segunda, 08 de agosto de 2022
28/04/2021

NOTA DE REPÚDIO DA ASSOCIAÇÃO DE TERMINAIS PORTUÁRIOS PRIVADOS


A ATP (Associação de Terminais Portuários Privados) repudia veementemente as ações arbitrárias de fechamento, interdição e multas aplicadas por prefeituras dos municípios do estado do Rio de Janeiro aos TUPs (Terminais de Uso Privado) - Porto Sudeste, de Itaguaí e Terminal da Ilha Guaíba (TIG), em Mangaratiba.

Os terminais portuários privados foram vítimas de acusações infundadas das prefeituras, já que dispõem de toda a documentação regularizada e aprovada pelo órgão estadual responsável pelo licenciamento ambiental. Além disso, as prefeituras não apresentaram evidências que comprovem qualquer dano ambiental na operação dos terminais.

Tais ações autoritárias representam grande prejuízo não só para economia nacional, com a interrupção abrupta e sem motivo da movimentação de granéis sólidos nos dois terminais que movimentaram cerca de 43 milhões de toneladas de minério de ferro em 2020, mas também enfraquece a imagem e reputação do país no exterior. A medida, sem qualquer embasamento técnico, gera grande insegurança jurídica, enfraquece o ambiente de negócios brasileiro e espanta os investidores internacionais que desejam aportar recursos em infraestrutura no país, justamente, em um momento de crise econômica mundial. O setor portuário contribui decisivamente para o enfrentamento da crise imposta pela pandemia de Covid-19.

Nesta quarta-feira (28), a diretoria da ATP se reúne com o secretário Nacional dos Portos do Ministério de Infraestrutura, Diogo Piloni, para debater o assunto e buscar soluções imediatas para que ações desta natureza, que prejudicam o setor portuário e toda a economia brasileira, não se repitam.

Murillo Barbosa - presidente da ATP (Associação de Terminais Portuários Privados)



Blog

Países do ‘BRICS’ debatem como alavancar qualificação para indústria 4.0

A qualificação de profissionais para ocupações cada vez mais tecnológicas é foco dos trabalhos de um grupo de especialistas do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, o chamado BRICS. A participação brasileira é liderada pela Confederação Nacional da Indústria, por meio do SENAI, a partir de indicação dos ministérios da Casa Civil e da Educação. O objetivo é criar estratégias para promover a capacitação padronizada entre os países.

“Somos reconhecidos por aliar a teoria e a prática. As discussões que estão em curso no grupo formado pelos países do BRICS vêm sendo amplamente abordadas em nossas formações. Não é uma agenda apenas de entidades privadas, ela exige políticas públicas mais robustas, com respaldo técnico e competência para guiar os debates”, destaca o diretor-regional do SENAI, Fabrizio Machado Pereira.

São oito grupos de trabalho, sendo um deles voltado para as áreas de inteligência artificial, machine learning e big data, coordenado pelo professor Valério Junior Piana, do Centro Universitário do SENAI em Chapecó. “Os grupos debatem temas como a falta de profissionais qualificados para atuar com as tecnologias da indústria 4.0 e as habilidades fundamentais para o futuro do trabalho, não apenas na indústria, mas também em outras áreas”, afirma Piana. “Estamos focando nas ocupações mais tecnológicas e o que fazer diante da falta de profissionais”, acrescenta.

Piana, que no SENAI coordena os cursos de graduação e pós-graduação em TI, cita, principalmente, a falta de profissionais qualificados na área de tecnologia para atuar com programação, automação e outros setores. O grupo de trabalho do BRICS atua com base no relatório do Fórum Econômico Mundial, que elenca habilidades que as pessoas precisam ter ou desenvolver, como criatividade, solução de problemas complexos, trabalho em equipe, entre outras, incluindo as habilidades e conhecimentos técnicos.

O grupo está elaborando uma proposta de esforço conjunto dos países para capacitar a força de trabalho. “Algumas alternativas que estamos sugerindo são a implementação de laboratórios-modelo, equipados para desenvolver as capacidades necessárias para o mundo do trabalho, e cursos de graduação e pós-graduação com currículos padronizados entre os países”, relata Piana.

O SENAI é referência mundial em qualidade de ensino. Capacita os trabalhadores da indústria por meio de educação profissional e superior, consultorias especializadas e serviços de inovação voltados ao desenvolvimento e à competitividade industrial. A instituição está presente em todos os estados brasileiros.

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