sexta, 05 de junho de 2026
13/05/2025

Economia & Negócios: Efeito cascata


Augusto César Diegoli (acdiegoli@gmail.com)

Efeito cascata 
A criação de 18 novas vagas de deputado federal, se confirmada pelo Senado, provocará um efeito cascata nos Estados. Nas nove unidades federativas que terão aumento em suas bancadas na Câmara, haverá crescimento automático do número de deputados estaduais, resultando em 30 novas vagas nas assembleias legislativas. Em SC, passaria de 16 para 20. De acordo com a Constituição, o número de deputados estaduais corresponderá ao triplo da bancada federal, até o limite de 36. Assim, em SC o número de deputados estaduais passaria dos atuais 40 para 44. 


Cidades desenvolvidas 1
Saiu o Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM) destacando as cidades mais e menos desenvolvidas do país. A surpresa é a inexistência de nenhuma de SC entre as 10 mais, ao contrário dos IFDMs anteriores. Desta vez cidades do interior de São Paulo e do Paraná lideraram, na última década, como as mais desenvolvidas do país. No topo está Águas de São Pedro (SP), com menos de 3 mil habitantes. Quanto a SC o IFDM revela que 11,2% das suas cidades atingiram um desenvolvimento socioeconômico alto, frente a 4,6% no Brasil. De acordo com o estudo, em SC 2,3 milhões de pessoas (36%) vivem em cidades com desenvolvimento alto e 4,9 milhões (62,7%) habitam em municípios com grau de desenvolvimento moderado. No entanto, 91 mil habitantes (1,1%) ainda vivem em condições de desenvolvimento baixo. SC não tem nenhuma cidade com desenvolvimento crítico. 


Cidades desenvolvidas 2
SC conta com 75 municípios entre os 500 melhores do país, dos quais nove figuram entre os 100 primeiros colocados. Essas nove cidades, juntamente com Pomerode, que ocupa a 10ª posição no Estado, compõem o Top 10 estadual. São Bento do Sul, Joaçaba, São Miguel do Oeste, Jaraguá do Sul e Brusque ocupam as cinco primeiras posições do ranking estadual. No lado oposto, Vargem, Balneário Arroio do Silva, Timbé do Sul, Cerro Negro e Entre Rios estão nas últimas colocações. Chama atenção a trajetória de Florianópolis. A capital que, em 2013 ocupava a 5ª posição, atualmente está em 69º lugar do Estado. Apresentou queda nas vertentes de Educação (-6.9%) e Emprego e Renda (-3,3%) e teve uma leve melhora em Saúde (3,3%). Também no ranking entre as capitais brasileiras, Florianópolis caiu da 2ª posição para o 10º lugar. 


Hotelaria em alta 
São esperados mais de 650 compradores de todo o Brasil para a 70ª edição da Pronegócio entre os dias 13 e 16 deste mês de maio. O presidente da AmpeBr destaca que há cerca de um mês da rodada, 90% da rede hoteleira da região já estava ocupada para os dias do evento. Até o início da primeira rodada da Pronegócio, é esperado 100% de ocupação por parte dos compradores em hotéis de Brusque, Itajaí e Balneário Camboriú. 


Dia Nacional da Indústria
Neste 25 de maio celebramos o Dia Nacional da Indústria, uma data que nos convida à reflexão e ao reconhecimento do papel vital que o setor industrial exerce no desenvolvimento econômico e social do Brasil. No Vale do Itajaí-Mirim, essa homenagem ganha um significado ainda mais profundo, pois aqui que bate o coração de uma das regiões mais produtivas e inovadoras de SC. São pequenas, médias e grandes empresas que movimentam a economia com a geração de emprego, inovação tecnológica, exportações e compromisso com a sustentabilidade. O cenário atual é promissor, estamos em uma região com vocação industrial histórica que soube se adaptar às transformações globais sem perder suas origens. O setor têxtil, por exemplo, se reinventa constantemente com design, tecnologia e sustentabilidade. O setor metalmecânico tem investido em automação e novos processos produtivos. A indústria de alimentos, cada vez mais conectada com as exigências dos consumidores.


Cidades desmembradas 
Passados quase 165 anos da sua fundação (1860-2025), após diversas divisões territoriais do extenso território que formava, a partir de 1962 restou apenas um pequeno território que forma a Brusque que conhecemos hoje, com área de 284,6 km2. De Brusque tiveram origem os municípios de Nova Trento (1892), Vidal Ramos (1957), Presidente Nereu (1961), Botuverá (1962) e Guabiruba (1962). As áreas do Sul de Gaspar também foram desmembradas de Brusque. Das cidades mencionadas, abordamos apenas as cidades consideradas colônias italianas pioneiras: Botuverá, Gaspar, Guabiruba e Nova Trento. 


Mão de obra 
Hoje, a falta de mão de obra é a principal demanda dos empresários catarinenses. A economia de SC tem crescido praticamente o dobro da média nacional e não há trabalhadores suficientes para atender a toda a necessidade. O que aconteceu é uma grande atração de trabalhadores de outros lugares, como de estados do Norte brasileiro e de outros países (principalmente Venezuela). Conforme dados do IBGE, o mercado de trabalho de SC ganhou 330 mil pessoas entre 2021 e 2023. Porém, o número de desempregados no estado caiu apenas 60 mil. Ou seja, muito provavelmente essa diferença de 270 mil é referente a trabalhadores que vieram de fora de Santa Catarina. O estado foi o que mais contrataria estrangeiros no país em 2024, por exemplo. 


FIESC 
A Federação das Indústrias de SC (Fiesc) está atenta ao pagamento de mão de obra no estado e tem atuado de forma estratégica para enfrentar o problema. Para se ter uma ideia, somente a indústria catarinense precisará qualificar ou requalificar 953 mil trabalhadores nos próximos três anos, segundo o Mapa do Trabalho Industrial. Entre 2018 e 2025, os investimentos da Fiesc, por meio do Sesi e do Senai, totalizam R$ 1,4 bilhão, valor que deve chegar a R$ 2,6 bilhões até 2030. A maior parte desses transportes é na área educacional, por meio do projeto Educação 20-30. Tão importante quanto o investimento em infraestrutura. A qualificação começa na educação básica, já conectada com as demandas da indústria. 


Perfil do catarinense 
O Lide SC (grupo de líderes empresariais que reúne executivos dos mais variados setores de atuação), está anunciando uma parceria com a Critério – Resultado em Opinião Pública para a realização da inédita pesquisa “Catarinenses: valores, hábitos e ideias”, que tem a pretensão de revelar, de forma regionalizada, o que pensa, sente e projeta a população do Estado. A coleta de dados começa neste mês e os resultados serão divulgados em agosto. 


Cenário econômico incerto 
A última semana foi de decisões sobre juros no Brasil, Estados Unidos e novidades tarifárias anunciadas pelo presidente americano, que trouxeram mais esperanças no cenário internacional. Apesar disso, alguns setores mais globalizados começam a sentir efeitos da retração. Os setores mais internacionalizados da economia de SC já sentem alguns efeitos das tarifas dos EUA. O setor têxtil de cama, mesa e banho, por exemplo, está sendo mais sondado por importadores norte-americanos. O setor de aço reclama da entrada do produto chinês e cobra medidas do governo brasileiro para sobreviver. 


Valorização imobiliária
Quais cidades brasileiras têm os metros quadrados mais valorizados? Quem respondeu a essa pergunta foi um estudo do DataZap. O estudo avaliou somente 22 capitais e o Distrito Federal. Dos 10 bairros mais valorizados do país, dois são de Florianópolis: Jurerê Internacional e Jurerê. Além de Florianópolis, somente São Paulo e Rio de Janeiro tiveram bairros entre os 10 mais valorizados do Brasil. Entre as características comuns estão bairros com imóveis de alto padrão, boa infraestrutura e proximidades com centros comerciais. No caso de Florianópolis, isso é diferente. Para uma economista da DataZap a capital tem registrado valorização expressiva nos últimos anos e ganhou força com a pandemia. 


Consequências 
Aposentado não tem memória curta quando pensa na miséria que ganha. É bom que alguns deputados e senadores de SC pensem nisso ao negar apoio ou se calar covardemente como agora à CPI para investigar o roubo bilionário de que são vítimas. 


Speak English 
Pela primeira vez na história da educação pública de SC os estudantes dos anos iniciais do ensino fundamental passaram a ter, desde o início deste ano, a oportunidade de aprender inglês. Ao todo, mais de 100 mil estudantes receberam material didático novo para acompanhar as aulas. São aulas semanais, ministradas por professores específicos da disciplina, com auxílio de plataforma online. 


Vírus do Pix 
Um novo golpe digital tem utilizado jogos falsos de celular para acessar dados bancários. O mecanismo instala um vírus capaz de entrar nos aplicativos bancários, realizar transações automáticas e desviar valores sem que o usuário perceba. A fraude tem sido chamada de “mão fantasma”. Especialistas em cibersegurança explicam que o malware é uma nova versão do golpe “mão fantasma” e atua de forma automática no celular da vítima. O vírus se esconde em aplicativos falsos que imitam jogos populares e prometem prêmios aos usuários. Assim que o aplicativo é instalado, ele solicita permissões de acessibilidade, uma ferramenta do sistema Android e, com a autorização da própria vítima, ganha acesso total ao aparelho, podendo operar até mesmo com o celular desligado. O golpe é especialmente perigoso porque consegue burlar os sistemas de segurança dos bancos, como a biometria e o reconhecimento facial. Quando o Pix é feito, o malware ATS bloqueia a tela na etapa “processando a transferência”. Enquanto a pessoa espera, o vírus altera o destinatário e o valor da transferência. Essa troca ocorre rapidamente, visto que todo o processo foi automatizado. Quando a tela retorna para o correntista colocar a senha, a troca foi feita. Por isso a sensação de que há o redirecionamento. A Febraban alerta que o criminoso pode se passar por um funcionário do banco, alegando movimentações suspeitas e sugerindo que o cliente instale um aplicativo. Ao fazer isso, o fraudador consegue acessar todos os dados do celular. 


Furos 
Área em que quase 30 prefeitos de SC acabaram presos ultimamente, a de licitação de obras públicas municipais parece um queijo suíço. O Tribunal de Contas do Estado identificou 3.300 irregularidades na leitura de editais somente de janeiro a março deste ano, usando ferramenta de inteligência artificial. 

No limite 
Não há pânico, mas algo próximo entre as autoridades de saúde de SC com o quadro do momento: 91% dos leitos de UTIs na rede hospitalar estão ocupados. Preocupação porque o Estado ainda não atingiu o pico das doenças respiratórias. 

Educação integral 
Novos dados do Censo Escolar 2024, divulgados pelo Ministério da Educação, indicam que SC ampliou o acesso à educação integral tanto na educação infantil quanto no ensino fundamental da rede pública. O percentual de matrículas em jornada ampliada em creches passou de 66,8% para 69,9% entre 2022 e 2024. Na pré-escola, os indicadores saltaram de 16% em 2022 para 18% em 2024.  

Caged: março 2025
O Brasil gerou 71.576 novos empregos no Brasil no mês de março deste ano. Com destaques para São Paulo (+34.864), Minas Gerais (+18.169), Santa Catarina (+9.841), Rio Grande do Sul (+8.960) e Goiás (+6.340). Em SC os municípios em destaque no mês de março foram: Joinville (+1.054), Florianópolis (+715), São José (+683), Itajaí (+682) e Criciúma (+665). 

Tiro livre 
Só depende da sanção do governador para virar lei projeto aprovado na Assembleia Legislativa que dispõe sobre o funcionamento de estabelecimentos de tiro desportivo, que são mais de uma centena em SC. O projeto impede que haja restrições de dia e horário ao funcionamento desses estabelecimentos, e que também não precisam de ter uma distância mínima entre eles e outras atividades comerciais, desde que não haja comprometimento da segurança pública. 

Mulheres na indústria 
A indústria catarinense emprega 301,8 mil mulheres, o equivalente a 33,31% dos trabalhadores do setor em Santa Catarina. O percentual faz do estado o maior empregador de mulheres no setor industrial do país, onde a média é de 25%. Considerando todas as trabalhadoras de SC, 23,9% estão na indústria. Segundo dados do Observatório Fiesc, com base nos últimos dados disponíveis, os segmentos que mais empregam mulheres em SC são: têxtil, confecção e calçados, com 62% do total de empregados formacos com 53,25%, indústria diversa com 46,36% e alimentos e bebidas com 44,82%. 

Zero imposto 
O governador de SC decidiu zerar o único imposto estadual (ICMS) que incide sobre o arroz, o feijão e as farinhas de trigo, milho, mandioca e de arroz, os seis da cesta básica, e que era de 7%. Obteve de entidades representativas do setor produtivo catarinense o compromisso de orientar seus associados para que repassem o desconto ao preço de venda dos produtos. O governo vai abrir mão de quase R$ 600 milhões por ano. Quanto ao repasse, vamos ver. 

MEIs
Ao contrário do que alguns divulgaram, o limite de faturamento para microempreendedores individuais (MEIs) não mudou neste ano e permanece com o valor de R$ 81 mil. Estão em tramitação vários projetos de lei para que mude. O mais recente tem como autora a senadora catarinense, que visa aumentar o limite para R$ 140 mil. 

Exceção 
Consta que o ministro de STF, André Mendonça, que esteve em Florianópolis para fazer uma palestra no Congresso Estadual do Programa Qualifica, na Assembleia Legislativa, deslocou-se até SC em voo aéreo comercial e na classe econômica. É uma exceção. A quase totalidade dos demais prefere as caras mordomias dos jatinhos da FAB por um motivo maior e que nunca vão dizer: não dar de cara, dentro dos aviões, com gente de bem que não tem nenhuma simpatia por eles. 

Guerra ideológica
Quem vê com certa equidistância a polêmica em torno da prática do naturismo na praia da Galheta, tradicional praia do leste da Ilha de SC, observa que até nisso há uma polarização política: a direita é contra a prática de relações sexuais ao ar livre no local, e a esquerda a favor, porque o que ocorre lá agora vem desde os anos 1980, sem maiores tensões entre liberais e conservadores.

Doenças respiratórias crescem 
Dados da Diretoria Estadual de Vigilância Epidemiológica apontam para um quadro preocupante de aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave em SC. Conforme o boletim divulgado em abril, são mais de 2,3 mil ocorrências registradas e 48 óbitos. O cenário piora com a chegada do frio e exige atenção tanto de autoridades em Saúde, quanto de pais e responsáveis. O aumento de casos pressiona as unidades de saúde, sobrecarregando o sistema. Idosos e crianças são os mais afetados. As regiões do estado que mais apresentam registros por vírus respiratórios são Florianópolis, Itajaí e Joinville. O alerta obriga atenção especial de prefeituras e do governo do estado das unidades de saúde, a fim de garantir respostas rápidas para a sociedade. 

Exemplo 
Está aí um exemplo para muitos municípios onde pessoas ou famílias são donas de diferentes tipos de patrimônio, desde imóveis históricos a coleções diversas, incluindo pequenos museus, de manutenção cada vez mais cara. Em Tubarão um projeto de lei em tramitação declara a vida e a obra de seu maior artista, Willy Zumblick, como patrimônio imaterial, cultural e intangível do município. Assim poderá ter acesso a recursos e apoios para sua proteção e valorização. 

Escolas cívico-militares em SC 
A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação está questionando a validade do programa que instituiu escolas cívico-militares em SC. A Ação Direta de Inconstitucionalidade 7809 foi distribuída ao ministro Dias Toffoli, que decidiu submeter o caso diretamente ao Plenário e pediu informações ao governador de SC. Apesar do presidente Lula ter determinado, em julho de 2023, o encerramento do programa, o governador de SC decidiu ignorar. E vai ampliá-lo com mais cinco unidades a partir deste ano, adicionando-se às nove já atuando no modelo. Serão instaladas em Araranguá, Curitibanos, Ibirama, Itajaí e Mafra. 

Guarra fraterna 
Desde tempos imemoriais, quando controladas por tradicionais famílias, os frigoríficos catarinenses Sadia e Seara tinham uma relação fraterna. Agora os tempos são outros, e seus donos também. A diferença entre ambas no momento envolve um anúncio de nuggets. A primeira foi ao Conselho de Auto-regulamentação Publicitária contestar uma peça da concorrente, por suposta imitação em elementos visuais e na embalagem, além da frase “Só a Seara tem”. A outra alega ser uma cópia da sua, “Só a Sadia tem”. Tentou-se uma conciliação. Não deu certo. 

 



Blog

Governo do Estado inaugura revitalização da SC-486 e autoriza aumento de velocidade em trecho da rodovia durante abertura da Fenajeep em Brusque

 Foto: Jonatã Rocha / SecomGOVSC

A abertura oficial da 32ª Fenajeep, na noite desta quarta-feira, 3, em Brusque, foi marcada por anúncios do Governo de Santa Catarina para a mobilidade e a segurança viária do Vale do Itajaí. Durante a solenidade, o governador Jorginho Mello inaugurou as obras de revitalização da SC-486 (Rodovia Antônio Heil), entre Itajaí e Brusque, e autorizou o aumento do limite de velocidade de 80 km/h para 100 km/h em um trecho da rodovia, após a conclusão de estudos técnicos realizados pela Secretaria de Estado da Infraestrutura e Mobilidade (SIE).

As obras de revitalização contemplaram os 47,7 quilômetros da rodovia duplicada, com investimento de R$ 12,4 milhões. Os trabalhos incluíram recuperação estrutural do pavimento, fresagem e recomposição de trechos danificados, aplicação de nova capa asfáltica, melhorias na drenagem, limpeza da plataforma da rodovia e implantação de nova sinalização vertical e horizontal.

O governador ainda autorizou o aumento do limite de velocidade no trecho compreendido entre os quilômetros 13,753 e 20 da SC-486, em Brusque. A medida foi embasada por estudos técnicos e busca adequar a velocidade às condições atuais da via, garantindo mais fluidez ao tráfego com segurança.

“Estamos entregando uma rodovia mais segura, mais moderna e preparada para atender quem trabalha, produz e precisa se deslocar todos os dias. Investimos na recuperação do pavimento, melhoramos a sinalização e agora autorizamos a ampliação da velocidade em um trecho que recebeu avaliação técnica criteriosa. Era um pedido da comunidade que a gente tá conseguindo atender pra melhorar a vida das pessoas e impulsionar o desenvolvimento da região”, destacou o governador Jorginho Mello.

O secretário de Estado de Infraestrutura e Mobilidade, Ricardo Grando, esclarece que os usuários já poderão utilizar o trecho com os novos parâmetros em vigor. “A partir desta quinta-feira, os motoristas já podem transitar pelo trecho no novo limite de velocidade e nas próximas semanas a SIE fará a troca da sinalização vertical. Vale ressaltar que o restante do trajeto permanece com os limites de velocidade inalterados, para garantir a segurança nos pontos de intenso movimento urbano”, alerta.

O prefeito de Brusque, André Vechi, ressaltou a importância da parceria entre o Governo do Estado e os municípios para viabilizar investimentos estruturantes. “A revitalização da Antônio Heil era uma demanda importante para toda a região. Essa parceria com o Governo do Estado permite que obras aguardadas pela população saiam do papel e tragam mais segurança, mobilidade e desenvolvimento para Brusque e cidades vizinhas”, afirmou.

Fenajeep movimenta turismo, economia e tradição off-road

Os anúncios do Governo do Estado ocorreram durante a cerimônia de abertura da 32ª Festa Nacional do Jeep (Fenajeep), considerada o maior evento off-road da América Latina. Realizada pelo Brusque Jeep Clube, a programação segue até domingo, 7 de junho, reunindo competidores, expositores e milhares de visitantes de diversas regiões do Brasil e de países vizinhos.

Ao longo dos próximos dias, Brusque se transforma na Capital Nacional do Jeep, sediando provas de velocidade, desafios off-road e atrações voltadas ao universo 4×4. Além do espetáculo esportivo, a Fenajeep tem forte impacto econômico, movimentando hotéis, restaurantes, comércio e diversos segmentos de serviços.

“O sucesso da Fenajeep mostra a força de Brusque e de Santa Catarina. É um evento que projeta o município e o nosso estado para todo o país, atrai turistas, gera emprego, movimenta a economia e fortalece um setor que tem tradição no nosso estado. Tenho orgulho de ver Santa Catarina sediando um evento dessa dimensão”, finalizou o governador.

Alcolumbre barra urgência e impõe tramitação lenta para PEC da Escala 6x1 no Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), descartou qualquer possibilidade de votar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a jornada de trabalho 6x1 direto no plenário. Ele garantiu que a matéria passará por todas as comissões da Casa antes de qualquer análise definitiva.Em pronunciamento, Alcolumbre reforçou que o Senado fará uma avaliação própria do texto vindo da Câmara, rejeitando pressões para acelerar o processo. "Não podemos ser uma Casa carimbadora", pontuou.Os próximos passos no Senado:

Debate na CCJ: Uma reunião com o senador Otto Alencar, presidente da Comissão de Constituição e Justiça, avaliará os rumos do projeto.Comissões especiais: Há pedidos de senadores para a criação de colegiados específicos para debater a proposta.Diálogo com os setores: O presidente defendeu que o Senado ouça trabalhadores e empregadores antes de bater o martelo.Sem pressa: Alcolumbre criticou os ataques e cobranças que vem sofrendo para agilizar a pauta, afirmando que decidirá o cronograma no seu próprio tempo.

A reação da oposição:Enquanto o projeto principal aguarda o despacho da Presidência do Senado, a oposição já recolheu as 41 assinaturas necessárias para tramitar um texto alternativo. Essa contraproposta mantém a jornada atual de até 6 dias e 44 horas semanais, prevendo que novos modelos sejam negociados diretamente entre patrão e empregado, sem a necessidade de sindicatos.Ao finalizar, Alcolumbre defendeu um "tempo razoável" para que os senadores possam aperfeiçoar o texto original de forma equilibrada.

Parceria irá fortalecer Contrata+Brasil, plataforma que já reúne 11 mil pequenos negócios

Por Camila Vidal
A ampliação da participação dos microempreendedores individuais (MEI) no Contrata+Brasil esteve entre os principais temas discutidos nesta terça-feira (2), em Brasília, durante reunião entre o presidente do Sebrae Nacional, Rodrigo Soares, e o ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP), Paulo Henrique Pereira.

A plataforma, criada para conectar órgãos públicos a prestadores de serviços de pequeno porte, já reúne cerca de 11 mil negócios cadastrados, mais de 6 mil oportunidades publicadas e vem ampliando o número de categorias atendidas, consolidando-se como uma das principais portas de acesso dos pequenos empreendedores ao mercado de compras governamentais.

Sebrae e MEMP discutiram uma estratégia nacional para ampliar o cadastramento de MEIs no Contrata+Brasil, com ações regionalizadas de mobilização e divulgação para expandir o alcance da ferramenta em todo o país.

Para Rodrigo Soares, a parceria entre Sebrae e MEMP será decisiva para ampliar as oportunidades para quem empreende. “Além da educação empreendedora, vamos trabalhar ainda mais fortemente na expansão do Contrata+Brasil. Também discutimos a aplicação da construção de soluções que gerem mais oportunidades, com menor custo, mais renda e mais cidadania para o país”, destacou o presidente do Sebrae.

O ministro Paulo Henrique Rodrigues Pereira ressaltou a importância da atuação do Sebrae no fortalecimento do empreendedorismo brasileiro e reforçou a parceria entre as instituições.

Outro tema discutido no encontro foi o projeto-piloto Pé no Futuro, que visa a formação de jovens empreendedores por meio de mentoria, capacitação e acesso a investimentos. A proposta tem potencial para alcançar até 500 mil pessoas em todo o país.

Pelo Sebrae Nacional, participaram da reunião representantes do Conselho Deliberativo Nacional, do Gabinete da Presidência, da Diretoria Técnica e das Unidades de Políticas Públicas e de Competitividade. A comitiva do MEMP contou com a presença do secretário nacional de Ambiente de Negócios, Maurício Juvenal, além de assessores técnicos da pasta.

Mais sobre o Contrata+Brasil

Lançado em 2025, a plataforma Contrata+Brasil conecta órgãos públicos a prestadores de serviços de pequeno porte em 107 categorias, incluindo atividades incorporadas recentemente, como costura, borracharia, mecânica e restauração de instrumentos musicais. Entre os serviços mais demandados estão pintura, reformas, assentamento de pisos, manutenção de telhados e sistemas de ar-condicionado.

Contribuintes buscam atendimentos para negociações de dívidas em Navegantes

A Praça do Cidadão recebeu mais de 70 pessoas presencialmente em busca de atendimento para negociar suas dívidas com a Prefeitura de Navegantes no primeiro dia do programa Recupera Navega. Descontos de até 100% em juros e multas estão atraindo os contribuintes que querem quitar seus débitos com o município.

Moisés Lauro Alves, que mora no Centro, aproveitou o primeiro dia para negociar sua dívida. “Eu vim aproveitar a oportunidade para acertar o que devo com a Prefeitura. Uma chance que temos de correr dos juros e pagar a conta em dia”, disse. 

A aposentada Denise Argenton também viu uma oportunidade de colocar os débitos em dia. 

“Eu deixei de pagar os anos que ficaram para trás devido eu ser pensionista e não ter condições e agora, com esse juro reduzido, será muito melhor e poderei quitar minha dívida”.

O Recupera Navega segue até o dia 1º de dezembro. O município oferece três oportunidades de pagamento, entre eles cota única: quem quitar os débitos à vista entre 1º e 30 de junho terá anistia total (100%) das penalidades moratórias. Já para os pagamentos efetuados até 31 de julho, o abatimento cai para 95%, além de opções de parcelamento em até 100 vezes, com descontos regressivos que variam de 90% a 20%, conforme o prazo escolhido.

O valor mínimo das parcelas é de R$ 300, mas para que os contribuintes possam aproveitar, será reduzido para R$100 no caso de pessoas físicas e microempresas. 

“O Refis de Navegantes de 2026, o Recupera Navega, de fato, é um sucesso e é o Refis mais importante da história do município. O que nós conseguimos arrecadar agora, principalmente do ISS, irá impactar a arrecadação municipal pelos próximos 50 anos por causa da reforma tributária”, destaca o secretário de Desenvolvimento Econômico e Receita, Thiago Piccoli.

Interessados em participar do Refis podem entrar em contato com a Procuradoria-Geral do Município pelo WhastApp (47) 99187-9941. Além disso, há a opção de buscar atendimento presencial na Praça do Cidadão (Av. Prefeito José Juvenal Mafra, 498, Centro), de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.

Texto: Marília Cordeiro
Foto: Giliardi Marcos

Junho terá bandeira amarela na conta de luz; entenda o impacto no bolso

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou que a bandeira tarifária para o mês de junho de 2026 será amarela. A decisão, que mantém a mesma cor aplicada em maio, foi divulgada pela agência reguladora.

O valor do acréscimo
Com a bandeira amarela, haverá um custo adicional de R$ 1,88 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. O sistema de bandeiras reflete os custos variáveis da geração de energia e é acionado quando as condições de produção se tornam menos favoráveis.

O motivo da decisão
A permanência da bandeira amarela se deve à combinação de fatores como a redução da geração hidrelétrica, o avanço do período seco e o consequente acionamento de usinas termelétricas, que produzem energia mais cara. Apesar dos bons volumes de chuva em algumas regiões, as projeções para os próximos meses indicam condições ainda desfavoráveis para a geração de energia limpa.

Contexto e dicas

A bandeira verde, que não tem custo extra, vigorou em janeiro, fevereiro, março e abril deste ano, refletindo as boas condições de geração no início do ano. Em maio, a bandeira já havia passado para amarela. Com a confirmação para junho, a tendência é que a conta de luz continue mais cara. Para economizar, a Aneel recomenda o uso consciente de energia, com dicas como substituir lâmpadas por modelos de LED, evitar banhos demorados e desconectar aparelhos eletrônicos da tomada quando não estiverem em uso.

Indústria de laticínios cresceu 59% em Santa Catarina desde 2020
Santa Catarina alcançou um marco histórico na indústria de laticínios. Em seis anos, de 2020 a maio de 2026, o número de fabricantes no estado cresceu 59%, saltando de 744 para 1.186 empresas – acréscimo de 442 empresas no período. Os dados, contabilizados pela Junta Comercial do Estado de Santa Catarina (Jucesc), evidenciam a pujança do setor e o ambiente favorável aos negócios no território catarinense.
 
O segmento abrange desde a fabricação de creme de leite, manteiga, iogurte e queijos até a produção de leite em pó, bebidas lácteas, doces de leite e subprodutos como caseína, lactose e soro de leite. A evolução anual mostra um ritmo consistente de expansão: em 2021 eram 804 empresas; em 2022, 874; em 2023, 943; em 2024, 1.025; em 2025, 1.129; e agora, em maio de 2026, o número chega a 1.186.
 
Para o governador Jorginho Mello, o resultado é fruto de um ambiente de negócios que estimula a formalidade e a inovação. “O empreendedor catarinense tem se destacado pela coragem e pela organização. Esse crescimento é consequência de um Governo do Estado que valoriza quem produz, que trabalha para facilitar a abertura de empresas e que garante segurança jurídica a quem decide empreender. Estamos colhendo os frutos de um estado produtivo e sobretudo competitivo”, afirmou o governador.
 
Produção de excelência
Uma dessas empresas é a Queijaria Boca da Serra, próxima a Rancho Queimado, na Grande Florianópolis, liderada pela Daiani Borges. Em 2018 e 2019 ela visitou eventos de produção de queijos em Minas Gerais e São Paulo, quando surgiu a ideia de iniciar a própria produção. “Eu comecei a produzir queijo na cozinha da minha casa. Chegou um momento em que eu e meu marido decidimos transformar esse hobby em um empreendimento. A gente encontrou esse sítio e decidiu construir a queijaria”, relata. A empresa consolidou-se oficialmente em 2023.
 
A rotina do casal inclui desde a compra do leite no produtor local até a entrega do queijo embalado para clientes. O objetivo é manter a produção em formato artesanal com foco em qualidade, variedade e identificação regional. Tudo isso sem deixar de lado o uso de tecnologia e alto padrão sanitário.
 
“O nosso projeto era trabalhar com uma queijaria artesanal, mas com um espaço adequado para que a gente pudesse começar pequeno e crescer sem ter que ficar quebrando parede”, destaca. E a empresa cresceu. Hoje, a Queijaria Boca da Serra é premiada internacionalmente no World Cheese Awards 2025 com medalha de prata pelo queijo Serramar, além de acumular reconhecimentos nacionais.
 
“Quando eu comecei a produzir era com 50 litros de leite. Então eu passei para 100 e depois para 200 litros de leite, até 250. E hoje a gente chegou num ponto em que eu estou deixando de vender porque não consigo aumentar a minha produção. Isso é uma coisa legal, mas um pouco assustadora também (risos)”, complementa Daiani. 
 
Empreendedorismo em alta
Com a expansão do número de fabricantes, Santa Catarina se consolida como um dos principais polos lácteos do país, gerando emprego, renda e fortalecendo a economia regional. A expectativa do governo estadual é de que o ritmo de crescimento se mantenha nos próximos anos, impulsionado por programas de incentivo à industrialização, à regularização de pequenos produtores e à inovação no setor de alimentos.
 
O secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Leodegar Tiscoski, reforça o papel da formalização como pilar desse avanço. “Nosso compromisso é incentivar que pequenos e médios produtores saiam da informalidade e passem a operar dentro das normas sanitárias e tributárias. Isso amplia mercados, gera empregos de qualidade e aumenta a confiança do consumidor nos produtos catarinenses. O dado de 1.186 empresas registradas no setor de laticínios mostra que Santa Catarina está no caminho certo: mais empreendedorismo, mais formalidade e mais desenvolvimento para o estado”, destacou o secretário.
 
A maior parte das empresas fabricantes de laticínios são microempresas (ME) ou Empresas de Pequeno Porte (EPP), refletindo o empreendedorismo pulverizado. Entre as cidades, a liderança é de Florianópolis, com 71 empresas. Em seguida estão Joinville (56), Blumenau (31), Itajaí (31), São José (28), Chapecó (25) e Jaraguá do Sul (21).
 
Destaque nacional
Santa Catarina é o 4º maior produtor de leite do Brasil, responsável, assim, por mais de 9% da produção nacional ou 3,3 bilhões de litros/ano. O estado vem se consolidando na contramão de outras regiões: entre 2014 e 2023, a produção cresceu, portanto, 7,5%. Conforme a Cidasc, a produção leiteira de SC movimenta mais de 20 mil produtores em todas as regiões, impulsionando o mercado de laticínios. 
 
Em relação à sanidade animal, o estado é o único do país com classificação A para risco de brucelose, bem como um dos quatro de menor risco de tuberculose bovina, duas zoonoses que podem ser transmitidas pelo leite de animais contaminados.
 
Além disso, o Governo de Santa Catarina estruturou um conjunto de políticas públicas para fortalecer a cadeia do leite. A principal frente de atuação é o Programa Leite Bom SC, que desde 2024 prevê investimentos de R$ 300 milhões até 2027 sobretudo para apoiar produtores e indústrias. Em outra frente, o Programa Terra Boa incentiva, por exemplo, a melhoria e recuperação de pastagens.
Estado fortalece agro catarinense com programa Olho Bom, investimentos em infraestrutura e modernização da gestão pública
Fotos: Roberto Zacarias/Secom GOVSC
 
Investimentos em infraestrutura, inovação tecnológica e modernização da gestão pública voltada ao agro catarinense. Estas foram as entregas feitas pelo governador Jorginho Mello, na tarde desta sexta-feira, 29, em Florianópolis, durante o lançamento do Programa Olho Bom — da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) —, e inauguração da reforma da sede da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape). No mesmo ato, a Sape apresentou o novo portal da Secretaria.
 
“Santa Catarina é gigante no agro porque tem gente séria trabalhando e um Governo que entende a força do campo para a nossa economia. Também seguimos fortalecendo a defesa agropecuária, protegendo a qualidade da produção catarinense e apoiando quem produz no nosso Estado”, disse o governador Jorginho Mello.
 
 
Programa Olho Bom
 
Durante o evento, o Governo do Estado também lançou o Programa Olho Bom, iniciativa da Cidasc voltada à modernização da defesa agropecuária catarinense. Com investimento de R$ 44 milhões, o projeto busca aprimorar o controle do trânsito agropecuário por meio do uso de tecnologia, inteligência de dados e reorganização da fiscalização, mantendo um modelo híbrido de vigilância fixa e móvel.
 
Como parte das ações, foram adquiridas 40 caminhonetes, 80 tablets e kits de sinalização para fiscalizações volantes. Os recursos também serão destinados à reestruturação dos postos fixos de fiscalização, melhorando as condições de trabalho e o atendimento ao cidadão.
 
 
O projeto amplia a vigilância sobre cargas de interesse agropecuário com o uso de imagens de câmeras de monitoramento e fiscalização móvel sistemática. A iniciativa conta com acordos de cooperação técnica firmados entre a Cidasc, as secretarias estaduais da Fazenda e da Segurança Pública e o Detran, permitindo o compartilhamento de informações e o uso conjunto de sistemas de análise em tempo real da circulação nas rodovias.
 
“A Cidasc dá a garantia de produto saudável e de primeira qualidade ao consumidor nacional e para mais de 150 países do mundo. Isso acontece porque evoluímos no modelo de defesa agropecuária e melhoramos as condições de trabalho na companhia. O produtor rural tem direito a essa segurança”, afirmou a presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos.
 
 
Reforma da sede da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária
 
A revitalização da sede da Sape marca a primeira grande reforma estrutural do prédio desde sua construção, em 1964, no bairro Itacorubi, em Florianópolis. O espaço faz parte da trajetória do desenvolvimento agropecuário catarinense desde a década de 1960, quando abrigava o Centro de Treinamento da antiga Acaresc, atual Epagri. A Secretaria da Agricultura e Pecuária passou a ocupar o prédio principal em 1981.
 
“Depois de mais de 60 anos, essa estrutura recebe uma grande reforma, valorizando os servidores e melhorando o atendimento à população. Todo servidor precisa ter as melhores condições de trabalho, e essa revitalização representa mais conforto, mais estrutura e mais capacidade de atender bem quem trabalha e quem produz no agro catarinense”, destacou o governador Jorginho Mello.
 
 
A obra contemplou uma área de 6.475,26 metros quadrados, com recuperação predial, modernização dos ambientes administrativos, adequações de acessibilidade, melhorias nos sistemas elétrico e hidráulico, recuperação de coberturas, revitalização de espaços internos e externos, além da implantação de novas estruturas de apoio e segurança. A revitalização, sob fiscalização da Secretaria de Estado da Infraestrutura e Mobilidade (SIE), recebeu investimento total de R$ 16 milhões.
 
O secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Admir Dalla Cort, ressaltou que a revitalização fortalece a estrutura administrativa voltada ao atendimento do agro catarinense.
 
“Estamos entregando uma estrutura mais moderna, segura e adequada para os servidores e para toda a população que busca os serviços da Secretaria. É um investimento importante na valorização do patrimônio público e no fortalecimento das políticas voltadas ao agro de Santa Catarina”, afirmou o secretário.
 
 
Novo portal
 
Também foi lançado o novo portal da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária, desenvolvido em parceria entre a Sape e a Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (SCTI), por meio da Gerência de Governo Digital, com suporte técnico do Centro de Informática e Automação do Estado de Santa Catarina (Ciasc).
 
A plataforma integra o processo de padronização dos sites institucionais do Governo do Estado e busca ampliar a transparência, a acessibilidade e o acesso da população a informações, serviços e conteúdos relacionados ao setor agropecuário catarinense.
 
“Temos um novo portal que mostra tudo isso, trazendo um atendimento melhor e mais transparência para a comunidade e para os catarinenses. O portal vem justamente para ampliar o acesso à informação, mostrar o trabalho da Secretaria, as políticas públicas e tudo o que pode chegar ao pequeno produtor. O produtor rural catarinense poderá acessar informações da agricultura e pecuária de Santa Catarina para tomar as melhores decisões e facilitar o trabalho no campo”, complementou o secretário da Agricultura e Pecuária.
Estado fortalece agro catarinense com programa Olho Bom, investimentos em infraestrutura e modernização da gestão pública
Foto: Maurício Vieira / Arquivo / Secom GOVSC
 
Santa Catarina criou 63.006 novas vagas de empregos formais nos primeiros quatro meses de 2026. Os dados do Novo Cadastro de Empregados e Desempregados (Novo Caged) referentes ao mês de abril foram divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego nesta quinta-feira, 28 de maio, e analisados pela Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan).
 
O resultado acumulado nesses quatro primeiros meses do ano manteve Santa Catarina entre os estados com os melhores saldos de novas vagas de trabalho formal no país, atrás apenas de São Paulo e Minas Gerais. O saldo resulta da diferença entre admissões e desligamentos registrados no período.
 
No mês isolado de abril, Santa Catarina criou 3.510 novos postos de trabalho formal, o que representa um crescimento do emprego de 0,13%, resultado superior à média da região Sul, de 0,05%.
 
“A geração de empregos impacta a vida das pessoas. É o emprego que dá previsibilidade para a família, mantém o jovem no seu território e amplia as possibilidades de futuro. Quando Santa Catarina gera vagas no ritmo que tem gerado, o resultado aparece também em outros indicadores: além da menor taxa de desemprego, temos a menor desigualdade de renda do país, figuramos entre os estados com a maior longevidade, somos o segundo estado mais competitivo do Brasil. Esses dados mostram que desenvolvimento, aqui, não fica no discurso. Ele chega ao cotidiano das pessoas”, afirmou o Secretário de Estado do Planejamento, Arão Josino.
 
Desempenho dos setores
 
Os setores de Serviços e da Indústria impulsionaram as ofertas de novas vagas, tanto no acumulado do ano de 2026 quanto no mês isolado de abril. De janeiro a abril, o setor de Serviços apresentou saldo acumulado de 25 mil novas vagas, enquanto a Indústria registrou 24 mil. Já no mês isolado de abril, os saldos ficaram em 2.136 e 1.612, respectivamente.
 
Na Indústria, o desempenho do mercado de trabalho foi impulsionado pela Indústria de transformação. Nesse segmento, destacaram-se as novas contratações do subsetor de Fabricação de produtos alimentícios, com a criação de 4.597 novos postos formais de trabalho. Nos Serviços, evidenciou-se o segmento de Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, com saldo registrado de 13.594 novos empregos formais.
Editora Bittencourt