
Desde que voltou à Casa Branca, Donald Trump vem usando a economia como ferramenta de poder global. O republicano adotou tarifas sobre importações de diversos países — começando por México e Canadá, passando pela Europa e, mais recentemente, atingindo também o Brasil.
Especialistas apontam que essa estratégia marca o avanço da chamada “geoeconomia”, em que nações utilizam instrumentos econômicos — como sanções, subsídios e barreiras comerciais — para exercer influência política e pressionar rivais, sem recorrer à força militar.
A medida preocupa analistas brasileiros, que veem o país como um dos principais prejudicados nesse novo cenário, já que os produtos nacionais podem perder espaço no mercado norte-americano. A política tarifária de Trump, segundo economistas, é uma forma de proteger a economia dos EUA e fortalecer o dólar, mas enfraquece acordos multilaterais e ameaça o papel da Organização Mundial do Comércio (OMC).
O Brasil, que depende de mercados externos para manter seu crescimento, pode sentir os efeitos diretos desse “novo protecionismo global”.