
Com um cenário favorável às relações comerciais do Brasil com o mundo, agentes de cargas, transitários, tradings e empresas de logística veem no país uma possibilidade de acelerar conexões e negócios para 2023.
Algumas dessas empresas se reunirão para participar da Intermodal, o maior encontro internacional do setor de logística, transporte de carga, tecnologia e comércio exterior da América do Sul, que acontecerá de 28 de fevereiro a 2 de março, no São Paulo Expo. Serão mais de 50 agentes de carga dos cinco continentes se reúnem em um espaço multiuso para reuniões e network em um único espaço de 300m2. Uma oportunidade para transformar ações em oportunidades de negócios de forma ampla e global.
Sua participação no Brasil é considerada estratégica com base nos crescentes números de exportações que, em janeiro de 2023, viu o volume crescer 3,3% segundo dados do Ministério da Economia, em relação a toda série histórica (atualmente contando com 301 meses), o volume total exportado alcançou o 4 º maior resultado.
Importantes mercados de destino foram responsáveis pelo aumento do volume total exportado, destacando-se os crescimentos do volume exportado para América do Sul (4,9 %), Oceania (4,5 %), América do Norte (3,1 %), África ( 2,9 %) e Ásia (Exclusive Oriente Médio) (2,2 %).
O fato é que a expectativa de crescimento é otimista. Análises mais recentes do Ministério da Economia apontam para um bom avanço nas exportações brasileiras, chegando a cerca de 20% em relação a 2021, com o agronegócio liderando e destaque sobre os principais segmentos. O relatório aponta para uma alta de 37% nos embarques realizados.
Assim, as empresas que estarão no Brasil no grupo da United Nations Freight Trading Logistics (UN) podem oferecer as empresas brasileiras possibilidades reais para exportações seguras de produtos e que atendam vários mercados uma vez que no estande localizado na Intermodal haverá mais de 50 agentes de 40 países representados. O diferencial desse espaço é oferecer aos clientes o maior número possível de fornecedores, otimizando tempo e abrindo novas possibilidades.
Essa é 3ª vez que a UN participa da Intermodal no Brasil e a expectativa é superar o número de reuniões feitas em 2022 e os negócios concretizados ao longo do ano.
O idealizador do grupo, Vittorio De Vena, destaca: “quando criamos o grupo, o primeiro pensamento era atuar de forma globalizada, organizada e prática para os agentes de cargas e clientes. Atuamos criando uma agenda, não só de reuniões produtivas e objetivas, mas também divulgando as empresas do grupo em todo o mundo. Essa ação possibilita negócios confiáveis com maior rentabilidade e amplia oportunidades para novos mercados”.
Já para Ana Quirino, CEO da National Freight, membro do grupo e representante do Brasil: “estamos otimistas para a edição de 2023. O mercado está aquecido e estarmos juntos em único espaço favorece novas oportunidades de negócio. Além disso, podemos garantir qualidade e uma rede ampla de atuação”
Nesse cenário de possibilidades de crescimento para 2023, as empresas interessadas em comercializar produtos de forma internacional poderão encontrar no grupo opções ideais para atender o negócio.
O perfil de cada membro do grupo está disponível na página do Instagram @un_freight.trading.logistics ou no site https://www.unftl.com/
Já para agendar reuniões com eles durante a Intermodal 2023 é necessário se cadastrar no link: https://app.one2onescheduler.com/UNatINTERMODAL/guest/
A Wilson Sons, operador de logística portuária e marítima com mais de 188 anos no mercado, realizou nesta quarta-feira (13/05), no estaleiro da companhia, no Guarujá (SP), a cerimônia de lançamento do rebocador WS Capella, o segundo da nova série de três embarcações com grande potência. Assim como o WS Halcyon, batizado em janeiro deste ano, o WS Capella foi construído no estaleiro da empresa e é da mesma classe ASD 2312 (23 metros de comprimento e 12 metros de boca). Com propulsão azimutal, tração estática (bollard pull) de 70 toneladas e capacidade para apoiar os maiores navios, em operação no Brasil, em manobras de atracação e desatracação, a nova embarcação vai operar no Porto de Santos, o maior complexo portuário da América Latina.
Seu design moderno possibilita uma redução no consumo de combustíveis, contribuindo diretamente para a diminuição de emissões. Versátil, o WS Capella possui ainda sistema de combate a incêndio com capacidade de 2.400.000 litros / hora de água (FiFi 1). A madrinha da embarcação será Flávia Carvalho, diretora-executiva da Agência Marítima da Wilson Sons. Os novos rebocadores fazem parte da estratégia de renovação e ampliação da frota da Wilson Sons, que passa a contar com 83 embarcações, que atuam ao longo da costa brasileira, e reforçam o compromisso da empresa com a segurança, a eficiência e a sustentabilidade das operações.
Márcio Castro, diretor-executivo da divisão Rebocadores da Wilson Sons, ressalta que as novas embarcações fortalecem a cadeia logística nacional. “Com sua potência, o WS Capella atenderá plenamente os requisitos necessários para o atendimento com segurança de navios cada vez maiores, gerando renda, fortalecendo a infraestrutura portuária, o que contribui diretamente para a economia brasileira”, afirma Castro. Para Adalberto Souza, diretor-executivo do Estaleiro da Wilson Sons, “a companhia investe em tecnologia de ponta na construção das embarcações que levamos ao mercado e, para isso, conta com a alta qualificação dos nossos profissionais, sempre buscando a excelência operacional”. Outro rebocador da classe ASD 2312 está sendo construído no estaleiro do Guarujá, com entrega prevista para o terceiro trimestre deste ano.
Com a nova série, a Wilson Sons alcançará a marca de 156 embarcações construídas em seu estaleiro, que possui mais de 80 anos de trajetória. Sobre a Wilson Sons Com mais de 188 anos no mercado e abrangência nacional, a Wilson Sons é operador de logística portuária e marítima. Referência no segmento, oferece soluções completas para mais de 5 mil clientes, incluindo armadores, importadores e exportadores, indústria de energia offshore, projetos de energia renovável, setor do agronegócio, além de diversos outros setores da economia. Saiba mais em: wilsonsons.com.br


Projetos estruturantes voltados ao turismo, à infraestrutura e ao desenvolvimento urbano de Itajaí pautaram a plenária promovida pela Associação Empresarial de Itajaí (ACII), com a participação da secretária municipal de Turismo, Gabriela Kelm. O encontro reuniu empresários, diretores e conselheiros da entidade em um diálogo sobre ações consideradas estratégicas para o futuro da cidade.
Entre os principais temas apresentados estiveram o projeto do novo terminal de cruzeiros, os preparativos para a The Ocean Race 2027, os investimentos em infraestrutura turística e as ações de revitalização de espaços públicos e áreas de convivência.
Durante a apresentação, Gabriela destacou que Itajaí vive um momento de retomada de investimentos no setor turístico, com projetos que buscam integrar desenvolvimento econômico, qualidade urbana e uso dos espaços pela própria comunidade. A proposta, segundo ela, é pensar os equipamentos turísticos para além do visitante, fortalecendo também a vivência da população local e a ocupação qualificada da cidade.
“O turismo precisa estar conectado com a cidade e com as pessoas que vivem nela. Quando planejamos espaços de convivência, infraestrutura e eventos, estamos pensando no desenvolvimento de Itajaí como um todo”, afirmou a secretária.
Outro destaque da plenária foi a preparação da cidade para receber novamente a The Ocean Race, entre março e abril de 2027. A expectativa é transformar o evento em uma plataforma de experiências, negócios e movimentação econômica, ampliando o posicionamento de Itajaí no cenário nacional e internacional.
Gabriela também apresentou projetos de revitalização do quiosque e mirante do Morro da Cruz, iniciativas de requalificação da Beira-Rio e da Praia Brava, além da programação especial de verão, com atividades esportivas, culturais e atrações nas praias da cidade.
A programação do aniversário de Itajaí e os preparativos para a Marejada 2025 também foram debatidos durante o encontro. Empresários e representantes da ACII reforçaram a importância de valorizar ainda mais os elementos culturais e tradicionais ligados à identidade da cidade.
A presidente da ACII, Thaísa Nascimento Corrêa, destacou que a entidade seguirá acompanhando de perto os projetos apresentados e reforçou o papel da associação na construção das pautas estratégicas do município.
“Foi uma reunião muito importante, com ampla participação dos nossos diretores e conselheiros, debatendo ações que impactam diretamente o desenvolvimento de Itajaí. A ACII continuará acompanhando essas pautas, contribuindo com o diálogo e reforçando bandeiras importantes para a cidade, especialmente no planejamento integrado, na valorização dos espaços urbanos e no fortalecimento do turismo conectado à comunidade”, afirmou.
Segundo entendimento da diretoria da ACII, os projetos turísticos e de revitalização urbana também precisam priorizar a qualidade de vida dos moradores, com iniciativas voltadas à mobilidade, à ocupação qualificada dos espaços públicos e à valorização da identidade cultural de Itajaí. Entre os pontos debatidos durante a plenária esteve a importância de fortalecer a Beira-Rio como um espaço de convivência e referência arquitetônica da cidade, inclusive com incentivos a construções inspiradas na arquitetura portuguesa, seguindo exemplos adotados por cidades que preservam e valorizam a influência de seus colonizadores. A entidade ressaltou ainda a forte herança açoriana presente na cultura e na formação histórica de Itajaí.
Thaísa também ressaltou a importância de consolidar projetos que efetivamente saiam do planejamento e gerem resultados concretos para Itajaí. “Existe um sentimento positivo em relação ao momento que a cidade vive, mas também um entendimento de que é preciso acompanhar a execução dessas ações e garantir que elas avancem de forma estruturada e sustentável”, completou.
O Fórum de Lideranças de Itajaí é um encontro voltado ao futuro do desenvolvimento econômico e da inovação regional. No próximo dia 18 de maio, às 15h30, lideranças empresariais, institucionais, representantes do poder público e integrantes do ecossistema de inovação vão se reunir para um debate de estratégias para impulsionar o crescimento sustentável do município.
O encontro acontecerá no Elume Centro Regional de Inovação, no bairro Itaipava, e terá como tema central “Ações Estratégicas para o Desenvolvimento da Inovação em Itajaí”. O diálogo entre diferentes setores da sociedade, deve promovera integração, troca de experiências e alinhamento de ações voltadas à modernização econômica e à competitividade da cidade.
A proposta do fórum é criar um ambiente de conexão entre lideranças que atuam diretamente no desenvolvimento local, incentivando debates sobre inovação, empreendedorismo, tecnologia, sustentabilidade, qualificação e novas oportunidades para o município. A expectativa é reunir participantes comprometidos em pensar soluções conjuntas e fortalecer iniciativas capazes de gerar impacto positivo para Itajaí e região.
Na pauta do evento também está a discussão sobre o papel estratégico do município dentro do cenário catarinense, especialmente diante do crescimento dos setores ligados à tecnologia, logística indústria, serviços e economia criativa. Nos últimos anos, Itajaí tem ampliado investimentos e iniciativas voltadas à inovação, consolidando-se como um dos polos de desenvolvimento econômico de Santa Catarina.
Promovido pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, em parceria com o SEBRAE e o Ecossistema Inovação de Itajaí, o fórum pretende estimular uma atuação mais integrada entre instituições públicas e privadas, fortalecendo o ecossistema local e criando oportunidades de colaboração entre empresas, lideranças e organizações.
Além das discussões estratégicas, o encontro será uma oportunidade para networking, aproximação institucional e construção de projetos voltados ao futuro da cidade, com foco em inovação aplicada ao desenvolvimento urbano, econômico e social.
A organização destaca que a participação das lideranças locais é fundamental para ampliar o debate e consolidar ações que contribuam para uma cidade mais inovadora, colaborativa e preparada para os desafios dos próximos anos.
As confirmações de presença devem ser realizadas até o dia 15 de maio, por meio do formulário oficial: Clique aqui: https://tally.so/r/LZE1Zv


O atendimento da Sala do Empreendedor, em Itapema, está focado na orientação sobre a declaração anual do imposto de renda ao microempreendedor individual (MEI). O prazo de entrega para a receita federal termina no dia 31 de maio. A Sala do Empreendedor fica na Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Habitação, localizada na rua 902, nº 155 (anexo a Secretaria de Obras e Serviços Públicos) – Bairro Alto São Bento. O atendimento é gratuitos de segunda a sexta-feira, das 12h às 18h.Mais informações pelo telefone / whatsApp (47) 3267-1572.
“Os MEI’s precisam realizar essa declaração anual à Receita Federal. Quem não entregar a declaração até 31 de maio ficará inadimplente com o Simples Nacional e não poderá obter certidão negativa de débito junto à Receita Federal, documento necessário para contratar uma linha de crédito, por exemplo”, destacou o Secretário de Desenvolvimento Econômico e Habitação, Nicko Silva.
Documentos e informações necessárias:
- CNPJ
- Documentos pessoais do titular do MEI.
- Receita Bruta recebida no ano anterior.
- Informar se houve funcionário registrado durante o período.
- A receita referente à venda de produtos e/ou serviço, também no ano anterior.
Outros atendimentos gratuitos
A Sala do Empreendedor reúne serviços gratuitos para empresários e futuros empreendedores, como orientações para abertura e regularização de empresas, acesso a capacitações e apoio à gestão dos negócios.


A região Sul da Ilha de Santa Catarina volta a receber a tradicional Feira de Queijos Artesanais. Organizada por Tiago Pascoal, uma das maiores autoridades no Brasil sobre queijos artesanais e curador da Aoqueijo, a mostra vai reunir na nona edição 18 produtores artesanais de diversas regiões do país entre os dias 15 e 17 de maio, no hall de entrada do MULTI Open Shopping, no Rio Tavares, em Florianópolis.
Durante os três dias os visitantes poderão degustar e levar para casa queijos produzidos com leite de vaca, ovelha e búfala, além de embutidos, doces e frutas secas. O objetivo, segundo Pascoal, é aproximar o consumidor das origens dos alimentos, promovendo experiências gastronômicas e valorizando a cultura local.
“Além de degustar os sabores únicos de cada região, os visitantes terão a oportunidade de conversar com os produtores, descobrir as histórias por trás de cada receita e valorizar o trabalho de quem transforma ingredientes locais em produtos de excelência”, destaca o especialista.
Segundo Pascoal, conhecer o processo de produção e as características de cada queijo transforma o ato de comer em uma experiência única, reforçando laços entre o campo e a cidade. “Quando o consumidor entende quem está por trás do produto, ele passa a valorizar mais. O queijo deixa de ser apenas um alimento e se torna uma experiência”, acrescenta.
Marcas participantes
Dentre os expositores confirmados estão os estreantes Meliponiario Domareski (SC), que produz mel e própolis de abelhas sem ferrão, Queijaria Grunes Tal (SC), com queijos coloniais premiados feitos em São Martinho, e Queijaria Pelegrini (SC), uma queijaria recém-certificada e com excelentes queijos.
Completam a lista Cogumelos Alto do Vale (SC), que oferece cogumelos frescos e conservas gourmet, Gastronomia Dani Couto (SC), com antepastos e geleias artesanais, Tore Chocolates (SC), com chocolates bean-to-bar de origem selecionada, Cachaça Giuseppe (SC), com cachaças artesanais de Urussanga, Formaggio Capannone (SC), com queijos coloniais premiados de produção familiar, Imuá Padaria (SC), com pães de fermentação natural, La Fattoria (SC), com doces de leite gourmet, Sítio Santo Antônio (SC), com o tradicional queijo artesanal Serrano, Queijo Vô IPA (SC), com queijos artesanais da região Diamante, Rouwstik (SC), com queijos de ovelha maturados incluindo variações de mofo azul, Salumeria Montenegro (SC), Blumemfeld (SC) com bolachas caseiras decoradas, com embutidos artesanais como salames, copa e lombinho, Empório Mundo (SC), com uma seleção de vinhos finos, e La Popote (SC), com sua excelente charcutaria francesa.
A visitação na 9ª Feira de Queijos Artesanais poderá ser feita na sexta, 5 de maio, das 16h às 21h, no sábado, 16, das 12h às 21h, e no domingo, dia 17 de maio, das 12h às 20h, no hall do MULTI Open Shopping, localizado na Rodovia Dr. Antônio Luiz Moura Gonzaga, 3339, no bairro Rio Tavares, em Florianópolis.
Sobre o Aoqueijo
O Aoqueijo é uma plataforma dedicada a valorizar queijos artesanais brasileiros, conectando produtores rurais e consumidores entusiastas. Além de organizar eventos e feiras como esta, o Aoqueijo opera um empório delivery de queijos nacionais, um clube de assinaturas e promove cursos presenciais e online para lojistas e produtores. Com curadoria especializada e conteúdo educativo, o Aoqueijo ressalta a cultura local e a qualidade dos produtos artesanais, incentivando uma alimentação consciente e saborosa.


Foto: Roberto Zacarias / SecomGOVSC
Mais renda, competitividade e desenvolvimento sustentável para os espaços rural e pesqueiro catarinense. O Governo do Estado lançou nesta terça-feira, 12, em Canoinhas, o SC Rural 2 – Programa de Desenvolvimento Sustentável do Espaço Rural e Pesqueiro de Santa Catarina. O programa contará com investimento de US$ 150 milhões, sendo US$ 120 milhões financiados pelo Banco Mundial e US$ 30 milhões de contrapartida do Governo do Estado, um investimento que, em valores atuais, representa cerca de R$ 750 milhões, com execução prevista para seis anos a partir de 2026.
O SC Rural 2 tem como foco impulsionar o desenvolvimento sustentável no campo e nas comunidades pesqueiras, combinando geração de renda, inovação, inclusão social e enfrentamento às mudanças climáticas. O programa está estruturado em quatro eixos: ações ambientais voltadas à conservação do solo, biodiversidade e gestão da água; fortalecimento econômico com incentivo à tecnologia, empreendedorismo e modernização produtiva; investimentos em infraestrutura, com ampliação do acesso à internet e melhoria da energia elétrica; além do aperfeiçoamento dos serviços públicos de pesquisa, assistência técnica, governança e inspeção.
O programa tem como meta beneficiar cerca de 145 mil pessoas, atendendo diretamente aproximadamente 48 mil famílias rurais. O público-alvo inclui agricultores familiares, mulheres agricultoras e pescadoras, jovens rurais e do mar, comunidades indígenas e quilombolas, além de pescadores artesanais. O programa prevê apoio financeiro não reembolsável para mais de 20 mil projetos, estimulando a produção sustentável, a inovação tecnológica e a segurança alimentar. A expectativa é ampliar em 20% o valor bruto de vendas de empreendimentos e organizações rurais apoiadas.
“Mais de 50% dos recursos do SC Rural 2 serão destinados diretamente aos produtores, permitindo investimentos nas propriedades sem necessidade de reembolso. É um programa pensado para fortalecer a produção, gerar oportunidades e preparar o campo catarinense para os desafios climáticos e econômicos do futuro”, destacou o governador Jorginho Mello.
Além do apoio financeiro, o programa prevê a capacitação de aproximadamente 45 mil pessoas em boas práticas produtivas e ações para promover a gestão sustentável de 42 mil hectares de terras e águas. Cerca de 25% dos projetos apoiados deverão ser liderados por mulheres.
“O SC Rural 2 vai ampliar as oportunidades para que os agricultores possam empreender em suas propriedades e modernizar as estruturas de produção. Representa um novo marco para o desenvolvimento rural em Santa Catarina, pois foi construído para atender às reais necessidades do campo”, destaca o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Admir Dalla Cort.
O programa dá continuidade às políticas públicas desenvolvidas pelos programas Microbacias 1, Microbacias 2 e SC Rural 1, iniciativas que deixaram importantes resultados para Santa Catarina, como aumento da produção e da renda, melhorias na qualidade da água, do solo, das moradias e dos serviços públicos voltados ao espaço rural e pesqueiro. Agora, o SC Rural 2 amplia esse legado com foco na sustentabilidade ambiental, na adaptação climática e na redução das desigualdades regionais. O evento de lançamento do programa também contou com a Mostra da Agricultura Familiar.
Operacionalização
O programa funciona em um modelo integrado de parceria institucional. A coordenação geral e a implementação do SC Rural 2 são responsabilidade da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape), por meio da Diretoria Executiva do SC Rural (DESC), que atua como Unidade de Gestão do Programa.
Para a execução das ações, o programa conta com as seguintes instituições coexecutoras: Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) ;Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc); Instituto do Meio Ambiente (IMA) e Secretaria Executiva da Aquicultura e Pesca (SAQ).
O diretor executivo do SC Rural 2, André Emiliano Uba, ressalta o empenho das equipes envolvidas na construção do programa. “O SC Rural 2 é resultado de um trabalho técnico integrado, construído com muito comprometimento das equipes e das instituições parceiras. Nosso objetivo é garantir que os recursos cheguem de forma eficiente aos produtores rurais e pescadores, fortalecendo o desenvolvimento sustentável e criando oportunidades para as famílias permanecerem no campo e no mar com mais qualidade de vida”, afirma Uba.
Para acessar os recursos, os agricultores deverão procurar o escritório da Epagri . Os técnicos irão elaborar os projetos, que serão analisados, de acordo com os critérios de enquadramento.
Resultados do SC Rural 1
O SC Rural 1 atuou com o foco principal de aumentar a competitividade dos empreendimentos das organizações de agricultores familiares e também de unidades individuais. Estudos demonstraram um incremento de 34% na renda líquida em empreendimentos de organizações de agricultores familiares que implantaram melhorias nos planos de negócio com o apoio do programa.
O produtor André Faccin, que integra a cooperativa de embutidos no município de Ouro, destaca que o investimento de cerca de R$ 600 mil a fundo perdido, viabilizado pelo SC Rural 1, beneficiou a cooperativa. Os recursos auxiliaram na construção da fábrica e na aquisição de maquinários voltados à produção de embutidos e derivados da carne suína, como salame, linguicinha, torresmo e outros produtos de origem suína. A elaboração do projeto contou com a orientação técnica da Epagri.
Os recursos, aplicados entre 2016 e 2017, fortaleceram a cooperativa e trouxeram mais estabilidade para as famílias que vivem da agricultura familiar. “Os investimentos do SC Rural 1 foram essenciais para levantar a fábrica e comprar os maquinários para a industrialização da carne suína e seus derivados. Isso melhorou a nossa vida. Hoje, como produtor, trabalho na terminação dos animais e também na industrialização, o que garante renda nas duas pontas do processo”, destaca André Faccin.
Ao longo da execução do SC Rural 1, foram estruturadas 90 redes de cooperação, apoiados 260 projetos de adequação e formalização de empreendimentos da agricultura familiar e 66 projetos de atividades não agrícolas, além da criação de 75 novos empreendimentos da agricultura familiar. O programa também possibilitou a legalização de 200 agroindústrias junto ao Serviço de Inspeção Estadual (SIE). Os resultados práticos incluíram a ampliação significativa da capacidade produtiva de agroindústrias alimentícias e o aumento expressivo da produção leiteira em propriedades beneficiadas pelo apoio estrutural do programa.
Além dos impactos econômicos, o SC Rural 1 promoveu avanços ambientais, sanitários, sociais e de infraestrutura. Foram recuperados 1.200 hectares de mata ciliar e mobilizados mais de 50 mil usuários de água para cadastro em bacias hidrográficas. Na área sanitária, 194 propriedades rurais foram certificadas como livres de Brucelose e Tuberculose, após exames em mais de 25 mil vacas.
Em infraestrutura, o programa recuperou 211 quilômetros de estradas rurais. O impacto social também foi relevante, com a formação de 2.183 jovens como Protetores Ambientais e 1.800 jovens rurais capacitados em gestão e empreendedorismo, dos quais 902 receberam apoio para investir em seus projetos. O programa ainda prestou assistência técnica a 1.999 famílias indígenas, incluindo investimentos voltados ao fortalecimento da produção leiteira em comunidades indígenas do Estado.
A União Europeia anunciou nesta terça-feira (12) a exclusão do Brasil da lista de países autorizados a exportar carnes e produtos de origem animal para o bloco europeu.
A medida passa a valer em 3 de setembro e foi tomada porque, segundo as autoridades europeias, o Brasil não apresentou garantias suficientes sobre o controle do uso de antimicrobianos na pecuária.
Na prática, isso significa que produtos brasileiros como carne bovina, carne de frango, ovos, mel, peixes e animais vivos destinados à alimentação poderão deixar de entrar no mercado europeu caso o governo brasileiro não consiga atender às exigências sanitárias até a data-limite.
A decisão foi confirmada pela Comissão Europeia e ainda precisa ser formalizada no diário oficial da União Europeia para produzir efeitos legais definitivos.
A União Europeia mantém uma lista de países considerados aptos a exportar produtos de origem animal ao bloco. Para integrar essa relação, cada país precisa comprovar que segue as normas sanitárias europeias.
O Brasil estava autorizado até agora, mas acabou retirado da lista após a revisão das regras ligadas ao uso de antimicrobianos na criação animal.
Outros países do Mercosul, como Argentina, Paraguai e Uruguai, permaneceram autorizados a exportar normalmente para o bloco europeu.
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Entenda substâncias
Antimicrobianos são medicamentos usados para combater microrganismos como bactérias, vírus, fungos e parasitas. Na pecuária, essas substâncias podem servir tanto para tratar doenças quanto para estimular o crescimento dos animais e aumentar a produtividade.
A União Europeia proíbe especialmente o uso de antimicrobianos que também são importantes para tratamentos médicos em humanos. O objetivo é evitar a chamada resistência antimicrobiana, situação em que bactérias passam a resistir aos medicamentos.
Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.
O bloco europeu considera que o Brasil ainda não demonstrou de forma suficiente que essas substâncias deixaram de ser usadas ao longo de toda a cadeia produtiva animal destinada à exportação.
Como afeta o Brasil
A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.
Além da carne bovina, a medida pode afetar exportações de aves, ovos, mel, peixes, equinos e produtos derivados de origem animal.
O problema não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.
Para voltar à lista, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados.
Caminhos possíveis
Em abril, o governo brasileiro publicou uma portaria proibindo parte dos antimicrobianos utilizados como melhoradores de desempenho animal. Mesmo assim, a União Europeia avalia que ainda faltam garantias adicionais.
O Brasil tem dois caminhos para reverter a situação: ampliar as restrições legais aos medicamentos restantes ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam essas substâncias.
A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.
Setor reage
Entidades do agronegócio brasileiro afirmaram que trabalham em conjunto com o Ministério da Agricultura para atender às exigências europeias antes da entrada em vigor da medida.
A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) afirmou que o Brasil continua habilitado a exportar carne bovina ao mercado europeu até setembro e disse que o setor tem sistemas robustos de controle sanitário e rastreabilidade.
Já a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) declarou que o país cumpre as normas internacionais e prestará esclarecimentos técnicos às autoridades europeias.
Representantes do setor de mel também criticaram a decisão. Segundo a Associação Brasileira dos Exportadores de Mel, o Brasil é um dos maiores produtores de mel orgânico do mundo e não haveria justificativa técnica para restrições ao produto.
Pressão europeia
A decisão ocorre poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, tema que enfrenta resistência de agricultores europeus, especialmente na França. Na segunda-feira (11), o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) anunciou que o Brasil tinha começado a exportar carnes bovina e de aves ao mercado europeu com alíquota zero, por causa do regime de cotas do acordo.
Apesar disso, a medida sanitária não faz parte diretamente do acordo comercial. As regras sobre antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo.
O comissário europeu para Agricultura, Christophe Hansen, afirmou nesta terça que os produtores europeus seguem regras sanitárias rigorosas e que os produtos importados precisam obedecer aos mesmos padrões.
* com informações da Agência Lusa




Atenção profissionais com experiência no setor portuário. O Porto Itapoá está com vagas abertas em diversos níveis, presenciais, em Itapoá, uma das cidades que mais cresce no país. O movimento de contratações faz parte dos planos de expansão do terminal, que já registrou um crescimento de 25% entre 2024 e 2025, com novos equipamentos e novas áreas.
São vagas para as seguintes posições em aberto, e também para o banco de talentos:
• Banco – Operador de Equipamentos Sr – PT
• Banco – Operador de Equipamentos Pl – RTG, RS e EV
• Banco – Operador de Equipamentos Jr – TT (Terminal Tractor)
• Analista de Planejamento
• Técnico de Manutenção Mecânica
• Técnico de Manutenção Elétrica
Os benefícios oferecidos são: Plano de Saúde, Plano Odontológico, Vale Transporte, Previdência Privada, Seguro de Vida, Vale Alimentação e PPR (Plano de Participação nos Resultados).
Para se candidatar a uma das vagas, acesse o site do cadastro no Portal “Trabalhe Conosco” no Portal do Candidato (https://l1nq.com/20az54j) e realize o procedimento de cadastro do currículo. Em sequência acompanhe todas as vagas disponíveis e realize a sua candidatura na vaga desejada.
Lembrando que essas oportunidades são para Itapoá, a cidade catarinense que mais cresceu em termos populacionais, sendo a quarta colocada neste ranking no País, e que comemora números expressivos de desenvolvimento econômico e social. Impulsionada pelo Porto Itapoá, que completa 15 anos de operação em 2026, a cidade viu sua população aumentar em cerca de 136%, seu PIB crescer em termos reais mais de 240%, sua receita multiplicar por 10 e os valores do m² quase quadruplicarem desde a inauguração do terminal.
“O Porto Itapoá orgulha-se de contribuir continuamente para o desenvolvimento da região. O terminal mantém uma relação harmoniosa com a cidade, com diversas ações sociais, culturais e também na área da infraestrutura. Entendemos que para além dos dados econômicos, há todo um entorno que precisa crescer junto, numa relação simbiótica”, ressalta Ricardo Arten, CEO do Porto Itapoá. E essa relação com a cidade, inclui investimentos contínuos
“Em sua quarta expansão, o Porto Itapoá está investindo R$ 500 milhões, e ao todo, desde a sua fundação, já investiu R$ 3 bilhões”, enfatiza Arten. Isso sem falar nos ganhos para a região com obras de infraestrutura como a dragagem da Baía da Babitonga, que vai fazer de Itapoá o primeiro terminal no Brasil a receber navios gigantes com carga máxima.
Por: Augusto César Diegoli (acdiegoli@gmail.com)
Novos empregos
Santa Catarina registrou no primeiro trimestre de 2026 saldo positivo de 59,3 mil empregos com carteira assinada, apurou o Caged, do Ministério do Trabalho. Este foi o terceiro melhor resultado do Brasil, atrás apenas de São Paulo e Minas Gerais. Apesar de positivo, o resultado de SC teve recuo de 8,4% frente aos mesmos meses de 2025, apurou o Observatório da Fiesc. A indústria liderou a criação de vagas no trimestre com 32,4 mil, dos quais 22,8 mil foram na indústria de transformação e 9,6 mil na construção civil. O setor de serviços teve saldo positivo de 23,0 mil vagas, a agropecuária 3,1 mil e o comércio com apenas 150 vagas. Em março, o estado gerou 16,8 mil novas vagas, 59,4% mais do que no mesmo mês do ano anterior, quando teve saldo de 10,6 mil.
De ricos para pobres
A indústria náutica de lazer do Brasil, que inclui produção de iates, navios de passeio e motos aquáticas, está apreensiva com a reforma tributária que incluiu o setor entre os que terão que pagar o Imposto Seletivo (Imposto do Pecado) e o IPVA, o Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores. Debatedores no painel do III Simpósio Internacional Economia Azul, em Florianópolis, na programação do evento semanal Blue Nautical Hub Brasil, presidentes de três grandes estaleiros no país defenderam tributação justa porque o setor é altamente gerador de emprego e renda. O diretor do estaleiro Schaefer Yachts afirmou que governos e legisladores olham para o setor náutico como se fosse rico. Na verdade, o setor é gerador de riqueza, tira dinheiro dos ricos e gera empregos, dá dinheiro para pobres.
Parabéns
A diretora de Gestão do Fundo Nacional de Segurança Pública, que esteve em Florianópolis para assinar um protocolo de intenções com o governo estadual voltado à modernização da gestão de recursos federais em SC, não escondeu sua admiração pelo que testemunhou. Em manifestação, no ato, deu parabéns às autoridades estaduais por “se ver nas ruas o sucesso do trabalho desenvolvido em SC na área da segurança pública” e que “é bom estar ao ar livre, segurar o celular sem medo, poder caminhar”, isso não tem preço.
Ir e vir
Com a chegada do outono, o comportamento do viajante sulista registrou uma inversão de rota: Porto Alegre assumiu a liderança das buscas por passagens de ônibus, desbancando Florianópolis no topo do ranking, comparando com 2025. Levantamento da plataforma ClikBus revela que o “turismo de frio” está antecipado e mais digitalizado em 2026, com cidades serranas como Caxias do Sul e Vacaria ganhando protagonismo frente ao recuo de destinos litorâneos como Balneário Camboriú e Itajaí.
Ferrari dos ares
Já está sendo chamado “Ferrari dos ares” o novo helicóptero do empresário brusquense Luciano Hang. Avaliado em mais de R$ 50 milhões, tido como um dos mais avançados da aviação executiva em operação no Brasil, o AW169 é fabricado pela italiana Leonardo S.p.A. Com dois motores tem capacidade para até oito passageiros.
Breu na praia
Por ter potencial de causar “danos ambientais potencialmente irreversíveis à fauna marinha, especialmente às baleias-francas durante o período de reprodução e cuidado parental”, estão suspensas, judicialmente, para furor da maioria da população, que acha que uma coisa nada tem a ver com outra, as obras de instalação do sistema de iluminação pública na faixa de areia da Praia Central de Garopaba.
Precisa-se
Em diferentes setores da economia de Palhoça, na região metropolitana de Florianópolis, há em oferta, no momento, mais de mil vagas de empregos para diferentes níveis de escolaridade e áreas de atuação. Por isso que mais de 20 empresas, algumas com produção comprometida por falta de pessoal, participaram do Feirão de Empregos, na última semana. A necessidade é tanta que entrevistas foram realizadas no próprio local e com possibilidade de contratação durante o feirão.
Mercosul-UE e Porto
Em vigor provisório desde o dia 1º deste mês, o acordo Mercosul e União Europeia, que cria a maior zona de livre comércio do mundo, está movimentando os mais diversos segmentos do comércio exterior de SC. Quase tudo isso passa por portos, que estão atentos a novas oportunidades. O CEO do Porto Itapoá acredita que será possível ter uma melhor leitura desses impactos dentro de seis meses. Mas, alguns números atuais já demonstram a importância da movimentação de cargas entre o terminal e o bloco da União Europeia. As importações da União Europeia correspondem a cerca de 19% do total movimentado em 2025 pelo porto, que foi de 1,5 milhão de TEUs. Dessas movimentações, 76% foram de alimentos e bebidas.
Destino seguro
Para além de suas belezas naturais e senso de comunidade, SC acaba de ter mais uma característica reconhecida nacionalmente: em um novo estudo, que ouviu brasileiros de todas as regiões, foi considerado o Estado mais seguro para quem deseja montar sozinho em 2026, ao lado do Rio Grande do Sul e Minas Gerais. Os dados são da Verisure, empresa de alarmes monitorados que, nas últimas semanas buscou entender os desafios, motivações e hábitos relacionados à vida independente no país.
Salas climatizadas
Se SC vem perdendo campo na qualidade de ensino, porque outros Estados estão fazendo muito mais, principalmente os nordestinos, Piauí inclusive, noutros se destaca. Acaba de alcançar um marco inédito na educação pública brasileira: é o único a ter 100% das salas de aula climatizadas na rede estadual, composta por 1.040 escolas. Espera-se que o conforto impacte diretamente o aprendizado, na concentração dos alunos e nas condições de trabalho dos professores.
Fischer: 60 anos
Há 60 anos, a Fischer nascia de um sonho simples, guiado por coragem, união e determinação. Com poucos recursos, os irmãos duram início a uma trajetória construída com trabalho, valores sólidos e dedicação. Ao longo do tempo, esse sonho se transformou em uma das maiores indústrias de Santa Catarina, sem nunca perder sua essência familiar. A todos que fazem parte dessa história, trabalhadores, fornecedores, clientes e consumidores, nossa sincera gratidão. Vocês são a razão de seguirmos em frente. Celebramos o passado com orgulho e seguimos confiantes, sempre inovando o futuro.
Comércio irregular
O Sindicato do Comércio Varejista de Brusque se manifestou sobre o comércio ambulante irregular no município. Segundo a entidade, a ação envolve riscos à população, como a venda de produtos sem procedência, itens falsificados e alimentos sem condições inadequadas de consumo. Além disso, a entidade afirma, em nota assinada pelo seu presidente, que não possui competência para fiscalizar a atividade nas ruas, tampouco apreender mercadorias ou adotar medidas para reprimir a ação. Tais atribuições são próprias do poder público municipal, por meio de seus órgãos de fiscalização, com o necessário apoio das forças de segurança quando a situação assim exigir. Outro malefício destacado pela entidade é a concorrência desleal com os comerciantes regulares. O Sindilojas orienta a população a priorizar o comércio legalmente estabelecido, evitando a compra de produtos de origem duvidosa.
Altura mínima
Entre vários projetos que começam a ser analisados na Assembleia Legislativa (Alesc) está um que altera lei de 2013 para adequar os requisitos de altura mínima para ingresso na Polícia Militar e no Corpo de Bombeiros Militar de SC, em conformidade com os parâmetros de razoabilidade já fixados pelo STF. Assim, a altura mínima para as mulheres cairia de 1,60 metro para 1,55 metro, e para os homens de 1,65 metro para 1,60 metro. Outro projeto dispõe sobre a proibição de visitas íntimas para condenados por crimes de feminicídio, estupro e pedofilia, com sentença transitada em julgado, nos estabelecimentos penitenciários de SC.
Negócios com o México
Segunda maior economia da América Latina, só atrás do Brasil, o México está sofrendo menos com o tarifaço dos Estados Unidos, suas empresas estão investindo mais no Brasil e acaba autorizar visto eletrônico a turistas brasileiros o que fez saltar os pedidos em 460% nos últimos dois meses. O embaixador do México no Brasil em visita oficial a SC afirmou ver potencial de muito mais intercâmbio econômico. O embaixador foi recebido pelo governador e fez visita à Tupy, de Joinville, uma das indústrias icônicas de SC que tem fábrica no México. O governador falou do interesse de SC e ampliar relações econômicas, culturais e científicas com o México, o que o embaixador afirmou ser de interesse também do seu país.
Craft Beer Festival
Itajaí se prepara para receber, dias 23 e 24 de maio a sexta edição do Craft Beer Festival na cidade, considerado o maior festival de cervejas artesanais do Sul do Brasil. Realizado no Centreventos Itajaí, o evento reúne música ao vivo, gastronomia variada e uma seleção variada de chopes, consolidando-se como uma das principais opções de lazer e entretenimento da região. Um dos destaques do festival é a presença de 22 cervejarias artesanais, que juntas oferecem mais de 200 tipos de chope e opção até para quem não curte cerveja, pois o evento também contará com um bar de drinks variados. Há também cervejas e drinks sem álcool, além de cervejas sem gluten.
Velocidade
Talvez Freud explique o que faz com que quem trafega pela BR-101 de Florianópolis para o norte do Estado tenha limite de velocidade até 100 km/h enquanto no sentido oposto, da Capital para o Sul, até o limite com o Rio Grande do Sul, 110 km/h.
Lido, alhures
Será que Públio Cornélio Tácito, historiador romano, já previa a existência do Brasil ao afirmar que “quanto mais corrupto é o Estado, mais numerosas são as suas leis”?
Morar
O fenômeno do downsizing: a troca de residências amplas por imóveis compactos e equipados tem ganhado força em SC. As negociações de estúdios (até 45 m2) em Itajaí, por exemplo, cresceram 179% no primeiro semestre de 2025 conforme dados da plataforma “mobiliária DWV.
Medalha de prata
Dados atualizados da Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos informam que Itajaí alcançou como porto brasileiro que mais movimenta passageiros de cruzeiros, superando Rio de Janeiro e caminhando célere para competir com o primeiro, Santos. Na temporada 2025/2026, encerrada em abril, o terminal catarinense recebeu 37 escalas de transatlânticos e mais de 169 mil passageiros. Esse desempenho ocorre em momento de expansão, com investimentos superiores a R$ 400 milhões na sua capacidade operacional, incluindo um novo terminal de cruzeiros, com cerca de 20 mil m2 de área construída, três pavimentos e capacidade para receber os maiores navios do mundo. O empreendimento é orçado em aproximadamente R$ 300 milhões. Outro destaque é o Boulevard Marina Itajaí, considerado o maior shopping náutico do Brasil, com investimento inicial de R$ 100 milhões.
SUS
O Ministério da Saúde anunciou que o Estado de SC será contemplado com 118 veículos, dos quais 25 ambulâncias, 48 micro-ônibus e 45 vans, destinados a deslocamentos superiores a 50 km até os serviços de saúde do SUS. É a primeira vez que o Ministério da Saúde compra e oferta transporte sanitário diretamente a estados e municípios, enfrentando um dos principais obstáculos no acesso à saúde especializada: a distância entre o local de residência do paciente e os serviços de média e alta complexidade.
Coração badense do Brasil
Guabiruba carrega, em seus sobrenomes, bairros e vínculos ainda vivos com a Alemanha, uma herança singular no Brasil. Sua história está ligada ao grande movimento migratório europeu do século XiX e, de modo decisivo, à imigração vinda do antigo Grão-Ducado de Baden. A base desta reflexão está em Lothar Wieser, no livro Esta terra é um paraíso: a imigração badense ao Brasil no século XIX no qual afirma que a Colônia Itajay-Brusque constituiu a maior comunidade badense do Brasil. Expressiva parte desses imigrantes recebeu lotes e se fixou no território que hoje forma Guabiruba. Com a fundação de Brusque em 1860, iniciou-se a ocupação planejada de áreas do Vale do Itajaí-Mirim. Já na segunda leva, chegada em 1860, famílias badenses foram encaminhadas para terras da atual Guabiruba. A composição original da pesquisa indica que cerca de 75% das famílias nominadas eram originárias de Baden. A Prússia representava 6%, enquanto outros lugares somavam 19%. Dentro do próprio grupo badense, que representava 75% das famílias de Guabiruba, Karlsdorf e Neuthard juntas somavam quase 40%, revelando a força dessa origem na formação local.
Floripa pode ser como Mônaco
Florianópolis, uma cidade situada em ilha com baías de águas calmas e natureza exuberante, tem potencial para ser como o principado de Mônaco na economia do mar, também conhecida como economia azul. Essa é a visão do economista e consultor internacional Miguel Marques, de Portugal, considerado o maior nome global em planejamento para economia do mar. Ele fez palestra no Simpósio Internacional de Economia Azul, em Florianópolis, colocando mais uma comparação internacional para a cidade que também é chamada de Ilha do Silício por ter forte tecnologia. Por sua vez, Mônaco é a cidade onde a economia azul tem maior impacto na geração de riqueza, com valorização de imóveis e de uma série de serviços.
Acidentes de trabalho
Apenas em 2025, 170 pessoas perderam a vida enquanto trabalhavam em território catarinense. Áreas de saúde e alimentos e bebidas são as líderes em ocorrências do tipo desde 2020, segundo levantamento do Observatório Fiesc. Cerca de 39 mil pessoas sofreram acidentes de trabalho em SC no ano de 2025. A falta de conscientização sobre segurança no trabalho é um dos principais motivos para a manutenção do alto número de acidentes de trabalho no Estado. Joinville, Blumenau e Florianópolis são os municípios catarinenses que mais registraram acidentes de trabalho em 2025.




A emissão de Nota Fiscal Avulsa só será válida até dia 30 de junho, e essa mudança impactará diretamente quem trabalha de forma autônoma. A partir de 1° de julho de 2026, pessoas físicas, como prestadores de serviço eventuais, produtores rurais e transportadores autônomos, precisarão se inscrever no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) para continuar emitindo documentos fiscais ou se tornar MEI.
A medida exige atenção, mas não significa que o cidadão precisará abrir uma empresa. A inscrição no CNPJ será utilizada apenas como um registro para identificação e controle dos tributos, sem alterar a condição de pessoa física.
Na prática, a mudança atinge quem hoje usa a Nota Fiscal Avulsa para formalizar serviços ou atividades pontuais. Esses profissionais passarão a emitir documentos fiscais eletrônicos vinculados ao CNPJ, seguindo o novo modelo adotado em todo o país.
A alteração faz parte de uma atualização no sistema tributário nacional, que busca unificar cadastros e tornar mais simples o acompanhamento das atividades econômicas. A previsão também inclui, de forma gradual, a substituição de outros registros fiscais, como a Inscrição Estadual, até o ano de 2032.
Diante desse cenário, a Prefeitura de Itajaí orienta que os profissionais que utilizam a Nota Fiscal Avulsa fiquem atentos às mudanças e busquem informações com antecedência junto aos seus contadores.
Fotos: Richard Casas/GVG
O governador Jorginho Mello assinou nesta quarta–feira, 6, um termo de cooperação que oficializa a chegada da multinacional alemã Schomäcker a Santa Catarina. A empresa, com sede em Melle, na Alemanha, instalará sua nova planta no Perini Business Park, em Joinville, com um investimento inicial de R$ 205 milhões e a geração de 105 empregos diretos. Essa será a primeira fábrica da empresa no Brasil e a ideia é produzir para o mercado nacional e para exportação.
“Santa Catarina é um Estado diferente, a gente prestigia quem empreende. Temos feito muitos investimentos na parte da infraestrutura rodoviária, infraestrutura elétrica, entre outros, para que cada vez mais empresas do mundo também decidam abrir sua primeira fábrica no nosso País aqui nas cidades catarinenses”, afirmou o governador Jorginho Mello.
O documento assinado entre o governador de Santa Catarina e o sócio-administrador da Schomäcker, Joachim Henrich Wilhelm Sommer, estabelece o apoio estratégico do Governo do Estado em frentes essenciais para o sucesso do projeto, incluindo a facilitação logística e a identificação de fornecedores locais por meio da Invest SC, empresa pública de atração de investimentos para o território catarinense.
“Nós estamos trazendo uma tecnologia inovadora e que reduziu um processo de fabricação que levava 3 horas para apenas 3 minutos por peça. Nós fabricamos as nossas próprias máquinas usadas nesse processo inovador”, explica Joachim.
A assinatura gera segurança institucional ao investidor estrangeiro, sinalizando de forma clara que Santa Catarina atua como uma verdadeira parceira da iniciativa privada, executando políticas públicas focadas na industrialização de alto valor agregado. A atração do investimento contou com o apoio do deputado estadual Matheus Cadorin, que também participou da reunião de trabalho.
Acompanharam a audiência e a assinatura do termo de cooperação os secretários da Fazenda, Cleverson Siewert, de Indústria Comércio e Serviços, Edgard Usuy, o presidente da Invest SC, Gil Prayon, por parte do Governo do Estado, e Joachim Luiz Bustamante Sommer, CSO da Schomäcker na Alemanha, e Rodrigo Bernardi, CEO da Schomäcker do Brasil.
Indústria 4.0 e engenharia de excelência
A chegada da Schomäcker agrega um peso imensurável ao já robusto ecossistema industrial catarinense. Trata-se de uma autêntica operação de Indústria 4.0. Com equipamentos exclusivos e engenharia de excelência, a empresa produzirá itens únicos no mercado. O nível de inovação tecnológica da planta é tão elevado que o processo de produção de suas peças inovadoras foi reduzido drasticamente: o que antes levava 3 horas, agora é concluído em apenas 3 minutos.
Impacto econômico e expansão
Os números do projeto reforçam a confiança da companhia no mercado catarinense e brasileiro. A operação se inicia com um aporte direto e projeções ousadas. A expectativa da nova fábrica no Brasil é gerar R$ 339 milhões em receitas.
O plano estratégico prevê uma expansão já no curto prazo. Nos próximos 5 anos, a empresa prevê injetar mais R$ 317 milhões na operação local. A planta fabril inicia com mais de cem funcionários e projeta um aumento de quase 100% no seu quadro de colaboradores até 2031.
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Foto: Leo Munhoz / SecomGOVSC
O governador Jorginho Mello entregou nesta quarta-feira, 6, a Licença Ambiental de Instalação (LAI) para a obra de alimentação artificial da Praia de Meia Praia, em Itapema. O documento foi concedido pelo Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) e prevê quatro meses de obras que devem trazer proteção costeira e a qualificação urbana do Litoral catarinense. Estiveram presentes na cerimônia o presidente do IMA, Josevan Carmo da Cruz Junior, o prefeito de Itapema, Alexandre Xepa, além de parlamentares e outras autoridades locais.
A intervenção prevê o alargamento da faixa de areia ao longo de aproximadamente 4.750 metros de extensão, com a utilização de cerca de 416 mil metros cúbicos de sedimentos. A obra resultará em um acréscimo médio de 20 metros na largura da praia, ampliando a área disponível para uso público e reforçando a proteção da orla.
Para o governador Jorginho Mello, a obra representa o cuidado com o povo do Litoral catarinense: “Estamos investindo em uma solução que protege a nossa orla, valoriza as cidades e garante mais segurança para moradores e turistas. É um projeto que une desenvolvimento e cuidado com o meio ambiente”, destacou.
A alimentação artificial da praia é considerada uma medida fundamental para enfrentar o avanço do mar e os processos erosivos que historicamente afetam a região. A iniciativa amplia a proteção costeira, aumenta a resiliência da orla frente a eventos climáticos e contribui para equilibrar a pressão urbana sobre o ecossistema litorâneo.
“Essa licença é resultado de um trabalho técnico que analisa os impactos e define como a obra deve ser feita para proteger o meio ambiente. O licenciamento serve justamente para isso: estudar o projeto, prever os impactos e estabelecer regras para que a obra aconteça com responsabilidade ambiental. O IMA tem experiência consolidada nesse tipo de análise, o que garante mais segurança e qualidade nas decisões”, afirmou o presidente do IMA, Josevan Carmo da Cruz Junior.
Localizada no município de Itapema, a Meia Praia é uma das áreas mais urbanizadas do Litoral catarinense, e a obra deve trazer mais segurança para moradores, turistas e infraestrutura urbana, além de qualificar o uso público do espaço.
O projeto prevê o lançamento de 416 mil a 498 mil m³ de areia ao longo de 4,75 km de orla, entre os molhes dos rios Perequê e Taboleiro das Oliveiras. A faixa de areia deve ganhar entre 20 e 60 metros de largura, conforme o trecho. O material será dragado de jazida a cerca de 19 km da costa, com características compatíveis à areia nativa. A intervenção será executada em etapas, com liberação gradual dos trechos. O investimento total é de aproximadamente R$ 60 milhões.
O prefeito Alexandre Xepa destacou o impacto da obra. “A nossa praia precisa dessa ampliação. A cidade cresce, o turismo aumenta e a estrutura precisa acompanhar. É uma obra que protege a orla, amplia o uso e projeta Itapema para um novo patamar. Depois do alargamento, não tenho dúvida nenhuma que vai ser o metro quadrado mais valorizado do Brasil.”
A reta final da declaração do Imposto de Renda já começou e o prazo está mais apertado do que muitos imaginam. A entrega se encerra no próximo dia 29 de maio e milhões de brasileiros ainda não enviaram seus dados à Receita Federal.
Até o momento, mais de 19 milhões de declarações já foram entregues em todo o país, mas o número ainda está abaixo do esperado para o período. Especialistas alertam que deixar para a última hora pode aumentar o risco de erros, além de dificuldades técnicas causadas pelo alto volume de acessos próximos ao fim do prazo.
Com o encerramento se aproximando, a recomendação é clara: não há mais tanto tempo quanto parece. A reta final exige atenção redobrada dos contribuintes, tanto para evitar inconsistências quanto para garantir o envio dentro do prazo.
A declaração de Imposto de Renda é uma certeza na vida de milhões de brasileiros, mas há detalhes nesse processo que podem passar despercebidos até mesmo pelos mais atentos. André Charone, contador, tributarista e mestre em negócios internacionais, professor universitário e autor do livro "Declaração de Imposto de Renda: Dicas e Truques que o Leão Não Quer Que Você Saiba", esclarece alguns desses pontos menos óbvios. Veja abaixo cinco aspectos do imposto de renda que raramente são discutidos:
1. Erros podem ser corrigidos sem pânico:
André Charone ressalta que um dos maiores medos dos contribuintes é cometer erros na declaração. No entanto, ele tranquiliza: "Se você cometeu um erro, pode enviar uma declaração retificadora sem necessidade de pagar multas, desde que faça isso antes de ser notificado para uma auditoria." Isso mostra a flexibilidade do sistema em permitir correções. No entanto, o contador ressalta que o contribuinte deve ficar atento para corrigir as inconsistências antes de receber a notificação da Receita Federal. “Caso contrário, não será possível mais realizar a retificação”, destaca Charone.
2. Pode ser bom declarar mesmo que você não esteja obrigado:
O contador destaca um aspecto muitas vezes ignorado sobre a declaração do imposto de renda: os benefícios de declarar mesmo quando não se é obrigado. Muitos contribuintes assumem que, se não atingem o limite de renda que torna a declaração obrigatória, não há vantagens em preenchê-la. No entanto, existem situações em que declarar pode ser extremamente benéfico.
"Por exemplo, pessoas que tiveram imposto retido na fonte e não são obrigadas a declarar podem receber uma restituição se optarem por enviar a declaração", explica Charone. Além disso, realizar a declaração voluntariamente pode facilitar a obtenção de vistos para viagens internacionais ou a aprovação de financiamentos e empréstimos, já que muitas instituições financeiras e consulados pedem o comprovante de declaração de renda como prova de rendimentos.
3. Declarações em conjunto podem ser benéficas (ou não):
Casais têm a opção de fazer a declaração conjuntamente ou separadamente, e a escolha entre uma e outra pode impactar significativamente o valor a pagar ou a restituir. André destaca que "em muitos casos, a declaração conjunta pode ser mais benéfica, dependendo das rendas e das deduções envolvidas". Ele recomenda analisar cuidadosamente as finanças do casal antes de decidir.
O especialista explica que, em algumas situações, a soma das deduções e dos limites fiscais pode favorecer a declaração conjunta, especialmente quando um dos cônjuges não tem rendimentos. “No entanto, quando ambos possuem rendimentos altos tende a ser mais vantajoso declarar em separado”, alerta o contador.
4. A restituição não passa de um “empréstimo grátis” ao governo:
Embora aquele dinheirinho extra da restituição possa ajudar bastante no orçamento familiar, André Charone comenta que não existe muito motivo para ficar agradecido ao Fisco. “A restituição não é um benefício concedido pelo governo. Muito pelo contrário, na verdade é o reembolso dos valores que foram retidos a mais em relação ao que você devia”. Segundo o contador, a declaração de imposto de renda faz um ajuste entre o valor que foi retido ao longo do ano anterior e o que o contribuinte de fato devia, após o lançamento de todas as deduções.
“Se foi retido mais do que era devido, o governo vai lhe restituir essa diferença. Na prática, é como se você tivesse emprestado, sem juros e sem escolha, seu dinheiro para o Fisco e agora o recebesse de volta”, explana Charone.
5. A fiscalização está mais tecnológica do que nunca:
Com o avanço tecnológico, a Receita Federal tem melhorado seu sistema de cruzamento de dados. "A chance de ser convocado para ajustar sua declaração ou mesmo enfrentar uma auditoria aumenta se houver inconsistências", alerta o autor. A tecnologia tem tornado a fiscalização mais eficaz, exigindo maior precisão nas declarações. Charone destaca que o uso de softwares sofisticados pela Receita permite que ela identifique rapidamente discrepâncias ou omissões, o que torna ainda mais crucial a precisão no preenchimento das informações.
Sobre o autor
André Charone é contador, professor universitário, Mestre em Negócios Internacionais pela Must University (Flórida-EUA), possui MBA em Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria pela FGV (São Paulo – Brasil) e certificação internacional pela Universidade de Harvard (Massachusetts-EUA) e Disney Institute (Flórida-EUA).
É sócio do escritório Belconta – Belém Contabilidade e do Portal Neo Ensino, autor de livros e centenas de artigos na área contábil, empresarial e educacional.
Seu mais recente trabalho é o livro "Empresário Sem Fronteiras: Importação e Exportação para pequenas empresas na prática", em que apresenta um guia realista para transformar negócios locais em marcas globais. A obra traz passo a passo estratégias de importação, exportação, precificação para mercados externos, regimes tributários corretos, além de dicas práticas de negociação e prevenção contra armadilhas no comércio internacional.
Disponível em versão física: https://loja.uiclap.com/titulo/ua111005/
e digital: https://play.google.com/store/books/details?id=nAB5EQAAQBAJ&pli=1
Instagram: @andrecharone
Imagem André: Divulgação / Consultório da Fama


Com o lançamento do Desenrola Brasil 2.0, o governo federal mira nos efeitos econômicos e sociais da expansão das apostas online no país. A nova versão do programa foi anunciada com foco na renegociação de dívidas de famílias e pequenos negócios e traz, entre suas medidas, o bloqueio de apostas online por um ano para quem aderir à iniciativa.
O movimento ocorre em meio a novos levantamentos que apontam o peso crescente das bets sobre o orçamento das famílias: de janeiro de 2023 a março de 2026, a inadimplência associada às apostas retirou R$ 143 bilhões do comércio varejista, segundo a CNC. Enquanto o gasto dos brasileiros com essas plataformas superou R$ 30 bilhões por mês.
Para o setor de alimentação fora do lar, esse impacto está bem mapeado. Pesquisa da Abrasel realizada em 2024 mostrou que 43,5% dos empresários ouvidos percebem influência das bets na gestão ou no resultado do estabelecimento. Entre os que identificam esse efeito, os principais reflexos aparecem no comportamento dos funcionários, na frequência de consumidores e no desempenho das vendas.
Quando uma fatia crescente do orçamento doméstico passa a ser drenada pelas apostas, a alimentação fora do lar tende a perder espaço. Entre os empresários que perceberam impacto das bets na frequência dos clientes, 62,1% relataram queda. No gasto individual, 62,2% também apontaram redução.
Os dados apontam uma relação entre o avanço das apostas e a retração do consumo no setor. Entre os empresários do setor, 86,2% disseram enxergar relação direta entre os hábitos de aposta dos consumidores e a perda de movimento nos estabelecimentos.
Pressão também chega ao ambiente de trabalho
O impacto das bets, porém, também alcança o cotidiano das equipes. Entre os empresários que identificaram mudanças no comportamento dos funcionários que apostam online, 75,5% citaram aumento do endividamento pessoal e 55,1% registraram aumento dos pedidos de adiantamento salarial.
É nesse ponto que o Desenrola 2.0 ganha relevância adicional para o setor. Ao prever renegociação de dívidas com descontos de 30% a 90%, prazos mais longos para pagamento e bloqueio temporário das apostas para aderentes, o programa pode funcionar como uma tentativa de reorganização financeira para trabalhadores que já dão sinais de renda comprometida.
O novo programa também amplia condições para micro e pequenas empresas, com carência maior para início do pagamento, aumento do prazo máximo de quitação e expansão do limite de crédito. Eixo de atuação fundamental para bares e restaurantes, visto que 39% das empresas do setor possuem pagamentos em atraso, segundo outra pesquisa recente da Abrasel, feita em abril.
Para Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel, a questão merece atenção justamente porque reúne duas pressões relevantes sobre o setor. De um lado, o dinheiro comprometido com apostas reduz a frequência e o tíquete médio do consumidor. De outro, a alta da inadimplência se traduz em efeitos concretos sobre os trabalhadores, como maior endividamento e mais pedidos de adiantamento.
“Os novos levantamentos reforçam que esse é um problema que merece muita atenção. O setor sente isso dos dois lados do balcão: o consumidor sai menos e gasta menos, enquanto cresce a pressão financeira sobre os trabalhadores, com aumento do endividamento e dos pedidos de adiantamento. As ações do governo ganham importância justamente por tentar reorganizar esse cenário, num momento em que as bets já impactam consumo, vendas e rotina de trabalho”, comenta.
Sob a promessa de modernização, o Ministério da Fazenda e o Comitê Gestor, recentemente, detalharam as diretrizes da CBS e do IBS. No entanto, por trás das regras unificadas, o que se vê é a arquitetura de um novo sistema de tributação sobre o consumo tão complexo quanto perigoso. O governo aposta todas as suas fichas no polêmico split payment — um mecanismo de recolhimento automático que, na prática, transfere a "mordida" do fisco para o exato instante da transação.
Embora o discurso oficial venda a ideia de "simplificação", a reforma se limita a trocar quatro tributos conhecidos por um sistema dual: a CBS (federal) e o IBS (estadual e municipal). A proposta de separar o imposto no ato da compra visa garantir o caixa do Estado de forma imediata, retirando das empresas a gestão do fluxo de caixa e centralizando ainda mais o controle financeiro nas mãos do governo.
Hoje, o vendedor ainda detém o valor antes do repasse; amanhã, o Estado se servirá primeiro. No papel, a eficiência é garantida; na realidade do contribuinte, o cenário é de um experimento fiscal sem precedentes. Tudo parece simples... mas o tempo (e o bolso do brasileiro) dirá o verdadeiro preço dessa "facilitação".
Ao abrir mais uma reunião do Conselho Superior de Direito da Fecomercio-SP, que debateu o tema "Soberania fiscal em xeque? Tensões e novos paradigmas tributários", compartilhei algumas reflexões sobre o assunto que agora trago aos amigos leitores.
Estamos vivendo um momento extremamente complicado no Brasil, em que os Poderes se confundem. Trata-se de um momento de máxima insegurança jurídica, em que escândalos vêm à tona e os Poderes envolvidos se autoprotegem, numa tentativa de ocultar tanto aquilo que se busca conhecer quanto aquilo que está errado.
Tudo isso acompanhado de um novo sistema tributário que já teve sua implementação iniciada com a CBS e, em 2029, terá com o IBS. Trata-se de uma tributação de consumo que amplia o número de artigos referentes ao tema constantes no Código Tributário Nacional (CTN). Na legislação aprovada, estamos com dez vezes mais artigos sobre a tributação do consumo do que aqueles que constam no CTN, além de três vezes mais artigos para a tributação do consumo do que todo o sistema tributário que conseguimos aprovar na Constituição de 1988.
Essa inflação normativa não é apenas um detalhe estatístico; ela representa um aumento real no custo de conformidade para o contribuinte. Durante o longo período de transição, as empresas serão obrigadas a conviver com dois sistemas tributários distintos e paralelos, gerando uma sobrecarga administrativa sem precedentes. Em vez de eliminarmos a burocracia, corremos o risco de institucionalizar um "monstro de duas cabeças" que exigirá investimentos massivos em tecnologia e assessoria jurídica apenas para que o setor produtivo consiga cumprir suas obrigações básicas.
Os idealizadores da pretendida reforma afirmam que essa decuplicação de artigos sobre consumo e a triplicação de artigos constitucionais têm o objetivo de simplificar o sistema tributário. Confesso que minha inteligência é limitada demais para compreender uma simplificação tão complexa quanto a que vem sendo implementada.
É fundamental, porém, que continuemos a fazer o que sempre fizemos no Conselho Superior de Direito da Fecomercio-SP desde sua fundação: debater, refletir e sugerir.
Atualmente, contamos com um grupo de estudiosos integrado por renomados colegas, como os economistas Marcos Cintra e Paulo Rabello de Castro, além de Felipe Silva, diretor da Faculdade Brasileira de Tributação — a única instituição de ensino superior dedicada exclusivamente ao Direito Tributário no Brasil. Sob nossa coordenação, estamos elaborando um livro a respeito da reforma da tributação do consumo, no qual analisaremos as dificuldades que já se manifestam neste início de implementação.
Essas análises, que estamos consolidando em nossa obra, não se limitam a meras críticas teóricas; configuram-se como alertas práticos sobre os gargalos que o texto atual ignora e que demandarão, inevitavelmente, uma correção de rumo legislativa. O rigor técnico de renomados especialistas serve aqui como subsídio fundamental para que as falhas de implementação sejam mitigadas antes que se tornem entraves permanentes ao desenvolvimento econômico.
Em todas as nossas ações, devemos observar que, a partir de 2027, teremos um novo Legislativo capaz de promover mudanças significativas no cenário atual, haja vista a renovação de dois terços do Senado Federal. É evidente a percepção de que haverá uma maioria conservadora no Congresso, o que deve favorecer uma reflexão profunda sobre o modo adequado de simplificação do nosso sistema tributário.
Quanto mais nos aprofundamos no estudo da Reforma Tributária — como ocorreu durante a elaboração do livro que lancei em parceria com o advogado e professor Daniel Moretti —, mais as incertezas se multiplicam. Ao dialogar com tributaristas de alto nível e docentes das principais universidades do País, percebo que as dúvidas são inúmeras.
Essa atmosfera de hesitação não é apenas um debate entre acadêmicos; ela se traduz em um impacto severo sobre o investimento produtivo. A incerteza tributária atua como um freio invisível, gerando um ambiente de "esperar para ver" que afasta o capital e adia projetos estratégicos. Sem regras do jogo claras e previsíveis a médio prazo, o investidor retrai-se, o que compromete o crescimento econômico imediato do País e a própria geração de empregos.
Por essa razão, tenho encerrado minhas palestras sobre o novo sistema com uma postura de cautela: quando questionado sobre minha opinião, não respondo "sim" nem "não"; eu respondo "talvez".
Ives Gandra da Silva Martins é professor emérito das universidades Mackenzie, Unip, Unifieo, UniFMU, do Ciee/O Estado de São Paulo, das Escolas de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme), Superior de Guerra (ESG) e da Magistratura do Tribunal Regional Federal – 1ª Região, professor honorário das Universidades Austral (Argentina), San Martin de Porres (Peru) e Vasili Goldis (Romênia), doutor honoris causa das Universidades de Craiova (Romênia) e das PUCs PR e RS, catedrático da Universidade do Minho (Portugal), presidente do Conselho Superior de Direito da Fecomercio -SP, ex-presidente da Academia Paulista de Letras (APL) e do Instituto dos Advogados de São Paulo (Iasp).
Fotos: Andreia Tarelow


O futuro da tecnologia na Foz do Rio Itajaí já tem data e local definidos: 7 de maio de 2026, às 18h30, no Elume Centro Regional de Inovação. O evento “Hiring the Future” vai reunir empresários, lideranças e alunos do Entra21, criando uma ponte direta entre quem precisa contratar e quem está se preparando para o mercado. A iniciativa marca um momento estratégico para Itajaí e Balneário Camboriú.
Com 20 anos de história e mais de 9 mil profissionais formados desde sua criação, em Blumenau, o Entra21 chega à edição de 2026 ampliando sua atuação no litoral norte catarinense. As turmas já estão em andamento, com 25 alunos em cada cidade, focadas na linguagem Java — uma das mais demandadas pelo setor de tecnologia.
Em Balneário Camboriú, as aulas acontecem no campus da UDESC. Já em Itajaí, a formação é realizada no Elume Centro Regional de Inovação, colocando os alunos em contato direto com o ecossistema de inovação desde o primeiro dia.
Para José Geraldo Gastaldi, coordenador do Núcleo de Empresas de Tecnologia e Inovação da ACII e diretor do Polo Regional da ACATE, a chegada do programa representa a concretização de um esforço antigo. “Trazer o Entra21 para Itajaí era uma prioridade. O programa tem duas décadas de experiência na formação de profissionais e atua diretamente em uma das maiores demandas do setor: a falta de mão de obra qualificada”, destaca.
O diferencial está na formação completa. São 480 horas de imersão que vão além do ensino técnico, incluindo inglês e o desenvolvimento de soft skills — habilidades essenciais para o dia a dia nas empresas. O inglês, inclusive, é considerado uma competência fundamental para o desenvolvimento de software.
A iniciativa é resultado da atuação conjunta de importantes instituições. A Blusoft-ACATE lidera a execução do programa, conectando alunos ao mercado. O NuTI-ACATE atua na articulação com o setor produtivo, enquanto a UDESC garante a qualidade acadêmica e coordena as atividades nas duas cidades. Além disso, a formação de talentos na região fortalece as empresas locais e cria novas oportunidades para jovens que buscam espaço em uma das áreas mais promissoras da atualidade.

