terça, 20 de fevereiro de 2024
06/02/2024

Desempenho vitorioso


- José Zeferino Pedrozo, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de SC (Faesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC)

Nas últimas décadas a geração e a transmissão do conhecimento deixaram de ser monopólio da Universidade. O Sistema S é exemplo cabal das novas estruturas didático-pedagógicas que surgiram com a capacidade de profissionalizar – com elevado grau de eficiência – recursos humanos para os setores da agricultura, da indústria, do comércio e da prestação de serviços. Nessa contextura, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR/SC), entidade vinculada à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC), surgiu e consolidou-se como ente especializado no vasto e multifacetado universo rural barriga-verde. Com estrutura enxuta e aplicação superior a 90% dos recursos financeiros na atividade-fim, assumiu um extraordinário protagonismo na identificação das necessidades do setor primário de economia – agricultura, pecuária, pesca, reflorestamento, extrativismo etc. – e na oferta dos melhores e mais adequados produtos educacionais. 

Treinamento, conhecimento científico e informação de qualidade são indispensáveis ao sucesso das atividades produtivas. Esses insumos impregnaram todas as linhas de atuação. A amplitude da ação do SENAR/SC em território catarinense pode ser dimensionada pelos números que revelam seu desempenho instrucional em 2023 e que estão assim expressos: 139.846 catarinenses do campo, organizados em 6.380 turmas receberam 367.789 horas/aula de capacitação em Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), Formação Profissional Rural (FPR), Promoção Social (PS), Treinamento de Agentes Externos (TAE), entre outros.

Mais uma vez sobressaiu-se de forma retumbante e merece registro especial o programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) praticado pelo SENAR em território barriga-verde, pois essa notável linha de aperfeiçoamento profissional vem contribuindo significativamente para promover inovações no campo e fortalecer o empreendedorismo rural. A qualificação oferece ao produtor um modelo de adequação tecnológica associada à consultoria gerencial, que prioriza a gestão da atividade de forma eficiente.

Organizados em 296 turmas, 8.710 produtores e trabalhadores rurais foram capacitados pela ATeG em 2023. A implementação da ATeG aliada às demais ações do SENAR/SC e de outras entidades e órgãos transformou as propriedades catarinenses em excelentes exemplos de empreendedorismo e inovação no campo. O programa capacitou mais de 12.000 produtores rurais de vários segmentos em todas as regiões catarinenses nas 10 cadeias produtivas: agroindústria; agroindústria apícola; apicultura; bovinocultura de leite; bovinocultura de corte; fruticultura; maricultura; olericultura; ovinocultura de corte e piscicultura.

Outra exponencial alternativa de formação disponibilizada para o público rural foram os cursos da Rede e-Tec, que se constituíram em importantes ferramentas de formação e preparação de produtores rurais: Técnico em Agronegócio, Técnico em Zootecnia, Fruticultura  e Florestas. Por outro lado, mantiveram sua performance as linhas tradicionais, como a Formação Profissional Rural (FPR) e as atividades de Promoção Social.

O caráter gratuito de todos os produtos educacionais, linhas de atividades e programas instrucionais permite ampla abrangência e capilaridade da ação do SENAR/SC, beneficiando milhares de produtores, trabalhadores rurais e suas famílias. Esse acesso facilitado à ciência e ao conhecimento tem a capacidade de melhorar o desempenho profissional e/ou empresarial dos agentes econômicos do universo rural, catapultando-os para uma melhor qualidade de vida mediante o aumento da renda da propriedade rural.  

As prioridades da instituição são orientadas para a melhoria geral da qualidade de vida da população rural, elevação da produção/produtividade e implantação de um círculo virtuoso de desenvolvimento. Subsidiariamente, busca-se a obtenção de um nível superior de análise e de abstração que permita a interpretação de cenários e leve a decisões mais consistentes, transformando as propriedades rurais em verdadeiras empresas rurais. Sem dúvida, o SENAR/SC teve um desempenho vitorioso.



Blog

Importação de produtos industrializados tem novo recorde no Brasil

Reportagens publicadas pelo jornal O Estado de S. Paulo nesta semana (dia 12) mostram que a participação de produtos importados no consumo total de industrializados do Brasil atingiu níveis recordes nos últimos anos. Dados apurados junto à Federação das Indústrias de São Paulo (FIESP) mostram um aumento de 15,4% em 2013 para 23,4% nos dois últimos anos.

Na mesma linha, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) indica que o percentual dos importados foi 25,9% em 2022, a maior participação em duas décadas. Em 2019, antes da pandemia, o índice estava em 23,4%

Especialistas ouvidos pelo jornal indicam que entre os fatores internos responsáveis por este aumento estão as distorções do sistema tributário atual, o alto custo de capital e as deficiências de infraestrutura. 

No lado externo, é apontada a lenta recuperação do mercado interno chinês, que tem levado a um aumento no volume e uma redução nos preços dos produtos exportados pelos asiáticos.  

Como exemplo, dados apurados pela Abicalçados mostram que o calçado chinês entrou no Brasil durante o ano passado a um preço médio, em dólares, 12% inferior ao valor de antes da pandemia. 

Defesa comercial
Tal cenário, aponta o jornal, tem levado setores da indústria nacional a procurar medidas que preservem a concorrência. Desde o ano passado, 60 pedidos por medidas de defesa comercial chegaram à Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Algum destes pedidos já deram resultado, como a volta do imposto sobre as importações de carros híbridos e elétricos e a aplicação de medidas compensatórias sobre chapas e folhas de alumínio importadas da China.

Outra demanda do setor produtivo, a tributação de importações abaixo de US$ 50, continua aguardando definição. Em atuação conjunta da CNI com a Confederação Nacional do Comércio (CNC) foi protocolada em janeiro uma ação direta de inconstitucionalidade da isenção junto ao Supremo Tribunal Federal (STF).

FIESC vai aos Emirados Árabes em missão do governo de SC

Os diferenciais que fazem de Santa Catarina um estado atrativo para investimentos serão apresentados a empresários e autoridades dos Emirados Árabes na missão organizada pelo governo do estado, com participação do presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Mario Cezar de Aguiar.

“Temos excelentes portos, educação de qualidade que forma profissionais qualificados, uma diversidade produtiva ímpar no Brasil. Tudo isso faz de Santa Catarina uma potência. Temos apenas 1% do território, mas somos responsáveis pelo 6º maior PIB do Brasil”, afirma Aguiar, antecipando alguns dos pontos que destacará em sua apresentação na Câmara de Comércio de Dubai.

Em visitas a fundos de investimento, câmaras de comércio e órgãos governamentais em Dubai e Abu Dhabi, o presidente da FIESC espera ampliar a rede de relacionamento com o empresariado local e divulgar os números positivos que fazem de SC um excelente ambiente para se fazer negócios. 

A missão do governo catarinense ao país do oriente médio ocorrerá de 17 a 25 de fevereiro, e vai contar ainda com a participação dos secretários Juliano Froehner (Articulação Internacional), Cleverson Siewert (Fazenda), Vânia Franco (Articulação Nacional), Danieli Porporatti (secretária-geral de Governo) e do presidente da SCPAR, Renato Lacerda. Também viajam com o governador Jorginho Mello o presidente da Assembleia Legislativa, Mauro de Nadal, o deputado estadual Antídio Lunelli, a presidente da Acafe, Luciane Ceretta, e o prefeito de Balneário Camboriú, Fabrício de Oliveira.

No ano de 2023, Santa Catarina exportou US$315,1 milhões para os Emirados Árabes Unidos e importou US$17,35 milhões. As vendas catarinenses foram lideradas por carnes de frango, motocompressores para refrigeração, madeira de pinus e carne suína. Já os cinco principais produtos de importação foram fios de cobre, copolímeros de propileno, produtos laminados magnéticos, fios de ligas de alumínio e outros polietilenos.

EM PORTO ALEGRE, PRESIDENTE DA PORTOS RS DETALHA PLANEJAMENTO DE AÇÕES COM O GOVERNO DO ESTADO

Com o objetivo de aprofundar as pautas debatidas no último dia 29 de janeiro, o governador do estado, Eduardo Leite, e o secretário estadual de logística e transportes, Juvir Costella, realizaram reunião, ontem (14), no Palácio Piratini, em Porto Alegre com o presidente da Portos RS, Cristiano Klinger, e o gerente de planejamento e desenvolvimento da Empresa Pública, Fernando Estima.

Além de falar sobre os números das movimentações do ano passado e dos investimentos realizados em infraestrutura, também foram mencionados durante o encontro temas relevantes para o contexto portuário gaúcho, como a concessão do Cais Mauá, em Porto Alegre, e a dragagem da hidrovia, obra considerada fundamental para o desenvolvimento econômico do estado.

A reunião de alinhamento também serviu para repassar ao governador um cronograma das ações que serão executadas nos três portos públicos ao longo de 2024. O presidente da Portos RS, Cristiano Klinger, falou sobre a importância da realização de reuniões periódicas com o governo do estado e a Secretaria Estadual de Logística e Transportes (Selt), a qual a Empresa Púbica está vinculada.

“Reuniões de alinhamento com o governador Eduardo Leite e com o secretário Juvir Costella nos permitem caminharmos dentro daquilo que é planejado pelo estado para o seu desenvolvimento. Enquanto autoridade portuária, atuamos de forma a garantir o funcionamento das unidades em conformidade com os parâmetros exigidos, mas sempre de forma integrada com o pensamento da gestão”, disse Klinger.

Lula tem causado muitos problemas em SC, diz secretário Tiago Bolan Frigo

O Secretário Executivo da Aquicultura e Pesca, Tiago Bolan Frigo assinou portaria liberando a Pesca Artesanal da lula em Santa Catarina!  Pelo texto da portaria, fica permitido para a pesca artesanal desembarcada e embarcada o uso da tarrafa e outros petrechos artesanais.

O Secretário alega o risco de os pescadores artesanais estarem operando na ilegalidade e que a medida é para proteger a atividade em Santa Catarina. Ele reclama que o Ministério da Pesca não tem sido parceiro com vistas à regulamentação da pesca do molusco no Estado. 

Segundo ele, a Secretaria seguiu determinação do Governador Jorginho Mello de fortalecer e apoiar o pescador catarinense. 

Confira o teor da Portaria SAQ nº 1/2024, de 09/02/2024 

 Considerando o caráter emergencial e que a Instruçãolinha-de-mão (zangarilho) com auxílio de atrativo luminoso  
Normativa Interministerial MPA/MMA nº 10/2011 não contempla as artes de pesca tradicionais, como a pesca da lula realizada com zangarilhos e tarrafas, causando grande transtorno para os pescadores, pois leva-os a atuar em situação de ilegalidade.
Considerando que a pesca artesanal possui grande diversidade de pequenos petrechos, sua característica básica,
sendo necessária a soma de várias pescarias para gerar renda aos pescadores, possibilitando sua subsistência.
RESOLVE:
Art. 1º Estabelecer normas para pesca artesanal de lula no Estado de Santa Catarina.
§ 1º. Entende-se por pesca artesanal: quando praticada diretamente por pescador profissional, de forma autônoma ou
em regime de economia familiar, com meios de produção próprios ou mediante contrato de parceria, desembarcado,
podendo utilizar embarcações de pequeno porte (até 20 AB): I. Fica permitido para a pesca artesanal desembarcada e
embarcada o uso da tarrafa, linha-de-mão (zangarilho) com auxílio de atrativo luminoso.
Art. 2º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação no Diário Oficial do Estado, com validade até 30 de março de 2024.

Redes Sociais

O Secretário usou suas redes sociais para anunciar a medida e justificar a decisão. Ele informa que a polícia ambiental do Estado é parceira na decisão e critica o Ministério da Pesca pela falta de parceria.  "O Ministério não tem sido parceiro e a gerência regional do Ministério da Pesca é politiqueira, mentirosa, e tem atrapalhado o avanço da pesca e do pescado catarinense." Finaliza alegando que o pescador não é bandido.

Fecomércio vai a Brasília em defesa do PERSE

No dia 7 próximo, o presidente da Fecomércio Santa Catarina, Hélio Dagnoni, estará em Brasília participando de uma mobilização crucial para a manutenção do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (PERSE), uma pauta de grande importância para o setor do turismo. A revogação do PERSE foi inserida na Medida Provisória (MP) 1202/2023, publicada no final do ano passado.

O PERSE foi estabelecido pela Lei n. 14.148, de 3 de maio de 2021, com o objetivo de compensar os setores econômicos impactados pelas medidas de combate à pandemia da Covid-19. Essa compensação ocorreu pela redução a zero das alíquotas dos tributos IRPJ, CSLL, PIS e COFINS ao longo de 60 meses, sendo o benefício condicionado ao cumprimento dos requisitos estabelecidos pelo art. 2º da Lei e pela Portaria ME n. 7.163/2021.

"O setor de eventos desempenha um papel fundamental na dinâmica econômica e cultural de Santa Catarina. Estamos empenhados em contribuir para a formulação de medidas que possibilitem a efetiva recuperação desse segmento, promovendo não apenas a retomada das atividades comerciais, mas também a preservação de empregos e a vitalidade da economia local. A justificativa do governo para o fim do PERSE argumenta que o setor já se recuperou do impacto da pandemia, o que não corresponde à realidade. Estamos progredindo com muito esforço, mas ainda não podemos falar em recuperação integral", ressalta o presidente.

Desempenho vitorioso
- José Zeferino Pedrozo, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de SC (Faesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC)

Nas últimas décadas a geração e a transmissão do conhecimento deixaram de ser monopólio da Universidade. O Sistema S é exemplo cabal das novas estruturas didático-pedagógicas que surgiram com a capacidade de profissionalizar – com elevado grau de eficiência – recursos humanos para os setores da agricultura, da indústria, do comércio e da prestação de serviços. Nessa contextura, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR/SC), entidade vinculada à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC), surgiu e consolidou-se como ente especializado no vasto e multifacetado universo rural barriga-verde. Com estrutura enxuta e aplicação superior a 90% dos recursos financeiros na atividade-fim, assumiu um extraordinário protagonismo na identificação das necessidades do setor primário de economia – agricultura, pecuária, pesca, reflorestamento, extrativismo etc. – e na oferta dos melhores e mais adequados produtos educacionais. 

Treinamento, conhecimento científico e informação de qualidade são indispensáveis ao sucesso das atividades produtivas. Esses insumos impregnaram todas as linhas de atuação. A amplitude da ação do SENAR/SC em território catarinense pode ser dimensionada pelos números que revelam seu desempenho instrucional em 2023 e que estão assim expressos: 139.846 catarinenses do campo, organizados em 6.380 turmas receberam 367.789 horas/aula de capacitação em Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), Formação Profissional Rural (FPR), Promoção Social (PS), Treinamento de Agentes Externos (TAE), entre outros.

Mais uma vez sobressaiu-se de forma retumbante e merece registro especial o programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) praticado pelo SENAR em território barriga-verde, pois essa notável linha de aperfeiçoamento profissional vem contribuindo significativamente para promover inovações no campo e fortalecer o empreendedorismo rural. A qualificação oferece ao produtor um modelo de adequação tecnológica associada à consultoria gerencial, que prioriza a gestão da atividade de forma eficiente.

Organizados em 296 turmas, 8.710 produtores e trabalhadores rurais foram capacitados pela ATeG em 2023. A implementação da ATeG aliada às demais ações do SENAR/SC e de outras entidades e órgãos transformou as propriedades catarinenses em excelentes exemplos de empreendedorismo e inovação no campo. O programa capacitou mais de 12.000 produtores rurais de vários segmentos em todas as regiões catarinenses nas 10 cadeias produtivas: agroindústria; agroindústria apícola; apicultura; bovinocultura de leite; bovinocultura de corte; fruticultura; maricultura; olericultura; ovinocultura de corte e piscicultura.

Outra exponencial alternativa de formação disponibilizada para o público rural foram os cursos da Rede e-Tec, que se constituíram em importantes ferramentas de formação e preparação de produtores rurais: Técnico em Agronegócio, Técnico em Zootecnia, Fruticultura  e Florestas. Por outro lado, mantiveram sua performance as linhas tradicionais, como a Formação Profissional Rural (FPR) e as atividades de Promoção Social.

O caráter gratuito de todos os produtos educacionais, linhas de atividades e programas instrucionais permite ampla abrangência e capilaridade da ação do SENAR/SC, beneficiando milhares de produtores, trabalhadores rurais e suas famílias. Esse acesso facilitado à ciência e ao conhecimento tem a capacidade de melhorar o desempenho profissional e/ou empresarial dos agentes econômicos do universo rural, catapultando-os para uma melhor qualidade de vida mediante o aumento da renda da propriedade rural.  

As prioridades da instituição são orientadas para a melhoria geral da qualidade de vida da população rural, elevação da produção/produtividade e implantação de um círculo virtuoso de desenvolvimento. Subsidiariamente, busca-se a obtenção de um nível superior de análise e de abstração que permita a interpretação de cenários e leve a decisões mais consistentes, transformando as propriedades rurais em verdadeiras empresas rurais. Sem dúvida, o SENAR/SC teve um desempenho vitorioso.

Projetando investimentos de US$ 5 trilhões, economia americana abre oportunidades para indústria de SC

O governo dos Estados Unidos estima investimentos de US$5 trilhões para movimentar a economia do país até 2030. A expectativa inclui os recursos do próprio governo em três grandes programas e também os investimentos privados, que chegam a reboque da iniciativa governamental. “O momento não poderia ser melhor para a aproximação entre o Brasil e os Estados Unidos, quando completamos 200 anos de relações comerciais. E as empresas catarinenses estão atentas a esse movimento”, destacou o ministro interino da Seção Comercial da Embaixada norte-americana no Brasil, Joel Reynoso. Na última década, Santa Catarina foi o estado brasileiro que teve o maior crescimento nos investimentos nos Estados Unidos, saindo de 2% para 10%. 


O interesse das indústrias catarinenses na internacionalização para os Estados Unidos e também nas exportações para o mercado norte-americano é um fato já consumado. O presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Mario Cezar de Aguiar, lembrou que os EUA são o destino principal das exportações de produtos manufaturados produzidos no estado.  

No Select USA, evento do Departamento de Comércio dos EUA realizado com suporte do consulado dos EUA no Brasil nesta sexta-feira (2/2) em Florianópolis, cerca de 200 empresários catarinenses puderam conhecer os cases de internacionalização da Tupy - primeira empresa brasileira a abrir uma subsidiária nos EUA -, da WEG, da SoftExpert e também da Schaefer Yachts. Também ouviram a experiência da Whirlpool, subsidiária da gigante norte-americana que fez o caminho inverso, e investiu no estado com a operação da Consul. “Eventos como esses dão uma direção para empresas que buscam a exportação e a internacionalização. É uma oportunidade ímpar conhecer a trajetória de outras empresas para se inspirar”, afirmou Aguiar. 

Trilhões em oportunidades

O especialista em internacionalização do consulado geral dos Estados Unidos, André Leal, destacou que os três programas de investimentos do governo dos EUA podem gerar oportunidades de negócios relevantes para empresas que desejam acessar o mercado norte-americano. “Esse é um momento raro na história americana, com investimentos que podem chegar a US$ 5 trilhões em uma década. Empresas que atuam nos segmentos de infraestrutura, por exemplo, podem se beneficiar dos incentivos do governo dos EUA por meio do Acordo Bipartidário de Infraestrutura, aprovado em 2021”, salientou. 

O segundo programa em destaque também abre portas para empresas brasileiras em um segmento que tem atraído muita atenção, os negócios que favorecem a descarbonização e geração de fontes renováveis de energia. Os investimentos previstos para reduzir a emissão de carbono dos EUA em 40% até 2030 chegam a US$430 bilhões. O programa que incentiva empresas a produzirem semicondutores em território norte-americano também é uma oportunidade de negócios indireta para empresas brasileiras.  

Experiências catarinenses

De origem catarinense, a Tupy hoje é líder mundial no mercado de componentes estruturais. E o mercado norte-americano tem um papel significativo nesta conquista. “Cerca de 60% da receita externa da Tupy vem dos Estados Unidos. Temos 18 clientes lá, e somos parceiros estratégicos desses negócios, desenvolvendo produtos em conjunto, ou customizando. Temos 300 produtos diferentes no mercado norte-americano e em praticamente todos somos o único fornecedor no mundo”, explicou o CEO da empresa, Fernando Rizzo.

A WEG, nascida em Jaraguá do Sul, fez sua primeira exportação nos anos 70 e os Estados Unidos foram o primeiro país a receber uma filial comercial da fabricante de motores e transformadores elétricos fora do Brasil. ”Somos hoje a segunda maior empresa no segmento de motores de baixa tensão no mercado norte-americano e a terceira maior em transformadores elétricos”, destacou o diretor de Sustentabilidade e Relações Institucionais, Daniel Godinho.

Na via contrária, a Whirlpool viu na catarinense Consul uma oportunidade para acessar tecnologia e um mercado com enorme potencial de crescimento. “Estamos desde 1997 no Brasil, e hoje somos o segundo mercado mais relevante para a Whirlpool, atrás apenas dos EUA. A partir da operação no Brasil, hoje desenvolvemos produtos para vários países. Nossa parceria com a UFSC nos Laboratórios de Pesquisa em Refrigeração e Termofísica (Polo) nos permite exportar conhecimento”, afirmou o diretor de relações institucionais da Whirlpool, Eduardo Vasconcelos.

Desafios

O tamanho do mercado norte-americano, a facilidade de se fazer negócios e uma cultura e valores similares contribuem para a atratividade dos EUA como destino dos projetos de internacionalização. Mas nem tudo são flores, conforme destacou Ricardo Lepper, Presidente SoftExpert. “É preciso se planejar, ter um produto realmente inovador e preços competitivos. Os americanos buscam muitas referências, querem saber quem são seus outros clientes e sempre buscam o melhor. Na hora de desenvolver seu produto, leve em conta as necessidades deles e inove”, recomendou. Desde 2019 atuando no mercado dos EUA, a SoftExpert tem clientes nos mais diversos segmentos, incluindo a área de Defesa aérea, considerada estratégica para o país.

Para Maurício Schaefer, fundador da Schaefer Yachts, desenvolver produtos pensando nas necessidades do mercado norte-americano é essencial para o sucesso das empresas que pretendem expandir seus negócios. “Vale a pena investir em novos produtos focados nos EUA, pois eles são uma vitrine para o mundo. Abre possibilidades de negócios em outras partes do mundo. A percepção é de que se você é bem sucedido lá, seu produto é bom e sua empresa é confiável”, destacou.

Fonte: Fiesc

Porto de São Francisco adere ao Pacto Global da ONU

O Porto de São Francisco do Sul se tornou signatário do Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU), iniciativa que estimula companhias a adotar práticas que promovam o crescimento sustentável e a cidadania. 
O Pacto Global está baseado em dez princípios universais, derivados da Declaração Universal de Direitos Humanos, da Declaração da Organização Internacional do Trabalho, da Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e da Convenção da ONU Contra a Corrupção.
As organizações que passam a fazer parte do Pacto Global se comprometem a seguir esses princípios no cotidiano de suas operações. 
Entre os compromissos que o Porto assumiu, estão o respeito aos direitos humanos, abolição do trabalho infantil e eliminação da discriminação no emprego. 
Também deve promover a responsabilidade ambiental e incentivar o desenvolvimento de tecnologias ambientalmente amigáveis, além de combater todas as formas de corrupção.
A partir de agora, o Porto deve reportar anualmente à ONU seu progresso em relação a esses objetivos.
Com a iniciativa, o Porto passa a integrar uma lista de cerca de 60 portos no mundo que adotaram o mecanismo de incentivo às práticas de sustentabilidade e cidadania, além de fazer parte de um seleto grupo de portos brasileiros que aderiram ao Pacto.
O Pacto Global é hoje a maior iniciativa de sustentabilidade corporativa do mundo, com mais de 16 mil membros, entre empresas e organizações, distribuídos em 160 países.
Para o diretor de Operações e Logística do Porto, Pablo Fonseca, a adesão ao Pacto Global da ONU representa um avanço na modernização da gestão portuária, alinhando-se às melhores práticas globais, em mais um passo em seu compromisso de gerar negócios que impulsionem a economia sustentável.
“Estamos assumindo o compromissão com a implementação das nossas ações em consonância com as tendências mundiais, como o respeito ao ecossistema em que atuamos e a promoção dos direitos humanos entre os colaboradores”. 
Para Fonseca, um exemplo concreto desse compromisso é a futura obra de dragagem do canal de acesso ao complexo portuário, que será conduzida com prioridade ao respeito pela vida marinha da Baía da Babitonga.

 

Soltar amarras para crescer

Escrito por Carlos Rodolfo Schneider - empresário

O Brasil vem crescendo muito abaixo do que poderia e deveria, já há muitos anos, com alguns esporádicos anos fora da curva. Motivo relevante é a baixa produtividade e reduzida competitividade da nossa economia, exceção feita especialmente ao agronegócio, onde temos expressivas vantagens comparativas internacionais. Uma série de fatores interligados explicam as nossas dificuldades de competir com economias mais dinâmicas nas demais cadeias de bens comercializáveis: alta carga tributária, baixa disponibilidade de poupança interna, baixa taxa de investimentos, infraestrutura precária, serviços públicos deficientes, excesso de burocracia, engessamento do orçamento público.

As despesas correntes, isto é, os gastos para manter a máquina pública, tem crescido nas últimas décadas. Isso tem forçado o aumento da carga tributária, que passou da faixa de 25% do PIB na década de 1990, para 33% a 35% nos últimos anos. Além disso, levou a uma redução na taxa de investimentos de 25% para o intervalo de 15% a 18%. Investimentos em infraestrutura, fundamentais para que o país possa crescer, caíram de 5% do PIB para perto de 1%, o que não é suficiente nem para repor a depreciação do que aí está. Além disso, o governo em muitas ocasiões tem captado parcela relevante da poupança da sociedade para se financiar, o que pressiona a taxa de juros, outro importante componente do pesado Custo Brasil.

Para melhorar o ambiente de negócios no país, temos que continuar fazendo mudanças, reformas micro e macroeconômicas, que preparem o país a liberar-se da armadilha da renda média. Já fizemos importantes avanços com as reformas previdenciária e trabalhista, e temos agora uma grande oportunidade de avançar numa reforma tributária, mesmo que parcial, para simplificar a caótica estrutura de impostos. Necessário fazer o alerta para que se resista à pressão pelo aumento da carga tributária, e para a manutenção ou concessão de privilégios para segmentos ou agentes econômicos com maior capacidade de fazer lobby, levando a aumento de carga para os demais.

Muitas das amarras podem ser resolvidas com reformas infraconstitucionais, de mais fácil aprovação, a exemplo das já aprovadas Lei de Liberdade Econômica, independência do Banco Central e minirreforma política que restabeleceu a cláusula de barreira, privatização da Eletrobrás. Temos que aumentar o ritmo de ajustes, dada a ainda grande defasagem em relação às economias mais eficientes. A própria Reforma Tributária precisa ter uma segunda tranche de simplificações, e um importante esforço para redução da pesada carga de impostos, a mais elevada entre os países emergentes, que penaliza empresas e famílias no país. Isso requer que o Estado precise de menos recursos, isto é, que o gasto público seja mais eficiente. A tão aguardada Reforma Administrativa é um passo importante nessa direção, juntamente com medidas apenas gerenciais, que melhorem processos administrativos, preenchendo os cargos com quadros qualificados, cujo desempenho seja reconhecido por uma meritocracia de fato, ao contrário do que hoje acontece.

Outro ponto importante a enfrentar, apontado com frequência por analistas externos, é a falta de senso de urgência no Brasil, o hábito de procrastinar as mudanças necessárias. Como exemplo, a falta de regulamentação até hoje de vários artigos da importante Lei de Responsabilidade Fiscal editada no ano 2000. Como o artigo 67, que prevê a criação de um Conselho de Gestão Fiscal (CGF), que seria uma instituição fiscal independente, um xerife das contas públicas, composto por representantes da sociedade civil e do poder público, com a missão de orientar e vigiar tanto receitas como despesas públicas. É um instrumento que outros países, que têm uma boa equação fiscal, têm usado com sucesso para aumentar a eficiência do gasto público e por consequência reduzir o peso do Estado sobre a sociedade. O Movimento Brasil Eficiente (BEM) se empenhou para implantar o CGF ao propor a regulamentação do artigo 67 por meio do projeto de lei de autoria do então senador Paulo Bauer. Aprovado por unanimidade no Senado em 2015, o projeto sofreu alterações na Câmara dos Deputados, que eliminam os representantes da sociedade civil da sua composição, o que precisa ser revisto. Em reunião recente com o presidente da Câmara Arthur Lira, representantes das Federações da Indústria do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Paraná formalizaram um pleito para a retomada do trâmite deste importante projeto de lei, com as necessárias readequações. Entendem as três federações que o poder público deve aprender a fazer mais com menos, para que também a sociedade consiga fazer mais, e especialmente o setor industrial, o mais dinâmico da economia, possa cumprir o seu potencial de contribuir com o desenvolvimento do nosso país.

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