terça, 09 de agosto de 2022
21/07/2021

Família precursora do EAD no Brasil quer revolucionar o mercado imobiliário


A holding T2 Participações, acionista em diversos negócios e administrada pelos sucessores nos negócios da Família Tafner, precursora do ensino à distância no país, acaba de se unir à Sort Investimentos, empresa que atua no mercado imobiliário, para o lançamento da startup Fast Sale. Criada em Balneário Camboriú, SC, a plataforma digital, que deve atingir todo o país e América Latina, já conta com mais de 600 corretores cadastrados e é dona de um amplo marketplace com cerca de R$ 150 milhões em imóveis já captados em sua fase inicial. Mesmo antes do lançamento, durante os testes e em meio à pandemia, a plataforma já contribuiu para a venda de uma mansão em menos de 23h após o cadastro no sistema.

A tecnologia teve investimento inicial de R$ 4 milhões e será lançada no próximo semestre, inicialmente com opções de imóveis na cidade catarinense de Balneário Camboriú e municípios do Vale do Itajaí com altos índices de valorização imobiliária e, portanto, também indicados como investimentos rentáveis. Até o final do ano, a intenção é cadastrar 5 mil corretores e integrar imóveis de outros estados brasileiros, especialmente as capitais paulista e carioca. Nos próximos anos, a intenção é também abranger outros países da América Latina. 

De acordo com o idealizador e sócio da startup, Renato Monteiro, a Fast Sale já entra no mercado com a expertise da Família Tafner, precursora no ensino à distância no Brasil, para inovar o setor imobiliário, já que muitas vendas ainda são realizadas de forma analógica no Brasil.

“Em 2006 minha família viu a necessidade de inovações na educação para oportunizar o acesso ao ensino superior em cidades do interior e alcançar um número maior de pessoas. Na época, sentimos que esse setor estava atrasado em comparação com outros mercados e criamos um projeto de expansão que se concretizou, tornando-se precursora do ensino à distância no Brasil”, relembra Matheus Leonardo Tafner, sócio diretor da T2 Participações e da Fast Sale.

“Hoje, vemos que o mercado imobiliário passa pela mesma fase de necessidade de inovação e vimos a oportunidade do desenvolvimento que ainda não acompanha os avanços tecnológicos que tivemos nos últimos anos em vários setores”, avalia Tafner.

Em fase de finalização, a Fast Sale já concentra uma equipe de mais de 20 pessoas, ocupa um escritório de quase 300 m² com estúdio próprio, living place e estúdio para treinamentos de vendas e gravação de poadcasts.  Em termos de faturamento, a projeção é de valer mais de R$ R$ 100 milhões em menos de dois anos

Saiba como vai funcionar a plataforma Fast Sale

A Fast Sale deverá digitalizar, profissionalizar e agilizar a comercialização de imóveis, conectando donos a centenas de corretores imobiliários de diversas partes do país, diferentemente de uma venda tradicional que, geralmente, é direcionada a uma ou poucas imobiliárias. Dessa forma, a Fast Sale é um acelerador de vendas inédito no Brasil que promete efetivar a comercialização em até 60 dias. Além disso, ao cadastrar o imóvel, o proprietário tem acesso a uma série de recursos que, normalmente, levariam tempo e investimento para a execução. É o caso da avaliação do imóvel que é feita pela equipe de profissionais da Fast Sale por meio de inteligência artificial que certifica o preço de mercado. A plataforma também cria uma vitrine digital do imóvel com tour virtual 360° e foto aérea 360° para conhecer a vizinhança sem precisar sair de casa, sem falar da disponibilização do produto para milhares de corretores cadastrados e certificados.

Por outro lado, os corretores de imóveis que aderirem à plataforma terão acesso a um banco de imóveis amplo e profissional aumentando as possibilidades de negócios.

“A Fast Sale promete revolucionar o modo como os imóveis são vendidos no Brasil. A plataforma é gratuita para os corretores e traz inúmeros benefícios para os profissionais que, inclusive, vão perder menos tempo captando imóveis, já que eles passam a ter uma carteira de imóveis à disposição com imagens em alta qualidade e que vão resultar em um maior número de vendas”, explica Monteiro.

Mais informações: https://fastsaleimoveis.com.br/



Blog

Países do ‘BRICS’ debatem como alavancar qualificação para indústria 4.0

A qualificação de profissionais para ocupações cada vez mais tecnológicas é foco dos trabalhos de um grupo de especialistas do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, o chamado BRICS. A participação brasileira é liderada pela Confederação Nacional da Indústria, por meio do SENAI, a partir de indicação dos ministérios da Casa Civil e da Educação. O objetivo é criar estratégias para promover a capacitação padronizada entre os países.

“Somos reconhecidos por aliar a teoria e a prática. As discussões que estão em curso no grupo formado pelos países do BRICS vêm sendo amplamente abordadas em nossas formações. Não é uma agenda apenas de entidades privadas, ela exige políticas públicas mais robustas, com respaldo técnico e competência para guiar os debates”, destaca o diretor-regional do SENAI, Fabrizio Machado Pereira.

São oito grupos de trabalho, sendo um deles voltado para as áreas de inteligência artificial, machine learning e big data, coordenado pelo professor Valério Junior Piana, do Centro Universitário do SENAI em Chapecó. “Os grupos debatem temas como a falta de profissionais qualificados para atuar com as tecnologias da indústria 4.0 e as habilidades fundamentais para o futuro do trabalho, não apenas na indústria, mas também em outras áreas”, afirma Piana. “Estamos focando nas ocupações mais tecnológicas e o que fazer diante da falta de profissionais”, acrescenta.

Piana, que no SENAI coordena os cursos de graduação e pós-graduação em TI, cita, principalmente, a falta de profissionais qualificados na área de tecnologia para atuar com programação, automação e outros setores. O grupo de trabalho do BRICS atua com base no relatório do Fórum Econômico Mundial, que elenca habilidades que as pessoas precisam ter ou desenvolver, como criatividade, solução de problemas complexos, trabalho em equipe, entre outras, incluindo as habilidades e conhecimentos técnicos.

O grupo está elaborando uma proposta de esforço conjunto dos países para capacitar a força de trabalho. “Algumas alternativas que estamos sugerindo são a implementação de laboratórios-modelo, equipados para desenvolver as capacidades necessárias para o mundo do trabalho, e cursos de graduação e pós-graduação com currículos padronizados entre os países”, relata Piana.

O SENAI é referência mundial em qualidade de ensino. Capacita os trabalhadores da indústria por meio de educação profissional e superior, consultorias especializadas e serviços de inovação voltados ao desenvolvimento e à competitividade industrial. A instituição está presente em todos os estados brasileiros.

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