terça, 09 de agosto de 2022
02/07/2021

Santa Catarina mantém bom desempenho e gera 111 mil empregos formais entre janeiro e maio


A geração de empregos formais segue em alta em Santa Catarina. Nos cinco primeiros meses do ano, o Estado criou 111,4 mil vagas de trabalho. Trata-se do melhor resultado do país, se considerados os dados relativos ao estoque de empregos. Apenas em maio, o saldo positivo foi de mais de 13,5 mil postos de trabalho. O dado foi divulgado nesta quinta-feira, 1º, pelo Ministério da Economia, por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Na avaliação do governador Carlos Moisés, o resultado demonstra a retomada econômica catarinense, mesmo com a pandemia de Covid-19. Ele ressalta que o Estado mantém a menor taxa de desemprego do país e possui um ambiente de segurança jurídica, o que atrai novos investimentos todos os meses.

“Esse é um indicador que deve ser comemorado. O resultado é fruto do esforço de todos os catarinenses. Nosso Estado possui uma robustez econômica diferenciada dentro do Brasil. O Governo do Estado trabalha no sentido de facilitar a vida dos investidores, com uma máquina mais leve e menos burocrática. Esse esforço será contínuo em nosso mandato”, ressalta Carlos Moisés.

Na divisão por setores econômicos, os serviços tiveram o maior saldo positivo de maio em Santa Catarina, com 5.355 vagas criadas. Em seguida, vieram a indústria (+4.360) comércio (+2.934) e a construção civil (+1.358). Por questões sazonais, a agricultura teve um saldo negativo de 420 vagas.

O secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável, Luciano Bulligon, ressalta que o Governo tem conseguido incentivar o desenvolvimento econômico sem descuidar da pandemia de Covid-19. Ele destaca ainda que a criação de empregos ocorre em todas as regiões do Estado.

“Isso demonstra que somos um Estado equilibrado, com todas as regiões ajudando no crescimento. Também precisamos comemorar o fato de termos saneado as contas públicas. O investidor leva isso em consideração quando decide onde colocar o seu dinheiro. Santa Catarina é exemplo para o Brasil em termos de gestão”, aponta Bulligon.

Por municípios, Joinville possui o maior saldo de vagas de janeiro a maio, com 9.811. Em seguida, aparecem Blumenau (8.959), São José (5.691), Itajaí (5.339) e Jaraguá do Sul (4.299). No índice referente apenas ao mês de maio, o melhor resultado foi obtido por Florianópolis, com um saldo de 1.222 postos de trabalho, com Blumenau na segunda posição (1.174) e São José em terceiro (863).



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Países do ‘BRICS’ debatem como alavancar qualificação para indústria 4.0

A qualificação de profissionais para ocupações cada vez mais tecnológicas é foco dos trabalhos de um grupo de especialistas do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, o chamado BRICS. A participação brasileira é liderada pela Confederação Nacional da Indústria, por meio do SENAI, a partir de indicação dos ministérios da Casa Civil e da Educação. O objetivo é criar estratégias para promover a capacitação padronizada entre os países.

“Somos reconhecidos por aliar a teoria e a prática. As discussões que estão em curso no grupo formado pelos países do BRICS vêm sendo amplamente abordadas em nossas formações. Não é uma agenda apenas de entidades privadas, ela exige políticas públicas mais robustas, com respaldo técnico e competência para guiar os debates”, destaca o diretor-regional do SENAI, Fabrizio Machado Pereira.

São oito grupos de trabalho, sendo um deles voltado para as áreas de inteligência artificial, machine learning e big data, coordenado pelo professor Valério Junior Piana, do Centro Universitário do SENAI em Chapecó. “Os grupos debatem temas como a falta de profissionais qualificados para atuar com as tecnologias da indústria 4.0 e as habilidades fundamentais para o futuro do trabalho, não apenas na indústria, mas também em outras áreas”, afirma Piana. “Estamos focando nas ocupações mais tecnológicas e o que fazer diante da falta de profissionais”, acrescenta.

Piana, que no SENAI coordena os cursos de graduação e pós-graduação em TI, cita, principalmente, a falta de profissionais qualificados na área de tecnologia para atuar com programação, automação e outros setores. O grupo de trabalho do BRICS atua com base no relatório do Fórum Econômico Mundial, que elenca habilidades que as pessoas precisam ter ou desenvolver, como criatividade, solução de problemas complexos, trabalho em equipe, entre outras, incluindo as habilidades e conhecimentos técnicos.

O grupo está elaborando uma proposta de esforço conjunto dos países para capacitar a força de trabalho. “Algumas alternativas que estamos sugerindo são a implementação de laboratórios-modelo, equipados para desenvolver as capacidades necessárias para o mundo do trabalho, e cursos de graduação e pós-graduação com currículos padronizados entre os países”, relata Piana.

O SENAI é referência mundial em qualidade de ensino. Capacita os trabalhadores da indústria por meio de educação profissional e superior, consultorias especializadas e serviços de inovação voltados ao desenvolvimento e à competitividade industrial. A instituição está presente em todos os estados brasileiros.

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