terça, 07 de dezembro de 2021
08/12/2020

Índice Nacional da Construção Civil sobe 1,82%, diz pesquisa do IBGE


O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) subiu 1,82% em novembro, a maior alta do ano e a maior variação desde julho de 2013. O resultado é 0,11 ponto percentual superior ao de outubro (1,71%). No ano, o acumulado ficou em 8,06%, enquanto nos últimos 12 meses é de 8,30% contra 6,48% nos 12 meses imediatamente anteriores. Em novembro de 2019, o índice ficou em 0,11%.

Os dados foram divulgados hoje (8), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o levantamento, o resultado do mês tem relação com o custo dos materiais de construção, que teve alta de 3,15%, aumento menor, mas bem próximo do observado em outubro (3,17%). Na comparação com novembro do ano anterior (0,17%), houve aumento de 2,98 pontos percentuais.

“O segmento de aço foi o que apresentou, em todas as regiões, uma maior alta. Dos três produtos com maior variação, dois são do segmento do aço. Também houve aumento considerável dentro do segmento de agregados (areia e pedra) e cerâmicas (tijolos e telhas cerâmicas), mas o aço teve uma subida de abrangência nacional, principalmente o vergalhão”, disse, em nota, o gerente da pesquisa, Augusto Oliveira.

Acordos coletivos

Segundo o analista, a mão de obra também exerceu influência no resultado do Sinapi de novembro por conta de acordos coletivos. A taxa registrou aumento de 0,25%, subindo 0,21 ponto percentual em relação ao mês anterior (0,04%) e 0,20 ponto percentual contra novembro de 2019 (0,05%).

“Houve captação de reajustes em três estados: Goiás, Rondônia, e principalmente, Rio Grande do Sul. Dessa forma, a parcela de mão de obra teve uma variação maior que em outubro, quando não foi observado esse tipo de reajuste”, disse.

Segundo o IBGE, a Região Sul, com alta significativa em materiais em todos os estados e reajuste nos salários dos profissionais no Rio Grande do Sul, ficou com a maior variação regional em novembro: 2,23%. A menor variação foi no Sudeste: 1,59%. As demais regiões apresentaram os seguintes resultados: Norte (1,90%), Nordeste (1,93%) e Centro-Oeste (1,79%).

Em relação aos custos regionais por metro quadrado, o Sul registrou o maior valor (R$ 1.305,70), seguido pelo Sudeste (R$ 1.295,73), Norte (R$ 1.266,21), Centro-Oeste (R$ 1.243,97) e Nordeste (R$ 1.173,31).



Blog

Empregadores têm até hoje para quitar parcelas suspensas do FGTS

Os empregadores que aderiram à suspensão temporária da arrecadação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) devem efetuar o pagamento da última parcela até hoje (7).

Implementada pela Medida Provisória 1.046/21, a suspensão por quatro meses do pagamento das contribuições ao FGTS foi tomada para ajudar empresas afetadas pela segunda onda da pandemia de covid-19.

Para fazer o pagamento, o empregador deve acessar a plataforma, gerar a guia “GRFGTS” e realizar o pagamento.

Para evitar o acréscimo de encargos e multa, o banco alerta que a quitação deve ser feita dentro do prazo.

A Caixa alerta que caso existam parcelas em aberto, é necessário regularizar até hoje, garantindo as condições especiais da Medida Provisória. O não recolhimento dos valores ao fundo gera impedimento ao empregador para emitir o Certificado de Regularidade do FGTS (CRF).

Ao todo, segundo a Caixa, R$ 5,9 bilhões em recolhimentos do FGTS foram suspensos por quatro meses, entre maio e agosto deste ano.

Mais de 100 mil empregadores aderiram à medida criada para preservar cerca de 7 milhões de empregos.

Caixa disponibiliza a Cartilha Operacional do Empregador em Downloads - FGTS - Manuais e Cartilhas.

Costa Verde & Mar promove capacitação on-line e gratuita para todos os profissionais do trade turístico

Uma das regiões turísticas brasileiras que mais atrai visitantes, a Costa Verde & Mar (SC) segue se preparando para a alta temporada com o objetivo de garantir a melhor oferta aos turistas. Para isso, vem promovendo diversas capacitações gratuitas sobre os atrativos locais para os profissionais do setor. A próxima, com data marcada para 16 de dezembro, será direcionada aos envolvidos com o trade turístico, como os agentes, guias, profissionais dos restaurantes, hotéis, comércios, receptivos, autônomos, entre outros que atuam no atendimento dos visitantes.

Aos prestadores de serviços serão apresentadas mais informações sobre cada um dos nove municípios da região, as suas características e as novidades da temporada. O treinamento também terá uma mostra dos roteiros de Ecoturismo e Aventura, Cultural, Circuito de Cicloturismo, Guia Náutico e Tour da Experiência. Os interessados poderão acompanhar a capacitação gratuita on-line através da sala de reunião virtual em dois horários: às 10h e às 16h. Não é necessário fazer inscrição.

Estado das rodovias do meio oeste de SC são entrave para o desenvolvimento da região

Emilio Schramm, vice-presidente da Fecomércio/SC, discutiu o tema com empresários locais

            A precariedade das rodovias do meio oeste catarinense impacta diretamente no desenvolvimento do comércio, da indústria e do turismo. Esta foi a principal reclamação de empresários da região durante visita de Emilio Schramm, vice-presidente da Fecomércio/SC, a Fraiburgo, Caçador, Curitibanos, Concórdia e Chapecó. Empreendedores locais explicaram esta preocupação durante encontros com o líder da Federação.

            Alexandre Simioni, proprietário da rede Passarela, que mantém unidades de atacarejo e supermercados em Concórdia, Caçador, Canoinhas, Curitibanos e Videira, em Santa Catarina, além de Bento Gonçalves e Erechim (RS), foi enfático. “O transporte diário de mercadorias da nossa frota de transporte sofre muito com o estado das estradas. Perdemos competitividade e possibilidades de crescimento”, apontou, reforçando que este gargalo é responsável por impedir a criação de milhares de empregos.

            Schramm ressaltou também as vidas perdidas diante do problema. Foraam quase 500 mortes nos últimos cinco anos somente na BR 282, a maior em extensão de Santa Catarina – 680,6 quilômetros que ligam a Capital ao extremo oeste do estado – e considerada o único caminho para escoar as riquezas exportáveis destas regiões, frutos da agroindústria. “O turismo desta região, rica em atrações, obviamente também é prejudicado”, ressaltou aos empresários.

 

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