terça, 09 de agosto de 2022
13/07/2021

InovaGovSC, a rede de inovação do setor público catarinense, será lançada nesta quinta-feira


O InovaGovSC, rede de inovação do setor público catarinense, será lançado nesta quinta-feira (15/7), às 14 horas, com a assinatura de acordo de cooperação técnica entre instituições estaduais. A Assembleia Legislativa (ALESC), o Poder Executivo, o Tribunal de Justiça (TJSC), o Tribunal de Contas (TCE/SC) e o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) vão se unir para compartilhar experiências e promover ações conjuntas que transformem a gestão pública. O evento será transmitido pelo canal do InovaGovSC no youtube.

A iniciativa acompanha o que já acontece em âmbito federal com a rede InovaGov. Em Santa Catarina, começou a ganhar corpo em janeiro de 2020, quando representantes dos poderes envolvidos decidiram analisar interesses, objetivos e dificuldades comuns de forma conjunta. Por isso, a rede InovaGovSC vai além  do uso de novas tecnologias. A ideia é promover e apoiar a execução de projetos e práticas colaborativas até mesmo em ambiente offline para conferir maior eficiência, eficácia e efetividade à gestão pública e à prestação de serviços aos cidadãos.


Cada uma das Instituições que vai integrar o InovaGovSC tem implementado projetos inovadores para melhorar o serviço público,  mas a união potencializará os ganhos e encurtará caminhos. “Para nós, da Assembleia Legislativa, inovação não está só na tecnologia, está, sobretudo, nas atitudes. Porque nós representamos gente… E estar presente na vida das pessoas é aquilo que procuramos. Inovação é para nós uma forma de nos aproximarmos da sociedade, está no cuidado com as pessoas, na busca por mais transparência e eficiência na gestão pública e no respeito ao meio ambiente. Inovação é trabalhar em cooperação com todas as instituições em busca de soluções que nos aproximem cada vez mais daqueles a quem representamos, os catarinenses”, definiu o presidente da Alesc, deputado Mauro de Nadal (MDB).

Principais ações da Alesc pela inovação

O Parlamento catarinense já construiu sua história de Inovação. Em 2014, a Lei 16.373 instituiu o Selo Verde para incentivar o plantio de árvores no perímetro urbano nos municípios catarinenses, concedendo o reconhecimento às administrações que assegurassem o número de cinco árvores por habitante.
Dois anos depois foi criado o Programa Carbono Zero visando a compensação da geração de poluição gerada pela Casa Legislativa por intermédio do plantio de árvores.
Em 2017, foi aprovado o Programa de Gestão Sustentável que implementou parâmetros e tecnologias em prol da sustentabilidade física dos dois edifícios da Alesc, e também em  seus procedimentos administrativos. Entre as ações desenvolvidas estão a instituição da coleta de lixo seletivo, economia de água e reciclagem de papel.
No setor administrativo, a Alesc acaba de adotar o SEI, sistema de gestão de processos e documentos eletrônicos. Essa prática de trabalho foca na libertação do paradigma do papel como suporte analógico para documentos institucionais e permite o compartilhamento do conhecimento com atualização e comunicação de novos eventos em tempo real. O programa foi cedido gratuitamente pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) e resulta em benefícios como redução de custos financeiros e operacionais, criação de plataforma única que permite a análise de fluxos de processos, entre outros.
Como parte da gestão Alesc Sustentável,está em andamento a implantação de placas voltaicas para aproveitamento da energia solar no Palácio Barriga Verde.  Além de baratear a manutenção do edifício, a iniciativa vai evitar a emissão de 154 toneladas de gás carbônico.
A inovação também está voltada para o cuidado com as pessoas, respeitando a vocação do Poder Legislativo de representar o povo catarinense. Nesse sentido está em implantação na Alesc, o Observatório da Violência Contra a Mulher com a missão de prestar apoio, ajuda e encaminhamento às vítimas de violência em Santa Catarina



Blog

Países do ‘BRICS’ debatem como alavancar qualificação para indústria 4.0

A qualificação de profissionais para ocupações cada vez mais tecnológicas é foco dos trabalhos de um grupo de especialistas do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, o chamado BRICS. A participação brasileira é liderada pela Confederação Nacional da Indústria, por meio do SENAI, a partir de indicação dos ministérios da Casa Civil e da Educação. O objetivo é criar estratégias para promover a capacitação padronizada entre os países.

“Somos reconhecidos por aliar a teoria e a prática. As discussões que estão em curso no grupo formado pelos países do BRICS vêm sendo amplamente abordadas em nossas formações. Não é uma agenda apenas de entidades privadas, ela exige políticas públicas mais robustas, com respaldo técnico e competência para guiar os debates”, destaca o diretor-regional do SENAI, Fabrizio Machado Pereira.

São oito grupos de trabalho, sendo um deles voltado para as áreas de inteligência artificial, machine learning e big data, coordenado pelo professor Valério Junior Piana, do Centro Universitário do SENAI em Chapecó. “Os grupos debatem temas como a falta de profissionais qualificados para atuar com as tecnologias da indústria 4.0 e as habilidades fundamentais para o futuro do trabalho, não apenas na indústria, mas também em outras áreas”, afirma Piana. “Estamos focando nas ocupações mais tecnológicas e o que fazer diante da falta de profissionais”, acrescenta.

Piana, que no SENAI coordena os cursos de graduação e pós-graduação em TI, cita, principalmente, a falta de profissionais qualificados na área de tecnologia para atuar com programação, automação e outros setores. O grupo de trabalho do BRICS atua com base no relatório do Fórum Econômico Mundial, que elenca habilidades que as pessoas precisam ter ou desenvolver, como criatividade, solução de problemas complexos, trabalho em equipe, entre outras, incluindo as habilidades e conhecimentos técnicos.

O grupo está elaborando uma proposta de esforço conjunto dos países para capacitar a força de trabalho. “Algumas alternativas que estamos sugerindo são a implementação de laboratórios-modelo, equipados para desenvolver as capacidades necessárias para o mundo do trabalho, e cursos de graduação e pós-graduação com currículos padronizados entre os países”, relata Piana.

O SENAI é referência mundial em qualidade de ensino. Capacita os trabalhadores da indústria por meio de educação profissional e superior, consultorias especializadas e serviços de inovação voltados ao desenvolvimento e à competitividade industrial. A instituição está presente em todos os estados brasileiros.

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