quarta, 10 de agosto de 2022
14/12/2021

Novo marco legal desburocratiza mercado de câmbio e simplifica operações de comercio exterior


O novo marco legal do mercado de câmbio melhora o ambiente de negócios ao simplificar as operações, favorece a competição e a oferta de serviços no mercado de câmbio e possibilita mais opções de crédito às exportações. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) avalia que a proposta — que aguarda sanção presidencial — tem o potencial de facilitar a inserção de pequenas e médias empresas no mercado internacional e é também um passo importante para a entrada do Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Dentre os benefícios da nova legislação pode-se destacar o desenvolvimento de mais opções de crédito às exportações ao autorizar que instituições brasileiras possam efetuar operações de empréstimo e financiamento no exterior que comprem bens produzidos no Brasil e a eliminação de restrições para o uso internacional do real, promovendo agilidade no fluxo de pagamentos e diminuição da exposição a variações cambiais.

A modernização normativa também é parte do esforço brasileiro de adesão aos instrumentos da OCDE visando o acesso à Organização. “A nova lei contribuirá por um lado com a melhoria de ambiente de negócios do país e os processos de comercio exterior e por outro lado representa um avanço importante no processo de acessão à OCDE já que permitirá uma maior adequação aos dispositivos dos códigos de liberalização da organização”, afirma o Superintendente de Desenvolvimento Industrial da CNI, Renato da Fonseca.

A CNI avalia ainda que o novo marco legal impactará positivamente a atratividade aos investimentos estrangeiros e poderá diminuir custos do comercio exterior. A nova lei também acaba com a vedação ao livre uso dos recursos recebidos e mantidos no exterior pelos exportadores, que poderão usar esse dinheiro para efetuar empréstimos ou contratos de mútuo.



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Países do ‘BRICS’ debatem como alavancar qualificação para indústria 4.0

A qualificação de profissionais para ocupações cada vez mais tecnológicas é foco dos trabalhos de um grupo de especialistas do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, o chamado BRICS. A participação brasileira é liderada pela Confederação Nacional da Indústria, por meio do SENAI, a partir de indicação dos ministérios da Casa Civil e da Educação. O objetivo é criar estratégias para promover a capacitação padronizada entre os países.

“Somos reconhecidos por aliar a teoria e a prática. As discussões que estão em curso no grupo formado pelos países do BRICS vêm sendo amplamente abordadas em nossas formações. Não é uma agenda apenas de entidades privadas, ela exige políticas públicas mais robustas, com respaldo técnico e competência para guiar os debates”, destaca o diretor-regional do SENAI, Fabrizio Machado Pereira.

São oito grupos de trabalho, sendo um deles voltado para as áreas de inteligência artificial, machine learning e big data, coordenado pelo professor Valério Junior Piana, do Centro Universitário do SENAI em Chapecó. “Os grupos debatem temas como a falta de profissionais qualificados para atuar com as tecnologias da indústria 4.0 e as habilidades fundamentais para o futuro do trabalho, não apenas na indústria, mas também em outras áreas”, afirma Piana. “Estamos focando nas ocupações mais tecnológicas e o que fazer diante da falta de profissionais”, acrescenta.

Piana, que no SENAI coordena os cursos de graduação e pós-graduação em TI, cita, principalmente, a falta de profissionais qualificados na área de tecnologia para atuar com programação, automação e outros setores. O grupo de trabalho do BRICS atua com base no relatório do Fórum Econômico Mundial, que elenca habilidades que as pessoas precisam ter ou desenvolver, como criatividade, solução de problemas complexos, trabalho em equipe, entre outras, incluindo as habilidades e conhecimentos técnicos.

O grupo está elaborando uma proposta de esforço conjunto dos países para capacitar a força de trabalho. “Algumas alternativas que estamos sugerindo são a implementação de laboratórios-modelo, equipados para desenvolver as capacidades necessárias para o mundo do trabalho, e cursos de graduação e pós-graduação com currículos padronizados entre os países”, relata Piana.

O SENAI é referência mundial em qualidade de ensino. Capacita os trabalhadores da indústria por meio de educação profissional e superior, consultorias especializadas e serviços de inovação voltados ao desenvolvimento e à competitividade industrial. A instituição está presente em todos os estados brasileiros.

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