segunda, 22 de julho de 2024
21/09/2023

2 de outubro: nova data da Antaq para definir empresa que vai operar Porto de Itajaí


O Comunicado foi feito na noite do dia 19 de agosto, última quarta-feira, já que pelo Edital a divulgação da empresa vencedora depois da análise dos documentos, seria feito naquele dia.
No Comunicado, o presidente da Comissão Permanente de Licitação e Concessões e Arrendamentos Portuários da ANTAQ, avisou que iria precisar de "diligências adicionais para análise dos Documentos de Habitação da Proponente melhor classificada".
No dia 3 de outubro a Comissão de Licitação abre prazo para interposição de recursos e no dia 5 encerra essa fase, determinando sua decisão. 
Caso a empresa MMS Empreendimentos Ltda., que ofereceu a movimentação de 66.600 contêineres mensais não prove que tem condições para movimentar essa quantia, a Comissão de Licitação analisa então a segunda colocada, a Mada Araújo Asset Management Ltda, que ofereceu a movimentação de 44.000 contêineres.
O mesmo procedimento que aconteceu com a primeira proponente será feito novamente, ou seja, análise de documentos, etc., e se esta também não estiver apta, passa-se a terceira colocada, a Teconnave Terminal de Containeres de Navegantes S/A, que ofereceu a movimentação de 35.000 mil contêineres.
Embora a cada análise de documentos haja a prorrogação de prazo para indicar a empresa vencedora, esse tipo de procedimento é normal numa Licitação, ainda mais da importância do Porto de Itajaí.
É necessário lembrar que a partir do momento que a Antaq assinar o contrato provisório com uma empresa vencedora para operar os berços 1 e 2 do Porto de Itajaí, ela deverá cumprir todas as cláusulas contratuais, principalmente no que diz respeito à quantidade de contêineres a serem movimentados mensalmente.
Especula-se nos bastidores do comércio exterior que nem a primeira e nem a segunda colocada, MMS e Mada Araújo, não teriam viabilidade técnica ou contratos assinados com armadores, que garanta a movimentação de contêineres que elas propuseram.

Especula-se nos bastidores do comércio exterior que nem a primeira e nem a segunda colocada, MMS e Mada Araújo, não teriam viabilidade técnica ou contratos assinados com armadores, que garanta a movimentação de contêineres que elas propuseram.
Segundo as mesmas fontes, a única empresa capaz de cumprir o contrato seria a Teconnave (Portovave) por uma simples razão: já tem contratos assinados com armadores que garantiriam a movimentação que ofereceu no processo de Licitação, 35.000 mil contêineres por mês, o que faltaria às demais.

 



Blog

Confiança da indústria cai em julho e índice é o menor desde 2023

Empresários industriais estão descontentes com as condições atuais da economia brasileira e apontaram menos confiança em julho. O resultado aparece no Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que recuou de 51,4 pontos para 50,1 pontos. A queda do índice para um patamar praticamente sobre a linha divisória de 50 pontos indica a transição de um estado de confiança para um estado neutro. A pesquisa ouviu 1.271 indústrias por todo país, entre os dias 1º e 5 de julho.

“A descontinuação de cortes na taxa Selic e as mudanças no câmbio são pontos que, certamente, abalaram a confiança dos empresários industriais. Ao analisar os componentes do ICEI, vemos com clareza que a queda foi causada pela avaliação dos empresários sobre a economia brasileira, tanto atualmente quanto para os próximos meses”, contextualiza o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo.

O resultado de julho (50,1 pontos) é o menor índice de confiança registrado pela indústria desde maio de 2023, quando foi registrado um ICEI de 49,2 pontos.

Dados por componentes do ICEI
O Índice de Condições Atuais recuou 1,8 ponto para 44,4 pontos. Nesse índice, o componente que retrata a avaliação das condições atuais relativa à empresa recuou 0,7 ponto, enquanto o índice relativo à economia brasileira recuou quatro pontos, de 41,6 pontos para 37,6 pontos.

Dessa forma, a percepção dos empresários é que as condições atuais estão piores em comparação com os seis meses anteriores, especialmente para a economia brasileira, e, em menor grau, para as próprias empresas.

O Índice de Expectativas também recuou, com queda de 1,1 ponto, para 52,9 pontos. Quando analisado o componente deste índice que reflete as expectativas relativas à economia brasileira nota-se um recuo de 2,9 pontos, de 47,1 pontos para 44,2 pontos. De acordo com a análise da CNI, há uma deterioração das expectativas da indústria para os próximos seis meses da economia brasileira.

Entretanto, o índice que mensura a expectativa dos empresários em relação ao desempenho de suas próprias empresas nos próximos seis meses registrou 57,2 pontos e segue positivo.

Sobre o ICEI
O ICEI consulta empresários industriais para prever o desempenho e sinalizar as mudanças de tendência da atividade industrial. A pesquisa é mensal e coleta as informações necessárias para a construção do ICEI, da Sondagem Industrial e da Sondagem Indústria da Construção.

Custo Brasil: país perde o equivalente a 20% do PIB com ineficiência

Se você vive, trabalha, consome ou produz no Brasil, você é uma das milhares de pessoas que pagam, juntas, R$ 1,7 trilhão por ano pela ineficiência da economia brasileira. Esse é o tamanho do Custo Brasil, o valor que o setor produtivo gasta a mais do que a média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) para produzir no Brasil. O Custo Brasil é como aquela gordura totalmente dispensável, não a da picanha, mas a do fígado.

O desperdício equivale a 20% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional e é maior do que o PIB de vários vizinhos na América do Sul, como Paraguai, Bolívia, Uruguai, Venezuela e Peru. E, juntamente com a carga tributária brasileira, também é a resposta para indignações coletivas como, por exemplo, por que um celular é mais barato no Estados Unidos do que no Brasil.

Quando uma empresa leva entre 1.483 horas e 1.501 horas no processo de apuração, preparação da documentação, declaração e pagamento de tributo, um tempo muito superior ao de qualquer lugar do mundo, é a mercadoria e o serviço nacional que ficam mais caros. A má qualidade da infraestrutura, como a falta de ferrovias, explica o elevado custo do frete.

Por que temos poucas ferrovias?
O fato de o Brasil ter o terceiro maior spread bancário do mundo, atrás apenas do Zimbábue e de Madagascar, de acordo com o Banco Mundial, também eleva o preço final de uma mercadoria produzida no país, pois ele impacta diretamente o custo do crédito, do financiamento para o capital de giro e investimentos das empresas. O spread é a diferença entre a taxa que banco paga para captar o recurso e os juros que ele cobra para emprestar. Dados do Banco Central mostram que, em maio de 2024, a taxa de juros média para empresas era de 18,2% ao ano.

“O Custo Brasil é o chamado custo inútil. É inútil porque não agrega nada para ninguém. É uma desvantagem relativa quando o empresário brasileiro vai competir com o produto estrangeiro tanto no mercado interno quanto no mercado exterior”, explica o vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Leo de Castro.

A redução do Custo Brasil é a condição para recuperar a competitividade da indústria brasileira
A CNI, em conjunto com as 27 federações estaduais de indústria e com 74 associações industriais, divulgaram a Declaração pelo Desenvolvimento da Indústria e do Brasil. No documento, o setor industrial apresenta os 10 princípios orientadores para impulsionar a agenda de desenvolvimento do país. Cinco deles têm relação direta com o Custo Brasil: sistema tributário moderno e eficiente; custo de capital; recursos humanos capacitados para a nova economia; qualidade regulatória; e energia e transportes mais baratos e eficientes.

Aprovação de projetos pode reduzir em R$ 500 bilhões o Custo Brasil
O conselheiro executivo do Movimento Brasil Competitivo (MBC), Rogério Caiuby, conta que, há cerca de cinco anos, o MBC desenhou o Custo Brasil, em uma forma de mandala com 12 grandes seguimentos, para torná-lo visível. O desenho faz o caminho da vida de uma empresa e os obstáculos vivenciados da porta da fábrica para fora: abertura, financiar capital, contar com pessoas, infraestrutura, acessar insumos básicos como energia, segurança jurídica, questão tributária, participação em cadeias globais de valor, burocracia, inovação, competir e ser desafiado de forma justa e encerrar o negócio.

“A baixa qualificação dos recursos humanos é a parte que mais pesa no Custo Brasil, quando entram no mercado de trabalho. O segundo ponto que mais impacta é o fato de honrar tributos, seguido da falta de infraestrutura e logística. E vivemos uma dicotomia no caso da energia. Temos a matriz energética mais limpa do mundo, no custo mais baixo, que se torna cara devido aos encargos e perdas do sistema. É um custo muito real que drena a capacidade de competir do setor produtivo”, explica Caiuby.

“A ideia é manter atualizado o valor do Custo Brasil a cada dois anos e acompanhar projetos mais maduros para entender até que pontos eles têm a capacidade de entregar o que era esperado deles. Um exemplo é o acesso à banda larga. Temos um projeto que foi aprovado que é o 5G, mas ele depende de outro, bastante polêmico, que é a questão das antenas. Então estamos acompanhando para saber se, na próxima medicação, ele terá um impacto nesse ponto da comunicação”, explica Caiuby.

Reforma tributária vai eliminar distorções que reduzem a competitividade da indústria
O novo sistema de tributos sobre o consumo vai eliminar distorções que reduzem a competitividade da indústria, como a cumulatividade, o acúmulo de créditos tributários, a oneração dos investimentos e das exportações e os custos para calcular e pagar os tributos.

Aprovação da reforma tributária é uma grande conquista para o Brasil, avalia CNI
Na avaliação da CNI, será uma excelente mudança, principalmente neste momento em que o país discute como promover a neoindustrialização da economia brasileira.

Recursos humanos capacitados para a nova economia
Até 2025, o Brasil precisará qualificar 9,6 milhões de pessoas em ocupações industriais, sendo 2 milhões em formação inicial – para repor inativos e preencher novas vagas – e 7,6 milhões em formação continuada, para trabalhadores que precisam se atualizar. Isso significa que 79% da necessidade de formação nos próximos quatro anos será em aperfeiçoamento.

O mercado de trabalho passa por uma transformação, ocasionada principalmente pelo uso de novas tecnologias e mudanças na cadeia produtiva. Por isso, cada vez mais, o Brasil precisará investir em aperfeiçoamento e requalificação para que os profissionais estejam atualizados.

Em quatro anos, devem ser criadas 497 mil novas vagas formais em ocupações industriais, saltando de 12,3 milhões para 12,8 milhões de empregos formais. Essas ocupações requerem conhecimentos tipicamente relacionados à produção industrial, mas estão presentes em outros setores da economia.

Brasil precisa qualificar 9,6 milhóes de trabalhadores em ocupações industriais até 2025
Qualidade regulatória: economia brasileira precisa de sistema transparente, previsível e baseado em evidências
Regulamentos dispersos em mais de 30 órgãos do governo federal, sobreposição de regulamentos técnicos e regulamentação excessiva de itens são as principais dificuldades encontradas pelas indústrias no sistema de garantias da qualidade de produtos e serviços brasileiro. Os dados são da Sondagem Especial: Infraestrutura da Qualidade Industrial da CNI.

De acordo com a pesquisa, as principais dificuldades para as empresas se manterem atualizadas em relação às normas técnicas e requisitos técnicos são:

• grande quantidade de normas e regulamentos técnicos existentes (50% das respostas);

• grande quantidade de órgãos que produzem normas e regulamentos técnicos (29% das respostas);

• velocidade de mudança nas normas e regulamentos técnicos (25% das respostas).

A CNI ouviu 1,7 mil empresas das indústrias extrativa e de transformação. Destas, 704 são pequenas, 589 são médias e 407 são grandes.

“A reclamação do setor industrial não é sobre manter os produtos em conformidade com os padrões de qualidade, o que é visto como investimento e parte da atividade empresarial, mas sobre os pontos críticos elencados. É comum, por exemplo, a regulamentação de um produto sem que seja feita uma análise prévia, para identificar se ele representa riscos para o consumidor e para o meio ambiente”, explica a gerente de Estatística e Competitividade, Maria Carolina Marques.

A CNI avalia que essa análise é fundamental para reduzir os excessos. Ainda de acordo com a sondagem, para 65% das empresas entrevistadas, o sistema é considerado oneroso.

Energia e transportes mais baratos e eficientes
Os diversos subsídios e encargos embutidos na conta de luz do consumidor são um dos principais fatores para que o Brasil tenha uma das tarifas de energia elétrica mais altas do mundo. Pesquisa da CNI mostra que para 55% dos empresários industriais brasileiros, o excesso de subsídios do setor elétrico afeta diretamente a competitividade da indústria.

Outros 47% apontam que tais benefícios concedidos a determinados setores da economia – como a Conta de Consumo de Combustíveis (CCC), as Fontes Incentivadas e o subsídio para geração distribuída, são os responsáveis pelo elevado custo da conta de luz no país. Levantamento da CNI com base em dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) mostra que encargos somados aos impostos representam 44,1% do valor da conta de luz. Segundo os dados, os custos conjunturais (compostos pela Conta Covid e pela Escassez Hídrica) e estruturais somaram em 2023 um total de R$ 102,35 bilhões.

Dentro dos custos estruturais destaca-se a Conta de Desenvolvimento Energético. Criada em 2002, a chamada CDE impactou a conta de luz no ano passado em R$ 40,1 bilhões - em 10 anos a conta saltou de R$ 14,1 bilhões para a cifra atual. A CDE é um fundo setorial que tem como objetivo custear diversas políticas públicas do setor elétrico brasileiro, entre as quais subsídios para fontes incentivadas de energia, para o carvão mineral e para a geração distribuída.

A conta chega: quase metade da fatura de luz é composta por impostos e encargos
Frente Parlamentar pelo Brasil Competitivo tem como bandeira a redução do Custo Brasil
A Frente Parlamentar pelo Brasil Competitivo foi montada em agosto de 2021 com o objetivo de discutir e propor medidas de enfrentamento ao Custo Brasil. Dos projetos que compõem a Agenda Legislativa da Frente, 70% estão alinhados com a pauta mínima da indústria, nas áreas prioritárias para a redução do Custo Brasil.

Fazenda apresenta pacote de incentivos a setores industriais de SC

O secretário da Fazenda estadual, Cleverson Siewert, apresentou a industriais catarinenses, nesta quinta-feira, um resumo das propostas de alteração e adaptação da legislação tributária e de incentivos fiscais enviado à Assembleia Legislativa, durante a reunião da Câmara de Assuntos Tributários da Federação das Indústrias de SC (FIESC). 

Ele destacou que a maior parte das mudanças propostas nas leis tributárias visam aumentar a segurança jurídica oferecida aos contribuintes e que nenhuma alteração prevê aumento de impostos. 

Siewert informou ainda que a Secretaria recebe, ao longo do ano, várias demandas de diferentes setores, analisa e elabora um pacote de medidas tributárias para enviar para a Assembleia, sempre com foco no desenvolvimento econômico do estado e medindo o impacto socioeconômico das decisões. “Mapeamos as contrapartidas das empresas e dos setores em termos de geração de emprego e renda e do investimento”, explicou. 

O pacote de incentivos atende cerca de 700 empresas, que empregam aproximadamente 230 mil trabalhadores. O impacto financeiro das dez medidas será de R$ 191,1 milhões no primeiro ano, R$ 127,3 milhões no segundo e R$ 102,3 milhões no terceiro ano em diante. (Confira os detalhes)

Para o presidente da Federação das Indústrias de SC (FIESC), Mario Cezar de Aguiar, a disposição do secretário em ouvir o setor produtivo demonstra a boa vontade do governo no reconhecimento da importância fundamental da indústria para o desenvolvimento socioeconômico do estado. “Nosso objetivo é manter os investimentos em SC, entendendo o desafio fiscal do estado”, salientou Aguiar. 

O presidente da Câmara de Assuntos Tributários da Federação, Thiago Fretta, destacou a proatividade da Secretaria em procurar o setor produtivo para expor as medidas e destacou que a FIESC vai encaminhar as propostas para considerações dos sindicatos que representa, para colher contribuições. “Sempre estamos abertos a ouvir o setor produtivo, no sentido da transparência e no espírito de colaboração”, afirmou Siewert. 

Indústria de fraldas descartáveis aposta no desenvolvimento de categorias para driblar queda nas vendas

A indústria de fraldas descartáveis, tradicionalmente focada nos públicos infantil e idoso, têm buscado agregar produtos cada vez mais específicos à sua linha. É o que Priscila Ariani, Diretora de Marketing da Scanntech, plataforma de soluções de inteligência para o varejo, chama de ‘desenvolvimento de categorias’. “A partir do momento que você segmenta, consegue abrir novas frentes de consumo. Não estamos falando apenas de fraldas, mas de um item noturno para um bebê de três e outro para uma criança de cinco anos utilizar na piscina. A segmentação melhora o atendimento ao consumidor e promove o desenvolvimento da categoria”, explica.
 
O mercado que, comumente, apresenta crescimento a partir da concorrência direta entre marcas, têm buscado esse caminho alternativo para lidar com contextos como a queda de 3,1% no faturamento de fraldas infantis e estabilidade nas fraldas geriátricas, como apontado por dados da Scanntech. Além disso, a mudança de comportamento dos consumidores é um ponto de atenção, a exemplo da queda de nascimentos. Em 2022, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registrou a maior diminuição no percentual de nascimentos em 45 anos.
 
Tendo isso em vista, o setor de fraldas geriátricas busca por expansão do portfólio para reduzir a faixa etária dos consumidores com a inclusão de produtos que atendam a meia-idade, como absorventes para incontinência urinária leve em mulheres. Já na outra ponta, tendências como o 'desfralde gentil', o prolongamento do período de uso de fraldas para garantir um processo mais tranquilo de retirada, têm impulsionado a demanda por peças em tamanhos maiores, como o XXXG, e itens de vestir, como as ‘panties’. 
 
Outra estratégia adotada pelas marcas é o upsizing, que consiste no aumento do tamanho médio das embalagens. O estudo da Scanntech ainda apontou que as marcas de baixo preço (valor unitário abaixo de R$ 0,91) aumentaram suas embalagens em média 6,8%, enquanto as de preço médio (entre R$ 0,91 e R$1,42) tiveram um aumento de 6,5%. Isso torna os produtos mais atrativos para os consumidores, que compram mais por um valor semelhante ao de marcas premium.

Sobre a Scanntech
Usada por 90% dos top varejistas do canal alimentar e por mais de 300 das maiores indústrias, a Scanntech segue revolucionando o modo de se usar informações de mercado. A companhia desenvolveu uma plataforma de inteligência granular, ágil e acionável, que permite a identificação das maiores oportunidades, alavancando os resultados do varejo, da indústria e dos distribuidores e aproximando os parceiros comerciais. Ao todo, analisa dados de mais de R$ 763 bilhões do faturamento do varejo brasileiro por meio de uma base robusta e granular, com mais de 10 bilhões de tickets ao ano de mais de 40 mil PDVs automaticamente, sem manipulação humana, para oferta de insights.

Voos no aeroporto Salgado Filho serão retomados em outubro
O aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, já tem data para retomar as operações aéreas. O principal aeroporto da região Sul voltará a receber voos no mês de outubro. O anúncio foi feito na tarde desta terça-feira (16) pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, durante coletiva de imprensa. Antes do comunicado, a Fraport, concessionária do terminal, apresentou ao Governo Federal o diagnóstico sobre a situação da pista de pouso e decolagem, que durante semanas ficou submersa pelas enchentes provocadas pelas fortes chuvas na região.
 
Costa Filho destacou que, inicialmente, o aeroporto voltará a operar de forma parcial com cerca de 50 voos diários, o que representa média de 350 operações aéreas por semana. O ministro ressaltou que o Governo Federal trabalha com plano de retomada integral das operações até o final deste ano. “Essa será a primeira etapa da reabertura do aeroporto. Nossa estimativa é que, até dezembro, o terminal estará 100% aberto e operando como estava funcionando antes da enchente que ocorreu no estado. Isso revela o esforço coletivo realizado pelo Governo Federal e pela Fraport”, indicou.
 
A análise técnica da pista, iniciada em junho, foi apresentada pelos representantes da concessionária em reunião realizada na Casa Civil da Presidência da República. De acordo com o cronograma previsto, na sua abertura, os voos serão realizados em 1.700 metros da pista, que conta com 3.200 metros de comprimento e 45 metros de largura. Até o final do ano, a pista será integralmente utilizada.
 
“Na primeira etapa, está sendo feito um esforço concentrado, no qual serão abertos, no mês de outubro, cerca de 1.700 metros. Os outros quase 2.000 mil metros serão reabertos em dezembro. A nossa meta é que o aeroporto possa funcionar das 10h da manhã às 22h da noite, com voos domésticos e internacionais”, frisou.
 
"O ministro da Secretaria para Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul, Paulo Pimenta, classificou como positiva a reunião realizada entre o Governo Federal e os representantes da concessionária. Segundo ele, a reabertura do terminal Salgado Filho demonstra o comprometimento de todos para o fortalecimento do estado. A orientação do presidente Lula, para todos nós, foi de construir essa alternativa e eu considero que é um resultado muito positivo, muito satisfatório, uma resposta concreta do compromisso do nosso governo em fazer tudo aquilo que for necessário para a retomada da atividade econômica, de todas as atividades do nosso estado", destacou.
 
Retomada do aeroporto
 
O aeroporto Salgado Filho reabriu na última segunda-feira (15) os serviços de embarque e desembarque de passageiros. Desde então, os procedimentos de processamento de passageiros e controle de segurança passaram a ser realizados no sítio aeroportuário. Até outubro deste ano, os voos continuarão a ser realizados na Base Aérea de Canoas, aberto em maio para operações comerciais.
 
Veja a seguir as principais ações realizadas pelo Governo Federal desde o fechamento do aeroporto Salgado Filho:
• 6 de maio – Apresentação de medidas emergenciais para garantir continuidade dos serviços essenciais no modais portuário, hidroviário e aeroportuário;
• 9 de maio – Anúncio da malha aérea emergencial para atender a população do Rio Grande do Sul. Ampliação de voos em 6 aeroportos do Estado (Caxias do Sul, Santo Ângelo, Passo Fundo, Pelotas, Santa Maria, Uruguaiana) e abertura da Base Aérea de Canoas para operar voos comerciais;
• 27 de maio – Início das operações comerciais na Base Aérea de Canoas. O aeródromo militar iniciou com capacidade em receber até 35 voos semanais,
• 10 de junho – Ampliação da malha aérea na Base de Canoas, passando de 35 para 70 frequências semanais;
• 11 de junho – Reabertura do terminal de cargas do Salgado Filho. Local não foi danificado pelas águas. Espaço voltou a funcionar após recebeu o aval dos órgãos competentes: Anvisa, Receita Federal e Vigiagro;
• 15 de julho – Retomada dos procedimentos de embarque e desembarque no aeroporto Salgado Filho;
 
 
Multinacional abre mais de 50 vagas remotas em regime CLT para todo o Brasil

 A Avalara, fornecedora de soluções de gestão fiscal baseadas em nuvem para empresas de todos os portes, anuncia a ampliação de seu Centro Global de Excelência no Brasil, com foco em Desenvolvimento de Software e incremento na sua área de Marketing Corporativo Global. A Avalara Brasil tem mais de 80 vagas abertas, em vários níveis de atuação, sendo todas de forma 100% remota.

Devido ao enorme sucesso nas inscrições durante os recentes eventos de contratação realizados no início do mês de junho, o time de Tecnologia global rodará o Brasil para entrevistar pessoalmente e recrutar os candidatos interessados nas oportunidades relacionadas a Desenvolvimento de Software e Infraestrutura, que está com cerca de 50 vagas abertas. Dessa forma, estão previstos outros encontros para contratação, como na cidade de São Paulo, em 27 de julho. Além dessas cidades e do planejamento de mais algumas que virão em breve, também estão sendo previstos eventos virtuais para dar a chance de participação a profissionais de todas as regiões do Brasil.

Segundo Leonardo Nogueira, Diretor Sênior de Engenharia na Avalara, os eventos de recrutamento em São Paulo e no Rio de Janeiro foram um verdadeiro sucesso. "Estou verdadeiramente impressionado com o alto nível dos profissionais que tivemos a oportunidade de conhecer nestas cidades", destaca. Os eventos não apenas permitiram à empresa fortalecer sua base de conhecimento técnico, como também foram cruciais para a expansão dos times locais.

“Estamos abrindo oportunidades para as pessoas que queiram se unir a times globais, participando de equipes multidisciplinares, pois temos representantes de diversas regiões do mundo e trabalhamos em constante colaboração. Nossa empresa é reconhecida mundialmente pela qualidade e engajamento de seus colaboradores, sendo que, recentemente, conquistamos o prêmio Gallup Exceptional Workplace Award (GEWA) de 2024”, explica Katharina Andreoli, Diretora de People&Culture para a Avalara na América Latina.

Todas as vagas são em regime CLT. Pelo fato de serem oportunidades na modalidade 100% remota, haverá ajuda de custo para internet, disponibilização de computadores e telas extras. “A Avalara entende que para se trabalhar com tecnologia, promovendo soluções inovadoras aos nossos clientes, é necessário manter-se sempre atualizado. Dessa forma, fornecemos gratuitamente acesso à plataforma de ensino Udemy àqueles funcionários que quiserem se aperfeiçoar profissionalmente. Outro benefício é o nosso Programa de Assistência ao Empregado, no qual o nosso ‘Avalariano’ pode contar com orientações financeiras, jurídicas e psicológicas”, acrescenta Katharina.

Nas áreas de Desenvolvimento de Software e Infraestrutura, as vagas do Centro Global de Excelência são destinadas aos cargos júnior, pleno, sênior e gerência. No setor de Marketing, que estão disponíveis no site da empresa neste link, as oportunidades são para os níveis de coordenação e gerência. Todas as vagas podem ser visualizadas no site de Carreiras da Avalara Global aplicando-se o filtro “Brazil”. Nos eventos presenciais de captação de talentos do time de Tecnologia, há limite de participantes. Os interessados devem se inscrever através desta página. Para saber datas e locais dos próximos eventos, os interessados devem ficar atentos à rede social da Avalara Brasil.

Sobre Avalara
A Avalara torna o compliance fiscal mais rápido, fácil, preciso e confiável para mais de 41.000 clientes em mais de 75 países. As soluções de software de automação de conformidade fiscal da Avalara utilizam mais de 1.200 integrações de parceiros tecnológicos firmadas com as principais plataformas digitais de ERP, comércio eletrônico, e outros sistemas de compras e faturamento para dar confiabilidade aos cálculos e determinação de impostos, gerenciamento de documentos fiscais, preenchimento de declarações fiscais e acesso a conteúdo fiscal. Visite https://www.avalara.com/br/pt/.

Produção da indústria pesqueira deve chegar a R$ 4,08 bilhões

A indústria da pesca catarinense alcançou R$ 3,8 bilhões em valor bruto da produção, o que coloca Santa Catarina na primeira posição do ranking nacional, com 61,6% de participação em 2022 (último dado disponível). A estimativa para 2023 é de R$ 4,08 bilhões. Os números foram apresentados nesta quarta-feira, 10 de julho, em Itajaí, durante reunião da Câmara de Desenvolvimento da Pesca da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), realizada na ExpoMar 2024.

Com 593 empresas atuando no setor, a indústria da pesca catarinense representava 1% da indústria do estado em 2022. Esse número demonstra um crescimento de 18,84% entre 2018 e 2022, com uma taxa média anual de 4,7%. O setor gerou 12.206 empregos em 2024, um aumento de 31,29% em relação a 2018, com taxa média anual de crescimento de 4,47%. Santa Catarina se destaca como o estado com maior número de empregos no setor no Brasil, representando 23,9% do total em 2024.

André Mattos, presidente da Câmara de Desenvolvimento da Pesca da FIESC, destaca que os números apresentados na reunião demonstram a pujança do setor pesqueiro em Santa Catarina, que se consolida como líder nacional em produção, exportação e geração de empregos. “A combinação de um ambiente de negócios favorável, investimentos em inovação e foco na sustentabilidade garante um futuro promissor para o setor, impulsionando o desenvolvimento socioeconômico do estado”, afirmou.

Mercado externo

As vendas externas da indústria da pesca em Santa Catarina somaram US$ 42,1 milhões em 2023, posicionando o estado como terceiro maior exportador nacional. Em termos de volume exportado, o estado é responsável por 25% do total vendido ao exterior pelo Brasil (15,03 mil toneladas), o que garante a Santa Catarina a liderança nacional. Entre os principais destinos estão os Estados Unidos (28,35%), a Argentina (27,91%), o Uruguai (7,39%), a Coreia do Sul (5,91%) e Taiwan (4,89%).

Produtividade

A produtividade por trabalhador catarinense atingiu R$ 184,57 mil, posicionando o Estado como o segundo no ranking nacional. O estado lidera o ranking nacional em valor da transformação industrial, com R$ 1,4 bilhão em 2022, representando 68% da participação no setor. O setor de preservação do pescado e fabricação de produtos derivados do estado faturou R$ 3,67 bilhões em 2022, ocupando o primeiro lugar no ranking nacional do setor e representando 59,4% da indústria nacional de pesca.

Desafios e Oportunidades

Durante o encontro, o economista-chefe da FIESC, Paulo Bittencourt, realizou uma análise dos principais pontos da reforma tributária, que impactará diretamente a indústria pesqueira. Segundo ele, só a simplificação do sistema já proporciona um ganho de produtividade relevante para a indústria brasileira.

No evento, o pesquisador Maicon Zangalli apresentou um estudo aprofundado sobre as tendências do consumo de pescado, destacando a crescente importância da sustentabilidade, bem-estar animal, transparência e experiência do cliente.

O consultor técnico do SENAI, Bruno Alberto Haas, introduziu o conceito e a importância da economia circular para a sustentabilidade do setor e destacou a oportunidade de as empresas transformarem o que hoje é resíduo em outros produtos, como óleo de peixe, farinhas e ração.

*O valor bruto da produção calcula o volume financeiro apropriado pela agricultura e pecuária brasileira, baseado na variação dos preços e da quantidade estimada de produção.

Impulso das Exportações: anúncios de investimentos estrangeiros diretos no Brasil superam US$ 28 bi no primeiro semestre

Os anúncios de investimentos estrangeiros diretos (IED) no Brasil somaram US$ 28,5 bilhões no primeiro semestre de 2024 – um aumento de 33% em relação ao mesmo período do ano passado.  O resultado já representa 74% dos investimentos anunciados em 2023. Essas e outras informações sobre o comércio exterior estão disponíveis na 3ª edição do Impulso das Exportações, a newsletter da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), publicada nesta quarta-feira (10). 

De acordo com a publicação, os principais setores que receberam anúncios de investimentos em 2024 foram: automotivo (US$ 14,2 bi), fabricação de papel (US$ 4,6 bi), geração de energia elétrica por biomassa (US$ 1,4 bi) e serviços de processamento e hospedagem de dados (US$ 1,3 bi).  No total, foram 186 anúncios de investimentos. 

Exportações brasileiras 

Já as exportações brasileiras chegaram a US$ 167,6 bilhões no primeiro semestre de 2024 - valor recorde na série história. Com expressivo aumento das importações, o saldo comercial foi 5,2% menor que o do primeiro semestre de 2023, mas ainda em patamar elevado, sendo o segundo maior superávit em um primeiro semestre.  

No agregado do ano, o crescimento das exportações foi, mais uma vez, puxado pelo bom desempenho na Indústria Extrativa, sobretudo pelas crescentes exportações de petróleo (+31,2%). No setor agrícola, tiveram destaque as vendas de café não torrado (+49,7%), enquanto na Indústria de Transformação, as exportações de açúcares e melaços (+62,7%), carne bovina (+18,3%) e celulose (+19,5%) tiveram forte expansão. 

Exportações para a África em alta 

Esta edição do Impulso das Exportações traz como destaque, ainda, o recorde histórico para a África. As exportações brasileiras para o continente africano alcançaram US$ 13,2 bilhões em 2023. Em conjunto, os países africanos já são o quarto principal destino das exportações brasileiras e ainda há espaço para ampliação do comércio bilateral. 

A pauta exportadora do Brasil para a África está concentrada em commodities, com destaque para os grupos de produtos do complexo de alimentos e bebidas (como açúcar, milho, carnes de aves, soja, carne bovina e óleo de soja) e para as exportações de minério de ferro e óleos combustíveis de petróleo. Para além das commodities, veículos rodoviários aparecem entre os principais produtos exportados, tendo suas vendas contribuído para a expansão das exportações em 2023.  

Argélia, Egito, África do Sul, Marrocos e Nigéria foram os principais compradores brasileiros do continente, representando quase dois terços do valor exportado no último ano.  

Confira o Impulso das Exportações completo aqui.   

Sobre o Impulso da Exportações 

Desde fevereiro deste ano, a cada três meses a ApexBrasil publica o Impulso das Exportações - newsletter com dados atualizados do comércio exterior brasileiro. O documento apresenta destaques e aponta os principais mercados e produtos exportados, bem como revela o cenário de investimentos no país. O material fica disponível no site da Agência e também é possível se inscrever para recebê-lo digitalmente via WhatsApp. Acesse aqui e se inscreva.  

Sobre a ApexBrasil  

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) atua para promover os produtos e serviços brasileiros no exterior e atrair investimentos estrangeiros para setores estratégicos da economia brasileira. Para alcançar os objetivos, a ApexBrasil realiza ações diversificadas de promoção comercial que visam promover as exportações e valorizar os produtos e serviços brasileiros, como missões prospectivas e comerciais, rodadas de negócios, apoio à participação de empresas brasileiras em grandes feiras internacionais, visitas de compradores estrangeiros e formadores de opinião para conhecer a estrutura produtiva brasileira entre outras plataformas de negócios que também têm por objetivo fortalecer a marca Brasil.  

Assessoria de imprensa ApexBrasil  

Imprensa@apexbrasil.com.br  

Movimento do primeiro semestre do Porto de Imbituba aumenta 17,4%

Continuando a trajetória de resultados expressivos, a Autoridade Portuária de Imbituba concluiu os primeiros seis meses do ano com números históricos. Em relação ao mesmo período de 2023, houve um crescimento de 17,4% na movimentação de cargas, somando cerca de 4,4 milhões de toneladas, e recorde para o acumulado do ano.

A operação de cargas em junho também foi a maior marca para o mês em toda série histórica do Porto Organizado de Imbituba, atingindo cerca de 756,5 mil toneladas, expressivos 43,3% acima do verificado em junho do último ano e 4,3% maior que o mês de maio de 2024.

Os números comprovam que o Porto de Imbituba continua em franca evolução e no caminho certo para o desenvolvimento de suas operações. Os primeiros seis meses do ano foram comemorados pelo presidente da Autoridade Portuária de Imbituba Urbano Lopes de Sousa Netto: “Para este ano planejamos investir mais de R$ 50 milhões com o intuito de expandir cada vez mais nossas operações portuárias. ”.

No que diz respeito ao fluxo de embarcações, o mês de junho se iguala ao recorde de 33 navios atracados, atingidos no último mês de maio, equiparando o melhor resultado da série histórica. Nos seis primeiros meses de 2024, atracaram 162 embarcações no Porto de Imbituba, acréscimo de 11,7% em relação ao mesmo período de 2023.

Em junho, verificou-se a manutenção no fluxo comercial de movimentações de cargas do Porto, com um leve declínio no número de embarques em relação a maio (-4%) e superior ao mesmo período de 2023 (+9,5%), tornando-o assim o principal curso dos produtos que passaram pelo Porto. Já os desembarques tiveram acréscimo em junho (+16,3%), se comparados ao mês de maio e um aumento significativo (+125,3%) em relação a junho de 2023.

Dentre todo fluxo comercial de cargas (embarques e desembarques), os maiores volumes operados continuam sendo o coque de petróleo, os contêineres, os farelos de milho e soja, o sal, a soja e o trigo. Em evidência a continuidade da média de movimentação de 50 mil toneladas de açúcar (granel).

No primeiro semestre de 2024, a liderança das exportações (52,9% do total) vem acompanhada de alta de 19,3% na tonelagem enviada ao exterior, se comparada ao realizado no mesmo período de 2023. Em contrapartida, as importações garantiram a fatia de 37,8% das operações com cargas no Porto de Imbituba, com acréscimo de 24,7% na comparação com o mesmo período de 2023.

Em referência à cabotagem, navegação entre portos do mesmo país, a mesma representou 8,9% da movimentação do Porto no acumulado de janeiro a junho, indicando uma redução de 14,6% na quantidade de cargas em relação ao mesmo período do ano passado.

Os granéis sólidos representaram 3,58 milhões de toneladas no acumulado do ano, crescimento de 15,7% no comparativo com o mesmo período de 2023, distinguindo-se como a maior marca no acumulado do primeiro semestre do ano na história do Porto de Imbituba. Tais cargas (Granel sólido) representam 81,9% de toda a movimentação portuária, com especial relevância para o coque de petróleo, que operou 1.083.063 toneladas em 2024. No contexto geral, as maiores movimentações dentro da rubrica granel sólido foram de coque de petróleo, trigo, farelos de milho e de soja, sal, soja e gipsita.

Operações

Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Governo Federal), as operações de importação e exportação em Imbituba movimentaram mais de 1,1 bilhão de dólares neste primeiro semestre de 2024, crescimento de 18,5% em relação ao mesmo período de 2023.

Para o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias (SPAF), Beto Martins, os números seguem confirmando o crescimento no desempenho do Porto. “Um reconhecimento ao trabalho e gestão portuária que vem resultando em produtividade na movimentação de cargas”, afirma Martins.

“Esses resultados, além de contribuir para Imbituba se consolidar como uma alternativa logística competitiva, representam uma busca constante por uma melhor gestão do Porto com resultados que todos ganham”, avalia o diretor-presidente da SCPAR Porto de Imbituba, Urbano Lopes de Sousa Netto.

Foto: Divulgação Ícaro Braga

 
Portonave obtém medalha em classificação global de sustentabilidade

A Portonave, de Navegantes, conquistou a medalha de prata da EcoVadis, fornecedor mundial de classificações de sustentabilidade empresarial. A partir de um questionário de mais de 200 perguntas e mediante apresentação de evidências para comprovação das práticas sustentáveis, o terminal obteve 68 pontos em uma escala de 0 a 100. O reconhecimento é um diferencial que classifica a Portonave entre as 15% melhores empresas globais avaliadas pela plataforma nos últimos 12 meses.

A metodologia adotada é baseada em padrões internacionais de sustentabilidade, como a Global Reporting Initiative (GRI), o Pacto Global da Organização Nações Unidas (ONU) e a ISO 26000 (Responsabilidade Social), e é supervisionada por um comitê científico internacional. São analisados sete indicadores de gestão por meio de 21 critérios de sustentabilidade em quatro temas: meio ambiente, compras sustentáveis, práticas trabalhistas e direitos humanos e ética.

Alinhado à agenda ESG (Ambiental, Social e Governança, em português) da ONU, o terminal portuário realiza investimentos constantes para adoção de práticas sustentáveis. Como destaque, a empresa utiliza equipamentos elétricos e ecológicos em prol da descarbonização, desenvolve projetos sociais e ações relacionadas à governança corporativa.

Infraestrutura sustentável 
Desde 2016, possui 18 Rubber Tyred Gantry (RTG) eletrificados, guindastes para movimentação de contêineres, o que reduz em 96,5% a emissão de gases poluentes dos equipamentos. Foi o maior investimento em compra sustentável, de R$ 25 milhões. Em 2022, adquiriu a primeira Eco Reach Stacker da América Latina, com redução de 40% da emissão de gases de efeito estufa. 

Em 2023, totalizou 318 placas solares instaladas, que geram cerca de 18.000 kWh/mês (216.000 kWh/ano). No mesmo ano, obteve o certificado I-REC, em que atestou que todas as emissões referentes ao escopo II — emissões indiretas de gases de efeito estufa associadas ao consumo de energia elétrica — foram compensadas. 

Neste ano, iniciou as operações de um Terminal Tractor 100% elétrico, ou seja, sem emissão de gases poluentes. O intuito é avaliar a troca da frota atual, que conta com 40 Terminal Tractors. 

Valorização das Pessoas
Em junho, o terminal recebeu novamente a certificação Great Place to Work (GPTW), com uma nota de 82 pontos, um reconhecimento importante em relação à gestão de pessoas. Por meio do Instituto Portonave, instituição sem fins lucrativos, a companhia impulsiona o desenvolvimento sustentável das comunidades nas quais está inserida, e apoia a transformação positiva dos territórios com foco na redução das desigualdades sociais. Em 2023, 172 mil pessoas foram impactadas em 40 projetos apoiados.

Ética e governança
As ações da empresa estão de acordo com o Código de Conduta e a Política Antissuborno. Há três anos, a Portonave é certificada na ISO 37001 (Sistema de Gestão Antissuborno), sendo pioneiro entre os terminais portuários no país. Em 2023, foram ministradas cerca de 195 horas de treinamentos em temáticas relacionadas à ética e à integridade com os profissionais.

Sobre o reconhecimento
A EcoVadis é um fornecedor mundial de classificações de sustentabilidade empresarial testada em mais de 130 mil empresas de 220 setores em 180 países. Para obter o selo, as organizações precisam atingir, ao menos, 30 pontos nos temas de meio ambiente, compras sustentáveis, práticas trabalhistas e direitos humanos e ética. A partir da pontuação, as companhias são classificadas com a medalha bronze, prata, ouro ou platina, e uma árvore é plantada para celebrar a conquista, em parceria com a One Tree Planted, associação sem fins lucrativos.

Com informações da Portonave.

PIB de Santa Catarina deve crescer 2,4% e superar a média do Sul e do país e em 2024, estima Santander

Santa Catarina deve continuar a trajetória positiva e apresentar um crescimento de 2,4% em 2024, na avaliação do Santander. O desempenho é superior ao esperado pelo banco para o País, que prevê alta de 2% para o PIB brasileiro este ano.


Os números estão em um estudo especial que apresenta estimativas da instituição por estados e regiões do país para o horizonte de 2022 a 2025. Os últimos dados oficiais do IBGE para as economias estaduais foram publicados em 2021.


Autor do levantamento ao lado dos economistas Rodolfo Pavan e Henrique Danyi, o economista Gabriel Couto observa que a economia catarinense teve boa performance nos últimos dois anos, com expansão de 4,2% e 3,3% em 2022 e 2023, respectivamente, segundo as projeções do Santander. “Santa Catarina tem indicado taxas de crescimento elevadas nos últimos anos”, observou.
O PIB agropecuário catarinense, que teve forte expansão em 2023, na esteira da retomada de 2022 e da safra recorde, agora tende a apresentar números menores. Depois de um salto de 10% no ano passado, vai diminuir 1% este ano, nas projeções do Banco.  “A devolução de parte dos fortes ganhos da safra de 2023 tende a impactar o PIB do estado, em 2024. Os resultados de Santa Catarina também têm apontado maior volatilidade, em parte como consequência de seguidos problemas climáticos”, aponta Couto.


O PIB industrial do estado apresenta uma estabilidade, apontando crescimento moderado. A projeção para 2023 é de leve recuo de 0,1%, seguido de aumento de 0,5% este ano. Já para 2025 o movimento de crescimento tende a ser mais representativo, chegando a 1,9%.


A melhor projeção é para o setor de serviços, que deve avançar 3,5% em relação a 2023, estima o Santander. De acordo com os últimos dados do IBGE, de 2021, o PIB dos serviços representa 67,9% da economia de Santa Catarina, seguido pela indústria (27,6%) e setor agro (6,3%).


Já para o Sul como um todo, o Santander prevê alta de 0,5% do PIB em 2024, e de 2,4% em 2025. Couto observa que o PIB gaúcho é o mais representativo da região, com peso de 37,5% na economia regional. Paraná e Santa Catarina respondem por 36,8% e 25,7% do PIB do Sul, respectivamente. A desaceleração no crescimento da região este ano acontece em função das enchentes no Rio Grande do Sul, mas queda será recuperada em 2025.

 

Cattalini Terminais celebra 43 anos com anúncio de aumento de calado no berço interno do píer privado

A Cattalini Terminais Marítimos ampliou o calado do berço interno do seu píer privado, passando de 12 para 12,5 metros. Após as recentes campanhas de dragagem, o novo calado recebeu a anuência formal das Autoridades Marítima e Portuária e da Praticagem de Paranaguá, atestando as condições de segurança das manobras dos navios.
“Com o aumento do calado, as operações no píer Cattalini serão otimizadas, permitindo maior equilíbrio das atracações dos navios entre os berços interno e externo, com agilidade e eficiência no tempo de espera para as atracações”, avaliou Carlos Katsuji Ichi, gerente operacional sênior.
O píer da Cattalini Terminais conta com dois berços de atracação. O externo possui calado de 12,8 metros e o berço interno os atuais 12,5 metros. A estrutura tem capacidade para receber navios de 229 e 190 metros de comprimento, respectivamente.

No ano passado, a Cattalini movimentou 5,3 milhões de toneladas de granéis líquidos, um aumento de 4% em relação a 2022. Os resultados foram impulsionados, principalmente, pelas exportações de óleos vegetais e biodiesel e pelas importações de metanol, derivados de petróleo e soda cáustica. 

43 anos
O anúncio do aumento de calado foi divulgado em clima de dupla comemoração, pois a empresa celebra, neste mês, seus 43 anos de fundação junto com os 376 anos da cidade de Paranaguá.

Para marcar as datas, a companhia promove o Festival Cattalini, uma série de diversos eventos culturais, ambientais e esportivos, que tem origem nos projetos que são apoiados por meio de Leis de Incentivo, ao longo do ano. A programação está disponível no site: www.cattaliniterminais.com.br.

Cooperativas do setor agropecuário geram 60 mil empregos em Santa Catarina

A Cidasc destaca o papel dessas cooperativas no apoio às medidas de defesa vegetal, sanidade animal e uso de insumos
O Dia Internacional do Cooperativismo, criado pela Aliança Cooperativa Internacional, há 100 anos, é celebrado todo primeiro sábado do mês de julho. Em Santa Catarina, o movimento cooperativista é bastante forte. São 249 cooperativas em atividade, em ramos diversos, como crédito, infraestrutura, consumo, trabalho, serviços de saúde, transporte e agropecuária.

No segmento agropecuário, 49 cooperativas congregam mais de 83 mil cooperados, que geram  empregos para mais de 60 mil pessoas, sendo parceiras do poder público em projetos importantes para o fortalecimento do setor. Um exemplo são as ações de defesa agropecuária desenvolvidas pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc). As cooperativas ajudam a levar ao produtor informações sobre medidas de defesa vegetal, como o vazio sanitário da soja, sobre sanidade animal e sobre uso de insumos.

“O cooperativismo traz para nós valores como autoajuda, autorresponsabilidade, igualdade, equidade. São valores éticos, de responsabilidade mútua, de cuidado com o outro. São modelos de negócios que colocam o ser humano no centro de tudo, em que se constrói um mundo em que ninguém é deixado para trás. Isso representa muito do trabalho dos catarinenses. Santa Catarina tem a produção que tem, na qualidade que tem, em grande parte pelo espírito cooperativista”, destaca a presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos.

Este ano, o Dia Internacional do Cooperativismo teve como tema "Cooperativas constroem um mundo melhor". A presidente da Cidasc considera que ele expressa corretamente o impacto do cooperativismo catarinense, que movimenta a economia de muitos municípios e ajuda os produtores rurais a crescerem e perseverarem na atividade agropecuária.

O aprimoramento da produção também tem aproximado a Cidasc e algumas cooperativas que beneficiam produtos de origem vegetal. Cooperserra, Auriverde e Cooperja aderiram ao Selo de Conformidade Cidasc, uma certificação de processo para empresas que implementam com sucesso um Sistema de Gestão de Segurança dos Alimentos. Todas foram aprovadas em auditoria e já podem ostentar o SCC na embalagem de seus produtos e em materiais promocionais.

As três já assinaram novos contratos para certificar outros processos de fabricação de alimentos. Após certificar o beneficiamento das frutas, a Cooperserra busca obter o selo também para produtos à base de maçã, como petiscos e sucos. A Cooperja já conquistou o selo para o beneficiamento de arroz e assinou recentemente mais um contrato com a Cidasc para certificar também a produção de farinhas. Na Cooperativa Auriverde, o próximo passo é obter o SCC para sua unidade de produção de panificados congelados.

A adesão ao Selo de Conformidade Cidasc é voluntária. Uma das vantagens é permitir às agroindústrias comprovarem seu compromisso em ofertar alimentos produzidos com elevados padrões sanitários, se diferenciando no mercado.

Petrobras anuncia aumento da gasolina e do gás de cozinha

A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (8) que aumentará em R$ 0,20 o preço do litro da gasolina a partir desta terça-feira (9). Com o reajuste, de 7,12%, o preço de venda da gasolina para as distribuidoras passará a ser de R$ 3,01 por litro.
O impacto no preço da gasolina vendida ao consumidor final, que tem 27% de etanol em sua composição, deverá ser de R$ 0,15 por litro. No entanto, o valor cobrado pelos postos de combustível depende de cada varejista, uma vez que ainda são incluídos no valor as margens de lucro do comerciante e da distribuidora, além dos custos associados ao transporte.

Segundo a Petrobras, esse é o primeiro reajuste da gasolina neste ano. A última vez que a estatal havia modificado o preço do produto havia sido em 21 de outubro de 2023, quando houve redução de 4%. O último aumento ocorreu em 16 de agosto daquele ano (16%).

GLP
A Petrobras também anunciou aumento do preço do gás de cozinha (GLP), que subirá R$ 3,10 por botijão de 13h kg (9,81%) e passará a custar R$ 34,70. O último ajuste no preço do gás de botijão havia sido feito em 1º de julho de 2023, quando houve queda (-3,9%). O último aumento (24,9%) havia sido feito em 11 de março de 2022.

ExpoSuper 2024 proporciona grandes oportunidades para empresários entusiastas

A ExpoSuper 2024, a maior feira de varejo de Santa Catarina, realizada em Balneário Camboriú, foi palco para o sucesso de diversos empreendedores do segmento de alimentos e bebidas. No estande do Sebrae/SC, 30 empresários tiveram a oportunidade de apresentar seus produtos e conquistar novos clientes entre os mais de 25 mil visitantes.

A participação na ExpoSuper proporcionou aos empreendedores uma plataforma valiosa para se destacarem no mercado, ampliarem sua rede de contatos e conquistarem novas horizontes de negócio. “Essa foi uma oportunidade única para as empresas se exporem para um público amplo e diverso”, afirmou o gestor estadual do projeto de Alimentos e Bebidas do Sebrae/SC Adriano Alves. “A feira proporcionou visibilidade e reconhecimento para os empreendedores locais, fortalecendo o setor de alimentos e bebidas no estado”, complementou.

CONECTANDO O VAREJO COM O FUTURO

Selito Antônio Bordin, proprietário da Pampa Indústria e Comércio (Cachaça Refazenda) em Xanxerê, foi um dos convidados a expor seus produtos no estande do Sebrae/SC durante a ExpoSuper 2024. A experiência foi positiva, como sempre. “O Sebrae/SC sempre nos proporciona oportunidades incríveis, e para minha empresa foi fundamental. A participação na feira rendeu bons resultados, com diversos contatos, alguns já resultando em negócios durante a ExpoSuper e outros ainda em andamento. Foi muito importante essa possibilidade de fidelizar clientes diferentes”, destacou Bordin.

Além dos resultados concretos em vendas, a participação na feira proporcionou outros benefícios à Pampa Indústria e Comércio. Como por exemplo relacionamento com outros participantes e empresas, trocar experiências e informações com outros expositores e visitantes, visibilidade da marca e novos contatos. “A ExpoSuper sempre é um grande evento, e eu fiquei muito feliz por ter sido convidado. Agradeço ao Sebrae/SC por todo o apoio e pelas oportunidades que nos proporcionam”, enfatizou.

Para o proprietário da empresa Fazenda Dragão de Guarujá do Sul, Claudir Olímpio Gräf, a participação na ExpoSuper 2024 foi uma oportunidade valiosa para ampliar a visibilidade da empresa e gerar novos negócios. “A experiência foi muito positiva”, afirmou Gräf. “Conseguimos contato com novos clientes e potenciais parceiros, o que nos abre um leque de oportunidades para o futuro”.

Gräf destacou que já está em negociação com alguns dos contatos feitos na feira, incluindo um possível representante comercial. A empresa também está prospectando novos pontos de venda. O público da feira demonstrou grande interesse pelos produtos da Fazenda Dragão, o que reforça o potencial de mercado. Gräf também buscou firmar novas parcerias estratégicas para impulsionar o crescimento da empresa.

O empresário está otimista em relação ao futuro da Fazenda Dragão e acredita que a participação na ExpoSuper 2024 foi um passo importante para alcançar os objetivos da empresa. “Estamos muito animados com as perspectivas que se abriram para nós”, afirmou. “Trabalharemos duro para aproveitar ao máximo as oportunidades que vão surgir”.

O proprietário da Kufner Indústria de Bebidas e Alimentos de Lajeado Grande, Danny Elson Kufner, comentou que sem conhecer o local do evento, aceitou de antemão o convite do Sebrae/SC, pois tinha em mente a oportunidade que seria para a empresa. “Muitas pessoas vieram ao nosso estande, não conseguia nem sair para almoçar, pois o tempo todo havia interessados em conhecer mais sobre os nossos produtos. Conseguimos contatos com futuros clientes e desde o retorno da feira estamos alinhando. Foi muito bom estar lá para as pessoas conhecerem o nosso produto da destilaria Kufner. Muitos clientes virão nos visitar aqui no oeste para fechar negócios comigo e com outros parceiros aqui da Região”, finalizou.

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5 Dicas para começar o seu Planejamento Financeiro

Planejamento financeiro é algo essencial para a vida de todas as pessoas, tanto na esfera pessoal quanto na profissional. Através do planejamento financeiro, é possível organizar gastos e atingir metas de forma mais assertiva.

Encontrar equilíbrio financeiro é um dos maiores anseios da população. Apesar de parecer impossível conquistar a estabilidade, um bom planejamento é o primeiro passo. O sócio-fundador da assessoria de investimentos Septem Capital, Leandro Lopes, destacou 05 dicas fundamentais para quem quer deixar o medo do dinheiro e organizar a vida financeira:

1. Entenda a sua realidade financeira

Compreender a sua realidade financeira é o pontapé inicial para identificar seu limite de gastos, os custos fixos e dívidas, sua renda mensal e extra, além de avaliar a necessidade de múltiplas contas e cartões de crédito. 

2. Organize os gastos

Utilize tabelas, planilhas, listas, aplicativos ou qualquer ferramenta que ajude na organização dos dados financeiros. Nelas, você pode anotar todas as despesas mensais e de longo prazo, facilitando também a criação de uma reserva de emergência. 

3. Entenda sobre finanças

Busque entender as diversas aplicações do dinheiro, aumente as chances de encontrar oportunidades, seja em investimentos, abertura de novas contas ou até mesmo na compreensão dos juros. Isso ajuda na escolha das melhores opções de cartões de crédito e seus benefícios. 

4. Trace metas

Com objetivos traçados, é mais fácil desenhar a melhor estratégia. Saber o quanto precisa economizar para viajar, comprar uma casa, fazer um procedimento mais caro ou realizar qualquer outro sonho permite alcançá-los com planejamento, tempo e sem sobrecarregar as finanças. 

5. Clássica conselho: economize!

Parece simples, mas essa orientação é a mais valiosa. Economizar, mesmo em pequenos gastos, evitando compras por impulso, vai "limpando" o caminho aos poucos. Para quem tem dificuldades ou não quer fazer grandes mudanças no presente, diminuir os gastos é um ótimo começo.

Todas essas dicas podem ser aplicadas para qualquer objetivo, seja quitar dívidas, realizar viagens dos sonhos ou alcançar a estabilidade financeira. Leandro Lopes destaca a importância do planejamento financeiro a longo prazo para a obtenção de resultados significativos. 

“Planejamento é a base para alcançar o sucesso em qualquer área da vida. Seja qual for o objetivo do investidor, é crucial ter conhecimento de todas as etapas de um planejamento para, então, colocá-lo em prática. É crucial revisar periodicamente o planejamento e adequar-se às mudanças que podem ocorrer, tais como: mudanças de renda, estrutura familiar, saúde, sucessão financeira, entre outros“.

Avaliado em R$ 15,7 milhões, apartamento impressiona com peças assinadas por designers de diversos países

O empreendimento Infinitá Treehouse, da Blue Heaven Empreendimentos, localizado em Itajaí/SC, uma das regiões mais valorizadas do país, tem chamado a atenção pelo apartamento decorado que é uma verdadeira obra-prima ao mesclar sofisticação, design exclusivo e uma forte conexão com a natureza. O projeto foi desenvolvido pela Architects Office que, ao lado da Triptyque Architecture, assina também o conceito arquitetônico do edifício. Com uma piscina de vidro suspensa na varanda, o imóvel tem peças assinadas por grandes designers de diversos países e que exploram formas, materiais e texturas, além de revestimentos inovadores como piso feito com pedras vulcânicas. Avaliado em R$ 15,7 milhões, tem 437 metros quadrados e, cercado de vidros do chão ao teto com vista para o mar e para a Marina Itajaí , foi inspirado no universo náutico. Integra elementos com linhas fluidas e materiais nobres, assim como em um iate de luxo e, ao mesmo tempo, e atemporal. O Infinitá Treehouse tem VGV Total de R$ 150 milhões e 10,5 mil metros quadrados construídos, sendo 15  apartamentos, um por andar.

“O estilo adotado no projeto de interior é contemporâneo, com toques de sofisticação e muitas funcionalidades. Essa inspiração é evidente nas escolhas de materiais naturais como pedras, madeiras e têxteis, que estabelecem uma ligação harmoniosa entre o mar e a mata e proporcionam uma atmosfera serena e acolhedora. As peças de design assinadas adicionam um toque de exclusividade e refinamento”, comenta o gerente de criação da Architects Office, Raphaell Valença. 

Entre as peças assinadas, destaque para a poltrona “Cuca” de Zanine Caldas, a mesa de centro “Água” de Domingos Tótora, a banqueta “Joy” de Jader Almeida, a poltrona “Daruma” de Ale Alvarenga, a luminária “Cesta” de Miguel Milá e a luminária “Tolomeo” de Michele De Lucchi e Giancarlo Fassina. “Estas peças, além de serem esteticamente agradáveis, são feitas com materiais nobres e têm design consagrado, o que proporciona a sensação de diversidade e curadoria ao ambiente”, complementa Valença.

"O apartamento decorado representa mais do que um produto à venda no mercado; é uma mostra arquitetônica impressionante. Localizado no bairro Fazenda, um dos que mais valorizam em Itajaí pela sua localização estratégica, vizinho a Balneário Camboriú, o Infinitá Treehouse oferece uma experiência única de luxo conectado à natureza. Estar cercado por paisagens deslumbrantes faz deste empreendimento um verdadeiro refúgio. Além disso, a proximidade com a Marina Itajaí proporciona a conveniência de ter sua lancha por perto, permitindo escolher sua praia favorita com facilidade. Nosso objetivo foi criar um espaço que proporciona não apenas conforto e sofisticação, mas também uma profunda conexão com o ambiente natural e que respeite e valorize os elementos que tornam esta região tão especial," afirma o CEO da Blue Heaven Empreendimentos, Fabrício Bellini.

Toda a marcenaria do apartamento foi feita pela Ornare, com lâmina 100% natural italiana.
A integração de sistemas de automação para som, iluminação, persianas e cortinas, gavetas e ar condicionado, todos operados pela Alexa, proporcionará aos futuros moradores um conforto adicional. A possibilidade de criar diferentes cenários de iluminação, escolher a trilha sonora do dia, controlar a privacidade com as cortinas e ajustar a temperatura do ambiente, tudo de forma prática e intuitiva, elevaram ainda mais a experiência. Outras novidades tecnológicas como controle da própria churrasqueira são mais destaques. Além disso, o projeto prioriza a sustentabilidade e a eficiência energética, com iluminação 100% LED. 

Sobre a Blue Heaven Empreendimentos 

Comandada pelo especialista em mercado imobiliário Fabricio Bellini, com mais de 20 anos de experiência, a Blue Heaven Empreendimentos tem a missão de oferecer um jeito de morar inovador e de alto conforto em harmonia ao meio ambiente. Com a filosofia "Building With Nature", a empresa coloca sua inteligência construtiva e tecnologia a serviço do equilíbrio da vida. Seus projetos exclusivos são expressões da colaboração entre renomados arquitetos, inovações em materiais construtivos, acabamentos, mobiliário e a busca incessante pela conexão entre o ser humano e natureza, contribuindo com o valor de sustentabilidade em sua essência, além de trazer arte às regiões que estão inseridos.

https://blueheaven.com.br/ 

Iate de luxo com tecnologia aeroespacial será destaque no Marina Itajaí Boat Show

Um verdadeiro ícone  de inovação e tecnologia, o iate de luxo Azimut 74, que traz inovações ao mundo náutico, é fabricado com fibra de carbono 100% pura, material que também é utilizado em foguetes e carros de Fórmula 1. A embarcação, que chama a atenção mesmo à distância, estará em exposição no Marina Itajaí Boat Show, de 4 a 7 de julho, em Itajaí, no litoral catarinense. Com 23 metros de comprimento e o equivalente a cerca de 250 m²,  irá impressionar os visitantes do maior evento náutico do Sul do Brasil. O modelo é fabricado pelo estaleiro italiano Azimut Yachts, líder mundial na fabricação de iates de luxo e pioneiro em trazer o uso da fibra de carbono em grandes estruturas de barcos de lazer A marca tem unidade produtiva em Itajaí/SC, única fora da Itália. Durante os 4 dias de boat show são esperadas mais de 20 mil pessoas.

“A Azimut 74 é um ícone de luxo e tecnologia admirada por clientes do mundo todo e exemplo de inovação graças às novidades trazidas pela marca de forma constante e estudos feitos em nosso centro de pesquisas na Itália. Com o uso da fibra de carbono conseguimos uma redução de 30% no peso da superestrutura e isso resultou em melhor desempenho, navegabilidade, além de alta segurança por ser um material de resistência superior. Além disso, o uso extensivo da fibra de carbono possibilita que a embarcação tenha um design mais arrojado e esportivo, e também primorosos acabamentos, já que é uma tecnologia mais maleável para a moldagem”, explica o CEO da Azimut Yachts Brasil, Francesco Caputo.


O interior da Azimut 74 é um espetáculo à parte, com acabamentos sofisticados e projetado pelo departamento de arquitetura e design da Azimut Yachts. Os móveis são revestidos com tecidos, pedras e madeiras nobres, aliados a um sistema de iluminação em LED com luminárias de design embutidas no teto, que criam uma sensação de aconchego, amplitude e bem-estar. A sala de estar conta com um grande sofá em forma de "C" e poltronas confortáveis, enquanto as janelas panorâmicas que contornam a embarcação oferecem vistas deslumbrantes e maior conexão com a natureza.


No convés inferior, a Azimut 74 oferece quatro amplas cabines, que recebem confortavelmente até oito convidados. Destaque para a cabine principal, localizada no centro do barco, equipada com uma pequena sala de refeições, banheiro privativo e estofamento revestido em couro marfim. O flybridge de 40 m² se assemelha a um terraço sobre as águas, ideal para momentos de confraternização, com um segundo posto de comando e mesa dobrável que pode ser transformada em solário.


O estande da Azimut Yachts no Marina Itajaí Boat Show terá  mobiliário da Zeea, que criou lounges com móveis de design exclusivo, além de tapetes artesanais produzidos pela Decoralle. A grife Jorge Bischoff também marcará presença com seu lifestyle diferenciado para a equipe e os clientes com peças personalizadas e exclusivas feitas especialmente para a marca.
Além da Azimut 74, estarão em exposição os modelos Atlantis 51, Azimut 56, Azimut 62 e Azimut Grande 27 Metri, todos produzidos no parque fabril de Itajaí. 
Sobre a Azimut Yachts

Azimut Yachts é uma marca do Grupo Azimut | Benetti com matriz na Itália. Com suas coleções Atlantis, Verve, Magellano, Flybridge, S e Grande, oferece a maior variedade de iates de 40 a 120 pés e é reconhecida como a maior fabricante de iates de luxo do mundo. Está presente em mais de 70 países por meio de uma rede de 138 centros de vendas e assistência. Além disso, conta com fábrica no Brasil desde 2010, que produz embarcações entre 51 e 100 pés.

FIESC debate oportunidades de negócios no exterior para setor de moda

As oportunidades para que as empresas relacionadas com o mercado da moda catarinense conquistem mercados no exterior são tema do Workshop de Internacionalização organizado pela Câmara de Desenvolvimento da Indústria Têxtil, Confecção, Couro e Calçados e a Câmara de Comércio Exterior da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), com a colaboração do SCMC Santa Catarina Moda e Cultura. 

O evento está marcado para o dia 11 de julho, das 9h30 às 15h na Associação Intersindical de Itajaí. Pela manhã, a programação traz palestra sobre os desafios da internacionalização e sobre as oportunidades de parcerias comerciais usando ferramentas como a inteligência comercial.

No período da tarde, a diretora da Mensageiro dos Sonhos, Rita Conti, conta a experiência da marca com a internacionalização. O workshop traz ainda palestra de Wanessa Cabidelli, da secretaria de desenvolvimento social de Minas Gerais, que fala sob

Há 30 anos, Plano Real derrubava hiperinflação e estabilizava economia

Um dos planos mais inovadores da economia mundial completa 30 anos nesta segunda-feira (1º). Há exatamente três décadas, o cruzeiro real, uma moeda corroída pela hiperinflação, dava lugar ao real, que estabilizou a economia brasileira. Uma aposta arriscada que envolveu uma espécie de engenharia social para desindexar a inflação após sucessivos planos econômicos fracassados.
Em meio a tantos indexadores criados para corrigir preços e salários, a equipe econômica do então governo Itamar Franco criou um superindexador: a Unidade Real de Valor (URV). Por três meses, todos os preços e salários foram discriminados em cruzeiros reais e em URV, cuja cotação variava diariamente e era mais ou menos atrelada ao dólar. Até o dia da criação do real, em que R$ 1 valia 1 URV, que, por sua vez, valia 2.750 cruzeiros reais.

“Tem uma expressão popular ótima, que é o engenheiro de obra feita. Depois que fez, dizia: ‘Ah bom, devia ter feito assim.’ Mas durante o processo... Vamos lembrar, foi um processo extraordinariamente arriscado, difícil, com percalços, podia ter dado errado em vários momentos”, relembrou o economista Persio Arida, um dos pais do Plano Real, em entrevista à TV Brasil, durante o lançamento em São Paulo do livro sobre os 30 anos do plano econômico.

Ao indexar toda a economia, a URV conseguiu realinhar o que os economistas chamam de preços relativos, que medem a quantidade de itens de bens e de serviços distintos que uma mesma quantia consegue comprar. Aliado a um câmbio fixo, no primeiro momento, e a juros altos, para atrair capital externo, o plano deu certo. Em junho de 1994, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) tinha atingido 47,43%. O indicador caiu para 6,84% no mês seguinte e apenas 1,71% em dezembro de 1994.

Plano Larida
Batizada de Plano Larida, em homenagem aos economistas André Lara Resende e Pérsio Arida, a ideia de uma moeda indexada atrelada à moeda oficial foi apresentada pela primeira vez em 1984. Em vez de simplesmente cortar gastos públicos para segurar a inflação, como preconiza a teoria econômica ortodoxa, o Plano Larida foi parcialmente inspirado numa experiência heterodoxa em Israel no início dos anos 1980.

No país do Oriente Médio, os preços e os salários foram temporariamente congelados para eliminar a inércia inflacionária, pela qual a inflação passada alimenta a inflação futura. Posteriormente, foi feito um pacto social para aumentar os preços o mínimo possível, e o congelamento foi retirado, reduzindo a inflação israelense.

Uma ideia semelhante chegou a vigorar no Plano Cruzado, em 1986. A estabilização, no entanto, naufragou porque o congelamento estendeu-se mais que o esperado e, temendo repercussões nas eleições parlamentares daquele ano, a primeira pós-ditadura, o governo José Sarney não implementou medidas de controle monetário (juros altos) e fiscal (saneamento das contas públicas). Na época, não existia a Secretaria do Tesouro Nacional para centralizar as contas do governo, e os gastos públicos eram parcialmente financiados pelo Banco Central e pelo Banco do Brasil.

Consenso político
O sucesso do Plano Real, no entanto, não se deve apenas à URV. Num momento raro de consenso político e de cansaço com a hiperinflação, o Congresso Nacional foi importante para aprovar medidas que saneavam as contas públicas. Uma delas, a criação do Fundo Social de Emergência, que desvinculou parte das receitas do governo e flexibilizou a execução do Orçamento ainda no segundo semestre de 1993.

Professora de economia da Fundação Getulio Vargas (FGV), Virene Matesco diz que o entrosamento político foi essencial para o sucesso do Plano Real. “Houve uma ação política de um governo transitório, do presidente Itamar Franco. Desprovido de vaidade, que cedeu protagonismo ao presidente Fernando Henrique Cardoso [então ministro da Fazenda]. Houve uma perfeita harmonia entre a política e a economia para impactar no social, com um Congresso desorganizado após o impeachment do ex-presidente Collor”, ressalta.

Um dos criadores do Plano Real e presidente do Banco Central no governo Fernando Henrique Cardoso, Gustavo Franco diz que o Plano Real envolveu a angariação de apoio político antes de ser posto em prática.

“O Plano Real é uma política pública que envolveu gente que entende do assunto, que conversa entre si e se organizou sob uma liderança política para explicar conceitos e arregimentar apoios políticos. Depois, entrou toda uma engenharia social de fazer acontecer um empreendimento coletivo tão importante, que precisa engajar todo um país. Isso não é simples”, destacou o economista no lançamento do livro dos 30 anos do plano.

Benefícios
Outro pai do Plano Real, o economista Edmar Bacha, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no início do governo Fernando Henrique, diz que o objetivo do plano era fundamentalmente acabar com a hiperinflação. Segundo ele, outras melhorias econômicas, como o aumento do poder de compra, vieram depois.

“Ao acabar com a hiperinflação, o plano deu poder de compra ao salário do trabalhador. O salário não derretia mais, e o trabalhador não tinha de correr para o supermercado no primeiro dia em que recebia o seu salário para chegar antes das maquininhas remarcadoras de preços. Todo esse pandemônio que era a vida do brasileiro com a inflação ficou para a história. Para imaginar o legado do plano, compara com a Argentina hoje, que está tentando fazer o que fizemos com sucesso há 30 anos”, diz Bacha.

Reconhecimento
Três décadas depois, economistas de diversas correntes reconhecem o sucesso do Plano Real em acabar com a hiperinflação.

“O maior ganho do plano real foi trazer a inflação para níveis civilizados, de qualquer país com um sistema econômico minimamente normal. Hoje, a inflação está de 4% a 5% por ano. O mérito do Plano Real foi principalmente civilizatório. Do jeito que era no Brasil, quem mais sofria as consequências eram os mais pobres”, diz o economista Leandro Horie do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que critica o impacto da política de juros altos sobre a indústria.

Também crítica dos juros altos e da dependência da economia brasileira do agronegócio, a economista Leda Paulani diz que o fim da indexação dos preços foi o principal benefício do Plano Real. “Foi um grande sucesso do ponto de vista da estabilidade monetária e conseguiu dar estabilidade humanitária à economia brasileira. O Plano Real conseguiu criar um remédio especial para uma inflação muito especial que a gente tinha, que era uma inflação marcada pelo processo de indexação”, declara.

Economista-chefe da Way Investimentos e professor do Ibmec, Alexandre Espírito Santo classifica o Plano Real como o mais bem-sucedido plano de estabilização econômica na história global recente. “Foi muito bem elaborada a questão da URV, como você falou. O Plano Real usou tanto medidas ortodoxas, de ajuste fiscal e juros altos, para combater a inflação, como heterodoxo, que envolveu a criação de uma moeda paralela temporária”, relembra.

Virene Matesco, da FGV, diz que se emociona ao dar aulas sobre o Plano Real. “Se hoje a nossa vida é muito melhor, é graças aos nossos economistas que construíram um plano que fez muito pouco estrago na economia. Em qualquer sociedade do mundo, o combate à inflação é extremamente doloroso e causa grandes transtornos. O Plano Real acaba com a hiperinflação com quase nenhuma dor. Foi um plano extremamente transparente, feito por etapas e muito bem comunicado à população”, diz.

*Colaborou Vanessa Casalino, da TV Brasil

Apesar de avanço do Pix, dinheiro físico resiste em 30 anos de real

Na feira do Largo do Machado, na zona sul do Rio de Janeiro, o pagamento eletrônico não é unanimidade. Com medo de taxas de maquininhas de cartão ou sem tempo para tirar o celular do bolso e abrir o aplicativo do Pix, há consumidores que ainda preferem pagar as compras com cédulas e moedas, apesar do avanço de meios eletrônicos de pagamento.
“Tenho usado muito [cartão de] débito e Pix, mas hoje terei de sacar dinheiro no banco. A mulher botou um real em cima dos limões que comprei porque o preço aumentou R$ 1 por causa da taxa de cartão”, diz a servidora pública Renata Moreira, 47 anos. “Há lugares estratégicos em que vou com dinheiro, cédula. Às vezes, o Pix dá trabalho porque tem de tirar o telefone da bolsa [em lugares de risco] e tem de ter acesso à internet”, completa.

Segundo o Banco Central (BC), a circulação de papel-moeda persiste em 30 anos de criação do real. Na última sexta-feira (28), conforme as estatísticas mais atualizadas da autoridade monetária, existiam R$ 347,331 bilhões de cédulas e de moedas em circulação na economia, o equivalente a 3,13% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país).

A proporção está diminuindo após a pandemia de covid-19. Em informações exclusivas repassadas à Agência Brasil, o Departamento de Meio Circulante do BC informa que o percentual de papel-moeda em circulação subiu de cerca de 2% em meados dos anos 1990 para um valor ligeiramente abaixo de 4% em 2007. A proporção manteve-se ao redor desse nível até 2019, disparando para 5% do PIB em 2020, com a criação do auxílio emergencial durante a pandemia.

Segundo o BC, após a pandemia de covid-19, o valor de cédulas e de moedas em circulação tem se mantido estável em torno de R$ 345 bilhões, com a proporção em relação ao PIB caindo. “Apesar do surgimento de novos meios de pagamento, como o Pix, para apresentar impactos sobre os hábitos de uso dos meios de pagamento anteriormente existentes será necessário algum tempo, a fim de que a evolução desses impactos possa ser claramente mapeada”, informou o Departamento de Meio Circulante em nota.

Comparação
Em maio, o Pix movimentou R$ 2,137 trilhões, o equivalente a 19,26% do PIB. A quantia e o percentual, no entanto, não podem ser diretamente comparados com os 3,13% do PIB em cédulas e em moedas. Isso porque o Banco Central mede o valor de todas as transações eletrônicas, enquanto o dinheiro físico é calculado com base no estoque fora dos bancos, sem considerar as movimentações.

Segundo BC, o sistema de transferências instantâneas, que funciona 24 horas por dia, tem favorecido a inclusão financeira da população. Conforme dados da Gerência de Gestão e Operação do Pix, ao considerar transações até dezembro de 2022, mais de 71,5 milhões de pessoas que não faziam transferências eletrônicas antes do Pix passaram a fazer esse tipo de operação.

Em relação às faixas de renda, o sistema é usado por pessoas de todos os estratos financeiros. Conforme a edição mais recente do Relatório de Gestão do Pix, possuem pelo menos uma chave Pix 71% das pessoas com um salário mínimo, 85% entre um e dois salários mínimos, 86% das pessoas de dois a cinco salários mínimos, 90% entre cinco e dez salários mínimos e 89% a partir de dez salários mínimos.

Idade
O principal fator de resistência ao Pix e de preferência pelo papel-moeda e pelo cartão de plástico, no entanto, é a idade. Segundo o mesmo relatório, 93% das pessoas de 20 a 29 anos possuem uma chave. A proporção permanece em níveis semelhantes nas demais faixas etárias: 91% de 30 a 39 anos e 92% de 40 a 49 anos. Nas faixas seguintes, o percentual cai: 79% de 50 a 59 anos e apenas 55% na faixa acima de 60 anos.

Frequentadora da feira do Largo do Machado, a aposentada Marina de Souza, 80 anos, personifica a reticência com o Pix, preferindo cartões e dinheiro físico. “Não pago com Pix. Não gosto. Pago mais com cartão de débito, menos na feira, onde só uso dinheiro porque eles anotam uma coisa, a gente se distrai, e eles cobram outra. Então tenho sempre aquele dinheirinho sacado, que fica reservado para a feira. As outras compras, só com cartão”, justifica.

“Ainda estou na fase do dinheiro e do cartão. Não sou muito de Pix ainda não. Tenho [uma chave], mas não aderi muito. Estou sempre com o dinheirinho para pagar as contas”, diz a dona de casa Hilda Pereira, 65 anos, também consumidora da feira do Largo do Machado.

Segundo o BC, parte da decisão de criar as modalidades de Pix saque e de Pix troco, onde o consumidor transfere um valor por Pix a um comércio e saca a diferença em espécie, deve-se à predileção pelo papel-moeda por parte da população. Conforme a autoridade monetária, a preferência é maior em municípios do interior com pouca cobertura bancária.

“A possibilidade de sacar dinheiro usando o Pix teve como objetivo propiciar melhores condições de oferta do serviço à sociedade, principalmente em regiões em que a cobertura da rede bancária é insuficiente. Parte da população brasileira ainda tem hábito de uso do dinheiro em espécie e carecia de uma rede adequada”, explicou o Banco Central em nota à Agência Brasil.

Endividamento
Professora de economia da Fundação Getulio Vargas (FGV), Virene Matesco diz que a preferência pelo papel-moeda é desigual conforme a região do país. “Temos um país extremamente heterogêneo. Quero saber se nesse interiorzão do país alguém fala de Pix. Porque muita gente não tem celular moderno”, constata. Segundo ela, o maior avanço de transferências eletrônicas como o Pix, e futuramente o Drex (versão digital do real), está na redução de custos de transação e no aumento da velocidade de circulação da moeda.

Virene, no entanto, admite que o avanço dos sistemas eletrônicos de pagamento tem um risco associado: a ampliação da tendência de o cidadão endividar-se. “A velocidade da circulação aumenta violentamente, assim como a capacidade de o correntista entrar no vermelho. O problema piora com as apostas virtuais de joguinhos online. A tecnologia beneficia muita gente, mas também traz perigos”, adverte.

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