segunda, 11 de maio de 2026
06/11/2025

Artigo - Cobrança indevida de ITBI: decisão do STJ pode garantir economia e ressarcimento para quem comprou imóvel


O Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) historicamente gerou controvérsias quanto à sua base de cálculo. Muitos Municípios fixavam valores de referência próprios, usualmente superiores ao efetivamente praticado no mercado, impondo ao contribuinte uma cobrança incompatível com a realidade da operação.

Recentemente, o Superior Tribunal de Justiça, ao julgar o Tema 1.113, consolidou o entendimento de que a base de cálculo do ITBI corresponde ao valor da transação, afastando a possibilidade de imposição arbitrária por parte da Fazenda Municipal.

O precedente tem aplicação direta e imediata: contribuintes que adquiriram imóveis nos últimos cinco anos e que suportaram a cobrança sobre valores superiores ao real podem pleitear a restituição do indébito tributário, devidamente corrigido.

A situação é ainda mais clara nos casos de arrematação em leilão, nos quais a base de cálculo deve obrigatoriamente refletir o valor efetivo da arrematação, e não estimativas unilaterais do Município. Essa interpretação reforça a segurança jurídica e a atratividade dos leilões como forma legítima e vantajosa de aquisição imobiliária.

Trata-se, portanto, de um marco importante tanto para investidores quanto para adquirentes em geral. Mais do que garantir justiça fiscal em futuras transações, a decisão do STJ abre a oportunidade de reaver valores pagos indevidamente nos últimos cinco anos, desde que respeitado o prazo prescricional.

O momento exige atenção redobrada: a busca de orientação jurídica especializada é fundamental para identificar eventuais distorções e acionar os meios adequados para resguardar direitos frente ao Fisco Municipal.

 

Carlos Campi, advogado especializado em leilões e regularização de imóveis



Blog

Economia & Negócios:

Por: Augusto César Diegoli (acdiegoli@gmail.com)

Novos empregos 
Santa Catarina registrou no primeiro trimestre de 2026 saldo positivo de 59,3 mil empregos com carteira assinada, apurou o Caged, do Ministério do Trabalho. Este foi o terceiro melhor resultado do Brasil, atrás apenas de São Paulo e Minas Gerais. Apesar de positivo, o resultado de SC teve recuo de 8,4% frente aos mesmos meses de 2025, apurou o Observatório da Fiesc. A indústria liderou a criação de vagas no trimestre com 32,4 mil, dos quais 22,8 mil foram na indústria de transformação e 9,6 mil na construção civil. O setor de serviços teve saldo positivo de 23,0 mil vagas, a agropecuária 3,1 mil e o comércio com apenas 150 vagas. Em março, o estado gerou 16,8 mil novas vagas, 59,4% mais do que no mesmo mês do ano anterior, quando teve saldo de 10,6 mil. 

De ricos para pobres 
A indústria náutica de lazer do Brasil, que inclui produção de iates, navios de passeio e motos aquáticas, está apreensiva com a reforma tributária que incluiu o setor entre os que terão que pagar o Imposto Seletivo (Imposto do Pecado) e o IPVA, o Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores. Debatedores no painel do III Simpósio Internacional Economia Azul, em Florianópolis, na programação do evento semanal Blue Nautical Hub Brasil, presidentes de três grandes estaleiros no país defenderam tributação justa porque o setor é altamente gerador de emprego e renda. O diretor do estaleiro Schaefer Yachts afirmou que governos e legisladores olham para o setor náutico como se fosse rico. Na verdade, o setor é gerador de riqueza, tira dinheiro dos ricos e gera empregos, dá dinheiro para pobres. 

Parabéns 
A diretora de Gestão do Fundo Nacional de Segurança Pública, que esteve em Florianópolis para assinar um protocolo de intenções com o governo estadual voltado à modernização da gestão de recursos federais em SC, não escondeu sua admiração pelo que testemunhou. Em manifestação, no ato, deu parabéns às autoridades estaduais por “se ver nas ruas o sucesso do trabalho desenvolvido em SC na área da segurança pública” e que “é bom estar ao ar livre, segurar o celular sem medo, poder caminhar”, isso não tem preço. 

Ir e vir 
Com a chegada do outono, o comportamento do viajante sulista registrou uma inversão de rota: Porto Alegre assumiu a liderança das buscas por passagens de ônibus, desbancando Florianópolis no topo do ranking, comparando com 2025. Levantamento da plataforma ClikBus revela que o “turismo de frio” está antecipado e mais digitalizado em 2026, com cidades serranas como Caxias do Sul e Vacaria ganhando protagonismo frente ao recuo de destinos litorâneos como Balneário Camboriú e Itajaí. 

Ferrari dos ares 
Já está sendo chamado “Ferrari dos ares” o novo helicóptero do empresário brusquense Luciano Hang. Avaliado em mais de R$ 50 milhões, tido como um dos mais avançados da aviação executiva em operação no Brasil, o AW169 é fabricado pela italiana Leonardo S.p.A. Com dois motores tem capacidade para até oito passageiros. 

Breu na praia 
Por ter potencial de causar “danos ambientais potencialmente irreversíveis à fauna marinha, especialmente às baleias-francas durante o período de reprodução e cuidado parental”, estão suspensas, judicialmente, para furor da maioria da população, que acha que uma coisa nada tem a ver com outra, as obras de instalação do sistema de iluminação pública na faixa de areia da Praia Central de Garopaba. 

Precisa-se 
Em diferentes setores da economia de Palhoça, na região metropolitana de Florianópolis, há em oferta, no momento, mais de mil vagas de empregos para diferentes níveis de escolaridade e áreas de atuação. Por isso que mais de 20 empresas, algumas com produção comprometida por falta de pessoal, participaram do Feirão de Empregos, na última semana. A necessidade é tanta que entrevistas foram realizadas no próprio local e com possibilidade de contratação durante o feirão. 

Mercosul-UE e Porto 
Em vigor provisório desde o dia 1º deste mês, o acordo Mercosul e União Europeia, que cria a maior zona de livre comércio do mundo, está movimentando os mais diversos segmentos do comércio exterior de SC. Quase tudo isso passa por portos, que estão atentos a novas oportunidades. O CEO do Porto Itapoá acredita que será possível ter uma melhor leitura desses impactos dentro de seis meses. Mas, alguns números atuais já demonstram a importância da movimentação de cargas entre o terminal e o bloco da União Europeia. As importações da União Europeia correspondem a cerca de 19% do total movimentado em 2025 pelo porto, que foi de 1,5 milhão de TEUs. Dessas movimentações, 76% foram de alimentos e bebidas. 

Destino seguro 
Para além de suas belezas naturais e senso de comunidade, SC acaba de ter mais uma característica reconhecida nacionalmente: em um novo estudo, que ouviu brasileiros de todas as regiões, foi considerado o Estado mais seguro para quem deseja montar sozinho em 2026, ao lado do Rio Grande do Sul e Minas Gerais. Os dados são da Verisure, empresa de alarmes monitorados que, nas últimas semanas buscou entender os desafios, motivações e hábitos relacionados à vida independente no país. 

Salas climatizadas 
Se SC vem perdendo campo na qualidade de ensino, porque outros Estados estão fazendo muito mais, principalmente os nordestinos, Piauí inclusive, noutros se destaca. Acaba de alcançar um marco inédito na educação pública brasileira: é o único a ter 100% das salas de aula climatizadas na rede estadual, composta por 1.040 escolas. Espera-se que o conforto impacte diretamente o aprendizado, na concentração dos alunos e nas condições de trabalho dos professores. 

Fischer: 60 anos 
Há 60 anos, a Fischer nascia de um sonho simples, guiado por coragem, união e determinação. Com poucos recursos, os irmãos duram início a uma trajetória construída com trabalho, valores sólidos e dedicação. Ao longo do tempo, esse sonho se transformou em uma das maiores indústrias de Santa Catarina, sem nunca perder sua essência familiar. A todos que fazem parte dessa história, trabalhadores, fornecedores, clientes e consumidores, nossa sincera gratidão. Vocês são a razão de seguirmos em frente. Celebramos o passado com orgulho e seguimos confiantes, sempre inovando o futuro. 

Comércio irregular 
O Sindicato do Comércio Varejista de Brusque se manifestou sobre o comércio ambulante irregular no município. Segundo a entidade, a ação envolve riscos à população, como a venda de produtos sem procedência, itens falsificados e alimentos sem condições inadequadas de consumo. Além disso, a entidade afirma, em nota assinada pelo seu presidente, que não possui competência para fiscalizar a atividade nas ruas, tampouco apreender mercadorias ou adotar medidas para reprimir a ação. Tais atribuições são próprias do poder público municipal, por meio de seus órgãos de fiscalização, com o necessário apoio das forças de segurança quando a situação assim exigir. Outro malefício destacado pela entidade é a concorrência desleal com os comerciantes regulares. O Sindilojas orienta a população a priorizar o comércio legalmente estabelecido, evitando a compra de produtos de origem duvidosa. 

Altura mínima 
Entre vários projetos que começam a ser analisados na Assembleia Legislativa (Alesc) está um que altera lei de 2013 para adequar os requisitos de altura mínima para ingresso na Polícia Militar e no Corpo de Bombeiros Militar de SC, em conformidade com os parâmetros de razoabilidade já fixados pelo STF. Assim, a altura mínima para as mulheres cairia de 1,60 metro para 1,55 metro, e para os homens de 1,65 metro para 1,60 metro. Outro projeto dispõe sobre a proibição de visitas íntimas para condenados por crimes de feminicídio, estupro e pedofilia, com sentença transitada em julgado, nos estabelecimentos penitenciários de SC. 

Negócios com o México 
Segunda maior economia da América Latina, só atrás do Brasil, o México está sofrendo menos com o tarifaço dos Estados Unidos, suas empresas estão investindo mais no Brasil e acaba autorizar visto eletrônico a turistas brasileiros o que fez saltar os pedidos em 460% nos últimos dois meses. O embaixador do México no Brasil em visita oficial a SC afirmou ver potencial de muito mais intercâmbio econômico. O embaixador foi recebido pelo governador e fez visita à Tupy, de Joinville, uma das indústrias icônicas de SC que tem fábrica no México. O governador falou do interesse de SC e ampliar relações econômicas, culturais e científicas com o México, o que o embaixador afirmou ser de interesse também do seu país. 

Craft Beer Festival 
Itajaí se prepara para receber, dias 23 e 24 de maio a sexta edição do Craft Beer Festival na cidade, considerado o maior festival de cervejas artesanais do Sul do Brasil. Realizado no Centreventos Itajaí, o evento reúne música ao vivo, gastronomia variada e uma seleção variada de chopes, consolidando-se como uma das principais opções de lazer e entretenimento da região. Um dos destaques do festival é a presença de 22 cervejarias artesanais, que juntas oferecem mais de 200 tipos de chope e opção até para quem não curte cerveja, pois o evento também contará com um bar de drinks variados. Há também cervejas e drinks sem álcool, além de cervejas sem gluten. 

Velocidade 
Talvez Freud explique o que faz com que quem trafega pela BR-101 de Florianópolis para o norte do Estado tenha limite de velocidade até 100 km/h enquanto no sentido oposto, da Capital para o Sul, até o limite com o Rio Grande do Sul, 110 km/h. 

Lido, alhures 
Será que Públio Cornélio Tácito, historiador romano, já previa a existência do Brasil ao afirmar que “quanto mais corrupto é o Estado, mais numerosas são as suas leis”?

Morar 
O fenômeno do downsizing: a troca de residências amplas por imóveis compactos e equipados tem ganhado força em SC. As negociações de estúdios (até 45 m2) em Itajaí, por exemplo, cresceram 179% no primeiro semestre de 2025 conforme dados da plataforma “mobiliária DWV. 

Medalha de prata 
Dados atualizados da Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos informam que Itajaí alcançou como porto brasileiro que mais movimenta passageiros de cruzeiros, superando Rio de Janeiro e caminhando célere para competir com o primeiro, Santos. Na temporada 2025/2026, encerrada em abril, o terminal catarinense recebeu 37 escalas de transatlânticos e mais de 169 mil passageiros. Esse desempenho ocorre em momento de expansão, com investimentos superiores a R$ 400 milhões na sua capacidade operacional, incluindo um novo terminal de cruzeiros, com cerca de 20 mil m2 de área construída, três pavimentos e capacidade para receber os maiores navios do mundo. O empreendimento é orçado em aproximadamente R$ 300 milhões. Outro destaque é o Boulevard Marina Itajaí, considerado o maior shopping náutico do Brasil, com investimento inicial de R$ 100 milhões. 

SUS
O Ministério da Saúde anunciou que o Estado de SC será contemplado com 118 veículos, dos quais 25 ambulâncias, 48 micro-ônibus e 45 vans, destinados a deslocamentos superiores a 50 km até os serviços de saúde do SUS. É a primeira vez que o Ministério da Saúde compra e oferta transporte sanitário diretamente a estados e municípios, enfrentando um dos principais obstáculos no acesso à saúde especializada: a distância entre o local de residência do paciente e os serviços de média e alta complexidade. 

Coração badense do Brasil 
Guabiruba carrega, em seus sobrenomes, bairros e vínculos ainda vivos com a Alemanha, uma herança singular no Brasil. Sua história está ligada ao grande movimento migratório europeu do século XiX e, de modo decisivo, à imigração vinda do antigo Grão-Ducado de Baden. A base desta reflexão está em Lothar Wieser, no livro Esta terra é um paraíso: a imigração badense ao Brasil no século XIX no qual afirma que a Colônia Itajay-Brusque constituiu a maior comunidade badense do Brasil. Expressiva parte desses imigrantes recebeu lotes e se fixou no território que hoje forma Guabiruba. Com a fundação de Brusque em 1860, iniciou-se a ocupação planejada de áreas do Vale do Itajaí-Mirim. Já na segunda leva, chegada em 1860, famílias badenses foram encaminhadas para terras da atual Guabiruba. A composição original da pesquisa indica que cerca de 75% das famílias nominadas eram originárias de Baden. A Prússia representava 6%, enquanto outros lugares somavam 19%. Dentro do próprio grupo badense, que representava 75% das famílias de Guabiruba, Karlsdorf e Neuthard juntas somavam quase 40%, revelando a força dessa origem na formação local. 

Floripa pode ser como Mônaco 
Florianópolis, uma cidade situada em ilha com baías de águas calmas e natureza exuberante, tem potencial para ser como o principado de Mônaco na economia do mar, também conhecida como economia azul. Essa é a visão do economista e consultor internacional Miguel Marques, de Portugal, considerado o maior nome global em planejamento para economia do mar. Ele fez palestra no Simpósio Internacional de Economia Azul, em Florianópolis, colocando mais uma comparação internacional para a cidade que também é chamada de Ilha do Silício por ter forte tecnologia. Por sua vez, Mônaco é a cidade onde a economia azul tem maior impacto na geração de riqueza, com valorização de imóveis e de uma série de serviços. 

Acidentes de trabalho 
Apenas em 2025, 170 pessoas perderam a vida enquanto trabalhavam em território catarinense. Áreas de saúde e alimentos e bebidas são as líderes em ocorrências do tipo desde 2020, segundo levantamento do Observatório Fiesc. Cerca de 39 mil pessoas sofreram acidentes de trabalho em SC no ano de 2025. A falta de conscientização sobre segurança no trabalho é um dos principais motivos para a manutenção do alto número de acidentes de trabalho no Estado. Joinville, Blumenau e Florianópolis são os municípios catarinenses que mais registraram acidentes de trabalho em 2025.

SEMASA: Rua Heitor Liberato recebe obras de implantação do esgoto
As obras de implantação da rede coletora de esgoto de Itajaí entram em uma fase estratégica neste mês de maio, ao serem executadas em uma das ruas mais movimentadas do município, a Heitor Liberato. Os serviços começam na altura da intersecção com a José Pereira Liberato, na divisão entre os bairros São Judas e São João.
 
No total, a Heitor Liberato receberá 2,4 km de novas redes, com a obra se estendendo até o bairro Vila Operária. Além da rede principal profunda, com escavações de até quatro metros, serão construídas estruturas auxiliares e cerca de 120 ligações para os imóveis. A expectativa é de que os trabalhos na via sejam finalizados em agosto.
 
A obra está sendo programada com divisão em três trechos, para auxiliar nas adaptações viárias necessárias. Nos primeiros vinte dias, as equipes estarão concentradas no trecho entre a José Pereira Liberato e a Luciano Pereira da Silva, com desvio do trânsito pela Domingos Laureano. Em seguida, os serviços avançam até a rua Indaial, com alternativa de tráfego pela Vicente Meirinho. Na fase final, o fluxo será direcionado para a rua Maria da Glória.
 
A Coordenadoria de Trânsito - Codetran estará dando apoio integral à operação, atuando com agentes de trânsito, reforço na sinalização viária, orientação aos motoristas e suporte na comunicação dos desvios e alterações temporárias no tráfego durante o período das obras.
 
Essa etapa faz parte de um amplo contrato, com investimento de R$ 12 milhões, rumo à universalização do saneamento básico em Itajaí.
Univali recebe Feira Internacional de Negócios
Nos dias 12 e 13 de maio, a Universidade do Vale do Itajaí (Univali) recebe a FIN Brasil – Feira Internacional de Negócios. A Instituição é uma das apoiadoras da iniciativa, promovida pela Câmara de Comércio Brasil-Portugal de Santa Catarina. O evento será realizado no Campus Professor Edison Villela (Itajaí) e tem como propósito conectar empresários, investidores e lideranças, fomentando negócios e o compartilhamento de conhecimento e oportunidades no Brasil e no exterior.
 
Ao longo dos dois dias de programação, a Fin Brasil 2026 deve reunir empresários, investidores, empreendedores, startups, executivos, representantes de empresas nacionais e internacionais, além de autoridades, gestores públicos e profissionais interessados em inovação, negócios e expansão de mercado.
 
Atrações
 
Temas como comércio exterior, internacionalização, benefícios estratégicos e expansão global estarão em destaque em painéis e palestras conduzidos por representantes de entidades internacionais, embaixadas e autoridades governamentais do Brasil e de outros países.
 
Outro destaque da programação são as rodadas de negócios, que contarão com a participação de empresas B2B de pelo menos 20 países. A atividade será realizada em formato de mesas-redondas e, segundo a organização, deve reunir cerca de 800 participantes.
 
“Essa modalidade de interação facilita o networking estratégico, a geração de alianças comerciais e a identificação de oportunidades de investimento, pois promove uma troca direta entre empreendedores, investidores e representantes institucionais”, destaca o presidente da Câmara de Comércio Brasil-Portugal SC, Jatyr Ranzolin.
A programação inclui ainda ambientes para exposição de produtos e serviços e atividades voltadas à cultura brasileira e internacional. Área premium de exposição, onde empresas poderão apresentar diretamente seus produtos e serviços a compradores e investidores estrangeiros, será mais um atrativo da Fin Brasil 2026.
 
Descentralização
 
O Campus Balneário Camboriú já recebeu a Fin Brasil no ano passado. A realização do evento na Univali é resultado de uma articulação promovida pela então Diretoria de Inovação e Empreendedorismo, na ocasião, liderada pelo professor Fábio Zabot Holthausen (in memoriam).
 
Segundo Ranzolin, a iniciativa está alinhada ao projeto da Câmara de Comércio Brasil-Portugal SC de descentralizar ações tradicionalmente concentradas na Capital, fortalecendo a conexão internacional em diferentes cidades catarinenses.
 
“A proposta é receber embaixadores e empresários interessados em estabelecer parcerias e, a partir dessas interações, gerar benefícios tanto para o cenário internacional quanto para a região de Itajaí. Nesse contexto, a Câmara atua como uma grande parceira da Univali, reconhecendo sua relevância e capacidade de promover conexões estratégicas, tanto no âmbito da internacionalização quanto no desenvolvimento de projetos. A recepção dessas delegações estrangeiras, em um ambiente seguro, acolhedor e altamente organizado, favorece a concretização de relações internacionais efetivas”, conclui Ranzolin.
Contribuições da Univali
 
De acordo com a coordenadora de Eventos da Univali, professora Emiliana da Silva Campos Souza, nesta edição a Universidade oferece suporte à organização geral da Fin Brasil. Assim como em edições anteriores, a Instituição contará com estande próprio e também contribuirá com serviços de tradução.
 
Outro destaque será a Feira de Empreendedorismo Univali, que ocorrerá ao longo dos dois dias do evento, valorizando iniciativas e negócios da região.
 
Para a pró-reitora de Pesquisa, Pós-Graduação, Extensão e Inovação da Univali, professora Fátima de Campos Buzzi, a realização da FIN Brasil dentro da Universidade valida o seu compromisso com a inovação, o empreendedorismo e a internacionalização.
 
“Receber um evento dessa dimensão, pela segunda vez, demonstra a relevância do ecossistema de inovação da nossa região e a capacidade da Instituição de Ensino de promover conexões estratégicas com o setor produtivo e representantes de diferentes países. Mais do que sediar um encontro de negócios, a Univali contribui para criar oportunidades, estimular a troca de conhecimento e fortalecer o desenvolvimento econômico e social por meio da cooperação internacional e da inovação.”, destacou.
Localização
 
A abertura da Fin Brasil 2026 será na terça (12), às 9h30. A atividade acontece no Auditório Nestor César e Carvalho, localizado no Bloco D1, assim como as palestras e painéis previstos ao longo do evento. A área de exposição de empresas e serviços, assim como as rodadas de negócios, ocorrerão no Teatro Adelaide Konder. Já a Feira de Empreendedorismo Univali acontecerá no Bloco C2, das 9h às 21h.
 
Inscrições
 
Para participar das rodadas de negócios é necessária inscrição prévia. A atividade será realizada nos dois dias, das 14h às 16h, com investimento de R$ 300 para o público em geral e R$ 150 para associados da Câmara de Comércio Brasil-Portugal de Santa Catarina.
 
As inscrições para a Fin Brasil 2026 podem ser realizadas diretamente pelo WhatsApp (48) 98809-4477 ou através do e-mail contato@brasilportugalsc.org.br. Outras informações sobre o evento estão disponíveis no site oficial: Fin Brasil
Emissão de Nota Fiscal Avulsa será substituída por novo modelo em julho

A emissão de Nota Fiscal Avulsa só será válida até dia 30 de junho, e essa mudança impactará diretamente quem trabalha de forma autônoma. A partir de 1° de julho de 2026, pessoas físicas, como prestadores de serviço eventuais, produtores rurais e transportadores autônomos, precisarão se inscrever no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) para continuar emitindo documentos fiscais ou se tornar MEI.

A medida exige atenção, mas não significa que o cidadão precisará abrir uma empresa. A inscrição no CNPJ será utilizada apenas como um registro para identificação e controle dos tributos, sem alterar a condição de pessoa física.

Na prática, a mudança atinge quem hoje usa a Nota Fiscal Avulsa para formalizar serviços ou atividades pontuais. Esses profissionais passarão a emitir documentos fiscais eletrônicos vinculados ao CNPJ, seguindo o novo modelo adotado em todo o país.

A alteração faz parte de uma atualização no sistema tributário nacional, que busca unificar cadastros e tornar mais simples o acompanhamento das atividades econômicas. A previsão também inclui, de forma gradual, a substituição de outros registros fiscais, como a Inscrição Estadual, até o ano de 2032.

Diante desse cenário, a Prefeitura de Itajaí orienta que os profissionais que utilizam a Nota Fiscal Avulsa fiquem atentos às mudanças e busquem informações com antecedência junto aos seus contadores.

Governo de Santa Catarina atrai gigante alemã com investimento de mais de R$ 200 milhões e geração de novas vagas de emprego

Fotos: Richard Casas/GVG

O governador Jorginho Mello assinou nesta quarta–feira, 6, um termo de cooperação que oficializa a chegada da multinacional alemã Schomäcker a Santa Catarina. A empresa, com sede em Melle, na Alemanha, instalará sua nova planta no Perini Business Park, em Joinville, com um investimento inicial de R$ 205 milhões e a geração de 105 empregos diretos. Essa será a primeira fábrica da empresa no Brasil e a ideia é produzir para o mercado nacional e para exportação.

“Santa Catarina é um Estado diferente, a gente prestigia quem empreende. Temos feito muitos investimentos na parte da infraestrutura rodoviária, infraestrutura elétrica, entre outros, para que cada vez mais empresas do mundo também decidam abrir sua primeira fábrica no nosso País aqui nas cidades catarinenses”, afirmou o governador Jorginho Mello.

O documento assinado entre o governador de Santa Catarina e o sócio-administrador da Schomäcker, Joachim Henrich Wilhelm Sommer, estabelece o apoio estratégico do Governo do Estado em frentes essenciais para o sucesso do projeto, incluindo a facilitação logística e a identificação de fornecedores locais por meio da Invest SC, empresa pública de atração de investimentos para o território catarinense.

“Nós estamos trazendo uma tecnologia inovadora e que reduziu um processo de fabricação que levava 3 horas para apenas 3 minutos por peça. Nós fabricamos as nossas próprias máquinas usadas nesse processo inovador”, explica Joachim.


A assinatura gera segurança institucional ao investidor estrangeiro, sinalizando de forma clara que Santa Catarina atua como uma verdadeira parceira da iniciativa privada, executando políticas públicas focadas na industrialização de alto valor agregado. A atração do investimento contou com o apoio do deputado estadual Matheus Cadorin, que também participou da reunião de trabalho.

Acompanharam a audiência e a assinatura do termo de cooperação os secretários da Fazenda, Cleverson Siewert, de Indústria Comércio e Serviços, Edgard Usuy, o presidente da Invest SC, Gil Prayon, por parte do Governo do Estado, e Joachim Luiz Bustamante Sommer, CSO da Schomäcker na Alemanha, e Rodrigo Bernardi, CEO da Schomäcker do Brasil.

Indústria 4.0 e engenharia de excelência

A chegada da Schomäcker agrega um peso imensurável ao já robusto ecossistema industrial catarinense. Trata-se de uma autêntica operação de Indústria 4.0. Com equipamentos exclusivos e engenharia de excelência, a empresa produzirá itens únicos no mercado. O nível de inovação tecnológica da planta é tão elevado que o processo de produção de suas peças inovadoras foi reduzido drasticamente: o que antes levava 3 horas, agora é concluído em apenas 3 minutos.

Impacto econômico e expansão

Os números do projeto reforçam a confiança da companhia no mercado catarinense e brasileiro. A operação se inicia com um aporte direto e projeções ousadas. A expectativa da nova fábrica no Brasil é gerar R$ 339 milhões em receitas.

O plano estratégico prevê uma expansão já no curto prazo. Nos próximos 5 anos, a empresa prevê injetar mais R$ 317 milhões na operação local. A planta fabril inicia com mais de cem funcionários e projeta um aumento de quase 100% no seu quadro de colaboradores até 2031.

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Governo do Estado entrega licença para alargamento da faixa de areia na Praia de Meia Praia em Itapema

Foto: Leo Munhoz / SecomGOVSC

O governador Jorginho Mello entregou nesta quarta-feira, 6, a Licença Ambiental de Instalação (LAI) para a obra de alimentação artificial da Praia de Meia Praia, em Itapema. O documento foi concedido pelo Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) e prevê quatro meses de obras que devem trazer proteção costeira e a qualificação urbana do Litoral catarinense. Estiveram presentes na cerimônia o presidente do IMA, Josevan Carmo da Cruz Junior, o prefeito de Itapema, Alexandre Xepa, além de parlamentares e outras autoridades locais.

A intervenção prevê o alargamento da faixa de areia ao longo de aproximadamente 4.750 metros de extensão, com a utilização de cerca de 416 mil metros cúbicos de sedimentos. A obra resultará em um acréscimo médio de 20 metros na largura da praia, ampliando a área disponível para uso público e reforçando a proteção da orla.

Para o governador Jorginho Mello, a obra representa o cuidado com o povo do Litoral catarinense: “Estamos investindo em uma solução que protege a nossa orla, valoriza as cidades e garante mais segurança para moradores e turistas. É um projeto que une desenvolvimento e cuidado com o meio ambiente”, destacou.

A alimentação artificial da praia é considerada uma medida fundamental para enfrentar o avanço do mar e os processos erosivos que historicamente afetam a região. A iniciativa amplia a proteção costeira, aumenta a resiliência da orla frente a eventos climáticos e contribui para equilibrar a pressão urbana sobre o ecossistema litorâneo.

“Essa licença é resultado de um trabalho técnico que analisa os impactos e define como a obra deve ser feita para proteger o meio ambiente. O licenciamento serve justamente para isso: estudar o projeto, prever os impactos e estabelecer regras para que a obra aconteça com responsabilidade ambiental. O IMA tem experiência consolidada nesse tipo de análise, o que garante mais segurança e qualidade nas decisões”, afirmou o presidente do IMA, Josevan Carmo da Cruz Junior. 

Localizada no município de Itapema, a Meia Praia é uma das áreas mais urbanizadas do Litoral catarinense, e a obra deve trazer mais segurança para moradores, turistas e infraestrutura urbana, além de qualificar o uso público do espaço.

O projeto prevê o lançamento de 416 mil a 498 mil m³ de areia ao longo de 4,75 km de orla, entre os molhes dos rios Perequê e Taboleiro das Oliveiras. A faixa de areia deve ganhar entre 20 e 60 metros de largura, conforme o trecho. O material será dragado de jazida a cerca de 19 km da costa, com características compatíveis à areia nativa. A intervenção será executada em etapas, com liberação gradual dos trechos. O investimento total é de aproximadamente R$ 60 milhões.

O prefeito Alexandre Xepa destacou o impacto da obra. “A nossa praia precisa dessa ampliação. A cidade cresce, o turismo aumenta e a estrutura precisa acompanhar. É uma obra que protege a orla, amplia o uso e projeta Itapema para um novo patamar. Depois do alargamento, não tenho dúvida nenhuma que vai ser o metro quadrado mais valorizado do Brasil.”

ARTIGO: 5 coisas que (provavelmente) nunca te contaram sobre o Imposto de Renda

A reta final da declaração do Imposto de Renda já começou e o prazo está mais apertado do que muitos imaginam. A entrega se encerra no próximo dia 29 de maio e milhões de brasileiros ainda não enviaram seus dados à Receita Federal. 

Até o momento, mais de 19 milhões de declarações já foram entregues em todo o país, mas o número ainda está abaixo do esperado para o período. Especialistas alertam que deixar para a última hora pode aumentar o risco de erros, além de dificuldades técnicas causadas pelo alto volume de acessos próximos ao fim do prazo. 

Com o encerramento se aproximando, a recomendação é clara: não há mais tanto tempo quanto parece. A reta final exige atenção redobrada dos contribuintes, tanto para evitar inconsistências quanto para garantir o envio dentro do prazo. 

A declaração de Imposto de Renda é uma certeza na vida de milhões de brasileiros, mas há detalhes nesse processo que podem passar despercebidos até mesmo pelos mais atentos. André Charone, contador, tributarista e mestre em negócios internacionais, professor universitário e autor do livro "Declaração de Imposto de Renda: Dicas e Truques que o Leão Não Quer Que Você Saiba", esclarece alguns desses pontos menos óbvios. Veja abaixo cinco aspectos do imposto de renda que raramente são discutidos: 

1. Erros podem ser corrigidos sem pânico: 

André Charone ressalta que um dos maiores medos dos contribuintes é cometer erros na declaração. No entanto, ele tranquiliza: "Se você cometeu um erro, pode enviar uma declaração retificadora sem necessidade de pagar multas, desde que faça isso antes de ser notificado para uma auditoria." Isso mostra a flexibilidade do sistema em permitir correções. No entanto, o contador ressalta que o contribuinte deve ficar atento para corrigir as inconsistências antes de receber a notificação da Receita Federal. “Caso contrário, não será possível mais realizar a retificação”, destaca Charone. 

2. Pode ser bom declarar mesmo que você não esteja obrigado: 

O contador destaca um aspecto muitas vezes ignorado sobre a declaração do imposto de renda: os benefícios de declarar mesmo quando não se é obrigado. Muitos contribuintes assumem que, se não atingem o limite de renda que torna a declaração obrigatória, não há vantagens em preenchê-la. No entanto, existem situações em que declarar pode ser extremamente benéfico. 

"Por exemplo, pessoas que tiveram imposto retido na fonte e não são obrigadas a declarar podem receber uma restituição se optarem por enviar a declaração", explica Charone. Além disso, realizar a declaração voluntariamente pode facilitar a obtenção de vistos para viagens internacionais ou a aprovação de financiamentos e empréstimos, já que muitas instituições financeiras e consulados pedem o comprovante de declaração de renda como prova de rendimentos. 

3. Declarações em conjunto podem ser benéficas (ou não): 

Casais têm a opção de fazer a declaração conjuntamente ou separadamente, e a escolha entre uma e outra pode impactar significativamente o valor a pagar ou a restituir. André destaca que "em muitos casos, a declaração conjunta pode ser mais benéfica, dependendo das rendas e das deduções envolvidas". Ele recomenda analisar cuidadosamente as finanças do casal antes de decidir. 

O especialista explica que, em algumas situações, a soma das deduções e dos limites fiscais pode favorecer a declaração conjunta, especialmente quando um dos cônjuges não tem rendimentos. “No entanto, quando ambos possuem rendimentos altos tende a ser mais vantajoso declarar em separado”, alerta o contador. 

4. A restituição não passa de um “empréstimo grátis” ao governo: 

Embora aquele dinheirinho extra da restituição possa ajudar bastante no orçamento familiar, André Charone comenta que não existe muito motivo para ficar agradecido ao Fisco. “A restituição não é um benefício concedido pelo governo. Muito pelo contrário, na verdade é o reembolso dos valores que foram retidos a mais em relação ao que você devia”. Segundo o contador, a declaração de imposto de renda faz um ajuste entre o valor que foi retido ao longo do ano anterior e o que o contribuinte de fato devia, após o lançamento de todas as deduções. 

“Se foi retido mais do que era devido, o governo vai lhe restituir essa diferença. Na prática, é como se você tivesse emprestado, sem juros e sem escolha, seu dinheiro para o Fisco e agora o recebesse de volta”, explana Charone. 

5. A fiscalização está mais tecnológica do que nunca: 

Com o avanço tecnológico, a Receita Federal tem melhorado seu sistema de cruzamento de dados. "A chance de ser convocado para ajustar sua declaração ou mesmo enfrentar uma auditoria aumenta se houver inconsistências", alerta o autor. A tecnologia tem tornado a fiscalização mais eficaz, exigindo maior precisão nas declarações. Charone destaca que o uso de softwares sofisticados pela Receita permite que ela identifique rapidamente discrepâncias ou omissões, o que torna ainda mais crucial a precisão no preenchimento das informações. 

Sobre o autor

André Charone é contador, professor universitário, Mestre em Negócios Internacionais pela Must University (Flórida-EUA), possui MBA em Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria pela FGV (São Paulo – Brasil) e certificação internacional pela Universidade de Harvard (Massachusetts-EUA) e Disney Institute (Flórida-EUA).  

É sócio do escritório Belconta – Belém Contabilidade e do Portal Neo Ensino, autor de livros e centenas de artigos na área contábil, empresarial e educacional.  

Seu mais recente trabalho é o livro "Empresário Sem Fronteiras: Importação e Exportação para pequenas empresas na prática", em que apresenta um guia realista para transformar negócios locais em marcas globais. A obra traz passo a passo estratégias de importação, exportação, precificação para mercados externos, regimes tributários corretos, além de dicas práticas de negociação e prevenção contra armadilhas no comércio internacional.  


Disponível em versão física: https://loja.uiclap.com/titulo/ua111005/  

 e digital: https://play.google.com/store/books/details?id=nAB5EQAAQBAJ&pli=1  

Instagram: @andrecharone  

Imagem André: Divulgação / Consultório da Fama

Bares e restaurantes sofrem com endividamento e com as bets, alvos do Desenrola 2.0 lançado pelo governo

Com o lançamento do Desenrola Brasil 2.0, o governo federal mira nos efeitos econômicos e sociais da expansão das apostas online no país. A nova versão do programa foi anunciada com foco na renegociação de dívidas de famílias e pequenos negócios e traz, entre suas medidas, o bloqueio de apostas online por um ano para quem aderir à iniciativa.
 
O movimento ocorre em meio a novos levantamentos que apontam o peso crescente das bets sobre o orçamento das famílias: de janeiro de 2023 a março de 2026, a inadimplência associada às apostas retirou R$ 143 bilhões do comércio varejista, segundo a CNC. Enquanto o gasto dos brasileiros com essas plataformas superou R$ 30 bilhões por mês.
 
Para o setor de alimentação fora do lar, esse impacto está bem mapeado. Pesquisa da Abrasel realizada em 2024 mostrou que 43,5% dos empresários ouvidos percebem influência das bets na gestão ou no resultado do estabelecimento. Entre os que identificam esse efeito, os principais reflexos aparecem no comportamento dos funcionários, na frequência de consumidores e no desempenho das vendas.
 
Quando uma fatia crescente do orçamento doméstico passa a ser drenada pelas apostas, a alimentação fora do lar tende a perder espaço. Entre os empresários que perceberam impacto das bets na frequência dos clientes, 62,1% relataram queda. No gasto individual, 62,2% também apontaram redução.
 
Os dados apontam uma relação entre o avanço das apostas e a retração do consumo no setor. Entre os empresários do setor, 86,2% disseram enxergar relação direta entre os hábitos de aposta dos consumidores e a perda de movimento nos estabelecimentos.
 
Pressão também chega ao ambiente de trabalho
 
O impacto das bets, porém, também alcança o cotidiano das equipes. Entre os empresários que identificaram mudanças no comportamento dos funcionários que apostam online, 75,5% citaram aumento do endividamento pessoal e 55,1% registraram aumento dos pedidos de adiantamento salarial.
 
É nesse ponto que o Desenrola 2.0 ganha relevância adicional para o setor. Ao prever renegociação de dívidas com descontos de 30% a 90%, prazos mais longos para pagamento e bloqueio temporário das apostas para aderentes, o programa pode funcionar como uma tentativa de reorganização financeira para trabalhadores que já dão sinais de renda comprometida.
 
O novo programa também amplia condições para micro e pequenas empresas, com carência maior para início do pagamento, aumento do prazo máximo de quitação e expansão do limite de crédito. Eixo de atuação fundamental para bares e restaurantes, visto que 39% das empresas do setor possuem pagamentos em atraso, segundo outra pesquisa recente da Abrasel, feita em abril.
 
Para Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel, a questão merece atenção justamente porque reúne duas pressões relevantes sobre o setor. De um lado, o dinheiro comprometido com apostas reduz a frequência e o tíquete médio do consumidor. De outro, a alta da inadimplência se traduz em efeitos concretos sobre os trabalhadores, como maior endividamento e mais pedidos de adiantamento.
 
“Os novos levantamentos reforçam que esse é um problema que merece muita atenção. O setor sente isso dos dois lados do balcão: o consumidor sai menos e gasta menos, enquanto cresce a pressão financeira sobre os trabalhadores, com aumento do endividamento e dos pedidos de adiantamento. As ações do governo ganham importância justamente por tentar reorganizar esse cenário, num momento em que as bets já impactam consumo, vendas e rotina de trabalho”, comenta.

 

ARTIGO: A reforma tributária avança; a incerteza cresce

Sob a promessa de modernização, o Ministério da Fazenda e o Comitê Gestor, recentemente, detalharam as diretrizes da CBS e do IBS. No entanto, por trás das regras unificadas, o que se vê é a arquitetura de um novo sistema de tributação sobre o consumo tão complexo quanto perigoso. O governo aposta todas as suas fichas no polêmico split payment — um mecanismo de recolhimento automático que, na prática, transfere a "mordida" do fisco para o exato instante da transação. 
 
Embora o discurso oficial venda a ideia de "simplificação", a reforma se limita a trocar quatro tributos conhecidos por um sistema dual: a CBS (federal) e o IBS (estadual e municipal). A proposta de separar o imposto no ato da compra visa garantir o caixa do Estado de forma imediata, retirando das empresas a gestão do fluxo de caixa e centralizando ainda mais o controle financeiro nas mãos do governo.
 
Hoje, o vendedor ainda detém o valor antes do repasse; amanhã, o Estado se servirá primeiro. No papel, a eficiência é garantida; na realidade do contribuinte, o cenário é de um experimento fiscal sem precedentes. Tudo parece simples... mas o tempo (e o bolso do brasileiro) dirá o verdadeiro preço dessa "facilitação".
 
Ao abrir mais uma reunião do Conselho Superior de Direito da Fecomercio-SP, que debateu o tema "Soberania fiscal em xeque? Tensões e novos paradigmas tributários", compartilhei algumas reflexões sobre o assunto que agora trago aos amigos leitores.
 
Estamos vivendo um momento extremamente complicado no Brasil, em que os Poderes se confundem. Trata-se de um momento de máxima insegurança jurídica, em que escândalos vêm à tona e os Poderes envolvidos se autoprotegem, numa tentativa de ocultar tanto aquilo que se busca conhecer quanto aquilo que está errado.
 
Tudo isso acompanhado de um novo sistema tributário que já teve sua implementação iniciada com a CBS e, em 2029, terá com o IBS. Trata-se de uma tributação de consumo que amplia o número de artigos referentes ao tema constantes no Código Tributário Nacional (CTN). Na legislação aprovada, estamos com dez vezes mais artigos sobre a tributação do consumo do que aqueles que constam no CTN, além de três vezes mais artigos para a tributação do consumo do que todo o sistema tributário que conseguimos aprovar na Constituição de 1988.
 
Essa inflação normativa não é apenas um detalhe estatístico; ela representa um aumento real no custo de conformidade para o contribuinte. Durante o longo período de transição, as empresas serão obrigadas a conviver com dois sistemas tributários distintos e paralelos, gerando uma sobrecarga administrativa sem precedentes. Em vez de eliminarmos a burocracia, corremos o risco de institucionalizar um "monstro de duas cabeças" que exigirá investimentos massivos em tecnologia e assessoria jurídica apenas para que o setor produtivo consiga cumprir suas obrigações básicas.
 
Os idealizadores da pretendida reforma afirmam que essa decuplicação de artigos sobre consumo e a triplicação de artigos constitucionais têm o objetivo de simplificar o sistema tributário. Confesso que minha inteligência é limitada demais para compreender uma simplificação tão complexa quanto a que vem sendo implementada.
 
É fundamental, porém, que continuemos a fazer o que sempre fizemos no Conselho Superior de Direito da Fecomercio-SP desde sua fundação: debater, refletir e sugerir.
 
Atualmente, contamos com um grupo de estudiosos integrado por renomados colegas, como os economistas Marcos Cintra e Paulo Rabello de Castro, além de Felipe Silva, diretor da Faculdade Brasileira de Tributação — a única instituição de ensino superior dedicada exclusivamente ao Direito Tributário no Brasil. Sob nossa coordenação, estamos elaborando um livro a respeito da reforma da tributação do consumo, no qual analisaremos as dificuldades que já se manifestam neste início de implementação.
 
Essas análises, que estamos consolidando em nossa obra, não se limitam a meras críticas teóricas; configuram-se como alertas práticos sobre os gargalos que o texto atual ignora e que demandarão, inevitavelmente, uma correção de rumo legislativa. O rigor técnico de renomados especialistas serve aqui como subsídio fundamental para que as falhas de implementação sejam mitigadas antes que se tornem entraves permanentes ao desenvolvimento econômico.
 
Em todas as nossas ações, devemos observar que, a partir de 2027, teremos um novo Legislativo capaz de promover mudanças significativas no cenário atual, haja vista a renovação de dois terços do Senado Federal. É evidente a percepção de que haverá uma maioria conservadora no Congresso, o que deve favorecer uma reflexão profunda sobre o modo adequado de simplificação do nosso sistema tributário.
 
Quanto mais nos aprofundamos no estudo da Reforma Tributária — como ocorreu durante a elaboração do livro que lancei em parceria com o advogado e professor Daniel Moretti —, mais as incertezas se multiplicam. Ao dialogar com tributaristas de alto nível e docentes das principais universidades do País, percebo que as dúvidas são inúmeras.
 
Essa atmosfera de hesitação não é apenas um debate entre acadêmicos; ela se traduz em um impacto severo sobre o investimento produtivo. A incerteza tributária atua como um freio invisível, gerando um ambiente de "esperar para ver" que afasta o capital e adia projetos estratégicos. Sem regras do jogo claras e previsíveis a médio prazo, o investidor retrai-se, o que compromete o crescimento econômico imediato do País e a própria geração de empregos.
 
Por essa razão, tenho encerrado minhas palestras sobre o novo sistema com uma postura de cautela: quando questionado sobre minha opinião, não respondo "sim" nem "não"; eu respondo "talvez".
 
Ives Gandra da Silva Martins é professor emérito das universidades Mackenzie, Unip, Unifieo, UniFMU, do Ciee/O Estado de São Paulo, das Escolas de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme), Superior de Guerra (ESG) e da Magistratura do Tribunal Regional Federal – 1ª Região, professor honorário das Universidades Austral (Argentina), San Martin de Porres (Peru) e Vasili Goldis (Romênia), doutor honoris causa das Universidades de Craiova (Romênia) e das PUCs PR e RS, catedrático da Universidade do Minho (Portugal), presidente do Conselho Superior de Direito da Fecomercio -SP, ex-presidente da Academia Paulista de Letras (APL) e do Instituto dos Advogados de São Paulo (Iasp).

 Fotos: Andreia Tarelow 

Entra21 promete conectar talentos e empresas em evento estratégico no Elume

O futuro da tecnologia na Foz do Rio Itajaí já tem data e local definidos: 7 de maio de 2026, às 18h30, no Elume Centro Regional de Inovação. O evento “Hiring the Future” vai reunir empresários, lideranças e alunos do Entra21, criando uma ponte direta entre quem precisa contratar e quem está se preparando para o mercado. A iniciativa marca um momento estratégico para Itajaí e Balneário Camboriú.

Com 20 anos de história e mais de 9 mil profissionais formados desde sua criação, em Blumenau, o Entra21 chega à edição de 2026 ampliando sua atuação no litoral norte catarinense. As turmas já estão em andamento, com 25 alunos em cada cidade, focadas na linguagem Java — uma das mais demandadas pelo setor de tecnologia.

Em Balneário Camboriú, as aulas acontecem no campus da UDESC. Já em Itajaí, a formação é realizada no Elume Centro Regional de Inovação, colocando os alunos em contato direto com o ecossistema de inovação desde o primeiro dia.

Para José Geraldo Gastaldi, coordenador do Núcleo de Empresas de Tecnologia e Inovação da ACII e diretor do Polo Regional da ACATE, a chegada do programa representa a concretização de um esforço antigo. “Trazer o Entra21 para Itajaí era uma prioridade. O programa tem duas décadas de experiência na formação de profissionais e atua diretamente em uma das maiores demandas do setor: a falta de mão de obra qualificada”, destaca.

O diferencial está na formação completa. São 480 horas de imersão que vão além do ensino técnico, incluindo inglês e o desenvolvimento de soft skills — habilidades essenciais para o dia a dia nas empresas. O inglês, inclusive, é considerado uma competência fundamental para o desenvolvimento de software.

A iniciativa é resultado da atuação conjunta de importantes instituições. A Blusoft-ACATE lidera a execução do programa, conectando alunos ao mercado. O NuTI-ACATE atua na articulação com o setor produtivo, enquanto a UDESC garante a qualidade acadêmica e coordena as atividades nas duas cidades. Além disso, a formação de talentos na região fortalece as empresas locais e cria novas oportunidades para jovens que buscam espaço em uma das áreas mais promissoras da atualidade.

 

Modelo de gestão e medidas de incentivo aos negócios pautam encontro entre a Fazenda e lideranças empresariais de Blumenau
Fotos: Divulgação SEF/SC
 
Um olhar para o futuro de Santa Catarina, as perspectivas econômicas e as oportunidades do Estado pautaram o encontro do secretário Cleverson Siewert (Fazenda) com lideranças empresariais de Blumenau na noite da última segunda-feira, 4, no Vale do Itajaí. 
 
Convidado a participar de reunião com conselheiros e diretores da Associação Empresarial de Blumenau (ACIB), o secretário demonstrou que o modelo de gestão do governador Jorginho Mello garantiu o equilíbrio das contas públicas e investimentos recordes em programas estruturantes como o Estrada Boa, o Estrada Boa Rural e o Universidade Gratuita.
 
“Santa Catarina tem demonstrado, na prática, que é possível crescer sem aumentar impostos, mantendo a competitividade e criando oportunidades para quem investe e produz. Com planejamento, responsabilidade fiscal e diálogo com o setor produtivo, o Governo do Estado transforma solidez financeira em políticas públicas que chegam à ponta, elevam a qualidade de vida dos catarinenses e nos colocam num novo ciclo de desenvolvimento”, disse.
 
Somente no ano passado, o Governo do Estado investiu R$ 5,9 bilhões em obras e projetos estruturantes, o que significa R$ 1,5 bilhão a mais do que o total investido em 2024. Somando os investimentos realizados em três anos de gestão, o total alcança R$ 13,2 bilhões.
 
O secretário explicou aos empresários que, em valores atualizados para os dias de hoje e considerando mais de dois séculos de história de Santa Catarina, o governador Jorginho Mello investiu praticamente o dobro do valor aplicado pelos governos anteriores quando comparados os três primeiros anos de cada gestão.
 
SC é um Estado que pula o Brasil
Ao apresentar um panorama das principais ações dos últimos três anos, Cleverson Siewert ressaltou que Santa Catarina reúne condições únicas no País ao combinar responsabilidade fiscal, investimentos e incentivos ao crescimento econômico e social.
 
Dados mostram que o Estado cresceu acima da média nacional entre 2023 e 2025, consolidando-se como uma das economias mais dinâmicas do Brasil.
 
O comércio catarinense, por exemplo, registrou crescimento de 5,9% em 2025, mais que o triplo da média nacional (1,6%). O setor de serviços registrou alta de 3,2%, superando o índice de 2,8% do Brasil – SC obteve o melhor desempenho do Sul do País. Já na indústria, o Estado apresentou crescimento de 3,2%, resultado cinco vezes superior ao nacional, que foi de 0,6%.
 
Região de Blumenau tem 28 mil contribuintes do ICMS
A força do setor produtivo local também esteve em pauta. Cleverson Siewert evidenciou que somente os negócios situados em Blumenau faturaram R$ 58 bilhões em 2025, gerando 95 mil empregos. Considerando também os outros dez municípios abrangidos pela Gerência Regional da Fazenda em Blumenau, os 28 mil contribuintes de ICMS faturaram R$ 112 bilhões no último ano (7% do total apurado em SC), com 182 mil empregos registrados (6% do total).
 
“Vocês se arriscam todos os dias, colocando o seu capital a bem da produção, a bem da geração de emprego e renda, e por isso merecem sempre nosso respeito e consideração. Enquanto associados, defendem causas importantes e constroem soluções em conjunto, reunindo os interesses da classe empresarial, da gestão pública e da comunidade como um todo”, reconheceu o secretário.
 
Apoio ao setor produtivo
A gestão qualificada dos recursos tem garantido ao Governo do Estado incentivar nos novos negócios e criar oportunidades de emprego e renda para os catarinenses. O secretário Cleverson Siewert reafirmou o compromisso da atual gestão de dialogar com o setor produtivo, estabelecendo parcerias e construindo um ambiente de negócios cada vez mais favorável.
 
Números comprovam o papel estratégico das políticas de incentivo ao setor produtivo para a economia de Santa Catarina. Entre 2023 e março de 2026, programas como Prodec, Pró-Emprego e TTD 489 viabilizaram 480 projetos, totalizando R$ 32,3 bilhões em investimentos privados e a criação de 118,3 mil empregos diretos e indiretos.
 
“O governador Jorginho Mello vê o Estado como um estadista e planeja Santa Catarina para os próximos 20 anos. É prioridade desta gestão garantir a sustentabilidade fiscal e investir em projetos estruturantes para ampliar nossas matrizes econômicas, impulsionar o desenvolvimento e criar condições para que os empreendedores catarinenses sejam ainda mais competitivos”, destacou o secretário.
 
Desafios e oportunidades para SC
Cleverson Siewert também abordou os desafios da Reforma Tributária e seus impactos na competitividade dos Estados, ressaltando a necessidade de adaptação ao novo modelo, que mudará a lógica dos incentivos fiscais, alterando a arrecadação e a dinâmica econômica no País.
 
“Santa Catarina tem uma base econômica diversificada e sólida. Nosso desafio é continuar criando as condições necessárias para manter a competitividade do setor produtivo e aproveitar as novas oportunidades que surgem com as mudanças no sistema tributário”, destacou.
 
O secretário ressaltou ainda a necessidade de desenvolver novas matrizes econômicas no Estado, que hoje tem como pilares o agronegócio, o comércio internacional e a tecnologia.
 
Além dessas bases consolidadas, novas oportunidades vêm ganhando espaço, como a indústria da saúde, a indústria da cultura/turismo e a própria logística, que tendem a ampliar ainda mais o potencial de crescimento nos próximos anos, especialmente diante das mudanças trazidas pela Reforma Tributária.
 
Ao final, Cleverson Siewert reforçou o compromisso do Governo do Estado com uma gestão orientada por dados, eficiência e resultados, destacando que o uso estratégico de informações tem sido fundamental para a tomada de decisões e o aprimoramento das políticas públicas.
 
O presidente da InvestSC, Gil Prayon, também participou da agenda com os empresários da ACIB.
Podcast Descubra SC mostra por que o outono pode ser sua próxima estação preferida para explorar o estado
 Foto: Eco Parque Cachoeira Papuã
 
O outono em Santa Catarina deixou de ser apenas uma transição entre estações. Com temperaturas amenas, clima estável e paisagens nítidas, o período abre espaço para experiências ao ar livre e uma conexão mais direta com a natureza. Esse é o ponto de partida do segundo episódio do podcast “Descubra SC”, que estreia nesta terça-feira, 5. 
 
A edição acompanha o lançamento inédito da “Estação Outono” pelo Governo do Estado, que integra a estratégia de organizar o turismo catarinense ao longo do ano e valorizar os atrativos de cada época. “Santa Catarina tem potencial nas quatro estações. Isso ajuda o turista a entender o que fazer em cada período. É uma iniciativa louvável”, resume Marinho Motta.
 
O bate-papo com o assessor de Turismo da Associação dos Municípios da Serra Catarinense (Amures) é conduzido pela jornalista da Secretaria de Estado da Comunicação (Secom), Maria Clara Flores, e avança para um dos principais recortes da estação. “O outono abre a temporada de montanha. É quando você consegue subir com mais tranquilidade, com melhor visibilidade e menos interferência do clima”, explica Marinho.
 
Essa constância climática se traduz em horizontes abertos e maior conforto térmico para atividades externas. Com o ar mais seco e o menor volume de água, experiências como a famosa Trilha do Boi, em Praia Grande, tornam-se mais acessíveis, permitindo que os 14 quilômetros de caminhada pela fenda do cânion sejam feitos com mais segurança.
 
O cenário limpo também favorece o balonismo na cidade do Extremo-Sul, que ganha o visual de formações como o Itaimbezinho, Fortaleza e Malacara, de pano de fundo. “É a nossa versão brasileira da Capadócia, mas com identidade única, principalmente pela presença dos cânions”, argumenta o convidado. 
 
 
Berço do ecoturismo e referência em segurança
 
No Vale do Itajaí e na Grande Florianópolis, o turismo de aventura assume contornos históricos, sustentado por um ecossistema que profissionalizou a adrenalina muito antes de o segmento virar tendência nacional. 
 
Santa Catarina foi o primeiro estado a ter uma regional da Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura (ABETA) e já nos anos 2000, a Grande Florianópolis abrigava uma das empresas pioneiras do selo “Aventura Segura”. “A qualificação no atendimento ao turista aqui vai muito além do ‘boa tarde’ ou do ‘boa noite’. A preocupação com a segurança é gigantesca”, enfatiza Marinho.
 
É em Ibirama, Apiúna e Presidente Getúlio que o turismo de aventura catarinense tem suas origens. Ibirama, inclusive, carrega o título de Capital Catarinense do Turismo de Aventura, com opções que vão do rafting noturno no Rio Itajaí-Açú a uma das maiores tirolesas urbanas do Brasil. “O berço do ecoturismo em Santa Catarina está ali”, diz Marinho.
 
Da mesma região saiu outro marco: o primeiro roteiro oficial de cicloturismo do Brasil. O Circuito Vale Europeu percorre 300 quilômetros em sete dias por nove municípios, entre eles Timbó, Pomerode, Indaial e Blumenau, com casarios enxaimel e paisagens de colonização europeia como cenário. A rota pode ser feita de bicicleta ou a pé, o que amplia o acesso para diferentes perfis de visitante. 
 
Serra Catarinense, natureza como protagonista
 
 
Se em outras partes do país o potencial turístico precisa ser fabricado, Marinho afirma que, na Serra Catarinense, ele sempre esteve lá. “Ela é naturalmente turística. Diferente de outros destinos que precisaram construir atrativos, aqui a matéria-prima já está pronta”, diz o convidado.
 
Em Bom Jardim da Serra, essa matéria-prima aparece nos paredões de cânions como o do Funil, que chegam a 1.590 metros e revelam uma das paisagens mais dramáticas do estado. A Serra do Rio do Rastro, com suas 284 curvas, é o cartão-postal que apresenta esse universo a quem chega pelo litoral. 
 
Na Coxilha Rica, o tempo parece ter dado uma pausa. O planalto a mais de 1.000 metros de altitude guarda taipas centenárias erguidas pedra por pedra, araucárias e fazendas que contam a história dos tropeiros que passavam por ali levando gado do Rio Grande do Sul a São Paulo.
 
Em Urubici, o Morro da Igreja, a 1.822 metros, é um dos pontos mais altos acessíveis de carro no Sul do Brasil – e um dos mais impressionantes. Para quem quer ir além da contemplação, não faltam opções.  A Cascata do Avencal serve de palco para rapel, enquanto a Sky Bike, tirolesa de bicicleta suspensa a 150 metros de altura, a mais alta do Brasil, desafia até os mais corajosos. 
 
Para quem quer uma imersão completa na região, o Circuito de Cicloturismo da Serra Catarinense oferece essa chance. São mais de 600 quilômetros com altimetria superior a 1.500 metros, percorridos em até 11 dias. O Circuito Altos da Serra, de 4 dias, é o mais exigente, reservado para quem tem pernas e fôlego de sobra.
 
Termalismo e festas tradicionais
 
Nem só de aventura vive o outono catarinense. O estado também é referência em estâncias hidrominerais, com destaque para Santo Amaro da Imperatriz e Águas Mornas, na Grande Florianópolis, e Piratuba, no Oeste.
 
O outono também marca o início de uma agenda cultural relevante. A Festa Nacional da Maçã, entre 7 e 10 de maio, e a Festa Nacional do Pinhão, de 22 de maio a 7 de junho, funcionam como marcos simbólicos da transição para o inverno e mobilizam cadeias inteiras da economia serrana.
 
A maçã de São Joaquim possui Indicação Geográfica e divide protagonismo com os Vinhos Finos de Altitude, outro selo de origem catarinense. A combinação entre clima, solo e altitude cria um ambiente propício para experiências gastronômicas mais sofisticadas, que incluem queijos artesanais, embutidos e produção local.
 
Santa Catarina contabiliza mais de 700 festas cadastradas, o que reforça a capacidade de manter o turismo ativo ao longo de todo o ano, movimentando mais de 50 atividades econômicas ligadas direta ou indiretamente ao setor.
 
Programe-se e aproveite o outono em SC
 
Entre as orientações destacadas no episódio, estão o uso de roupas em camadas, adequadas à variação térmica típica da estação; a reserva antecipada de hospedagens em períodos de maior demanda e a contratação de guias credenciados. 
 
Outro ponto apresentado pelo convidado é a redução de riscos típicos do verão, como a presença de animais peçonhentos, o que contribui para uma experiência mais segura em trilhas e áreas abertas. No fim, a dica que fica é: “curta Santa Catarina nas quatro estações”, recomenda Marinho. 
 
O segundo episódio do podcast “Descubra SC” teve coprodução da social media da Secom, Camile Ariadny, e está disponível no canal oficial do Governo de Santa Catarina no YouTube e nas principais plataformas de streaming de áudio.
Editora Bittencourt