segunda, 24 de janeiro de 2022
22/10/2021

Boletim Agropecuário aponta aumento de 100% na produção catarinense de trigo


A expectativa de aumento de 102% na produção catarinense de trigo é o destaque do Boletim Agropecuário de outubro. As exportações de proteínas animais também trazem boas notícias para os catarinenses. Em setembro, o estado exportou o maior valor mensal desde o início da série histórica. A exportação de frango registrou aumento de 32% em um mês. O Boletim Agropecuário é emitido mensalmente pela Epagri/Cepa com a avaliação econômica das principais cadeias produtivas do agronegócio catarinense.

 

Trigo

De acordo com estimativa da Epagri/Cepa, Santa Catarina deve colher a maior safra de trigo dos últimos dez anos, com produção de 348 mil toneladas, incremento de 102% em relação à safra anterior. O cenário resulta do crescimento de 74% na área plantada, que é reflexo dos bons preços pagos aos produtores, associados aos incentivos do governo estadual ao cultivo de cereais de inverno.

Os preços pagos ao produtor de trigo em setembro estavam 41,16% superiores ao preço médio praticado há um ano. Em setembro, as cotações de balcão para o trigo no mercado catarinense ficaram em R$ 84,98 a saca de 60kg, variação negativa de 0,14% em relação ao mês de agosto. Atualmente, 80,79% das lavouras de trigo alcançaram a fase de florescimento, 17,84% encontram-se em fase de maturação e apenas 1,37% estão em desenvolvimento vegetativo. O clima úmido e as temperaturas amenas das últimas semanas favoreceram o surgimento de doenças fúngicas, como a Giberela. Diante dessa condição, produtores estão atentos e intensificam os cuidados com a aplicação de fungicidas.

Arroz

A Epagri/Cepa estima uma produção de 1,22 milhão de toneladas de arroz em Santa Catarina na safra 2021/22, volume 2,14% menor que o ciclo agrícola anterior. A redução se deve à queda de 1,74% na produtividade média, passando de 8,4 t/ha obtidos na safra passada para 8,3 t/ha. A área plantada se manteve estável em 147 mil hectares, com 82% das áreas destinadas ao plantio já semeadas.

Em setembro, os preços médios pagos aos produtores catarinenses de arroz tiveram redução de 1% em relação a agosto, fechando o mês em R$ 73,40 a saca de 50kg. Essa tendência de queda está relacionada à baixa oferta dos produtores. Por outro lado, os moinhos não têm conseguido repassar os preços aos mercados atacadista e varejista.

Feijão

Segundo a expectativa da Epagri/Cepa, os preços pagos aos produtores de feijão devem continuar elevados em novembro e dezembro. Em setembro, o preço médio pago aos produtores catarinenses de feijão-carioca permaneceu inalterado em relação a agosto, fechando a média mensal em R$ 237,50 a saca de 60kg. Já para o feijão-preto, os preços tiveram pequena variação negativa de 0,16% no último mês, fechando a média de julho em R$ 232,29 a saca de 60kg.

Até a última semana de setembro, 21,4% da área destinada à produção da safra 2021/22 de feijão prieira safra já mfoi semeada em Santa Catarina. Neste início de safra, o plantio de feijão-preto predomina, pois o cultivo do feijão-carioca é mais tardio e se concentra nas regiões mais frias do Estado, como Campos de Lages, Planalto Sul e Meio Oeste. O plantio deve se intensificar em outubro e novembro, com conclusão prevista para final de dezembro.

Milho

A Epagri/Cepa estima que, devido aos baixos estoques internos nacionais, as cotações do milho devem se manter fortalecidas até o final do ano, na comparação com anos anteriores, a despeito da queda de 4,4% nos preços médios pagos ao produtor catarinense de milho em setembro em relação a agosto. A recente queda entre agosto e setembro foi forçada pelo volume das importações, a expectativa de aumento da área da safra 2021/22 e a colheita da safra dos Estados Unidos.

Até 15 de outubro, 67% da área estimada para cultivo de milho primeira safra em Santa Catarina já estava cultivada. As chuvas contínuas desde o início de outubro atrasaram os plantios no estado.

Soja

O período preferencial de cultivo da soja em Santa Catarina iniciou em outubro, mas a chuva contínua já causa atraso em várias regiões. Os preços fortalecidos no momento se devem à alta do dólar e dos estoques internos. Diversos fatores, no entanto, já orientam para uma baixa nos preços: o prognóstico de aumento de área de cultivo da safra brasileira para 2021/22, a colheita da safra dos Estados Unidos e consequente elevação de estoques naquele país, além da demanda indefinida na China, causada pela paralisação das indústrias de processamento.

Alho

Santa Catarina está com 1.758 hectares cultivados com alho, número 2,3% maior que a estimativa de julho. O plantio foi encerrado em agosto e a cultura se desenvolve normalmente em todas as regiões produtoras. A condição das lavouras é considerada boa até o momento.

Em setembro de 2021, foram importadas 2,53 mil toneladas de alho, o menor volume para o mês nos últimos cinco anos. De janeiro a setembro deste ano, as importações somam 105.87 mil toneladas, enquanto que no mesmo período do ano de 2020 o volume importado foi de 141,45 mil toneladas, redução de 33,6% no período.

Cebola

A Epagri/Cepa mantém a expectativa de Santa Catarina produzir pouco mais de 500 mil toneladas de cebola na safra 2021/22. As chuvas contínuas de outubro podem afetar esta previsão, porém, visto a ocorrência de doenças que já começam a ser relatadas no campo. Se o cenário de patologias se confirmar, os produtores terão aumento no custo de produção que, associado à conjuntura de preços baixos, pode afetar o desempenho da safra e o retorno econômico aos agricultores. “Questão para ser avaliada nas próximas semanas”, afirmam os analistas da Epagri/Cepa.

Com o plantio encerrado em setembro, Santa Catarina chegou a 17.458 hectares cultivados com cebola, redução de 0,54% em relação à estimativa inicial, que era de 17.553 hectares

Os volumes importados de janeiro a setembro deste ano somam 115,07 mil toneladas, contra 194.777 no mesmo período do ano passado. O mercado nacional de cebola continua com alta oferta, provocando preços abaixo do custo de produção nas regiões com produção para comercializar atualmente.

Suínos

Santa Catarina exportou 57,75 mil toneladas de carne suína (in natura, industrializada e miúdos) em setembro, alta de 29,8% em relação ao mês anterior e 34% acima de setembro de 2020. As receitas foram de US$ 136,26 milhões, crescimento de 26,8% em relação ao mês anterior e de 40,3% na comparação com setembro de 2020. Em termos de quantidade, esse foi o maior valor mensal já exportado por Santa Catarina desde o início da série histórica, em 1997, e o terceiro melhor resultado financeiro do período.

De janeiro a setembro, o estado exportou 438,31 mil toneladas de carne suína, com receitas de US$ 1,08 bilhão, altas de 12,6% e 26,4%, respectivamente, em relação ao mesmo período de 2020. Santa Catarina respondeu por 52,9% das receitas e 51,3% do volume de carne suína exportada pelo Brasil este ano.

Aves

Em setembro, Santa Catarina exportou 102,81 mil toneladas de carne de frango (in natura e industrializada), aumento de 32,3%, tanto em relação ao mês anterior quanto na comparação com setembro de 2020. As receitas foram de US$ 187,49 milhões, 22,3% acima do mês anterior e alta de 60,8% na comparação com setembro de 2020. Esses são os maiores valores mensais registrados desde maio de 2019, tanto em volume quanto em receitas.

De janeiro a setembro, Santa Catarina exportou um total de 764,22 mil toneladas, com receitas de US$ 1,34 bilhão, alta de 4,1% em quantidade e de 16,7% em valor, na comparação com o mesmo período do ano passado. O estado foi responsável por 24,4% das receitas geradas pelas exportações brasileiras de carne de frango no ano.

Bovinos

Na primeira quinzena de outubro o preço médio estadual do boi gordo foi de R$ 308,52 a arroba, queda de 3,4% em relação ao mês anterior. Também foram registradas quedas nos preços dos animais de reposição, com variações de -4,7% no caso dos bezerros de até um ano e de -3,3% para os novilhos de um a dois anos. Esses movimentos de queda são decorrentes da paralisação das exportações para a China, em função da detecção de dois casos atípicos da doença conhecida por “vaca louca”, e da demanda desaquecida no mercado interno. Embora Santa Catarina não seja um grande exportador de carne bovina, o mercado interno é afetado pelo que ocorre no âmbito nacional, pois cerca de metade do consumo estadual é abastecido com produto oriundo de outras unidades da federação.

Leite

Outubro registrou sinalizações mais claras de redução nos preços internos de alguns lácteos no mercado atacadista. Isso, combinado com alguma recuperação na produção interna, se refletiu nos preços recebidos pelos produtores catarinenses. Segundo os levantamentos preliminares da Epagri/Cepa, neste mês de outubro, o preço médio recebido pelos produtores catarinenses deve ficar cerca de 4 centavos abaixo do preço médio de agosto.

Leia AQUI a íntegra do Boletim Agropecuário.



Blog

Consumidor que reduziu conta de luz nos últimos quatro meses terá desconto em janeiro

conta de luz chegará mais barata para brasileiros que reduziram 10% do consumo de energia elétrica no acumulado de setembro a dezembro do ano passado, comparado com o mesmo intervalo de 2020. O desconto recairá sobre a parcela de janeiro. A medida faz parte do Programa de Incentivo à Redução Voluntária do Consumo de Energia Elétrica, do Ministério de Minas e Energia.

Estão incluídos no programa os consumidores do chamado grupo B (baixa tensão) e do grupo A (média e alta tensão) das classes de consumo residencial, industrial, comércio, serviços, rural e serviço público.

Também recebem o bônus as residências que participaram do Tarifa Social de Energia Elétrica, benefício do Governo Federal que mantém descontos na conta de luz de famílias de baixa renda inscritas no Cadastro Único ou no Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Como funciona

“O desconto será concedido de modo automático, sem a necessidade de cadastro para os consumidores das classes de consumo residencial, industrial e comercial que atingirem o mínimo de 10% de redução do consumo de energia. O bônus será informado na conta de luz referente ao mês de dezembro de 2021 e creditado como abatimento no valor a pagar na conta de luz subsequente”, explicou o secretário de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia, Christiano Vieira.

A meta de redução para cada local varia de acordo com a definição de cada distribuidora. Cabe a elas informar aos clientes como atingir o consumo esperado. Na prática, quando essa meta é alcançada, o consumidor recebe um bônus de R$ 0,50 por quilowatt-hora (kWh) do total da energia economizada. O bônus a ser creditado na conta de luz é limitado a 20% da redução de energia. 

Os que não estão aptos a receber o bônus são aqueles com sistema de geração distribuída (geradores e beneficiários), os consumidores especiais e livres, que são os que adquirem energia elétrica no ambiente de contratação livre, e aqueles que não têm histórico de consumos medidos a fim de permitir a aferição da queda do consumo.

Incentivo

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) criou uma página para tirar as dúvidas sobre a concessão dos descontos. Já o Ministério de Minas e Energia disponibiliza a Cartilha do Consumidor Consciente de Energia, que apresenta dicas do dia a dia para reduzir o consumo de energia ao usar televisor, chuveiro, geladeira, ar-condicionado e ferro de passar roupas, por exemplo. O material também traz informações sobre como é o sistema elétrico no Brasil.

Auxílio Brasil deve injetar R$ 84 bilhões na economia em 2022, aponta estudo

OAuxílio Brasil vai garantir renda às famílias em situação de pobreza e extrema pobreza e movimentar a economia do país ao longo deste ano. O programa deve injetar pelo menos R$ 84 bilhões na economia em 2022. As famílias deverão gastar 70% desse valor na compra de produtos de consumo imediato como alimentos, medicamentos e no transporte. Esse percentual corresponde a R$ 59,16 bilhões.

As estimativas são de um estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), divulgado nessa quarta-feira (19/01). Do valor total destinado ao consumo imediato, R$ 28,04 bilhões deverá ser gasto no setor de varejo e outros R$ 31,12 bilhões no setor de serviço.

A outra parte dos R$ 84 bilhões será destinada ao pagamento de dívidas e à poupança. A estimativa do estudo é de que 25,74%, ou seja, R$ 21,62 bilhões, serão usados por quem está devendo para quitar ou abater dívidas. E uma parte menor dos recursos, 3,83%, que são R$ 3,21 bilhões, serão poupados para consumo futuro.

“Diante do avanço no grau de endividamento da população, a tendência é que uma parcela significativa seja direcionada para a redução do endividamento”, registra o estudo da CNC. O documento cita o indicador do Banco Central do Brasil de que no terceiro trimestre de 2021, 30,3% da renda média dos brasileiros estava comprometida com dívidas.

O programa de transferência de renda, Auxílio Brasil, foi lançado pelo Governo Federal em substituição ao Bolsa Família. Mais três milhões de famílias foram incluídas neste ano, zerando a fila do programa e aumentando para 17,5 milhões o total de famílias atendidas. Esse é o maior patamar já registrado.

Para calcular o valor que o Auxílio Brasil vai injetar na economia em 2022, o estudo da CNC levou em consideração o pagamento do benefício no valor mínimo de R$ 400 ao total de famílias beneficiadas.

economia em 2022, o estudo da CNC levou em consideração o pagamento do benefício no valor mínimo de R$ 400 ao total de famílias beneficiadas.

Número recorde de famílias beneficiadas

O Auxílio Brasil integra em um só programa várias políticas públicas de assistência social, saúde, educação, emprego e renda. Na terça-feira (18/01), teve início o pagamento dos benefícios já para o total de 17,5 milhões de famílias.

“Estamos fortalecendo cada vez mais as políticas de transferência de renda. Então, tem todo um suporte a esses brasileiros que podem, através disso, inclusive servir de sustentação para uma economia que precisa, sim, cada vez mais aquecer, retomar a estrutura para gerar emprego e fazer com o que o Brasil avance cada vez mais”, disse o ministro da Cidadania, João Roma.

O tíquete mínimo que cada um dos beneficiários receberá é de R$ 400 e o valor médio a ser repassado às famílias, segundo a folha de pagamento do programa para janeiro, chega a R$ 407,54.

São 8,3 milhões de famílias beneficiadas na região Nordeste, 5 milhões de famílias no Sudeste, 2,1 milhões no Norte, 1,1 milhão no Sul e 893 mil no Centro-Oeste.

Setor de Turismo faturou R$ 14,7 bilhões em novembro de 2021

Oturismo nacional faturou em novembro de 2021 a cifra de R$ 14,7 bilhões, segundo levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). O valor é 19,3% maior do que o registrado no mesmo mês de 2020 e representa a oitava alta consecutiva do ano de 2021, segundo cálculos da entidade. O setor aéreo obteve o melhor desempenho no período, com crescimento de 63,3%, seguido pelos serviços de alojamento e de alimentação, que apresentaram alta de 13,1%.

Para o ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, os números demonstram que o setor segue se recuperando do impacto da crise sanitária da Covid-19. “O avanço da vacinação no nosso país e a adoção dos protocolos de biossegurança contribuíram para esta importante recuperação do nosso setor. Com um trabalho empenhado e assertivo conseguiremos atingir o quanto antes índices iguais ou até maiores ao período pré-pandêmico”, ressaltou.

Além dos setores aéreos e de alojamento/alimentação, o segmento de atividades culturais, recreativas e esportivas também apresentou alta no mês de novembro. O crescimento chegou a 12,1% frente ao mesmo período de 2020. Ao todo, foram contabilizados faturamento de mais de R$ 1 bilhão. As atividades de locação de meios de transporte, agências de turismo, operadoras e outros serviços de turismo foram as únicas que tiveram queda em novembro, com redução de 0,7% no total.

A presidente do Conselho de Turismo da FecomercioSP, Mariana Aldrigui, disse esperar bons resultados também na consolidação do mês de dezembro. “O volume de reservas e as manifestações de intenção de viagens se concretizaram em negócios. Isso animou os empresários do setor. É bem possível que os resultados de dezembro sejam também bastante positivos, e a mudança de cenário se dê, infelizmente, nos números de janeiro, por causa da variante ômicron no país”, destacou.

ÍNDICES POSITIVOS

A Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) já havia apontado a gradual retomada do mercado de viagens no Brasil. Segundo o estudo, o Índice de Atividades Turísticas cresceu 4,2% em novembro de 2021 ante o mês anterior (outubro) no país. No acumulado de 2021, as atividades turísticas cresceram 21,1%, influenciadas, principalmente, pelo aumento das receitas das empresas dos ramos de transporte aéreo, hotéis, restaurantes, locação de automóveis e rodoviário coletivo de passageiros.

Com informações do Ministério do Turismo

Grupo Allog completa 20 anos e anuncia expansão de novas unidades no país e exterior

O final de 2021 se apresentou como um marco para o Grupo Allog. Com um crescimento de dois dígitos por ano, a empresa acaba de completar duas décadas de presença no mercado da logística internacional e se consolida como um dos principais agentes de carga do Brasil. Neste início de 2022, a companhia dá mais um passo em direção à expansão nacional com a inauguração de escritórios no Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP) e Curitiba (PR).

 

As novas unidades somam-se aos escritórios de Itajaí (SC), Porto Alegre (RS), Campinas (SP) e Santos (SP). “A Allog é movida a desafios e neste momento estamos abrindo novas frentes de atuação. Em breve, devemos anunciar unidades em outras regiões do país”, explica Bernardo Brügger, diretor comercial do Grupo Allog.

 

Focada em transporte marítimo, aéreo, rodoviário internacional, carga projeto, carga líquida, seguro internacional de cargas e desembaraço aduaneiro, a Allog nasceu em Itajaí (SC) e triplicou de tamanho entre 2015 e 2021, período em que desenvolveu seu primeiro planejamento estratégico. A abertura de novas unidades está pautada no ciclo de Planejamento Estratégico 2031 da empresa, que passa a ser colocado em prática neste início de 2022. O novo momento inclui ainda a expansão internacional. A internacionalização do Grupo Allog deve começar pelos Estados Unidos. O país é um dos principais parceiros econômicos do Brasil e parte das operações da Allog tem o território norte-americano como seu principal destino. “Por este motivo, entendemos que lá seja um dos locais estratégicos para fincarmos esta bandeira”, destaca Brügger.

 

Além da formatação do Planejamento Estratégico 2031, as comemorações de 20 anos incluíram a mudança de endereço em Santa Catarina, onde a Allog foi fundada em dezembro de 2001. Desde junho, o Grupo Allog está no quinto andar corporativo do Absolute Business, de frente para o complexo portuário de Itajaí e Navegantes. Com uma estrutura concebida para atender o crescimento da empresa, o novo endereço oferece um ambiente ainda mais profissional e conectado ao futuro.

 

Festa dos 20 anos

 

Uma festa que contou com a participação dos 200 colaboradores da empresa comemorou os 20 anos do Grupo Allog no Belvedere Beach Club, na Praia Brava, em Itajaí. “Cada um de nós é um ser inédito. O Grupo Allog é o que é porque passaram por ela pessoas únicas, que ajudaram a construir uma forma de fazer os negócios acontecerem, em especial as pessoas que hoje estão na empresa e fazem parte do grande time que formamos”, citou o fundador e presidente do Grupo Allog, Alex Oliveira.

 

A gerente financeira da empresa, Andreia Oliveira Rossi, diz que é imensamente gratificante comemorar os 20 anos e constatar o modelo de companhia que a Allog hoje representa. “Ela foi se tornando, naturalmente, um ótimo lugar para se trabalhar e que ajuda os colaboradores a realizarem seus sonhos. Ter  ajudado a construir este legado nos enche de orgulho e gratidão. Acompanhar cada ano e cada ciclo tem sido enriquecedor”, cita.

Prêmio nacional, recordes históricos e elite do ranking ambiental - As 10 principais realizações do Porto de São Francisco em 2021

O Porto de São Francisco do Sul fez o balanço do trabalho desenvolvido ao longo de 2021.

Foram selecionadas as 10 principais realizações feitas de forma conjunta pela diretoria e pelos colaboradores do complexo portuário.

 

1 - Terceiro melhor porto do país

A eficiência e a qualidade do Porto de São Francisco do Sul foram determinantes para o recebimento do Prêmio Portos + Brasil, entregue pelo Ministério da Infraestrutura, em setembro, em Brasília.

De acordo com a Secretaria Nacional de Portos e Transportes Aquaviários, o complexo portuário do Norte do Estado é o terceiro melhor porto em desempenho do país.

A premiação se baseia no índice do Instituto de Gestão e Administração Pública (Igap), que avalia a gestão das autoridades portuárias, como resultados financeiros, operacionais e gestão administrativa.

Foi o segundo ano consecutivo que o Porto recebe a premiação do governo federal, que visa a reconhecer as melhores práticas adotadas pelos portos organizados do país e os profissionais responsáveis por essas iniciativas.

 

2 - No ranking ambiental, 4º lugar

As boas práticas ambientais do Porto de São Francisco do Sul foram reconhecidas pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), em outubro.

O complexo portuário do Norte catarinense passou do 7º para o 4º lugar no Índice de Desempenho Ambiental (IDA) entre os 34 portos públicos do Brasil.

Numa pontuação máxima de 100 pontos, o Porto de São Francisco chegou a 96,95, um aumento de 12% com relação ao ano anterior, quando tinha 86,57 pontos.

O Índice leva em consideração 38 indicadores relacionados à gestão ambiental dos portos, como preservação da fauna e flora, gerenciamento das operações portuárias e prevenção de riscos.

 

3 - Investimento de R$ 41 milhões na dragagem do canal de acesso

Para manter a eficiência da entrada e saída de grandes navios, o Porto de São Francisco do Sul realizou obras de dragagem dos canais de acesso ao terminal portuário, com investimentos de R$ 41 milhões.

No desassoreamento do canal interno e externo (numa extensão de 17 quilômetros) e nos berços de atracação foram retirados 2,2 milhões de metros cúbicos de sedimentos, o equivalente à capacidade de 150 mil caminhões de areia.

O Projeto Básico da Dragagem de Manutenção oferece mais segurança e eficácia na movimentação de grandes navios no complexo portuário.

 

4 - Movimentação de cargas cresce 14%

Em 2021, a quantidade de mercadoria transportada a partir do Porto de São Francisco do Sul chegou a 13,6 milhões de toneladas, o que representa a maior movimentação de carga de sua história. Com relação a 2020, houve um aumento de 14%.

Em 2020, a soma da exportação e importação de produtos atingiu 11,9 milhões de toneladas.

Os dados confirmam o porto do Norte catarinense como o 7º maior em movimentação de carga, entre os 34 portos públicos do Brasil, e o primeiro de Santa Catarina.

De acordo com as informações divulgadas pela autoridade portuária, as importações foram responsáveis por 52% das cargas, com 7,1 milhões de toneladas.

Destaque para o material siderúrgico, como barras e bobinas de aço, que somaram 3,9 milhões de toneladas, além de fertilizantes e ureia, que alcançaram 2,5 milhões de toneladas.

As exportações, por sua vez, chegaram a 6,5 milhões de toneladas (48% da carga), sendo a soja o principal produto movimentado, com 5,2 milhões de toneladas, seguido pela madeira e celulose, com 700 mil toneladas.

Os dados incluem a movimentação do porto público e do terminal arrendado Tesc.

 

5 - Aumenta em 12% o número de navios atracados no Porto de São Francisco

A eficiência do complexo portuário e o dinamismo da economia catarinense possibilitaram que 460 navios atracassem no Porto de São Francisco do Sul em 2021.

Os dados representam um crescimento de 12% em comparação com 2020, quando 410 embarcações utilizaram o porto do Norte de Santa Catarina para o embarque e desembarque de mercadorias.

Os números se referem ao porto público de São Francisco do Sul e ao terminal privado Tesc, que faz parte do complexo.

Em média, ao longo de 2021, foram 38 navios por mês, enquanto que no ano anterior a média mensal chegou a 34. Atualmente, o Porto de São Francisco tem capacidade para receber até sete navios simultaneamente.

A maioria das atracações (235) foi de navios com carga geral (como madeira, celulose e produtos siderúrgicos), que representaram 51% da movimentação.

Outros 220 navios (48%) carregavam granel sólido (fertilizantes, ureia e grãos, como soja).
As cinco embarcações restantes eram de granel líquido, como óleo vegetal.

Impulsionado pelo auge na exportação de soja, os meses de abril e junho registraram o maior número de atracações: 45 em cada período de 30 dias.

 

6 - Porto bate recorde histórico na importação de fertilizantes e produtos siderúrgicos

A retomada econômica de Santa Catarina em 2021 refletiu positivamente na movimentação de cargas no Porto de São Francisco do Sul.

No ano, o complexo portuário registrou o maior volume da história na importação de insumos para a produção siderúrgica e agrícola.

A chegada de bobinas e barras de aço da Ásia atingiu a marca de 3,8 milhões de toneladas.

O montante representa um aumento de 73% em relação a 2020, quando ingressaram 2,2 milhões de toneladas.

Já a importação de fertilizantes e ureia, utilizados na produção agrícola, passou de 2 milhões de toneladas, em 2020, para 2,5 milhões de toneladas no ano passado, um acréscimo de 27%.

Este adubo é originário do Oriente Médio, principalmente, de países como Irã e Omã, e desembarca em São Francisco do Sul em navios com capacidade de até 57 mil toneladas.

 

7 - Trens transportam 50% da carga de grãos

A ferrovia cumpre um papel essencial no escoamento da produção de grãos para o Porto de São Francisco do Sul.

Em 2021 foram cerca de 700 trens que chegaram ao complexo portuário, carregados de soja e milho, principalmente.

Estas composições transportaram mais de 3 milhões de toneladas, metade da exportação de cereais realizada pelo Porto. O restante chega por meio de caminhões.

A maioria dos grãos é proveniente de Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul e alcança o Porto por meio do corredor ferroviário que liga Mafra, no Planalto Norte de SC, ao Porto de São Francisco, num trajeto de 170 quilômetros.

 

8 - Revitalização da estrutura ferroviária interna à espera da safra de soja

A próxima safra de soja no Brasil, que começa no início de 2022, promete ser a maior da história. Por isso, o Porto de São Francisco do Sul se antecipou e concluiu, em novembro, as obras de melhoramentos para a recepção do cereal pelo modal ferroviário.

O setor que recebe os trens, no Terminal Graneleiro, passou por uma ampla revitalização que incluiu a reforma na balança ferroviária, nivelamento da plataforma e a manutenção da moega, que é a estrutura na qual são descarregados os vagões.

Desde a moega, os grãos são direcionados para os armazéns ou navios, por uma esteira chamada correia transportadora. O elevador que transporta os cereais também recebeu melhorias: a ‘gaiola’ foi substituída e toda a estrutura de 27 metros de altura, modernizada.

 

9 - União autoriza início do processo de arrendamento do Terminal Graneleiro

O Porto de São Francisco do Sul poderá começar os estudos para o arrendamento à iniciativa privada do terminal graneleiro (TG), situado dentro das dependências do complexo portuário.

A qualificação foi aprovada em dezembro, em Brasília, pelo Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do governo federal.

Com a decisão da União, o Porto está autorizado a lançar o edital para contratação de empresa que realizará o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (Evtea), o que deve ocorrer na próxima semana.

De acordo com o cronograma proposto pela autoridade portuária, o processo licitatório será concluído no final do próximo ano, sendo a assinatura do arrendamento prevista para abril de 2023.

Antes do edital, no entanto, haverá diversas audiências públicas e o Tribunal de Contas da União deve emitir um parecer autorizando a licitação.

O Porto de São Francisco conseguiu a delegação do governo federal para conduzir os procedimentos de licitação de novos arrendamentos graças ao elevado Índice de Gestão das Autoridades Portuárias (Igap), que avalia a gestão dos portos, como resultados financeiros, operacionais e gestão administrativa.

 

10 - Porto ajuda no alargamento de praia

Os sedimentos da dragagem do canal do Porto de São Francisco serão usados para alargamento da Praia de Itapoá. O acordo foi assinado em dezembro entre o Porto de São Francisco do Sul e a prefeitura do Norte catarinense.

Os 15 milhões de metros cúbicos de material dragado das obras de aprofundamento e alargamento do canal de acesso à Baía da Babitonga servirão para o engordamento de toda a faixa de areia da orla do Município de Itapoá que, nos últimos anos, tem sofrido com erosão marítima.

A obra, orçada em R$ 215 milhões, será iniciada após a autorização do Ibama que, desde 2015, acompanha o projeto e tem recebido os diversos estudos de impacto ambiental do empreendimento, realizados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias e pelo Porto.

 

Com crescimento na movimentação e incremento na receita, o Porto do Recife fecha 2021 com perspectiva de ampliação das operações

O final de 2021 foi de celebração para o Porto do Recife. A movimentação de cargas terminou dezembro com um crescimento de 30,37% no mês e de 1,96% no ano. Foram 147.810 toneladas movimentadas em dezembro e 1.306.452 toneladas nos doze meses do ano passado.

Esses números se devem principalmente à importação que fechou 2021 com crescimento de 8,66%, o que representou 1.304.410 toneladas, superando as 951.931 do ano de 2020.

Quanto às cargas movimentadas, o açúcar segue com a posição de destaque, seguido pelo malte de cevada, milho e material metalúrgico.

O adoçante pernambucano fechou o ano com 317.395 toneladas movimentadas, sendo 136.235 de açúcar a granel e 181.160 do ensacado. Em comparação com o ano anterior, o açúcar a granel cresceu 51,59% e o ensacado 14,44%. O “ouro branco” é o principal produto de exportação do Porto do Recife, saindo das usinas do Estado e chegando a países como Estados Unidos, Canadá, Romênia e, o principal exportador, o continente africano.

O malte de cevada ficou em segundo na movimentação com 248.822 toneladas descarregadas e 18,29% de crescimento. O destino do malte que chega à capital pernambucana é o polo cervejeiro, atendendo as indústrias como AmBev, Heineken e Petrópolis.

Já o terceiro produto mais movimentado foi o milho. A carga abastece as indústr ias avícolas pernambucanas como Mauricéa, Notaro e Asa, assim como a Guaraves, que fica na Paraíba. No ano de 2021 foram 81.978 toneladas de milho movimentadas no ancoradouro recifense, o que representou um crescimento de 32,20% em comparação com 2020.

O material metalúrgico ficou na quarta colocação, mas teve o maior crescimento acumulado. Foram 23.691 toneladas em comparação com 8.693 toneladas em 2020, crescendo 172,53%. As bobinas de aço compõem essa categoria e abastecem a indústria metalúrgica do Estado.

INCREMENTO NA RECEITA – A boa maré no Porto do Recife não ficou só na movimentação de cargas. O terminal também teve um incremento na arrecadação do ano de 2021.

No final do ano passado, o ancoradouro teve uma arrecadação de R$26,8 milhões, o que representou um crescimento de 11,7% com parado a 2020. No mês de outubro, por exemplo, tivemos um crescimento de 98,70% na movimentação de cargas, o que resultou num incremento de 24,52% na receita do mês.

O aumento no faturamento se deve ao operacional, que representou 71,04% do valor total arrecadado em 2021. Dentro do percentual operacional, as operações ligadas ao segmento de armazenagem contribuíram com 35,76% da receita do ano passado.

Em 2022 o Porto deve ampliar a receita e as operações com a realização da obra de dragagem. O presidente José Lindoso reforçou que ainda neste primeiro semestre a obra sai do papel. “A expectativa para 2022 é atrair novos investimentos e crescer ainda mais. Nossas apostas estão na obra de dragagem, que vai estar concluída ainda no primeiro semestre, e possibilitará a chegada de navios com maior tonelagem, incrementando a receita e movimentação do Porto do Recife”, afirmou Lindoso.

Na pandemia, mundo ganhou um novo bilionário a cada 26 horas, diz Oxfam

Desde o início da pandemia de Covid-19, decretada em março de 2020, um novo bilionário surgiu a cada 26 horas. Já os dez homens mais ricos do planeta mais que dobraram suas fortunas, de US$ 700 bilhões para US$ 1,5 trilhão, um crescimento de US$ 15 mil por segundo, ou US$ 1,3 bilhão por dia no mesmo período.

Fazem parte dessa lista Elon Musk, da montadora Tesla, de carros elétricos; Jeff Bezos, da gigante do varejo Amazon; Bernard Arnault & família, um dos controladores do grupo LVMH, com 75 marcas; Bill Gates, da Microsoft; Larry Ellison, da Oracle; Larry Page e Sergey Brin, ambos do Google; Mark Zuckerberg, do Facebook; Steve Ballmer, também da Microsoft; e o megainvestidor Warren Buffet.

A pequena elite mundial de 2.755 bilionários viu sua fortuna crescer mais durante a pandemia do que nos últimos 14 anos.

  • Já a renda de 99% da população global caiu, e mais de 160 milhões de pessoas foram empurradas para a pobreza no mesmo período. A desigualdade de renda contribuiu para a morte de uma pessoa a cada quatro segundos, e estima-se que 17 milhões de pessoas morreram de Covid-19 no mundo, uma escalada de mortes que não era vista desde a Segunda Guerra Mundial.

Os dados foram levantados pela Oxfam, ONG que atua em mais de 90 países na busca de soluções para a pobreza e a desigualdade social. Os dados sobre a desigualdade global foram compilados para embasar as discussões do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.

O Fórum começaria presencialmente hoje, mas foi adiado por causa do crescimento de infecções pela variante Ômicron. O encontro deverá acontecer no início do verão no Hemisfério Norte, no fim de junho. Ainda assim, hoje haverá um seminário on-line com várias autoridades sobre as preocupações globais mais urgentes.

— Se os dez homens mais ricos do mundo perdessem 99,99% de sua riqueza amanhã, eles continuariam mais ricos do que 99% de todas as pessoas do planeta. Eles têm hoje seis vezes mais riqueza do que os 3,1 bilhões mais pobres do mundo — afirma Katia Maia, diretora executiva da Oxfam Brasil.

Mais dez bilionários no Brasil

No Brasil, a Oxfam calcula haver atualmente 55 bilionários, com uma riqueza total de US$ 176 bilhões. Desde março de 2020, o país ganhou dez novos bilionários. A riqueza deles cresceu 30% na pandemia, o equivalente a US$ 39,6 bilhões. Os 20 maiores bilionários do país têm mais riqueza (US$ 121 bilhões) do que 128 milhões de brasileiros (cerca de 60% da população).

— No Brasil, também há uma ampla discrepância entre um grupo que prosperou muito exatamente em um momento de crise, em um cenário de desemprego elevado e aumento da fome — diz Jefferson Nascimento, coordenador da área de Justiça Social e Econômica da Oxfam Brasil.

Segundo a ONG, a miséria e a fome explodiram no Brasil durante a pandemia. Em dezembro de 2020, 55% da população brasileira se encontravam em situação de insegurança alimentar, o equivalente a 116,8 milhões de pessoas, e 9% se encontravam em situação de fome, ou 19,1 milhões de pessoas. Trata-se de um retrocesso a patamares de 2004.

No Brasil, a fome afeta mais as mulheres e pessoas negras. A entidade aponta que 11,1% dos lares chefiados por mulheres e 10,7% dos chefiados por pessoas negras estavam passando fome no fim de 2020, frente a 7,7% dos lares chefiados por homens e 7,5% dos lares liderados por pessoas brancas.

— Regredimos 17 anos na questão da insegurança alimentar e fome, e neste momento vemos reduções de políticas públicas nesse sentido. O Bolsa Família, um programa de 2003 e que era reconhecido internacionalmente, foi extinto e substituído pelo Auxílio Brasil, em um ano eleitoral — afirma Nascimento.

O relatório da Oxfam, intitulado “A Desigualdade Mata”, revela que a alta concentração de renda contribui para a morte de pelo menos 21 mil pessoas por dia no mundo. Segundo a entidade, a conta é conservadora e se baseia nas mortes globais provocadas por falta de acesso à saúde pública, violência de gênero, fome e crise climática.

O documento aponta ainda que a pandemia atingiu grupos raciais de maneira desigual. No Brasil, por exemplo, mesmo com o avanço da vacinação, a maior parte das mortes por Covid-19 se concentra nas periferias de grandes cidades. De acordo com Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), pessoas negras no Brasil têm uma vez e meia mais chance de morrer de Covid-19 do que as pessoas brancas.

— As desigualdades têm solução, porque elas são fruto de escolhas políticas. Do jeito que a economia global está estruturada, os mais ricos continuarão se beneficiando e lucrando, enquanto bilhões de pessoas, principalmente mulheres e população negra e de etnias minoritárias, ficarão no final da fila, sujeitas à pobreza extrema, à violência e à morte — afirma Katia.

A Oxfam defende que os governos “devem reescrever as regras dentro de suas economias que criam essas diferenças colossais, além de agir de modo a pré-distribuir a renda”, afirma o relatório.

Mais tributação sobre os ricos

A ONG também argumenta que os governos deveriam recuperar os ganhos obtidos pelos bilionários durante a pandemia, tributando essa nova riqueza por meio de impostos sobre o capital. Esse dinheiro, diz a Oxfam, deveria ser investido em políticas de saúde pública universal e proteção social, além de adaptação climática e prevenção contra violência de gênero.

Os cálculos da Oxfam têm por base fontes como a lista de bilionários da revista Forbes 2021, o Global Wealth Databook 2021 do Instituto de Pesquisa do Credit Suisse, que trata de dados sobre riqueza, além de dados divulgados pelo Banco Mundial.

A ONG lembra que as desigualdades também têm efeitos sobre as mudanças climáticas globais. Estima-se que as emissões dos 20 bilionários mais ricos do mundo sejam, em média, 8 mil vezes maiores que as emissões de bilhões de pessoas mais pobres. Toda a população global sofre com o aquecimento do planeta, mas os países ricos não conseguem lidar com os efeitos de sua responsabilidade por cerca de 92% de todas as emissões históricas.

Reforma tributária deve ser aprovada até março de 2022, segundo idealizador da proposta

O idealizador da proposta de reforma tributária contida na PEC 110/2019, o economista Luiz Carlos Hauly, disse que as novas regras de cobrança de impostos no Brasil devem ser aprovadas até março deste ano. Em entrevista exclusiva ao portal Brasil61.com, o economista afirmou que o texto já está pronto e o relator, senador Roberto Rocha (PSDB-MA), está preparado para fazer a defesa da medida. 

“Acredito que já temos as bases prontas para que se faça a aprovação dessa reforma nos próximos dois ou três meses, o que seria altamente benéfico para a economia brasileira de 2022, e sinaliza para os anos seguintes um novo momento econômico para o Brasil”, projetou. 

Ainda segundo o tributarista, da forma como estão sugeridas as mudanças, os estados deixam de competir injustamente entre si. Com isso, ele acredita que haverá evolução econômica em todas as regiões do Brasil. 

“A PEC 110 sendo aprovada ela acaba com a guerra fiscal. Ao acabar com a guerra fiscal, elimina R$ 300 bilhões por ano, que são os incentivos fiscais contidos nos preços dos bens e serviços, tanto dos impostos municipais e estaduais, ISS e ICMS, como dos tributos federais, como IPI, PIS e COFINS”, considerou. 

Arrecadação eficiente 

Além de equilibrar a arrecadação em todo o país, Hauly explicou que a reforma tributária garante que os entes federados não percam dinheiro, uma vez que o novo sistema de cobrança sugerido ajuda na redução de fraudes que causam prejuízos aos cofres públicos, incluindo a sonegação. 

“A cobrança será nacional, única, automática e em tempo real. A cada compra e venda que será feita no Brasil, o imposto será retido no ato da compra e da venda. Consequentemente, municípios, estados e União terão receitas diárias disponíveis, que serão partilhadas diariamente entre os três entes federados, com base no cálculo das alíquotas corretas”, defendeu. 

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Uma das promessas de defensores da reforma tributária é de que as novas regras vão ajudar na movimentação econômica, já que as empresas terão menos gastos com processos tributários. Essa medida, segundo Luiz Carlos Hauly, permite concorrência ampla entre as companhias, o que acarreta geração de emprego e renda.

“Ao diminuir o custo de produção, vai diminuir o custo de venda dos bens e serviços. Essa redução de custo aumenta a competitividade, o que auxilia no aumento de empregos. Com isso, você tem um sistema simples, tecnológico, justo, que cria uma nova economia de mercado”, concluiu. 
 



Fonte: Brasil 61

Balança comercial abre 2022 com superávit de US$ 1,45 bilhão na primeira semana de janeiro

Abalança comercial brasileira abriu o ano de 2022 com superávit de US$ 1,45 bilhão na primeira semana de janeiro. Na comparação com janeiro do ano passado, pela média diária, as exportações cresceram 56,3%, somando US$ 5,84 bilhões, e as importações aumentaram 16%, totalizando US$ 4,40 bilhões. Assim, a corrente de comércio aumentou 36%, alcançando US$ 10,24 bilhões, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia divulgados nesta segunda-feira (10/01).

Exportações

Na primeira semana do mês, houve crescimento de 131,7% nas exportações da Agropecuária, que somou US$ 939,05 milhões; de 25,6% na Indústria Extrativa, que chegou a US$ 1,49 bilhão; e de 58,8% na Indústria de Transformação, que alcançou US$ 3,38 bilhões.

Na Agropecuária, a expansão das exportações foi puxada, principalmente, pelo crescimento nas vendas de milho não moído, exceto milho doce (+48,1%); café não torrado (+61,7%) e soja (6.438,2%).

A Indústria Extrativa registrou aumentos das exportações de fertilizantes brutos, exceto adubos (+5,3%); minérios de alumínio e seus concentrados (+20,5%) e óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (+144,2%).

Já as vendas da Indústria de Transformação foram impulsionadas pelos aumentos das saídas de carnes de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas (+94,2%); tabaco descaulificado ou desnervado (+291,5%) e óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos, exceto óleos brutos (+135,2%).

Importações

As importações na primeira semana de janeiro registraram queda de 18,1% em Agropecuária, que somou US$ 85,01 milhões. Já a Indústria Extrativa teve crescimento de 130,5%, chegando a US$ 314,52 milhões nas compras externas, enquanto a Indústria de Transformação aumentou em 13,6% as importações, atingindo US$ 3,93 bilhões.

Do lado da Agropecuária, houve aumento nas compras de animais vivos, não incluídos pescados ou crustáceos (+151,4%); pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado (+41,1%) e látex, borracha natural, balata, guta-percha, guaiúle, chicle e gomas naturais (+92,4%). A queda foi influenciada pela redução nas importações de trigo e centeio, não moídos (-12,5%); frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas (-45,2%); e soja (-93,7%).

A Indústria Extrativa aumentou principalmente as importações de outros minérios e concentrados dos metais de base (+105,2%); carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado (+431,3%); e gás natural, liquefeito ou não (+190,1%).

Já a Indústria de Transformação elevou as compras de óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos, exceto óleos brutos (+49,2%); compostos organo-inorgânicos, compostos heterocíclicos, ácidos nucléicos e seus sais, e sulfonamidas (+81%); e adubos ou fertilizantes químicos, exceto fertilizantes brutos (+41,6%).

Com informações do Ministério da Economia

 
PIB global deve crescer 4,0% em 2022 e 3,5% em 2023, diz relatório da ONU

O Produto Interno Bruto (PIB) global deve crescer 4,0% neste ano e 3,5% em 2023, de acordo com o relatório Situação Econômica Global e Perspectivas (WESP, na sigla em inglês), publicado nesta quinta-feira, 13, pelo Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da Organização das Nações Unidas (ONU). O documento adverte para o fato de que a retomada mundial enfrenta “ventos contrários significativos”, em meio a novas ondas da covid-19, “desafios persistentes no mercado de trabalho, desafios duradouros nas cadeias de suprimento e crescentes pressões inflacionárias”.

Em 2021, o PIB global avançou 5,5%, estima ainda o relatório.

No caso dos EUA, a expectativa é de crescimento econômico de 3,5% em 2022 e de 2,4% em 2023. Para a zona do euro, ela é de avanço de 3,9% neste ano e de 2,6% no seguinte.

 

Para a China, é de altas de 5,2% e 5,5%, respectivamente.

Já para a economia brasileira, a projeção é de crescimento de 0,5% em 2022 e de 1,9% em 2023.

A ONU projeta que, no caso da Argentina, a economia registre crescimento de 2,2% no ano atual e de 2,6% em 2023. Para o México, espera avanços de 2,9% e 2,2%, respectivamente.

A ONU destaca o impacto global da onda recente de casos da covid-19, com a variante Ômicron, e projeta que o custo humano e econômico da doença deve aumentar de novo.

A entidade pede uma resposta coordenada e sustentada para conter a pandemia, que inclua o acesso universal a vacinas, e destaca o risco da pandemia para uma recuperação inclusiva e sustentável. Para a ONU, a pandemia deixa como uma “cicatriz de longo prazo” uma maior desigualdade.

O relatório ainda adverte que, no contexto atual, países emergentes correm o risco de enfrentar fraqueza de longo prazo em seus mercados de trabalho.

Vendas do comércio varejista cresceram 0,6% em novembro

As vendas do comércio varejista no Brasil subiram 0,6% em novembro de 2021, após registrar 0,2% em outubro. Mesmo assim, cinco das oito atividades pesquisadas tiveram taxas negativas no mês. O varejo acumula alta de 1,9% até novembro e nos últimos 12 meses, também até novembro, cresceu 1,9%. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada hoje (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A pesquisa mostra que o avanço de 0,9% no volume de vendas da atividade de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo contribuiu para o resultado do varejo em novembro. “É a principal contribuição para o peso total, essa variação no campo positivo”, disse o gerente da pesquisa, Cristiano Santos.

Também houve crescimento de vendas nos artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (1,2%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,2%). Em movimento contrário, o volume de vendas de móveis e eletrodomésticos caiu 2,3%, como também em tecidos, vestuário e calçados (1,9%), combustíveis e lubrificantes (1,4%) e livros, jornais, revistas e papelaria (1,4%). O segmento Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação teve queda de 0,1%, o que, segundo o IBGE, apontou estabilidade.

Black Friday

Cristiano Santos lembrou que em 2021 a Black Friday foi muito menos intensa, em termos de volume de vendas, do que a do ano anterior. Em 2020, o período de promoções foi melhor, especialmente para as maiores cadeias do varejo, disse. “Isso se deve, em parte, pela inflação, mas também por uma mudança no perfil de consumo, já que algumas compras foram realizadas em outubro ou até mesmo no primeiro semestre, quando houve maior disponibilidade de crédito e o fenômeno dos descontos. Isso adiantou de certa forma a Black Friday para algumas cadeias”.

Também em novembro, o volume de vendas do comércio varejista ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças e material de construção, cresceu 0,5%. De acordo com a pesquisa, o resultado foi influenciado pelas taxas positivas de veículos, motos, partes e peças (0,7%) e material de construção (0,8%), após terem registrado resultados negativos do mês anterior, de 0,4% e 0,8%, respectivamente.

Interanual

Na comparação interanual, o varejo caiu 4,2% em relação a novembro de 2020. Das oito atividades pesquisadas, sete apresentaram taxas negativas. O destaque ficou com móveis e eletrodomésticos (21,5%), combustíveis e lubrificantes (7,1%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,6%) e tecidos, vestuário e calçados (4,4%).

Também recuaram, na comparação com novembro de 2020, os segmentos de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,5%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (5,6%), e livros, jornais, revistas e papelaria (14,4%).

Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos foram a única atividade que cresceu em novembro (2,5%), na comparação com o mesmo mês de 2020. Já no comércio varejista ampliado, o setor de veículos, motos, partes e peças subiu 1,7%, se comparado a novembro de 2020. Em comportamento diferente material de construção teve queda 4,1% no período.

Estados

Na passagem de outubro para novembro de 2021, 14 das 27 unidades da federação apresentaram resultados negativos no comércio varejista. Os destaques foram Paraíba (3,1%), Piauí (3%) e Bahia (2,8%). No campo positivo, foram 13 unidades da federação, sendo as principais Roraima (3,7%), Rio de Janeiro (2,8%) e Distrito Federal (2,7%).

Também no comércio varejista ampliado, 14 unidades recuaram nas vendas. As mais intensas foram na Paraíba (6,8%), Tocantins (6,1%) e Alagoas (5,1%). Em sentido oposto, 12 unidades da federação, ficaram no campo positivo, com destaque para Rio de Janeiro (2,1%), Amazonas (1,9%) e Rondônia (1,7%). O Amapá ficou estável.

Pesquisa

De acordo com o IBGE, a Pesquisa Mensal de Comércio, criada em 1995, produz indicadores que permitem acompanhar o comportamento conjuntural do comércio varejista no país, levando em consideração a receita bruta de revenda nas empresas formalmente constituídas, com 20 ou mais pessoas ocupadas, e cuja atividade principal é o comércio varejista.

Retailtech que prevê faturamento da sua rede de lojas em R$ 60 milhões em dois anos abre rodada de captação

Com o intuito de atrair um investimento seed, a Minha Quitandinha acaba de abrir uma nova rodada de captação, o que faria a empresa cumprir seu plano de expansão já em curso. A retailtech que atua no modelo de licenciamento por meio de minimercados autônomos tem como previsão de faturamento da sua rede de lojas os montantes de R$ 8 milhões em 2022, R$ 30 milhões em 2023 e R$ 60 milhões em 2024. Entre as principais áreas que terão o investimento alocado, encontram-se operações de varejo, estrutura de pessoal, TI e marketing.

Na prática, a empresa chegou a receber uma primeira rodada de investimentos anjo em 2021, utilizando o recurso para a criação de uma estrutura robusta para suportar o crescimento de um modelo de negócios sustentável e escalável. “Surgimos na pandemia com o intuito de levar praticidade e segurança a consumidores de condomínios residenciais e comerciais ao disponibilizar nesses locais uma grande variedade de itens de conveniência por meio do sistema intuitivo de self-checkout. Agora o mercado está em uma fase de incertezas, mas tentando caminhar para a retomada de uma ‘realidade normal’. O comportamento do consumidor já não é mais o mesmo e temos grandes motivos para acreditar no aquecimento desse setor”, afirma Douglas Pena, CRO da Minha Quitandinha. 

Atualmente, a retailtech tem dois escritórios: um em Santa Catarina e outro em São Paulo, além de diversos funcionários de home-office espalhados pelo país. A estrutura também contempla uma média de 70 licenciados e lojas espalhadas por 11 estados do Brasil e Distrito Federal, com um portfólio com mais de 700 itens que vão desde congelados a produtos de limpeza e higiene pessoal. Ao todo, são 47 minimercados em operação e cerca de 22 abrindo nas próximas semanas. As expectativas são alcançar os marcos de 180 licenciados e 200 lojas ativas, ainda em 2022.

 Sobre Minha Quitandinha

A Minha Quitandinha é uma startup de tecnologia em varejo, que surgiu no ano de 2020, em Santa Catarina, em meio a pandemia do coronavírus. Idealizada por três empreendedores: Guilherme Mauri, Marcelo Villares e Douglas Pena. A ideia é levar praticidade, conveniência, qualidade e segurança por meio de um minimercado autônomo, baseado no conceito de honest market, instalado dentro de condomínios residenciais verticais e horizontais, empresas, hotéis, clubes, marinas e academias, que opere durante 24 horas por dia, sete dias por semana. O minimercado inteligente é indicado para condomínios a partir de 100-150 apartamentos/casas e demais locais, com fluxo médio diário acima de 500 pessoas.

Cattalini Terminais Marítimos destaca-se pelas operações de navios de grande porte

Investimentos em infraestrutura e tecnologia, realizados nos últimos anos, têm proporcionado à Cattalini Terminais Marítimos capacidade para operar navios da classe LR1, com maior volume de carga. Nesta semana, a importação de 68.395 m³ de óleo diesel do navio "Konstantin Jacob" representou o preparo e o esforço da empresa para atender às demandas dos clientes. Antes dos investimentos, os volumes operados eram, em média, de 50 mil m³.

As melhorias incluem obras e implantação de sistemas inovadores, como o monitoramento de atracação de navios a laser, que faz a leitura de dados durante a aproximação do navio para encoste no píer.

O sistema informa, através de um painel indicador numérico, a velocidade e a distância do navio em relação ao berço de atracação permitindo aos práticos e pilotos dos rebocadores realizarem manobras com a máxima segurança e agilidade. Além do painel, foram instalados semáforos com luzes indicativas verde, amarelo, e vermelho que orientam visualmente os limites de velocidade de aproximação para atracação.

A Cattalini igualmente investiu na infraestrutura do píer com a instalação de novos dolfins e defensas, cabeços para amarração e cabrestantes, a fim de permitir a atracação dos navios com maior potencial de carga.

As melhorias operacionais no píer da Cattalini também foram conquistadas a partir do emprego de novas tecnologias para o monitoramento das condições ambientais e meteorológicas, como a Plataforma Sismo – Hidromares. Um moderno sistema que fornece em tempo real dados sobre velocidade e direção das correntes marítimas e dos ventos.

Além disso foi instalado um marégrafo para monitoramento do nível e do comportamento das marés, homologado pelo Centro de Hidrografia da Marinha (CHM). Os dados são disponibilizados e integrados ao sistema Webpilots. Somando-se a este conjunto, foi instalada a Plataforma Medusa – Argonáutica, um moderno sistema integrado das previsões meteorológicas para o horizonte de 07 dias de antecedência.

Operação portuária

Atracado no berço externo do píer Cattalini, o navio Konstantin Jacob, com bandeiras das Ilhas Marshall e 228,52 metros de comprimento, chegou do porto de Roterdã, na Holanda. A carga  de 68.395 m³ de óleo diesel foi armazenada em 15 tanques do terminal da Cattalini. O volume representa o equivalente a 27 piscinas olímpicas. O óleo diesel importado deixará o terminal portuário via modais rodoviário e ferroviário com destino a distribuidoras.

No ano passado, entre os meses de agosto e setembro, os navios BW Orinoco e MT Ariel também alcançaram maiores volumes, com a importação de 68.837 m³ e de 65.429 m³ de derivados de petróleo, respectivamente. Ambos atracaram no berço externo do píer Cattalini, com calado de 12,5 metros.

Veja 6 passos para fugir do golpe do boleto falso

Na confusão da crise financeira que vivemos, muitos golpistas se aproveitam para tentar enganar as pessoas com envio de boletos falsos. Com a tecnologia e meios de pagamentos eletrônicos esses tipos de golpes se aprimoraram, são muitos os e-mails e notificações em relação a pagamentos atrasados e, sem cuidados, as pessoas caem nesses golpes.
 

"Os boletos chegam e as pessoas ficam em dúvida se devem pagar ou não e, por medo de ficar com nome sujo, e por ser prático e de fácil acesso o pagamento, as pessoas realizam o pagamento, principalmente as pessoas com maior idade", explica Afonso Morais, sócio da Morais Advogados Associados.
 

Mas, o que parecia ser simples e seguro, se torna um problema, sendo que nesses golpes as pessoas não tinham nada devendo e param de forma indevida, perdendo dinheiro.
 

O golpe da cobrança com boleto falso, que é muito comum na internet, agora ficou mais sofisticado e perigoso, os bandidos estão montado call centers e conseguindo informações de contratos de bancos, financeiras, lojas, escolas, operadoras de telefonia e TV a cabo, e agindo como verdadeiras empresas de cobrança, ligando ou enviando mensagens via WhatsApp para os devedores, propondo acordos com um valor muito a abaixo do débito, que claro, os devedores sempre aceitam.
 

Mas, como evitar esses golpes? Afonso Morais, sócio da Morais Advogados Associados, preparou algumas instruções de como se proteger na hora de pagar suas contas.
 

1 - Confira a empresa cobradora
 

Quando for cobrado por um escritório jurídico ou uma empresa de cobranças, certifique-se que estes cobradores estão autorizados a negociar o seu débito, com o credor ou peça algum documento que autorize a empresa a cobrar o débito, porque é na cobrança que começa a fraude do boleto falso.
 

Nenhum credor, seja banco, financeira, loja, ou outro concede redução do débito de uma dívida em 80%, e é esta estratégia que usam os estelionatários para convencer os consumidores a pagarem boletos falso sem o devido contato.
 

2- Cheque os dados do boleto
 

Boleto falso traz algumas características que podem ser facilmente checadas pelo usuário. Veja se os dígitos finais representam o valor do boleto: se são diferentes, é possível que seja golpe. Caso seja uma cobrança recorrente, como boleto de financiamento de veículo (onde ocorre o maior número de fraudes), fatura da TV a cabo, boleto da escola dos filhos que costume vir com valor fixo, suspeite se houver alguma variação inesperada. Confirme também seus dados pessoais, como CPF e busque por erros de português e de formatação.
 

Verifique ainda se os primeiros dígitos do código de pagamento coincidem com o código do banco que aparece como sendo o emissor do boleto. Também antes de efetivar o pagamento, verifique se o cedente do boleto é a instituição que realmente você está devendo, se for diferente não efetive o pagamento. Os números bancários podem ser checados no site da Febraban.
 

3. Verifique a origem com o banco e financeira
 

Se o boleto é emitido por uma financeira, banco ou loja, pesquise a reputação da empresa no Reclame Aqui para se certificar de que ela de fato existe. Se for cobrado por uma empresa de cobranças, verifique junto ao credor se ela está autorizada a negociar o seu débito e emitir boletos.
 

Em caso de compras online, opte sempre que possível por outros meios de pagamentos que não envolvam boleto. Plataformas como Mercado Pago, PagSeguro e demais meios digitais oferecem mais segurança quando atuam como intermediárias e podem ser acionadas se algo der errado na transação.
 

4. Prefira a leitura automática do código de barras
 

Em qualquer boleto, prefira sempre ler o código de barras pela câmera do celular ou no caixa eletrônico. Em geral, boletos com linha digitável adulterada não trazem código de barras compatível e precisam forçar a vítima a digitar a sequência manualmente para completar o golpe. Um documento com barras ilegíveis, portanto, tem maiores chances de ser fraudulento.
 

5. Baixe o boleto no site do credor
 

Sempre que possível, é importante baixar boletos diretamente no site do banco ou da empresa que está fazendo a cobrança. Duvide sempre de boletos que chegam por e-mail, especialmente quando a mensagem traz um assunto como "Urgente" ou "Seu nome está no Serasa". Uma boa maneira de driblar esse tipo de problema é usando um serviço de e-mail com bom sistema de anti spam, como o Gmail. O mesmo vale para faturas que chegam via WhatsApp.
 

Em golpes mais sofisticados, um boleto falso pode até mesmos ser enviado para a casa da vítima. Nessa modalidade, o documento pode vir com visual idêntico ao original, incluindo envelope com carimbo e remetente real.
 

6. Certifique-se de que o site é seguro e evite Wi-Fi público
 

Ao fazer download do boleto no site do credor, certifique-se de que está acessando a página verdadeira e de que o endereço começa por HTTPS. Páginas seguras trazem o selo do certificado SSL que assegura contra invasões e garante maior confiabilidade para o documento que está sendo baixado.
 

Evite também se conectar em redes públicas, que são mais suscetíveis a ataques no roteador capazes de falsificar páginas visitadas. Em golpes mais avançados, o criminoso pode interceptar o acesso e alterar um boleto aparentemente baixado do site oficial do banco. Por isso, opte sempre por fazer o download em uma rede segura e com senha, ou pela Internet móvel do celular.
 

Na hora de pagar uma conta é importante certificar-se da procedência do site, origem do e-mail e dados do código de barra. Empresas só enviam a segunda via quando o documento é solicitado pelo cliente, caso contrário, desconfie.

BMW Group Brasil lidera mercado premium em 2021 e projeta expansão em 2022

O BMW Group Brasil, que reúne as marcas BMW, MINI e BMW Motorrad, celebra crescimento de 15,1% em suas vendas de 2021, em comparação com 2020. Foram emplacadas no período 27.844 unidades de automóveis e motocicletas das marcas do BMW Group, ante 24.177 unidades registradas no ano imediatamente anterior, de acordo com dados do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam).

 

O crescimento do BMW Group como um todo teve como sustentação quatro pilares: foco no cliente, produção no Brasil, aceleração da digitalização e eletrificação. “Superamos um ano de incertezas com muita criatividade e uma estratégia de pensarmos como uma start up e agirmos como uma empresa centenária. Para 2022, continuaremos com o mesmo foco, principalmente voltado à eletrificação, com o lançamento, entre outros, apenas falando na marca BMW, dos novíssimos BMW iX e i4, já confirmados para o Brasil. Teremos aproximadamente 30 lançamentos de todas as marcas do BMW Group neste ano”, afirma Aksel Krieger, CEO e Presidente do BMW Group Brasil. “O cliente ainda pode esperar por mais novidades em 2022”, reforça o executivo.

 

Foram mais de 20 lançamentos de produtos das três marcas, diversas ações em mídias sociais e games, como o lançamento do M3 no TikTok, a venda exclusiva do BMW X7 Dark Shadow no site Farfetch e a presença de modelos da BMW e da MINI em jogos de simuladores de corrida, além de conectividade com Amazon Alexa. A BMW é ainda a única marca no Brasil a contar com atualização remota de software para toda sua gama de produtos. Outros destaques foram os APPs My BMW e MINI App que visam aumentar interatividade dos clientes com produtos e serviços. Ambos tiveram seu desenvolvimento mundial apoiado pela engenharia do BMW Group Brasil. As duas marcas oferecem ainda conectividade dos seus veículos com internet e Concierge sem custos em todos os modelos. Também houve a retomada gradual de eventos presenciais, como a realização da etapa brasileira do BMW GS Trophy, que reuniu centenas de clientes a apaixonados pela BMW Motorrad. Outro destaque fica para o BMW Road Show que viajou por todo o Brasil, de forma a permitir maior contato de interessados na marca com seus produtos e tecnologias, além da retomada das ações do BMW Driver Training e do BMW Motorrad Rider Experience.

 

BMW - Destaque para crescimento de 162% em eletrificados

A marca BMW registrou vendas de 14.552 unidades em 2021, o que representa um crescimento de 16,8% em comparação com as 12.429 unidades comercializadas em 2020. Destaque para a linha de eletrificados, que computou 2.661 unidades emplacadas, cresceu 162% em comparação com 2020 e correspondeu a mais de 18% dos registros totais da marca no ano passado.

 

A linha M, que celebra 50 anos em 2022, também teve um papel de destaque. Impulsionada pelas versões M Sport e pelo lançamento do novíssimo BMW M3, eleito o “Carro Super Premium do Ano” por uma das premiações de mídia mais importantes da indústria automotiva brasileira. Foram emplacadas 1.276 unidades dos modelos BMW que proporcionam o “Puro Prazer em Dirigir”, o que representa incremento de 31% em comparação com o ano anterior.

 

“Agradecemos aos nossos clientes e nossa Rede de Concessionários pelo ano fantástico que tivemos, pelo entendimento da nossa estratégia e pela confiança em nossa marca, que vendeu mais que os concorrentes diretos somados. Procuramos atender o mercado oferecendo produtos com o posicionamento correto, e a aceitação dos nossos consumidores nos mostra que estamos no caminho certo e nos encoraja a seguir em frente. Fiquem ligados para as novidades que estamos preparando para 2022, quando cresceremos acima do mercado mais uma vez”, diz Roberto Carvalho, Diretor Comercial da BMW do Brasil.

 

MINI -- Participação de eletrificados nas vendas chega a 40%

A MINI também obteve resultados expressivos em 2021, quando vendeu 1.418 unidades, crescendo 9% em comparação com o ano anterior (1.301 unidades). A marca fechou o ano passado com 4,2% de participação de mercado no segmento Premium, o que representou um avanço de 0,4 pontos percentuais em comparação com 2020.

 

O destaque foi o lançamento do MINI Cooper S E, primeiro modelo 100% elétrico da marca britânica, que chegou ao país no segundo semestre, conquistou de início 313 clientes, se destacando no mercado de veículos puramente elétricos compactos. Outro modelo eletrificado da marca, o MINI Cooper S E Countryman ALL 4, um híbrido plug-in, contabilizou 262 unidades vendidas em 2021. Somados, os dois veículos totalizaram 575 emplacamentos, representando 40,5% de participação das vendas da MINI no Brasil no ano passado.

 

“Os modelos eletrificados da MINI têm, aqui no Brasil, uma grande representatividade em nossas vendas. Como exemplo de comparação, em mercados europeus como Portugal, a participação de eletrificados atingem no máximo 37%. Isso mostra que estamos firmes na direção de contribuir com a estratégia global da marca MINI de se tornar uma marca 100% elétrica até 2030”, enfatiza Rodrigo Novello, Diretor de Vendas e Marketing da MINI no Brasil.

 

Vale destacar, ainda dentro da marca, as vendas da linha John Cooper Works, que totalizaram, em 2021, representando mais de 14% do volume de vendas da MINI. A linha John Cooper Works entrega esportividade única e traduz o verdadeiro “Go-Kart Feeling” característico da marca de Oxford. Em tecnologias, a MINI reforçou a conectividade com os clientes e digitalização por meio do MINI app, apostou em eventos de automobilismo virtual com clientes e ainda ampliou a oferta de conectividade de Amazon Alexa nos seus modelos. Além disso segue a oferecer concierge e conectividade grátis para todos os clientes.

 

BMW Motorrad -- Crescimento e perspectiva de entrada em novos segmentos em 2022

A BMW Motorrad consolidou sua liderança no segmento de motocicletas Premium em 2021 com a comercialização de 11.904 unidades, um aumento de 13,9% em comparação com 2020 (10.447). A estratégia da marca teve como base novos produtos, reforço na comunicação dos 40 anos da linha GS e estreitamento de eventos com o cliente, com o retorno ao Brasil do GS Trophy. A produção local, na fábrica manauara do BMW Group, foi um dos pilares a permitir a sustentação da liderança em vendas no segmento premium nacional de motocicletas.

 

A BMW Motorrad fechou 2021 com 24% de participação de mercado entre as motocicletas acima de 500 cilindradas, reforçando sua liderança. Destaque para a família R 1250 GS, que manteve o seu reinado entre as Maxitrails, com 21,2% de participação neste segmento. Outro ponto positivo foi a renovação da linha de produtos, com importantes lançamentos: G 310 GS, G 310 R, F 750 GS, F 850 GS, F 850 GS Adventure, R 1250 GS e R 1250 GS Adventure e S1000 RR.

 

Para 2022, a BMW Motorrad prepara novidades. “Traremos para o Brasil produtos de segmentos novos e de outros que já são tradicionais na BMW Motorrad, mas os quais ainda não atuamos no país. Também continuaremos a nos relacionar com nossos clientes de maneira próxima e personalizada”, diz Julian Mallea, Diretor Geral da BMW Motorrad Brasil.

Terminais portuários investem em parceria com integrador para inovar sistemas de operação

Responsável por controlar toda a movimentação e armazenamento de cargas em um terminal portuário, o Terminal Operating System (TOS) é um sistema fundamental da cadeia logística, sendo responsável por toda a engrenagem logística em um terminal portuário.

 

É um trabalho que demanda tempo, cuidado e por isso, exige profissionais de Tecnologia da Informação (TI) extremamente capacitados. Por ser uma área específica, poucas empresas tecnológicas são capazes de concluir a demanda com sucesso. Uma delas é a T2S  Tecnologia, que há quase duas décadas oferece suporte às implantações de TOS por meio de diferentes parcerias nacionais e internacionais.

 

Já atuou como integradora em oito trocas de sistema de sete terminais portuários do Brasil, incluindo os que estão localizados no Porto de Santos, maior da América Latina. A troca permite aos terminais maior facilidade e agilidade na integração de sistemas, assim como ganhos em performance operacional. 

 

Os terminais atendidos pela empresa passam por adaptação do sistema comprado pelo terminal, conforme a necessidade individual de cada um. Além das ações já concluídas, atualmente existem duas trocas de TOS em andamento. Ambas usam o sistema Opus, da sul-coreana CyberLogitec e contam com o auxílio da T2S. 

 

Entre as empresas está a Santos Brasil, que opera o Tecon Santos, o maior terminal de contêineres da América Latina e um dos três mais eficientes do País. A Companhia também é referência em logística integrada e operação portuária.

De acordo com a gerente-executiva de sistemas da Santos Brasil, Adriana Cristina Augusto, a expectativa para o novo sistema é grande. “O Opus foi escolhido pela Companhia pela facilidade de integração com novas tecnologias. A ideia é modernizar e unificar as operações de contêineres, deixando os terminais portuários da Santos Brasil prontos para atender o crescimento da demanda antes mesmo dela chegar”, comenta.

 

Adriana conta que outro ponto que chamou a atenção da Santos Brasil pelo sistema Opus foi as funcionalidades uniformizadas e acessíveis, que permitem que o sistema seja operado pelos cerca de 3 mil colaboradores que a empresa tem em todo o País. “Com o alcance para integrar simultaneamente as operações de pátios, cais e gates, o Opus também abrange todos os processos de automação, além de permitir integração com diferentes tipos de equipamentos de remoção de contêineres”, explica.

 

A migração do sistema na Santos Brasil teve início em abril deste ano, nos Tecons Santos e Vila do Conde, no Pará. A gerente-executiva ressalta que, entre os benefícios, a nova tecnologia usa algoritmos que permitem a organização do pátio em um tempo mais curto, o que possibilitará maior controle da operação e incremento do padrão operacional, de ritmo e velocidade, por todo o tempo e a um custo menor. “A implantação é um salto para melhorar ainda mais o nível de serviço e a competitividade da Companhia, até porque nos oferece a oportunidade de alinhar os processos de negócios nos Tecons Santos e Vila do Conde, que antes eram atendidos por meio de sistemas distintos.”

Adriana Cristina conta também que aplicativos, como os coletores, trazem maior visibilidade da operação, garantindo maior segurança na execução das tarefas. “O algoritmo de planejamento de pátio e de navios possibilita a automação de tarefas que eram manuais. Já a nova interface, entre TOS e os sistemas internos da Santos Brasil, permite uma melhor performance e segurança na transmissão da informação”, conclui. 

 

Como funciona o TOS Para a implantação e adaptação desses sistemas é preciso planejamento para que a execução seja bem-sucedida, afinal, o processo demanda inúmeras etapas que devem ser elaboradas com cuidado e atenção. Envolve desde a entrada de um navio na região portuária, à carga e descarga do contêiner, além de todo o sistema operacional da companhia.

 

De acordo com um dos desenvolvedores da T2S, Rafael Teixeira, que acompanhou e atuou no último suporte e mudança do TOS em junho deste ano, a ação é de enorme responsabilidade. Uma dessas etapas é o Go Live, quando todas as operações do terminal são encerradas para a troca do sistema após meses de suporte. “É uma experiência única e que com certeza me ajudou a evoluir. É preciso manter a calma e o foco para resolver as adversidades encontradas e tranquilizar os envolvidos. O trabalho em equipe também é essencial e proporciona a resolução de múltiplos problemas.”

 

Teixeira diz que o momento mais difícil e cuidadoso do processo de implantação é o planejamento. Também ressalta que a comunicação é a chave para garantir a satisfação do cliente e atender o que foi pedido. “Definir os processos exige atenção, pois cada passo a ser tomado deve ser bem planejado. A comunicação da equipe com os usuários garante o alinhamento das expectativas.”

 

A sul-coreana CyberLogitec, que oferece o sistema operacional Opus Terminal já se tornou referência no mercado por oferecer um sistema voltado a terminais multifuncionais. A T2S tem acordo de cooperação com a CyberLogitec para a integração do Opus e é o principal parceiro para sua implantação no Brasil, fazendo as adaptações necessárias ao cliente. Sobre a T2S  A T2S Tecnologia é referência no desenvolvimento de soluções customizadas para os maiores terminais portuários do Brasil. Pautada no desenvolvimento sob demanda, se consolidou como especialista na criação de soluções customizadas para atender às necessidades específicas de seus clientes.  A equipe carrega experiência de inúmeros cases de sucesso e o conhecimento das regras de negócio do setor portuário. Já são mais de 500 mil horas de programação e 100% de projetos entregues para mais de 140 empresas.

Negócios: Catharina Sour é incluída definitivamente em guia internacional e se torna oficialmente primeiro estilo brasileiro de cerveja

“O frescor e a vibração do sabor, a qualidade refrescante, a acidez que realça os sabores da fruta e o respeito com os ingredientes”. De acordo com o presidente do Beer Judge Certification Program (BJCP), Gordon Strong, estas são as características que marcam a Catharina Sour. Criado em 2016, o estilo brasileiro de cervejas foi incluído definitivamente no mais importante guia de estilos do mundo no final de 2021.

Criada em 2016, a Catharina Sour entrou no guia como provisória já em 2018. Depois de uma atualização das diretrizes do estilo realizada em conjunto com cervejeiros brasileiros, agora está oficialmente adicionada ao BJCP.

Strong comenta que, desde 2018, pessoas de fora do Brasil aprenderam sobre o estilo e brasileiros foram incentivados a fazê-lo ainda mais. “Durante uma visita ao país, provei muitas amostras, tanto de cervejeiros caseiros quanto de marcas comerciais. A Catharina Sour é um estilo atual. Uma Catharina Sour bem feita é refrescante em dias quentes e gosto muito de como as frutas são apresentadas de forma muito natural e fresca”, comenta.

De acordo com o BJCP, a Catharina Sour é uma cerveja refrescante de trigo, ácida e com frutas que normalmente apresentam um perfil tropical. Tem um corpo leve e a graduação alcoólica contida. No aroma, a fruta é identificada de forma imediata e a coloração também muda de acordo com a variedade selecionada. Especiarias, ervas e vegetais podem complementar a receita.

Diversidade representada

Para Carlo Bressiani, diretor da Escola Superior de Cerveja e Malte (ESCM), única instituição de ensino superior dedicada à cerveja na América Latina, a Catharina Sour teve uma ascensão tão rápida por conseguir, através da adição de frutas, representar a diversidade brasileira. “Na gastronomia, o Brasil é reconhecido pela infinidade de ingredientes e pela regionalização. A partir de uma cerveja que possibilita a adição de frutas características de regiões diferentes, é possível que se crie um mapa sensorial a partir da Catharina Sour”, diz. Bressiani lembra como exemplos rótulos com seriguela, cupuaçu, frutas vermelhas, uvas e outras variedades.

Outro aspecto importante do estilo para Bressiani é a ampliação da percepção do consumidor sobre o que é cerveja. “A partir da curiosidade gerada pela adição de frutas, a degustação provoca o público a entender a cerveja como um produto com possibilidades de sabor muito maiores do que se via há pouco tempo. Num mercado tão jovem para os rótulos artesanais independentes como é o Brasil, isso é muito importante”, diz ele, que complementa que a acidez como característica também fomenta esta percepção.

Primeira Catharina Sour envasada do país

A Cerveja Blumenau, localizada, como o próprio nome sugere, na Capital Brasileira da Cerveja, foi a primeira marca a envasar a Catharina Sour em garrafas, possibilitando que ela chegasse a pontos de vendas geograficamente distantes à fábrica. Ainda hoje, os rótulos com adição de Pêssego e Maracujá fazem parte da linha de produtos.

O cervejeiro Marcos Guerra comenta que as cervejas ácidas são um caminho muito interessante sensorialmente e apresentá-las ao público é motivo de muito orgulho. “A Catharina Sour é uma porta de entrada importante e atraente para que o consumidor passe a observar a cerveja com todas as suas possibilidades”, diz.

Maior lançamento simultâneo do país será de Catharina Sour

No dia 19 de janeiro, 64 cervejarias de 10 estados brasileiros apresentam ao público, no mesmo dia, as suas Catharina Sours. Será o maior lançamento simultâneo do mercado nacional. Cada cervejaria fez a sua receita e os rótulos chegam ao mercado no mesmo dia, com a mesma identidade visual.

De acordo com o Movimento Toda Cerveja, que realiza a ação, o intuito é chamar a atenção para o movimento cervejeiro independente e expandir o estilo para além do público cervejeiro. “Existem opções já consolidadas no paladar nacional, como as IPAs e as Weiss. Por ter um perfil sensorial diferente, o aspecto curioso da adição de frutas e ser muito alinhada com o clima nacional, acreditamos que a Catharina Sour pode ocupar um posto similar nas preferências do brasileiro”, dizem.

 

O mundo em 2022: perspectivas para o cenário econômico mundial e os desafios brasileiros

Apesar das incertezas provocadas pela pandemia da Covid-19, a economia mundial, que se recuperou neste ano, deverá manter o crescimento em 2022. O Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que o desempenho econômico será positivo em 4,9% no próximo ano, depois de registrar uma alta de 5,9% em 2021. Já o Banco Mundial (Bird) prevê uma alta de 5,6% neste ano e de 4,3% em 2022. A projeção do FMI para a economia brasileira no próximo ano, no entanto, é bem mais modesta: crescimento de 1,5% no Produto Interno Bruto (PIB). 

Apesar disso, o economista Estêvão Kopschitz, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), avalia que o cenário atual é bom para o Brasil. “A economia brasileira é muito influenciada pelo que acontece lá fora”, afirma ele, ressaltando que hoje o momento é de muita incerteza, porque “a situação da pandemia é diferente do que já aconteceu no passado”. 

O crescimento entre os países deve ser desigual, conforme preveem FMI e Bird, porque, em alguns lugares, o percentual da população vacinada ainda é muito baixo, especialmente nos países mais pobres. “Embora o quadro da pandemia tenha melhorado, não viramos a página integralmente”, resume Rafael Cogin, economista-chefe do Instituto de Desenvolvimento Industrial (IEDI), que cita como exemplo da incerteza no cenário econômico a piora do quadro em alguns países da Europa.

Cogin diz que, se a questão sanitária se mantiver sob controle – sobretudo com a chegada da variante ômicron –, não haverá grandes turbulências. “A prova vai ser agora, com o aumento de casos na Europa no final do ano. Se os países conseguirem passar bem por essa tensão, as incertezas vão se dissipar”, prevê. Nesse contexto, há um conjunto de outros fatores que devem ser analisados com atenção no cenário econômico internacional: risco de desaceleração da economia chinesa, aumento da inflação e reorganização das cadeias produtivas.

Em relação à economia da China, Cogin detalha que, há alguns meses, se acendeu uma luz amarela com os sinais de desaceleração provocada, especialmente, pela crise no mercado imobiliário. “Isso pode ter impacto importante para o Brasil, não só pela queda nas exportações, mas pela acomodação dos preços de commodities que vinham subindo”, relata. Por outro lado, ele lembra que expectativas menores para o crescimento chinês podem ajudar a arrefecer as pressões inflacionárias.

Paulo Gala, professor da Fundação Getulio Vargas de São Paulo (FGV-SP), avalia que a inflação seguirá elevada no próximo ano e diz que esse cenário só mudará com a normalização das cadeias produtivas. "No dia em que não tivermos filas de navios em Los Angeles, podemos ter ideia de que a inflação está passando”, comenta, referindo-se ao congestionamento de navios contêineres que aguardam para descarregar seus produtos, resultado do aumento da demanda por parte dos norte-americanos.

O economista André Perfeito, da Necton Investimentos, explica que a inflação está profundamente ligada ao lado da oferta. “A pandemia atrapalhou as cadeias produtivas. Um exemplo é a falta de chip eletrônico. Isso gera uma inflação com característica micro em muitos setores, apesar de ter componentes macro. Tivemos um período de inflação de alimentos e aumento no preço do petróleo, que tem mais a ver com a oferta. O instrumento da taxa de juros, no mundo inteiro, é pouco eficaz para a inflação causada por problemas de oferta”, avalia.

Essa também é a opinião de Antonio Corrêa Lacerda, presidente do Conselho Federal de Economia (Cofecon). “A questão-chave é que a atual pressão inflacionária se caracteriza nitidamente como um choque de oferta, e não de excesso de demanda”, diz. Segundo ele, esse problema ocorre em nível global e, por essa e por outras razões, também afeta o Brasil. “O aumento nas cotações das matérias-primas, especialmente petróleo e grãos (commodities) no mercado internacional, associado à desvalorização do real, tem pressionado os preços domésticos dos combustíveis e de outros produtos”.

Levantamento de André Perfeito, com base em dados da Bloomberg, mostra que a inflação aumentou em diversos países. Ao desalinhar as cadeias produtivas globais, explica ele, a pandemia provocou escassez de insumos no mercado internacional. Com a falta de matérias-primas e a reabertura da economia, os preços ficaram mais caros em diferentes regiões. Nos Estados Unidos, a inflação chegou a 6,2% em 12 meses, a maior desde novembro de 1990. 

Reorganização das cadeias produtivas

Ricardo Sennes, sócio da consultoria Prospectiva, destaca que a economia mundial passa, atualmente, por mudanças conjunturais – principalmente associadas à pandemia de Covid-19 – e estruturais – que envolvem a reorganização das cadeias produtivas. Segundo ele, o desenvolvimento de novas tecnologias está provocando um deslocamento econômico no qual o Brasil e a América Latina como um todo perdem em competitividade. “Não desenvolvemos um modelo para o novo ciclo tecnológico”, lamenta Sennes.

Ainda que algumas indústrias e empresas no Brasil tenham feito investimentos para acompanhar as mudanças estruturais, “a América Latina está sendo preterida, em particular no setor industrial e na parte do setor de serviços vinculada ao processo produtivo”, argumenta Sennes. De acordo com ele, o Brasil parece não ter conseguido formar uma agenda estratégica, nem no âmbito interno nem no externo para lidar com o novo contexto.

O mundo em 2022: perspectivas para o cenário econômico mundial e os desafios brasileiros

Em evento organizado pelo Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), o economista Renato Baumann afirmou que, “se antes a decisão sobre a localização de unidades produtivas era essencialmente a partir de custos – de mão de obra e acesso à matéria-prima ou custo de transporte –, agora há um componente adicional geopolítico neste processo decisório, seja para reduzir a dependência de fornecedores ou por razões ideológicas”.

A esse cenário, diz Baumann, agregam-se questões como o conflito latente entre EUA e China, a perspectiva de ter que optar por um dos três padrões técnicos (norte-americano, europeu ou chinês) – que não são necessariamente compatíveis entre si – e pressões internas relacionadas ao processo de globalização, como a adoção de medidas protecionistas em alguns países. Outro elemento importante nesse contexto são os mega-acordos comerciais, que, ao defender interesses regionais, trazem mais dificuldades para países como o Brasil, diz Baumann, também do Ipea.

No mesmo evento, Sandra Rios, senior fellow do Cebri, afirmou que a tendência mundial é a regionalização das cadeias de valor, e que esse processo não é de agora, visto que elas sempre foram mais regionais do que globais. “Talvez a oportunidade seja aproveitar o momento para mudar nossas próprias políticas econômicas em relação à abertura comercial, optando por uma estrutura com modelos de integração”, diz ela. 

Renato da Fonseca, economista-chefe da Confederação Nacional da Indústria (CNI), afirma que a reorganização das cadeias produtivas abre espaço para o Brasil, mas é preciso se preparar para isso por meio de uma reforma tributária, da redução de burocracia no comércio exterior, da ampliação de acordos comerciais e de investimentos em inovação. “Novos acordos sempre ajudam, mas, sem competitividade, não aproveitaremos as oportunidades. É difícil para o Brasil entrar nas cadeias globais sem essas mudanças”, comenta.

Mais exportações

Principais parceiros comerciais do Brasil, os Estados Unidos e a China estão entre os países que devem registrar crescimento acima de 5% em 2022, segundo as estimativas do FMI. Nos países da União Europeia, o crescimento médio esperado é de 4,3%. Fabrizio Sardelli Panzini, gerente de Integração Internacional da CNI, avalia que esse cenário vai favorecer o Brasil. “Em geral, além da pauta industrial, temos um mundo que pode ter demanda maior por produtos brasileiros”, prevê.

Esse aumento na demanda, que poderá se ampliar no próximo ano, começou em 2021. Entre janeiro e setembro, a corrente brasileira de comércio exterior de bens (soma de exportações e importações) chegou a US$ 370,6 bilhões, a maior dos últimos cinco anos, conforme dados do Ministério da Economia. Houve crescimento generalizado dos fluxos em relação ao mesmo período de 2020, refletindo a recuperação do comércio internacional em relação aos impactos econômicos da pandemia.

A China destacou-se como o principal parceiro do Brasil tanto em exportações (34% do total) quanto em importações brasileiras (22% do total), com uma corrente bilateral de US$ 105,9 bilhões no acumulado do ano. Embora a participação da indústria de transformação tenha caído, os principais setores apresentaram crescimento das exportações em relação ao mesmo período em 2020, destacando-se a fabricação de produtos alimentícios (+22%), de metais básicos (+31%) e de produtos químicos (+32%).

Os dados da Organização Mundial do Comércio (OMC) mostram que a alta global das exportações no segundo trimestre de 2021, em relação ao segundo trimestre de 2020, foi de 23%. Nos EUA, o aumento foi de 29%; na União Europeia, de 28%; na China, de 21%; e no Japão, de 32%. No mesmo período, as exportações do Brasil registraram uma alta de 16%. Ainda segundo a OMC, as importações brasileiras cresceram em 26%, mais que a média mundial (de 22%).

O mundo em 2022: perspectivas para o cenário econômico mundial e os desafios brasileiros

Mesmo com a recuperação da economia em diversas partes do globo, a tendência é que a disputa entre EUA e China permaneça nos próximos anos. “Essa é a nova realidade. Os conflitos entre Estados Unidos e China são desdobramentos de uma concorrência mais diversificada e complexa do ponto de vista tecnológico”, avalia Cognin, do Iedi. Segundo ele, há uma forte aceleração da economia da China em constituir competências tecnológicas de ponta. “Em alguns aspectos, coloca em xeque a supremacia das potências ocidentais. É uma questão geopolítica que se expressa no âmbito econômico”, diz.

De acordo com ele, a geopolítica tende a ganhar importância no período pós-pandemia. “Isso passa por questões tecnológicas de proteção ambiental, entre outras. Cada vez mais, os temas ambientais organizarão as relações geopolíticas do mundo inteiro, dada a necessidade de reduzir emissões e controlar a escalada climática”, explica. Esse movimento, diz, está associado à reorganização das cadeias globais de valor. 

“Esse tema nunca mais vai sair de cena. A expansão chinesa continua. A tensão com os EUA é permanente. Virou uma guerra pela fronteira tecnológica. A China conseguiu grandes avanços na produção de tecnologia própria”, reforça Gala, da FGV. Na mesma linha, Sennes, da Prospectiva, diz que a disputa com a China é um tema de enorme concordância entre os governos do democrata Joe Biden e do republicano Donald Trump, seu antecessor na presidência dos Estados Unidos: “Estamos falando de uma disputa um pouco diferente da Guerra Fria. A competição aqui é geoeconômica, e não militar”, pontua.

O mundo em 2022: perspectivas para o cenário econômico mundial e os desafios brasileiros

Economia: um ano muito complicado

Apesar da recuperação no crescimento econômico mundial, 2022 ainda será de muitas incertezas e turbulências na economia brasileira. “O próximo ano é muito complicado. Um ano eleitoral tenso, com candidatos que precisam ser acompanhados em suas políticas econômicas”, resume Sérgio Vale, economista-chefe da MB Associados, que projeta um desempenho perto de zero para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil.

Confira a entrevista:

REVISTA INDÚSTRIA BRASILEIRA - Olhando o cenário externo, quais são as perspectivas para a economia brasileira em 2022?

SÉRGIO VALE - Do ponto de vista internacional, é interessante observar que serão dois anos de crescimento muito forte. O PIB mundial vai crescer cerca de 11% em 2021 e 2022. Não é normal crescer nessa magnitude. Estamos saindo da pandemia, com políticas monetária e fiscal intensas desde o ano passado – por um lado, estimulando demanda e, por outro, afetando a oferta. Esse descasamento, que é raro de ver, entre uma pressão forte de demanda e uma desaceleração de oferta, leva a um processo inflacionário mundo afora, especialmente nos Estados Unidos, que estão com uma pressão inflacionária rara, que não vemos há 40 anos. Por causa disso, temos essa perspectiva de mudança de política monetária. No ano que vem, as taxas de juros nos Estados Unidos vão começar a subir. Muito disso já está incorporado em preços de ativos em geral, mas há uma certa insegurança de que a inflação esteja acelerando em um nível mais preocupante do que o FED (Banco Central americano) está percebendo, e a gente pode precisar de uma mudança mais radical. Outro país de interesse é a China. Ela passou por um processo de impacto, por causa do mercado de construção, nos últimos dois meses. O crescimento lá está tateando em torno de 5%. Hoje, cerca de 30% do PIB chinês é relacionado ao mercado de construção. O processo de desaceleração desse segmento pode colocar alguns percalços na recuperação chinesa. 

REVISTA INDÚSTRIA BRASILEIRA - A inflação é também uma preocupação no Brasil, onde os combustíveis vêm pressionando a alta de preços. Como o senhor vê o cenário do preço do petróleo para o próximo ano?

SÉRGIO VALE - O preço do petróleo tem vários componentes. Neste momento, também temos esse descasamento entre demanda e oferta, uma recuperação forte da economia, desinvestimento ao longo da última década por causa da pressão ambiental e, especificamente, produção parada desde o ano passado. A demanda está pressionada por questões internacionais e questões domésticas não resolvidas, como a fiscal, que se junta ao cenário político turbulento no ano que vem. Quando pegamos as duas pontas, a tendência é que não haja sossego por parte dos combustíveis, por causa de problemas no câmbio e no preço do barril de petróleo.

REVISTA INDÚSTRIA BRASILEIRA - Hoje faltam insumos em alguns setores. Isso pode se prolongar?

SÉRGIO VALE - De certa forma, pode se prolongar no curto prazo mas, dado que a retomada está normalizando [a disponibilidade de insumos] e aquela forte expansão de consumo dá sinais de desaceleração, talvez a produção também comece a normalizar. Eu diria que essa falta generalizada está começando a cair. Claro que, por trás disso, precisamos acompanhar produtores industriais importantes, como Alemanha e China, que ainda estão às voltas com as questões da pandemia. Isso dificulta a retomada plena neste momento. Estamos melhorando, mas uma normalização completa vai depender de uma saída muito mais agressiva para esses países. Espero que possa acontecer em 2022 e, talvez, lá em 2023, tenhamos uma normalização bem mais completa dessa disrupção das cadeias de produção.

REVISTA INDÚSTRIA BRASILEIRA - Internamente, o que você espera para a economia brasileira no próximo ano?

SÉRGIO VALE - O próximo ano é muito complicado. Um ano eleitoral tenso, com candidatos que precisam ser acompanhados em suas políticas econômicas. Pegamos de saída uma inflação de dois dígitos, que não tem sido comum desde que o Plano Real foi lançado, em 1994. Tivemos três momentos de inflação de dois dígitos, só que nos outros – 2002, 2003 e 2016 – tivemos uma mudança política que conseguiu ajustar a casa, trazendo uma perspectiva de reformas que ajudou a acomodar a taxa de câmbio e pôr as expectativas para baixo. Hoje, temos um governo que abdicou do poder de fazer políticas econômicas e está entrando em um ano eleitoral complicado. Está propondo políticas fiscais muito agressivas, e ainda temos mais de um ano desta forma. No curto prazo, a tendência de um sistema pressionado continua. No ano que vem, o Banco Central vai subir a taxa de juros com intensidade para tentar manter a inflação em torno de 5%. Nossa previsão é de um crescimento da economia próximo de zero.

É preciso acelerar o ritmo do crescimento

Vivemos um período de muitas incertezas. Além da pandemia de Covid-19, que continua assustando o mundo, uma série de outros desafios comprometem a recuperação da economia e a retomada do crescimento sustentado no Brasil.

De acordo com as projeções da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Produto Interno Bruto (PIB) do país deve ter uma expansão de 4,7% em 2021, o suficiente apenas para recompor as perdas de 2020, quando enfrentamos o choque da primeira onda da pandemia. Para 2022, nossa previsão é que a economia cresça 1,2%, e a indústria, 0,5%.

Esse desempenho, que está muito aquém da nossa capacidade, é resultado de um antigo conjunto de ineficiências estruturais, agravado pelos inesperados problemas trazidos pelo novo coronavírus. Entre os obstáculos recentes à reativação da economia está a desorganização das cadeias globais de produção e de transporte, que vem provocando a escassez de matérias-primas e insumos e, consequentemente, elevando os preços dos produtos industriais em todo o mundo.

No Brasil, a aceleração da inflação levou a um novo ciclo de aumento dos juros, o que desestimula o consumo e os investimentos. Além disso, a queda na renda da população, o desemprego e o endividamento das famílias continuarão afetando a atividade econômica no próximo ano.

No entanto, há um entrave que tem prejudicado o crescimento do país há muitos anos. É o custo Brasil, que reduz a capacidade das nossas empresas de enfrentar em igualdade de condições os principais competidores internacionais. Com isso, a indústria nacional vem perdendo espaços importantes nos mercados interno e externo e na produção mundial de manufaturados.

Atacar o custo Brasil é uma tarefa que requer, em primeiro lugar, a simplificação e a correção das distorções do sistema de arrecadação de impostos. A reforma da tributação do consumo, prevista na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 110/2019, que está no Senado, é crucial para alinhar as regras nacionais às melhores práticas internacionais e aprimorar a competitividade da indústria brasileira.

É indispensável, ainda, adaptar a tributação do lucro das companhias às normas globais e aperfeiçoar os marcos regulatórios da infraestrutura, além de incentivar a ciência, a tecnologia e a inovação. É igualmente necessário prosseguir com a modernização das leis trabalhistas e promover a inserção internacional das empresas brasileiras.

Também é imprescindível aumentar a segurança jurídica e recuperar a estabilidade macroeconômica. Inflação controlada, juros baixos e equilíbrio fiscal são fundamentais para melhorar a confiança dos investidores e atrair capitais produtivos. Entre as medidas importantes para o ajuste duradouro das contas públicas estão, também, a reforma administrativa e a regulamentação do teto de remuneração dos servidores públicos.

Essas e outras recomendações fazem parte do documento Propostas para a retomada da indústria e geração de emprego, elaborado pela CNI a partir de sugestões de diversas entidades representativas do setor industrial.

O trabalho, que foi entregue recentemente ao governo federal, é uma contribuição para o debate de ideias que busquem o fortalecimento da indústria nacional e o desenvolvimento econômico e social do país.

Com as medidas adequadas, o Brasil poderá crescer a taxas superiores a 3% ao ano e ter uma economia mais dinâmica e competitiva, que ofereça empregos, saúde e educação de qualidade para todos.

*Robson Braga de Andrade é empresário e presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O artigo foi publicado no dia 31/12/21, no jornal Folha de São Paulo.

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