domingo, 09 de agosto de 2026
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Economia & Negócios: Pronegócio


Augusto César Diegoli (acdiegoli@gmail.com)

Pronegócio

Encerrou na sexta-feira (16), a 70ª Pronegócio. Realizada pela Associação das Micro e Pequenas Empresas de Brusque (AmpeBr) com patrocínio do Sebrae, a Rodada foi palco de negociação entre fabricantes de SC e compradores de todo o Brasil. O evento, considerado a maior rodada de confecção do país, reuniu no Pavilhão de Eventos, em Brusque, mais de 650 lojistas ao longo de quatro dias de realização, que adquiriram produtos da coleção Primavera/Verão 25. A expectativa da entidade com o sucesso da edição foi superada, tendo um aumento de 15 a 20% em relação à mesma rodada ano passado. Foi uma Pronegócio histórica, superando todas as expectativas, com a comercialização de mais de 900 mil peças. Com o encerramento da 70ª Pronegócio, a AmpeBr inicia os preparativos para a 71ª Pronegócio que apresentará as coleções de Alto Verão 25. A rodada acontece de 12 a 15 de agosto, no Pavilhão de Eventos, em Brusque, exclusivamente para lojistas de todo o Brasil e para fabricantes de SC. 

Maré cheia

Quem andou celebrando o verdadeiro festival de praias aterradas, que começou em SC e virou moda Brasil afora, pode ficar com a cara de maré cheia. Pesquisadores da Universidade Federal de SC acabam de emitir uma nota técnica, a partir de evidências científicas, concluindo que tais alterações na dinâmica natural têm mais risco de afogamento e balneabilidade pior. E agora?

Anti-Itália

Não será surpresa se o grande ato solene, dia 4, na Assembleia Legislativa, alusivo aos 150 anos da grande imigração italiana em SC, se transforme em uma manifestação de protesto e repúdio contra o Parlamento da Itália que aprovou decreto-lei que restringe o direito à cidadania italiana a descendentes de imigrantes nascidos fora do país. Como se sabe, depois do Espírito Santo, SC é o segundo Estado brasileiro com o maior contingente de ítalo-descendentes.

Morador de rua

O bilionário Luciano Hang, decidiu entrar na discussão sobre os moradores de rua, e na sua cidade, Brusque. Ele palpitou em reunião, com representantes da sociedade civil e do poder público local. Definiu-se por um projeto de lei para proibir o uso de bebidas alcoólicas em espaços públicos, bem como a venda de produtos em semáforos. A última contagem apontou que a cidade tem no momento 62 moradores de rua, mas já teve 130.

Mais turistas de SP

Atento a oportunidades de turistas de São Paulo visitarem Florianópolis em função do elevado número de voos entre as duas cidades, quase 30 por dia, o Destino Floripa & Região decidiu apostar em maior divulgação das atrações regionais para o mercado paulista. A estratégia dos convites é por meio da realização do SC Day. Na noite de quinta-feira (21) o primeiro evento foi realizado em São Paulo, para operadores de 50 empresas do setor além de jornalistas e influencers. O trabalho incluirá 25 agências e operadoras de turismo para informar sobre atrações da região.

SC é destaque

O Indice Global do Ecossistema de Startups 2025 mostra que SC tem oito cidades entre os melhores ecossistemas de Startups do mundo. O estado ficou em segundo lugar no Brasil nesse ranking, só atrás de São Paulo com tem 10 cidades na lista. O estudo incluiu 1.400 cidades de 100 países. A presença de SC neste ranking é integrada por Florianópolis (275ª), Joinville (425ª), Blumenau (612ª), Rio do Sul (734ª), Criciúma (1.097ª), Itajaí (1.143ª), Chapecó (1.247ª) e Lages (1.305ª). O vice-presidente da Facisc, empresário da área, afirma que esse estudo mostra a diversidade da economia de SC e projeta a tecnologia do estado em âmbito mundial.

Turbulência

Pode dar turbulência no negócio da contratação, com custo de R$ 15 milhões por dois anos, pelo governo de SC, de um helicóptero para voos noturnos. Conforme “O Globo”, o piloto que assinou a proposta de contrato já teve licença cassada por fraude de diários a bordo para simular voos. O governador já respondeu que sua participação não tem qualquer vínculo com a operação de voos.

Esconde SC

Em todas as recentes entrevistas, onde se gaba do fato de nos primeiros quatro meses deste ano o Brasil ter recebido 4,4 milhões de turistas estrangeiros, o presidente da Embratur, que nunca visitou SC, como ministro, exclui o Estado que respondeu pelos melhores números. Ali tem um viés ideológico, por ser governado por um bolsonarista.

Camisa tecnológica

A marca Malwee, catarinense de Jaraguá do Sul, com muito orgulho, está anunciando o lançamento da camiseta Ar.voree, que chegou ao mercado dia 22 deste mês. O que a diferencia de tudo que se conhece é que se trata da primeira malha brasileira com tecnologia que capta gás carbônico (CO2) do ambiente e o elimina durante o processo de lavagem.

Gastos sem fim

Inacreditável o que o colunista Cláudio Humberto conseguiu saber, pela Lei da Transparência: que o governo Lula, gastou em viagens, nos dois primeiros anos do seu terceiro mandato, a fortuna de R$ 4,63 bilhões. Só nos últimos 45 dias foram R$ 212 milhões.

Investimentos estratégicos

Os investimentos estratégicos aprovados neste mês pelo Fundo da Marinho Mercante (FMM) preveem R$ 1,4 bilhão em SC, divulgou o Ministério de Portos e Aeroportos. Serão destinados à construção de quatro rebocadores portuários e quatro embarcações “oil spill response vessel”, que significa navio de resposta a derramamento de óleo.

Cooperativismo

Santa Catarina distingue-se no cenário nacional por um conjunto de atributos notáveis que moldam sua identidade sociocultural e econômica. Tais virtudes, que permeiam a formação histórica e social, encontram consonância plena nos princípios do cooperativismo, doutrina econômica e filosófica trazida pelos imigrantes pioneiros e perpetuada por gerações. O cooperativismo transcende a simples organização empresarial: representa um modelo de desenvolvimento socioeconômico inclusive, democrático e sustentável. Em SC, essa filosofia encontrou terreno fértil para florescer e consolidar-se como pilar estruturante da economia estadual, estando presente em todos os ramos produtivos. Atualmente, o movimento cooperativista abrange mais de 4,7 milhões de catarinenses, movimentando anualmente R$ 91 bilhões. Trata-se de uma verdadeira força propulsora do progresso, segundo a Organização das Cooperativas do Estado (Ocesc), a partir dos dados das 235 cooperativas filiadas, revelando uma realidade de expressiva relevância social e econômica.

Contraponto

No início deste mês, a Folha de São Paulo publicou contundente artigo de sua azeda articulista fixa Mariliz Pereira Jorge, afirmando que o Senna Tower, o prédio de 500 metros de altura em Balneário Camboriú, é um “monumento à cafonice” e que “é a prova de que o dinheiro não compra bom gosto”. Agora, o mesmo matutino paulistano deu vez ao contraponto, abrindo o mesmo espaço para Stéphane Demeneghini, a engenheira responsável pela obra e diretora da empresa Talls Solutions, para dizer que “monumentos como a Torre Eiffel ou o Empire State foram criticados antes de virarem ícones. O mesmo se aplica aqui. O Senna Tower não isola, aproxima; não exclui, inspira. E materializa a capacidade do Brasil de sonhar alto e transformar realidades”. Boa resposta.

Investimento

A empresa Zen, de Brusque, apresentou as operações de seu novo parque fabril, marcando um passo estratégico dentro do ciclo de investimentos de R$ 150 milhões, resultado de dois anos de planejamento e um ano de obras. Para o diretor-presidente, a nova unidade vai além da expansão física, simboliza a evolução da empresa rumo a um modelo produtivo mais tecnológico, eficiente e sustentável.” Esse momento é fruto do mesmo espírito empreendedor que inspirou os fundadores e que continua presente em cada passo que damos, investimos no futuro porque acreditamos na força do nosso time e na perenidade do nosso negócio, destaca o diretor.

Evasão universitária

Imagina-se o quanto custou para o contribuinte a impressionante evasão de estudantes da UFSC entre 2008 e 2023, conforme levantamento publicado semana passada. Foi de 44% no campus de Florianópolis e de assustadores 59% nos de Joinville e Blumenau. Será que entre outras razões, principalmente econômicas, dos estudantes e suas famílias, está a decepção com a instituição, inclusive quanto à manutenção de suas instalações, muitas delas completamente pichadas? É provável que sim. Buscam-se respostas.

Faltou dizer

 O presidente da Embratur nunca diz quando fala do número de turistas estrangeiros que tiveram no Brasil de janeiro a abril deste ano, que em SC foram 492 mil, um salto de 67% em comparação no mesmo período do ano anterior, que registrou 294 mil.

Roubalheira

O INSS anunciou que iniciará a devolução de mensalidades associativas descontadas ilegalmente, mas apenas do mês de abril, portanto se um aposentado foi roubado durante vários meses ou anos (as fraudes iniciaram no governo Temer), receberá de volta apenas um mês. Para receber o restante dos descontos ilegais, o INSS decidiu que os prejudicados devem pedir o reembolso pelo aplicativo Meu INSS e esses pedidos de reembolso serão encaminhados às entidades que fizeram os descontos ilegais. É a consumação de um assalto aos aposentados, cuja responsabilidade é do INSS, que não foi capaz de adotar, mesmo alertado várias vezes ao longo dos anos, mecanismos para evitar fraudes contra seus segurados. Tentar responsabilizar terceiros por pagamentos que o INSS é o responsável primário, é uma tentativa rasteira de lesar ainda mais quem foi lesado. Se você tem um advogado, consulte-o, pois o INSS está querendo lhe roubar.

Economia prateada

A medida em que a expectativa de vida das pessoas aumenta em SC e a taxa de natalidade não acompanha esse crescimento, oportunidades surgem para aqueles que estão de olho nelas. O envelhecimento populacional já é sentido nos números, em três a cada 10 brasileiros com mais de 50 anos. São pessoas que mudaram de hábitos à procura de bem-estar, lazer e, como consequência, consumo. É a chamada “economia prateada” que foca tanto naqueles que gastam, como nos que veem uma chance de ganhar dinheiro com isso. Ignorar esse movimento é quase como jogar dinheiro fora. Dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostram que 48% da população nacional estão nas mãos daqueles que têm mais de meio século de vida.

Jeitinho

Conforme a Folha de São Paulo, 31 parlamentares de 11 partidos atuaram, desde 2019, contra o controle de descontos em benefícios no INSS. Uma medida provisória enviada por Bolsonaro em janeiro de 2019 estabelecia que a autorização para os descontos de associações deveria ser revalidada anualmente. Vinte e seis parlamentares propuseram a supressão do dispositivo ou a modificação para ampliar o intervalo entre as atualizações. Na lista está o deputado federal Celso Maldaner de SC.

Desprezível

Se todas as pessoas que dedicam horas para cuidar desses bebês reborn adotassem crianças abandonadas, órfãs, necessitadas ou vulneráveis, seguramente o mundo seria bem melhor. Deprime ver o Congresso Nacional, assembleias legislativas, câmaras de vereadores e prefeitos perdendo seu precioso tempo com uma pauta tão desprezível.

Tostão e bilhão

Todos os descontos de aposentados e pensionistas do INSS estão suspensos após a descoberta da roubalheira feita por várias organizações vigaristas que se apoderaram de R$ 6,3 bilhões. Entre as raras exceções está a Associação de Aposentados, Pensionistas e Idosos de Tubarão, com 588 associados ativos, cujo desconto mensal total era de R$ 8.390, enquanto bandidos levaram bilhões.

A polêmica do canabidiol

O governo do estado publicou o decreto nº 988, que regulamenta a lei aprovada pela Alesc, sancionada em dezembro de 2024. A legislação garante o fornecimento gratuito de medicamentos à base de canabis para fins medicinais, sem restrição de patologia, via SUS. O decreto, porém, institui a criação da Comissão de Trabalho para Uso Medicinal de Canabiol, que ficará responsável por estabelecer as diretrizes para o protocolo de fornecimento dos medicamentos a pacientes do SUS. A lei 19.136 que entrou em vigor em dezembro, agora regulamentada pelo decreto governamental.

Saneamento

A Agenda da Água 2025 da Fiesc destaca que o Estado segue com o desafio de fazer investimento bilionário até 2033 para alcançar a meta de universalização do saneamento, prevista para 2033. De 2022 a 2033, SC teria que investir R$ 20 bilhões, mas pouco foi feito até agora. Um dos entraves é a própria legislação. Por isso, o projeto de lei 231/2025 foi apresentado na própria Alesc para melhorar as condições legais para investimentos.

Gigante asiática

Santa Catarina está no centro dos planos de expansão da Shein para o Brasil. A gigante asiática de varejo online quer ter pelo menos mil novos parceiros locais cadastrados em seu marketplace, plataforma própria que reúne diversas lojas virtuais. Isso representaria mais do que dobrar o atual número de 600 sellers, com a companha chama empresas que vendem peças de roupas e outros tipos de acessórios em seu site para algo em torno de 1,6 mil. É o primeiro Estado que acontece a expansão neste ano, Cidades como Blumenau e Brusque, dois principais polos têxteis catarinenses, estão na lista de prioridades nessa busca por novos parceiros. Mas a procura também vai abranger Florianópolis, Joinville e Itajaí.

Produção de Frutas Finas 1

O agronegócio catarinense é um dos pilares mais sólidos da economia do estado e do Brasil. Apenas em 2024, o setor movimentou mais de R$ 63 bilhões, segundo dados do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri. Grande parte deste desempenho é resultado da força da agricultura familiar. Hoje, cerca de 78% das propriedades rurais de SC seguem esse modelo, responsável por metade de todo o faturamento do agronegócio catarinense, conforme a Secretaria da Fazenda. Entre os segmentos que mais crescem na agricultura familiar, está a produção de orgânicos. Mais de 2 mil proprietários catarinenses se especializaram neste tipo de cultura, que alia qualidade de vida no campo, renda para os produtores e benefícios para o meio ambiente.

Produção de Frutas Finas 2

Nesse contexto que atua o proprietário do Empório do Mirtilo, localizado em Itá, no Oeste catarinense. No local, a produção é focada em frutas finas como mirtilo, amora, framboesa, physalis e morangos. Toda a produção é orgânica e livre de conservantes e processada de forma artesanal. A propriedade alia técnicas sustentáveis e atua com agricultura familiar para manter uma produção de baixo impacto ambiental. Tudo começou em 2012, quando foi adquirido os pomares de um antigo grupo multinacional. Desde o início, a estrutura foi organizada para funcionar dentro da lógica familiar, com os membros da família atuantes nos processos de produção e administração. A operação cresceu e atualmente emprega cerca de 10 colaboradores em épocas normais, chegando a 50 funcionários nos períodos de colheita.

Justiça rápida: o que é Arbitragem

É um método de solução de conflitos fora do Poder Judiciário em que um ou mais árbitros emitem decisões com força de sentença judicial. Caracterizada, a arbitragem é um método alternativo ao Poder Judiciário que oferece decisões ágeis e técnicas para a solução de controvérsias. Só pode ser usada por acordo espontâneo das pessoas envolvidas no conflito, que automaticamente abrem mão de discutir o assunto na Justiça. A escola da arbitragem pode ser prevista em contrato, ou seja, antes de ocorrer o litígio ou realizada por acordo posterior ao surgimento da discussão. Como se trata de um método privado, são as partes envolvidas nos conflitos que elegem um ou mais árbitros, geralmente um ou três, imparciais e com experiência na área da disputa, para analisar o caso. Os árbitros normalmente tentam ajuda as partes a entrar em acordo. Se não houver acordo, os árbitros emitem a decisão, chamada de laudo ou sentença arbitral, que tem força de sentença judicial. Os custos dependem do tipo de conflito e da câmara de arbitragem escolhida.

Ponta-cabeça

Um magistrado aposentado, ficou uma semana na Europa e tentou se desligar das notícias do Brasil. Quando voltou, quase enfartou ao tomar conhecimento dos inúmeros e inacreditáveis fatos ocorridos em sete dias, a começar pelo atrevimento da extravagante entojada primeira-dama, Janja da Silva e do presidente Lula, pedindo para o ditador chinês Xj Jinping enviar emissário as redes sociais no Brasil. Na lista entraram ainda as gravações do policial federal Wladimir Soares manifestando sua intenção de cortar a cabeça do ministro Alexandre de Moraes, o inacreditável roubo dos aposentados e pensionistas do INSS, a intervenção na CBF e o circo no Senado com a CPI das Bets. Para completar deglutiu a criatividade do presidente do IBGE, autor de um mapa-múndi onde o Brasil está de cabeça para baixo.



Blog

Redução da taxa de juros ainda é insuficiente, avaliam entidades

O quarto corte consecutivo na Taxa Selic, definido nesta quarta-feira (5) pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), foi bem recebido por agentes econômicos, mas ainda é considerado insuficiente e restritivo para a expansão do setor industrial.

Em nota, a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) ressaltou que a continuidade do ciclo de redução da Selic representa um sinal positivo para a atividade econômica, mas que o nível ainda elevado da taxa mantém o crédito caro e atrasa investimentos.

"O elevado custo de capital posterga investimentos, dificulta a modernização produtiva e limita a capacidade das empresas brasileiras de ganhar produtividade e competir nos mercados interno e externo. Esse quadro se reflete no desempenho da indústria de transformação, que cresceu apenas 0,4% no primeiro semestre do ano, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)", disse a entidade.

Na mesma linha, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) lembrou que os juros estão em patamar restritivo há 55 meses, e que Selic está 3,6 pontos percentuais acima da taxa calculada com base na Regra de Taylor, estimada em 10,4%. Esta regra permite calcular uma taxa de juros que proporcione o controle da inflação sem desestimular o crescimento da economia.

"A taxa de juros real, aproximadamente de 10%, supera com folga a taxa de equilíbrio estimada pelo próprio Banco Central, de 5%, indicando que há espaço para cortes mais expressivos na Selic, sem prejuízos no combate à inflação".

Entre as organizações de trabalhadores, a Força Sindical também classificou como insuficiente a redução de 0,25 ponto percentual na Selic. Para a central sindical, juros elevados encarecem o crédito, reduzem investimentos, desestimulam o consumo e comprometem a geração de empregos.

"Perdemos uma excelente oportunidade de promover uma redução drástica da taxa de juros, dar uma injeção de ânimo no setor produtivo e alavancar mais a economia", disse a entidade, em nota.

Copom 
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reduziu nesta quarta-feira (5) em 0,25 ponto percentual a Taxa Selic, a taxa básica de juros da economia brasileira, que passará de 14,25% para 14% ao ano.

Esta é a quarta vez consecutiva que o comitê reduz os juros. A decisão foi tomada em reunião na sede do BC, em Brasília.

Segundo a instituição, o novo ajuste gradual de menos 0,25 ponto é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta no próximo período.

Sobre o ambiente externo, o BC voltou a apontar o cenário de indefinição acerca dos conflitos armados no Oriente Médio e da incerteza sobre a política monetária em algumas economias avançadas.

Curso gratuito de Relacionamento Interpessoal e Trabalho em Equipe está com inscrições abertas em Itapema

A Prefeitura de Itapema, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Habitação, segue com as inscrições abertas para mais uma capacitação gratuita do programa Itapema Qualifica, realizado em parceria com o SENAC/SC. Desta vez, a oportunidade é para o curso de Relacionamento Interpessoal e Trabalho em Equipe, voltado para quem deseja aprimorar competências comportamentais cada vez mais valorizadas pelo mercado de trabalho.

A formação tem como objetivo desenvolver habilidades essenciais para o ambiente profissional, como comunicação eficiente, cooperação, resolução de conflitos, inteligência emocional e convivência em equipe. O conteúdo também aborda princípios de etiqueta social e profissional, comunicação assertiva e técnicas para fortalecer o relacionamento interpessoal, contribuindo para um ambiente de trabalho mais produtivo, respeitoso e colaborativo.

Durante as aulas, os participantes aprenderão sobre os fundamentos do trabalho em equipe, compreendendo como a colaboração, a confiança e a união de diferentes habilidades podem potencializar resultados. O curso também apresenta estratégias para administrar conflitos de forma construtiva, além de explorar os principais elementos do processo de comunicação, identificando fatores que podem facilitar ou dificultar o entendimento entre as pessoas.

Outro destaque da capacitação é o desenvolvimento da comunicação assertiva, habilidade que permite expressar opiniões, necessidades e ideias com clareza, respeito e objetividade, fortalecendo as relações profissionais e pessoais.

O secretário de Desenvolvimento Econômico e Habitação, Nicko Silva, destacou a importância das capacitações para a formação profissional da população. " O Itapema Qualifica oferece oportunidades gratuitas para que a nossa população desenvolva essas competências e esteja cada vez mais preparada para conquistar uma vaga no mercado ou crescer na carreira", afirmou o secretário.

Inscrições e aulas
As inscrições podem ser realizadas presencialmente na Casa da Cidadania, localizada na Rua 216, nº 155, em Meia Praia, das 8h às 17h, ou de forma online pelo site qualifica.itapema.sc.gov.br. As vagas são gratuitas e serão preenchidas por ordem de inscrição. As aulas acontecerão nos dias 18, 20, 25 e 27 de agosto, além de 1º de setembro, na EMEB Bento Elói Garcia, localizada na Rua 402 B, nº 100, no bairro Morretes.

Juros altos agravam dificuldades da indústria, pondera CNI

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) considera acertada a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de reduzir a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para 14% ao ano. No entanto, pondera que os juros altos agravam as dificuldades da indústria e seguirão asfixiando empresas e famílias. 

“Não há justificativa compreensível para a manutenção da taxa de juros em um nível tão alto. A decisão do Banco Central piora a perspectiva para a indústria, já tão prejudicada pelas incertezas no cenário externo. Além disso, o crédito caro compromete gravemente a renda das famílias, que já apresentam níveis recordes de endividamento e inadimplência”, afirma Ricardo Alban, presidente da CNI. 

Juros continuam desproporcionais à trajetória da inflação
As expectativas de inflação apuradas pelo Boletim Focus vêm melhorando. Embora a projeção para o IPCA de 2026 seja de alta de 5,03%, as perspectivas para o índice em 2027 e 2028 continuam dentro do intervalo de tolerância da meta. Ao mesmo tempo, a inflação corrente vem perdendo força, o que deve continuar a ocorrer em julho. O IPCA-15, por exemplo, acumula alta de 4,52% em 12 meses até julho, resultado abaixo do observado no mês anterior (4,8%). Esses indicadores reforçam a leitura de acomodação das pressões de oferta e de demanda verificadas nos últimos meses. 

Além disso, a média dos núcleos de inflação de junho ficaram em 4,44% e apontam uma trajetória mais consistente com a meta de 3% da inflação, apesar da continuidade das incertezas geopolíticas e dos riscos climáticos.

Selic está 3,6 pontos percentuais acima do ideal
A CNI lembra que os juros estão em patamar restritivo há 55 meses. A Selic está 3,6 pontos percentuais acima da taxa calculada com base na Regra de Taylor — estimada em 10,4%. Esta regra permite calcular uma taxa de juros que proporcione o controle da inflação sem desestimular o crescimento da economia. A taxa de juros real, aproximadamente de 10%, supera com folga a taxa de equilíbrio estimada pelo próprio Banco Central, de 5%, indicando que há espaço para cortes mais expressivos na Selic, sem prejuízos no combate à inflação. 

Real valorizado contribui para segurar a inflação 
Cabe destacar que, em um cenário marcado por tensões geopolíticas, o país segue atraindo investidores internacionais interessados no elevado diferencial de juros entre o Brasil e as economias desenvolvidas. O país continua oferecendo retorno atrativo para investidores internacionais, situação que contribui para a apreciação do real, que nos últimos doze meses se valorizou 8,6% frente ao dólar, o que ajudou a arrefecer o ímpeto inflacionário. 

Juros altos elevam endividamento e espremem margens
Consulta realizada pela CNI mostra que os juros devem trazer forte pressão financeira sobre o setor nos próximos três meses. Mais da metade das empresas (53%) prevê aumento na necessidade de financiamento para contas a pagar; 47% esperam pressão sobre contas a receber e 42% sobre estoques — sinais claros de elevação da necessidade de capital de giro. 

Entre as empresas que demandam mais capital, mais de 55% projetam encarecimento do crédito, e cerca de 39% devem ampliar o endividamento bancário. Como efeito direto do aperto, 58% antecipam redução das margens líquidas, comprometendo rentabilidade e capacidade de investimento. Para conter perdas, 51% tentarão manter preços para não perder competitividade frente a importados, enquanto 37% já planejam repassar custos ao valor final, o que pressiona a inflação. Segundo os empresários, os juros atuais funcionam como um “imposto invisível” que inviabiliza investimentos, freia contratações e desvia recursos para aplicações financeiras em vez da produção.

Taxas de juros e endividamento das famílias
O elevado nível de juros no crédito livre também encarece o refinanciamento das dívidas familiares. O resultado é o endividamento em patamar crítico e o comprometimento da renda, reduzindo recursos para consumo essencial e ampliando o risco de superendividamento. O "Desenrola 2.0" trata, sobretudo, o sintoma, sem atacar causas estruturais, como a baixa educação financeira e o elevado nível das taxas de juros. 

Aumento de etanol na gasolina divide opiniões sobre impacto em carros

Aprovado recentemente pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), o aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina de 30% para 32% (E32) reacendeu o debate sobre os efeitos da medida tanto para o bolso dos consumidores como para o funcionamento dos veículos.
Contrário à mudança, o Ministério Público Federal (MPF) ajuizou ação civil pública para suspender a decisão do CNPE até que estudos específicos comprovem a segurança da nova mistura para os motores da frota brasileira.

Já a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) afirma que a ampliação da mistura fortalece a segurança energética do país, reduz a dependência de gasolina importada e ajuda a conter preços ao consumidor.

MPF
De acordo com o MPF, os estudos que embasaram a nova configuração da gasolina (com 32% de etanol) não demonstraram, de forma conclusiva, os impactos do E32 sobre durabilidade de componentes, emissões, autonomia e compatibilidade com diferentes tipos de veículos.

Na ação, o MPF aponta riscos de corrosão de peças, desgaste de bombas de combustível e falhas em sistemas de injeção eletrônica, especialmente em motocicletas, veículos antigos e modelos importados.

Os procuradores argumentam, ainda, que os estudos usados foram elaborados para o E30 e não para validar especificamente a adoção permanente do E32.

Por fim, o MPF argumenta que faltam estudos sobre impactos ambientais indiretos e pede perícia técnica independente.

Unica
Para a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), o aumento do percentual de etanol na gasolina é algo positivo porque favorece a segurança energética do país, além de reduzir a necessidade de importação de gasolina.

Além disso, acrescenta a Unica, não há evidências, nos resultados obtidos, de impactos sobre desempenho, dirigibilidade, partida a frio, consumo, emissões ou funcionamento dos veículos em decorrência da adoção do E32.

A entidade lembra que o E32 foi avaliado em estudos coordenados pelo Ministério de Minas e Energia e realizados pelo Instituto Mauá de Tecnologia. Os testes foram feitos em veículos leves e motocicletas movidos a gasolina, fabricados entre 1994 e 2024.

Mesmo os veículos mais antigos avaliados não apresentaram impactos em partida, marcha lenta, aceleração ou dirigibilidade com a utilização do E32, acrescentou ao destacar que não foram identificados impactos relevantes em desempenho, consumo, dirigibilidade, partidas a frio ou funcionamento dos motores.

Além dos aspectos técnicos, a entidade sustenta que o aumento da participação do etanol pode beneficiar os consumidores ao reduzir a dependência de gasolina importada.

A estimativa é que o país deixe de importar cerca de 800 milhões de litros de gasolina por ano. Segundo a Unica, sem a presença do etanol no mercado nacional, o custo dos combustíveis teria aumentado em R$ 8 bilhões apenas nos últimos três meses.

Mais de 40% das indústrias migraram para o mercado livre de energia em 2 anos, aponta CNI

Pesquisa inédita da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que 41% das indústrias brasileiras migraram para o mercado livre de energia desde 2024, quando entrou em vigor a norma do Ministério de Minas e Energia (MME) que ampliou o acesso dos consumidores ao ambiente de livre contratação. De acordo com os dados, 73% dos empresários que trocaram o mercado cativo pelo livre notaram redução dos custos com as tarifas de energia elétrica.

A Sondagem Especial Indústria e Energia 2026, divulgada nesta quinta-feira (30) pela CNI, revela que 30% das empresas consideram a migração para o mercado livre como a principal estratégia para reduzir o custo da conta de luz. Os dados apontam ainda que, em meio a um cenário de oscilações no setor elétrico impulsionado pela alta demanda global e por conflitos geopolíticos, o interesse das empresas pelo mercado livre de energia aumentou.

Apesar desse avanço, ainda há grande potencial para expansão desse mercado. Entre as empresas atendidas em baixa tensão que permanecem no mercado cativo, 37% demonstram interesse em migrar para o mercado livre. Os dados reforçam que a abertura gradual do setor tende a ampliar a competitividade das indústrias.

A pesquisa revela que, entre as grandes indústrias atendidas em alta tensão, 63% já compram energia no mercado livre. Entre as pequenas empresas, 22% informam atuar nesse ambiente de contratação, enquanto 45% permanecem no mercado cativo.

Os dados indicam também que 79% das indústrias utilizam a energia elétrica como principal insumo energético em seus processos produtivos. O custo da energia é apontado pelos industriais como um dos principais desafios do setor.

Confira a pesquisa: https://static.portaldaindustria.com.br/portaldaindustria/noticias/media/filer_public/43/8d/438d1f97-f43e-435f-83e2-f0a4118f1646/sondagem_cni_industria_e_energia_2026.pdf

Sondagem CNI Indústria e Energia 2026.pdf(6,1 MB)
“A pesquisa mostra a importância do custo da energia para a competitividade da indústria e que o caminho escolhido pelas empresas para diminuir as tarifas passa pela migração ao mercado livre”, destaca o gerente de Energia da CNI, Roberto Wagner Pereira.

“Além disso, precisamos melhorar o sinal de preços com a adoção de tarifas dinâmicas, que possam variar de acordo com a geração, o horário e a demanda dos consumidores. Associado a isso é imprescindível revisarmos a grande quantidade de subsídios que encarecem a conta de energia”, acrescenta o gerente da CNI.

83% das empresas dizem que custo da energia é importante para a competitividade
Segundo a sondagem, 62% dos industriais indicaram que houve algum impacto da variação dos preços de energia elétrica nos últimos 12 meses. Para 83% deles, a conta de luz é um fator imprescindível para a competitividade. Outros 67% consideram que o aumento das tarifas impacta diretamente os custos de produção.

O aumento da conta de luz foi apontado por 3% das empresas como alto (acima de 30% de reajuste). Para 20%, o impacto foi considerado médio (acima de 10% de aumento), enquanto para 39%, o impacto foi considerado baixo (abaixo de 10% de aumento).

Quase duas em cada três empresas (64%) investiram em alguma forma de economizar energia ou na diminuição dos custos tarifários. A principal opção apontada foi a migração para o mercado livre, apontada por 30% das indústrias.

Investimentos em autogeração e eficiência energética
Já os investimentos em autogeração e ações de eficiência energética foram elencados como alternativas para 13% das empresas respondentes. Outros 28% não tomaram nenhuma medida para otimização energética de seus processos produtivos.

O setor de produtos de borracha foi o que mais investiu na opção de autogeração (25% das empresas) e na migração para o mercado livre (38% das empresas). O setor que mais migrou para o mercado livre foi o calçadista (47% das empresas). O setor de equipamentos de informática e produtos eletrônicos, por sua vez, foi o que mais investiu em eficiência energética (25% das empresas).

A Sondagem Especial Indústria e Energia foi realizada em abril pela CNI, junto a 1.498 indústrias dos setores extrativo e de transformação, sendo 601 pequenas, 529 médias e 368 grandes empresas.

Energia cara: quem vai pagar essa conta?

A energia elétrica é o principal insumo da indústria brasileira e um fator decisivo para a competitividade da economia. O Brasil reúne condições privilegiadas: tem uma das matrizes elétricas mais limpas do mundo, com mais de 85% da geração proveniente de fontes renováveis, e vem ampliando rapidamente a participação da energia solar e eólica. Ainda assim, convivemos com um paradoxo difícil de justificar. Produzimos energia a baixo custo, mas pagamos uma das tarifas mais altas do mundo.

A principal explicação para essa distorção não está no custo de geração, transmissão ou distribuição, mas no crescimento contínuo dos encargos setoriais, subsídios e tributos embutidos na conta de luz. Hoje, cerca de 40% da tarifa corresponde a impostos e encargos setoriais, percentual que compromete a competitividade da indústria, reduz investimentos e encarece a produção nacional. A Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), principal mecanismo de financiamento de subsídios do setor, ilustra essa escalada: seu orçamento passou de R$ 14 bilhões em 2013 para mais de R$ 52 bilhões previstos para 2026.

O Brasil segue um caminho que vai na contramão da racionalidade e do razoável. Ao longo dos anos, diferentes políticas públicas foram incorporadas à tarifa de energia por meio de encargos criados, muitas vezes, com objetivos legítimos. O problema é que esses mecanismos se acumularam sem revisões periódicas, transformando-se em um conjunto de subsídios permanentes que pesa sobre consumidores e empresas. Criar encargos tornou-se politicamente mais fácil do que financiá-los pelo orçamento público, reduzindo a transparência e perpetuando distorções econômicas.

A facilidade política para criar encargos contrasta com a enorme dificuldade para sua revisão ou eliminação. Essa é a razão pela qual se prefere garantir subsídios via encargos, que não passam pelo escrutínio político na análise do orçamento público, em detrimento do uso de recursos orçamentários. Assim, os encargos setoriais acabam financiando políticas e subsídios que tendem a se perpetuar, mesmo quando perdem a eficiência econômica.

A redução desse peso sobre a conta de luz é uma das principais propostas da indústria brasileira para o próximo mandato presidencial. Este tópico está destacado como a prioridade no documento que a Confederação Nacional da Indústria (CNI) entregou aos pré-candidatos à Presidência da República, em evento realizado em junho.

No fim do século passado, nosso sistema elétrico era considerado um dos mais eficientes do mundo. Os grandes reservatórios hidrelétricos e um sistema interligado por uma ampla rede de transmissão garantiam a segurança e o baixo custo da eletricidade. Essa situação representava uma importante vantagem competitiva para a economia brasileira e para a indústria.

Infelizmente, esse tempo passou. A energia elétrica, agora, é cara. O recente histórico de intervenções no setor aliado às questões de gestão e de planejamento desestabilizaram o modelo, gerando complexidade, judicialização e enormes passivos financeiros. 

O PL 5017/2019 foi aprovado recentemente na Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado Federal, determinando a criação de mais subsídios e contratações compulsórias de geração que novamente irão aumentar a tarifa de energia, sem que critérios técnicos ou econômicos sejam considerados. 

O novo texto aprovado na Comissão de Serviços de Infraestrutura pegou o setor elétrico de surpresa. Estimativas da Associação Brasileira dos Grandes Consumidores de Energia apontam que o custo acumulado com esses novos penduricalhos da conta de luz chegará a R$ 1,5 trilhão no acumulado na conta de luz até 2057, caso o Congresso Nacional aprove o projeto que prevê a contratação obrigatória de termelétricas a gás e pequenas hidrelétricas, entre outros dispositivos.

Trata-se de um caminho incompatível com a necessidade urgente de reduzir o Custo Brasil. A indústria é o setor da economia mais sensível ao preço dos insumos energéticos, devido à elevada participação da energia no custo total de produção. A racionalização dos encargos, a redução gradual de subsídios que já não se justificam, o aperfeiçoamento da formação de preços e a ampliação da concorrência devem integrar uma agenda consistente de reformas.

O Brasil não pode desperdiçar a vantagem de ter uma das matrizes elétricas mais renováveis e competitivas do planeta. A energia precisa voltar a ser um diferencial para impulsionar a indústria, atrair investimentos e acelerar o crescimento econômico. Isso exige coragem para enfrentar privilégios, revisar subsídios e construir um setor elétrico mais transparente, eficiente e sustentável. Reduzir os penduricalhos da conta de luz não é apenas uma necessidade para os consumidores, mas uma condição indispensável para devolver competitividade à economia brasileira.

*Ricardo Alban é empresário e presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O artigo foi publicado na Folha de S. Paulo, no dia 30 de julho de 2026.

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