas se multiplicam. Ao dialogar com tributaristas de alto nível e docentes das principais universidades do País, percebo que as dúvidas são inúmeras.
 
Essa atmosfera de hesitação não é apenas um debate entre acadêmicos; ela se traduz em um impacto severo sobre o investimento produtivo. A incerteza tributária atua como um freio invisível, gerando um ambiente de "esperar para ver" que afasta o capital e adia projetos estratégicos. Sem regras do jogo claras e previsíveis a médio prazo, o investidor retrai-se, o que compromete o crescimento econômico imediato do País e a própria geração de empregos.
 
Por essa razão, tenho encerrado minhas palestras sobre o novo sistema com uma postura de cautela: quando questionado sobre minha opinião, não respondo "sim" nem "não"; eu respondo "talvez".
 
Ives Gandra da Silva Martins é professor emérito das universidades Mackenzie, Unip, Unifieo, UniFMU, do Ciee/O Estado de São Paulo, das Escolas de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme), Superior de Guerra (ESG) e da Magistratura do Tribunal Regional Federal – 1ª Região, professor honorário das Universidades Austral (Argentina), San Martin de Porres (Peru) e Vasili Goldis (Romênia), doutor honoris causa das Universidades de Craiova (Romênia) e das PUCs PR e RS, catedrático da Universidade do Minho (Portugal), presidente do Conselho Superior de Direito da Fecomercio -SP, ex-presidente da Academia Paulista de Letras (APL) e do Instituto dos Advogados de São Paulo (Iasp).

 Fotos: Andreia Tarelow 

Entra21 promete conectar talentos e empresas em evento estratégico no Elume

O futuro da tecnologia na Foz do Rio Itajaí já tem data e local definidos: 7 de maio de 2026, às 18h30, no Elume Centro Regional de Inovação. O evento “Hiring the Future” vai reunir empresários, lideranças e alunos do Entra21, criando uma ponte direta entre quem precisa contratar e quem está se preparando para o mercado. A iniciativa marca um momento estratégico para Itajaí e Balneário Camboriú.

Com 20 anos de história e mais de 9 mil profissionais formados desde sua criação, em Blumenau, o Entra21 chega à edição de 2026 ampliando sua atuação no litoral norte catarinense. As turmas já estão em andamento, com 25 alunos em cada cidade, focadas na linguagem Java — uma das mais demandadas pelo setor de tecnologia.

Em Balneário Camboriú, as aulas acontecem no campus da UDESC. Já em Itajaí, a formação é realizada no Elume Centro Regional de Inovação, colocando os alunos em contato direto com o ecossistema de inovação desde o primeiro dia.

Para José Geraldo Gastaldi, coordenador do Núcleo de Empresas de Tecnologia e Inovação da ACII e diretor do Polo Regional da ACATE, a chegada do programa representa a concretização de um esforço antigo. “Trazer o Entra21 para Itajaí era uma prioridade. O programa tem duas décadas de experiência na formação de profissionais e atua diretamente em uma das maiores demandas do setor: a falta de mão de obra qualificada”, destaca.

O diferencial está na formação completa. São 480 horas de imersão que vão além do ensino técnico, incluindo inglês e o desenvolvimento de soft skills — habilidades essenciais para o dia a dia nas empresas. O inglês, inclusive, é considerado uma competência fundamental para o desenvolvimento de software.

A iniciativa é resultado da atuação conjunta de importantes instituições. A Blusoft-ACATE lidera a execução do programa, conectando alunos ao mercado. O NuTI-ACATE atua na articulação com o setor produtivo, enquanto a UDESC garante a qualidade acadêmica e coordena as atividades nas duas cidades. Além disso, a formação de talentos na região fortalece as empresas locais e cria novas oportunidades para jovens que buscam espaço em uma das áreas mais promissoras da atualidade.

 

Modelo de gestão e medidas de incentivo aos negócios pautam encontro entre a Fazenda e lideranças empresariais de Blumenau
Fotos: Divulgação SEF/SC
 
Um olhar para o futuro de Santa Catarina, as perspectivas econômicas e as oportunidades do Estado pautaram o encontro do secretário Cleverson Siewert (Fazenda) com lideranças empresariais de Blumenau na noite da última segunda-feira, 4, no Vale do Itajaí. 
 
Convidado a participar de reunião com conselheiros e diretores da Associação Empresarial de Blumenau (ACIB), o secretário demonstrou que o modelo de gestão do governador Jorginho Mello garantiu o equilíbrio das contas públicas e investimentos recordes em programas estruturantes como o Estrada Boa, o Estrada Boa Rural e o Universidade Gratuita.
 
“Santa Catarina tem demonstrado, na prática, que é possível crescer sem aumentar impostos, mantendo a competitividade e criando oportunidades para quem investe e produz. Com planejamento, responsabilidade fiscal e diálogo com o setor produtivo, o Governo do Estado transforma solidez financeira em políticas públicas que chegam à ponta, elevam a qualidade de vida dos catarinenses e nos colocam num novo ciclo de desenvolvimento”, disse.
 
Somente no ano passado, o Governo do Estado investiu R$ 5,9 bilhões em obras e projetos estruturantes, o que significa R$ 1,5 bilhão a mais do que o total investido em 2024. Somando os investimentos realizados em três anos de gestão, o total alcança R$ 13,2 bilhões.
 
O secretário explicou aos empresários que, em valores atualizados para os dias de hoje e considerando mais de dois séculos de história de Santa Catarina, o governador Jorginho Mello investiu praticamente o dobro do valor aplicado pelos governos anteriores quando comparados os três primeiros anos de cada gestão.
 
SC é um Estado que pula o Brasil
Ao apresentar um panorama das principais ações dos últimos três anos, Cleverson Siewert ressaltou que Santa Catarina reúne condições únicas no País ao combinar responsabilidade fiscal, investimentos e incentivos ao crescimento econômico e social.
 
Dados mostram que o Estado cresceu acima da média nacional entre 2023 e 2025, consolidando-se como uma das economias mais dinâmicas do Brasil.
 
O comércio catarinense, por exemplo, registrou crescimento de 5,9% em 2025, mais que o triplo da média nacional (1,6%). O setor de serviços registrou alta de 3,2%, superando o índice de 2,8% do Brasil – SC obteve o melhor desempenho do Sul do País. Já na indústria, o Estado apresentou crescimento de 3,2%, resultado cinco vezes superior ao nacional, que foi de 0,6%.
 
Região de Blumenau tem 28 mil contribuintes do ICMS
A força do setor produtivo local também esteve em pauta. Cleverson Siewert evidenciou que somente os negócios situados em Blumenau faturaram R$ 58 bilhões em 2025, gerando 95 mil empregos. Considerando também os outros dez municípios abrangidos pela Gerência Regional da Fazenda em Blumenau, os 28 mil contribuintes de ICMS faturaram R$ 112 bilhões no último ano (7% do total apurado em SC), com 182 mil empregos registrados (6% do total).
 
“Vocês se arriscam todos os dias, colocando o seu capital a bem da produção, a bem da geração de emprego e renda, e por isso merecem sempre nosso respeito e consideração. Enquanto associados, defendem causas importantes e constroem soluções em conjunto, reunindo os interesses da classe empresarial, da gestão pública e da comunidade como um todo”, reconheceu o secretário.
 
Apoio ao setor produtivo
A gestão qualificada dos recursos tem garantido ao Governo do Estado incentivar nos novos negócios e criar oportunidades de emprego e renda para os catarinenses. O secretário Cleverson Siewert reafirmou o compromisso da atual gestão de dialogar com o setor produtivo, estabelecendo parcerias e construindo um ambiente de negócios cada vez mais favorável.
 
Números comprovam o papel estratégico das políticas de incentivo ao setor produtivo para a economia de Santa Catarina. Entre 2023 e março de 2026, programas como Prodec, Pró-Emprego e TTD 489 viabilizaram 480 projetos, totalizando R$ 32,3 bilhões em investimentos privados e a criação de 118,3 mil empregos diretos e indiretos.
 
“O governador Jorginho Mello vê o Estado como um estadista e planeja Santa Catarina para os próximos 20 anos. É prioridade desta gestão garantir a sustentabilidade fiscal e investir em projetos estruturantes para ampliar nossas matrizes econômicas, impulsionar o desenvolvimento e criar condições para que os empreendedores catarinenses sejam ainda mais competitivos”, destacou o secretário.
 
Desafios e oportunidades para SC
Cleverson Siewert também abordou os desafios da Reforma Tributária e seus impactos na competitividade dos Estados, ressaltando a necessidade de adaptação ao novo modelo, que mudará a lógica dos incentivos fiscais, alterando a arrecadação e a dinâmica econômica no País.
 
“Santa Catarina tem uma base econômica diversificada e sólida. Nosso desafio é continuar criando as condições necessárias para manter a competitividade do setor produtivo e aproveitar as novas oportunidades que surgem com as mudanças no sistema tributário”, destacou.
 
O secretário ressaltou ainda a necessidade de desenvolver novas matrizes econômicas no Estado, que hoje tem como pilares o agronegócio, o comércio internacional e a tecnologia.
 
Além dessas bases consolidadas, novas oportunidades vêm ganhando espaço, como a indústria da saúde, a indústria da cultura/turismo e a própria logística, que tendem a ampliar ainda mais o potencial de crescimento nos próximos anos, especialmente diante das mudanças trazidas pela Reforma Tributária.
 
Ao final, Cleverson Siewert reforçou o compromisso do Governo do Estado com uma gestão orientada por dados, eficiência e resultados, destacando que o uso estratégico de informações tem sido fundamental para a tomada de decisões e o aprimoramento das políticas públicas.
 
O presidente da InvestSC, Gil Prayon, também participou da agenda com os empresários da ACIB.
Podcast Descubra SC mostra por que o outono pode ser sua próxima estação preferida para explorar o estado
 Foto: Eco Parque Cachoeira Papuã
 
O outono em Santa Catarina deixou de ser apenas uma transição entre estações. Com temperaturas amenas, clima estável e paisagens nítidas, o período abre espaço para experiências ao ar livre e uma conexão mais direta com a natureza. Esse é o ponto de partida do segundo episódio do podcast “Descubra SC”, que estreia nesta terça-feira, 5. 
 
A edição acompanha o lançamento inédito da “Estação Outono” pelo Governo do Estado, que integra a estratégia de organizar o turismo catarinense ao longo do ano e valorizar os atrativos de cada época. “Santa Catarina tem potencial nas quatro estações. Isso ajuda o turista a entender o que fazer em cada período. É uma iniciativa louvável”, resume Marinho Motta.
 
O bate-papo com o assessor de Turismo da Associação dos Municípios da Serra Catarinense (Amures) é conduzido pela jornalista da Secretaria de Estado da Comunicação (Secom), Maria Clara Flores, e avança para um dos principais recortes da estação. “O outono abre a temporada de montanha. É quando você consegue subir com mais tranquilidade, com melhor visibilidade e menos interferência do clima”, explica Marinho.
 
Essa constância climática se traduz em horizontes abertos e maior conforto térmico para atividades externas. Com o ar mais seco e o menor volume de água, experiências como a famosa Trilha do Boi, em Praia Grande, tornam-se mais acessíveis, permitindo que os 14 quilômetros de caminhada pela fenda do cânion sejam feitos com mais segurança.
 
O cenário limpo também favorece o balonismo na cidade do Extremo-Sul, que ganha o visual de formações como o Itaimbezinho, Fortaleza e Malacara, de pano de fundo. “É a nossa versão brasileira da Capadócia, mas com identidade única, principalmente pela presença dos cânions”, argumenta o convidado. 
 
 
Berço do ecoturismo e referência em segurança
 
No Vale do Itajaí e na Grande Florianópolis, o turismo de aventura assume contornos históricos, sustentado por um ecossistema que profissionalizou a adrenalina muito antes de o segmento virar tendência nacional. 
 
Santa Catarina foi o primeiro estado a ter uma regional da Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura (ABETA) e já nos anos 2000, a Grande Florianópolis abrigava uma das empresas pioneiras do selo “Aventura Segura”. “A qualificação no atendimento ao turista aqui vai muito além do ‘boa tarde’ ou do ‘boa noite’. A preocupação com a segurança é gigantesca”, enfatiza Marinho.
 
É em Ibirama, Apiúna e Presidente Getúlio que o turismo de aventura catarinense tem suas origens. Ibirama, inclusive, carrega o título de Capital Catarinense do Turismo de Aventura, com opções que vão do rafting noturno no Rio Itajaí-Açú a uma das maiores tirolesas urbanas do Brasil. “O berço do ecoturismo em Santa Catarina está ali”, diz Marinho.
 
Da mesma região saiu outro marco: o primeiro roteiro oficial de cicloturismo do Brasil. O Circuito Vale Europeu percorre 300 quilômetros em sete dias por nove municípios, entre eles Timbó, Pomerode, Indaial e Blumenau, com casarios enxaimel e paisagens de colonização europeia como cenário. A rota pode ser feita de bicicleta ou a pé, o que amplia o acesso para diferentes perfis de visitante. 
 
Serra Catarinense, natureza como protagonista
 
 
Se em outras partes do país o potencial turístico precisa ser fabricado, Marinho afirma que, na Serra Catarinense, ele sempre esteve lá. “Ela é naturalmente turística. Diferente de outros destinos que precisaram construir atrativos, aqui a matéria-prima já está pronta”, diz o convidado.
 
Em Bom Jardim da Serra, essa matéria-prima aparece nos paredões de cânions como o do Funil, que chegam a 1.590 metros e revelam uma das paisagens mais dramáticas do estado. A Serra do Rio do Rastro, com suas 284 curvas, é o cartão-postal que apresenta esse universo a quem chega pelo litoral. 
 
Na Coxilha Rica, o tempo parece ter dado uma pausa. O planalto a mais de 1.000 metros de altitude guarda taipas centenárias erguidas pedra por pedra, araucárias e fazendas que contam a história dos tropeiros que passavam por ali levando gado do Rio Grande do Sul a São Paulo.
 
Em Urubici, o Morro da Igreja, a 1.822 metros, é um dos pontos mais altos acessíveis de carro no Sul do Brasil – e um dos mais impressionantes. Para quem quer ir além da contemplação, não faltam opções.  A Cascata do Avencal serve de palco para rapel, enquanto a Sky Bike, tirolesa de bicicleta suspensa a 150 metros de altura, a mais alta do Brasil, desafia até os mais corajosos. 
 
Para quem quer uma imersão completa na região, o Circuito de Cicloturismo da Serra Catarinense oferece essa chance. São mais de 600 quilômetros com altimetria superior a 1.500 metros, percorridos em até 11 dias. O Circuito Altos da Serra, de 4 dias, é o mais exigente, reservado para quem tem pernas e fôlego de sobra.
 
Termalismo e festas tradicionais
 
Nem só de aventura vive o outono catarinense. O estado também é referência em estâncias hidrominerais, com destaque para Santo Amaro da Imperatriz e Águas Mornas, na Grande Florianópolis, e Piratuba, no Oeste.
 
O outono também marca o início de uma agenda cultural relevante. A Festa Nacional da Maçã, entre 7 e 10 de maio, e a Festa Nacional do Pinhão, de 22 de maio a 7 de junho, funcionam como marcos simbólicos da transição para o inverno e mobilizam cadeias inteiras da economia serrana.
 
A maçã de São Joaquim possui Indicação Geográfica e divide protagonismo com os Vinhos Finos de Altitude, outro selo de origem catarinense. A combinação entre clima, solo e altitude cria um ambiente propício para experiências gastronômicas mais sofisticadas, que incluem queijos artesanais, embutidos e produção local.
 
Santa Catarina contabiliza mais de 700 festas cadastradas, o que reforça a capacidade de manter o turismo ativo ao longo de todo o ano, movimentando mais de 50 atividades econômicas ligadas direta ou indiretamente ao setor.
 
Programe-se e aproveite o outono em SC
 
Entre as orientações destacadas no episódio, estão o uso de roupas em camadas, adequadas à variação térmica típica da estação; a reserva antecipada de hospedagens em períodos de maior demanda e a contratação de guias credenciados. 
 
Outro ponto apresentado pelo convidado é a redução de riscos típicos do verão, como a presença de animais peçonhentos, o que contribui para uma experiência mais segura em trilhas e áreas abertas. No fim, a dica que fica é: “curta Santa Catarina nas quatro estações”, recomenda Marinho. 
 
O segundo episódio do podcast “Descubra SC” teve coprodução da social media da Secom, Camile Ariadny, e está disponível no canal oficial do Governo de Santa Catarina no YouTube e nas principais plataformas de streaming de áudio.
Editora Bittencourt