quinta, 11 de agosto de 2022
09/02/2022

Nove em cada dez municípios de SC criaram vagas de empregos em 2021


Santa Catarina encerrou 2021 com a criação de 167,9 mil postos de trabalho. O resultado representou que 92,2% dos 295 municípios catarinenses chegaram ao fim do ano passado com um saldo positivo na abertura de vagas formais de emprego. Conforme análise do Observatório FIESC, com base nos dados do Novo Caged, o percentual é o terceiro maior do Brasil e o maior da Região Sul do país.

O estado fica atrás apenas do Rio de Janeiro (96,74%) e do Espírito Santo (94,87%) no percentual de municípios que tiveram saldo positivo de empregos em 2021 e acima da proporção nacional, de 86,9% - sem considerar os municípios de Santa Catarina. O resultado também é o melhor do Sul do país, à frente de Paraná (91,9%) e do Rio Grande do Sul (88,5%).

De acordo com Gabriel Barni, analista de dados do Observatório FIESC, o desempenho de Santa Catarina corrobora a força dos municípios do estado e a diversidade da economia catarinense. O setor de Serviços foi responsável pelo maior número de vagas geradas no estado (66.806), em seguida vem a Indústria e Construção (66.229), Comércio (33.548) e Agropecuária (1.271).

Gestão baseada em dados

O acompanhamento do desempenho municipal de geração de vagas é um importante termômetro da economia local. Dados de emprego, renda média dos trabalhadores e setores mais aquecidos na contratação de profissionais também são indicadores que ajudam prefeituras a criar estratégias de desenvolvimento regional.

“Com o avanço na disponibilização de plataformas de dados abertos na última década, uma cultura analítica incentivada pela reutilização de dados passa a ser fundamental para o gestor público percorrer o ciclo de políticas públicas de forma responsiva: identificar o problema; formar a agenda e alternativas; tomar decisões; e implementar e avaliar a política pública” afirma Barni. O analista de dados está à frente do Cidade Única, uma plataforma que reúne informações das 5.570 cidades do Brasil e permite o monitoramento online dos principais indicadores econômicos, sociais e demográficos disponíveis.

De acordo com a analista de negócios do Sebrae/SC, Soraya Tonelli, o bom desempenho dos municípios catarinenses e a análise dos dados permitem que os administradores criem políticas públicas assertivas para o estímulo ao empreendedorismo. "O Sebrae/SC, por meio do sistema de inteligência municipal Cidade Única, vem apostando na análise de dados como protagonista na criação de planejamentos públicos eficientes e que vão ao encontro das reais necessidades dos municípios catarinenses. Por meio do Programa Cidade Empreendedora, estamos trabalhando com as lideranças públicas para fortalecer o ambiente de negócios do nosso estado e fazer com que dados positivos, como esses do Caged, sejam a regra no nosso estado, consolidando cada vez mais a força dos pequenos negócios e da nossa economia", comenta.

Sobre o Cidade Única

O Cidade Única é uma solução desenvolvida em uma parceria entre o Observatório de Negócios do Sebrae/SC e o Instituto Euvaldo Lodi, por meio do Observatório FIESC, que já está em funcionamento em 72 municípios catarinenses.

Ele permite monitorar indicadores dos 5.570 municípios do Brasil. São mais de duzentos indicadores sociais, demográficos e econômicos que contribuem para o desenvolvimento da inteligência analítica nas prefeituras.

O sistema é constantemente atualizado e abastecido por dados oficiais provenientes de mais de 40 bases públicas, com pelo menos cinco anos de série histórica, o que permite o acompanhamento do desempenho de cada município em nove eixos: Demografia, Social, Infraestrutura, Orçamento Público, Economia, Setor Primário, Saúde, Educação e Potencial de Consumo.

O acesso é online, simplificado e dinâmico. Em alguns cliques, o gestor público municipal pode acompanhar os principais indicadores de sua e de outras cidades brasileiras, cruzando informações de diferentes eixos temáticos e verificando a evolução dos dados ao longo do tempo.

Acesse em www.cidadeunica.com.br

Ranking dos 20 municípios com maior saldo de empregos em SC 2021

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Países do ‘BRICS’ debatem como alavancar qualificação para indústria 4.0

A qualificação de profissionais para ocupações cada vez mais tecnológicas é foco dos trabalhos de um grupo de especialistas do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, o chamado BRICS. A participação brasileira é liderada pela Confederação Nacional da Indústria, por meio do SENAI, a partir de indicação dos ministérios da Casa Civil e da Educação. O objetivo é criar estratégias para promover a capacitação padronizada entre os países.

“Somos reconhecidos por aliar a teoria e a prática. As discussões que estão em curso no grupo formado pelos países do BRICS vêm sendo amplamente abordadas em nossas formações. Não é uma agenda apenas de entidades privadas, ela exige políticas públicas mais robustas, com respaldo técnico e competência para guiar os debates”, destaca o diretor-regional do SENAI, Fabrizio Machado Pereira.

São oito grupos de trabalho, sendo um deles voltado para as áreas de inteligência artificial, machine learning e big data, coordenado pelo professor Valério Junior Piana, do Centro Universitário do SENAI em Chapecó. “Os grupos debatem temas como a falta de profissionais qualificados para atuar com as tecnologias da indústria 4.0 e as habilidades fundamentais para o futuro do trabalho, não apenas na indústria, mas também em outras áreas”, afirma Piana. “Estamos focando nas ocupações mais tecnológicas e o que fazer diante da falta de profissionais”, acrescenta.

Piana, que no SENAI coordena os cursos de graduação e pós-graduação em TI, cita, principalmente, a falta de profissionais qualificados na área de tecnologia para atuar com programação, automação e outros setores. O grupo de trabalho do BRICS atua com base no relatório do Fórum Econômico Mundial, que elenca habilidades que as pessoas precisam ter ou desenvolver, como criatividade, solução de problemas complexos, trabalho em equipe, entre outras, incluindo as habilidades e conhecimentos técnicos.

O grupo está elaborando uma proposta de esforço conjunto dos países para capacitar a força de trabalho. “Algumas alternativas que estamos sugerindo são a implementação de laboratórios-modelo, equipados para desenvolver as capacidades necessárias para o mundo do trabalho, e cursos de graduação e pós-graduação com currículos padronizados entre os países”, relata Piana.

O SENAI é referência mundial em qualidade de ensino. Capacita os trabalhadores da indústria por meio de educação profissional e superior, consultorias especializadas e serviços de inovação voltados ao desenvolvimento e à competitividade industrial. A instituição está presente em todos os estados brasileiros.

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