terça, 09 de agosto de 2022
06/07/2021

Rafael Cervone é eleito novo presidente do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo


O industrial Rafael Cervone foi eleito novo presidente do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) com cerca de 62% dos votos, segundo mapa eleitoral divulgado após a eleição. O mandato começará em 1º de janeiro de 2022 e vai até 31 de dezembro de 2025. Apoiado pelo atual presidente, Paulo Skaf, Cervone venceu o candidato de oposição José Ricardo Roriz Coelho.

A nova diretoria do Ciesp é composta também pelos empresários Josué Gomes da Silva, 1º vice-presidente, Vandemir Francesconi Junior, 2º vice-presidente e Luiz Alberto Soares Souza, 3º vice-presidente.

Para Cervone, é preciso pensar em uma indústria unida, forte e integrada, entre Fiesp e Ciesp. "Novas indústrias aparecem, novos empregos, novos tipos de indústria. Estamos no auge da manufatura avançada e da indústria 4.0 e uma das discussões é quais serão as vocações da capital e das distritais", avaliou, ao destacar a importância da indústria do interior. Cervone lembrou que é de Santa Bárbara D’Oeste, onde mora e trabalha.

Para Paulo Skaf, o expressivo percentual dos votos obtidos demonstra o apoio que a chapa liderada por Cervone obteve. "O empresário industrial está unido, preocupado com os seus negócios, com a geração de emprego, suas responsabilidades e investimentos", concluiu.



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Países do ‘BRICS’ debatem como alavancar qualificação para indústria 4.0

A qualificação de profissionais para ocupações cada vez mais tecnológicas é foco dos trabalhos de um grupo de especialistas do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, o chamado BRICS. A participação brasileira é liderada pela Confederação Nacional da Indústria, por meio do SENAI, a partir de indicação dos ministérios da Casa Civil e da Educação. O objetivo é criar estratégias para promover a capacitação padronizada entre os países.

“Somos reconhecidos por aliar a teoria e a prática. As discussões que estão em curso no grupo formado pelos países do BRICS vêm sendo amplamente abordadas em nossas formações. Não é uma agenda apenas de entidades privadas, ela exige políticas públicas mais robustas, com respaldo técnico e competência para guiar os debates”, destaca o diretor-regional do SENAI, Fabrizio Machado Pereira.

São oito grupos de trabalho, sendo um deles voltado para as áreas de inteligência artificial, machine learning e big data, coordenado pelo professor Valério Junior Piana, do Centro Universitário do SENAI em Chapecó. “Os grupos debatem temas como a falta de profissionais qualificados para atuar com as tecnologias da indústria 4.0 e as habilidades fundamentais para o futuro do trabalho, não apenas na indústria, mas também em outras áreas”, afirma Piana. “Estamos focando nas ocupações mais tecnológicas e o que fazer diante da falta de profissionais”, acrescenta.

Piana, que no SENAI coordena os cursos de graduação e pós-graduação em TI, cita, principalmente, a falta de profissionais qualificados na área de tecnologia para atuar com programação, automação e outros setores. O grupo de trabalho do BRICS atua com base no relatório do Fórum Econômico Mundial, que elenca habilidades que as pessoas precisam ter ou desenvolver, como criatividade, solução de problemas complexos, trabalho em equipe, entre outras, incluindo as habilidades e conhecimentos técnicos.

O grupo está elaborando uma proposta de esforço conjunto dos países para capacitar a força de trabalho. “Algumas alternativas que estamos sugerindo são a implementação de laboratórios-modelo, equipados para desenvolver as capacidades necessárias para o mundo do trabalho, e cursos de graduação e pós-graduação com currículos padronizados entre os países”, relata Piana.

O SENAI é referência mundial em qualidade de ensino. Capacita os trabalhadores da indústria por meio de educação profissional e superior, consultorias especializadas e serviços de inovação voltados ao desenvolvimento e à competitividade industrial. A instituição está presente em todos os estados brasileiros.

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