terça, 20 de janeiro de 2026
20/01/2026

Exportação de café do Brasil: Recorde de US$ 15,6 Bi em 2025 apesar de queda no volume


Brasil exportou café por US$ 15,6 bi em 2025, recorde apesar de 21% menos volume (40 mi sacas). Dezembro caiu 18,4%, com arábica -10% e robusta -61%. Preços altos compensaram; setor alerta para clima e safras futuras. Dados do Cecafé.

O Brasil, maior produtor mundial de café, alcançou um marco histórico em 2025: exportações no valor de US$ 15,6 bilhões. Esse recorde veio mesmo com uma redução de quase 21% no volume total embarcado, que chegou a 40 milhões de sacas de 60 kg. Por que isso aconteceu? Preços mais altos compensaram a menor quantidade, beneficiando produtores em um ano desafiador.?

Motivos por trás do recorde de receita

Os preços internacionais do café dispararam em 2025, impulsionados por secas em regiões produtoras e alta demanda global. Assim, cada saca exportada rendeu mais, elevando a receita total apesar da queda no volume. O relatório do Cecafé, grupo de exportadores, destaca que essa dinâmica mostra a resiliência do setor brasileiro.?

Na prática, isso significa que produtores priorizaram qualidade sobre quantidade, vendendo grãos premium a valores elevados. Mas será que essa tendência se mantém? Fatores climáticos e estoques mundiais podem alterar o cenário em 2026.

Desempenho em dezembro

Em dezembro, as exportações de café verde caíram 18,4% em relação a 2024, totalizando 2,86 milhões de sacas. O café arábica, carro-chefe brasileiro, registrou redução de 10%, com 2,63 milhões de sacas embarqueadas. Já o robusta despencou mais de 61%, para 222.147 sacas, afetado por menor produção e concorrência de outros países.?

Esses números refletem o fim de ano com estoques mais baixos e logística apertada. Para o leitor do setor, vale notar: o arábica ainda domina 92% das exportações, mas o robusta precisa de recuperação para equilibrar riscos.

Impactos para produtores e economia

Esse recorde injeta divisas cruciais na balança comercial brasileira, apoiando milhares de famílias no campo. Regiões como Minas Gerais e Espírito Santo, principais polos cafeeiros, sentem o efeito positivo em empregos e investimentos. No entanto, a queda no volume levanta alertas sobre sustentabilidade: mudanças climáticas ameaçam safras futuras.?

Comparado a anos anteriores, 2025 supera 2024 em valor, mas exige estratégias como irrigação e diversificação. O que isso significa para o consumidor? Preços no varejo podem subir, mas a qualidade do café brasileiro segue imbatível.

Comparação de exportações: Arábica vs. Robusta

Tipo de Café Volume Dez/2025 (sacas) Variação vs. Dez/2024 Participação Total
Arábica 2,63 milhões -10% 92%
Robusta 222.147 -61% 8%
Verde Total 2,86 milhões -18,4% 100%
 

Perspectivas para 2026

Com safra 2025/2026 em curso, especialistas preveem volumes maiores se o clima ajudar. O Cecafé recomenda monitoramento de pragas e mercados. Para quem investe no agronegócio, o momento é de planejar: alta de preços pode não durar para sempre. Esse recorde reforça o Brasil como líder global, mas exige adaptação constante.



Blog

CNI abre 4 escritórios no exterior para fortalecer presença internacional da indústria brasileira

Como estratégia para fortalecer a competitividade da indústria brasileira no cenário global, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) anuncia a abertura de quatro escritórios de representação em regiões estratégicas para a promoção dos interesses da indústria brasileira no exterior. As novas unidades funcionarão em Nova York (EUA), Xangai (China), Munique (Alemanha) e Dubai (Emirados Árabes Unidos). O anúncio será feito pelo presidente da CNI, Ricardo Alban, durante reunião de diretoria da entidade, na próxima terça-feira (30).

O objetivo da iniciativa é ampliar a inserção do Brasil nas cadeias globais de valor, conectando a indústria nacional a oportunidades de negócios, investimentos e inovação. Além disso, os escritórios vão apoiar empresas brasileiras no acesso a mercados externos e vão promover investimentos estrangeiros no Brasil.

De acordo com Alban, o movimento é parte essencial da agenda de reindustrialização do país, visando superar o desafio da pauta exportadora brasileira, ainda concentrada em produtos de baixo valor agregado. 

“Se queremos uma indústria competitiva e inovadora, precisamos ocupar espaço no mundo, ainda mais diante de um cenário internacional desafiador, marcado por novas barreiras comerciais e pelo aumento de tarifas. Os escritórios vão aproximar nossas empresas de mercados-chave, possibilitar parcerias estratégicas e ampliar a visibilidade internacional do Brasil. Nossa missão é clara: defender os interesses da indústria brasileira, reduzir vulnerabilidades e transformar esses desafios em oportunidades para levar a indústria brasileira ao mundo e trazer o mundo para a nossa indústria”, diz Ricardo Alban. O presidente da CNI destaca ainda que o Brasil é o 24º no ranking de exportadores globais e responde por apenas 1,2% do comércio mundial, segundo dados da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Dados da CNI mostram que a China é o principal parceiro comercial do Brasil, destino de 28% das exportações brasileiras em 2024. Embora a pauta seja concentrada em commodities agrícolas e minerais, cresce o espaço para diversificação em bens manufaturados, tecnologias verdes e soluções industriais. Os Estados Unidos aparecem como o segundo maior parceiro do Brasil e são o principal destino dos investimentos greenfield brasileiros no exterior (aqueles que começam um empreendimento internacional do zero), com crescimento de 52,3% na última década.

A Europa, por sua vez, responde por 16,7% das exportações brasileiras e mantém investimentos consistentes no país há mais de duas décadas, reforçando a importância para a indústria nacional. Já Dubai consolidou-se como o principal hub logístico e comercial do Oriente Médio e Norte da África, atuando como plataforma de reexportação para dezenas de mercados da região. Entre 2023 e 2024, as exportações brasileiras para os Emirados Árabes Unidos cresceram 44% em valor.

“A presença de pontos focais da indústria brasileira nesses mercados estratégicos permite apoiar nossas empresas em cadeias de valor sofisticadas, fomentar parcerias tecnológicas e industriais de alto valor agregado, cultivar relacionamentos institucionais essenciais e posicionar o Brasil como destino atrativo para investimentos”, destaca Alban.

Realizada em parceria com a Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade (InvestSP), a iniciativa reforça a cooperação institucional para ampliar resultados. O secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, Jorge Lima, explica que a InvestSP já dispõe de infraestrutura física e equipes locais, otimizando custos e garantindo maior agilidade na operação. 

“A parceria entre a agência e a CNI reforça a atuação conjunta para promover competitividade e o desenvolvimento industrial, contribuindo para a criação de mais emprego e renda para a população”, destacou Lima.

Além desses quatro escritórios, a CNI está em tratativas com a própria InvestSP e outras instituições, como a Apex Brasil, em busca de parceria para criar outras unidades, ampliando ainda mais a presença da indústria brasileira no exterior. 

A estratégia prevê funções específicas para cada escritório:

Nova York: defesa dos interesses da indústria brasileira nos EUA, fortalecimento da imagem setorial e suporte em agendas institucionais de alto nível.
Xangai: mobilização de investimentos e parcerias em inovação e P&D, além de apoio a delegações brasileiras em feiras, missões e eventos estratégicos.
Munique: coordenação regional na Europa, com foco em financiamento, inovação, sustentabilidade e manufatura avançada.
Dubai: articulação para ampliar a presença brasileira nos mercados do Oriente Médio e da Índia, com foco na atração de investimentos produtivos e na ampliação das oportunidades para a indústria nacional.
Os escritórios internacionais da CNI também vão apoiar as federações estaduais de indústria e os conselhos empresariais bilaterais, que funcionam como espaços de negócios e diálogo de alto nível entre empresas brasileiras e estrangeiras. A iniciativa prevê a realização de rodadas de investimento e a aproximação entre companhias nacionais e internacionais em mercados prioritários, como Emirados Árabes, Índia e China.

Cada escritório terá sua própria agenda de atividades para os próximos 12 meses, atualmente em fase de definição. Entre as ações já previstas está a Semana da Indústria em Nova York, programada para 2026, e um seminário de investimentos na China.

Bunge permanece como a maior empresa de Santa Catarina

 Santa Catarina se destaca no cenário nacional por apresentar indicadores que demonstram a qualidade de vida de seus habitantes, como o baixo nível de desemprego, por exemplo. Ao jogar luz sobre o desempenho das empresas, não é diferente. As companhias sediadas em Santa Catarina exibiam em junho 2025 um dos menores índice de inadimplência do Brasil, com apenas 25,9% das empresas negativadas, de acordo com estudo mensal da Serasa Experian. O indicador contempla a quantidade de empresas brasileiras que estão em situação de inadimplência, ou seja, possuem pelo menos um compromisso vencido e não pago. A fama de boas pagadoras pode ser conferida no recorte das cem maiores por estado no ranking das 500, onde Santa Catarina apresenta o menor índice de endividamento (52,5%) quando comparadas com suas concorrentes do Paraná (58%) e do Rio Grande do Sul (56%). O índice se mantém nesse nível pelo menos desde 2022.

As cem maiores também conseguiram aumentar o patrimônio (de uma soma total de R$ 132,6 bilhões para R$ 165,8 bilhões), a receita (de R$ 342,1 bilhões para R$ 379,3 bilhões) e o lucro (de R$ 25 bilhões para R$ 32,3 bilhões), enquanto a soma dos prejuízos ficou praticamente estável (R$ 1,2 bilhão) e a rentabilidade média diminuiu um pouco (de 10,7% para 9,8%).

As cinco primeiras colocações se mantiveram, com a Bunge sendo a maior empresa de Santa Catarina, seguida por BRF, WEG, Cooperativa Central Aurora Alimentos e Engie. O Grupo Havan subiu do décimo para o sexto lugar, sendo seguido de perto pelo Sicoob Central SC/RS que estreia no ranking ao apresentar um balanço que congrega várias unidades da cooperativa de crédito. Enquanto a Whirlpool se manteve em oitavo lugar, a Celesc caiu para o nono e a Tupy é a décima, um decréscimo de quatro colocações (veja todos os detalhes nas tabelas a seguir, que também revelam as 50 maiores receitas líquidas, os 50 maiores patrimônios líquidos e os destaques em outros indicadores de desempenho, como os maiores capitais de giro, por exemplo).

Sobre o critério de classificação das empresas – Para revelar quem é quem entre as empresas do Sul, a Revista AMANHÃ e a PwC Brasil construíram um indicador exclusivo: o Valor Ponderado de Grandeza (VPG). O índice reflete, de forma equilibrada, o tamanho e o desempenho das empresas, a partir de um cálculo que considera os três grandes números de um balanço: patrimônio líquido (que tem peso de 50% no cálculo do VPG), receita líquida (40%) e lucro líquido ou prejuízo (10%). O ranking é baseado em balanços do exercício de 2024 publicados ao longo do primeiro semestre de 2025.

No evento, os executivos Bruno Machado Teixeira, gerente executivo de relação com investidores da Intelbras, Lucas Döhler, diretor industrial da Döhler, e Alexandra Oliveira, diretora da planta de Joinville da Whirlpool, participaram do painel "O futuro e o legado das empresas que impulsionam a região Sul".  

Com informações do Grupo Amanhã.

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação

Sapiens Parque amplia conexões internacionais em conferência mundial na China

Foto: Divulgação / Sapiens Parque

Os diretores Eduardo Vieira, Julia Kurtz e Fernando Bez representaram o Sapiens Parque na 42ª Conferência Mundial da Associação Internacional de Parques Científicos e Tecnológicos (IASP), realizada entre 15 e 19 de setembro em Pequim, na China. O evento reuniu líderes e especialistas de mais de 70 países para debater tendências e o futuro do ecossistema global de ciência, tecnologia e inovação.

Com programação sediada no Centro Nacional de Convenções da China e no Parque Científico Zhongguancun Changping – um dos polos mais importantes de pesquisa e empreendedorismo do mundo –, a conferência trouxe discussões sobre temas como desenvolvimento da força de trabalho, acessibilidade e equidade social nos espaços de inovação, além de apresentar estratégias que estão moldando os ecossistemas tecnológicos em diferentes continentes.

Durante a missão, a comitiva do Sapiens realizou uma visita técnica ao TusPark, em Pequim, considerado o maior parque científico universitário do mundo. Conectado à Universidade Tsinghua, o espaço abriga mais de 1.500 empresas e instituições, incluindo multinacionais, gigantes da tecnologia chinesa e startups de ponta. Em mais de três décadas de atuação, o TusPark já incubou mais de 10 mil empresas, consolidando-se como referência global em inovação e empreendedorismo.

Outro destaque da participação catarinense foi a entrada oficial do Sapiens Parque como membro da IASP. Em cerimônia realizada durante a conferência, o diretor-presidente Eduardo Vieira recebeu a certificação que marca a nova etapa de internacionalização do parque.

“Essa conquista fortalece a visibilidade do Sapiens no cenário global, amplia nossas conexões estratégicas e abre novas oportunidades de colaboração com ecossistemas de inovação em diferentes partes do mundo. Ampliar essa internacionalização é um pedido do governador Jorginho Mello que tem feito investimentos importantes no parque nesses últimos dois anos. Acabamos de finalizar mais uma obra de infraestrutura e isso vai atrair mais empresas interessadas em se instalar no Sapiens Parque”, destacou Vieira.

Abertas as inscrições para o 9º Prêmio Nacional de Inovação

Estão abertas as inscrições para a 9ª edição do Prêmio Nacional de Inovação (PNI). Podem participar empresas de diferentes portes do setor industrial, pequenos negócios de todos os setores, empresas incentivadas pela Lei do Bem e ecossistemas de inovação do país, além de pesquisadores com projetos de inovação realizados com indústrias ou pequenas empresas.

Para as empresas e pesquisadores, as inscrições já podem ser feitas no site do PNI. Já, para os ecossistemas, o sistema abre na próxima sexta-feira (26). Em ambos os casos, o prazo termina em 21 de novembro.

Acesse o site do Prêmio Nacional de Inovação e confira o regulamento de cada categoria: https://www.premiodeinovacao.com.br/

A iniciativa é da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI) e do Juntos pela Indústria. A premiação é realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), em correalização com o Serviço Social da Indústria (SESI), o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), o Instituto Euvaldo Lodi (IEL) e o e o Ministério de Ciência Tecnologia e Inovação (MCTI).
 
O PNI tem como propósito reconhecer soluções inovadoras de instituições e de pesquisadores que atuam no país e reforçar a mensagem do papel fundamental da inovação não só na produtividade e competitividade dos negócios, como também na sociedade e no desenvolvimento do Brasil. A edição 2025 acontece de forma integrada à Jornada Nacional da Inovação da Indústria - caravana que está percorrendo as 27 Unidades da Federação - e ao 11º Congresso de Inovação da Indústria, que acontece em março do ano que vem.


Prêmio terá votação popular
A metodologia de avaliação do prêmio mudou nesta edição. Os projetos de inovação serão avaliados pela efetividade no mercado, com base em resultados mensuráveis e impacto positivo na sociedade.

Na primeira etapa, os candidatos passarão por análise de um comitê de especialistas, responsável pela seleção de finalistas do prêmio. A fase final será decidida por voto popular dos participantes credenciados durante o 11º Congresso de Inovação da Indústria, que ocorrerá em São Paulo, entre 25 e 26 de março de 2026.

“O Prêmio Nacional de Inovação já tem tradição no nosso ecossistema. Neste ano, quisemos valorizar as soluções ligadas à transformação digital dos negócios e ao desenvolvimento sustentável. Vamos mostrar o impacto real das soluções e abrir voto popular para definir os vencedores”, destaca o diretor de Desenvolvimento Industrial, Tecnologia e Inovação da CNI, Jefferson Gomes.

O diretor-técnico do Sebrae, Bruno Quick, destaca que ciência é o melhor investimento. "Quem tem uma ideia inovadora ou disposição de empreender com inovação tem o nosso apoio, por meio de ações como o Prêmio Nacional de Inovação. O Brasil tem esse ativo muito importante que é o conhecimento. A premiação é uma excelente oportunidade de canalizar esse conhecimento para acelerar o desenvolvimento de empresas e de todo o país”, destacou Bruno Quick.

Conheça os eixos temáticos para o reconhecimento das empresas no PNI
A segunda novidade são os eixos temáticos, no reconhecimento à transição energética as empresas serão agraciadas nas categorias descarbonização e recursos renováveis. E no eixo da transformação digital as categorias são inteligência artificial para produtividade e digitalização de negócios.

O PNI também terá uma nova categoria, de soluções inovadoras alavancadas por recursos originados do incentivo federal da Lei do Bem.

Conheça as modalidades
Empresas: pequenos negócios, médias e grandes empresas 


Pesquisadores: de pequenos negócios, média empresa e grande empresa 


Ecossistemas: de pequeno porte, médio porte ou grande porte 


Lei do Bem: pequenas, médias e grandes empresas beneficiadas pela lei


Prêmio já teve mais de 16 mil inscritos em oito edições


Em oito edições, o PNI teve 16,5 mil inscritos e 113 vencedores, das cinco regiões do país. A inscrição é gratuita e todos os inscritos recebem um relatório de feedback da avaliação. Além de certificados e do troféu da premiação, os finalistas vão receber ampla divulgação em mídia e participar do 11º Congresso de Inovação da Indústria, que vai acontecer em março de 2026, em São Paulo. Os ganhadores também participarão de uma imersão em ecossistemas de inovação internacional a ser personalizada para o grupo.

27 setores industriais estão pessimistas, segundo pesquisa da CNI

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) Setorial caiu em 12 dos 29 setores industriais em setembro, mostra levantamento divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quinta-feira (25). Com isso, o total de segmentos pessimistas aumentou de 25, em agosto, para 27, em setembro. Apenas as empresas farmoquímicas e farmacêuticas e as fabricantes de produtos diversos seguem otimistas. 

“A indústria vem perdendo ritmo desde o início do ano, sobretudo, por causa das taxas de juros elevadas. Os juros altos reduziram a demanda por produtos cujas compras costumam ser parceladas pelos consumidores. Como a indústria é bastante encadeada e uma empresa depende da outra, esse efeito se espalhou entre os setores”, explica Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI.

O ICEI vai de 0 a 100 pontos. Valores abaixo de 50 pontos indicam falta de confiança dos empresários; acima, confiança. 

Empresários do Centro-Oeste voltam a demonstrar confiança
O Centro-Oeste foi a região onde se registrou o maior aumento do ICEI em setembro: alta de 3,1 pontos, passando de 47,7 pontos para 50,8 pontos. Com isso, a região migrou de um estado de falta de confiança para um estado de confiança. No Nordeste, o indicador aumentou 0,7 ponto, alcançando os 51,5 pontos.

Em setembro, o ICEI subiu 0,8 ponto no Sudeste e 0,2 ponto no Sul. Apesar disso, os empresários dessas regiões continuam pessimistas, uma vez que o índice permanece abaixo da linha divisória. 

•    Sul – 43,5 pontos.
•    Sudeste – 45,3 pontos;

O ICEI do Norte não mudou entre agosto e setembro. O índice permanece em 47,9 pontos, sinalizando pessimismo entre os empresários da região.

Pessimismo continua entre todos os portes de empresas
O ICEI subiu 0,9 ponto, de 46 para 46,9 pontos, entre as médias indústrias; aumentou 0,6 ponto, de 46,6 para 47,2 pontos, entre as grandes; mas caiu 0,6 ponto, de 46,3 para 45,7 pontos entre as pequenas. 

O índice permanece abaixo de 50 pontos em todos os portes analisados, sinalizando que a falta de confiança entre os empresários que comandam pequenas, médias e grandes indústrias continua. 

Sobre o ICEI Setorial
Para esta edição do ICEI Setorial, a CNI consultou 1.768 empresas: 720 de pequeno porte; 626 de médio porte; e 442 de grande porte, entre 1º e 10 de setembro de 2025.

Safra de Café no Sudeste Chega ao Fim e Exportações Ganham Fôlego pelo Porto de Itaguaí

A colheita da safra 2024/25 de café na região Sudeste do Brasil foi oficialmente encerrada em julho, marcando o início de uma nova etapa para o setor: a exportação dos grãos colhidos. Segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), o país manteve sua posição como maior produtor e exportador mundial de café, registrando o terceiro maior volume da história.

São Paulo e Minas Gerais, principais estados produtores do café arábica, registraram queda na produtividade, reflexo da bienalidade negativa e das condições climáticas adversas. Ainda assim, a safra nacional alcançou 55,7 milhões de sacas, com destaque para a variedade conilon, que teve um desempenho recorde graças à estabilidade climática no Espírito Santo.

Esse resultado é estratégico para o Brasil manter sua liderança global, especialmente diante do crescimento contínuo da demanda mundial pela bebida. Estimativas da Organização Internacional do Café (USDA) apontam que, diariamente, são consumidas cerca de 485 mil sacas de 60 kg em todo o planeta. Atualmente, a Europa lidera o consumo, com 53,7 milhões de sacas adquiridas na última safra, o que representa 30,35% da demanda global. No entanto, a China vem se destacando como um novo polo consumidor: o consumo chinês cresceu 150% nos últimos dez anos, com previsão de 6,3 milhões de sacas negociadas na próxima safra, número bem superior à sua produção nacional, segundo o USDA.

Apesar da alta demanda e do bom desempenho da colheita, o Cecafé divulgou um dado preocupante: em julho de 2025, o Brasil deixou de exportar 508.732 sacas de café, o equivalente a 1.542 contêineres, resultando em uma perda de R$ 1,084 bilhão em receita cambial. Um dos principais motivos foram os atrasos e alterações nas escalas dos navios. O Boletim Detention Zero (DTZ), desenvolvido pela startup ElloX Digital em parceria com o Cecafé, revelou que 51% dos navios registraram problemas em julho, 167 embarcações de um total de 327 nos portos brasileiros, incluindo os terminais de contêineres de Santos e os da cidade do Rio de Janeiro.

Diante desse cenário, o Sepetiba Tecon, terminal de contêiner localizado no Porto de Itaguaí, tem ganhado relevância e se consolidado como uma opção estratégica para o escoamento das exportações, oferecendo escalas semanais para a China e Europa, principais destinos do café brasileiro. “Além da regularidade das escalas, para escoar todo o volume exportado sem gargalos logísticos, são necessários acessos rodoviários e ferroviários, sem a interferência dos centros urbanos, e gates abertos com antecedência. Nós reunimos todos esses requisitos, o que justifica a escolha dos produtores de café que operam conosco”, afirma Guilherme Vidal, gerente-geral do Sepetiba Tecon.

Para Ronald Pires de Moraes, Gerente Administrativo de Exportação da Cooxupé - Cooperativa de Cafeicultores de Guaxupé, é essencial criar novos corredores logísticos para ampliar as possibilidades e garantir alternativas de escoamento: “A pulverização do embarque do café é necessária para evitar prejuízos em toda a cadeia produtiva. O Porto de Itaguaí é uma das opções que temos para que a carga não sofra com os atrasos recorrentes de embarque”, diz Moraes.

A expectativa do Sepetiba Tecon para os próximos meses é de crescimento dos embarques, para consolidar ainda mais a posição estratégica do Porto de Itaguaí na logística cafeeira brasileira.

Portonave é reconhecida internacionalmente por redução nas emissões de gases poluentes

No ano em que celebra 18 anos de operações, a Portonave, primeiro terminal portuário privado de contêineres do país, foi destaque na cerimônia do Prêmio Marítimo das Américas 2025, realizado pela Comissão Interamericana de Portos (CIP) da Organização dos Estados Americanos (OEA), no Peru. Vencedora na categoria Operações Portuárias Verdes e Gestão Sustentável, com o projeto “Transição Energética na Atividade Portuária e seu Impacto na Redução de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE)”, a Companhia foi reconhecida pelas boas práticas no segmento portuário nas Américas.

O transporte marítimo representa aproximadamente 3% das emissões globais, segundo a Organização Marítima Internacional (IMO). Com o objetivo de contribuir para um setor mais limpo, a Companhia está alinhada à visão de desenvolvimento sustentável de sua acionista, a Terminal Investment Limited (TiL), e adota ações estratégicas para isso. A Portonave é certificada no Sistema de Gestão Ambiental (ISO 14001) e, desde 2010, faz o monitoramento das emissões de GEE, com base no Greenhouse Gas (GHG) Protocol, referência mundial na verificação e qualificação de organizações.

Entre 2015 e 2024, houve uma redução de 63% nas emissões de gases poluentes nas operações do terminal – o equivalente a aproximadamente 79 mil toneladas de carbono. Um passo importante foi, em 2016, a eletrificação dos 18 guindastes para movimentação de contêineres, os Rubber Tyred Gantries (RTGs), que passaram a operar com energia elétrica – uma redução de 96,5% nas emissões de GEE. Outros investimentos em equipamentos ecológicos – como empilhadeiras – e em fontes de energia renovável – placas solares – também são permanentes. 

Recentemente, a Companhia anunciou a compra de equipamentos 100% elétricos, que totalizam R$ 439 milhões: dois novos guindastes para movimentação de cargas nos navios, os Ship-to-Shore (STS) Cranes, mais 14 guindastes eletrificados para as operações no pátio de contêineres, os Rubber Tyred Gantry (RTGs), uma empilhadeira elétrica e dois novos Scanners para inspeção de cargas. 

Por serem elétricos, os novos equipamentos contribuem para a redução do uso de combustíveis fósseis e das emissões de GEE. A empilhadeira e os Scanners já iniciaram as operações, enquanto os demais equipamentos têm previsão de chegada para o próximo ano.

Atualmente, a Portonave realiza a Obra de Adequação do Cais para receber navios maiores, de até 400 metros de comprimento, ter mais eficiência operacional e preparar a estrutura para a instalação do sistema shore power. Esse sistema possibilitará que os navios atracados recebam energia elétrica, o que contribuirá consideravelmente para operações mais limpas – uma tecnologia inédita entre os portos brasileiros. Com isso, o Terminal Portuário unirá operações eficientes e de excelência ao crescimento sustentável do setor.  

Zero emissões indiretas até 2027 🚫

Outra prática, alinhada à pauta climática, é a aquisição de energia renovável. De 2022 a 2024, foram adquiridos certificados de energia renovável (I-REC), que, somados, correspondem a 199.744 MWh (unidade de energia). Para os próximos anos, a Companhia já fechou contratos de compra de energia renovável certificada, garantido zero emissões no Escopo 2 até 2027.

Parcerias pelo futuro sustentável 🌏

Como membro da Aliança Brasileira para Descarbonização de Portos, iniciativa que surgiu de uma parceria entre o Porto de Itaqui e o Valencia Ports, a Portonave busca soluções integradas por meio da colaboração de diversos atores nacionais e internacionais, como outros portos e empresas. Também, realiza um levantamento sobre os riscos das mudanças climáticas na infraestrutura portuária, que inclui a elaboração de um plano de ação, em parceria com a Universidade do Vale do Itajaí (Univali) – com publicação prevista para este segundo semestre.

Desempenho por TEU movimentado 🚢

O Terminal Portuário possui um indicador próprio para avaliar seu desempenho em relação às emissões, o Indicador de Pegada de Carbono, que considera as toneladas de carbono equivalente (tCO₂e) por TEU (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés) movimentado. No ano passado, alcançou seu menor índice (0,003 tCO₂e/TEU), uma redução de 80% em relação a 2015 (0,016 tCO₂e/TEU).

Sobre o prêmio 🏆

Criado em 2014, o Prêmio Marítimo das Américas, organizado pela Comissão Interamericana de Portos (CIP) da Organização dos Estados Americanos (OEA), reconhece iniciativas de destaque no segmento portuário em sustentabilidade e inovação. Neste ano, o reconhecimento das melhores práticas foi destinado a três categorias: Gestão de Riscos de Desastres, Operações Portuárias Verdes e Gestão Sustentável e Relação Porto-cidade. 

Sobre a Portonave ✅

A empresa está localizada em Navegantes, Litoral Norte de Santa Catarina, e iniciou suas atividades em 2007, como o primeiro terminal portuário privado do Brasil. Atualmente, são 1,3 mil empregos diretos e 5,5 mil indiretos. No ranking nacional, a Portonave, em 2024, esteve entre os três portos que mais movimentam contêineres cheios de longo curso, sendo o primeiro em Santa Catarina, de acordo com o Datamar. Além do destaque pela excelência operacional, a Companhia está comprometida com as práticas ESG (Meio Ambiente, Social e Governança) e investe permanentemente em projetos que visam desenvolver a comunidade.

Governo de SC fortalece o ensino técnico para gerar emprego, inovação e crescimento com CaTec+

Foto: Marco Favero/Arquivo/Secom GOVSC

O CaTec+, programa do Governo de Santa Catarina que faz parte do movimento Educação Levada a Sério, busca a melhoria do planejamento da oferta de cursos técnicos alinhada às demandas do setor produtivo, a ampliação da oferta de vagas em parceria e o fortalecimento da oferta na rede estadual, ampliando portfólio de cursos integrados ao ensino médio. O objetivo é intensificar o desenvolvimento do ensino técnico para estimular a geração de emprego, a inovação e o crescimento do estado.

“O ensino técnico possibilita uma experiência diferente e enriquecedora para os nossos alunos. Eles podem sair da escola com mais um diploma, o que aumenta as chances deles conseguirem um emprego mais rapidamente. O CaTec+ marca uma grande transformação no ensino técnico e tenho certeza que será um diferencial em Santa Catarina. E depois do ensino médio e técnico, o estudante pode cursar a graduação que sempre sonhou com o programa Universidade Gratuita”, ressalta o governador Jorginho Mello.

Ampliar o acesso à educação profissional e tecnológica de qualidade é um dos grandes pilares desta gestão. Somente entre 2023 e 2024, houve aumento das matrículas em 150%, saltando de 12 mil para 30 mil. Com o CaTec +, haverá o lançamento de 35 mil novas vagas por meio de parcerias com empresas privadas e 15 mil através da rede estadual de ensino. A oferta de cursos ocorrerá em todas as regiões do estado, com cursos vocacionados de acordo com os arranjos produtivos locais.

“Nós construímos nesses últimos três meses um amplo mapeamento das necessidades e das demandas dos arranjos produtivos regionais. Estamos ofertando essas vagas em cursos regionalizados, vocacionados por região, a fim de que essa força de trabalho atenda a necessidade dos arranjos produtivos e melhore a empregabilidade desse egresso”, destaca a secretária de Estado da Educação, Luciane Bisognin Ceretta.

Cabe ressaltar ainda que Secretaria de Estado da Educação (SED) encerrou em agosto a elaboração da Política de Educação Profissional e Tecnológica para o Território Catarinense. A política organizará a oferta de ensino técnico com o objetivo de promover a formação técnica da juventude catarinense alinhada com as demandas do setor produtivo catarinense e desenvolver economicamente todas as regiões do estado.

Educação Levada a Sério
O Governo de Santa Catarina, por meio da SED, lançou o programa Educação Levada a Sério, o maior pacote de investimentos do Governo do Estado na história da educação catarinense. O valor total investido é de R$ 4,1 bilhões para atender os quatro eixos que compõem a iniciativa: Escola Boa, Qualifica SC, Transforma SC e CaTec+.

As frentes reúnem medidas estratégicas para fortalecer a educação em Santa Catarina. Entre as ações estão a qualificação da aprendizagem dos estudantes, a valorização e a formação continuada de professores, a melhoria da infraestrutura escolar e a ampliação do ensino técnico e profissional alinhado aos arranjos produtivos de cada região. Também fazem parte a contrapartida dos estudantes beneficiados pelos programas de acesso e permanência no ensino superior, Universidade Gratuita e o Fumdesc, iniciativas que devem gerar impactos significativos no desenvolvimento socioeconômico do Estado.

Programa Energia Boa é premiado por impulsionar setor energético de Santa Catarina

Entrega da homenagem para o Programa Energia Boa ocorreu durante o Congresso Brasileiro de Minas e Energia – Foto: Divulgação/Sicos

O Programa Energia Boa, do Governo de Santa Catarina, foi premiado durante o Congresso Brasileiro de Minas e Energia por impulsionar o setor energético do estado, destravando investimentos e garantindo mais rede de distribuição. A entrega do troféu ocorreu em cerimônia em Brasília (DF) na noite desta segunda-feira, 22. 

O prêmio reconhece o Programa Energia Boa como boa prática e modelo para outros estados. A homenagem foi recebida pelo secretário adjunto de Indústria, Comércio e Serviços (Sicos), Jonianderson Menezes, junto à comitiva de Santa Catarina que participa do Congresso.

“O Programa Energia Boa virou referência nacional pelo sucesso no fomento do setor energético catarinense. Com o programa, dezenas de pequenas hidrelétricas estão saindo do papel e garantindo mais geração de energia. Estamos avançando com o Energia Boa, conforme determinação do governador Jorginho Mello, para destravar mais investimentos e gerar empregos”, afirma Jonianderson Menezes. 

O Energia Boa
O Programa Energia Boa nasceu em 2024 para incentivar a construção de novas hidrelétricas, sobretudo Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGHs). Com o programa, o Governo do Estado investe R$ 572 milhões na construção de seis subestações e mais de 200 km de linhas de transmissão a fim de garantir a viabilidade para as novas usinas. O aumento da infraestrutura vai atrair o investimento de R$ 3 bilhões da iniciativa privada, com criação de 19 mil empregos.

Em pouco mais de um ano em atividade, o Programa Energia Boa já garantiu resultados muito positivos para Santa Catarina. O estado foi líder nacional em projetos aprovados no leilão de energia da Aneel, com 27 usinas aprovadas entre as 65 selecionadas em todo o país. Ou seja, Santa Catarina representa mais de 40% das usinas que vão vender energia a partir de 2030. Além disso, o Energia Boa contempla energia limpa e renovável.

Economia & Negócios

Por Augusto César Diegoli (acdiegoli@gmail.com)

Sem receita

Pelo menos 1.282 municípios brasileiros não conseguiram gerar receitas suficientes para custear as despesas administrativas da prefeitura e da câmara de vereadores em 2024, conforme o Índice Firjan de Gestão Fiscal, divulgado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro. Daqueles todos, que dependem de transferências do governo federal, felizmente não há nenhum catarinense.

Ações e reações ao tarifaço

Empresas de Santa Catarina, de vários portes, começam a sentir aos efeitos tarifários impostos pelos Estados Unidos com antecipação de férias e até mesmo demissões em massa. O setor moveleiro é mais atingido, mas outras atividades também sofrem os efeitos da redução nas exportações. Empresários refazem as contas e começam a buscar outros mercados, manobra nem tão simples assim e muito menos rápida. A expectativa é de que ações dos governos federal e estadual ajudem a aliviar os impactos, como por exemplo, redução de taxas. Por outro lado, bancos de fomento apresentam linhas de crédito como forma de minimizar o drama. Como foi o caso do BNDES, em parceria com a Fiesc, que liberou R$ 40 bilhões no âmbito do Plano Brasil Soberano, dos quais R$ 30 bilhões do Fundo Garantidor de Exportações.

Conta própria

Divulgou-se interessante estudo sobre o percentual de trabalhadores brasileiros por conta própria no segundo trimestre deste ano. O maior de autônomos fica em Rondônia (283 mil), ou 35% da população ocupada com algum tipo de atividade formal ou informal. Na outra ponta está SC, com 2,2% e com milhares de empregos sobrando, por falta de qualificação.

Rio desprezado

Acerca de informação de que o Aeroporto Internacional de Navegantes terá 1.531 voos de chegada e partida movimentando 252 mil passageiros somente de 1º a 31 de outubro, o jornalista Juca Deschamps se diz estar sempre inconformado de olhar o Rio Itajaí e não constatar nenhum aproveitamento turístico nele. Verdade. Se fosse a Europa ...

Amicus curiae

A Fiesc foi aceita pelo STF como terceiro interessado (amicus curiae) na ação que lá tramita, movida pela Procuradoria Geral da República, que questiona a validade do Código Ambiental de SC. Aquela lunática, que quer proibir atividades agrossilvipastoris em áreas entre 400 e 1.500 metros de altitude. Esse espaço corresponde entre 76% a 80% do território catarinense. No que depender do histérico ambientalismo-caviar, pouco importa os 244 mil empregos que poderiam ser extintos e a redução do PIB estadual em R$ 17 bilhões.

Lavagem de dinheiro

Importante autoridade do meio policial catarinense confirma um fato cada vez mais concreto no Estado, principalmente no litoral, desde Garopaba, ao sul, até Balneário Piçarras, ao norte: salões de beleza e barbearias lideram a lista de “investimentos” do crime organizado para lavagem de dinheiro resultante do tráfico de drogas e de armas. E, em seguida, literalmente, lavanderias.

Argumento

A Ordem dos Economistas de SC, que está fazendo um lobby pela aprovação de projeto que institui a Semana Estadual da Educação Financeira, tem um argumento forte quando divulgou que 43% dos adultos brasileiros, o equivalente a impressionantes 72 milhões de pessoas, estão inadimplentes. Salvo exceções, são brasileiros que não tem a cultura do planejamento financeiro.

Efeitos do tarifaço em SC

O bullying oficial e internacional praticado pelos Estados Unidos contra o Brasil trouxe impactos práticos para SC. As demissões anunciadas pela indústria moveleira são a ponta de um iceberg iniciado em julho, depois que Trump anunciou a taxação de 50% sobre as exportações do país. Pouco mais de um mês após o tarifaço entrar em vigor, efeitos desse terremoto econômico já são sentidos no estado, e provocaram entidades de classe e governos a tomarem medidas de curto prazo para tentar salvar negócios e, acima de tudo, evitar o desemprego.

Indústrias se reinventam

O ano de 2025 entrou para a história como o que impôs o pior e mais inimaginável desafio aos exportadores de SC e do Brasil: enfrentar um tarifaço de 50% para vender aos Estados Unidos, o maior mercado externo catarinense e o segundo brasileiro, por um motivo de polarização política. Os negócios começaram a derreter com o anúncio da taxação para o Brasil, feito no dia 9 de julho, e seguiram com a entrada em vigor da mesma em 6 de agosto. Apesar de o governo americano ter anunciado uma lista de isenções de aproximadamente 700 produtos, quase nenhum deles é exportado por SC ao país. A economia do estado está tendo que enfrentar o problema em cheio. A lista de setores afetados inclui madeira, móveis, veículos, autopeças, máquinas e equipamentos, além de alimento, produtos químicos, materiais de construção, papel e equipamentos de transporte, entre outros.

Exibicionismo

Em Balneário Camboriú e Itapema, o dinheiro de alguns nem sempre compra civilidade, bons modos e boa convivência. É o que se pode dizer de um grupo de donos de Porsches que se unem para desfilar pela Avenida Atlântica, preferencialmente nos sábados à tarde e noite e nos domingos, evidentemente fazendo questão de parar o trânsito e disparar o maior barulho possível com suas aceleradas, com direito a estouros, como se fossem tiros.

Cesta básica de Brusque

A cesta básica de Brusque registrou queda de 2,43% em agosto de 2025 frente a julho, passando a custar R$ 675,13. Apesar da retração, no acumulado de 2025 o valor ainda apresenta alta de 2,60% em comparação com agosto de 2024, a elevação chega a 7,20%. Em comparação com as capitais pesquisadas, Brusque ocupa a 17ª posição no ranking das cestas mais caras do país. Na análise do mês, a carne teve o maior custo da cesta básica. Mesmo sem registrar a maior variação em agosto, o produto continua sendo o que mais pesa no bolso do trabalhador: sozinho, ele representa 40,8% de todo o gasto mensal com alimentação, custando R$ 275,52 para a quantidade prevista na cesta.

Avanço na Justiça

Com DNA catarinense, a recomendação para a gravação de todos os atos processuais no Brasil virou regra. O Conselho Nacional de Justiça aprovou resolução que torna a gravação integral obrigatória em todos os tribunais e no Ministério Público. A mudança foi defendida na tribuna do CNJ pelo coordenador nacional das Comissões da OAB nacional, o catarinense Rafael Horn, e se aplica a audiência, depoimentos, sessões de julgamento e plenários do júri. A norma é resultado da atuação da OAB-SC, que há cinco anos requereu a gravação.

Processos digitalizados

Brusque será reconhecida, em breve, como a primeira cidade do Brasil a realizar a digitalização integral dos processos administrativos na administração pública. A prefeitura formalizou adesão ao Programa de Fortalecimento das Atividades de Corregedoria (Procor), iniciativa da Controladoria Geral da União (CGU) que busca modernizar e ampliar a eficiência das atividades de correição em todo o país.

Carros elétricos

Uma discussão que logo chegará em todo lugar: a Justiça de Florianópolis suspendeu o uso e a instalação de carregadores de carros elétricos em um condomínio residencial após laudos técnicos apontarem risco de sobrecarga elétrica e incêndio em garagem subterrânea sem ventilação.

Água gratuitamente

Chegou ao STF, que acaba de decidir sobre ação de 2019, originária de SC: um parque temático do litoral norte agora é obrigado a disponibilizar bebedouros em número suficiente para atender à demanda diária de visitantes. Cabe recurso.

Russos chegando

Interessante reportagem da Folha de São Paulo mostra que SC, que tem registrado o maior saldo migratório do Brasil nos últimos anos, tem atraído famílias russas, que para cá vem se mudando para ter filhos e garantir o passaporte nacional e, assim, conseguir maior liberdade de circulação internacional. Florianópolis é a cidade com mais registros de residência de imigrantes russos no Brasil, conforme o Observatório das Migrações Internacionais, ligado ao Ministério da Justiça. Desde 2021, foram emitidos 1.050 vistos na capital de SC. Migrantes ouvidos dizem, em sua maioria, ter escolhido Florianópolis por oferecer segurança semelhante à de seu país de origem. A opção natural seria o Rio de Janeiro, que tem sido descartada por ser uma cidade perigosa. Dizem ainda que boa parte trabalha remotamente para empresas russas ou vive de investimentos.

Escolas militares

O STF formou maioria para autorizar, de forma provisória, a implementação do modelo de escolas cívico-militares no Estado de São Paulo. Ainda não analisou o mérito da ação e deverá decidir futuramente sobre a constitucionalidade do formato educacional. O curioso é que uma lei estadual que instituiu o modelo também em SC não é motivo de questionamento.

Rádios

O Ministério das Comunicações deve lançar um edital para contemplar 1.266 municípios de todo o país com rádios comunitárias. Em SC serão 91.

De volta

A Fenachopp, que foi uma tradicional festa de Joinville, está de volta. Será celebrada entre 25 deste mês a 5 de outubro, nas dependências da Sociedade Rio da Prata. Além de bandas típicas e culinária oferecida por restaurantes, estarão presentes 30 cervejarias artesanais.

Tatuagem

Que sirva de alerta o julgamento, pelo TJ-SC, de um tatuador do Vale do Itajaí, condenado por lesão corporal gravíssima depois de tatuar um adolescente de 16 anos sem o consentimento dos pais. O juiz responsável pelo caso considerou que a tatuagem feita no pescoço configurou deformidade permanente.

Bolacha decorada

A Câmara dos Deputados deu os primeiros encaminhamentos a projeto de lei para reconhecer o município sulino catarinense de São Martinho como Capital Nacional da Bolacha Decorada Artesanalmente. O município produz anualmente cerca de 200 toneladas do produto e gera 400 empregos diretos.

Inadimplência recorde

Pelo sétimo mês consecutivo, a inadimplência das empresas bateu o recorde da série histórica e chegou, em julho, aos impressionante 8 milhões de CNPJs nesta situação, um aumento de mais de 200 mil negócios desde junho e de 1,1 milhão na comparação com julho de 2024, segundo dados do Indicador de Inadimplência das Empresas, elaborado pela Serasa Experian. Em SC estavam naquela preocupante situação 352,2 mil CNPJs.

Suco de verdade

Uma das medidas analisadas pelo governo para absorver internamente frutas que eventualmente deixarão de ser exportadas devido ao tarifaço dos Estados Unidos, é estipular um percentual obrigatório mínimo de adição de sucos nas bebidas no mercado interno, e não só “néctar” açucarado com essências aromáticas. Foi constatado em um supermercado dois sucos, de manga e uva, produzidos com marca afamada do Rio Grande do Sul, informando em letras miúdas, ter apenas 3% do produto original.

Arbitragem tributária

O Brasil trilha um caminho rumo à junção da arbitragem privada com o contencioso tributário, com a tramitação do Projeto de Lei 4257/2019. Se criado, o instituo será uma ferramenta inovadora para a solução rápida dos inúmeros litígios entre Fisco e contribuintes, seguramente útil para acelerar a arrecadação tributária da União, Estados e municípios e, ao mesmo tempo, para encerrar pendências fiscais dos contribuintes que travam o crédito e os investimentos (Fonte: Câmara de Mediação e Arbitragem de Brusque).

Fazendo diferença

O projeto SC+Eficiente, da Celesc, entregou desde o final de junho deste ano, em Joinville, mais de 800 geladeiras novas e eficientes, em substituição a equipamentos antigos e de alto consumo. O programa também contabiliza a troca de 4.439 lâmpadas incandescentes e fluorescentes por LED e a substituição de 2.271 chuveiros por modelos modernos e econômicos, com trocadores de calor.

Simplificação

A Secretaria da Fazenda de Brusque realizou uma reunião com o Sebrae para discutir ações do programa Cidades Empreendedoras, com foco na desburocratização da abertura de empresas no município. O encontro contou com a participação da Secretaria de Planejamento e da Vigilância Sanitária, resultando na criação de um grupo de trabalho e na apresentação de um diagnóstico do cenário atual. Entre os próximos passos estão a revisão de leis municipais e a automação de processos, visando melhorar ainda mais o ambiente de negócios, já considerado ágil em comparação ao restante de Santa Catarina.

Imposto sobre veículos e cães

Enquanto foi uma Colônia criada pelo governo imperial, os brusquenses, quase todos imigrantes alemães e italianos, não pagavam impostos. O próprio governo financiava as despesas da administração, pagava-lhes subsídios e mais salários pelo trabalho nas obras públicas. Mas depois da emancipação da Colônia e criação do município em 1881, que ainda não se chamaria Brusque e sim São Luiz Gonzaga, foi preciso instituir impostos para fazer face às despesas. No começo do século passado, carroças, canoas, bicicletas e até cachorros pagavam imposto. Só caro de boi escapava das garras do fisco. Afinal, além de outros encargos, a Superintendência municipal precisava construir escolas, estradas, pontes, prestar assistência à saúde dos mais pobres e, claro, também pagar os salários dos seus funcionários. Dessa forma, a Gazeta Brusquense de 8 de janeiro de 1916 noticiou que a Superintendência municipal estava advertindo que os moradores da sede da vila deveriam cadastrar a posse de veículos de qualquer natureza e cães atados ou soltos, para regularização do pagamento dos impostos, sob pena de multa de cinco a 20 mil reis.

Atividade em menor ritmo

Pesquisas do IBGE mostraram que as principais atividades econômicas de Santa Catarina fecharam com crescimento ou estabilidade no mês de julho. A indústria e os serviços cresceram frente ao mês anterior, na série com ajustes sazonais e o comércio ampliado ficou estável. Mas os dados mostram uma redução da atividade econômica no estado em função da taxa básica de juros Selic em 15%, definida pelo Banco Central com o objetivo de diminuir atividades para reduzir a inflação. Além disso, já surgem impactos do tarifaço dos Estados Unidos, que afeta diversas e a produção industrial catarinense, segundo o IBGE, cresceu 1,1% em julho na comparação com o mês anterior, na série de ajustes sazonais. O setor de serviços encerrou julho com crescimento de 0,9% frente ao mês anterior e o varejo ampliado fechou julho com estabilidade frente a junho.

Entre as mil maiores

Santa Catarina tem 53 empresas na lista das mil maiores do Brasil, mostra a edição 2025 do Anuário Valor 1000, publicado pelo jornal Valor Econômico. O ranking divulgado usa como principal critério de classificação a receita líquida das empresas em 2024, apurada a partir de demonstrações contábeis. A liderança geral do ranking brasileiro é da Petrobrás (receita líquida de R$ 490,8 bilhões em 2024), seguida por JBS (R$ 416,9 bilhões). A catarinense mais bem colocada é a Bunge, na 15ª posição. Na comparação com a edição anterior, houve um crescimento no número de representantes catarinenses no ranking de 44 para 53. O levantamento feito pela coluna considera o estado sede das empresas informado pelo anuário, com duas exceções: entraram nesse recorte o Grupo Pereira, dono dos supermercados Fort Atacadista e Comper e a Whirlpool. Embora tenham matriz administrativa em São Paulo, são companhias que mantêm em SC maior parte de suas operações. Grandes nomes da indústria do Estado, como Hering, Hemmer e Cremer, entre outras, que foram compradas no passado e hoje integram grupos econômicos sediados em outros estados.

Universidade Gratuita

A Polícia Civil de SC indiciou 43 candidatos do programa Universidade Gratuita por não cumprirem requisitos do processo. Inicialmente eram investigados 335 candidatos, chegando a 119 suspeitos e restando, ao final da investigação, os alunos indiciados. Os suspeitos não cumpriram os critérios de naturalidade ou residência mínima no estado. O procedimento foi encaminhado ao Ministério Público de SC (MP-SC) e ao Poder Judiciário para as medidas cabíveis.

Boletim Focus: Mercado se mantém cético com inflação mesmo após decisão do Copom

O relatório Focus desta segunda-feira (22) mostra que o mercado financeiro ainda não se convenceu de que a inflação brasileira irá convergir para o centro da meta de 3%, apesar da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) de manter a taxa básica de juros, a Selic, em 15% ao ano. A decisão foi anunciada na última quarta-feira (17) e descrita por analistas como um comunicado “duro”.

Segundo o Focus, a projeção do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2025 permanece em 4,83%, acima do teto da meta de 4,5% e ligeiramente superior à estimativa do Copom, de 4,8%. Para 2026, o mercado prevê inflação de 4,29%, praticamente estável em relação à semana passada e ainda distante do centro da meta. Analistas destacam que os efeitos da reunião da última semana só devem ser sentidos a partir de março de 2026, já que cada decisão de juros demora cerca de seis meses para impactar a economia.

Para os anos seguintes, as expectativas também se mantêm elevadas. O IPCA projetado para 2027 e 2028 segue em 3,70%, acima do cenário base do Copom, que aponta 3,4% e 3,6%, respectivamente.

Em relação à Selic, o mercado espera que a taxa permaneça em 15% até o final de 2025. Para 2026, há uma leve redução, de 12,38% para 12,25%. As projeções para 2027 e 2028 permanecem em 10,5% e 10%, respectivamente.

No câmbio, as estimativas também não sofreram alterações: 5,50 reais por dólar em 2025; 5,60 em 2026 e 2027; e 5,54 em 2028.

O cenário do Focus mostra, portanto, que o mercado mantém certo pessimismo quanto à inflação, mesmo diante da Selic elevada, atualmente a segunda maior taxa real de juros do mundo, refletindo dúvidas sobre a convergência para o centro da meta definida pelo BC.

Mais investimentos no campo: equipamentos agrícolas, Recupera Maçã SC e ampliação do sistema antigranizo são anunciados em São Joaquim

Fotos: Will Nieckarz/ Sape

Para fortalecer o trabalho no campo e ampliar a capacidade produtiva da agricultura familiar, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape) entregou neste sábado, 20, mais 22 equipamentos agrícolas para nove municípios da região da Serra. Também foram lançados o Projeto Emergencial Recupera Maçã SC – do Programa Reconstrói SC e a autorização de recursos para implantação do Sistema Antigranizo em São Joaquim.

O evento foi realizado na Gerência Regional da Epagri de São Joaquim, com a presença do secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Carlos Chiodini, autoridades, representantes dos municípios beneficiados e lideranças do setor agrícola. Os equipamentos foram adquiridos com recursos de emendas parlamentares federais com contrapartida do Estado de Santa Catarina, em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e de emendas estaduais.

As entregas estão ocorrendo diretamente nas regionais, para agilizar a chegada dos implementos às comunidades rurais. “Mais do que entregar equipamentos, estamos garantindo mais condições para que os municípios apoiem seus agricultores. Esses investimentos são resultado de parcerias importantes para o fortalecimento da agricultura catarinense”, afirma o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Carlos Chiodini.

A Sape conduziu o processo licitatório e a aquisição dos equipamentos. Do total, 17 implementos foram adquiridos por meio dos convênios federais celebrados com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com indicações dos então parlamentares Carmen Zanotto, Carlos Chiodini e Jorginho Mello. Entre os equipamentos estão: carreta basculante, distribuidor de adubo seco, ensiladeira 1 linha, grades aradora e niveladora, plantadeira 5 linhas, pulverizador de fertilizantes, roçadeira articulada e subsolador. Municípios beneficiados: Bom Jardim da Serra, Braço do Norte, Grão Pará, Lages, Palmeira, Passo de Torres, São Joaquim, São Ludgero e Urubici.

Outros cinco equipamentos foram destinados ao município de Lages, com recursos de emenda estadual indicada pelo deputado Estadual Padre Pedro Baldissera. São eles: distribuidor de adubo seco, enxada rotativa e semeadora adubadora.


Recupera Maçã SC

Santa Catarina é o maior produtor de maçã do Brasil, respondendo por 49% do total da produção desta cultura. Os impactos provocados pelo granizo – ocorrido no dia 19 de abril de 2025, resultaram em prejuízos significativos para aproximadamente 83 produtores de maçã do município de São Joaquim, com perdas estimadas em mais de R$ 17, 5 milhões.

Para apoiar a recuperação da produção, o projeto Recupera Maçã SC foi lançado com foco na reposição de mudas e na reconstrução de estruturas de proteção dos pomares, como as telas antigranizo. Serão beneficiados agricultores enquadrados no Pronaf (exceto os que possuem mais de quatro módulos fiscais) e no Pronamp. Cada unidade familiar poderá acessar até R$ 100 mil, com pagamento em cinco parcelas anuais, iguais, sem juros ou correção, e com desconto de 30% para quem quitar dentro do prazo.

Sistema Antigranizo

Foi autorizado o repasse de até R$ 4,1 milhões do Fundo Estadual de Desenvolvimento Rural (FDR) para ampliar o Sistema de Combate ao Granizo no município de São Joaquim. O valor será destinado à instalação de 43 geradores de solo automáticos e para manutenção e operação do sistema antigranizo.
“A fruticultura é uma das principais atividades da agricultura catarinense, e proteger esse setor é uma prioridade do Governo do Estado. O Recupera Maçã SC garante apoio direto aos produtores atingidos pelo granizo, viabilizando a recuperação dos pomares, enquanto a ampliação do Sistema Antigranizo fortalece a prevenção, evitando que eventos extremos gerem perdas tão severas no futuro. São ações complementares que demonstram o compromisso do Estado com a sustentabilidade da produção e com a renda das famílias rurais”, destaca o secretário, Carlos Chiodini.

Artesãos de SC movimentam mais de R$ 89 mil em feira nacional

Participação de artesãos de Santa Catarina na Fenacce foi organizada pela Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Serviços (Sicos) – Fotos: Divulgação/Sicos

Os artesãos de Santa Catarina alcançaram um expressivo resultado na 7ª edição da Feira Nacional de Artesanato e Cultura (Fenacce) 2025, realizada em Fortaleza (CE). Ao longo dos seis dias de evento, os artesãos registraram R$ 89.092,00 em vendas diretas, além de encomendas e contatos que fortalecem a presença do artesanato catarinense no cenário nacional.

A participação de Santa Catarina na Fenacce tem organização pela Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Serviços (Sicos). A Sicos garantiu espaço para divulgar a diversidade, a identidade cultural e a qualidade do trabalho artesanal produzido no estado. Com técnicas que vão do tradicional ao contemporâneo, os artesãos catarinenses chamaram a atenção dos visitantes e compradores sobretudo pela originalidade e inovação.

Para o diretor de Emprego e Renda da Sicos e coordenador estadual do Artesanato, Carlos Alberto Arns Filho, a presença do estado em feiras nacionais é estratégica. “Eventos como a Fenacce são verdadeiras vitrines do artesanato catarinense. É uma oportunidade, portanto, para mostrar a riqueza da nossa cultura, ampliar a rede de contatos dos artesãos e abrir novos mercados. Além do impacto econômico direto, com as vendas realizadas, há um reflexo importante na valorização bem como no reconhecimento do trabalho dos nossos artesãos”, afirmou.

Considerada uma das maiores feiras de artesanato do Brasil, a Fenacce reúne expositores de todas as regiões. São milhares de visitantes em busca de produtos autênticos. A participação catarinense reforça o compromisso do Governo do Estado em apoiar o setor, que desempenha papel relevante sobretudo na movimentação da economia. Além disso, também contribui na preservação das tradições e na projeção da cultura de Santa Catarina para todo o país.

CNI defende investimentos em inovação no setor portuário brasileiro

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) ressaltou a importância de investimentos no sistema portuário brasileiro para que o setor industrial do país conquiste mais competitividade frente aos concorrentes internacionais. Representantes da CNI participaram nesta quinta-feira (18) da 4ª edição da Caravana da Inovação Portuária, em Fortaleza (CE), promovida pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) em parceria com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e o Hub de Inovação Brasil Export, com os apoios da CNI e da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC).

Depois de passar por Pernambuco, Bahia e Maranhão, a caravana chegou à Casa da Indústria – sede da FIEC, em Fortaleza. O grupo visitou também o Porto do Mucuripe e o Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP), no Ceará.

O especialista em Infraestrutura da CNI, Ramon Cunha, destacou que o encontro representa uma oportunidade para debater e elencar soluções para modernização do setor. “Precisamos promover mudanças substantivas no sistema portuário brasileiro, com gestão mais eficiente, obras de infraestrutura, tecnologias avançadas de operação e incentivo a projetos de descarbonização que preparem os nossos portos para a nova economia global”, afirmou Cunha.

Na mesma linha, o diretor de Programa de Políticas Setoriais, Planejamento e Inovação do Ministério de Portos e Aeroportos,​ Tetsu Koike, ressaltou a necessidade de atenção aos portos do Brasil. “Nunca tivemos uma política de inovação para o setor portuário brasileiro. Queremos por meio do Caravanas da Inovação Portuária disseminar a cultura de inovação e promover o diálogo”, pontuou Koike, durante abertura do evento na FIEC.

A Caravana de Inovação Portuária articula redes locais e nacionais de inovação a partir de práticas concretas e experiências compartilhadas. Os temas abordados são diretamente relacionados aos pilares ESG e aos desafios da transformação logística no Brasil.

Tecnologias para a operação portuária
Ao longo dos três dias de programação, os participantes debateram tecnologias aplicadas à operação portuária, modernização da governança, desenvolvimento de produtos e serviços inovadores, além da apresentação de programas estratégicos do MPor, como o Navegue Simples e a política de sustentabilidade

O objetivo da caravana é levar aos participantes uma visão concreta dos desafios e oportunidades presentes nos ambientes portuários e industriais, fomentando o intercâmbio de ideias e soluções com base na realidade local.

Além do encontro desta quinta (18), a programação inclui visitas técnicas ao Porto de Fortaleza, que ocorreu na quarta-feira (17), e ao Porto do Pecém, que será nesta sexta (19).

Manutenção de taxa de juros estratosférica é injustificada e agrava sufoco da indústria, alerta CNI

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) considera injustificada a decisão do Banco Central de manter a Selic em 15% ao ano. A atitude da autoridade monetária demonstra postura excessivamente conservadora, mesmo diante dos sinais favoráveis do quadro inflacionário e do desaquecimento intenso da atividade econômica.

“Não existe crescimento sustentável com juros estratosféricos. Não existe inovação, reindustrialização, crédito acessível. O que existe é a paralisia nos investimentos produtivos com sequelas para toda a sociedade. Já passou do momento de uma política monetária mais favorável. Afinal, por que correr o risco de fazer investimento produtivo se é possível obter, sem esforço, um rendimento real de 10% ao ano aplicando no mercado financeiro?”, questiona o presidente da CNI, Ricardo Alban.

Segundo Alban, é essencial que o Banco Central inicie o necessário ciclo de cortes na Selic já a partir da próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em novembro, a penúltima de 2025. "Em paralelo à redução da Selic a ser feita pelo Copom, é fundamental que se construa um pacto de toda a sociedade em torno da agenda do ajuste das contas públicas, baseado na redução das despesas, de forma a melhorar a sintonia entre as políticas fiscal e monetária e, com isso, assegurar a redução expressiva e sustentada dos juros", afirma o dirigente.

Além dos problemas causados pela Selic elevada, o setor produtivo enfrenta um cenário adverso e de severa perda de competividade devido aos aumentos das alíquotas do IOF sobre as operações de crédito e câmbio e a elevação das tarifas dos EUA sobre as exportações do Brasil.

Não à toa, os empresários industriais demonstram falta de confiança há 9 meses, segundo o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), da CNI, o que compromete a disposição do setor em investir e contratar mão de obra. Esse cenário de dificuldades exige postura mais atenta do Banco Central, para que inicie, já na próxima reunião, o tão necessário ciclo de cortes na Selic.

Política monetária cada vez mais restritiva e atividade econômica em desaceleração
Outro ponto de alerta é que a taxa de juros real está hoje em 10,1% ao ano – 5,1 pontos acima da taxa de juros neutra estimada pelo próprio Banco Central em 5% ao ano. Nota-se, assim, que a Selic em 15% ao ano implica política monetária fortemente contracionista, e coloca o Brasil na segunda posição entre as maiores taxas de juros real do mundo, atrás apenas da Turquia.

Para ilustrar o quão excessivo está o patamar da Selic, a CNI estima que a taxa básica de juros de equilíbrio (segundo a Regra de Taylor) deveria estar em 10,3% ao ano, considerando a inflação acumulada nos últimos 12 meses. Isso significa que a Selic vigente está 4,7 pontos percentuais. acima do nível necessário para controlar a inflação e evitar prejuízos ao crescimento econômico.

Entre setembro de 2024, quando se iniciou o atual ciclo de altas na Selic, e julho de 2025, a taxa de juros média do crédito, com recursos livres, contratado pelas empresas passou de 20,58% ao ano para 25,02% ao ano. No caso dos consumidores, a taxa de juros média subiu de 52,26% ao ano para 57,65% ao ano. A alta no custo do crédito tem prejudicado o investimento (Formação Bruta de Capital Fixo), que recuou 2,2% no segundo trimestre frente ao primeiro, e no consumo de bens industriais, que caiu 0,4% no mesmo período.

“Não existe crescimento sustentável com juros estratosféricos. Não existe inovação, reindustrialização, crédito acessível. O que existe é a paralisia nos investimentos produtivos com sequelas para toda a sociedade."

Com o crédito cada vez mais caro e, consequentemente, menos acessível, a atividade econômica mostra clara desaceleração. O crescimento do PIB no segundo trimestre de 2025 foi bem menor que no primeiro: 0,4% contra 1,3%. Além disso, é importante ressaltar que, no segundo trimestre de 2025, todos os segmentos da indústria registraram queda no PIB, exceto a indústria extrativa. E vale destacar que a indústria de transformação e a de construção tiveram dois trimestres seguidos de retração.

Para piorar, os números do começo do terceiro trimestre não são animadores e indicam continuidade da trajetória de desaquecimento da atividade. Em julho, o IBC-Br, indicador do Banco Central que serve como prévia do PIB, caiu 0,5%, com retração em todos os setores: agropecuária (-0,8%), indústria (-1,1%) e serviços (-0,2%).

Inflação com sinais favoráveis
Nesse contexto de Selic elevada e atividade econômica em desaceleração, as altas mensais do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) vem perdendo força mês a mês: 1,31% em fevereiro; 0,56% em março; 0,43% em abril; 0,26% em maio e julho, culminando em variação negativa de 0,11% em agosto.

Destaca-se como fatores favoráveis ao arrefecimento da inflação os preços de alimentos, em desaceleração por conta da apreciação do real frente ao dólar, e os preços de bens industriais, em desaceleração por conta da safra recorde.

Além disso, é importante ressalta que as expectativas de inflação para o final de 2025 têm sido revistas para baixo há 14 semanas seguidas, segundo o Relatório Focus, caindo de 5,50%, no fim de maio, para 4,83%, na segunda semana de setembro.

Diante desse cenário, a CNI defende que o Banco Central inicie imediatamente o ciclo de cortes da Selic. A entidade também ressalta a necessidade de um pacto pela consolidação fiscal baseado na redução de despesas, de modo a alinhar as políticas monetária e fiscal e permitir queda sustentada e expressiva dos juros.

ARTIGO: A escassez de mão de obra em Santa Catarina
Por: Sirlene Sikorski - administradora de empresas
 
Santa Catarina é um estado que atrai milhares de pessoas de outros estados em busca de melhores condições de vida e oportunidades de emprego. No entanto, mesmo com essa forte imigração, a realidade mostra que a demanda por mão de obra continua sem ser atendida.
 
 O problema não é a quantidade de pessoas, já que muitos preferem trabalhos flexíveis, como aplicativos de transporte ou atividades autônomas, e os filhos dos trabalhadores dificilmente seguem as profissões dos pais.  
 
Diante desse cenário, compartilho da mesma visão do nosso governador Jorginho Mello: soluções inovadoras são necessárias para suprir a lacuna de mão de obra. Uma das medidas em destaque é a abertura de editais para que empresas instalem canteiros de obras dentro de presídios catarinenses. Segundo informações divulgadas pela imprensa regional (JBTV), já existem 30 espaços disponíveis em presídios, com capacidade para empregar até 2 mil detentos.
 
Esse modelo traz benefícios mútuos: os presos recebem salário, ajudam suas famílias e contribuem para sua ressocialização; os empresários contam com uma mão de obra constante; e o estado reduz custos e amplia a função social do sistema prisional.
 
Mesmo considerando os 179 mil imigrantes residentes em SC em 2025, a escassez de mão de obra primária persiste. Logo, a mão de obra carcerária pode ser estratégica para suprir a demanda do estado.
 
A grande questão agora é: as empresas vão saber aproveitar essa mão de obra  — ou vão deixar passar?
 
@projetomaosque_constroem
Juro Zero: Santa Catarina prova que empreender pode ser sem custo!

Santa Catarina está mostrando que empreender pode ser mais fácil — e até sem custo. Só no primeiro semestre de 2025, o Programa Juro Zero beneficiou 8.604 Microempreendedores Individuais (MEIs), liberando R$ 41,6 milhões em crédito com juros totalmente pagos pelo Governo do Estado.

O modelo oferece operações de até R$ 5 mil, com carência de 30 dias e pagamento em oito parcelas. E tem mais: se as sete primeiras forem pagas em dia, a oitava é quitada pelo governo, garantindo crédito sem juros. Após finalizar a primeira operação, o MEI ainda pode contratar uma segunda.

“O Brasil tem o maior juro do mundo e o MEI não consegue competir com esse custo. Por isso, estamos priorizando o crédito subsidiado, seja com o Juro Zero ou com o Pronampe SC”, destacou o governador Jorginho Mello.

Histórias como a de Lucirene Figueiredo, de São José, reforçam a transformação gerada pelo programa. Ela usou o recurso para ampliar sua loja de maquiagens, diversificou o estoque e conquistou mais clientes. “Eu não acreditava que existia juro zero. Peguei o crédito sem pagar nada a mais e isso foi fundamental para o meu negócio”, contou.

No período, o governo investiu R$ 6,5 milhões para custear os juros, em parceria com instituições de microcrédito e a Badesc. Hoje, Santa Catarina reúne 837 mil MEIs, especialmente em Florianópolis, Joinville, Blumenau, São José e Itajaí.

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Itajaí corta burocracia e facilita vida de quem empreende

Uma mudança que promete acelerar o ambiente de negócios em Itajaí já está em vigor: a partir desta segunda-feira (15), não é mais preciso passar pelo credenciamento para emitir a Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (NFS-e). Agora, qualquer contribuinte com cadastro econômico ativo pode emitir notas diretamente, usando certificado digital ou conta Gov.br.

A medida representa um passo decisivo rumo à desburocratização, beneficiando principalmente os micro e pequenos empreendedores, que ganham mais tempo para focar no que realmente importa: fazer seus negócios crescerem.

Segundo o secretário da Fazenda, Rodrigo Silveira, a mudança reduz custos e simplifica processos que antes eram entraves. “Essa medida moderniza a gestão tributária, fortalece o ambiente empresarial e torna a cidade ainda mais atrativa para novos investimentos”, destacou.

A iniciativa integra um pacote mais amplo da Secretaria da Fazenda que será lançado nas próximas semanas, voltado a estimular o empreendedorismo e atrair novos negócios.

Com menos barreiras, mais agilidade e incentivo à formalização, Itajaí se consolida como um dos principais polos catarinenses de apoio ao empreendedorismo.

👉 Na sua opinião, reduzir a burocracia é mesmo o caminho mais rápido para fortalecer quem empreende? Comente, compartilhe e marque aquele amigo empresário que precisa saber dessa novidade!

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Comércio brasileiro encolhe pelo 4º mês seguido em julho, mostra IBGE

O comércio brasileiro voltou a registrar queda em julho: as vendas no varejo recuaram 0,3% em relação a junho, marcando o quarto mês consecutivo de retração, segundo dados do IBGE.

Apesar da perda de fôlego no curto prazo, o setor ainda mostra resiliência: em relação a julho de 2024, houve crescimento de 1%, e no acumulado de 2025 o varejo já soma alta de 1,7%.

No varejo ampliado – que inclui veículos, motos, materiais de construção e atacado de alimentos e bebidas – o resultado foi misto: avanço de 1,3% em julho frente ao mês anterior, mas queda de 2,5% na comparação anual.

Entre os segmentos, os destaques negativos foram equipamentos de informática e comunicação (-3,1%) e vestuário (-2,9%). Já os destaques positivos ficaram com móveis e eletrodomésticos (1,5%) e livros, jornais e papelaria (1,0%).

Segundo o IBGE, a desaceleração da economia e a volatilidade cambial têm pressionado o setor, especialmente os produtos eletrônicos e de tecnologia. Ao mesmo tempo, setores como veículos e motos mostraram fôlego, com alta de 1,8% no mês.

👉 Para você, o comércio brasileiro está apenas em um período de ajuste ou os sinais de fraqueza vão se prolongar? Comente, salve e compartilhe sua opinião!

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Indústria completa 9 meses sem confiança: empresários seguem pessimistas, aponta CNI

A indústria brasileira emite sinal de alerta: o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) chegou a 46,2 pontos em setembro, marcando o nono mês consecutivo abaixo de 50 pontos, o que indica pessimismo. O resultado mostra que a confiança ainda não dá sinais de retomada.

Os dados revelam um quadro de sinais mistos. A avaliação das condições atuais recuou para 41,9 pontos, refletindo piora tanto no ambiente econômico quanto nas próprias empresas. Já o Índice de Expectativas avançou levemente para 48,3 pontos, mas segue abaixo do limite da confiança.

Segundo o economista da CNI, Marcelo Azevedo, a leve melhora nas expectativas não muda o cenário: “O diagnóstico segue negativo, com perspectivas mais moderadas para as empresas e desconfiança em relação à economia brasileira”.

Entre os fatores que pressionam a confiança estão os juros elevados, apontados pelo setor como um dos principais obstáculos ao crescimento e à retomada de investimentos.

O levantamento ouviu 1.150 empresas em todo o país – 460 de pequeno porte, 418 de médio e 272 de grande porte – entre os dias 1º e 5 de setembro.

👉 E você, acredita que a indústria brasileira vai conseguir retomar a confiança ainda em 2025 ou os próximos meses tendem a repetir esse cenário? Comente, compartilhe e salve este post!

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Brasileiros apontam geração de empregos e redução de impostos como prioridades, revela CNI

Criar empregos e reduzir impostos: essas são as duas maiores demandas da população brasileira para os próximos anos, segundo a pesquisa Retratos da Sociedade Brasileira, divulgada pela CNI. O levantamento mostra que 30% querem mais postos de trabalho e 28% defendem alívio tributário como foco central da economia.

O estudo revela nuances interessantes: para famílias com renda acima de cinco salários-mínimos, a redução dos impostos é prioridade máxima. Já para quem está fora do mercado de trabalho, o grande anseio é a geração de oportunidades de emprego.

Além da pauta econômica, a pesquisa mostra que saúde (43%), educação (28%) e emprego (16%) permanecem como as três áreas prioritárias para o Brasil. Esses temas vêm se repetindo em edições anteriores, confirmando sua relevância constante no dia a dia da população.

No setor da saúde, o combate à corrupção e ao desvio de verbas foi apontado como a principal necessidade, seguido pela contratação de médicos e enfermeiros, além da redução das filas de atendimento. Já na educação, o destaque ficou para o combate ao uso de drogas nas escolas e a melhoria da segurança escolar.

Outro dado importante: na área de segurança pública, o enfrentamento ao tráfico de drogas é visto como prioridade por 25% dos entrevistados, à frente de outras demandas como o aumento do efetivo policial e o combate à corrupção na corporação.

👉 E você, acredita que o Brasil deve priorizar primeiro o emprego, os impostos ou a saúde e educação? Salve este post, compartilhe e deixe seu comentário!

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Confaz aumenta ICMS sobre combustíveis e gás de cozinha; alta entra em vigor em 2026
O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) oficializou nesta segunda-feira (8) o reajuste do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que incide sobre gasolina, etanol, diesel e gás de cozinha. A decisão, publicada no Diário Oficial da União, passa a valer a partir de 1º de janeiro.
 
De acordo com a normativa, a gasolina e o etanol anidro terão aumento de 6,8%, passando de R$ 1,47 para R$ 1,57 por litro. O diesel terá alta de 4,4%, saindo de R$ 1,12 para R$ 1,17. O Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), popularmente conhecido como gás de cozinha, terá reajuste de 5,7%, passando de R$ 1,39 para R$ 1,47.
 
O Confaz reúne os secretários estaduais de Fazenda dos 26 estados e do Distrito Federal, sendo responsável por definir o ICMS. Portanto, a decisão é de competência dos governos estaduais e não do governo federal.
 
Confira os aumentos anunciados:
 
Gasolina e etanol: de R$ 1,47 para R$ 1,57 (+R$ 0,10)
 
Diesel: de R$ 1,12 para R$ 1,17 (+R$ 0,05)
 
Gás de cozinha: de R$ 1,39 para R$ 1,47 (+R$ 0,08)
Portos & Costas Brasil destaca marinas e cruzeiros na edição 2025
A 3ª edição do evento Portos & Costas Brasil, um dos mais importantes congressos técnicos sobre infraestrutura portuária e costeira do país, vai abordar a temática Marinas e Cruzeiros, que encerra a programação do segundo dia. O encontro reunirá especialistas de renome nacional para debater temas estratégicos ligados à infraestrutura costeira e portuária nos dias 22 e 23 de setembro, no Riviera Convention Center, na Praia Brava, em Itajaí. 
 
O painel será moderado pelo diretor da Marina Itajaí, Carlos Gayoso de Oliveira, e contará com a participação dos especialistas Juliana Menegucci, da MTCN – Soluções Sustentáveis em Dragagens, Portos e Costas; Gabriela Lobato, da BR Marinas; Marco Ferraz, presidente da Clia América do Sul; e o prefeito de Florianópolis, Topázio Neto. 
Juliana apresentará o projeto de implantação do novo Píer de Cruzeiros de Paranaguá; e Topázio vai falar sobre as oportunidades da Marina Beira-Mar Norte, em Florianópolis. Marco Ferraz destacará o papel estratégico da indústria de cruzeiros para a economia das cidades costeiras, enquanto Gabriela Lobato abordará a importância das marinas públicas no fortalecimento do turismo. 
 
“Essa temática vem ganhando cada vez mais relevância na economia dos municípios costeiros, seja pela exploração do turismo de cruzeiros, seja pelo crescimento da indústria voltada à náutica de lazer”, pontua Mauricio Torronteguy, sócio-diretor da MTCN e idealizador do Portos & Costas Brasil. 
 
Os números do setor reforçam essa visão. A temporada de cruzeiros 2023/2024 registrou o maior impacto econômico no Brasil dos últimos dez anos: mais de R$ 5,2 bilhões, o maior valor da série histórica, representando aumento de 126% em relação a 2013, quando foram arrecadados R$ 2,3 bilhões. O resultado decorre dos 844.462 cruzeiristas que embarcaram em navios para conhecer destinos nacionais.
 
No período, nove embarcações operaram em 19 cidades brasileiras e também em destinos da América do Sul. Foram gerados 80.311 postos de trabalho diretos, indiretos e induzidos, com crescimento de 0,9% em relação à temporada anterior. Segundo o Estudo de Perfil e Impactos Econômicos de Cruzeiros Marítimos no Brasil, realizado pela CLIA Brasil em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), cada R$ 1 investido no setor gerou retorno de R$ 4,22.
 
No caso das marinas, dados da Associação Brasileira dos Construtores de Barcos e seus Implementos (Acobar) apontam mais de 1 milhão de embarcações registradas no país. Cada instalação náutica com capacidade para 300 embarcações pode gerar impacto anual de R$ 141 milhões na economia local, além de criar cerca de 780 empregos diretos, indiretos e induzidos.
 
“Quando falamos em marinas e cruzeiros, não estamos apenas tratando de estruturas físicas, mas de uma verdadeira engrenagem da economia azul. As marinas são polos multiplicadores que conectam lazer, turismo, serviços e inovação, enquanto os cruzeiros consolidam o Brasil no mapa internacional do turismo marítimo. É um setor que demanda visão estratégica e políticas públicas integradas, porque cada vaga de embarcação ou cada atracação de navio gera um efeito cascata em hotéis, restaurantes, comércio e no próprio sentimento de pertencimento da comunidade com o mar”, destaca o Carlos Gayoso, da Marina Itajaí.
 
Ele evidencia que o desafio do setor é olhar para além da infraestrutura, pensar em sustentabilidade, capacitação e integração com a cidade, para que se possa transformar o potencial natural que o Brasil tem em uma vantagem competitiva de longo prazo. “Esse é o papel que buscamos desempenhar em Itajaí e que o Portos & Costas Brasil coloca em evidência”, arremata Carlos.
 
Já o presidente da Acobar, Eduardo Colunna, reforça que as estruturas de apoio náutico são essenciais para ampliar oportunidades de trabalho e promover desenvolvimento regional.
 
O congresso Portos & Costas Brasil 2025 conta com o patrocínio da TiL Group, SK Ambiental, HidroMares, Jan de Nul, Van Oord, Carioca Engenharia, Royal IHC, Graf Consulting e Wosniak Engenharia. A iniciativa ainda recebe apoio institucional do Ministério de Portos e Aeroportos, Antaq, PIANC, ATP, ABEPH, Abtra, Acatmar, CREA-SC, AOCEANO, FIESC, Governo de Santa Catarina, Secretaria de Turismo e Eventos de Itajaí, entre outras entidades, reforçando sua abrangência e relevância.
 
As inscrições são limitadas a 280 participantes e estão abertas no site portosecostas.com.br/inscrições. A programação completa pode ser conferida no portal oficial: portosecostas.com.br.
Quer ser vizinho do Neymar? Cobertura mais alta da América Latina está à venda por R$ 125 milhões em Balneário Camboriú

A cobertura mais alta da América Latina, vizinha ao imóvel adquirido pelo jogador Neymar, foi colocada à venda por R$ 125 milhões. Localizado na Barra Sul, área mais nobre de Balneário Camboriú (SC), cidade com o metro quadrado mais valorizado do Brasil, o quadriplex de seis suítes tem 1.060 m² de área privativa e vista panorâmica para o mar. As imagens internas não são divulgadas e os interessados em adquirir o imóvel precisam passar por uma validação antes de fazer uma visita ao local. “Esse certamente é um dos imóveis prontos mais caros e exclusivos do Brasil, é uma cobertura rara”, detalha Bruno Cassola, corretor e especialista em imóveis de alto padrão no Sul do país.

A propriedade fica nas proximidades do 80º andar da Torre II do edifício Yachthouse by Pininfarina, considerado atualmente o empreendimento mais alto da América Latina com 294,1 metros de altura. Além da exclusividade e vista 360° da cidade e o mar, a cobertura possui comodidades de luxo: pé direito duplo, piscina particular, academia totalmente equipada e avaliada em mais de R$ 1 milhão, seis amplas suítes, sendo duas delas com hidromassagem, living integrado à varanda externa com mais de 80 m² e acabamento premium em todo imóvel, como pedras finas, pisos e portas Trada com isolamento acústico. A infraestrutura ainda conta com aspiração central, automação e aquecimento nos pisos dos banheiros.

“O comprador desse imóvel poderá ter acesso a ele por ar, através de heliponto homologado pela ANAC, por água, já que o prédio está ao lado de uma marina, e também por terra com 10 vagas de garagem. Ao todo, são 22 elevadores na torre de ultravelocidade, que permitem que os moradores cheguem ao topo do edifício em menos de 50 segundos e garantem mais comodidade”, conta Cassola.

O Yachthouse by Pininfarina é conhecido por ser o maior conjunto de torres gêmeas da América Latina. Com um design exclusivo assinado pela renomada grife de design italiana Pininfarina, o empreendimento oferece um luxuoso home club de 10 mil m², que inclui piscinas ao ar livre aquecidas, além de um restaurante exclusivo para os moradores. As torres ficaram conhecidas como o "prédio do Neymar" pelo investimento do jogador de futebol, que adquiriu uma cobertura ainda na planta. O sertanejo Luan Santana também é um dos investidores do empreendimento.

“Esse é um imóvel muito exclusivo e raro de se encontrar pronto. É um símbolo do luxo e uma excelente oportunidade de investir com segurança e rentabilidade”, completa o especialista Bruno Cassola.

Sobre o Bruno Cassola

Eleito campeão em vendas, premiado 10 vezes pelas renomadas construtoras FG e Embraed em Balneário Camboriú, é considerado uma autoridade em vendas de apartamentos de alto padrão na cidade. É empresário, administrador de empresas e corretor de imóveis especializado em ativos de alta rentabilidade. Atua há 18 anos no ramo imobiliário, especializado em imóveis de alto padrão em Balneário Camboriú, considerado o metro quadrado mais valorizado do Brasil. Possui registro no Conselho Regional dos Corretores de Imóveis (CRECI), Conselho Regional de Administração (CRA) e no Cadastro Nacional de Avaliadores de Imóveis (CNAI).

Mais informações: https://www.brunocassola.com.br/

Banco Central limita Pix e TED em nova regra para combater o crime organizado, confira os detalhes

O Banco Central (BC) divulgou um pacote de medidas com o objetivo de reforçar a segurança do Sistema Financeiro Nacional, em resposta ao envolvimento do crime organizado em ataques recentes a instituições financeiras e de pagamentos.

Entre as principais mudanças está a limitação de transferências via Pix e TED em até R$ 15 mil para instituições de pagamento não autorizadas ou conectadas ao sistema por meio de prestadores de serviços de tecnologia da informação (PSTI) vinculados ao BC. As restrições passam a valer de forma imediata, mas poderão ser flexibilizadas caso os participantes comprovem a adoção de novos controles de segurança, com validade máxima de 90 dias.

O BC também antecipou o prazo para que instituições de pagamento sem autorização solicitem regularização. Antes previsto para dezembro de 2029, o limite agora será maio de 2026. Quem não obtiver a autorização terá de encerrar suas atividades em até 30 dias após eventual indeferimento do pedido.

As regras para os PSTI foram endurecidas, exigindo capital mínimo de R$ 15 milhões, maior rigor em governança e gestão de riscos, além da possibilidade de aplicação de medidas cautelares ou até descredenciamento em caso de descumprimento. As empresas em atividade terão quatro meses para se adequar.

Por fim, os contratos vigentes no âmbito do Pix precisarão ser ajustados em até 180 dias, permitindo que apenas instituições dos segmentos S1 a S4 — exceto cooperativas — possam atuar como responsáveis pelo sistema em nome de instituições de pagamento não autorizadas.

Brasileiros sacam R$ 7,6 bilhões da poupança em agosto, a maior retirada do mês em dois anos

A caderneta de poupança registrou uma saída líquida de R$ 7,6 bilhões em agosto, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira (5) pelo Banco Central (BC). O saldo é resultado de R$ 354,4 bilhões em saques e R$ 346,8 bilhões em depósitos feitos ao longo do mês.

O resultado representa um aumento expressivo de 1.799% em relação ao mesmo período do ano passado, quando os resgates líquidos somaram apenas R$ 398 milhões. Trata-se da maior saída líquida para meses de agosto desde 2023, quando a poupança registrou retirada de R$ 10 bilhões.

Acumulado do ano preocupa
De janeiro a agosto de 2025, os brasileiros já retiraram R$ 63,5 bilhões líquidos da poupança, um valor 1.448% maior do que o observado no mesmo período de 2024, quando o saldo negativo foi de R$ 4,1 bilhões.

No ano passado, a saída líquida acumulada chegou a R$ 15,5 bilhões, com depósitos de R$ 4,17 trilhões e saques de R$ 4,21 trilhões. O volume de retiradas, portanto, já supera em mais de quatro vezes o total registrado em 2024.

Segmentos da poupança
O Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), usado principalmente para o crédito imobiliário, teve saída líquida de R$ 4,67 bilhões em agosto.

A poupança rural também registrou saldo negativo, com resgates de R$ 2,88 bilhões.

Histórico
Nos últimos anos, a poupança tem apresentado resultados voláteis. Em 2020, houve captação positiva de mais de R$ 166 bilhões, mas em 2021 o saldo voltou a ser negativo, em R$ 35,4 bilhões. Já em 2023, o resultado foi ainda mais expressivo, com saída líquida de R$ 87,8 bilhões — a segunda maior desde o início da série histórica, em 1995.

Estoque atual
Apesar das retiradas, a poupança ainda concentra R$ 1,019 trilhão em recursos. Esse montante é R$ 1,1 bilhão menor que o registrado em julho e R$ 2,4 bilhões abaixo do nível de agosto de 2024. A rentabilidade ajudou a atenuar o impacto dos saques, acrescentando R$ 6,5 bilhões ao estoque em agosto e R$ 50,2 bilhões no acumulado do ano.

China: exportações caem para o menor nível em seis meses por causa da guerra comercial com os EUA

As exportações da China registraram o crescimento mais lento em seis meses, diminuindo em agosto após o breve impulso de uma trégua comercial com os Estados Unidos. No entanto, a demanda em outros mercados ofereceu algum alívio para as autoridades, que buscam fortalecer uma economia que enfrenta baixa demanda interna e riscos externos.

Líderes econômicos contam com a diversificação de mercados por parte dos fabricantes para compensar a política comercial volátil do presidente dos EUA, Donald Trump. Essa estratégia lhes permite adiar a implementação de apoio fiscal adicional no último trimestre do ano.

Crescimento lento e diversificação de mercados
As exportações chinesas subiram 4,4% em agosto, em comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo dados alfandegários divulgados nesta segunda-feira. O número ficou abaixo da previsão de 5% de uma pesquisa da agência Reuters e marca o crescimento mais lento em seis meses. O resultado também contrasta com o aumento de 7,2% em julho.

As importações cresceram 1,3%, uma queda em relação aos 4,1% do mês anterior e abaixo da previsão de 3%.

Apesar da desaceleração, o economista da Economist Intelligence Unit, Xu Tianchen, considerou os dados positivos. “Eu diria que o número ainda é decente e a resiliência das exportações durou mais do que esperávamos”, afirmou.

As ameaças de tarifas de Trump são um grande desafio para a economia chinesa, mas analistas apontam que as autoridades estão relutantes em implementar reformas econômicas mais duras sob pressão externa.

Queda nos EUA e aumento na Ásia
 

As duas maiores economias do mundo concordaram em 11 de agosto em estender sua trégua tarifária por mais 90 dias, mas parecem ter dificuldades para traçar um caminho além da pausa atual. Economistas alertam que, se as tarifas de Trump superarem 35%, se tornarão proibitivamente altas para os exportadores chineses.

Dados alfandegários mostram que as exportações da China para os Estados Unidos caíram 33,12% em agosto, enquanto os envios para países do sudeste asiático aumentaram 22,5% no mesmo período.

“Até agora, as exportações estão resistindo bem”, disse Dan Wang, diretora para a China do Eurasia Group. “Os envios para os Estados Unidos caíram, mas outras rotas estão até melhores do que no ano passado. Muitas exportações também estão ligadas a fábricas chinesas que se mudam para o exterior e importam matérias-primas e outros insumos da China”, acrescentou.

Os produtores chineses tentam exportar mais para mercados na Ásia, África e América Latina, mas nenhum desses países se aproxima do poder de consumo dos Estados Unidos, que já absorveu mais de US$ 400 bilhões anuais em produtos chineses.

O superávit comercial da China em agosto foi de US$ 102,3 bilhões, um aumento em relação aos US$ 98,24 bilhões de julho, mas ainda bem abaixo dos US$ 114,7 bilhões de junho. Analistas aguardam para ver se as autoridades chinesas aplicarão medidas fiscais adicionais no último trimestre do ano para estimular a demanda interna.

(Com informações da Reuters)

Comerciários de Balneário Camboriú e Camboriú já têm novo piso salarial e bônus por trabalho em feriados

Os trabalhadores do comércio de Balneário Camboriú e Camboriú já contam com um novo piso salarial e valores atualizados para o pagamento de bônus por trabalho em feriados. As mudanças estão previstas na nova Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2025/2026, assinada entre o Sindilojas e o sindicato laboral da categoria. A nova convenção já está em vigor e deve ser seguida por todas as empresas e trabalhadores do comércio varejista e atacadista nas duas cidades.
 
O piso de admissão foi reajustado para R$ 2.050,00, com aumento de 7,44%. Já o piso principal passou para R$ 2.270,00, representando um reajuste de 7,10%. Para os demais salários do comércio, o reajuste definido foi de 6%. O valor da quebra de caixa, pago a profissionais que lidam com dinheiro, foi atualizado para R$ 230,00.
 
A convenção também manteve o modelo de compensação para o trabalho em feriados. Os empregados que atuarem nessas datas terão direito a uma folga compensatória e ao recebimento de um bônus em dinheiro ou vale-compras, conforme o tipo de estabelecimento em que trabalham.
 
Nos supermercados, minimercados e mercearias, o bônus é de R$ 95,00 em dinheiro ou R$ 105 em vale compras oferecido pelo próprio empregador. Funcionários de lojas de materiais de construção, ferragens, grandes redes, lojas de móveis, eletrodomésticos e shoppings recebem R$ 101. Já nas lojas de rua e demais comércios, o bônus é de R$ 78.
 
Esses valores são pagos por cada feriado trabalhado. Por exemplo, no próximo 7 de setembro, que cairá em um domingo e é feriado nacional, quem for escalado para trabalhar receberá o bônus correspondente ao seu segmento e uma folga em outro dia.
 
Outro ponto importante mantido na convenção foi a regra conhecida como 2x1 para o trabalho feminino aos domingos. Essa norma permite que mulheres possam trabalhar em dois domingos consecutivos, desde que folguem no terceiro. A medida é especialmente importante para o setor supermercadista, já que a obrigatoriedade de folgas mais frequentes geraria impacto direto nas escalas. 
 
Segundo a presidente do Sindilojas Balneário Camboriú, Rosemari Tomanzoni, a convenção garante avanços importantes para os trabalhadores, ao mesmo tempo em que leva em conta a realidade das empresas. “Buscamos o equilíbrio para valorizar os profissionais do comércio sem prejudicar a sustentabilidade dos negócios locais”, afirma.
 

 

Construtora catarinense celebra Dia do Corretor com sorteio de BMW e viagem a Dubai

Referência em empreendimentos de luxo e com 36 anos de mercado, o Grupo J.A. Russi reuniu cerca de mil profissionais para celebrar o Dia do Corretor de Imóveis, oficialmente comemorado em 27 de agosto, em alto estilo. Com o tema “Estrelas do Mercado”, a homenagem foi marcada por uma série de atrações, entre elas, música ao vivo, food trucks, homenagens e sorteios de grandes prêmios como um automóvel BMW 320 GP e uma viagem para Dubai. A iniciativa teve a participação do comentarista e ex-futebolista Diego Ribas, apresentado como novo embaixador do High Tower, mais recente lançamento do grupo em Itapema (SC) que já atingiu 50% das unidades comercializadas. 

“Os corretores de imóveis são as verdadeiras estrelas do mercado. Não adianta a gente produzir e lançar empreendimentos inovadores sem ter quem brilhe junto conosco. São eles que fazem a conexão entre nossos produtos e os clientes. Desde a fundação, a J.A. Russi tem no seu DNA essa aproximação e foi pioneira em promover eventos dedicados especialmente a esses profissionais. Hoje, reforçamos esse compromisso ao proporcionar um momento em que eles se sintam valorizados e reconhecidos”, destacou Suzana de Fátima Russi Chiamenti, presidente do Grupo J.A. Russi.

Ganhador do automóvel BMW, o corretor Pedro Nackle Meira contou que vendeu o High Tower para um investidor canadense. “Foram 50 dias entre a visita para conhecer o empreendimento e a assinatura do contrato para a efetivação da venda. Agradeço à parceria da construtora que nos presta o suporte e produtos de alta qualidade para que possamos realizar ótimos negócios”, comemorou o profissional Balneário Camboriú.

Um casal de Porto Alegre (RS) e futuro morador do High Tower foi o ganhador da viagem para Dubai. Antes mesmo de ver a planta, eles decidiram pela aquisição da cobertura do empreendimento, motivados pelo desejo de viver em um imóvel com vista para o mar e voltado à qualidade de vida. Na ocasião, também foram sorteados livros, camisetas autografadas e outros brindes para os corretores.

High Tower: 50% vendido e conceito de resort

Com VGV de quase R$ 300 milhões e ticket médio de R$ 4 milhões, o High Tower, localizado na quadra do mar, será um dos quatro edifícios mais altos de Itapema, com 52 pavimentos e 48 unidades residenciais, sendo duas por andar. Todas as plantas oferecem quatro suítes e vista para o mar, além de duas coberturas duplex. A área de lazer de 2.575 m², inspirada em resorts internacionais, terá quase 20 ambientes entregues equipados e decorados, incluindo piscinas, spa, wine bar, espaço gourmet, academia, surf lounge e bike station. A torre é construída pela Aliança Empreendimentos, empresa do Grupo J. A. Russi.

O novo embaixador do High Tower, o ex-jogador de futebol Diego Ribas, que também adquiriu imóvel no empreendimento, destacou: “Eu já era investidor antes mesmo de me tornar embaixador pela credibilidade e solidez da construtora, o que é fundamental. O High Tower é um projeto esteticamente maravilhoso, tanto para morar quanto para investir. Por isso estou envolvido e recomendo, porque acredito muito nesse produto”, afirmou.

Sobre o Grupo J.A. Russi Ltda.

Fundado em 1989, o Grupo J. A. Russi é composto por renomadas empresas de Santa Catarina, a J.A. Russi, Aliança Empreendimentos - fundada em 2005 e pioneira em imóveis inovadores de alto padrão -, Calçadão Praia Shopping, Garden Open Mall, Harmony of the Seas entre outras, além de ser sócia no Brava Beach Group, todas empresas especializadas em empreendimentos de alto padrão e centros comerciais. Com uma trajetória de 36 anos, o Grupo já entregou 34 projetos, com mais de 1.500 apartamentos, ultrapassando 500 mil m² construídos. Com forte presença em Itapema, Balneário Camboriú e Itajaí (Praia Brava), o grupo se destaca pela excelência em construção e pela criação de projetos inovadores que transformam o cenário imobiliário das regiões em que atua. Atualmente, O Grupo  J.A. Russi tem em andamento quatro grandes projetos: Saint John, High Tower e Sunny Coast em Itapema e o Harmony Ocean Front, em Balneário Camboriú.

https://jarussi.com.br

 

foto: GUMA MIRANDA

Gomes da Costa lança nova Sardinha com Molho de Tomate com sabor caseiro para impulsionar suas vendas

A Gomes da Costa, líder no segmento de pescados enlatados no Brasil, anuncia o lançamento da nova receita da Sardinha com Molho de Tomate, um dos principais produtos do seu portfólio. A reformulação traz um molho mais consistente, bem temperado e com um sabor caseiro, elevando o padrão da categoria. A novidade visa fortalecer a presença da marca nas gôndolas e impulsionar o giro dos produtos.

Com grande presença nos lares brasileiros, a sardinha é um alimento popular em todas as regiões do país. A preferência é ainda mais expressiva no Nordeste e no interior de São Paulo, que concentram grande parte do consumo. O sabor tomate é o segundo mais consumido dentro do universo de sardinhas, reforçando a relevância estratégica da nova receita para o mercado.

O novo molho de tomate foi desenvolvido para ser encorpado, bem temperado e com sabor caseiro, sob medida para combinar com a sardinha. Juntos, eles realçam o melhor de cada ingrediente e proporcionam uma experiência equilibrada e cheia de sabor. 

A nova receita já foi incorporada a toda a linha de produtos que utilizam molho de tomate, incluindo os SKUs: Sardinhas com Molho de Tomate (tamanho tradicional 125g e embalagem econômica 250g), Sardinhas com Molho de Tomate Picante, Sardinha Ralada em Molho de Tomate e Filés de Sardinha em Molho de Tomate. Os produtos já estão disponíveis nos principais pontos de venda do Brasil.

Para comunicar essa importante novidade aos consumidores e apoiar o varejo, a Gomes da Costa investiu em uma campanha publicitária nacional abrangente e desenvolveu um conjunto de materiais especiais de merchandising para aumentar a visibilidade nos pontos de vendas, como cartazes, wobblers, cubos e faixas de gôndola, que facilitarão a identificação e a decisão de compra do consumidor.

Gomes da Costa 
A Gomes da Costa é uma marca parceira que descomplica o dia a dia das pessoas com sabor e praticidade. Líder no setor de pescados enlatados e a preferida pelos brasileiros*, a Gomes da Costa pertence à Nauterra, empresa global de alimentação, e está presente no Brasil há 70 anos com um portfólio completo composto por: atum, sardinha, patês de atum, saladas com atum prontas para consumo, filés de atum, filés de sardinha, azeite e produtos para Food Service. Confira mais informações no site, Instagram e Facebook da marca. 

Portonave destaca investimentos e excelência no Portos & Costas Brasil

Posicionada como referência nacional em eficiência e investimentos para manter sua competitividade no mercado portuário, a Portonave S/A – Terminais Portuários de Navegantes terá papel de destaque na 3ª edição do congresso técnico Portos & Costas Brasil. O evento, consolidado como um dos mais importantes encontros técnicos sobre infraestrutura portuária e costeira do país, acontecerá nos dias 22 e 23 de setembro, no Riviera Convention Center, na Praia Brava, em Itajaí.

O superintendente do terminal de uso privado (TUP), Osmari de Castilho Ribas, apresentará o case “Portonave: desafiar limites pela excelência na operação portuária”, evidenciando a bem-sucedida trajetória da companhia em apenas 18 anos de atuação. Integrante do TiL Group, um dos maiores operadores portuários do mundo, presente em 70 terminais distribuídos por 31 países nos cinco continentes, a Portonave ocupa hoje a segunda posição no ranking brasileiro de movimentação de contêineres, segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Os constantes investimentos em infraestrutura são determinantes nesse resultado. Atualmente, 43% dos navios que atracam no terminal têm mais de 306 metros de comprimento. “É essencial que o mercado acompanhe a nova geração de embarcações – principalmente no que se refere à infraestrutura dos acessos. Hoje, a companhia destina R$ 1,5 bilhão à obra de adequação do cais e à aquisição de novos equipamentos para receber navios de até 400 metros de comprimento”, destaca Castilho. De acordo com a Antaq, o terminal também lidera em produtividade no cenário nacional.

O gestor observa que o desempenho da Portonave se torna ainda mais expressivo diante da realidade da infraestrutura portuária brasileira, que não avança no ritmo exigido pelo mercado. “Apesar de termos uma indústria robusta e uma demanda crescente no comércio exterior, gargalos estruturais persistem e comprometem a competitividade do setor”, afirma. Entre os desafios, ele cita a forte dependência do transporte rodoviário, a lentidão nas duplicações de rodovias e a falta de investimentos em ferrovias e canais de acesso aquaviário, que limitam o potencial dos portos. “O Brasil tem capacidade para receber navios maiores, mas precisa acelerar melhorias nos acessos para transformar esse potencial em resultados efetivos.”

Mauricio Torronteguy, sócio-diretor da MTCN e idealizador do congresso, ressalta o protagonismo da Portonave no mercado nacional e internacional, além da relevância de trazer seu case para a programação desta edição. Para Castilho, encontros como o Portos & Costas Brasil cumprem papel estratégico ao reunir autoridades e especialistas em um espaço de diálogo. “É nesse ambiente que alinhamos expectativas e discutimos soluções para os gargalos. O encontro vai além do debate: contribui para a construção de caminhos para o futuro da logística brasileira. Para nós, é também a oportunidade de reafirmar o compromisso da Portonave com a excelência, apresentando novos investimentos e perspectivas da companhia.”

Em 2025, o congresso conta com o patrocínio da TiL Group, SK Ambiental, HidroMares, Jan de Nul, Van Oord, Carioca Engenharia, Royal IHC, Graf Consulting e Wosniak Engenharia. A iniciativa recebe ainda suporte institucional do Ministério de Portos e Aeroportos, Antaq, PIANC, ATP, ABEPH, Abtra, Acatmar, CREA-SC, AOCEANO, FIESC, Governo do Estado de SC, Secretaria de Turismo e Eventos de Itajaí, entre outras entidades, reforçando sua abrangência e relevância.

As inscrições são limitadas a 280 participantes e estão abertas pelo site: portosecostas.com.br/inscricoes.  A programação completa está disponível no portal oficial: portosecostas.com.br. 
 
Texto: Joca Baggio
Fotos: Portonave SA/Divulgação

Produção industrial brasileira registra queda em julho

A produção industrial brasileira apresentou uma variação negativa de 0,2% na passagem de junho para julho de 2025, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (3) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Apesar da queda mensal, o setor mantém crescimento no acumulado do ano, com alta de 1,1%, e de 1,9% nos últimos 12 meses. A média móvel trimestral, encerrada em maio, registrou 0,3%.

Entre as quatro grandes categorias econômicas, duas apresentaram queda em julho: bens de consumo duráveis (-0,5%) e bens de capital (-0,2%). Já os setores de bens intermediários (0,5%) e de bens de consumo semi e não duráveis (0,1%) tiveram resultados positivos.

No total, 13 dos 25 ramos industriais pesquisados registraram queda. Entre os destaques negativos estão:

Metalurgia: -2,3%, interrompendo dois meses consecutivos de avanço;

Outros equipamentos de transporte: -5,3%;

Impressão e reprodução de gravações: -11,3%;

Bebidas: -2,2%;

Manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos: -3,7%;

Equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos: -2%;

Produtos diversos: -3,5%;

Produtos de borracha e material plástico: -1%.

Entre as atividades que avançaram, os principais impactos positivos vieram de:

Produtos farmoquímicos e farmacêuticos: 7,9%;

Produtos alimentícios: 1,1%;

Indústrias extrativas: 0,8%;

Produtos químicos: 1,8%;

Coque, derivados do petróleo e biocombustíveis: 0,6%;

Máquinas e equipamentos: 1,2%;

Celulose, papel e produtos de papel: 0,7%.

Na comparação com julho do ano passado, a indústria registrou crescimento de 0,2%, com resultados positivos em 12 dos 25 ramos. As maiores contribuições vieram de:

Indústrias extrativas: 6,3%, impulsionada pelo aumento na produção de óleos brutos de petróleo e gás natural;

Produtos alimentícios: 2,2%;

Produtos farmoquímicos e farmacêuticos: 12%;

Máquinas e equipamentos: 5,2%;

Produtos químicos: 1,9%;

Produtos têxteis: 9,9%;

Celulose, papel e produtos de papel: 3,8%;

Manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos: 8,7%.

Segundo o IBGE, julho de 2025 teve 23 dias úteis, o mesmo número de dias úteis que o mesmo mês do ano anterior, o que não impactou a comparação anual.

Empresários brasileiros recebem “balde de água fria” em reunião com secretário adjunto dos EUA

Na tarde desta quarta-feira (3), o Secretário de Estado Adjunto dos Estados Unidos, Christopher Landau, se reuniu com representantes da indústria brasileira. Participaram do encontro o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, o ex-diretor da Organização Mundial do Comércio (OMC) e consultor da CNI, Roberto Azevêdo, além do presidente da Câmara Americana de Comércio para o Brasil.

Segundo relatos, Landau afirmou que os empresários devem “atuar mais em Brasília do que em Washington” para enfrentar os desafios comerciais entre os dois países. Ele destacou que há espaço para diálogo, mas que a solução para as tarifas de 50% impostas ao Brasil é “política”.

Christopher Landau ocupa a segunda posição na hierarquia da diplomacia americana, abaixo apenas do Secretário de Estado, Marco Rubio. Nos últimos meses, o diplomata tem se manifestado publicamente sobre a situação política brasileira. Em setembro, em uma postagem no X (antigo Twitter), escreveu:

“A separação de poderes entre os diferentes níveis do governo é a maior garantia de liberdade já criada pela mente humana. Mas uma separação formal de poderes não significa nada se um poder tem meios de intimidar os outros a abrir mão de suas prerrogativas constitucionais (…) O que está acontecendo agora no Brasil sublinha este ponto: um único juiz da Suprema Corte usurpou seu poder ditatorial ao ameaçar líderes de outros setores e seus familiares com prisões e outras penas”.

No mesmo texto, Landau afirmou ainda que os Estados Unidos desejam “retornar à amizade histórica com o Brasil”, mas que a relação enfrenta dificuldades. “Estamos em um beco sem saída, já que outros setores do Brasil afirmam que não têm poder para agir e que não é possível negociar com um juiz”, declarou.

A reunião com o representante americano fez parte de uma agenda multilateral da comitiva brasileira, que também esteve no Capitólio.

Além disso, uma fonte americana revelou que bancos brasileiros receberam recentemente um comunicado do governo dos EUA questionando a possível aplicação da Lei Magnitsky em relação ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Questionado sobre o tema, um porta-voz do Departamento do Tesouro afirmou:

“Geralmente o Tesouro tem contato com instituições financeiras para clarificar expectativas de cumprimento [de normas]. A menos que a Ofac [Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros] tenha autorizado, regulações proíbem todas as transações feitas por pessoas ou instituições americanas que envolvam pessoas bloqueadas”.

CDL de Itajaí cria a primeira Câmara Empresarial do Vestuário e Moda de Santa Catarina

Itajaí se tornou referência estadual ao lançar a primeira Câmara Empresarial do Vestuário e Moda no sistema da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Santa Catarina (FCDL/SC). A iniciativa pioneira faz parte do Programa Realiza, em parceria com o Sebrae, e tem como missão fortalecer e dar voz a um dos setores mais representativos do varejo catarinense, reunindo empreendedores em torno de estratégias conjuntas de desenvolvimento.
 
O novo grupo terá a gestão de Cirlei Fátima Civa da Cunha (coordenadora), Maria Fernanda Sedrez Lana (secretária) e Samara Elisabete Hartof (financeiro). A criação da Câmara atende a uma demanda identificada em pesquisa realizada com os associados no início deste ano, que apontaram a necessidade de iniciativas mais segmentadas e direcionadas.
 
“A CDL Itajaí tem a missão de apoiar os lojistas de forma prática. Com a nova Câmara, vamos organizar um calendário de eventos alinhado ao varejo, com bazares, campanhas de liquidação, desfiles colaborativos e ações em datas comemorativas. A ideia é movimentar o setor de moda, criar visibilidade e gerar resultados concretos para os empreendedores”, afirma Laerson Batista da Costa, presidente da CDL Itajaí.
 
As reuniões da Câmara Empresarial do Vestuário e Moda serão mensais, com pautas específicas para os desafios e oportunidades do setor. O grupo gestor foi oficialmente apresentado durante a reunião de diretoria da CDL de Itajaí, realizada nesta terça-feira (02).

Economia & Negócios: Corretor de imóveis

Augusto César Diegoli (acdiegoli@gmail.com)

 

Corretor de imóveis

Celebrou-se recentemente o Dia do Corretor de Imóveis, profissionais cada vez mais requisitados em SC, onde estão alguns dos destinos mais valorizados do país para investimentos. Conforme seu Concelho Regional (Creci-SC), são 48 mil como pessoas físicas e 10.544 como pessoas jurídicas. Balneário Camboriú, tem 5.200 ativos, posicionando-se como um polo estratégico para a atividade imobiliária no Brasil.

Competitividade

Mais um ranking para deixar o governo de SC mais que prosa. Foi o de Competitividade dos estados, divulgado em sua 14 edição. Santa Catarina agora em segundo lugar, liderado por São Paulo. Paraná e Rio Grande do Sul estão em terceiro e quarto, respectivamente. SC é líder nos pilares de segurança pública e capital humano.

Estrangeiros em SC

Mesmo sendo este um período de baixa temporada, Florianópolis atrai muitos estrangeiros. Buscas para setembro, por exemplo, registraram aumento de 46% na comparação anual, conforme levantamento da plataforma Booking.com, que lida com reserva de hotéis, aluguel de temporada, voos e outros serviços de turismo. Desempenho maior de buscas tiveram a cidade de São Paulo (208%), Porto de Galinhas (108%) e Rio de Janeiro (50%).

Duas rodas

O Brasil, puxado pelo Polo Industrial de Manaus é o maior produtor de duas rodas fora do eixo asiático. O faturamento anual é de R$ 40 milhões. São 150 mil empregos na cadeia econômica. Segundo o presidente da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), a produção em 2025 será de 1,9 milhão de unidades. Temos sinais cada vez mais positivos no mercado. A moto está cada vez mais presente na sociedade, no público feminino, crescendo em delivery e como oportunidade de inclusão social e principalmente emprego. Estamos contribuindo ocada vez na mobilidade, eficiência logística e na economia. O Brasil precisa investir mais na formação desses motociclistas e apertar a fiscalização.

Repúdio

A Assembleia Legislativa aprovou uma moção de repúdio contra decisão do governo federal de importar bananas do Equador, o que poderá impactar 30 mil famílias produtoras de SC, principalmente nos municípios de Corupá, Massaranduba, Jaraguá do Sul e Luiz Alves.

Tarifaço

Os primeiros efeitos do tarifaço do presidente dos EUA começam a ser sentidos. Conforme dados do Caged, compilados pelo Observatório Fiesc, o setor de madeira e móveis registrou o fechamento de 580 vagas de trabalho em julho. Esta é a primeira estatística oficial que mostra o impacto real sobre um dos setores mais atingidos em Santa Catarina.

Inverno mais frio

A Epagri/Ciram afirma, por meio de um estudo preliminar, que o inverno de SC em 2025 foi o mais frio desde 2016. A análise dos dados de temperatura no estado tem com base em anomalias de temperatura máxima e mínima de algumas estações com séries históricas mais longas no estado, para os anos entre 2010 e 2025, no trimestre junho-julho e agosto. Em 2025, foram usados dados de agosto até o dia 25.

Roupas falsificadas

Uma operação de combate à pirataria realizada dia 26, em Brusque, apreendeu R$ 2,2 milhões em roupas falsificadas. No primeiro estabelecimento alvo da operação, foram recolhidas aproximadamente 35,6 mil peças com etiquetas indicando CNPJ inexistente ou falso. Outras 4,4 mil peças eram comercializadas com indicação de marcas sem autorização dos titulares, sendo consideradas piratas. Já no segundo estabelecimento, foram apreendidas 4,9 mil peças e 160 pares de tênis de marcas piratas. Ao todo, contando os dois comércios, foram quase 45 mil itens apreendidos. A operação atende a uma decisão judicial.

Alta nos preços

A Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada em Brusque por meio de parceria entre o Fórum de Entidades Sindicais de Trabalhadores de Brusque e região (Fórum Sindical), o Dieese e o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Fiação e Tecelagem, apontou que o preço da cesta básica no município fechou julho de 2025 em R$ 691,95. O valor representa queda de 0,46% em relação a junho, mas ainda mantém a cidade na 16ª posição entre as cestas mais caras do país. Na comparação com julho de 2024, o custo em Brusque subiu 6,89%. Já na variação acumulada de 2025, a alta é de 5,15%.

Time Zen

 Somos uma indústria automotiva em constante desenvolvimento e estamos buscando novos talentos para crescer com a gente!

Expansão para Guabiruba

O Grupo Boticário acaba de confirmar a chegada ao município de Guabiruba (SC), com a inauguração de uma nova franquia no primeiro semestre de 2026. A cidade, que já era atendida por meio do canal de venda direta desde 2011, agora passa a fazer parte do plano de expansão física da marca, com uma loja nos mesmos padrões de qualidade, experiência e atendimento da unidade de Brusque. “Hoje atuamos focando em expansão de mercado. Nossas estratégias comerciais visam garantir cada vez mais participação no setor de Higiene Pessoal, Cosméticos e Perfumaria (HPC) em Brusque e região. Atualmente, a cada cinco itens vendidos nessa categoria, um passa pelos nossos canais de venda ou multimarcas de grupo. Queremos alcançar 26% desse mercado até 2030”, explica Isabele Cristine, franqueadora local”.

Revisionismo

A Folha de São Paulo (FSP) não sugeriu explicitamente, mas inferiu que cidades brasileiras que tem nome que homenageiam ex-presidentes (1964-1985), deveriam fazer uma espécie de revisionismo, substituindo-os. É o caso de Presidente Castelo Branco (que exerceu mandato de 1964 a 1967), em SC. O município, criado em 1963, de apenas 1.724 habitantes, vizinho a Concórdia, não tem nenhuma iniciativa que busque mudar seu nome. Agora, quem sabe. Que contrate a UFSC, PHD nisso, quando o personagem é de direita.

Corretor de luxo

Quem não lembra do ex-jogador da seleção brasileira de vôlei, o grandão Evandro Guerra? Depois de 26 anos de carreira e muitos títulos, inclusive mundiais, agora é um bem sucedido corretor de imóveis de luxo em Itajaí, mais precisamente na Praia Brava, que é um dos endereços com o metro quadrado mais valorizado do Brasil. É funcionário da Construtora CK.

Palco da moda

Celebrando 10 anos, o evento O Negócio da Moda promete reunir milhares de profissionais do setor, marcas e conteúdos de alto nível. Após passar por Caruaru (PE) e Goiânia (GO), o ONDM mantém seu foco em impulsionar negócios, conexões e inovação na moda e confecção. Na edição de 2024, o ONDM atingiu recorde de público, com palestras de nomes como Mônica Salgado, Carlos Ferreirinha e Carla Assumpção. Os expositores já estão confirmados e a programação oficial será divulgada em breve.

Preço da tilápia

Registre-se uma série de esforços do trade oficial da agricultura em favor do crescimento do setor produtivo da tilápia em SC. Agora, falta um trabalho mais efetivo para remunerar melhor os produtores e fazer o produto chegar à mesa do catarinense com preço mais convidativo. Assumindo todos os riscos e custos de produção, fazendo a parte da criação até o abate, o produtor recebe hoje R$ 7,39 pelo quilo. Lá na gôndola de supermercados ou de peixarias o preço do quilo no formato filé ultrapassa R$ 60. Equilibrar preços dessas duas pontas eliminando intermediários é o grande desafio.

Incentivos fiscais

Seis empresas de Brusque receberam isenções fiscais por parte da prefeitura no ano de 2025 até agora. A informação foi divulgada pelo Executivo através da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Inovação em resposta a pedido de informação da Câmara de Vereadores. Os valores, somados, passam de R$ 325 mil. A maioria recebeu isenção total ou parcial do IPTU. Também foram concedidos descontos no ISS e na Taxa de Licença para Localização e Funcionamento. A concessão de isenções pela Lei de Incentivos Econômicos/Fiscais é feita em parceria pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Inovação e a Secretaria da Fazenda. Os critérios estão definidos em lei e são analisados por uma comissão com integrantes da sociedade civil e do poder público.

Tarifaço afeta emprego

Antes de entrar em vigor, em 1º de agosto, o tarifaço de 50% dos Estados Unidos, já impactava negativamente o emprego em SC. Um dos primeiros efeitos em julho foi a redução de 580 vagas no setor de móveis e madeira, mostrou o Caged do Ministério do Trabalho. De acordo com o presidente da Fiesc, o fechamento de postos de trabalho no ramo é reflexo do contexto da imposição das tarifas de 50% sobre as exportações brasileiras e mostra o impacto da medida sobre as indústrias do setor, grandes exportadoras para o mercado norte-americano. No mesmo mês do ano anterior, o setor havia registrado saldo positivo de 127 empregos com carteira assinada. Apesar desse resultado setorial, a indústria de SC teve saldo de mil vagas em julho.

Exportação de serviços

Quem exporta software não está sofrendo o tarifaço dos EUA. O Brasil é reconhecido como um país de economia fechada para o mercado mundial, mas quando se olha o setor de serviços, que responde por 70% do PIB, a situação é mais crítica do que os setores da indústria e do agronegócio. Atualmente, das 25 milhões de empresas do setor de serviços no Brasil, somente 0,07% tem receita pelo menos um dólar vindo do exterior. Se forem considerados somente médias e pequenas empresas, será de 0,6%. A informação é do diretor da Associação Catarinense de Tecnologia.

Ameaça americana

Trump afirmou que seu governo está conduzindo uma “grande investigação tarifária sobre móveis que entram no país”, no que pode resultar em mais tarifas para o setor. No ano passado o Brasil faturou US$ 249,6 milhões em exportações para lá, a maior parte saída do polo moveleiro de São bento do Sul, Campo Alegre e Rio Negrinho, região que tem 7 mil trabalhadores atuando em 398 indústrias, 20 delas exportadoras. Como impacto do tarifaço, cerca de 600 deles, funcionários de quatro empresas, estão em férias coletivas.

Prestígio

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) veio prestigiar a posse do novo presidente da Fiesc. Em seu discurso, deu uma indireta ao governo federal, afirmando que a negociação, o diálogo e a diplomacia sensata, desconectada de interesses eleitorais, mais do que nunca, são caminho para superar o grave momento em que vivemos e que o partido da Fiesc é a indústria.

África

Para atender à necessidade de enfrentar desafios históricos envolvendo as comunidades tradicionais afro-brasileiras em SC, incluindo o racismo religioso, combate à intolerância religiosa e com a intenção de preservar territórios sagrados e fortalecer as tradições culturais ancestrais, será instalada na Assembleia Legislativa a Frente Parlamentar em Defesa do Povo Tradicional de Matriz Africana. Conforme o Censo do IBGE, os pretos representam 4,1% da população de SC, menor percentual do país.

Manutenção 4.0

Gargalos da infraestrutura brasileira pesam no bolso e na vida da população. O impacto é tão grande que especialistas estimam que as perdas do chamado “Custo Brasil” em que setores como rodovias, saneamento e energia se destacam, chagando a 20% do PIB do país. Potencializar a implantação de tecnologia no setor da infraestrutura é crucial, destacou Pedro Fornari, da Kartado, durante o LabGov Summit em Florianópolis. Defendeu a Manutenção 4.0 como um caminho decisivo para virar esse jogo hoje, dados permitem gerar informações para dar mais previsibilidade sobre quando, onde e como ocorrerá um problema. A Kartado, de SC, já aplica o conceito em cinco regiões brasileiras.

Setor de tecnologia de SC

Estudo nacional do Observatório Acate 2025, realizado pela Associação Catarinense de Tecnologia (Acate) em parceria com a empresa Neoway e divulgado durante o Startup Summit em Florianópolis, mostra que o setor faturou R$ 42,5 bilhões em 2024. Com esse resultado, ultrapassou o Rio Grande do Sul e chegou ao 5º lugar no país. Outro destaque são os 100,4 mil postos de trabalho no ano, com avanço da 4ª posição para a 3ª na oferta total de emprego em tecnologia no país. Com salário médio de R$ 5.768, valor quase duas vezes maior do que o salário médio de setores como comércio e construção civil.

Setor da tilápia em SC

O comércio da tilápia movimentou R$ 400 milhões em Santa Catarina no último ano. Para 2025, no entanto, o momento é de apreensão frente ao anúncio do tarifaço americano. O peixe cultivado no Brasil também é alvo da tarifa de importação fixada em 50% pelo governo dos Estados Unidos. No Brasil, o setor da tilapicultura depende muito das vendas para o mercado americano. Apesar disso, o impacto não deve ser sentido de forma direta. Os reflexos da queda da exportação para os EUA são mais significativos em relação à mudança no mercado de oferta, que passa de internacional para interna. Com a produção redirecionada para o mercado interno, isso tende a ampliar a oferta e pressionar os preços para baixo. No entanto, com a desvalorização do produto aos piscicultores, a tilápia pode encarecer a longo prazo para os consumidores, com o possível fretamento do cultivo nacional. Essa projeção é reforçada pelo fato de o setor já atravessar um período de retração nas vendas no Brasil, consequência da menor procura depois da Semana Santa e da chegada do inverno. Em SC foram produzidas aproximadamente 44,4 mil toneladas de tilápia em 2024. Os dados são do Observatório Agro Epagri/Cepa. A cidade com a maior produção de tilápias em Santa Catarina fica no Sul do Estado, em Armazém.

Grupo Koch promove grande mutirão de contratação em 12 cidades de SC

O Grupo Koch, maior rede supermercadista em Santa Catarina, promove no próximo sábado (6), um grande mutirão de vagas de emprego em diversas unidades do Komprão Koch Atacadista e do varejo SuperKoch espalhadas pelo Estado. Ao todo, serão disponibilizadas mais de 400 oportunidades em diferentes funções e setores além de posições exclusivas para atuação aos finais de semana..

A ação acontecerá simultaneamente nas lojas localizadas em São João Batista (L10 - Komprão), Brusque (L30 e L36 - Komprão), Blumenau (L32, L40 - Komprão e L89 - SuperKoch), Gaspar (L33 - Komprão), Pomerode (L35 - Komprão), Joinville (L45 - Komprão), Itajaí (L46 e L74 - Komprão), Indaial (L49 - Komprão), Tijucas (L53 - Komprão), Tubarão (L70 e L86 - Komprão), Rio Negrinho (L71 - Komprão) e Canelinha (L73 - Komprão).

Entre as vagas ofertadas há diversas oportunidades nos setores de hortifrúti, açougue e frente de caixa, como operador de loja, atendente de carne, repositor e conferente. Os candidatos interessados devem comparecer diretamente às unidades participantes, das 9h às 13h, levando documento de identificação e currículo atualizado.

Benefícios

A rede conta com o Programa de Participação nos Resultados (PPR) – iniciativa que reconhece e valoriza o desempenho dos mais de 12,5 mil colaboradores do Grupo Koch. O benefício é concedido a todos os profissionais, de diferentes áreas e cargos, como forma de recompensa pelo desempenho individual e pelos resultados alcançados pela empresa, fortalecendo o engajamento e o sentimento de pertencimento à equipe.

O Grupo Koch oferece benefícios como plano de saúde Unimed, plano odontológico Uniodonto, telemedicina, acompanhamento psicológico, benefícios de viagem, refeitório com café, uniforme, bolsa faculdade, prêmio comportamental, quinquênio, progressão profissional, kit baby, auxílio-creche, convênio de compras, convênio com o Sesc, treinamentos e vale-transporte.

Sobre o Grupo Koch

Maior rede supermercadista em Santa Catarina e a 10a do país, de acordo com o ranking 2025 da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), o Grupo Koch está presente em 35 cidades do estado. São 87 lojas no segmento alimentício, nos formatos varejo (com a marca SuperKoch) e atacarejo (com a marca Komprão Atacadista), além de vendas pelo e-commerce. 

 

JBS tem mais de 500 oportunidades de emprego em Santa Catarina

JBS tem mais de 500 oportunidades de emprego em Santa Catarina
Vagas contemplam unidades da Seara em todas as regiões do Estado, em diferentes áreas e níveis de escolaridade; maioria não exige experiência

A JBS, uma das maiores empregadoras de Santa Catarina e uma das maiores empresas de alimentos do mundo, está com 526 vagas de emprego abertas em suas unidades da Seara no Estado. As oportunidades abrangem todas as macrorregiões e incluem funções em setores industriais (operação, qualidade e desenvolvimento de produtos), administrativo e agropecuário.

As oportunidades são para início imediato e a maioria não exige experiência prévia. Os interessados podem encontrar detalhes das vagas e cadastrar currículo no site: www.jbs.com.br/carreiras.

A empresa oferece aos seus colaboradores refeições nas unidades, ônibus fretados para deslocamento dos colaboradores, além de benefícios, como Programa de Participação nos Resultados (PPR) e acesso a programas internos de desenvolvimento profissional.

Veja a distribuição das vagas no Estado:

Oeste: 329 vagas – Seara (suínos), Ipumirim (aves), São Miguel do Oeste (suínos) e Itapiranga (aves e suínos)

Planalto Norte: 55 vagas – Itaiópolis (aves)

Vale do Itajaí: 79 vagas – Itajaí (administrativo e agropecuária, Centro de Distribuição, hub logístico e terminal Braskarne) e Gaspar (Seara Margarinas)

Grande Florianópolis: 03 vagas – São José (aves)

Sul: 42 vagas – Forquilhinha (aves) e Nova Veneza (aves)

Meio-Oeste: 03 vagas – Salto Veloso (alimentos preparados)

Serra: 15 vagas – Lages (alimentos preparados)

Profissionais interessados em fazer parte do banco de talentos da JBS, em todo o Brasil, também podem se cadastrar pelo site: www.jbs.com.br/carreiras.

Sobre a JBS
A JBS é uma empresa global líder em alimentos, com um portfólio diversificado de produtos de alta qualidade, incluindo frango, suínos, bovinos, cordeiros, peixes e proteínas vegetais. A companhia emprega mais de 280 mil pessoas e opera em mais de 20 países, como Brasil, Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Austrália e China. No mundo todo, a JBS oferece um amplo portfólio de marcas reconhecidas pela excelência e inovação, como Friboi, Seara, Swift, Pilgrim’s Pride, Moy Park, Primo, Just Bare, entre outras, que chegam diariamente à mesa de consumidores em 180 países. A empresa também investe em negócios correlatos, como couro, biodiesel, colágeno, fertilizantes, envoltórios naturais, soluções para gestão de resíduos sólidos, reciclagem e transporte, com foco na economia circular. A JBS prioriza um programa de segurança alimentar de excelência, adotando as melhores práticas de sustentabilidade e bem-estar animal ao longo de sua cadeia de valor, com o objetivo de alimentar o mundo de forma mais sustentável. Saiba mais em jbsglobal.com/.

Imersão do Empretec transforma rotina de empresário catarinense na gestão do negócio
“Agora, eu enxergo claramente um futuro muito próspero, baseado em tudo o que aprendi durante a imersão”. É com essa sensação de clareza e motivação, que o empresário Inácio Biank concluiu sua participação no Empretec - programa criado pela Organização das Nações Unidas (ONU), com metodologia exclusiva aplicada no Brasil pelo Sebrae/SC.
 
Proprietário da Biank Imóveis, em Navegantes, e atuando no mercado imobiliário do litoral catarinense desde 2018, Biank buscava aprimorar sua gestão empresarial. Foi com esse objetivo que decidiu se inscrever no Empretec. Segundo ele, a experiência foi libertadora e transformadora. “Uma revolução consigo mesmo: na gestão do seu eu, da sua empresa e das suas práticas”, afirmou.
 
Durante os dias de imersão, Biank teve a oportunidade de avaliar sua trajetória profissional, identificar pontos fortes e o que ainda precisa melhorar, além de fortalecer sua rede de contatos. Além de desenvolver habilidades empreendedoras, ele descobriu uma nova forma de olhar para si e para o futuro. “Agora, o desafio é colocar em prática tudo o que aprendi. O que vou fazer com toda a sabedoria adquirida no Empretec? Esse é o meu próximo passo”, concluiu o empresário.
 
Inscrições abertas para o Empretec 2025
O Sebrae/SC abriu as inscrições para novas turmas do Empretec em 2025. O programa, que já impactou empreendedores em 40 países, contará com edições em dez cidades catarinenses. Em Balneário Camboriú, a imersão acontece entre os dias 6 e 11 de outubro. Para mais informações sobre as inscrições e detalhes sobre o programa, acesse: https://cloud.divulga.sebraesc.com.br/empretec
 
Com metodologia dinâmica, o Empretec combina atividades digitais prévias com uma imersão presencial de uma semana, totalizando 60 horas de capacitação intensiva. O foco está no desenvolvimento de características comportamentais empreendedoras, aumento da segurança na tomada de decisões, otimização da gestão empresarial e ampliação da rede de contatos.
 
Os resultados são comprovados: “Nas edições anteriores do Empretec em Santa Catarina, 61% das empresas participantes relataram aumento nos lucros e 60% registraram crescimento nas vendas. Isso demonstra o impacto direto da metodologia aplicada pelos nossos especialistas”, afirma Daniela Fernandes, analista do Sebrae/SC.
 
Sobre o Sebrae/SC
O Sebrae/SC comemora, em 2025, 53 anos de dedicação ao fortalecimento dos pequenos negócios e ao fomento do empreendedorismo em Santa Catarina. Com presença em todas as regiões do Estado, a instituição oferece soluções que impulsionam o desenvolvimento econômico e social, apoiando milhões de empreendedores ao longo de sua trajetória. Reconhecido nacionalmente, o Sebrae é hoje a 4ª marca mais valiosa do país, com um ativo de R$ 33,9 bilhões, reflexo de sua credibilidade, impacto e compromisso com a transformação dos territórios onde atua. Em Santa Catarina, o Sebrae é parceiro estratégico de quem faz o estado crescer.
ARTIGO: Pauta exportadora refém do governo
A intervenção direta do governo no mercado, com a proposta de comprar produtos barrados pelas tarifas protecionistas de Donald Trump, não é apenas um sinal de miopia econômica, mas também a prova de uma submissão perigosa a medidas de curto prazo. 
 
Em vez de enfrentar a raiz do problema — a vulnerabilidade de nossa pauta exportadora  — a gestão federal prefere uma manobra que beira o populismo, disfarçada de estratégia de longo prazo. A decisão de despejar dinheiro público para absorver excedentes de café, frutas, pescados e mel, em um contexto de incertezas e déficits fiscais crescentes,  é uma medida que trai os princípios de uma economia de mercado saudável e competitiva e um ataque direto aos setores exportadores.
 
O que está em jogo não é apenas a compra de alguns produtos, mas a consolidação de uma mentalidade de que o Estado é o grande salvador, o comprador de última instância, pronto a socorrer qualquer setor que se veja em dificuldade. Essa lógica é insustentável. Ao invés de ser um facilitador do comércio, o governo se transforma em um agente central de distorção do mercado.  Essa intervenção direta é um sinal de fraqueza , uma admissão tácita de que a economia brasileira não tem a capacidade de se adaptar e buscar novos mercados por conta própria.
 
Essa política pode gerar uma dependência crônica. O Brasil se torna refém de planos de contingência que, além de onerosos, não resolvem a causa-raiz do problema. A cada novo choque externo, o governo precisará, de novo, abrir os cofres públicos. Isso sobrecarrega a máquina estatal, aumenta o risco fiscal e mina a confiança dos investidores. É como um vício: em vez de se livrar da dependência, o governo oferece uma nova dose. Essa "muleta estatal" desincentiva a inovação e a busca por eficiência. Por que um produtor se esforçaria para reduzir custos ou melhorar a qualidade se sabe que, em caso de crise, o governo estará lá para c omprar sua produção, não importa o preço?
 
A ausência de clareza nos detalhes do plano é outro ponto extremamente preocupante. A falta de critérios bem definidos e de transparência sobre os volumes a serem comprados abre um espaço enorme para a corrupção e o favorecimento político. O risco de que essas compras se transformem em um balcão de negócios para grupos de interesse é real e não pode ser subestimado. O dinheiro do contribuinte pode ser mal utilizado em produtos que, por não encontrarem um destino viável no mercado, podem se deteriorar, gerando um desperdício colossal.
 
A solução para os desafios do comércio global não está em atitudes reativas e ingênuas, como a de comprar o que os outros não querem. O protecionismo de Trump deve ser um alerta, não uma oportunidade de gastar dinheiro público. A resposta do Brasil deveria ser fortalecer a sua economia de forma estrutural, com uma política externa que promova a diversificação de parceiros comerciais e a abertura de novos mercados. O foco deve ser em políticas de longo prazo que incentivem a inovação, a competitividade e a eficiência, para que a nossa indústria e o nosso agronegócio não dependam de muletas estatais.
 
O plano de "socorro" do governo, na verdade, é uma armadilha que compromete o futuro da economia brasileira em nome de uma solução imediata e superficial, que apenas esconde o problema por debaixo do tapete. A verdadeira estratégia de desenvolvimento passa por menos intervencionismo e mais liberdade e competitividade para o mercado.
 
 
Não é aceitável que, em pleno século XXI, a gestão econômica do país ainda se prenda a soluções de inspiração estatizante e populista, que há muito se provaram falhas e danosas. O governo demonstra, com essa ação, uma desconexão preocupante com a realidade global e uma preferência por soluções cosméticas eleitoreiras em detrimento de reformas estruturais. O Brasil clama por liderança que inspire confiança e promova a modernização, não por uma gestão que perpetua a dependência e a vulnerabilidade, empurrando para o futuro a conta de suas próprias decisões errôneas e omissas. 
 
Eduardo Berbigier é advogado tributarista, especialista em Agronegócio, membro dos Comitês Juridico e Tributário da Sociedade Rural Brasileira e CEO do Berbigier Sociedade de Advogados.
CNI Afirma que “Não é o Momento” de Aplicar Lei de Reciprocidade

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) defendeu prudência nesta sexta-feira (29) diante do início do processo para aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica (Lei 15.122/2025) contra os Estados Unidos, autorizado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em nota, o presidente da CNI, Ricardo Alban, afirmou que a indústria brasileira “continuará buscando os caminhos do diálogo” e que “não é o momento” de acionar de fato a lei. A entidade destacou que ainda há espaço para negociação, visando tentar reverter as tarifas de 50% impostas pelo governo norte-americano sobre produtos brasileiros.

“Precisamos de todas as formas buscar manter a firme e propositiva relação de mais de 200 anos entre Brasil e Estados Unidos”, declarou Alban. Segundo ele, o objetivo é encontrar um caminho que leve à reversão das tarifas ou à ampliação das exceções para produtos brasileiros.

Para avançar nas negociações, a CNI organizará uma comitiva com mais de 100 líderes empresariais e representantes de associações do setor, que desembarcará em Washington na próxima semana. A agenda inclui encontros com autoridades e empresários norte-americanos, além de preparativos para a audiência pública marcada para 3 de setembro sobre a investigação aberta em julho nos termos da Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA.

O governo brasileiro enviou sua resposta aos Estados Unidos no último dia 18. Apesar de ter autorizado a abertura do processo pela Câmara de Comércio Exterior (Camex), o presidente Lula afirmou nesta sexta-feira que não tem pressa em aplicar a lei contra o país norte-americano.

Abaixo a íntegra da nota da CNI sobre a Lei da Reciprocidade:
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) defende a persistência no uso de instrumentos de negociação como forma de reverter os efeitos nocivos do tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre as exportações brasileiras.

O setor industrial continuará buscando os caminhos do diálogo e da prudência, e avalia que não é o momento para a aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica.

Para o presidente da CNI, Ricardo Alban, o momento exige cautela e discussões técnicas. Neste sentido, uma comitiva liderada pela CNI com mais de 100 líderes de associações e empresários industriais desembarcará no começo da semana que vem em Washington, para uma série de compromissos com empresários e representantes do poder público dos EUA.

“Precisamos de todas as formas buscar manter a firme e propositiva relação de mais de 200 anos entre Brasil e Estados Unidos”, afirma Alban. “Nosso propósito é abrir caminhos para contribuir com uma negociação que possa levar à reversão da taxa de 50% e/ou buscar obter mais rapidamente o aumento de exceções ao tarifaço sobre produtos brasileiros”, acrescenta o presidente da CNI.

Alban alerta que é importante observar que as economias brasileira e americana são complementares. Na corrente de comércio, os bens intermediários (insumos produtivos) representaram 58% do que foi comercializado entre os dois países na última década.

A agenda em Washington contempla encontros bilaterais entre instituições empresariais brasileiras e suas contrapartes e parceiros nos EUA, e reunião plenária para discutir os impactos comerciais e estratégias para aprofundar a parceria econômica entre os dois países.

A CNI também vai promover encontros estratégicos preparatórios para a defesa do setor industrial na audiência pública, marcada para o dia 3 de setembro, sobre a investigação aberta em julho pelo governo norte-americano nos termos da Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos.

Como representante do setor industrial brasileiro, a CNI formalizou uma manifestação em defesa do Brasil, argumentando que o país não adota práticas injustificáveis, discriminatórias ou restritivas ao comércio bilateral.

 

BNDES apresenta novas linhas de fomento à indústria na FIESC

A Federação das Indústrias de SC (FIESC) recebe, no próximo dia 17 de setembro, às 14h, o Diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do BNDES, José Luis Gordon. O executivo apresenta o papel estratégico do BNDES na Nova Indústria Brasil e as novas oportunidades de financiamento para o setor industrial, em três programas:

Brasil Soberano: R$ 40 bilhões para apoiar exportadores impactados pelas tarifas norte-americanas. Com taxas diferenciadas de até 0,58% ao mês, oferece suporte essencial para empresas que tiveram perdas superiores a 5% do faturamento.
Crédito Indústria 4.0: Nova linha de R$ 10 bilhões do BNDES + R$ 2 bilhões da Finep para modernização do parque industrial brasileiro, com foco na difusão de equipamentos que aumentam a produtividade e reduzem o impacto ambiental.
Nova Indústria Brasil (NIB): R$ 300 bilhões com foco em quatro eixos estratégicos: inovação e digitalização, exportação, sustentabilidade e produtividade.
As inscrições podem ser feitas no link. O evento será híbrido, na sede da FIESC em Florianópolis e com transmissão pelo YouTube.
 

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

Caminho alternativo para negociar o tarifaço

Nas conversas que tenho mantido com empresários e, principalmente, com professores universitários de Direito e Economia, há um consenso de que o presidente Lula perdeu as condições de negociar o "tarifaço" com o presidente Trump, como fizeram outros países.

A essa altura, parece que o melhor caminho é a sociedade brasileira encontrar uma solução, pois o presidente Lula acredita estar crescendo politicamente por “defender a soberania brasileira”. Ora, no caso do Brasil, soluções para reduzir os efeitos negativos do "tarifaço" devem ser negociadas, segmento por segmento, com empresários americanos que têm acesso à Casa Branca.

Essa ação se faz necessária, já que a política do governo de “dobrar a aposta” de forma permanente está trazendo sérios problemas para todos.

Em outras palavras, o povo, a sociedade, empresas, economistas e professores universitários precisam abrir um caminho fora da esfera do poder público para conseguir mitigar os efeitos negativos sobre a economia brasileira. É preciso defender o bem-estar do povo, os empregos, combater a inflação e permitir o desenvolvimento.

A impressão que tenho é de que, desse modo, algo será conquistado. Há setores que estão melhorando. Percebe-se que a indústria de carne e café são capazes de conseguir redução das tarifas. Outras empresas e setores já conseguiram o mesmo, o que serve de precedente. Além disso, a redução de tarifas também afeta a economia americana, o que pode facilitar um acordo.

É certo que a estratégia do presidente Trump de criar uma tarifa para depois acordar sua diminuição pode ter provocado negociações com todos os países. A ideia não era punir as outras nações, mas sim obrigá-las a reduzir suas tarifas.

No nosso caso, porém, a intenção pareceu ser a de punir. Temos uma das mais altas tarifas alfandegárias do mundo, superando inclusive a Índia. Em última análise, o Brasil é uma nação que impõe muitos tributos, mas não quer que os mesmos lhe sejam impostos.

A solução deve, portanto, vir do setor privado, do povo e da sociedade. Isso porque o governo perdeu as condições de diálogo com a sua política de "dobrar a aposta".

Estou convencido de que, apesar do momento complicado que enfrentamos, teremos que manter os juros em um patamar elevadíssimo; em 10% ao ano, em termos reais. E temos esse juro real elevado porque não se confia que o Brasil, com o endividamento que segue crescendo no governo do presidente Lula, terá condições de pagar a dívida. Juro real é o ganho que, de fato, se obtém sobre a aplicação do dinheiro.

Embora a dívida brasileira ainda seja inferior a dos Estados Unidos, a economia deles é a mais forte do mundo. No entanto, a dívida do Brasil é, talvez, a maior entre os países em desenvolvimento.

Ora, se eu tenho dinheiro e não confio em um país, só vou arriscar meu capital se houver juros elevados. Ao dar juros altos, o país amplia a atração de investimentos. Por isso, os juros reais de 10% no nível do sistema financeiro são elevadíssimos, até porque o Brasil, em vez de ser um país de investimento, é um país de especulação.

Os países são divididos em investidores e especulativos. Nós, por exemplo, estamos em terceiro grau em nível especulativo. As pessoas percebem que a má administração da política econômica prejudica o povo, a nação, o desenvolvimento e o crescimento.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, está realizando uma política econômica de certo modo adequada. Ele é o verdadeiro responsável por segurar a inflação, enquanto o presidente Lula aumenta a pressão sobre ela.

Por isso, me parece fundamental que os setores privados, com acesso a empresários estadunidenses, que tenham trânsito na Casa Branca, trabalhem intensamente, setor por setor, conforme a necessidade de cada um, para conseguir a redução de tarifas, o que algumas empresas já obtiveram e que outras estão em vias de conseguir. Isso seria bom para o Brasil e aliviaria um pouco a situação.

Não tenho esperança de que o governo Lula mude de atitude, pois parece que ele ganhou alguma aprovação ao “defender a soberania nacional” contra os Estados Unidos, além da divulgação da narrativa dos "pobres contra os ricos" e de que os ricos devem ser punidos pelos pobres.

Fato é que todos os países que negociaram, conseguiram baixar as tarifas aplicadas pelos Estados Unidos. O Brasil é o único que não consegue negociar, pois o discurso político está influenciando diretamente o discurso econômico.
 
Ives Gandra da Silva Martins é professor emérito das universidades Mackenzie, Unip, Unifieo, UniFMU, do Ciee/O Estado de São Paulo, das Escolas de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme), Superior de Guerra (ESG) e da Magistratura do Tribunal Regional Federal – 1ª Região, professor honorário das Universidades Austral (Argentina), San Martin de Porres (Peru) e Vasili Goldis (Romênia), doutor honoris causa das Universidades de Craiova (Romênia) e das PUCs PR e RS, catedrático da Universidade do Minho (Portugal), presidente do Conselho Superior de Direito da Fecomercio -SP, ex-presidente da Acade mia Paulista de Letras (APL) e do Instituto dos Advogados de São Paulo (Iasp).
 

Fotos: Andreia Tarelow

Editora Bittencourt