sexta, 12 de agosto de 2022
16/03/2021

Santa Catarina tem mais de 4.500 vagas de emprego abertas no Sine


Foto: Mauricio Vieira / Secom

A segunda-feira, 15, começou com 4.550 vagas de emprego em aberto nas unidades do Sistema Nacional do Emprego de Santa Catarina (Sine), de acordo com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável. Do total de ofertas, 71 são destinadas para Pessoas com Deficiência (PCD). As remunerações são a partir de um salário mínimo e há oportunidades para todos os níveis de escolaridade.

A relação completa das vagas pode ser conferida pelo aplicativo Sine Fácil, pelo site https://empregabrasil.mte.gov.br/, ou ainda, presencialmente nas unidades do sistema, por meio de agendamento via telefone. Entre os setores com mais oportunidades de emprego estão comércio, indústria, construção civil e prestação de serviços.

O município com mais vagas abertas é São Miguel do Oeste. A unidade dispõe de 963 oportunidades. O cargo de auxiliar de linha de produção é o que tem mais oferta, com 460 ao todo. Para operador de processo de produção, são outras 200.

Outro município em destaque é Tubarão, que possui cerca de 296 postos abertos, sendo 3 PCDs. Do total da região, mais de 130 oportunidades são para o ramo da construção civil. Há ainda vagas para enfermeiros, serviços gerais, vendedor, cozinheiro, entre outras.

Em Itajaí, no Litoral Norte, há outras 274 vagas, sendo 1 PCD. Destas, 120 são destinadas às funções de pedreiro e servente de obra. Existem ainda outras oportunidades para os segmentos da construção civil e serviços.

No Planalto Norte, o destaque fica com Itaiópolis, com 218 vagas abertas. Destas, 100 são para costureira, outras 70 para auxiliar de linha de produção e operador de processo de produção, 49 para pedreiro e servente de obra, além de outras oportunidades disponíveis.



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Países do ‘BRICS’ debatem como alavancar qualificação para indústria 4.0

A qualificação de profissionais para ocupações cada vez mais tecnológicas é foco dos trabalhos de um grupo de especialistas do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, o chamado BRICS. A participação brasileira é liderada pela Confederação Nacional da Indústria, por meio do SENAI, a partir de indicação dos ministérios da Casa Civil e da Educação. O objetivo é criar estratégias para promover a capacitação padronizada entre os países.

“Somos reconhecidos por aliar a teoria e a prática. As discussões que estão em curso no grupo formado pelos países do BRICS vêm sendo amplamente abordadas em nossas formações. Não é uma agenda apenas de entidades privadas, ela exige políticas públicas mais robustas, com respaldo técnico e competência para guiar os debates”, destaca o diretor-regional do SENAI, Fabrizio Machado Pereira.

São oito grupos de trabalho, sendo um deles voltado para as áreas de inteligência artificial, machine learning e big data, coordenado pelo professor Valério Junior Piana, do Centro Universitário do SENAI em Chapecó. “Os grupos debatem temas como a falta de profissionais qualificados para atuar com as tecnologias da indústria 4.0 e as habilidades fundamentais para o futuro do trabalho, não apenas na indústria, mas também em outras áreas”, afirma Piana. “Estamos focando nas ocupações mais tecnológicas e o que fazer diante da falta de profissionais”, acrescenta.

Piana, que no SENAI coordena os cursos de graduação e pós-graduação em TI, cita, principalmente, a falta de profissionais qualificados na área de tecnologia para atuar com programação, automação e outros setores. O grupo de trabalho do BRICS atua com base no relatório do Fórum Econômico Mundial, que elenca habilidades que as pessoas precisam ter ou desenvolver, como criatividade, solução de problemas complexos, trabalho em equipe, entre outras, incluindo as habilidades e conhecimentos técnicos.

O grupo está elaborando uma proposta de esforço conjunto dos países para capacitar a força de trabalho. “Algumas alternativas que estamos sugerindo são a implementação de laboratórios-modelo, equipados para desenvolver as capacidades necessárias para o mundo do trabalho, e cursos de graduação e pós-graduação com currículos padronizados entre os países”, relata Piana.

O SENAI é referência mundial em qualidade de ensino. Capacita os trabalhadores da indústria por meio de educação profissional e superior, consultorias especializadas e serviços de inovação voltados ao desenvolvimento e à competitividade industrial. A instituição está presente em todos os estados brasileiros.

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