segunda, 17 de junho de 2024
23/04/2024

FIESC anuncia os cinco homenageados da Ordem do Mérito Industrial 2024


Os industriais Assis Strasser, da GTS do Brasil, Francisco Graciola, da FG Empreendimentos, Heinz Engel, do Conselho de Acordantes Condor, Henrique Deiss, da Têxtil Oeste, e Vera Olivo, da La Moda, serão homenageados com a Ordem do Mérito Industrial em 2024. Os nomes foram aprovados nesta sexta-feira, dia 19, durante a reunião de diretoria da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC).

A condecoração é a mais alta honraria do setor industrial e reconhece fundadores ou executivos de indústrias que são referência para Santa Catarina. O presidente da Federação, Mario Cezar de Aguiar, afirmou que os homenageados também se destacam nas comunidades em que estão inseridos. “São referência não apenas pela relevância econômica, mas pelo ativismo junto à comunidade, contribuindo para o desenvolvimento social do estado”, frisou. 

A entrega das homenagens ocorre no dia 21 de junho em evento exclusivo para convidados, na sede da FIESC, em Florianópolis, quando também será condecorado o industrial Leonardo Fausto Zipf, presidente da Duas Rodas Industrial, de Jaraguá do Sul, com a Ordem do Mérito Industrial Nacional, concedia pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Os nomes são indicados pelas vice-presidências regionais da FIESC e pelos sindicatos industriais e selecionados pelo Conselho da Ordem do Mérito, presidido pelo chanceler Edvaldo Ângelo, industrial e diretor 1º secretário da entidade. 

Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC



Blog

Atividade econômica patina em abril, mostra Banco Central

O crescimento da economia brasileira em abril apresentou pequena alta de 0,01%, segundo os dados do Índice de Atividade Econômica do BC (IBC-Br) divulgado hoje (14) pelo Banco Central. O IBC-Br é considerado um sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB). Em março, o índice apresentou queda de 0,34%.

Com isso, o índice chegou a 154,72 pontos no observado e na série dessazonalizada ficou em 148,38 pontos.

Ainda de acordo com o BC, na comparação com abril de 2023, os dados mostram que o IBC-Br teve alta de 4,01%. No acumulado em 12 meses o índice apresentou um avanço de 1,81%. No ano, a alta é de 2,08%.

Já no trimestre encerrado em abril, o IBC-Br teve alta de 0,76% em relação ao trimestre anterior. Em relação ao mesmo trimestre do ano passado, o crescimento foi de 1,63%.

Com informações da Agência Brasil

Produção industrial recua em cinco dos 15 locais pesquisados em abril

Na passagem de março para abril, a produção da indústria brasileira recuou em cinco das 15 regiões pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A constatação está na Pesquisa Indústria Mensal (PIM) Regional, divulgada nesta sexta-feira (14).

Pará e Bahia foram os estados com as maiores quedas. Por outro lado, São Paulo teve resultado positivo, situando-se em patamar acima da pandemia.

Na média nacional, a indústria apresentou queda de 0,5% em abril, conforme mostrou o IBGE na semana passada. 

Maiores baixas

O Pará teve a maior influência no resultado nacional, apresentando queda de 11,2%. O desempenho foi pressionado pelo setor extrativo. “Trata-se de um local com maior concentração industrial no setor extrativo”, explicou o analista da pesquisa Bernardo Almeida. Esse foi o maior recuo no estado desde maio de 2022.

A segunda maior queda e influência foi na Bahia, que regrediu 5,4%, após ter tido alta nos três primeiros meses do ano. O comportamento nos setores de derivados do petróleo e produtos químicos ajuda a explicar o resultado.

As demais regiões com recuo na produção industrial foram Goiás (-0,9%), Minas Gerais (-0,5%) e o Nordeste (-0,1%).

Altas

O maior crescimento e influência foi no Paraná, com 12,8%. O resultado se deu devido ao desempenho do setor de derivados do petróleo e da indústria de alimentos, além dos setores de veículos.

“A alta é a mais intensa desde setembro de 2020, quando cresceu 13,5% em um momento de recuperação da indústria após os primeiros meses da pandemia de covid-19, com afrouxamento do isolamento e do distanciamento social”, aponta Almeida.

Pernambuco foi outro destaque positivo com a segunda maior expansão (12,2%), figurando como terceira maior influência na média nacional. “O resultado foi influenciado pelos setores de veículos automotores e derivados do petróleo”, destaca o analista.

A segunda maior influência veio de São Paulo, onde fica a maior parte da indústria brasileira. O crescimento de 1,9%, depois de dois meses de resultados negativos, deixa o parque fabril paulista em um patamar 1,8% superior ao nível pré-pandemia (fevereiro de 2000).

O saldo positivo em abril foi puxado pelo desempenho do setor de alimentos, além das indústrias de derivados do petróleo e de veículos.

Os demais resultados positivos de abril foram em Mato Grosso (4,4%), no Amazonas (4,2%), Ceará (3,9%), Espírito Santo (2,7%), em Santa Catarina (0,4%), no Rio Grande do Sul (0,2%) e Rio de Janeiro (0,1%).

Rio Grande do Sul

O suplemento regional da PIM é importante para observar como o desempenho da indústria nacional se espalha pelo país.

A pesquisa traz dados de 17 unidades da Federação com participação de, no mínimo, 0,5% no total do valor da transformação industrial nacional (Amazonas, Pará, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Goiás) e para a Região Nordeste como um todo.

A edição de abril ainda não reflete os efeitos da calamidade no Rio Grande do Sul, uma vez que os efeitos mais severos das chuvas torrenciais aconteceram em maio. Os primeiros efeitos na indústria gaúcha devem ser percebidos na próxima divulgação da PIM Regional, prevista para 12 de julho.

Acumulado do ano

No acumulado dos quatro primeiros meses de 2024, a indústria nacional apresenta evolução positiva de 3,5%, com alta em 17 dos 18 locais pesquisados. Os avanços mais acentuados foram no Rio Grande do Norte (24,4%) e em Goiás (11,3%). São Paulo cresceu 4,3%. Apenas o Pará teve recuo (-1,7%).

Volume de serviços prestados em Santa Catarina é o segundo maior do país, aponta pesquisa

O volume de serviços prestados em Santa Catarina cresceu 1,3% em abril, levando o índice a 114,65 pontos. Com esse resultado, o estado ficou em 17º lugar entre os 20 estados que registraram resultados positivos no mês. No Brasil, o indicador avançou 0,5% na passagem de março para abril de 2024, resultado do desempenho positivo em todas as atividades investigadas. 

Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada pelo IBGE. Em comparação com abril de 2023, o volume de serviços cresceu 9,4%, o quinto maior do país. O desempenho do estado ficou abaixo apenas do Amazonas (14,5%), do Espírito Santo (13,2%), do Maranhão (11,4%) e do Sergipe (10,1%). A pesquisa mostrou, ainda, crescimento de 6,7% nos primeiros quatro meses de 2024. O acumulado nos últimos 12 meses ficou em 6,8%. Os resultados de Santa Catarina ficaram acima da média brasileira.

Receita nominal
A receita nominal das vendas cresceu 1,6% no mês, na série com ajuste sazonal. O índice chegou a 120,15 pontos – o maior da série histórica. O resultado do mês é 56% superior ao nível pré-pandemia (fevereiro de 2020). Entre as Unidades da Federação, o resultado do mês posicionou Santa Catarina na 7ª posição. No Brasil, o indicador cresceu 1,1%, após cresce 2,2% em março.

Comparado a abril de 2023, a receita nominal cresceu 13,2% em Santa Catarina e 8,9% no Brasil. Além de superar a média nacional, esse resultado posicionou o estado em 9º lugar entre os estados. No acumulado do ano, a receita nominal cresceu 10,5% frente ao mesmo período do ano passado, em Santa Catarina (2 melhor resultado do país, atrás apenas do Amazonas, que cresceu 13,2%) e 6,3% no Brasil. No acumulado em 12 meses, a receita
nominal das atividades de serviço cresceu 8,8% no estado e 5,2% no país.

Volume de vendas e receita nominal por atividades
Em abril, todas as atividades registraram aumento no volume de vendas em comparação com abril de 2023. Os maiores crescimentos no mês vieram dos ‘transportes, serviços auxiliares aos transportes e correios’ (15,2%), ‘outros serviços’ (6,3%) e dos ‘serviços de informação e comunicação’ (6%). As atividades turísticas no estado cresceram 9,1%, o quarto melhor resultado entre os doze estados investigadas.

Variação, em %, do volume de serviços por atividade – Santa Catarina.
O resultado do mês contribuiu para o desempenho no ano, que registrou crescimento em todas as atividades. Destaque para o crescimento de 7,7% nos serviços profissionais, administrativos e complementares, de 7,1% nos ‘transportes, serviços auxiliares aos transportes e correios’ e de 7% nos ‘serviços de informação e comunicação’.

A receita nominal dos serviços cresceu todas as atividades em abril na comparação anual. A contribuição positiva mais importante ficou com o ramo dos ‘transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio’ (19,4%) e dos ‘serviços de informação e comunicação’ (13,2%). As receitas das atividades turísticas cresceram 9,8% no estado e 9,3% no Brasil. No ano, a receita também cresceu em todas as atividades, com destaque para o aumento de 13,1% na receita dos serviços profissionais, administrativos e complementares.

Resumo

Mês:

 Em abril, o volume de serviços cresceu 1,3% em Santa Catarina, ultrapassando o aumento de 0,5% registrado no Brasil. Entre as UFs, o desempenho do estado ficou na 17ª posição.
 O índice alcançou um patamar 32,6% superior ao nível pré-pandemia (fevereiro de 2020), alcançando mais um recorde na série histórica;
 A receita nominal cresceu 1,6% no estado e 1,1% no país;
 Frente a abril de 2023, o volume de vendas cresceu 9,4% em Santa Catarina e 5,6% no Brasil. O desempenho do estado foi influenciado pela alta de 7,7% no volume de serviços dos ‘transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio’.


Acumulado do ano:
 No acumulado do ano, o volume de serviços cresceu 6,7%, ultrapassando a média nacional de 2,3%;
 Entre as unidades federativas, esse crescimento posicionou o estado em 2º lugar, ficando atrás apenas do Amazonas (7,7%);
 A receita nominal cresceu 10,5% no estado e 6,3% no país no ano;
 O crescimento de 7,7% nos ‘serviços profissionais, administrativos e complementares’, em Santa Catarina, impulsionou o resultado do ano;
 No acumulado em 12 meses, o volume de serviços prestados em Santa Catarina cresceu 6,8%, também superando a média brasileira (1,6%).

FIESC manifesta pesar pelo falecimento de fundador da Zen S.A., de Brusque

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) manifestou seu pesar pelo falecimento, nesta segunda (10), aos 91 anos, do empresário Nelson Zen, um dos fundadores da Zen S.A., de Brusque. Em maio de 1960, quando residiam em São Paulo, Nelson e seu irmão Hylário, criaram a Irmãos Zen, focada na fabricação de peças de rádio, mas que acabou se transformando numa das principais fabricantes brasileiras de impulsor de partida, componente de todos os tipos de veículos.
 
“Nelson Zen se destacou pela sua inventividade e criatividade, formando uma parceria muito frutífera com o irmão”, salientou o presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar. “Além do exemplo de integridade, Nelson, juntamente com Hilário, nos deixa uma grande contribuição para a economia e geração de empregos”, disse.
 
O vice-presidente da FIESC para o Vale do Itajaí Mirim, Edemar Fischer, também destacou a contribuição de Nelson Zen ao desenvolvimento regional. "É um momento de dor. Lamentamos a perda de um amigo e empresário querido, que ajudou a construir a história da cidade”, afirmou. “Nossos sinceros sentimentos à família e um eterno agradecimento por sua contribuição ao desenvolvimento de toda a região", enalteceu.
Em 1963, a empresa já estava voltada para o setor automotivo e, doze anos mais tarde, os proprietários a transferiram para sua cidade natal. Em Brusque também a empresa ganhou o nome de Zen S.A.
 
A Zen S/A emitiu nota de pesar. Leia a seguir:
 
"Comunicamos com profundo pesar o falecimento de Sr. Nelson Zen, um dos fundadores da ZEN S.A., aos 91 anos, ocorrido nesta segunda-feira, dia 10. Sua dedicação à geração de empregos dignos e sua contribuição para o avanço econômico da região foram fontes de grande orgulho para este notável empresário, que deixou sua marca na história da metalurgia em Santa Catarina. Nascido em Brusque (SC), Nelson iniciou sua jornada aos 14 anos na Fábrica de Tecidos Carlos Renaux, onde passou por diversas etapas, desde oficinas de manutenção em tecelagem até fiação. Foi lá que, ainda antes de completar 18 anos, teve seu primeiro contato com o setor industrial e descobriu sua paixão pelo ofício de torneiro mecânico, uma paixão que o acompanhou ao longo de toda a vida.
 
Criatividade e empreendedorismo marcaram sua trajetória. Juntamente com o irmão Hylário, falecido em 2020, transformaram um sonho em realidade. Em 1960, fundaram a metalúrgica Irmãos Zen, hoje conhecida como ZEN S.A., uma das principais fabricantes de autopeças do Brasil e uma significativa fornecedora para o mercado internacional, exportando para mais de 60 países. As dificuldades nos primeiros anos de empreendedorismo formaram o cenário perfeito para que uma mente inquieta desbravasse novos horizontes. Diante de uma pequena oficina com poucos recursos, Nelson desenvolveu o talento pelo qual seria reconhecido, a criatividade. Apaixonado pela arte da ferramentaria, em suas mãos equipamentos simples ganhavam contornos de máquinas robustas e outros eram desenvolvidos do zero.
 
A inteligência e a curiosidade de Sr. Nelson possibilitaram a fabricação do primeiro impulsor de partida da ZEN, em 1963. Desde então, os impulsores se tornaram o carro-chefe entre as linhas de produtos da empresa. É inegável que sua inventividade e comprometimento moldaram o DNA da organização, que se destaca pela tradição em processos enxutos de produção altamente eficientes e pela qualidade reconhecida internacionalmente.
 
Que neste período de pesar, família e amigos encontrem serenidade, sabendo que o legado do Sr. Nelson permanecerá vivo na essência da ZEN S.A., inspirando gerações futuras."
 
ZEN S.A.

 

Nova lei internacional de sustentabilidade pode impactar exportações brasileiras

A Diretiva de Devida Diligência em Sustentabilidade Corporativa (CS3D), recentemente aprovada pela União Europeia, exige que grandes empresas, tanto da UE quanto estrangeiras, realizem auditorias abrangentes em suas cadeias de fornecimento para assegurar o respeito aos direitos humanos e ao meio ambiente. A CS3D se aplica a empresas com mais de 1.000 funcionários e um faturamento anual global superior a €450 milhões.
 
De acordo com Gustavo Loiola, professor especialista em ESG, essa nova lei terá um grande impacto nas exportações brasileiras. “Empresas que realizam negócios com qualquer um dos 27 países da União Europeia serão obrigadas a comprovar que seus fornecedores respeitam os direitos humanos e o meio ambiente, com possibilidade de aplicação de multas significativas em caso de não cumprimento dessa nova lei, chegando a até 5% da receita”, explica.
 
As auditorias deverão abordar questões como desmatamento ilegal, perda de biodiversidade, trabalho análogo à escravidão e trabalho infantil. “As empresas brasileiras terão que oferecer maior visibilidade sobre como suas operações impactam o meio ambiente e a sociedade. Isso inclui relatórios detalhados sobre emissões de carbono, uso de recursos naturais e impactos sociais de suas atividades”, sugere.
 
A CS3D entrará em vigor entre 2027 e 2029, dependendo do tamanho da empresa. As maiores empresas serão impactadas primeiro, seguidas pelas de médio porte e, por fim, as menores. “A sustentabilidade não é mais uma opção, é uma necessidade. Por isso, além das exigências legais, é importante que as empresas pensem em seus impactos para adotar práticas sustentáveis efetivas. O ESG é uma oportunidade para inovar e liderar com responsabilidade”, complementa Gustavo Loiola.

 

3 em cada 10 brasileiros já se endividaram por conta de namorado

A Serasa realizou uma pesquisa para investigar a relação entre o coração e as finanças. A conversa abre espaço de discussão sobre os cuidados necessários entre namorados, maridos, esposas e ficantes para evitar prejuízos financeiros durante o Dia dos Namorados, em especial, ao longo do relacionamento.
De acordo com o levantamento produzido pelo Instituto Opinion Box, 32% dos entrevistados já se endividaram, em algum momento da vida, por conta de um parceiro e 25% revelam que já precisaram tomar crédito, motivado pela pessoa amada em questão. Pensando em relações anteriores, por sua vez, 15% dos respondentes também contam que compraram um presente e terminaram a relação antes da celebração de 12 de junho.
Valéria Meirelles, Psicóloga do Dinheiro, explica que esse é um fenômeno comum no início do relacionamento, em que, muitas vezes, casais maquiam a verdadeira realidade financeira porque querem se adequar ao outro. “O estágio inicial de paixão afeta a razão e faz com a pessoa se mostre muito mais emocional, chegando a acreditar que vale qualquer esforço para seduzir o parceiro – inclusive, recorrer a um empréstimo”, diz.
A chave para evitar ciladas amorosas e financeiras, de acordo com Valéria, é a conversa aberta. “É importante ter ciência que a paixão dura pouco e estamos falando de um período de idealização, em que um tenta se mostrar para o outro em seu melhor, mesmo que não tenha condições para tal”, afirma. “Porém, uma relação mais estável só se firma se se o casal falar sobre dinheiro desde o começo, a partir de situações básicas: caso um não possa ir a um restaurante mais caro ou tem um orçamento específico para o presente, por exemplo”.
Nesse sentido, amor e finanças andam juntos, e a educação financeira pode ser uma ferramenta importante para unir ainda mais casais além das datas comemorativas. “Quebrar esse tabu de falar sobre dinheiro é um ato de maturidade, para cada um ter clareza do limite financeiro do outro e construir um limite econômico da relação. Ou seja, não é um ato antirromântico, mas que ajuda a construir uma base sólida para uma relação em que ambos cresçam financeiramente”, conclui Valéria.
Presente: o básico ou inusitado?
A pesquisa ainda revela que 64% dos brasileiros acreditam na importância do Dia dos Namorados para o relacionamento. Segundo o levantamento, 55% dos consumidores têm a intenção de comprar presentes para alguém nessa época do ano, sendo 64% deles presentes para esposas ou maridos.
Os números mostram que os mimos tradicionais seguem em alta: entre as principais escolhas de presentes em 2024 estão as roupas (26%), perfumes (22%), algo simbólico, como flores e chocolates (16%), um almoço ou jantar comemorativo (15%) e equipamentos eletrônicos (14%).
Já em relação às famosas tatuagens com nome ou referência ao parceiro, 86% dos respondentes afirmam que não tatuariam o nome do namorado, marido ou esposa como uma homenagem ou presente especial – 7% ainda contam que teriam interesse em fazer e 7% não sabem se fariam. “Com as relações cada vez mais fluídas e possibilidades de múltiplos relacionamentos, é complicado pensar em algo eterno como a própria tatuagem”, analisa Valéria.
Entretanto, a psicóloga reforça que, mesmo que um relacionamento não seja eterno ou eternizado na pele, as experiências são memoráveis – inclusive, em relação às finanças: “É preciso lembrar que um ex é para sempre. As vivências passadas podem nos ajudar a nos tornar indivíduos e parceiros melhores em todos os aspectos”.
Metodologia
Realizado em parceria com o Instituto Opinion Box, o levantamento ouviu 1.732 pessoas, entre os dias 17 e 21 de maio de 2024.
Para saber mais e conferir a pesquisa completa, acesse: clique aqui.
 
Sobre a Serasa  
Com o propósito de revolucionar o acesso ao crédito no Brasil, a Serasa oferece um ecossistema completo voltado para a melhoria da saúde financeira da população por meio de produtos e serviços digitais.  

 

SENAI de Itajaí e Balneário Camboriú ampliam a oferta de formação profissional para Técnico em Segurança do Trabalho

O boom da construção civil nas regiões de Itajaí e Balneário Camboriú exige mão de obra qualificada em segurança do trabalho. Para suprir essa demanda, o SENAI oferece o curso técnico em Segurança do Trabalho, que forma profissionais aptos a garantir ambientes de trabalho seguros e em conformidade com as normas regulamentadoras.

O crescimento do setor da construção civil na região das duas cidades é impulsionado por diversos fatores, como investimentos em infraestrutura, aumento da população e busca por qualidade de vida. Esse cenário gera a necessidade de profissionais qualificados em segurança do trabalho, capazes de prevenir acidentes e promover a saúde dos trabalhadores.

O curso técnico em Segurança do Trabalho do SENAI tem duração de 1.200 horas e carga curricular completa, que aborda desde noções básicas de segurança até temas mais específicos, como higiene ocupacional, gestão de programas de segurança e auditorias.

Daiana da Silva, supervisora de cursos profissionais do SENAI, explica que investir em segurança do trabalho não é apenas uma obrigação legal, mas um bom negócio para as empresas. “Ao garantir a saúde e o bem-estar dos trabalhadores, as empresas reduzem o absenteísmo, aumentam a produtividade e melhoram a imagem da empresa”, pontua.

Como se matricular no curso

As inscrições para o curso técnico em Segurança do Trabalho do SENAI estão abertas em Itajaí e Balneário Camboriú. Para se matricular, os interessados precisam estar cursando o segundo ano do Ensino Médio ou ter Ensino Médio completo. As matrículas podem ser feitas nas unidades do SENAI em Itajaí (Rua Henrique Vigarani, 163, Barra do Rio) e Balneário Camboriú (Rua Angelina, 555, bairro dos Municípios). Informações complementares pelo (47) 3341-2900 (Itajaí) ou (47) 3341-2960. 

Diferenciais do curso do SENAI

Foco na prática: O curso oferece aulas teóricas e práticas, com simulações de situações reais de trabalho.

Professores experientes: A equipe de professores é formada por profissionais experientes e atualizados com as últimas normas e tecnologias da área.

Laboratórios modernos: O SENAI conta com laboratórios modernos e equipados, que proporcionam aos alunos uma experiência de aprendizado completa.

Boa colocação no mercado: Os egressos do curso têm alta taxa de empregabilidade e são bem-sucedidos no mercado de trabalho.

 

Seguro para a atividade agrícola, por José Zeferino Pedroso

Uma série de variáveis imprevisíveis e incontroláveis ameaça permanentemente a atividade agrícola, sendo o clima a mais inclemente e avassaladora. Países mais desenvolvidos criaram condições de proteção para o setor rural, sendo o seguro uma das estratégias mais eficazes. 

Em face dessa realidade, o Governo deve criar condições para subsidiar o prêmio (preço pago para que as seguradoras assumam determinados riscos) do seguro rural e reduzir o nível de insegurança e imprevisibilidade da atividade agrícola. Santa Catarina está atrás nesse quesito. No Paraná, por exemplo, assim como em outros estados, o produtor conta com o subsídio Federal de 40% e Estadual de 20% e o produtor paga somente  40% do custo do prêmio.

Mais de 70% dos produtores farão o seguro rural se o Governo pagar parte do prêmio. Essa modalidade de seguro é um instrumento essencial à estabilidade da renda agrícola e, ao mesmo tempo, indutor ao uso de tecnologias modernas de produção.

A ocorrência de sinistros generalizados, como secas e geadas, com efeitos negativos na produção e na qualidade do produto, leva o produtor a dificuldades financeiras insuperáveis, gerando um ciclo vicioso de prorrogações intermináveis dos financiamentos, que comprometem o patrimônio. 

A Lei Agrícola (8.171, de 17 de janeiro de 1991) instituiu o seguro rural para cobrir prejuízos decorrentes de sinistros que atinjam bens fixos e semifixos ou semoventes, bem como os danos causados por fenômenos naturais, como pragas e doenças que prejudiquem as plantações.

A Lei Agrícola instituiu o seguro rural porque o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro), criado em 1973, não resolveu os problemas vivenciados pelos agricultores com os riscos inerentes à produção rural.

Os países agroexportadores, que competem com o Brasil no mercado internacional, dispõem de um sistema de seguro extremamente desenvolvido, com forte participação governamental.

A experiência internacional – especialmente dos Estados Unidos e da Europa –  mostra que, para existir um seguro rural eficiente, é fundamental uma ação conjunta de Governo, seguradoras privadas e representação dos produtores. As modalidades de seguro têm  que atender às expectativas dos produtores rurais, que demandam um seguro de valor da produção, conhecido também como seguro de renda, cujo princípio é segurar um valor de produção esperado, que depende tanto da produtividade como dos preços de mercado na comercialização da safra.

Nesse contexto, o seguro para grãos é a garantia necessária para que o produtor possa proteger o resultado do seu trabalho. Os cultivos cobertos pelo seguro agrícola devem incluir algodão, amendoim, arroz irrigado,  feijão, milho, soja, aveia, canola, cevada, milho, sorgo, trigo e triticale. A cobertura deve incluir riscos de granizo, geada, excesso de chuvas, ventos fortes, estiagem, incêndio, inundação imprevista e inevitável, tromba d´água e variação excessiva de temperatura.

Com certeza, o Governo do Estado de Santa Catarina, ciente da importância econômica e da dimensão social da agricultura barriga-verde, atenderá essa reivindicação e criará uma consistente política de subsídio ao seguro rural para os produtores rurais catarinenses.

 

José Zeferino Pedroso é presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de SC (Faesc)

e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC)

 

Porto Itapoá bate recordes e supera marco de 500 mil TEUs movimentados em 2024

O Porto Itapoá superou o marco de 500 mil TEUs (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés) movimentados nos primeiros cinco meses de 2024. Também, no mês de maio, o Terminal bateu seu recorde mensal de importação dry (cargas secas, não refrigeradas), com 37.562 TEUs movimentados.

O diretor de Desenvolvimento de Negócios e Experiência do Cliente do Porto Itapoá, Felipe Fiovaranti Kaufmann, ressalta também a movimentação geral do porto em maio. “Movimentamos 102.270 TEUs, sendo a terceira maior movimentação mensal registrada”, afirma o diretor, que lembra: “Em abril, batemos nosso recorde histórico de movimentação mensal, com 107.475 TEUs”.

A movimentação crossdocking também foi recorde, com 918 TEUs movimentados. O crossdocking é o tipo de operação em que a carga é retirada do contêiner direto para o caminhão do cliente, ou vice-versa.

O mês ainda teve a maior movimentação mensal em cargas LCL (quando um contêiner é compartilhado por diferentes cargas e clientes). “Essa modalidade tem crescido e atende clientes que porventura não tenham carga suficiente para consolidar um contêiner. Importante mencionar que o Porto Itapoá é o único Terminal em zona primária a oferecer este tipo de serviço, reduzindo custos e otimizando os tempos aos Importadores”, explica Kaufmann.

Outro importante recorde do mês foi a movimentação do gate, entrada de acesso de caminhões, com 47.073 movimentos registrados, superando o recorde anterior de abril de 2024, com 45.827 transações.

Crescimento

Em 2023 o Porto Itapoá superou, pela primeira vez, o marco de 1 milhão de TEUs movimentados em um único ano. Também foi o terminal privado de contêineres que mais cresceu em todo o Brasil, superando em 20% nossa movimentação de 2022.

FIESC envia sugestões ao plano aeroviário do estado

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) encaminhou ao governo do estado um documento com contribuições ao Plano Aeroviário de SC (PAESC). Em ofício enviado à secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias, a entidade sugere que o estudo traga uma análise criteriosa da vocação de cada aeroporto e de seu potencial para linhas regulares ou aviação em geral, além de prever a capacidade de expansão dos equipamentos e sua integração com outros modais.

Outra sugestão é que o PAESC tenha um plano básico de zona de proteção de aeródromos, a fim de evitar ocupações indevidas no entorno. Para isso, sugere que os municípios sejam sensibilizados sobre a importância de manter um zoneamento adequado em seus planos diretores, inclusive para permitir eventuais ampliações.

A FIESC traz ainda em seu documento a necessidade de que o plano aeroviário leve em conta a vocação do estado para o comércio exterior. Por isso, pede que o estudo apresente o fluxo de movimentação e o potencial de mercado para o transporte internacional de cargas em cada aeroporto.

Diante do dinamismo da economia catarinense e do próprio setor de transporte aéreo, a entidade lembra ainda a necessidade de avaliação e atualização do PAESC anualmente. 

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

Fecomércio participa de reunião sobre a transição para Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Santa Catarina (Fecomércio/SC) esteve presente em uma reunião sobre a transição para a Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica (NFC-e) destinada às empresas do setor. Representando a entidade, Roberto Carmes, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de São José (Sincovar), participou do encontro que abordou o calendário de implantação da NFC-e em Santa Catarina.

Durante a reunião, foi apresentado o cronograma para a adoção completa da NFC-e no estado. De acordo com as expectativas do órgão fazendário, a transição deve estar concluída até a metade de 2025, em cumprimento às exigências impostas pela reforma tributária. Nos próximos dias, o tema será detalhado pelas entidades do setor em conjunto com a Secretaria da Fazenda. A intenção é alinhar esforços e garantir uma implementação eficiente e tranquila da NFC-e.

1/3 das PMEs utilizam empréstimos para investir no próprio negócio, revela pesquisa

A Serasa Experian realizou uma pesquisa inédita para entender o que leva as PMEs a solicitarem crédito no mercado, em suas diferentes modalidades, como empréstimos, rotativo do cartão e antecipações de recebíveis. Os dados mostram que há diferenças entre as razões que levam a cada opção, bem como diferenças de acordo com o setor de atuação.

Quando falamos de empréstimos os destaques em termos de finalidade estão concentrados em investir no próprio negócio. Para 33% dos respondentes, essa é a principal razão para solicitar empréstimo. Já para outros 22% das PMEs, ter um fluxo de caixa mais saudável/capital de giro é o que as motiva. As empresas mencionam ainda compra de matéria prima (13%), pagar contas antes de atrasar (11%), investimentos em marketing, comunicação e vendas (10%) e, por fim, conseguir melhores negociações com fornecedores (10%).

Por outro lado, a opção do rotativo do cartão de crédito apresenta uma função de “emergência”. As PMEs participantes da pesquisa afirmam que utilizam para pagar contas antes de atrasar (21%), comprar matéria prima (21%) e ampliar capital de giro (18%).

Por fim, quando a modalidade é antecipação de recebíveis, as principais funções, empatadas em percentual, são ampliar o capital de giro (21%) e equilibrar o fluxo de caixa (21%), além de realizar investimentos no próprio negócio (20%).

De acordo com o vice-presidente de PMEs da Serasa Experian, Cleber Genero, “antes da tomada de crédito, um planejamento fundamental para as PMEs é entender a finalidade e a necessidade desse montante. A partir daí, o empreendedor pode se planejar para escolher modalidades e condições que sejam mais vantajosas para o seu negócio e capacidade de pagamento.”

Finalidades por setores da economia

Os dados mostram ainda que os motivos pelos quais os empreendedores utilizam o crédito mudam de acordo com o setor de atuação das PMEs e com o tipo de modalidade.

O empréstimo para obter um capital de giro/ter um fluxo de caixa saudável também cresce quando olhamos especificamente para o comércio. O percentual chega a 30% no setor contra 22% no recorte geral.

38% das empresas de serviços e 34% das indústrias afirmam que utilizam o empréstimo (como conta garantida etc.) para investir no próprio negócio (versus 33% na visão geral).

Na terceira opção, para a aquisição de matéria prima ou produtos, também destaca-se o comércio, com 30%, contra 13% no geral. Outro destaque do setor de comércio é a utilização do empréstimo para conseguir melhores negociações com fornecedores à vista. Segundo a pesquisa, essa finalidade no segmento é de 30% contra apenas 10% quando olhamos o total da amostra.

Já a opção do rotativo do cartão de crédito por setor tem como destaque o aumento de 3.p.p. no uso para o pagamento de contas antes de atrasar por parte do comércio.

Por fim, quando olhamos as opções de recebíveis por setor o destaque também é o comércio. 21% das PMEs dentro desse recorte utilizam a opção para conseguir melhores negociações com fornecedores, um aumento de 12p.p.. 

“Vimos que as necessidades das PMEs para o uso do crédito estão muito ligadas as necessidades primárias do seu dia a dia e, muitas vezes, funciona como um combustível para aquisições, por exemplo, que não poderiam ser realizadas à vista. Entender, com dados, as necessidades das pequenas e médias empresas por setor, por exemplo, traz insights importantes sobre o acesso ao crédito e dores dessas empresas”, complementa Cleber Genero.

Metodologia e amostra

A pesquisa envolveu uma amostra representativa de 522 PMEs, considerando a classificação estabelecida pelo SEBRAE. A pesquisa buscou abranger diversos setores, incluindo comércio, serviços e indústria, bem como empresas que atuam tanto no mercado B2B quanto no B2C. Foram incluídos cargos de coordenadores, gerentes, diretores, sócios e proprietários, desde que fossem maiores de 18 anos. A coleta foi realizada por meio de painel online e a margem de erro foi de 4% com um intervalo de confiança de 95%. Foram excluídas da amostra associações, federações, igrejas e outros órgãos religiosos.

Exportações de carne bovina atingem 211,9 mil toneladas em maio/24

O volume exportado de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada encerrou o mês de maio de 2024 com um total de 211,9 mil toneladas, conforme divulgado pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Esse número representa um significativo aumento em comparação ao mesmo período do ano anterior, quando foram exportadas 168,4 mil toneladas.

Crescimento Anual e Mensal

Segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), maio deste ano registrou o maior volume exportado de carne bovina até então, superando até mesmo o mês de abril, que embarcou 208 mil toneladas. Em comparação com maio de 2023, houve um crescimento expressivo de 25,83%.

No que diz respeito ao comparativo mensal, o volume exportado apresentou um incremento de 1,88% em relação a abril de 2024, que registrou o embarque de 208 mil toneladas.

Tendência Positiva

A média diária exportada até a quinta semana de maio de 2024 ficou em 10,09 mil toneladas, representando um aumento de 25,9% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando a média foi de 7,6 mil toneladas.

Preço e Faturamento

Apesar do aumento nas exportações, o preço médio na quinta semana de maio de 2024 apresentou uma queda de 11,60% em comparação a maio de 2023, situando-se em US$ 4.504 por tonelada.

No entanto, o valor negociado para o produto até a quinta semana de maio de 2024 foi de US$ 954,892 milhões, indicando um crescimento de 11,03% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando foi registrado um total de US$ 858,254 milhões. A média diária de negociação também registrou um avanço, alcançando US$ 45,471 milhões.

Resultados Acumulados

Até maio de 2024, os embarques de carne bovina totalizaram 735,038 mil toneladas. Quanto ao faturamento, o valor negociado atingiu a marca de US$ 3.328.078,49.

Fonte: Portal do Agronegócio

Programa do Governo de SC garante que 12 mil contribuintes paguem dívidas com o Estado

Somando os pagamentos à vista e parcelados, os R$ 3,5 bilhões renegociados superam em mais de 8 vezes a quantia recuperada pelo Prefis lançado pela Governo de SC em 2021 (R$ 420 milhões). Quase 12 mil contribuintes aderiram às condições especiais de renegociação oferecidas durante os quatro meses e meio de vigência do Recupera Mais (veja os números abaixo).

“O sucesso do programa mostra o interesse dos empreendedores catarinenses em deixar suas contas em dia para operar dentro da legalidade. São negócios que vão continuar mantendo empregos de pais e mães de família e contribuir ainda mais para a economia de Santa Catarina”, destaca o governador Jorginho Mello.

A maior adesão ao Recupera Mais partiu do setor supermercadista (8%), seguido pelos segmentos de fabricação de biocombustíveis (7%) e do comércio de combustíveis (7%). O comércio atacadista de cosméticos e produtos de perfumaria (6%) e o transporte rodoviário de cargas (5%) também tiveram participações expressivas nas renegociações.

Alternativas inéditas e flexíveis – Secretário de Estado da Fazenda, Cleverson Siewert lembra que o Recupera Mais trouxe alternativas inéditas e flexíveis para o pagamento de ICMS em atraso. Foi a primeira vez, por exemplo, que os contribuintes tiveram a opção de obter desconto de até 95% sobre a multa e os juros (pagamento à vista) e a oportunidade parcelar a dívida em até 72 prestações.

“As condições foram definidas a partir de estudos dos programas de recuperação fiscal realizados nas últimas duas décadas em Santa Catarina. Buscamos conhecer o perfil e a realidade dos contribuintes listados em dívida ativa para recuperar recursos que dificilmente entrariam em caixa sem as condições especiais oferecidas. Esses valores vão se somar à receita do Estado e serão revertidos em serviços, obras e políticas públicas importantes para os catarinenses”, avalia.

Conforme definido no projeto que instituiu o programa, o Recupera Mais representou a única iniciativa de recuperação fiscal da atual gestão. É importante destacar ainda que o atraso no pagamento de três parcelas, sucessivas ou não, resultará no cancelamento do acordo e na reconstituição do saldo devedor, incluindo os juros e multa.

BALANÇO

Arrecadação entre 15 de janeiro e 31 de maio

R$ 798 milhões em caixa

R$ 569 milhões pagos à vista

R$ 229 milhões em parcelas já pagas

Total em parcelas a receber até 2030: R$ 2,7 bilhões

3.487 contribuintes pagaram à vista

8.266 contribuintes pagaram a prazo

Total: 11.753 contribuintes

Setor produtivo espera que projeto votado pelos senadores seja aprovado rapidamente pela Câmara

A Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) consideram um avanço importante a aprovação pelo Senado da revisão da isenção das importações de até US$ 50. A medida é imprescindível para a preservação de empregos e o fortalecimento do setor produtivo nacional. As entidades reconhecem que a maioria dos senadores teve sensibilidade ao compreender a importância de reduzir a discriminação tributária contra os produtos brasileiros.

CNI, CNC e CNA, no entanto, consideram insuficiente a decisão de taxar em apenas 20% as compras internacionais para evitar a concorrência desleal, embora seja um primeiro passo em direção à isonomia tributária e à equiparação entre os produtos importados e os nacionais.

“Ao taxar as importações de até US$ 50, ainda que em apenas 20%, o Senado decide preservar empregos e atender, principalmente, à população de menor renda do país e as mulheres”, diz o presidente da CNI, Ricardo Alban.

Ele pondera, porém, que a decisão de manter alíquota para produtos importados menor do que o percentual pago pela indústria nacional vai na contramão do mundo e consagra a desigualdade tributária e a concorrência desleal.

O presidente da CNC, José Roberto Tadros, vê como positiva a aprovação do fim da isenção do imposto de importação para produtos de até US$ 50.

“Um estudo da CNC indica que a não taxação ocasionava uma queda de até 57% no volume de vendas do varejo, considerando efeitos diretos, indiretos e induzidos. Com o início da cobrança de 20% de imposto de importação, o prejuízo estimado deve cair para 7%”, afirma Tadros.

Nesse sentido, as confederações reforçam a importância de a Câmara dos Deputados referendar com rapidez o projeto que os parlamentares já haviam aprovado no último dia 28 de maio. A célere aprovação do projeto é essencial para o fortalecimento da indústria nacional e de todo o setor produtivo, bem como para o crescimento econômico do país.

Em nota conjunta assinada na semana passada, as confederações e os trabalhadores da Nova Central, Força Sindical, IndustriAll Brasil, Confederação Nacional de Trabalhadores no Comércio e Serviços (Contracs), Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNMT), Central dos Sindicados Brasileiros (CSB) e da União Geral dos Trabalhadores (UGT) saíram em defesa da revisão da isenção de impostos para produtos importados de até US$ 50.

O setor produtivo brasileiro seguirá no justo esforço para igualar as regras do jogo. Unidos na defesa do interesse nacional, empresários e trabalhadores alertam ao poder público para as distorções causadas à economia brasileira por essas importações, beneficiadas por uma tributação mais favorável.

Os setores mais afetados por essas importações vão continuar trabalhando para que haja isonomia tributária entre produtos brasileiros e importados. As áreas mais impactadas são as de produtos têxteis, confecção de artefatos do vestuário e acessórios, calçados, artefatos de couro, produtos de limpeza, cosméticos, perfumaria e higiene pessoal, móveis e de produtos de indústrias diversas.

Empresários e trabalhadores lembram que as importações sem tributação federal levam a indústria e o comércio nacionais a deixar de empregar 226 mil pessoas. Quem mais perde com a redução dos empregos nesses setores são as pessoas que ganham menos e, principalmente, as trabalhadoras mulheres. Mais de 80% das pessoas empregadas nos setores mais afetados pela isenção da tributação recebem até dois salários mínimos. As mulheres respondem por 65% do emprego nesses setores, ante a média nacional de 40%.

 

Fonte: Agência CNI

Brasil e China celebram acordo de exportação de café de meio bilhão de dólares em Pequim

Um acordo inédito para compra de café brasileiro no valor de meio bilhão de dólares foi assinado ontem na China pelo presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, e a direção da Luckin Coffee, a maior rede de cafeterias chinesa e uma das maiores do mundo, com 19 mil lojas. Celebrado na presença do vice-presidente Geraldo Alckmin, durante o Seminário Econômico Brasil-China, em Pequim, o acordo prevê um contrato de compra de café brasileiro entre a Luckin Coffee e exportadores de café do Brasil. 

“Esse acordo não só representa um impulso significativo para as exportações brasileiras de café, mas também abre novas oportunidades no mercado chinês. Em 2022, a China importou 80 milhões de dólares em café brasileiro, cifra que aumentou para 280 milhões em 2023. Com este novo contrato, esperamos um aumento ainda maior no consumo de café na China, que atualmente é de 15 copos por habitante por ano. Mas pode chegar a 200 copos, como em outros países asiáticos”, explicou Viana. 

Essa nova abertura do mercado chinês tem origem num relacionamento iniciado no evento "Exporta Mais Amazônia", programa da ApexBrasil que promove exportações, principalmente de pequenas e médias empresas. Em Cacoal, Rondônia, representantes da Luckin Coffee conheceram produtores locais de café e a história dos robustas amazônicos, cultivados principalmente em Rondônia e no Acre. Essa missão, que trouxe compradores internacionais ao Brasil, também incluiu uma visita à aldeia indígena Suruí, que já tem uma parceria com a marca Três Corações.

Na celebração do acordo, com a presença de Alckmin e outros integrantes da delegação brasileira, foi feito um brinde histórico, repetindo gesto de 50 anos atrás, quando o então ministro Severo Gomes e o chanceler Azeredo da Silveira brindaram com seus homólogos chineses o início das relações diplomáticas entre Brasil e China. Assim como agora, na ocasião o brinde foi feito com café brasileiro. 

A missão de Alckmin à China marca também os 20 anos da COSBAN (Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação), criada no primeiro governo do presidente Lula.

Parte dessas comemorações, o Seminário Econômico Brasil-China: os Próximos 50 Anos, em Pequim, foi organizado pela ApexBrasil, em parceria com a Vice-Presidência, o Ministério das Relações Exteriores, a CCIIP (China Council for International Investment Promotion) e a MOFCOM (Ministério do Comércio chinês). Fazem parte da delegação brasileira liderada pelo vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, os ministros Rui Costa (Casa Civil), Carlos Fávaro (Agricultura e Pecuária), Simone Tebet (Planejamento e Orçamento), Wellington Dias (Desenvolvimento Social), Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar)e Márcio França (Empreendedorismo, Micro e Pequena Empresa), além da embaixadora Maria Laura da Rocha, secretária-geral do MRE, e do embaixador Marcos Galvão, embaixador do Brasil na China, e aproximadamente 700 empresários brasileiros.

Foto: Divulgação/ApexBrasil

Concessionária náutica celebra 10 anos com crescimento de 350% em vendas de embarcações nos últimos anos

A WS Náutica, renomada concessionária de embarcações em Balneário Camboriú/SC, comemora este mês uma década de sucesso no mercado náutico. A empresa, famosa por vender as lanchas da Fibrafort, maior fabricante de barcos da América Latina, registrou um crescimento de 350% em vendas nos últimos anos, refletindo a expansão do turismo náutico na região.
Desde sua fundação em 2009, como um negócio autônomo de assistência elétrica naval, a WS Náutica enfrentou desafios comuns, como espaço limitado e recursos financeiros escassos. Em 2014, a empresa deu um passo decisivo ao abrir oficialmente sua loja de barcos, fruto de uma parceria com a Fibrafort, estaleiro com sede em Itajaí com mais de 30 anos no mercado e com mais de 18 mil barcos entregues no mundo. 
"Em uma década, vendemos 700 barcos, sendo 400 novos e 300 usados. Um dos nossos modelos mais vendidos até hoje é a Focker 230, um barco completo de entrada que combina cabine, banheiro e plataforma de popa, além de um preço muito acessível," relata Wyllian Sabino, diretor da WS Náutica. A empresa evoluiu significativamente desde sua inauguração, aprimorando sua estrutura e equipe, que se mantém a mesma desde o início.
“O conceito de atendimento da WS Náutica é baseado em entender as necessidades dos clientes e oferecer as melhores soluções possíveis, seja na venda de embarcações ou na assistência técnica. Este enfoque personalizado e de alta qualidade rendeu à WS Náutica o reconhecimento como concessionária premium todos os anos desde 2018”, destaca o diretor. 
Segundo o secretário de Turismo e Desenvolvimento Econômico de Balneário Camboriú, Thiago Veslasques, houve um crescimento significativo no fluxo de embarcações ancoradas na praia nos últimos anos. "O nosso turismo náutico é extremamente forte. As pessoas descobriram esse tipo de lazer e veem em Balneário Camboriú uma oportunidade excelente para usufruir. Um dos motivos é devido à nossa baía protegida e à proximidade de diversos destinos náuticos,” complementa Veslasques.
Sobre a Fibrafort
Considerada uma das maiores fabricantes de barcos da América Latina, a Fibrafort foi fundada há mais de 33 anos na cidade catarinense de Itajaí, polo náutico brasileiro, e já possui mais de 18 mil barcos entregues no mundo. Produz a conceituada linha de lanchas Focker, modelos de embarcações premiados e de alta qualidade, com dimensões que variam entre 18 e 42 pés. São indicadas para a navegação e diversão em família. Design inovador, beleza, praticidade e conforto, acabamentos para garantir durabilidade e menos ruído, além de alta performance, estabilidade e manobrabilidade durante a navegação são algumas das características inconfundíveis da marca que segue rigorosas normas internacionais de segurança.

 

Núcleos da ACIBALC promovem evento nesta quinta-feira

Os Núcleos de Desenvolvimento Empresarial e Núcleo de Responsabilidade Social da Associação Empresarial de Balneário Camboriú e Camboriú - ACIBALC, promovem dois eventos nesta quinta-feira, dia 06 de junho.

Organizado pelo Núcleo de Responsabilidade Social da ACIBALC promove a partir das 13h30 o evento Conexão ESG, que tem como objetivo promover o diálogo e a troca de experiências entre os atores envolvidos na agenda de responsabilidade social no setor da Construção Civil e turismo e eventos. 

O evento tem em sua programação uma palestra com Gisele Batista que abordará o ESG como um bom plano de negócios e dois painéis com cases da EMBRAED, VOKKAN, Ocean Race, Oktoberfest, World Surf League, Expocentro BC e outros.
As inscrições para o Conexão ESG custam R$ 65,00 mediante a entrega de um item de higiene pessoal que será doado para a Casa das Anas.

O evento conta com patrocínio cota ouro do Hotel Sibara, cota prata da Credifoz Ailos, Dahuer Laboratório e apoio da GB.
Promovido pelo Núcleo de Desenvolvimento Empresarial, o evento Expandir: Os desafios da Inteligência Artificial x Gestão de Pessoas, inicia a partir das 19h no auditório da EQI Investimentos na Praia Brava e tem como objetivo trazer a discussão de como a tecnologia e a gestão podem transformar o ambiente de trabalho e impulsionar o desenvolvimento de equipes e lideranças.

O evento será um bate-papo com Mirian Almeida, especialista em gestão de pessoas e sócia-diretora na Procave e Leonam Nagel, consultor referência em Inteligência Artificial. As inscrições custam a partir de R$ 30,00 para os associados da Acibalc.

Mercado financeiro projeta inflação de 3,88% e redução tímida da Selic em 2024

O mercado financeiro elevou pela quarta vez seguida a previsão da inflação para este ano. Segundo o boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (3) pelo Banco Central (BC), o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechará 2024 em 3,88%.  Na semana passada, a projeção era 3,86%. E, há quatro semanas, 3,72%.

A estimativa para 2024 está dentro do intervalo de meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%.

O Focus traz as previsões de economistas e analistas de mercado financeiro consultados pelo BC. Para 2025, eles também elevaram a projeção de inflação que passou de 3,75% para 3,77%. Para 2026, os analistas projetaram inflação de 3,6% e, em 2027, feche em 3,5%.

Taxa Selic

O boletim registra ainda elevação na previsão da taxa básica de juros, a Selic, para este ano. Segundo o Focus, a taxa deve fechar 2024 em 10,25%. Atualmente a Selic está em 10,5%. 

Na projeção da semana passada, a projeção dos analistas indicava a Selic em 10% para este ano. Diferentemente da previsão de quatro semanas atrás, quando apontavam para uma taxa de 9,63%.  

PIB e Câmbio

A previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), em relação ao anunciado na semana passada, foi mantida pelos técnicos ouvidos pelo BC, quando estimaram 2,05%. A projeção para os próximos três anos (2025, 2026 e 2027) é 2%.

Em relação ao câmbio, o Focus também manteve a projeção da semana passada, o dólar fechando 2024 em R$ 5,05. Há quatro semanas, a previsão dos analistas para a moeda norte-americana era R$ 5,00. Para 2025, a expectativa é que o dólar fique em R$ 5,05. Para 2026 e 2027, a previsão é R$ 5,10.

Fonte: Agência Brasil

47 mil indústrias estão em municípios atingidos por enchentes no RS, aponta FIERGS

Um estudo realizado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS) sobre o impacto da catástrofe climática na indústria gaúcha mostra que nos municípios afetados – em estado de calamidade pública ou situação de emergência – estão localizadas 47 mil do total de 51 mil indústrias do RS. Os resultados foram divulgados na tarde desta segunda-feira (27).

Segundo o presidente da FIERGS, Gilberto Porcello Petry, as inundações no estado revelaram um impacto econômico significativo e abrangente.


"Os dados destacam a importância de direcionar recursos de maneira eficiente para as áreas mais necessitadas. Mas é fundamental ressaltar que os efeitos desse desastre natural ainda estão em curso. Só com a continuidade das avaliações e a divulgação de novos dados será possível obter uma compreensão mais completa dos impactos e planejar estratégias de recuperação mais eficazes, assegurando que os esforços de reconstrução atendam às necessidades reais das comunidades atingidas”, disse.


De acordo com o trabalho elaborado pela Unidade de Estudos Econômicos da FIERGS, conforme o Decreto Estadual 57.626 de 21 de maio, foram reconhecidos 78 municípios em estado de calamidade e 340 em Situação de Emergência. Nestes 418 municípios, estão sediadas 47 mil indústrias do RS, que empregam 813 mil pessoas. As regiões com o maior número de municípios em estado de calamidade foram Vale do Taquari (23), Central (20), Vale dos Sinos (11) e Metropolitana (7).

O estudo da FIERGS inclui os principais indicadores econômicos – atividade, quantidade de estabelecimentos industriais, arrecadação de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e exportações – dos municípios e regiões mais importantes atingidos pelas chuvas.

Essas variáveis são as principais informações relevantes para a indústria disponíveis que contemplam os municípios afetados pelo fenômeno meteorológico. O estudo também divide o Rio Grande do Sul em dez regiões econômicas: Metropolitana, Vale dos Sinos, Serra, Serra Centro, Vale do Taquari, Central, Planalto, Missões, Campanha e Sul.

Em relação à atividade econômica, as regiões com municípios em estado de calamidade pública com maior Valor Adicionado Bruto (VAB) – que é o valor que cada setor da economia (agropecuária, indústria e serviços) acresce ao valor final de tudo que foi produzido em uma região – potencialmente afetado eram:

  • Metropolitana (R$ 87 bilhões),
  • Vale dos Sinos (R$ 52 bilhões),
  • Vale do Taquari (R$ 29 bilhões),
  • Serra (R$ 29 bilhões) e
  • Central (R$ 28 bilhões).

Em relação ao VAB da Indústria, as regiões com maior atividade industrial potencialmente atingida eram: Vale dos Sinos (R$ 19 bilhões), Vale do Taquari (R$ 14,6 bilhões), Metropolitana (R$ 11,4 bilhões) e Serra (R$ 9,9 bilhões).

Apesar de representarem apenas 15,7% dos municípios do Rio Grande do Sul, as cidades em estado de calamidade possuem uma alta representatividade econômica no estado, especialmente no setor industrial: 50,7% do VAB do RS, 57,1% do VAB industrial, 48,1% dos estabelecimentos industriais, 52,7% dos empregos industriais, 65,6% das exportações da indústria e 56,3% da arrecadação de ICMS com atividades industriais.

Já na indústria de transformação, mais de 50% da massa salarial dos segmentos estão em municípios em estado de calamidade. Ramos com grande representatividade na massa de salários gaúchos se encontram nessas regiões: alimentos (R$ 190 milhões nos locais em calamidade), máquinas e equipamentos (R$ 162 milhões) e produtos de metal (R$ 128 milhões). Essas cidades concentram quase a totalidade da produção de tabaco (99,8%) e de farmoquímicos e farmacêuticos (93,1%) do Rio Grande do Sul.

Ainda, quanto às exportações da indústria de transformação em cidades potencialmente afetadas, as regiões Sul (US$ 3,7 bilhões), Central (US$ 3,1 bilhões) e Metropolitana (US$ 2,6 bilhões) se destacam.

Por fim, as regiões com maior impacto potencial sobre a arrecadação de ICMS em estabelecimentos industriais foram Vale dos Sinos (R$ 4,7 bilhões), Metropolitana (R$ 2,1 bilhões) e Serra (R$ 2  bilhões).

Confiança do empresário gaúcho

Ainda de acordo com o decreto estadual de 21 de maio, 68,4% dos municípios gaúchos estão em situação de emergência (340). Entre as regiões que possuem municípios nessa situação, destacam-se em atividade econômica, medida pelo Valor Adicionado Bruto: Missões, com R$ 43,8 bilhões; Planalto, R$ 42,1 bilhões, Campanha, R$ 24,9 bilhões; e a região Sul, R$ 20,3 bilhões.

Ao focar especificamente o VAB da indústria, 37,7% desse total se concentra nas regiões afetadas, com os maiores valores encontrados em: Planalto (R$ 9,1 bilhões), Missões (R$ 7,3 bilhões), Serra Centro (R$ 5,2 bilhões) e Metropolitana (R$ 5,0 bilhões). As localidades ainda abrigam cerca de 22 mil indústrias, o que representa aproximadamente 44% do total do Rio Grande do Sul.

Na indústria de transformação, 42,5% da massa salarial está concentrada nesses municípios que se encontram em situação de emergência.

O cenário de calamidade influenciou no sentimento do industrial gaúcho. Em maio, a pesquisa de Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI-RS) divulgada pela FIERGS teve a sua maior queda desde novembro de 2022 e atingiu o menor nível desde junho de 2020: 44,4 pontos, 6,1 a menos que em abril.

As expectativas com relação ao futuro das empresas, que até então sustentavam o otimismo e a confiança da indústria gaúcha, foram as mais impactadas. O Índice de Expectativas das Empresas desabou dez pontos, de 57,7 para 47,7, menor valor desde maio de 2020, voltando ao campo pessimista pela primeira vez desde novembro de 2022.

  • Veja a íntegra do estudo:
Empreendedores já acessaram R$ 1 bilhão em empréstimos com o fundo de aval do Sebrae neste ano

Nesta segunda (3), o presidente do Sebrae, Décio Lima, acompanhado da diretoria executiva do Sebrae em Santa Catarina, Carlos Henrique Ramos Fonseca, Anacleto Angelo Ortigara e Fábio Búrigo Zanuzzi, anunciou a marca de R$ 1 bilhão de crédito com o fundo de aval do Sebrae, que está disponível no Programa Acredita, do governo federal, referente aos primeiros meses de 2024. A entrega simbólica foi feita ao casal, Priscila dos Santos e Marco Fonseca, donos da Panificadora Horizonte, em Florianópolis. 
 
Priscila e Marcos estão entre os empreendedores que tiveram acesso a crédito assistido do Sebrae. Ao todo, o volume de crédito concedido representa R$1 bilhão de crédito acessado pelos empreendedores de pequenos negócios brasileiros com o Fundo de Aval para Micro e Pequena Empresa (Fampe), do Sebrae. 
 
No total, cerca de 20 mil operações foram realizadas com os recursos do fundo de janeiro a maio do ano passado. No total, 29 instituições bancárias estão aptas a ofertar os recursos que foram possibilitados com o aporte de R$ 2 bilhões do Sebrae e que vai viabilizar R$ 30 bilhões em crédito nos próximos três anos.
 
“Nós temos uma desigualdade de acesso a crédito. Foi por isso que o governo federal lançou o Acredita Brasil, do qual o Sebrae faz parte como avalista na tomada de crédito. Atualmente, os empreendedores de pequenos negócios enfrentam um sistema financeiro que foi feito para as grandes empresas – 6,3 milhões de microempreendedores que estão inviabilizados economicamente. Por isso, o Sebrae une-se ao Programa Acredita como parceiro estratégico na missão da retomada de um Estado atuante, sendo o maior avalista para aqueles que mais precisam de garantia na hora de negociar com os bancos”, afirma o presidente do Sebrae Nacional, Décio Lima. “Antes do programa Acredita, apenas 12% das micro e pequenas empresas obtiveram crédito. Cerca de 88% desses empresários não conseguiam financiar os seus negócios, em muitos casos, por falta de garantia. É para isso que estamos abrindo a porta das instituições financeiras para que esses empreendedores possam continuar gerando emprego e renda”, assegura.
 
Os estados que primeiro saíram na frente com os recursos são Minas Gerais, que representam mais de 21% das operações realizadas. Na sequência estão os empreendimentos do Paraná (19,7%), São Paulo (14,9) e Santa Catarina (10%). 
 
“Por meio do fundo de aval do Sebrae, o empreendedor passa a ter crédito assistido e orientado. O Sebrae pega na mão deste pequeno empreendedor, que precisa deste apoio para sair da situação de endividamento. É um grande momento para que esta base da economia brasileira, hoje representada pelos pequenos negócios – que são 95% das empresas brasileiras, 30% do PIB, geram 8 de cada 10 empregos do país –, possa atuar, crescer, gerar mais oportunidades e inclusão. São brasileiros e brasileiras que acordam e geram riquezas nas suas cidades e bairros, que garantem sua própria sobrevivência”, esclarece. 
 
Santa Catarina: R$100 milhões em crédito 
 
Somente em Santa Catarina, mais de R$100 milhões em crédito foram liberados aos empresários do Estado, o que representa mais de 10% do total no país. A empresária Priscila dos Santos Xavier Fonseca, sócia juntamente com o marido na Panificadora Horizonte, em Florianópolis, foi uma das beneficiadas pelo Fampe e teve acesso a um empréstimo de R$ 25 mil. Ela conta que trabalhou a vida toda como empregada doméstica, enquanto o companheiro atuava com segurança na mesma panificadora. Até que, no final do ano passado, eles viram uma oportunidade de fazer uma mudança de vida. O então proprietário, planejando sua aposentadoria, decidiu vender o negócio e fez uma proposta de venda ao casal. Priscila e o marido venderam o carro e resolveram arriscar. O passo seguinte foi investir em melhorias no ambiente, como pintura, renovação dos uniformes dos funcionários, entre outras mudanças. No último mês de abril eles conseguiram um empréstimo pelo Sicoob, com aval do Fampe.
 
“Eu era empregada doméstica, trabalhava de forma informal. Nunca havíamos empreendido. Os primeiros meses foram difíceis, caímos de paraquedas. De repente tínhamos 11 pessoas dependendo do sucesso do nosso negócio. Foi a partir daí que procuramos o Sicoob em busca do crédito e, com isso, temos seguido até então”, conta Priscila.
 
Na tarde desta segunda-feira, a Priscila e o Marco receberam das mãos do presidente do Sebrae um voucher de R$ 3 mil para se beneficiar das consultorias oferecidas pelo Sistema Sebrae, incluindo a de crédito assistido, para saber como aplicar os recursos na empresa.
 
“No dia a dia do nosso povo não há quem acorde de manhã e não visite um lugar parecido com esse. Ele é importante, especialmente nessa ocasião, porque estamos consolidando aqui a nossa pauta de R$ 1 bilhão em crédito para negócios como este. Essa é a maior carteira de crédito já oferecida aos pequenos negócios que estão pulverizados nas cooperativas de crédito e que têm essa capilaridade espalhada pelo território brasileiro. No nosso país, não temos a cultura do aval e os bancos só liberam o crédito se dermos a garantia. E é isso que o Sebrae está fazendo junto aos pequenos negócios”, conclui Décio Lima.
 
Crédito Consciente
 
Para ampliar a consciência e segurança dos empreendedores na obtenção de empréstimo, o Sebrae disponibilizou a página do Crédito Consciente. A plataforma explica de forma didática como avaliar a real necessidade do crédito, conhecer as linhas de crédito disponíveis e conhecer o fundo de aval, além de ajudar no planejamento financeiro da empresa.

 

Governo do Estado renova convênio de gestão de três aeroportos

O Governo do Estado de Santa Catarina está renovando o convênio de subdelegação de três aeroportos por mais cinco anos. Conforme solicitação dos municípios, foram renovadas as subdelegações dos Aeroportos de São Miguel do Oeste, de Curitibanos e de Dionísio Cerqueira. Os pedidos foram atendidos pela Secretaria de Portos Aeroportos e Ferrovias (SPAF) e já foram publicados no Diário Oficial do Estado (DOE). O Estado detém a delegação dos aeroportos da Secretaria de Aviação Civil (SAC) e pode subdelegar aos municípios como já ocorre atualmente.

‘’A subdelegação dos aeroportos aos municípios permite uma gestão local mais próxima com as necessidades para quem usa este importante equipamento de infraestrutura. Isso não impede que o Estado siga fazendo investimentos, o que tem sido uma marca do governador Jorginho Mello’’, lembra o secretário da Spaf, Beto Martins.

Desde que foi criada em 2023, o Governo do Estado, via SPAF, tem realizado investimentos e atuado para que todos os aeroportos de Santa Catarina estejam em condições de operar.

O Aeroporto de Dionísio Cerqueira está próximo de ser reaberto após receber obras de pavimentação e sinalização. A pista tem 1,3 mil metros de comprimento e 18 metros de largura. Quando estiver em operação terá condições de receber voos diurnos da aviação geral (executivos, saúde e segurança).

O Aeroporto Hélio Wasun, de São Miguel do Oeste, tem uma pista de 1,260 metros de comprimento e 18 metros de largura. Tem condições de receber operações diurnas e noturnas de aviação geral. Em breve o Governo do Estado deve anunciar recursos para obras de revitalização que serão realizadas em parceria com o município.

O Aeroporto Lauro Antonio da Costa, de Curitibanos, tem uma pista de 1,4 mil metros e 30 metros de largura. Tem condições de receber operações diurnas e noturnas de aviação geral.

Empresa de Blumenau estreia no mercado de energia solar com 100% da produção vendida

O mercado de energia solar cresce vertiginosamente no Brasil. De acordo com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), o Brasil já superou a capacidade de 38 gigawatts instalada, o que representa quase 17% da matriz energética brasileira. Além disso, as projeções são ainda mais ousadas: até o final deste ano, o país deve chegar à marca de 45,5 gigawatts em operação, o que revela um cenário de crescimento constante. 

Diante de um segmento mais do que promissor, a empresa catarinense Quare Ambiental -  um dos braços da Quare Organizações, sediada em Blumenau - anuncia a entrada no mercado de produção de energia com uma notícia positiva: toda a produção atual já é comercializada. A empresa opera com seis usinas de geração de energia fotovoltaica, sendo duas em Blumenau, duas em São Miguel do Oeste e duas em São Lourenço do Oeste, produzindo aproximadamente 1,8 megawatts por mês. De acordo com a empresa, a produção atual evita a emissão de 1,5 toneladas de CO2 (gás carbônico), o que corresponde a mais de 400 árvores por ano.   

“Toda a nossa produção hoje é comercializada para empresas que consomem essa energia e isso nos dá uma amostra de todas as possibilidades desse mercado. As pessoas e as empresas estão descobrindo que podem economizar com a aquisição de energia direto de quem produz e estamos vendo um futuro de muito crescimento para esse setor em um pequeno espaço de tempo, o que nos incentiva a investir nessa potencialidade”, afirma Ronaldo Baumgarten Neto, sócio e diretor de expansão da da Quare Ambiental, ressaltando que, atualmente, toda a energia produzida é adquirida por empresas que já são clientes de outras empresas da Quare Organizações. 

“Com a expansão, nossa capacidade produtiva vai aumentar e ainda temos clientes interessados, mas havendo sobra dessa produção, com certeza vamos disponibilizar para o mercado externo”, complementa. 

Planos de expansão

Na esteira do crescimento do mercado de energia fotovoltaica, a Quare Ambiental já nasce com planos de expansão. Além das seis usinas já em funcionamento, a empresa está em processo de aprovação para uma nova unidade em Minas Gerais. A previsão é que a produção atual seja amplificada em pelo menos mais 3,5 megawatts nos próximos meses. 

“Sabemos que o futuro são as fontes de energia renováveis, sustentáveis e que gerem menos impacto para o meio ambiente. A tendência da energia como é produzida hoje, com distribuição pelas empresas e concessionárias, é de ter um reajuste sempre maior que a inflação, aumentando o seu custo. E, em contrapartida, a energia fotovoltaica, além de limpa, tem um custo muito mais baixo. E a Quare Ambiental está trabalhando fortemente, trazendo uma nova opção ao mercado para quem quer investir no consumo de energia sustentável”, finaliza Baumgarten. 

Sobre a Quare Organizações

Um hub de negócios para atender empresas de forma global, que atua em três frentes: desenvolvimento de empresas, pessoas e negócios. Esta é a definição da Quare Organizações, que se ramifica em quatro áreas distintas: Securitizadora, Negócios, Desenvolvimento e Ambiental. Com sede em Blumenau (SC), a empresa oferece soluções para diferentes necessidades e tem como propósito alavancar negócios com parcerias estratégicas e compartilhando conhecimento. 

Retenção de automóveis importados por conta da greve do Ibama pode reduzir PIB brasileiro

A economia brasileira enfrenta uma paralisia nas aduanas devido à greve dos servidores do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Conhecida como “operação tartaruga”, a paralisação está atrasando a liberação de milhares de containers nos portos do país, afetando o comércio e a indústria automotiva. Um estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) aponta que o resultado disso pode chegar a uma redução de aproximadamente 5% na atividade econômica brasileira.

Para chegar ao dado, a CNC levou em consideração o impacto da cadeia produtiva automobilística na economia do País como um todo. Entre 2020 e 2023, o Brasil importou, em média, 38 mil carros por trimestre, aproximadamente 13,8 mil por mês. Atualmente, mais de 17 mil automóveis estão parados nos portos aguardando liberação aduaneira, o que representa mais de um mês de importações. O economista-chefe da CNC, Felipe Tavares, explica que, para analisar o impacto econômico dos atrasos, foi considerado os efeitos diretos, indiretos e induzidos da paralização, pois toda a cadeia produtiva automobilística é impactada pela paralização e os seus setores mais próximos.

O estudo demonstra que, em termos econômicos, para cada 1% de diminuição nos carros efetivamente importados, a atividade econômica cai 0,034%, considerando efeitos diretos, indiretos e induzidos. Os 17 mil automóveis parados nos portos representam 132% da importação mensal, o que pode resultar em uma redução de até 5% na atividade econômica devido à operação tartaruga nos portos brasileiros.

“A paralisação dos servidores do Ibama e do Mapa afeta a oferta de diversos bens importados no território nacional, não apenas veículos, mas nos ativemos ao segmento automotivo nesta primeira etapa do estudo”, explica Felipe Tavares. A estimativa é que cerca de 1,2 mil contêineres com peças, componentes, carros a combustão e híbridos estão retidos. No total, mais de 17,3 mil veículos aguardam liberação nos portos, impactando diretamente a cadeia de vendas no Brasil.

Para o vice-presidente financeiro do Sistema CNC-Sesc-Senac, Leandro Domingos Teixeira Pinto, é preciso equilíbrio para evitar prejuízos tanto na economia quanto na proteção ambiental brasileira. “A continuidade desta greve e a operação tartaruga nos portos têm o potencial de causar um impacto ainda mais profundo na economia brasileira nos próximos meses”, avalia. Ele reitera que o governo federal precisa avaliar, o mais rapidamente, as reivindicações dos grevistas para garantir que todos saiam ganhando após esse momento crítico.

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