sexta, 03 de julho de 2026
03/07/2026

Governo do Estado autoriza concurso público da Secretaria da Agricultura e Pecuária


Foto: Divulgação /Sape

A Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape) publicou o edital 001/2026 do concurso público para preencher 20 vagas e formar cadastro reserva para o cargo de Analista Técnico Administrativo II. O edital foi publicado nesta quinta-feira, 2, no Diário Oficial do Estado.

As inscrições estarão abertas de 10 de julho a 28 de agosto de 2026 e devem ser feitas exclusivamente pela internet, no site da Fundação de Estudos e Pesquisas Socioeconômicos (Fepese), responsável pela organização do concurso.

“A realização deste concurso público representa um marco importante e uma conquista para a Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária. O governador Jorginho Mello atendeu uma demanda importante para o Estado e o setor. Com a contratação de novos analistas técnicos administrativos, buscamos fortalecer a capacidade de atendimento e dar mais suporte às atividades desenvolvidas pela Secretaria em benefício da sociedade catarinense”, afirma o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Admir Edi Dalla Cort.

Para participar, é necessário ter curso superior completo. O cargo tem jornada de 40 horas semanais e os aprovados serão lotados em Florianópolis.

A seleção será feita por meio de prova objetiva, prevista para o dia 20 de setembro de 2026. As provas serão aplicadas em Chapecó, Criciúma, Florianópolis, Joinville e Lages.

O edital completo, o cronograma e todas as informações sobre o concurso estarão disponíveis no site da Fepese, a partir das 16h do dia 10 de julho de 2026.



Blog

BC: Sala do Empreendedor divulga agenda de atividades gratuitas para julho e agosto

A Sala do Empreendedor de Balneário Camboriú divulgou a agenda de atividades gratuitas para julho e agosto, com oficinas de capacitação e atendimento itinerante. A programação integra o Programa Cidade Empreendedora 2026.

As oficinas são realizadas em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Santa Catarina (Sebrae-SC) e voltadas a empreendedores que buscam desenvolver e aprimorar a gestão de seus negócios.

Programação

Oficina: Comunicação assertiva para os negócios
O encontro aborda como os líderes podem impactar o dia a dia das empresas comunicando-se de forma clara e eficaz. Entre os temas estão a superação de barreiras no diálogo e o fortalecimento da relação entre líderes e liderados, com foco no aumento do engajamento e da confiança.
15 de julho (quarta-feira), às 19h — Casa dos Conselhos (Rua 1822, nº 1510)

Oficina: Compras Públicas
O conteúdo trata da identificação de oportunidades no setor público, do processo de licitação, da documentação e habilitação e do cálculo de preços competitivos. A oficina também apresenta a nova lei de licitações (Lei nº 14.133/2021) e as ferramentas digitais que facilitam a participação em certames.
30 de julho (quinta-feira), às 19h — Casa dos Conselhos (Rua 1822, nº 1510)

Oficina: Transforme sua reunião em algo que valha a pena
O encontro reúne dinâmicas que conciliam conceito e prática para ajudar o líder a conduzir reuniões produtivas. A proposta é identificar comportamentos que agregam ou desagregam a equipe e envolver os participantes na tomada de decisões conjuntas.
12 de agosto (quarta-feira), às 17h — Centro de Treinamento Comunitário (CTC), na Rua Itália, nº 1059

Oficina: Faça seu fluxo de caixa e controle seu capital de giro
O encontro é voltado para quem tem dificuldade de pagar fornecedores no prazo ou precisa de capital de giro para honrar compromissos. Também é estudado o fluxo de caixa — o que é, para que serve e como montá-lo de forma eficiente.
25 de agosto (terça-feira), às 17h — Casa dos Conselhos (Rua 1822, nº 1510)

Inscrições

As vagas para as oficinas são gratuitas e limitadas. A confirmação de presença pode ser feita pelo WhatsApp da Coordenadoria de Empreendedorismo e Cooperativismo, no número (47) 99105-2900.

Atendimento itinerante

Nos dias 22 e 29 de julho, o módulo itinerante da Praça do Empreendedor leva atendimento a dois pontos da cidade, também como parte do Programa Cidade Empreendedora 2026. A proposta é aproximar a Praça do Empreendedor dos bairros da cidade.

22 de julho (quarta-feira), no Centro Comunitário da Vila Real (Rua Dom Daniel, esquina com a Rua Dom Ricardo)
29 de julho (quarta-feira), no pátio da Unidade Básica de Saúde (UBS) do Bairro dos Municípios (Rua Alfredo Wagner, s/n)

Nas duas datas, o atendimento ocorre das 9h às 12h e das 13h às 17h, com apoio de um consultor do Sebrae, que atende demandas sobre regularizações, parcelamentos e emissão de guias e notas fiscais.

O programa

O Cidade Empreendedora é uma iniciativa do Sebrae em parceria com a Prefeitura de Balneário Camboriú. Lançado no município em junho de 2025, o programa tem como objetivo impulsionar o desenvolvimento socioeconômico local por meio de consultorias e capacitações.

O conteúdo do programa inclui oficinas, palestras e consultorias individuais gratuitas. A programação de 2026 segue até novembro, com agenda confirmada a cada dois meses.

Governo do Estado autoriza concurso público da Secretaria da Agricultura e Pecuária

Foto: Divulgação /Sape

A Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape) publicou o edital 001/2026 do concurso público para preencher 20 vagas e formar cadastro reserva para o cargo de Analista Técnico Administrativo II. O edital foi publicado nesta quinta-feira, 2, no Diário Oficial do Estado.

As inscrições estarão abertas de 10 de julho a 28 de agosto de 2026 e devem ser feitas exclusivamente pela internet, no site da Fundação de Estudos e Pesquisas Socioeconômicos (Fepese), responsável pela organização do concurso.

“A realização deste concurso público representa um marco importante e uma conquista para a Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária. O governador Jorginho Mello atendeu uma demanda importante para o Estado e o setor. Com a contratação de novos analistas técnicos administrativos, buscamos fortalecer a capacidade de atendimento e dar mais suporte às atividades desenvolvidas pela Secretaria em benefício da sociedade catarinense”, afirma o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Admir Edi Dalla Cort.

Para participar, é necessário ter curso superior completo. O cargo tem jornada de 40 horas semanais e os aprovados serão lotados em Florianópolis.

A seleção será feita por meio de prova objetiva, prevista para o dia 20 de setembro de 2026. As provas serão aplicadas em Chapecó, Criciúma, Florianópolis, Joinville e Lages.

O edital completo, o cronograma e todas as informações sobre o concurso estarão disponíveis no site da Fepese, a partir das 16h do dia 10 de julho de 2026.

Santa Catarina conquista Ouro na maior competição de queijos artesanais das Américas
Santa Catarina voltou a figurar entre os premiados da ExpoQueijo Brasil 2026 – Araxá International Cheese Awards ao conquistar um troféu Ouro na maior competição de queijos artesanais das Américas. O reconhecimento reforça a qualidade da produção catarinense e evidencia a força dos queijos especiais produzidos no estado em um dos concursos mais respeitados do setor.
 
O resultado foi alcançado em uma edição histórica da ExpoQueijo Brasil, realizada em Araxá (MG), que reuniu aproximadamente mil amostras de 19 países, mais de 200 jurados nacionais e internacionais e milhares de visitantes ao longo de quatro dias dedicados aos negócios, à gastronomia, ao turismo e à valorização da produção artesanal.
 
A participação catarinense confirma a diversidade da produção brasileira e demonstra que estados de diferentes regiões do país seguem conquistando espaço em uma competição marcada pelo elevado rigor técnico das avaliações.
 
Santa Catarina comemora reconhecimento dos queijos especiais
O troféu catarinense foi conquistado por Rita Bastos, da Casa Bianchi, com o queijo Cambembe, vencedor do troféu Ouro na categoria Queijo de Leite de Ovelha de Coagulação Lática ou Ácida com Tratamento.
 
Para a produtora, o reconhecimento vai além da conquista individual e representa a valorização de todo o trabalho desenvolvido no campo.
"Chegar em casa com um prêmio como este e saber que você está levando algo bom para a mesa do consumidor. Isso é muito grande, é muito verdadeiro. E vem do campo, vem de algo pelo qual a pessoa batalha para conquistar o prêmio", disse.
 
Segundo Rita, a premiação também impulsiona o crescimento da produção especializada e fortalece mercados ainda em expansão no Brasil. "Isso transforma a vida do produtor, do queijo e alavanca as vendas e o crescimento da categoria, tanto do mofo branco quanto do queijo de ovelha", afirmou.
 
Super Ouro ficou novamente com o Brasil
O principal prêmio da competição permaneceu em território brasileiro. O Queijo Maranata Ouro, da Rancho Maranata, de Virgínia (MG), conquistou o Super Ouro ao superar concorrentes de alguns dos mais tradicionais países produtores do mundo.
 
Produzido por Henrique Lamim, o queijo venceu na categoria de leite cru, casca lisa e/ou lavada, com mais de 180 dias de maturação.
Para o produtor, o reconhecimento é resultado de uma trajetória de aperfeiçoamento construída ao longo de seis participações na ExpoQueijo.
 
"É o sexto ano que a gente participa. Para mim, é um concurso muito disputado e com muita credibilidade. A gente conquistou bronze em 2023, prata em 2024, em 2025 ficamos em quarto lugar e viemos trabalhando para melhorar a qualidade. Este ano fomos agraciados com o Super Ouro", disse.
Henrique também destacou o simbolismo da conquista. "Concorremos com os reis do parmesão, os italianos, o Parmigiano Reggiano e o Grana Padano. Com a graça de Deus, meu queijo, com nove meses de maturação, conquistou o Ouro e o Super Ouro", afirmou.
 
Desde a criação da ExpoQueijo Brasil, apenas três países conquistaram o principal prêmio da competição. A Itália venceu as duas primeiras edições, a Argentina foi campeã em 2023 e 2024, enquanto o Brasil chegou ao topo em 2025 e repetiu o feito em 2026.
 
ExpoQueijo Brasil
Principal evento do segmento nas Américas, a ExpoQueijo Brasil 2026 – Araxá International Cheese Awards reuniu entre os dias 25 e 28 de junho representantes dos principais países produtores de queijo, atraindo especialistas, compradores, produtores e imprensa de diferentes regiões.
 
O evento foi realizado pela Lei Rouanet; Lei Estadual e Incentivo à Cultura com patrocínio da Cemig; da CBMM; da McCain; da Algar; do Sebrae e do Sistema Ocemg. A iniciativa teve apoio da AmiQueijo; da Prefeitura de Araxá; do Rota Araxá; da Condor Eventos; do Sistema Faemg Senar; do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA); da Epamig; da Emater Minas Gerais; do Governo de Minas Gerais; e do Ministério da Agricultura e Pecuária, do Ministério do Turismo, do Governo Federal. São mantenedores o Instituto de Laticínios Cândido Tostes, a Epamig e a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais. Uma realização da Bonare Eventos, Secretaria Estadual de Cultura, Governo de Minas Gerais e Ministério da Cultura, Governo do Brasil, ao lado do povo brasileiro.
Estrada Boa: na reta final de obras, Serra do Faxinal já tem previsão para reabrir ao tráfego

 Foto: SecomGOVSC

O trânsito na Serra do Faxinal, em Praia Grande, no Extremo Sul catarinense, já tem previsão de reabertura. Com o avanço das obras de implantação da rodovia SC-290, que estão na reta final por meio do Programa Estrada Boa, do Governo de Santa Catarina, o trânsito deve ser retomado durante o mês de julho em sistema meia pista e com horários pré-definidos.

Neste momento, as obras concentram-se na construção de um viaduto no Morro dos Cabritos, na parte alta da Serra. A estrutura conta com pilares em concreto e contenções especiais, cumprindo um acordo com órgãos ambientais para preservação da natureza local e manutenção de espécies nativas. 

Para o governador Jorginho Mello, a obra representa uma grande vitória para o Extremo Sul catarinense. “A obra na Serra do Faxinal era esperada há décadas. Tiramos do papel uma rodovia fundamental para a região, porque cria uma nova ligação com o Rio Grande do Sul, sendo tanto um corredor logístico quanto um equipamento essencial para o turismo”, destaca. 

Serra do Faxinal recebe investimento de R$ 70 milhões
A obra de implantação e pavimentação da SC-290, a Serra do Faxinal, contempla um trecho de 15,6 km e investimento superior a R$ 70 milhões. O segmento conta com pavimento misto. Ou seja, asfalto em retas e áreas planas e concreto em curvas e no alto da Serra. Além disso, a implantação garantiu alargamento da pista, novos equipamentos de drenagem e contenção de encostas.

“Nós estamos avançando bem na Serra do Faxinal. Nossa última etapa é a execução de um viaduto para contemplar aquilo que foi uma determinação dos órgãos ambientais. E a nossa estratégia é que a gente possa, até o mês de julho, ter uma condição de trânsito regular, com siga e pare. E que nós possamos inaugurar a obra ainda este ano”, destaca o secretário de Estado de Infraestrutura e Mobilidade, Ricardo Grando. 

A Serra do Faxinal é uma rota de ligação entre Santa Catarina e o Rio Grande do Sul. A rodovia conecta os municípios de Praia Grande, no estado catarinense, e Cambará do Sul, no estado gaúcho. O segmento serve tanto para transporte de mercadorias bem como de pessoas quanto para destinos turísticos. A atração de visitantes faz parte de uma das vocações da região, marcada sobretudo por cânions, natureza e aventura. 

Programa Estrada Boa
A obra na SC-290 integra o Estrada Boa, maior programa de investimento em infraestrutura rodoviária da história de Santa Catarina. Assim, em menos de três anos o Governo de Santa Catarina subiu de 26% para 95% o volume de estradas consideradas ótimas ou boas. Ao todo, são mais de 100 frentes de trabalho, contemplando, portanto, mais de 3,5 mil quilômetros de rodovias.

Somando obras estruturantes, revitalizações, serviços de conservação, bem como manutenção, o Governo de Santa Catarina, por meio da Secretaria de Estado da Infraestrutura e Mobilidade (SIE), está investindo mais de R$ 5 bilhões no Programa Estrada Boa.

Acordo Mercosul e União Europeia abre novos negócios e qualificação para os setores de transporte e logística brasileiros
Com a estimativa da ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), que prevê que o Brasil pode ampliar em até US$ 1 bilhão as exportações para a UE (União Europeia) nos próximos 12 meses, com o início do acordo entre Mercosul e o bloco europeu, a redução gradual das barreiras tarifárias deve impulsionar diversos setores, como o agronegócio, automotivo e de bens de consumo, assim como impactos diretos para o de transporte.
 
Dentre as vantagens para o setor, destacam-se a redução de custos operacionais com a eliminação de tarifas sobre peças e veículos pesados europeus, que estimulam a renovação de frotas com tecnologia de ponta, o aumento no fluxo de cargas com o crescimento no volume de mercadorias transitando entre portos e as malhas rodoviárias do Mercosul, e a padronização de normas técnicas, que simplifica e agiliza os processos de conferência e liberação de cargas nas fronteiras.
 
A nova rota internacional também deve estimular benefícios indiretos, como acesso facilitado a tecnologias europeias, líderes em normas de emissão e segurança veicular, e redução de tarifas para componentes e máquinas que possibilitam as transportadoras brasileiras acelerar a modernização de suas operações.
Santa Catarina, com seu posicionamento e crescimento estratégico como referência no ecossistema de transporte e logística brasileiro, foi o primeiro estado a sediar um debate sobre o tratado e também o primeiro a emitir licenças de exportação no âmbito do acordo, segundo a Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Com esse cenário pioneiro e busca por novas oportunidades na relação Brasil-Europa, o estado também irá sediar um dos principais ambientes de negócios dos setores de transporte, logística e comércio exterior, no próximo mês de agosto, a Logistique 2026 - Feira de Logística, Intralogística, Transporte Multimodal e Comércio Internacional.
Em sua 7ª. edição, o evento que se consolida como um dos principais catalisadores de inovações, com áreas de exposição de produtos, serviços e soluções, debates, atualização técnica e rodadas de negócios, engloba fornecedores dos setores de transporte multimodal, tecnologia, intralogística, armazenagem, supply chain, comércio exterior e serviços especializados.
A proposta, segundo Leonardo Rinaldi, diretor da Logistique 2026, é “oferecer uma oportunidade de negócios dinâmica e prospectiva, aproximando as principais demandas do mercado para promover eficiência e competitividade com fornecedores que são referência em seus segmentos de atuação”, esclarece Rinaldi.
“Ao oferecer, em um único espaço, maior agilidade e assertividade de negócios para o setor, a Logistique 2026 torna-se um evento obrigatório para os profissionais que buscam atualização tecnológica, networking e parcerias estratégicas para crescer e ganhar  novos mercados no competitivo segmento de transporte, logística e comércio internacional”, completa o executivo.             
 
Atrações da Logistique 2026
Uma das mais relevantes feiras de negócios dos segmentos de logística e transporte do país, a Logistique 2026 acontece no período de 11 a 13 de agosto, em Balneário Camboriú, Santa Catarina.
 
A feira contará com a participação de mais de 150 empresas e 16 mil profissionais do setor. Frente às diferentes necessidades dos respectivos modais brasileiros, irá oferecer pela primeira vez, em sua 7ª edição, áreas temáticas que visam estimular parcerias, conhecimento e networking para agilizar e potencializar os contatos dos profissionais visitantes:
 
• Área de exposição: Logística, Transporte Multimodal e Comércio Internacional, Intralogística, Automação & Eficiência Operacional
• Fórum de Intralogística: debates sobre tendências, estratégias e cases reais de sucesso
• Logistique Innovation Hub: vitrine da Logística 5.0
• Logistique Summit 2026: mais de 60 horas de conteúdo especializado sobre geopolítica, macroeconomia, infraestrutura, estratégica, comércio, gestão e tecnologia
• Logistique Arena Talks: espaço aberto e gratuito que reunirá visitantes, marcas e especialistas em uma programação dinâmica, com palestras, painéis e apresentações conduzidas por executivos e lideranças do mercado.
 
ARTIGO: UM PAÍS EM FUGA

Por: Paulo Bornhausen

Há momentos em que os movimentos migratórios revelam mais sobre um país do que qualquer indicador econômico. O Brasil vive um desses momentos. Depois de quase 20 anos marcados por sucessivos desgovernos petistas, que desaguaram em escândalos sucessivos de corrupção, crises institucionais recorrentes, avanço da violência, deterioração da confiança nas instituições públicas e crescente insegurança jurídica, milhões de brasileiros passaram a fazer uma escolha silenciosa: deixar seus estados de origem para recomeçar em lugares onde ainda seja possível viver com segurança, trabalhar, empreender e criar seus filhos com tranquilidade.

Muitos optaram em ir para o exterior. Mas o movimento migratório interno é, talvez, o mais contundente diagnóstico sobre a realidade nacional. Quando cidadãos decidem abandonar suas cidades e reconstruir suas vidas em outro estado, não estão apenas mudando de endereço. Estão votando com os próprios pés. E, entre os destinos escolhidos, nenhum estado simboliza melhor essa busca por ordem, segurança e oportunidades do que Santa Catarina. Enquanto grande parte do país enfrentava dificuldades crescentes, Santa Catarina seguiu um caminho próprio. Ao longo dos anos, independentemente das alternâncias políticas nacionais, preservou valores fundamentais: responsabilidade fiscal, respeito às instituições, segurança pública eficiente, valorização do trabalho, liberdade para empreender e compromisso com a educação.

Os resultados não são percepções. São fatos. Santa Catarina possui uma das menores taxas de analfabetismo do Brasil, uma das menores proporções de famílias beneficiárias do Bolsa Família em relação à sua população, figura entre os estados com menor taxa de desemprego e mantém alguns dos melhores indicadores de segurança pública do país. Não por acaso, tornou-se um dos principais destinos da migração interna brasileira. As projeções do IBGE indicam que esse movimento deverá continuar nos próximos quarenta anos!

Esses indicadores não surgem por acaso.

As pessoas não deixam suas cidades apenas em busca de salários maiores. Elas procuram segurança para criar seus filhos, escolas de qualidade, instituições que funcionem, ruas onde possam caminhar tranquilamente e uma economia capaz de oferecer oportunidades. Onde o empreendedorismo é cultura dominante e a mola propulsora da prosperidade.

Santa Catarina tornou-se um porto seguro para milhares de brasileiros.

É justamente por isso que causaram profunda estranheza e indignação as declarações do Presidente da República durante sua recente visita ao estado. Ao associar Santa Catarina a práticas discriminatórias e recorrer a referências que evocaram o nazismo, produziu uma comparação que não encontra respaldo na realidade catarinense e ofendeu uma sociedade construída justamente pela convivência entre diferentes povos e culturas. Soma-se a isso ataques diretos ao Governador Jorginho Mello, democraticamente eleito e que vem desempenhando a altura o compromisso de bem governar.

A revolta dos catarinenses é plenamente compreensível. Se Santa Catarina fosse um estado que discrimina brasileiros de outras regiões, simplesmente não receberia, ano após ano, dezenas de milhares de novos moradores vindos de praticamente todas as unidades da Federação. Ninguém muda sua família para um lugar onde acredita que será rejeitado.

O movimento ocorre exatamente na direção oposta.

Os brasileiros escolhem Santa Catarina porque encontram aquilo que se tornou raro em boa parte do país: segurança, oportunidades, organização, respeito às leis e qualidade de vida. Nossa história confirma isso. Santa Catarina foi construída por sucessivas ondas migratórias. Povos indígenas, imigrantes europeus, descendentes de africanos, migrantes de todos os estados brasileiros e, mais recentemente, cidadãos de dezenas de países ajudaram a formar uma sociedade plural, empreendedora e acolhedora. O catarinense nunca perguntou de onde alguém veio. Pergunta-se apenas se veio para trabalhar, estudar, empreender, produzir e construir uma vida digna ao lado de sua família.

É exatamente essa cultura que explica a força econômica do estado.

Segurança pública eficiente protege quem aqui nasceu e quem aqui escolheu viver.

Segurança jurídica gera investimentos.

Investimentos criam empregos.

Educação amplia oportunidades.

Responsabilidade fiscal permite investimentos permanentes.

Esse círculo virtuoso explica por que Santa Catarina reúne alguns dos melhores indicadores sociais e econômicos do país e continua atraindo brasileiros em busca de uma vida melhor.

Talvez a maior prova de que Santa Catarina acolhe seja justamente o fluxo contínuo de pessoas que aqui chegam. Famílias inteiras deixam para trás seus estados de origem porque enxergam em Santa Catarina aquilo que esperam encontrar em qualquer sociedade organizada: paz, oportunidades, respeito às leis e perspectivas para seus filhos.

Por isso, é injusto e inaceitável que justamente um estado que se tornou exemplo nacional de integração, desenvolvimento e acolhimento seja alvo de acusações que distorcem sua realidade e desrespeitam sua história. Santa Catarina não fecha portas, ao contrário. Abre oportunidades para quem deseja construir sua vida com trabalho, responsabilidade e respeito às regras de convivência. A verdadeira pergunta que o Brasil precisa responder não é por que tantos brasileiros escolhem Santa Catarina. A pergunta é muito mais incômoda.

Por que tantos brasileiros sentem que precisam fugir de seus próprios estados para encontrar, dentro do mesmo país, aquilo que deveria ser garantido a todos: segurança, educação, emprego, instituições confiáveis e esperança no futuro?

Enquanto essa resposta não vier, Santa Catarina continuará sendo muito mais do que um destino de migração. Continuará sendo a demonstração de que o Brasil funciona melhor quando prevalecem a boa gestão, a segurança, o respeito às instituições e a valorização do trabalho.

Paulo Bornhausen é o Secretário de Articulação Internacional de Santa Catarina

Comer em casa ficou mais caro; veja os alimentos que mais subiram e caíram de preço

Depois da alimentação, o grupo Habitação foi o que mais impactou a inflação, com alta de 1,22% (contribuição de 0,18 ponto percentual). O principal vilão foi a conta de energia elétrica residencial, que subiu 3,67% – o item de maior contribuição individual para o IPCA de maio.

Já o grupo Saúde e cuidados pessoais avançou 0,90%, com impacto de 0,12 ponto percentual. Juntos, alimentação, habitação e saúde concentraram a maior parte da alta dos preços no mês.

O que diz o IBGE
Segundo José Fernando Gonçalves, gerente do IPCA, os aumentos nos alimentos foram influenciados por menor oferta e também pelo valor do frete, impactado pela alta dos combustíveis.

Em contrapartida, alguns itens ficaram mais baratos, como o café moído (-2,38%) e as frutas (-0,70%). Comer fora de casa também desacelerou: os preços subiram 0,49% em maio, menos do que em abril.

Contas do Brasil com o exterior fecham maio com rombo de US$ 3,2 bilhões, diz Banco Central

O Brasil registrou um saldo negativo de US$ 3,2 bilhões em suas transações correntes em maio de 2026. Essas transações funcionam como uma “conta-corrente” do país e medem todas as compras e vendas de mercadorias e serviços, além de transferências de dinheiro entre o Brasil e o resto do mundo.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (26) pelo Banco Central. O resultado mostra uma leve melhoria em relação ao mesmo mês de 2025, quando esse rombo havia sido de US$ 3,3 bilhões.

Para entender como essa conta fechou, o Banco Central divide o resultado em três grandes pilares:

1. Balança Comercial (Venda e compra de produtos)
Foi o principal ponto positivo do mês. O Brasil vendeu mais produtos para fora do que comprou, gerando um superávit (saldo positivo) de US$ 7 bilhões em maio — acima dos US$ 6,4 bilhões do ano passado.

Exportações (Vendas): US$ 32 bilhões (alta de 6,4%).

Importações (Compras): US$ 25,1 bilhões (alta de 5,9%).

2. Serviços (Turismo, transportes e seguros)
A conta de serviços — que inclui o que os brasileiros gastam com viagens internacionais, fretes e seguros no exterior — registrou um saldo negativo de US$ 4,1 bilhões, um aumento em relação ao deficit de US$ 3,8 bilhões de maio de 2025.

3. Renda Primária (Remessa de lucros e juros)
Esta conta mede o dinheiro que sai do país na forma de lucros que as empresas multinacionais mandam para suas matrizes no exterior e o pagamento de juros de dívidas. Ela registrou um rombo de US$ 5,5 bilhões em maio, exatamente o mesmo valor de um ano atrás.

Envio de lucros e dividendos: Subiu 6,8%, totalizando US$ 4,2 bilhões.

Pagamento de juros: Caiu 18,1%, recuando de US$ 1,7 bilhão para US$ 1,4 bilhão.

Investimentos estrangeiros dão salto e dobram em maio
A grande notícia positiva do relatório foi o forte ingresso de Investimentos Diretos no País (IDP), que são os recursos que os estrangeiros trazem para investir em empresas, fábricas ou negócios reais no Brasil (e não apenas em especulação na Bolsa).

O país recebeu US$ 8 bilhões em investimentos desse tipo em maio, mais que o dobro dos US$ 3,9 bilhões registrados no mesmo mês do ano anterior.

No acumulado dos últimos 12 meses, o Brasil atraiu US$ 83,3 bilhões em investimentos produtivos, o que equivale a 3,38% de toda a riqueza produzida no país (PIB) no período. Esse indicador é muito acompanhado por economistas, pois mostra a confiança do investidor estrangeiro a longo prazo na economia brasileira.

“Colchão de segurança” do país aumenta
O Banco Central informou ainda que as reservas internacionais do Brasil — que funcionam como uma espécie de “poupança em dólares” ou colchão de segurança contra crises externas — fecharam o mês de maio em US$ 371,1 bilhões. O valor representa um aumento de US$ 4,2 bilhões na comparação com o mês de abril.

1 a cada 20 passagens aéreas no Brasil já custa mais que o salário mínimo

O preço das passagens aéreas domésticas no Brasil disparou nos últimos 12 meses. De acordo com dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a tarifa média dos voos dentro do país atingiu R$ 632,53 em maio de 2026, o que representa uma alta de 7,3% em termos reais na comparação com o mesmo mês do ano anterior (quando a média era de R$ 589,34).

Os valores consideram apenas o preço do transporte aéreo, sem incluir taxas aeroportuárias ou outros encargos, e já estão atualizados pela inflação.

Combustível de aviação dispara 68,5%
O principal fator por trás da alta recente é o aumento expressivo do preço do querosene de aviação (QAV). Em maio de 2026, o valor médio do combustível registrou uma alta de 68,5% em relação ao mesmo período de 2025 e de 44,4% na comparação com maio de 2024.

O mercado de petróleo tem sido impactado por tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, além da instabilidade no Estreito de Ormuz — uma das principais rotas marítimas do planeta, por onde passa aproximadamente 20% do petróleo mundial. Qualquer interrupção na região eleva imediatamente os preços internacionais da commodity.

Maioria das passagens ainda custa menos de R$ 500
Apesar da alta, a maioria dos bilhetes vendidos no Brasil ainda tem preços mais baixos. Em maio, 49,1% das passagens domésticas foram comercializadas por menos de R$ 500. Desse total, 20,7% custaram até R$ 300, enquanto 28,4% ficaram na faixa entre R$ 300 e R$ 500.

Por outro lado, 5,4% das passagens vendidas ao público geral ultrapassaram R$ 1.500 — ou seja, aproximadamente 1 a cada 20 bilhetes custou mais do que o valor que se aproxima do salário mínimo de 2026, fixado em R$ 1.621.

Mercado aéreo cresce 2,5%
O relatório de demanda e oferta da Anac mostra que o número de passageiros em maio deste ano chegou a 8,3 milhões. No total, o mercado aéreo cresceu 2,5% na comparação com o mesmo período do ano passado.

O avanço, no entanto, ficou concentrado em duas grandes companhias: Latam e Gol aumentaram seu volume e, juntas, dominam 72% do setor. A Azul, por sua vez, perdeu força e viu sua participação no mercado recuar.

Editora Bittencourt