sexta, 12 de agosto de 2022
03/02/2021

Clima no Congresso faz Ibovespa subir pelo terceiro dia seguido


Ibovespa sobe pelo terceiro dia seguido e, nesta quarta-feira (3), retomou os 119 mil pontos, com investidores e especialistas avaliando como positivo e prospectivo o compromisso do Congresso brasileiro com a pauta econômica.

Já o sinal misto das bolsas internacionais entra como limitador do ganho na B3, mas sem forças para empurrá-lo para o negativo. Apesar de dados mais fortes do que o esperado de emprego no setor privado em janeiro nos EUA, o presidente do Fed de Minneapolis, Neel Kashkari, avaliou que a retomada econômica deve ser “lenta” até que a pandemia da Covid-19 seja controlada.

No Brasil, nesta manhã, na solenidade de abertura dos trabalhos legislativos, Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara dos Deputados, e Rodrigo Pacheco (DEM-MG), do Senado, fizeram declaração conjunta. Ambos reiteraram o comprometimento com a reforma tributária, que tramita em duas propostas na Câmara e querem acelerar a reforma administrativa. À tarde, eles se encontrarão com o presidente Jair Bolsonaro para entrega desta declaração conjunta.

Dentre outros compromissos, o Congresso Nacional fez a promessa de tornar o processo de vacinas mais rápido no Brasil e de respeitar o teto de gastos, apesar de afirmar que avalia alternativas para retomar o auxílio emergencial. Lira falou em pauta para estabelecer o clima de tranquilidade no país. Também presente à solenidade, Bolsonaro disse que a “harmonia imperará” entre o Executivo e o Legislativo. À noite, Lira e Pacheco conversarão sobre a instalação da Comissão Mista de Orçamento (CMO).

– Se tudo isso for aprovado, não tem como deixar de gostar, de ficar otimista. É um começo. Se aprovar uma delas, será um marco, algo histórico. Será benéfico para o país, para atratividade de investidores voltados à produção, [e] pode estabilizar o capital, os juros em nível baixo e promover estabilização do câmbio – estima Bruno Musa, sócio da Acqua Investimentos.

Apesar do otimismo, Gustavo Cruz, estrategista da RB Investimentos, avalia que o mercado pode adotar alguma cautela no sentido de esperar para ver primeiro como essas ações prometidas pelo Congresso vão se tornar realidade.

– Tem de ver como serão os primeiros passos do Congresso. Fala-se em aprovar o Orçamento e a PEC Emergencial em breve. Tem ainda a [reforma] administrativa. Torcemos para que realmente seja aprovada. Porém, a agenda de reformas deve andar devagar. O mercado quer ver se, de fato, [isto] irá se concretizar – afirma Cruz.

O gestor Bruno Takeo, da Ouro Preto Investimentos, também prefere avaliar o atual cenário com cuidado.

– Por mais que o Lira e o Pacheco Rodrigo Pacheco tenham afirmado o compromisso com as contas públicas, é difícil ficar 100% otimista, dado que temos o centrão, que sempre tende a exercer pressão para aumentar despesa, o que pode colocar em riso o teto de gastos – avalia Bruno Takeo, gestor da Ouro Preto Investimentos.

OUTROS FATORES DE VALORIZAÇÃO
A valorização do Ibovespa ainda é reforçado pelo crescimento de 1,4% no lucro líquido gerencial do Santander Brasil no quarto trimestre em relação ao terceiro, e de 6,22% em relação ao quarto trimestre de 2019. As Units do banco subiam 2,20% às 11h44.

Apesar da alta de mais 1,5% nas cotações do petróleo no exterior, os papéis da Petrobrás avançavam entre 0,38% (PN) e 0,31% (ON). Investidores equilibram a valorização da commodity e os dados recordes de produção da estatal em 2020, com queda na produção de óleo no quarto trimestre. Além disso, a valorização de 1,90% na cotação do minério de ferro negociado no porto chinês de Qingdao impulsiona as ações de mineradoras (Vale On subia 1,30%) e siderúrgicas (CSN ON tinha alta de 2,06%). O Ibovespa subia 0,96%, aos 119.405,97 pontos.

– O exterior também contribui para a alta do Ibovespa. Saíram balanços fortes como os da Amazon e da Alphabet. São sinais importantes de que a economia americana está andando. Além disso, [contribuiu] a indicação de Mario Draghi para ser primeiro-ministro da Itália. [Ele] É um profissional super respeitado. Mais um motivo para alta das bolsas – diz Cruz, da RB.

O ex-presidente do Banco Central Europeu (BCE) aceitou o pedido do presidente da Itália, Sergio Mattarella, para que ele forme um novo governo. O economista, agora, iniciará a etapa de negociações com partidos e lideranças políticas, com o objetivo de tentar costurar uma coalizão majoritária no Parlamento. A Bolsa de Madri subiu 2,13% às 11h48.

*Estadão



Blog

Compra de euro em espécie ultrapassa dólar pelo segundo mês seguido no Itaú Unibanco

A aproximação da cotação do dólar e do euro, que chegou à paridade entre as duas moedas pela primeira vez em 20 anos em julho deste ano, levou a uma mudança de comportamento entre os brasileiros que compram moeda estrangeira em espécie. Pelo segundo mês consecutivo, a venda de euro em espécie superou a do dólar no Itaú Unibanco, com a moeda europeia representando 55% do total comprado pelos clientes pessoa física do banco durante julho.

 

“Na série histórica, o dólar representa em média 65% do total de moeda estrangeira em espécie vendida pelo Itaú aos seus clientes. Começamos a ver esse movimento de aproximação do euro em maio deste ano, quando ambas as moedas tiveram quase que o mesmo montante vendido no mês; em junho, o euro já passou a ser mais procurado, movimento que se ampliou no último mês e que já observamos como tendência neste mês -- na primeira semana de agosto, o euro segue superando o dólar nas vendas para clientes”, explica Gabriel Rombenso, superintendente de Câmbio do Itaú Unibanco.

 

A procura pelas duas moedas em espécie cresceu bastante este ano no Itaú, alcançando pico em março e superando o total comercializado no mesmo período de 2019, pré-pandemia. Clientes Itaú podem realizar a compra de moeda estrangeira via app, garantindo a taxa de câmbio no momento da transação, e efetuar a retirada de dólar e euro em espécie nos caixas exclusivos do Banco24Horas Moeda Estrangeira e na rede de agências Itaú habilitadas.

BOSS, da Hugo Boss irá abrir sua primeira loja em Santa Catarina

Conhecida por sua elegância e precisão, o grupo Hugo Boss chega à Santa Catarina com a primeira loja da BOSS, no Balneário Shopping. A abertura está prevista para o mês de outubro. É a 29ª loja no Brasil do grupo, e será aberta em um dos pontos mais badalados da América Latina, em Balneário Camboriú.  “A chegada da BOSS, principal marca do grupo Hugo Boss, ao mix do Balneário Shopping traz ainda mais sofisticação, qualidade e exclusividades para os clientes”, comenta Elizângela Cardoso, superintendente do Balneário Shopping.  
 
Pertencente ao grupo Hugo Boss, a BOSS expandiu além dos limites da alfaiataria para oferecer uma gama completa de roupas casuais, bodywear, acessórios e athleisure que formam um guarda-roupa completo. A variedade de produtos inclui produtos licenciados, como fragrâncias, óculos, relógios e roupas infantis.
 
Parte da nova geração de lojas da BOSS, a loja no Balneário Shopping tem como foco principal a criação de uma atmosfera convidativa para fazer o cliente sentir-se em casa. Isso é transmitido por meio de materiais arquitetônicos mais quentes como armários em madeira, assentos confortáveis, assim como o piso de granito. Tudo seguindo a nova identidade visual da marca, que conta com as cores branco, preto e camel, sendo destaques no contraste visual.

Novidades no mix do Balneário Shopping

Também estão chegando no próximo mês, no Balneário Shopping, as primeiras lojas da Ray-Ban e Sephora, em Santa Catarina. Além das marcas inéditas no estado também irão abrir suas lojas no mix do shopping a Oakley, Body for Sure, Quiksilver, Luiza Barcelos, Life by Vivara e Paquetá Esportes. “Estamos sempre buscando marcas que tragam as tendências e tenham qualidade para o mix do Balneário Shopping”, conta Elizângela Cardoso.    

Países do ‘BRICS’ debatem como alavancar qualificação para indústria 4.0

A qualificação de profissionais para ocupações cada vez mais tecnológicas é foco dos trabalhos de um grupo de especialistas do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, o chamado BRICS. A participação brasileira é liderada pela Confederação Nacional da Indústria, por meio do SENAI, a partir de indicação dos ministérios da Casa Civil e da Educação. O objetivo é criar estratégias para promover a capacitação padronizada entre os países.

“Somos reconhecidos por aliar a teoria e a prática. As discussões que estão em curso no grupo formado pelos países do BRICS vêm sendo amplamente abordadas em nossas formações. Não é uma agenda apenas de entidades privadas, ela exige políticas públicas mais robustas, com respaldo técnico e competência para guiar os debates”, destaca o diretor-regional do SENAI, Fabrizio Machado Pereira.

São oito grupos de trabalho, sendo um deles voltado para as áreas de inteligência artificial, machine learning e big data, coordenado pelo professor Valério Junior Piana, do Centro Universitário do SENAI em Chapecó. “Os grupos debatem temas como a falta de profissionais qualificados para atuar com as tecnologias da indústria 4.0 e as habilidades fundamentais para o futuro do trabalho, não apenas na indústria, mas também em outras áreas”, afirma Piana. “Estamos focando nas ocupações mais tecnológicas e o que fazer diante da falta de profissionais”, acrescenta.

Piana, que no SENAI coordena os cursos de graduação e pós-graduação em TI, cita, principalmente, a falta de profissionais qualificados na área de tecnologia para atuar com programação, automação e outros setores. O grupo de trabalho do BRICS atua com base no relatório do Fórum Econômico Mundial, que elenca habilidades que as pessoas precisam ter ou desenvolver, como criatividade, solução de problemas complexos, trabalho em equipe, entre outras, incluindo as habilidades e conhecimentos técnicos.

O grupo está elaborando uma proposta de esforço conjunto dos países para capacitar a força de trabalho. “Algumas alternativas que estamos sugerindo são a implementação de laboratórios-modelo, equipados para desenvolver as capacidades necessárias para o mundo do trabalho, e cursos de graduação e pós-graduação com currículos padronizados entre os países”, relata Piana.

O SENAI é referência mundial em qualidade de ensino. Capacita os trabalhadores da indústria por meio de educação profissional e superior, consultorias especializadas e serviços de inovação voltados ao desenvolvimento e à competitividade industrial. A instituição está presente em todos os estados brasileiros.

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