sexta, 12 de agosto de 2022
09/03/2021

Wilson Sons celebra 24 anos do Tecon Rio Grande movimentando mais de 8 milhões de contêineres


AWilson Sons está celebrando o aniversário do Tecon Rio Grande, que completa 24 anos de atuação. Desde o início de suas operações, o terminal movimentou 8.120.760 contêineres, o que corresponde a 13.510.520 TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés). Além disso, vem realizando investimentos, melhorias e fomentando a economia do Rio Grande do Sul, consolidando-se como um dos mais importantes terminais do País e uma das instalações mais competitivas na América do Sul. O Tecon Rio Grande possui cerca de 3 mil clientes importadores e exportadores, além de receber as principais linhas que escalam o Brasil, oferecendo serviços semanais para todos os trades do mundo a partir de 17 clientes armadores.  

 

Em 1997, o Tecon Rio Grande assumiu compromissos em seu contrato de licitação, tais como incrementar a capacidade e a produtividade do terminal, por meio de modernização tecnológica dos equipamentos, processos e adequação da infraestrutura. Na época, o terminal operava apenas com um guindaste móvel, uma ponte, três empilhadeiras de grande porte e três de pequeno porte, seis caminhões e 64 colaboradores. Transcorridas mais de duas décadas, hoje, o Tecon Rio Grande é o terminal mais automatizado do Brasil.  

 

Desde que começou a operar, todos os compromissos foram integralmente cumpridos. Localizado a 320 km da cidade de Porto Alegre, capital do estado, o Tecon Rio Grande teve seu cais de atracação triplicado para 900 metros. São 735.000 m² de área total, com capacidade estática de 25.000 TEU, 20.000 m² de armazéns para carga geral e especiais, 10 gates totalmente automatizados para a entrada e saída do terminal, além de 2.800 tomadas para contêineres refrigerados (reefer).  

 

Igualmente no que se refere à infraestrutura, a Wilson Sons finalizou em 2020 a dragagem no Tecon Rio Grande, aumentando seu calado de 12,5 metros para 15 metros (49,2 pés). Com investimento de R$ 1,8 milhão, a obra do cais do terminal gaúcho lhe dá capacidade para operar simultaneamente dois navios New Panamax, um dos maiores cargueiros do mundo, com 366 metros de comprimento e capacidade para transportar até 14 mil TEU. 

 

O Tecon Rio Grande dispõe de nove STSs (Ship to Shore Container Crane – capazes de operar em navios de até 24 contêineres de largura) e 22 RTGs (Rubber Tyred Gantry Crane, pontes rolantes sobre rodas utilizadas na movimentação dos contêineres no pátio), além de dois Mobile Cranes (guindaste controlado por cabos), nove Reach Stackers (empilhadores de contêineres) e 56 tratores de pátio. Conta ainda com o sistema operacional Navis N4, líder global em gestão de terminais portuários, e com o Teconline, plataforma com 20 anos de funcionamento e mais de 2,6 mil usuários ativos de diversos países do mundo, entre transportadoras, despachantes, armadores, órgãos anuentes, clientes e agentes de carga. Por meio da plataforma, é possível consultar informações sobre cargas, programação de navios e agendamentos.  

 

Resultados atuais 

Os resultados do trabalho desenvolvido pelo Tecon Rio Grande ao longo dos anos se mostram evidentes. Em 2020, foram movimentados 404.721 contêineres (675.227 TEU), com destaque para a exportação, que atingiu 131.842 contêineres (230.695 TEU) levados a países de todos os continentes, como Estados Unidos, China, Bélgica, Peru e Arábia Saudita. Os principais produtos exportados pelos clientes do terminal, no ano passado, foram tabaco, resinas, frango congelado e madeira, com crescimento importante dos embarques de carne suína e arroz. 

 

Outro destaque em franco crescimento é a navegação interior com o maior proveito do modal fluvial por meio do Tecon Santa Clara. A navegação interior representa 8% das cargas exportadas e importadas pelo Tecon Rio Grande. Operante desde 2016, o terminal hidroviário, localizado em Triunfo (RS), é responsável por cerca de 5% dos produtos do agronegócio que chegam ao Tecon Rio Grande. Hoje 25% das cargas movimentadas no terminal hidroviário são commodities, como madeira e frango congelado. Em 2020, foram movimentados 25.155 contêineres via Tecon Santa Clara, quase 48 mil TEU. 

 

Transformação da comunidade 

A Wilson Sons é ciente de sua responsabilidade social no sentido de mitigar a situação de vulnerabilidade das comunidades nas regiões em que atua. Desta forma, nesses 24 anos, o Tecon Rio Grande realizou uma série de ações, as quais contemplaram diversas instituições e impactaram milhares de pessoas. 

 

Mensalmente, 11 instituições do Rio Grande são assistidas pela Wilson Sons para que mais de mil pessoas possam se manter ativas. Além desse apoio direto, em razão da pandemia, o terminal vem realizando doações à comunidade e a instituições, como os hospitais da Universidade Dr. Miguel Riet Corrêa Jr. e o Complexo Hospitalar Santa Casa do Rio Grande, ambos referência para tratamento da Covid-19 na cidade. O terminal ainda participou de projetos para auxiliar a Prefeitura Municipal durante a pandemia e contribuiu com alimentos para o Mesa Brasil, Banco de Alimentos, entre outros. 

 

Pronto para o futuro 

O terminal tem garantido um aumento da conteinerização de cargas tradicionalmente transportadas a granel. Isso graças aos investimentos realizados, como a implantação do projeto de estufagem de toras de madeira, o fomento à importação de fertilizantes via contêineres, o carregamento de grãos em contêineres, entre outros. Colabora para esse quadro os investimentos da Wilson Sons em facilidades atrativas aos clientes: 15 dias livres exportação/cabotagem, órgãos anuentes instalados no terminal, sala de despachantes, 3.000 m² de área coberta para vistorias, bem como armazéns de cargas Dry, de carga especial e antecâmara fria.  

 

“Esses 24 anos representam uma conquista importante não só para o Tecon Rio Grande, mas também para o desenvolvimento econômico e social do Rio Grande do Sul. Os investimentos e a dedicação que viemos tendo desde 1997 fizeram com que chegássemos à posição de um dos mais competitivos terminais de contêineres da América do Sul. Há muito ainda por ser explorado, mas essa marca comprova que estamos prontos para o futuro, sempre com foco em produtividade e eficiência”, considera Bertinetti. 

Sobre o Grupo Wilson Sons

O Grupo Wilson Sons é o maior operador integrado de logística portuária e marítima no mercado brasileiro e oferece soluções da cadeia de suprimento, com mais de 180 anos de experiência. A Companhia presta uma gama completa de serviços para as empresas que atuam na indústria de óleo e gás, no comércio internacional e na economia doméstica, conectando as melhores soluções aos resultados esperados pelos seus clientes. Com presença nacional, atua de forma inovadora, acompanhando as tendências do mercado.

 



Blog

Países do ‘BRICS’ debatem como alavancar qualificação para indústria 4.0

A qualificação de profissionais para ocupações cada vez mais tecnológicas é foco dos trabalhos de um grupo de especialistas do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, o chamado BRICS. A participação brasileira é liderada pela Confederação Nacional da Indústria, por meio do SENAI, a partir de indicação dos ministérios da Casa Civil e da Educação. O objetivo é criar estratégias para promover a capacitação padronizada entre os países.

“Somos reconhecidos por aliar a teoria e a prática. As discussões que estão em curso no grupo formado pelos países do BRICS vêm sendo amplamente abordadas em nossas formações. Não é uma agenda apenas de entidades privadas, ela exige políticas públicas mais robustas, com respaldo técnico e competência para guiar os debates”, destaca o diretor-regional do SENAI, Fabrizio Machado Pereira.

São oito grupos de trabalho, sendo um deles voltado para as áreas de inteligência artificial, machine learning e big data, coordenado pelo professor Valério Junior Piana, do Centro Universitário do SENAI em Chapecó. “Os grupos debatem temas como a falta de profissionais qualificados para atuar com as tecnologias da indústria 4.0 e as habilidades fundamentais para o futuro do trabalho, não apenas na indústria, mas também em outras áreas”, afirma Piana. “Estamos focando nas ocupações mais tecnológicas e o que fazer diante da falta de profissionais”, acrescenta.

Piana, que no SENAI coordena os cursos de graduação e pós-graduação em TI, cita, principalmente, a falta de profissionais qualificados na área de tecnologia para atuar com programação, automação e outros setores. O grupo de trabalho do BRICS atua com base no relatório do Fórum Econômico Mundial, que elenca habilidades que as pessoas precisam ter ou desenvolver, como criatividade, solução de problemas complexos, trabalho em equipe, entre outras, incluindo as habilidades e conhecimentos técnicos.

O grupo está elaborando uma proposta de esforço conjunto dos países para capacitar a força de trabalho. “Algumas alternativas que estamos sugerindo são a implementação de laboratórios-modelo, equipados para desenvolver as capacidades necessárias para o mundo do trabalho, e cursos de graduação e pós-graduação com currículos padronizados entre os países”, relata Piana.

O SENAI é referência mundial em qualidade de ensino. Capacita os trabalhadores da indústria por meio de educação profissional e superior, consultorias especializadas e serviços de inovação voltados ao desenvolvimento e à competitividade industrial. A instituição está presente em todos os estados brasileiros.

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