terça, 09 de agosto de 2022
06/07/2021

Josué Gomes da Silva é eleito novo presidente da Fiesp


Concorrendo em chapa única, o mandato de Josué Gomes da Silva se iniciará em 1 de janeiro de 2022 e irá até 31 de dezembro de 2025. A nova diretoria da Fiesp é composta pelos empresários Rafael Cervone, 1º vice-presidente, Dan Ioschpe, 2º vice-presidente e Marcelo Campos Ometto, 3º vice-presidente.

O presidente das entidades, Paulo Skaf, parabenizou o vencedor, destacou sua capacidade de liderança e reiterou o apoio a Josué. "Ele está eleito e terá apoio expressivo dos industriais, o que se verificou na apuração. E as entidades estarão em boas mãos, de um empresário que tem seriedade, competência e força", ressaltou.

Em relação ao momento atual, Skaf lembrou que seu trabalho continua até o dia 31 de dezembro e que trabalhará até o último dia e afirmou que está mobilizando outros setores produtivos para impedir que a Reforma Tributária que está em discussão traga aumento de impostos. "Quando há dinheiro sobrando, se faz reforma. Quando falta dinheiro, a melhor reforma é o corte de gastos".

O presidente eleito, Josué, disse estar honrado por haver recebido tantos votos e a confiança do empresariado industrial. "Isso aumenta a responsabilidade, pois suceder Paulo Skaf é um desafio enorme, especialmente neste momento em que, pela primeira vez em décadas, a indústria de transformação apresentou participação no PIB um pouco inferior a do setor agropecuário", observou o empresário, que também defendeu a retomada do crescimento do setor e o não aumento de impostos.

As eleições da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) ocorreram nesta segunda-feira (5/7), na sede do prédio, na Avenida Paulista.

Todo o processo eleitoral foi acompanhado pela Comissão Eleitoral composta por: Sydney Sanches (ex-ministro do Supremo Tribunal Federal), Ellen Gracie (ex-ministra do STF), Almir Pazzianotto (ex-ministro do Tribunal do Trabalho), Ives Gandra Martins (jurista), Maria Cristina Mattioli (desembargadora aposentada do Tribunal Regional do Trabalho).



Blog

Países do ‘BRICS’ debatem como alavancar qualificação para indústria 4.0

A qualificação de profissionais para ocupações cada vez mais tecnológicas é foco dos trabalhos de um grupo de especialistas do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, o chamado BRICS. A participação brasileira é liderada pela Confederação Nacional da Indústria, por meio do SENAI, a partir de indicação dos ministérios da Casa Civil e da Educação. O objetivo é criar estratégias para promover a capacitação padronizada entre os países.

“Somos reconhecidos por aliar a teoria e a prática. As discussões que estão em curso no grupo formado pelos países do BRICS vêm sendo amplamente abordadas em nossas formações. Não é uma agenda apenas de entidades privadas, ela exige políticas públicas mais robustas, com respaldo técnico e competência para guiar os debates”, destaca o diretor-regional do SENAI, Fabrizio Machado Pereira.

São oito grupos de trabalho, sendo um deles voltado para as áreas de inteligência artificial, machine learning e big data, coordenado pelo professor Valério Junior Piana, do Centro Universitário do SENAI em Chapecó. “Os grupos debatem temas como a falta de profissionais qualificados para atuar com as tecnologias da indústria 4.0 e as habilidades fundamentais para o futuro do trabalho, não apenas na indústria, mas também em outras áreas”, afirma Piana. “Estamos focando nas ocupações mais tecnológicas e o que fazer diante da falta de profissionais”, acrescenta.

Piana, que no SENAI coordena os cursos de graduação e pós-graduação em TI, cita, principalmente, a falta de profissionais qualificados na área de tecnologia para atuar com programação, automação e outros setores. O grupo de trabalho do BRICS atua com base no relatório do Fórum Econômico Mundial, que elenca habilidades que as pessoas precisam ter ou desenvolver, como criatividade, solução de problemas complexos, trabalho em equipe, entre outras, incluindo as habilidades e conhecimentos técnicos.

O grupo está elaborando uma proposta de esforço conjunto dos países para capacitar a força de trabalho. “Algumas alternativas que estamos sugerindo são a implementação de laboratórios-modelo, equipados para desenvolver as capacidades necessárias para o mundo do trabalho, e cursos de graduação e pós-graduação com currículos padronizados entre os países”, relata Piana.

O SENAI é referência mundial em qualidade de ensino. Capacita os trabalhadores da indústria por meio de educação profissional e superior, consultorias especializadas e serviços de inovação voltados ao desenvolvimento e à competitividade industrial. A instituição está presente em todos os estados brasileiros.

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