segunda, 08 de agosto de 2022
12/03/2021

O que é reserva de emergência e onde investi-la?


Por Danilo Gato*

A reserva de emergência é uma das ações mais importantes em um bom planejamento financeiro, vamos entender o porquê.

Todo investimento presume tempo, ou seja, normalmente investimos para ter benefícios financeiros em algum momento do futuro. A questão é que, entre hoje e essa data futura, podemos ter imprevistos financeiros na nossa vida, como: danos em bens materiais, desemprego, auxílio a familiares, entre outras situações.

Nessas situações, normalmente vamos precisar de dinheiro com certa urgência. O problema é que, normalmente na nossa carteira, existem vários investimentos que não permitem resgate no meio do caminho ou até mesmo investimentos como ações, por exemplo, que até permitem a venda a qualquer momento, mas dependendo do mercado podemos ter prejuízos.

Então, fica claro que se precisarmos resgatar os investimentos da nossa carteira sem planejamento, podemos ter altos prejuízos e comprometer a realização dos nossos objetivos.

Por isso, todos os investidores precisam ter uma reserva de emergências. Ela consiste em um valor que devemos ter aplicado em investimentos muito seguros e de alta liquidez (que permitem resgate a qualquer momento) para que possamos usá-lo no caso de imprevistos. Essa reserva é considerada separadamente de nossas carteiras para os outros objetivos.

Mas quanto devemos ter guardado na reserva de emergências?

É um consenso no mercado financeiro que um valor acumulado de aproximadamente 6 meses dos seus gastos básicos investidos para a reserva de emergências é suficiente para superar a maioria dos imprevistos. Investidores que querem ter ainda mais segurança podem ter até 1 ano de suas despesas básicas para esse tipo de reserva.

Todo investidor iniciante deveria ter como principal objetivo inicial consolidar sua reserva de emergências.

É extremamente comum, na empolgação inicial para investir em opções mais arriscadas e rentáveis, os iniciantes negligenciarem a reserva de emergência, apenas para verem suas carteiras destruídas nos próximos anos porque tiveram que resgatá-las por causa de algum imprevisto. Então, realmente precisamos consolidá-la antes de começarmos a investir para outros objetivos.

Quais investimentos são bons para a reserva de emergência?

Normalmente, buscamos investimentos que possuam 3 características principais:

1 - Alta liquidez: muitos investimentos não podem ser resgatados a qualquer momento. Isso seria um grande problema se tivéssemos algum imprevisto e precisássemos do dinheiro com urgência. Por isso, precisamos escolher apenas as opções que permitem resgate imediato, ou seja, que possuam alta liquidez.

2 - Estabilidade: se fizermos o cálculo para nossa reserva possuir o equivalente a 6 meses dos nossos gastos, ela precisa ter, no mínimo, sempre esse valor disponível para resgate. Não podemos usar opções onde o valor investido fica oscilando, como ações, por exemplo.

3 - Segurança: essa reserva é feita para emergências, logo, não podemos correr o risco de usarmos investimentos arriscados ou de procedência duvidosa, já que poderia acontecer uma situação delicada de o dinheiro “desaparecer” bem no momento que precisamos.

Notem que não citei rentabilidade. Para a reserva de emergência, ela é apenas um fator de desempate entre as opções que seguem os 3 fatores acima. Se um investimento é mais rentável, mas não possui alguma das 3 características principais, ele não é compatível e não deve ser utilizado.

Hoje, algumas das opções mais populares para a reserva de emergência, que possuem as 3 características, são:

- CDBs com liquidez diária: são investimentos emitidos por bancos que são considerados muito seguros porque são protegidos pelo FGC (uma espécie de seguro que reembolsa os investidores em até R$ 250.000,00 no caso de falência do banco). Porém, precisa ser a opção com liquidez diária, já que as outras só permitem resgate no vencimento.

- Tesouro Selic: é o título mais conservador do Tesouro Direto e o único que normalmente pode ser resgatado a qualquer momento sem perdas. É considerado por muitos o investimento mais seguro do país.

- Fundos DI: são fundos de investimento muito conservadores que investem praticamente todo seu patrimônio em investimentos muito seguros, como o próprio Tesouro Selic. Também podem ser resgatados a qualquer hora.

- Contas correntes remuneradas de bancos digitais: essa é uma modalidade muito recente, mas que está ganhando muito espaço por sua praticidade. Alguns bancos digitais possuem esse serviço, onde só de transferirmos nosso dinheiro para a conta corrente, ele automaticamente passa a render a taxa Selic diariamente. São considerados seguros porque esse dinheiro das contas fica separado do patrimônio do banco.

Então, fica aqui minha recomendação para quem está começando a investir agora: consolidem primeiramente a reserva de emergência para que possam depois investir para outros objetivos com mais tranquilidade e segurança.

 

*Danilo Gato é um educador financeiro, autor do livro “Aprenda a Investir seu dinheiro”, criador do canal Finanças em desenho e possui mais de 5 anos de experiência atuando no mercado financeiro com planejamento de proteção financeira para mais de mil famílias e ensinando investidores a investir por conta própria através do seu curso de investimentos, que já conta com dezenas de alunos formados e capacitados a administrar seus próprios investimentos. Mais informações @financas_em_desenho


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Países do ‘BRICS’ debatem como alavancar qualificação para indústria 4.0

A qualificação de profissionais para ocupações cada vez mais tecnológicas é foco dos trabalhos de um grupo de especialistas do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, o chamado BRICS. A participação brasileira é liderada pela Confederação Nacional da Indústria, por meio do SENAI, a partir de indicação dos ministérios da Casa Civil e da Educação. O objetivo é criar estratégias para promover a capacitação padronizada entre os países.

“Somos reconhecidos por aliar a teoria e a prática. As discussões que estão em curso no grupo formado pelos países do BRICS vêm sendo amplamente abordadas em nossas formações. Não é uma agenda apenas de entidades privadas, ela exige políticas públicas mais robustas, com respaldo técnico e competência para guiar os debates”, destaca o diretor-regional do SENAI, Fabrizio Machado Pereira.

São oito grupos de trabalho, sendo um deles voltado para as áreas de inteligência artificial, machine learning e big data, coordenado pelo professor Valério Junior Piana, do Centro Universitário do SENAI em Chapecó. “Os grupos debatem temas como a falta de profissionais qualificados para atuar com as tecnologias da indústria 4.0 e as habilidades fundamentais para o futuro do trabalho, não apenas na indústria, mas também em outras áreas”, afirma Piana. “Estamos focando nas ocupações mais tecnológicas e o que fazer diante da falta de profissionais”, acrescenta.

Piana, que no SENAI coordena os cursos de graduação e pós-graduação em TI, cita, principalmente, a falta de profissionais qualificados na área de tecnologia para atuar com programação, automação e outros setores. O grupo de trabalho do BRICS atua com base no relatório do Fórum Econômico Mundial, que elenca habilidades que as pessoas precisam ter ou desenvolver, como criatividade, solução de problemas complexos, trabalho em equipe, entre outras, incluindo as habilidades e conhecimentos técnicos.

O grupo está elaborando uma proposta de esforço conjunto dos países para capacitar a força de trabalho. “Algumas alternativas que estamos sugerindo são a implementação de laboratórios-modelo, equipados para desenvolver as capacidades necessárias para o mundo do trabalho, e cursos de graduação e pós-graduação com currículos padronizados entre os países”, relata Piana.

O SENAI é referência mundial em qualidade de ensino. Capacita os trabalhadores da indústria por meio de educação profissional e superior, consultorias especializadas e serviços de inovação voltados ao desenvolvimento e à competitividade industrial. A instituição está presente em todos os estados brasileiros.

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