sexta, 12 de agosto de 2022
05/02/2021

SIDERÚRGICAS BRASILEIRAS AUMENTARAM OS PREÇOS DO AÇO 30% EM 2021 E ABIMAQ CONSIDERA ABUSIVO O REAJUSTE


A disparada no preço do aço cobrado pelas siderúrgicas brasileiras se assemelha a um cartel muito bem organizado. Os aumentos sucessivos e em conjunto nos preços do aço parecem uma roda de jamanta na banguela. Ninguém segura. A construção civil é a maior consumidora de aço do Brasil. A indústria de petróleo e gás é outra grande compradora do insumo. Ambas estão sofrendo muito. Já a indústria de máquinas, segunda maior consumidora de aços do país, nem se fala. Ela adquire quase 28% da produção das siderúrgicas. Para lembrar, existem quase 320 tipos de aços diferentes, longos, planos, chapas, laminados a frio e a quente, forjado, fundido, inox, entre outros. Por isso não é simples identificar quanto e que tipo de aço teve essa ou aquela variação. Mas por uma média pode se chegar a um termo.

Além de todos estes aspectos, o mercado do aço no Brasil tem uma característica. Nem todo consumidor compra o produto diretamente das grandes siderúrgicas brasileiras, como ArcelorMittal, Ternium, Usiminas, Gerdau, CSN etc. As siderúrgicas vendem apenas para os grandes compradores. Os distribuidores vendem para os pequenos e médios consumidores. O Petronotícias conversou sobre o problema que o mercado está vivenciando com Presidente-Executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas (ABIMAQ), José Velloso (foto): “Se nós fizermos uma média no aumento dos preços de dezembro de 2019 a dezembro de 2020, as siderúrgicas aumentaram o preço, em média, de 45% a 65%, dependendo do tipo de produto e das próprias siderúrgicas. Já nas distribuidoras, o aumento foi 85% a 105% em apenas um ano. Agora em 2021, as siderúrgicas aumentaram em média 30%. Isso é um baque. Pegou a todos nós de surpresa. Vejam o aumento no acumulado de dezembro de 2019 até o início de fevereiro. A maior parte da indústria de máquina é de pequenos e médios. Eles não têm para onde correr. São aumentos abusivos. Isto é um absurdo”, declarou.

 

O presidente da associação relembra que os aumentos sucessivos no preço do aço começaram um pouco após a pandemia do coronavírus chegar ao Brasil. “As siderúrgicas desligaram os altos fornos pouco antes da pandemia, prevendo uma queda no consumo. Efetivamente, houve uma pequena queda em março de 2020 e uma queda maior em abril. Mas já em maio, o mercado começou a retomar. As siderúrgicas aproveitaram uma oportunidade, com muita demanda e pouco produção. Daí os aumentos sucessivos”, lembrou.

Diante desse cenário, Velloso afirma que a ABIMAQ já procurou as siderúrgicas para discutir a atual situação. “Em setembro do ano passado fizemos uma grande reunião muito produtiva, também com a participação das grandes distribuidoras. Ficou acertado que os 13 altos fornos que foram desligados seriam religados. E também nos foi prometido que, em fevereiro deste ano, o mercado já estaria normalizado. Mesmo assim, os preços continuaram subindo e agora levamos esta pancada. Somente este ano, vimos um aumento médio de 30% nas siderúrgicas”, lamentou.

O Ministério da Economia foi consultado para comentar e apontar as razões desse descontrole total nos preços. Mas, apesar da promessa, não nos enviou explicações. No fundo, o empresariado brasileiro está conhecendo na prática o que significa a expressão “comendo o pão que o diabo amassou”. Os projetos estão indo embora do país. A Vale já fechou pacotes enormes diretamente com empresas na China; as plataformas P-78 e P-79 da Petrobrás irão direto para a Coreia do Sul e, pelo andar da carruagem, as coisas não vão parar por aí. Além disso, o câmbio favorável, que poderia beneficiar as exportações, está sendo neutralizado com esse preço do aço. Não tem saída.

Procuramos também ouvir o CADE, mas o órgão tirou o corpo fora: ” Não é atribuição legal do Cade fiscalizar os preços praticados em qualquer setor da economia nacional, uma vez que a liberdade de preços é a regra no Brasil conforme os princípios constitucionais da livre iniciativa e da livre concorrência. O Cade pode passar a monitorar o comportamento de determinado mercado a partir da existência de indícios de infração à ordem econômica.”  Em uma situação como esta, o governo deveria atacar o imposto de importação do aço tendo como contraposição à importação de bens prontos sem o imposto ou com imposto menor. As siderúrgicas geram muitos empregos, claro, mas as metalúrgicas e caldeirarias geram muito mais e, se elas morrerem, serão outros milhares de empregos destruídos. Esses aumentos desenfreados não são uma questão apenas de competitividade, mas de condições desiguais.

Vejam o exemplo do resultado financeiro da Gerdau no terceiro trimestre de 2020, em plena pandemia: a empresa alcançou lucro líquido de R$ 795 milhões. Por sua vez, a receita líquida da companhia somou R$ 12,2 bilhões nesse período, 23% a mais em relação ao mesmo intervalo do ano anterior, com as vendas físicas de aço totalizando 3,2 milhões de toneladas, uma alta de 4%. Isso em plena pandemia. Apesar desta realidade, as entidades que representam as pequenas, médias e grandes indústrias são as mesmas que representam também as grandes siderúrgicas. Talvez por isso, a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) e a Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), que foram provocadas para emitir uma opinião sobre o tema, abriram mão de defender seus associados.



Blog

Compra de euro em espécie ultrapassa dólar pelo segundo mês seguido no Itaú Unibanco

A aproximação da cotação do dólar e do euro, que chegou à paridade entre as duas moedas pela primeira vez em 20 anos em julho deste ano, levou a uma mudança de comportamento entre os brasileiros que compram moeda estrangeira em espécie. Pelo segundo mês consecutivo, a venda de euro em espécie superou a do dólar no Itaú Unibanco, com a moeda europeia representando 55% do total comprado pelos clientes pessoa física do banco durante julho.

 

“Na série histórica, o dólar representa em média 65% do total de moeda estrangeira em espécie vendida pelo Itaú aos seus clientes. Começamos a ver esse movimento de aproximação do euro em maio deste ano, quando ambas as moedas tiveram quase que o mesmo montante vendido no mês; em junho, o euro já passou a ser mais procurado, movimento que se ampliou no último mês e que já observamos como tendência neste mês -- na primeira semana de agosto, o euro segue superando o dólar nas vendas para clientes”, explica Gabriel Rombenso, superintendente de Câmbio do Itaú Unibanco.

 

A procura pelas duas moedas em espécie cresceu bastante este ano no Itaú, alcançando pico em março e superando o total comercializado no mesmo período de 2019, pré-pandemia. Clientes Itaú podem realizar a compra de moeda estrangeira via app, garantindo a taxa de câmbio no momento da transação, e efetuar a retirada de dólar e euro em espécie nos caixas exclusivos do Banco24Horas Moeda Estrangeira e na rede de agências Itaú habilitadas.

BOSS, da Hugo Boss irá abrir sua primeira loja em Santa Catarina

Conhecida por sua elegância e precisão, o grupo Hugo Boss chega à Santa Catarina com a primeira loja da BOSS, no Balneário Shopping. A abertura está prevista para o mês de outubro. É a 29ª loja no Brasil do grupo, e será aberta em um dos pontos mais badalados da América Latina, em Balneário Camboriú.  “A chegada da BOSS, principal marca do grupo Hugo Boss, ao mix do Balneário Shopping traz ainda mais sofisticação, qualidade e exclusividades para os clientes”, comenta Elizângela Cardoso, superintendente do Balneário Shopping.  
 
Pertencente ao grupo Hugo Boss, a BOSS expandiu além dos limites da alfaiataria para oferecer uma gama completa de roupas casuais, bodywear, acessórios e athleisure que formam um guarda-roupa completo. A variedade de produtos inclui produtos licenciados, como fragrâncias, óculos, relógios e roupas infantis.
 
Parte da nova geração de lojas da BOSS, a loja no Balneário Shopping tem como foco principal a criação de uma atmosfera convidativa para fazer o cliente sentir-se em casa. Isso é transmitido por meio de materiais arquitetônicos mais quentes como armários em madeira, assentos confortáveis, assim como o piso de granito. Tudo seguindo a nova identidade visual da marca, que conta com as cores branco, preto e camel, sendo destaques no contraste visual.

Novidades no mix do Balneário Shopping

Também estão chegando no próximo mês, no Balneário Shopping, as primeiras lojas da Ray-Ban e Sephora, em Santa Catarina. Além das marcas inéditas no estado também irão abrir suas lojas no mix do shopping a Oakley, Body for Sure, Quiksilver, Luiza Barcelos, Life by Vivara e Paquetá Esportes. “Estamos sempre buscando marcas que tragam as tendências e tenham qualidade para o mix do Balneário Shopping”, conta Elizângela Cardoso.    

Países do ‘BRICS’ debatem como alavancar qualificação para indústria 4.0

A qualificação de profissionais para ocupações cada vez mais tecnológicas é foco dos trabalhos de um grupo de especialistas do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, o chamado BRICS. A participação brasileira é liderada pela Confederação Nacional da Indústria, por meio do SENAI, a partir de indicação dos ministérios da Casa Civil e da Educação. O objetivo é criar estratégias para promover a capacitação padronizada entre os países.

“Somos reconhecidos por aliar a teoria e a prática. As discussões que estão em curso no grupo formado pelos países do BRICS vêm sendo amplamente abordadas em nossas formações. Não é uma agenda apenas de entidades privadas, ela exige políticas públicas mais robustas, com respaldo técnico e competência para guiar os debates”, destaca o diretor-regional do SENAI, Fabrizio Machado Pereira.

São oito grupos de trabalho, sendo um deles voltado para as áreas de inteligência artificial, machine learning e big data, coordenado pelo professor Valério Junior Piana, do Centro Universitário do SENAI em Chapecó. “Os grupos debatem temas como a falta de profissionais qualificados para atuar com as tecnologias da indústria 4.0 e as habilidades fundamentais para o futuro do trabalho, não apenas na indústria, mas também em outras áreas”, afirma Piana. “Estamos focando nas ocupações mais tecnológicas e o que fazer diante da falta de profissionais”, acrescenta.

Piana, que no SENAI coordena os cursos de graduação e pós-graduação em TI, cita, principalmente, a falta de profissionais qualificados na área de tecnologia para atuar com programação, automação e outros setores. O grupo de trabalho do BRICS atua com base no relatório do Fórum Econômico Mundial, que elenca habilidades que as pessoas precisam ter ou desenvolver, como criatividade, solução de problemas complexos, trabalho em equipe, entre outras, incluindo as habilidades e conhecimentos técnicos.

O grupo está elaborando uma proposta de esforço conjunto dos países para capacitar a força de trabalho. “Algumas alternativas que estamos sugerindo são a implementação de laboratórios-modelo, equipados para desenvolver as capacidades necessárias para o mundo do trabalho, e cursos de graduação e pós-graduação com currículos padronizados entre os países”, relata Piana.

O SENAI é referência mundial em qualidade de ensino. Capacita os trabalhadores da indústria por meio de educação profissional e superior, consultorias especializadas e serviços de inovação voltados ao desenvolvimento e à competitividade industrial. A instituição está presente em todos os estados brasileiros.

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