terça, 09 de agosto de 2022
21/07/2021

Consumidores buscam preço e promoção nas compras do dia dos pais em SC


Com poder de compra menor, os consumidores catarinenses consideram preço (30,4%) e promoção (30%) determinantes na hora de escolher o local de compra do presente para o dia dos pais em Santa Catarina, conforme aponta a Pesquisa de Intenção de Compras realizada pela Fecomércio SC. Os dois critérios estão à frente de qualidade do produto, atendimento e variedade de marcas.

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Os dados também indicam que a pretensão de realizar pesquisas de preços subiu de 72,6% em 2020 para 79,4% em 2021. A procura por presentes deve movimentar as lojas principalmente na primeira semana de agosto: 51,7% dos consumidores devem comprar na semana, 21% na véspera e 3,4% no dia.

O gasto médio este ano deve ser de R$ 164,19. Apesar de ser 4,47% maior do que em 2020 (R$157,17), o resultado em termos reais representa queda de 3,6% devido à inflação acumulada em 12 meses (8,35%). A percepção sobre a situação financeira é diferente do ano passado e pode impactar nas decisões: sete em cada dez avalia como melhor ou igual e apenas 29% pior- em 2020 este índice chegou a 44%.

A maioria deve optar pelo comércio de rua (61,7%), seguido pelos shoppings (20,5%) e internet (12,2%). Roupas (50,7%), calçados (15,8%) e perfumes e cosméticos (15,1%) lideram a lista de presentes.


Os dados sobre o perfil do consumidor foram apurados em sete cidades para fornecer informações relevantes aos empresários para a tomada de decisão. A pesquisa foi realizada entre os dias 29 de junho e 13 de julho, com 1.123 pessoas, nas cidades de Blumenau, Chapecó, Criciúma, Florianópolis, Joinville, Lages e Itajaí.



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Países do ‘BRICS’ debatem como alavancar qualificação para indústria 4.0

A qualificação de profissionais para ocupações cada vez mais tecnológicas é foco dos trabalhos de um grupo de especialistas do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, o chamado BRICS. A participação brasileira é liderada pela Confederação Nacional da Indústria, por meio do SENAI, a partir de indicação dos ministérios da Casa Civil e da Educação. O objetivo é criar estratégias para promover a capacitação padronizada entre os países.

“Somos reconhecidos por aliar a teoria e a prática. As discussões que estão em curso no grupo formado pelos países do BRICS vêm sendo amplamente abordadas em nossas formações. Não é uma agenda apenas de entidades privadas, ela exige políticas públicas mais robustas, com respaldo técnico e competência para guiar os debates”, destaca o diretor-regional do SENAI, Fabrizio Machado Pereira.

São oito grupos de trabalho, sendo um deles voltado para as áreas de inteligência artificial, machine learning e big data, coordenado pelo professor Valério Junior Piana, do Centro Universitário do SENAI em Chapecó. “Os grupos debatem temas como a falta de profissionais qualificados para atuar com as tecnologias da indústria 4.0 e as habilidades fundamentais para o futuro do trabalho, não apenas na indústria, mas também em outras áreas”, afirma Piana. “Estamos focando nas ocupações mais tecnológicas e o que fazer diante da falta de profissionais”, acrescenta.

Piana, que no SENAI coordena os cursos de graduação e pós-graduação em TI, cita, principalmente, a falta de profissionais qualificados na área de tecnologia para atuar com programação, automação e outros setores. O grupo de trabalho do BRICS atua com base no relatório do Fórum Econômico Mundial, que elenca habilidades que as pessoas precisam ter ou desenvolver, como criatividade, solução de problemas complexos, trabalho em equipe, entre outras, incluindo as habilidades e conhecimentos técnicos.

O grupo está elaborando uma proposta de esforço conjunto dos países para capacitar a força de trabalho. “Algumas alternativas que estamos sugerindo são a implementação de laboratórios-modelo, equipados para desenvolver as capacidades necessárias para o mundo do trabalho, e cursos de graduação e pós-graduação com currículos padronizados entre os países”, relata Piana.

O SENAI é referência mundial em qualidade de ensino. Capacita os trabalhadores da indústria por meio de educação profissional e superior, consultorias especializadas e serviços de inovação voltados ao desenvolvimento e à competitividade industrial. A instituição está presente em todos os estados brasileiros.

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