terça, 09 de agosto de 2022
21/07/2021

Svitzer investe R$ 150 milhões para geração de 500 empregos no nordeste


A Svitzer está investindo R$ 150 milhões no nordeste do Brasil, trazendo quatro embarcações para atender as demandas dos portos de Suape e Pecém. O director principal da Svitzer Brasil, Daniel Reedtz Cohen, conta um pouco de seu momento e o porquê de o Brasil ser tão importante para as Américas hoje. Com o investimento, haverá a criação de 500 empregos no estaleiro Rio Maguari, em Belém.

Revista Portuária: Porque a Svitzer está entrando em novos portos?

Daniel: Temos seis anos no mercado brasileiro e conseguimos estabelecer um negócio próspero no sul e sudeste do país. Com isso, estabelecemos uma base de clientes e, em conversa com eles, surgiu o interesse em levar o nosso serviço ao nordeste do país, se estendendo pela costa toda. Avaliamos com nossos clientes quais seriam os próximos passos para entrarmos e é isso que estamos fazendo: crescendo com nossos clientes e entrando em mercados onde eles estão com seus negócios em expansão.

Revista Portuária: Para Svitzer, qual o potencial para crescimento no Brasil?

Daniel: O Brasil faz parte de uma estratégia maior, na nossa região de Américas. A Svitzer opera rebocadores em 12 países nas Américas e o Brasil é um dos mais importantes do nosso portfólio nesta região e um dos que possui maior potencial. Vemos muito potencial principalmente com o crescimento de exportação, que já demonstra ser uma tendência. Além disso, também vemos potencial na importação, o que para nós é um mercado interessante e demonstra sinergia com nossas outras operações na região.

Revista Portuária: Por que o Brasil é tão importante como mercado?

Daniel: Para responder essa questão, vou utilizar o exemplo do ano passado, que foi bastante diferente por causa da pandemia.  E vimos em 2020 uma exportação bastante forte aqui no Brasil. Para nós, isso foi uma surpresa, porque esperávamos um impacto negativo maior, mas a economia continuou aquecida e o que contribuiu para isso foi a exportação. Este exemplo demonstra o quanto a economia brasileira é forte e um mercado muito importante para exportação para vários países do mundo. Nos atentamos a este potencial, que só reforça a importância do Brasil como país de exportação. Também vemos este fator como reflexo na importação, acreditamos que haverá crescimento deste mercado futuramente e queremos fazer parte disso.

Revista Portuária: Por que a Svitzer está crescendo tão rápido no Brasil?

Daniel: Somos os maiores operadores de rebocadores do mundo, com cerca de 450 embarcações espalhadas em todo o mundo e experiência de décadas. Temos experiência e qualidade além da média e essa é a nossa força globalmente. O que estamos tentando fazer no Brasil é combinar o alto nível de qualidade com as forças locais. No Brasil, por exemplo, o nível do marítimo é de alta qualidade, o que demonstra a sinergia em trazer nossa estrutura. Já construímos boa parte da nossa frota no Brasil utilizando fornecedores locais e acredito que a união entre experiência e qualidade, combinados com os fatores locais, foi o que permitiu nosso rápido crescimento e a conquistar tantos clientes.

Revista Portuária: Qual o impacto dos seus investimentos?

Daniel: Como empresa operando no Brasil, entendemos a importância de estarmos inseridos na sociedade e na cidade. Isso reflete na nossa responsabilidade em investir na economia local. O que fazemos com cada nova filial e empresa é focar em fornecedores locais, tanto na mão-de-obra, quanto nas peças para os rebocadores ou outros tipos de suprimentos. Para nós, é fundamental fazer parte das sociedades portuárias, comunidade local, autoridades, enfim, tudo o que envolve as cidades com portos.



Blog

Países do ‘BRICS’ debatem como alavancar qualificação para indústria 4.0

A qualificação de profissionais para ocupações cada vez mais tecnológicas é foco dos trabalhos de um grupo de especialistas do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, o chamado BRICS. A participação brasileira é liderada pela Confederação Nacional da Indústria, por meio do SENAI, a partir de indicação dos ministérios da Casa Civil e da Educação. O objetivo é criar estratégias para promover a capacitação padronizada entre os países.

“Somos reconhecidos por aliar a teoria e a prática. As discussões que estão em curso no grupo formado pelos países do BRICS vêm sendo amplamente abordadas em nossas formações. Não é uma agenda apenas de entidades privadas, ela exige políticas públicas mais robustas, com respaldo técnico e competência para guiar os debates”, destaca o diretor-regional do SENAI, Fabrizio Machado Pereira.

São oito grupos de trabalho, sendo um deles voltado para as áreas de inteligência artificial, machine learning e big data, coordenado pelo professor Valério Junior Piana, do Centro Universitário do SENAI em Chapecó. “Os grupos debatem temas como a falta de profissionais qualificados para atuar com as tecnologias da indústria 4.0 e as habilidades fundamentais para o futuro do trabalho, não apenas na indústria, mas também em outras áreas”, afirma Piana. “Estamos focando nas ocupações mais tecnológicas e o que fazer diante da falta de profissionais”, acrescenta.

Piana, que no SENAI coordena os cursos de graduação e pós-graduação em TI, cita, principalmente, a falta de profissionais qualificados na área de tecnologia para atuar com programação, automação e outros setores. O grupo de trabalho do BRICS atua com base no relatório do Fórum Econômico Mundial, que elenca habilidades que as pessoas precisam ter ou desenvolver, como criatividade, solução de problemas complexos, trabalho em equipe, entre outras, incluindo as habilidades e conhecimentos técnicos.

O grupo está elaborando uma proposta de esforço conjunto dos países para capacitar a força de trabalho. “Algumas alternativas que estamos sugerindo são a implementação de laboratórios-modelo, equipados para desenvolver as capacidades necessárias para o mundo do trabalho, e cursos de graduação e pós-graduação com currículos padronizados entre os países”, relata Piana.

O SENAI é referência mundial em qualidade de ensino. Capacita os trabalhadores da indústria por meio de educação profissional e superior, consultorias especializadas e serviços de inovação voltados ao desenvolvimento e à competitividade industrial. A instituição está presente em todos os estados brasileiros.

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