sexta, 12 de agosto de 2022
17/03/2021

Usuários de GNV podem economizar até 50% em Santa Catarina diante do aumento do preço dos combustíveis líquidos


Foto: Arquivo / SCGás

O gás natural veicular (GNV) manteve sua competitividade frente aos combustíveis líquidos no mês de fevereiro em Santa Catarina. A economia para quem usa o GNV é de cerca de 41% quando comparado à gasolina e de 50% em relação ao etanol. O valor médio da venda do GNV no Estado em fevereiro foi de R$ 3,513. A gasolina, por outro lado, teve uma média de R$ 4,830 e o etanol, de R$ 3,956. Os dados são de levantamento da Associação Nacional do Petróleo (ANP).

Além da economia, outra vantagem para os usuários de GNV é a tarifa regulada. Em 2021, a gasolina já sofreu seis aumentos, o diesel teve cinco e o etanol acaba sendo indexado por esses índices de variação. No acumulado do ano, os combustíveis líquidos acumulam alta de até 54%. 

A variação de preço do GNV acontece ordinariamente apenas duas vezes no ano: em janeiro e julho considerando as tarifas praticadas pela distribuidora aos postos. Em 2020, por exemplo, a tarifa do produto teve alta acumulada de apenas 5,36% em Santa Catarina.

A economia e competitividade do GNV frente aos combustíveis líquidos leva a sucessivos aumentos no consumo, mesmo em meio à pandemia. As vendas registraram crescimento de 26% no volume comercializado desde abril de 2020. Em fevereiro de 2021, a SCGÁS informa que comercializou mais de 330 mil metros cúbicos por dia de GNV, volume cerca de 5% superior ao registrado no mês anterior.  

Atualmente, Santa Catarina tem 138 postos de GNV e quase 110 mil veículos adaptados para uso do insumo, conforme dados do Denatran de dezembro de 2020. Somente no ano passado, a frota de GNV em Santa Catarina teve um aumento de mais de 3 mil usuários.

Reflexo na autonomia do carro

Além da competitividade, os usuários de GNV conseguem rodar mais quilômetros por litro. Segundo cálculos realizados pela gerência comercial da SCGÁS, abastecendo R$ 50, o veículo com GNV roda 187 km, enquanto com gasolina roda 102 km e com etanol, 81 km.

Os valores foram definidos utilizando a média de rendimento estabelecida no manual do único veículo que sai de fábrica com o kit GNV, o modelo Siena tetrafuel, da montadora Fiat. Nesse caso, a média de rendimento definido pelo fabricante do veículo é de 10,7 km/l para a gasolina, 7,5 km/l para o etanol e 13,2 km/m3 para o GNV.

Usuários que rodam, em média, 4 mil quilômetros por mês têm uma economia mensal com GNV de quase R$ 900. Nesse cenário, o retorno do investimento com a instalação do kit de GNV acontece em menos de cinco meses.

 



Blog

Países do ‘BRICS’ debatem como alavancar qualificação para indústria 4.0

A qualificação de profissionais para ocupações cada vez mais tecnológicas é foco dos trabalhos de um grupo de especialistas do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, o chamado BRICS. A participação brasileira é liderada pela Confederação Nacional da Indústria, por meio do SENAI, a partir de indicação dos ministérios da Casa Civil e da Educação. O objetivo é criar estratégias para promover a capacitação padronizada entre os países.

“Somos reconhecidos por aliar a teoria e a prática. As discussões que estão em curso no grupo formado pelos países do BRICS vêm sendo amplamente abordadas em nossas formações. Não é uma agenda apenas de entidades privadas, ela exige políticas públicas mais robustas, com respaldo técnico e competência para guiar os debates”, destaca o diretor-regional do SENAI, Fabrizio Machado Pereira.

São oito grupos de trabalho, sendo um deles voltado para as áreas de inteligência artificial, machine learning e big data, coordenado pelo professor Valério Junior Piana, do Centro Universitário do SENAI em Chapecó. “Os grupos debatem temas como a falta de profissionais qualificados para atuar com as tecnologias da indústria 4.0 e as habilidades fundamentais para o futuro do trabalho, não apenas na indústria, mas também em outras áreas”, afirma Piana. “Estamos focando nas ocupações mais tecnológicas e o que fazer diante da falta de profissionais”, acrescenta.

Piana, que no SENAI coordena os cursos de graduação e pós-graduação em TI, cita, principalmente, a falta de profissionais qualificados na área de tecnologia para atuar com programação, automação e outros setores. O grupo de trabalho do BRICS atua com base no relatório do Fórum Econômico Mundial, que elenca habilidades que as pessoas precisam ter ou desenvolver, como criatividade, solução de problemas complexos, trabalho em equipe, entre outras, incluindo as habilidades e conhecimentos técnicos.

O grupo está elaborando uma proposta de esforço conjunto dos países para capacitar a força de trabalho. “Algumas alternativas que estamos sugerindo são a implementação de laboratórios-modelo, equipados para desenvolver as capacidades necessárias para o mundo do trabalho, e cursos de graduação e pós-graduação com currículos padronizados entre os países”, relata Piana.

O SENAI é referência mundial em qualidade de ensino. Capacita os trabalhadores da indústria por meio de educação profissional e superior, consultorias especializadas e serviços de inovação voltados ao desenvolvimento e à competitividade industrial. A instituição está presente em todos os estados brasileiros.

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