sexta, 12 de agosto de 2022
07/03/2022

PIB cresce 4,6% em 2021 e país retoma patamar anterior à pandemia, diz IBGE


O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 4,6% em 2021. Em valores correntes, a soma dos bens e serviços que o país produziu totalizou R$ 8,7 trilhões e recuperou as perdas da economia causadas pela pandemia da Covid-19. Já o PIB per capita foi de R$ 40.688,10 o que representa alta de 3,9% em relação a 2020. Os dados foram divulgados pelo Instituto Nacional de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (4). 

Em 2020, após a chegada da Covid-19 ao país, a economia brasileira encolheu 3,9%. O crescimento de 4,6% em 2021 está um pouco acima das projeções do mercado financeiro, que até o fim do ano passado falavam em alta de 4,5% do PIB, enquanto o governo, mais otimista, estimava elevação de 5,1% da atividade econômica. 

O professor e economista Adriano Paranaíba ressalta que o resultado do PIB é maior do que o previsto por boa parte dos analistas. “A expectativa do mercado era de 4% a 4,5%. Ou seja, esse resultado surpreende porque ficou um pouco [acima], por mais que se fale um pouco, mas pra um ano com cenário de pandemia que nós tivemos, podemos, sim, colocar que é uma surpresa muito positiva”, analisa. 

Margarida Gutierrez, economista e professora do Coppead/UFRJ, lembra que o crescimento da economia brasileira também está acima das projeções do início do ano passado. 

“As estimativas, em média, eram de um PIB crescendo 3,6% a 3,7%.  Ao longo do ano, essas previsões foram sendo revistas para cima e acho que tem a ver com o processo de abertura da economia, com o avanço do controle da pandemia e o avanço da vacinação. Isso também gerou, além de expectativas mais favoráveis, a abertura de importantes segmentos, como o setor de serviços”, destaca. 

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Indústria e serviços puxam PIB para cima
Segundo o Sistema de Contas Nacionais Trimestrais do IBGE, o crescimento da economia brasileira foi puxado pelo setor de serviços, que cresceu 4,7%, e pela indústria, que registrou alta de 4,5%. Juntos, eles representam 90% do PIB do país. 

Segundo o IBGE, todas as atividades que compõem o setor de serviços cresceram em 2021. Destaque para os segmentos de transporte, armazenagem e correio (11,4%) e informação e comunicação (12,3%). O comércio também apresentou alta (5,5%). 

Margarida explica que o setor de serviços foi retomando espaço de forma gradual em 2021 em resposta à reabertura da atividade econômica. Ela destaca que o setor responde por cerca de 70% do PIB brasileiro e que o avanço do segmento de informação e comunicação é positivo.

“É um subsetor do setor de serviços que vem tendo uma performance espetacular. Inicialmente, por razões da pandemia, os lockdowns obrigaram as pessoas a comprar em plataformas e sem contato físico, mas isso é uma tendência no mundo. Isso é um aspecto muito positivo, porque aumenta muito a produtividade da economia e veio para ficar”, avalia. 

No caso da indústria, o avanço foi possível, sobretudo, pelo desempenho do setor de construção civil, que cresceu 9,7% em 2021, recuperando-se do tombo de 6,3% no ano anterior. 

Agropecuária
Surpreendeu negativamente o resultado da agropecuária, que recuou 0,2% no ano passado. Em 2020, foi o setor que puxou o PIB brasileiro em meio à queda geral da economia, com alta de 3,8%, ao passo em que serviços e indústria caíram. 

O órgão explica que a queda em 2021 ocorreu, principalmente, por conta da estiagem prolongada e das geadas. Mesmo com o crescimento de 11% na produção anual de soja, houve baixa na produção do café (- 21,1%), do milho (- 15%), e da cana-de-açúcar (- 10,1%). Na pecuária, o desempenho abaixo das expectativas se explica, sobretudo, pela queda nas estimativas de produção dos bovinos e de leite. 

A professora Margarida lembra que o ano de 2021 foi conturbado para o agronegócio. Ela estima que se, em vez de cair 7% no terceiro trimestre, o PIB do setor apenas tivesse ficado estagnado, o resultado da economia brasileira como um todo no ano passado poderia ter se aproximado mais dos 5%. 

“Essa queda da agropecuária a gente não explica por motivos econômicos. É um resultado que foi, basicamente, determinado por condições climáticas muito adversas que o Brasil vivenciou nas lavouras, como seca, geada e enchentes. Então, teve de tudo, e isso acabou impactando na queda de importantes produções de lavouras, que são relevantes na atividade agropecuária”, diz. 

Demanda interna
No ano passado, o consumo das famílias cresceu 3,6% e o do governo teve alta de 2%. Dessa forma, todos os componentes da demanda se recuperaram da queda em 2020. “Houve uma recuperação da ocupação em 2021, mas a inflação alta afetou muito a capacidade de consumo das famílias. Os juros começaram a subir. Tivemos também os programas assistenciais do governo. Ou seja, fatores positivos e negativos impactaram o resultado do consumo das famílias no ano passado”, afirmou a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis. 

Outro resultado positivo foi o avanço da taxa de investimento, que saltou de 16,6% para 19,2% entre 2020 e 2021. Isso se deve ao avanço da indústria da construção e à produção interna de bens de capital. Para o professor e economista Adriano Paranaíba, o aumento do investimento é a notícia mais importante que o balanço do PIB traz. 

“Não tem como a gente fazer a economia crescer de forma que gere renda e emprego sem ser via investimento. Junto com ele também tivemos outro dado importante, que é a redução do gasto público de 2%, o que mostra que a pauta tem que ser adiantada para mais abertura de mercado, mais investimento privado, que é o que traz, de fato, o crescimento econômico. Uma economia mais aberta traria ainda mais investimentos e poderíamos sair mais rapidamente desse cenário de recessão técnica”, avalia. 

A economista Margarida ressalta que, na comparação com 2020, a taxa de investimento aumentou 17% em 2021. “Esse é um dado muito importante, porque diferente do consumo, que é um componente que estimula o PIB, o investimento, além de expandir o PIB, aumenta a capacidade produtiva da economia para os períodos seguintes. E para o investimento acontecer depende de expectativas favoráveis. Se essa taxa de investimento cresceu tanto, é um sinal de expectativas altamente favoráveis para o médio e longo prazo”, explica. 

Já a balança de bens e serviços apresentou alta de 12,4% nas importações e de 5,8% nas exportações. Ambos os indicadores caíram em 2020. “Como a economia aqueceu, o país importou mais do que exportou, o que gerou esse déficit na balança de bens e serviços. Isso puxou o PIB um pouco para baixo, contribuindo negativamente para o desempenho da economia”, justificou Rebeca Palis.

Comparativo
O PIB do quarto trimestre de 2021 cresceu 0,5% na comparação com o resultado do terceiro trimestre do ano, que vinha de queda de 0,1%. Vale lembrar que no primeiro trimestre do ano passado a economia subiu 1,4% e, no segundo, caiu 0,3%. Já em relação ao quarto trimestre de 2020, o PIB dos últimos três meses de 2021 aumentou 1,6%. 



Fonte: Brasil 61



Blog

Setor cerâmico enfrenta retração no primeiro semestre

No primeiro semestre de 2022, o volume de vendas de revestimentos cerâmicos no mercado interno teve queda de 14% na comparação com igual período de 2021, com retração de 449,3 milhões para 386,37 milhões de metros quadrados. Os resultados refletem a conjuntura de incertezas da economia brasileira e mundial, num cenário ainda impactado pela pandemia e, mais recentemente, pela invasão da Rússia à Ucrânia. Os dados foram tabulados pela Anfacer (Associação Nacional dos Fabricantes de Cerâmica para Revestimentos, Louças Sanitárias e Congêneres).
 

O desempenho do setor cerâmico é muito atrelado ao da indústria da construção, cuja receita deflacionada acumulada no primeiro semestre de 2022 apresentou queda de 8,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. O volume de vendas no varejo dos materiais de construção também teve redução, que foi de 6,4% nos primeiros cinco meses na comparação com o verificado de janeiro a maio de 2021.
 

Produção

A produção nacional de revestimentos cerâmicos foi de 501,9 milhões de metros quadrados no primeiro semestre de 2022, ante 519,6 milhões em igual período do ano passado, com uma queda de 3,40%. Cabe ressaltar que a produção total havia crescido 24,8% em 2021 ante o ano anterior, passando de 840,1 milhões de metros quadrados para 1,04 bilhão.
 

Exportações

As exportações brasileiras de revestimentos cerâmicos no primeiro semestre de 2022 foram de 63,19 milhões de metros quadrados, com divisas de US$ 281,16 milhões. O volume ficou praticamente estabilizado em relação aos 63,89 milhões de metros quadrados verificados em igual período de 2021, mas a receita cresceu 25,12% ante os US$ 224,7 milhões do ano passado.
 

No acumulado de 2021, as exportações somaram 130,3 milhões de metros quadrados, uma alta de 38,5% em relação a 2020, e receita foi de US$ 448,14 milhões, com avanço de 48,1%. Foi estabelecido recorde no mês de abril. Os Estados Unidos foram os principais compradores no primeiro semestre de 2022, com 11,29 milhões de metros quadrados. Seguem-se: Paraguai (8,51 milhões), Argentina (6,26 milhões), Colômbia (5,91 milhões), Chile (5,72 milhões), República Dominicana (4,84 milhões), Bolívia (3,21 milhões) e Uruguai (2,51 milhões).

Compra de euro em espécie ultrapassa dólar pelo segundo mês seguido no Itaú Unibanco

A aproximação da cotação do dólar e do euro, que chegou à paridade entre as duas moedas pela primeira vez em 20 anos em julho deste ano, levou a uma mudança de comportamento entre os brasileiros que compram moeda estrangeira em espécie. Pelo segundo mês consecutivo, a venda de euro em espécie superou a do dólar no Itaú Unibanco, com a moeda europeia representando 55% do total comprado pelos clientes pessoa física do banco durante julho.

 

“Na série histórica, o dólar representa em média 65% do total de moeda estrangeira em espécie vendida pelo Itaú aos seus clientes. Começamos a ver esse movimento de aproximação do euro em maio deste ano, quando ambas as moedas tiveram quase que o mesmo montante vendido no mês; em junho, o euro já passou a ser mais procurado, movimento que se ampliou no último mês e que já observamos como tendência neste mês -- na primeira semana de agosto, o euro segue superando o dólar nas vendas para clientes”, explica Gabriel Rombenso, superintendente de Câmbio do Itaú Unibanco.

 

A procura pelas duas moedas em espécie cresceu bastante este ano no Itaú, alcançando pico em março e superando o total comercializado no mesmo período de 2019, pré-pandemia. Clientes Itaú podem realizar a compra de moeda estrangeira via app, garantindo a taxa de câmbio no momento da transação, e efetuar a retirada de dólar e euro em espécie nos caixas exclusivos do Banco24Horas Moeda Estrangeira e na rede de agências Itaú habilitadas.

BOSS, da Hugo Boss irá abrir sua primeira loja em Santa Catarina

Conhecida por sua elegância e precisão, o grupo Hugo Boss chega à Santa Catarina com a primeira loja da BOSS, no Balneário Shopping. A abertura está prevista para o mês de outubro. É a 29ª loja no Brasil do grupo, e será aberta em um dos pontos mais badalados da América Latina, em Balneário Camboriú.  “A chegada da BOSS, principal marca do grupo Hugo Boss, ao mix do Balneário Shopping traz ainda mais sofisticação, qualidade e exclusividades para os clientes”, comenta Elizângela Cardoso, superintendente do Balneário Shopping.  
 
Pertencente ao grupo Hugo Boss, a BOSS expandiu além dos limites da alfaiataria para oferecer uma gama completa de roupas casuais, bodywear, acessórios e athleisure que formam um guarda-roupa completo. A variedade de produtos inclui produtos licenciados, como fragrâncias, óculos, relógios e roupas infantis.
 
Parte da nova geração de lojas da BOSS, a loja no Balneário Shopping tem como foco principal a criação de uma atmosfera convidativa para fazer o cliente sentir-se em casa. Isso é transmitido por meio de materiais arquitetônicos mais quentes como armários em madeira, assentos confortáveis, assim como o piso de granito. Tudo seguindo a nova identidade visual da marca, que conta com as cores branco, preto e camel, sendo destaques no contraste visual.

Novidades no mix do Balneário Shopping

Também estão chegando no próximo mês, no Balneário Shopping, as primeiras lojas da Ray-Ban e Sephora, em Santa Catarina. Além das marcas inéditas no estado também irão abrir suas lojas no mix do shopping a Oakley, Body for Sure, Quiksilver, Luiza Barcelos, Life by Vivara e Paquetá Esportes. “Estamos sempre buscando marcas que tragam as tendências e tenham qualidade para o mix do Balneário Shopping”, conta Elizângela Cardoso.    

Países do ‘BRICS’ debatem como alavancar qualificação para indústria 4.0

A qualificação de profissionais para ocupações cada vez mais tecnológicas é foco dos trabalhos de um grupo de especialistas do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, o chamado BRICS. A participação brasileira é liderada pela Confederação Nacional da Indústria, por meio do SENAI, a partir de indicação dos ministérios da Casa Civil e da Educação. O objetivo é criar estratégias para promover a capacitação padronizada entre os países.

“Somos reconhecidos por aliar a teoria e a prática. As discussões que estão em curso no grupo formado pelos países do BRICS vêm sendo amplamente abordadas em nossas formações. Não é uma agenda apenas de entidades privadas, ela exige políticas públicas mais robustas, com respaldo técnico e competência para guiar os debates”, destaca o diretor-regional do SENAI, Fabrizio Machado Pereira.

São oito grupos de trabalho, sendo um deles voltado para as áreas de inteligência artificial, machine learning e big data, coordenado pelo professor Valério Junior Piana, do Centro Universitário do SENAI em Chapecó. “Os grupos debatem temas como a falta de profissionais qualificados para atuar com as tecnologias da indústria 4.0 e as habilidades fundamentais para o futuro do trabalho, não apenas na indústria, mas também em outras áreas”, afirma Piana. “Estamos focando nas ocupações mais tecnológicas e o que fazer diante da falta de profissionais”, acrescenta.

Piana, que no SENAI coordena os cursos de graduação e pós-graduação em TI, cita, principalmente, a falta de profissionais qualificados na área de tecnologia para atuar com programação, automação e outros setores. O grupo de trabalho do BRICS atua com base no relatório do Fórum Econômico Mundial, que elenca habilidades que as pessoas precisam ter ou desenvolver, como criatividade, solução de problemas complexos, trabalho em equipe, entre outras, incluindo as habilidades e conhecimentos técnicos.

O grupo está elaborando uma proposta de esforço conjunto dos países para capacitar a força de trabalho. “Algumas alternativas que estamos sugerindo são a implementação de laboratórios-modelo, equipados para desenvolver as capacidades necessárias para o mundo do trabalho, e cursos de graduação e pós-graduação com currículos padronizados entre os países”, relata Piana.

O SENAI é referência mundial em qualidade de ensino. Capacita os trabalhadores da indústria por meio de educação profissional e superior, consultorias especializadas e serviços de inovação voltados ao desenvolvimento e à competitividade industrial. A instituição está presente em todos os estados brasileiros.

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