
A cotação do petróleo despencou nas últimas semanas e alcançou o menor nível desde maio, pressionada por um cenário de excesso de oferta global, avanços diplomáticos em zonas de conflito e incertezas no comércio entre EUA e China.
Nesta sexta-feira (17), o Brent era negociado a US$ 60,98 o barril, e o WTI, a US$ 57,35 — valores que não eram vistos há meses. Analistas atribuem a queda à previsão da Agência Internacional de Energia (AIE), que aponta aumento na produção mundial e menor crescimento da demanda em 2025 e 2026.
Além disso, avanços em negociações de paz entre Rússia e Ucrânia e o cessar-fogo entre Israel e Hamas reduziram os temores de interrupções no fornecimento. A estabilização dessas regiões, somada à possibilidade de liberação de rotas estratégicas no Mar Vermelho e Canal de Suez, deve manter os preços sob pressão.
Outro ponto é a guerra comercial entre Estados Unidos e China. As tarifas impostas pelo governo Trump e as retaliações chinesas geram instabilidade no mercado internacional, o que também contribui para a desvalorização da commodity.
Segundo especialistas, caso o barril continue abaixo dos US$ 60, parte da produção americana de xisto poderá ser reduzida, o que poderia alterar novamente o equilíbrio global de preços.