quarta, 10 de agosto de 2022
20/04/2022 13:49

Redução da alíquota de importação deixa indústria catarinense mais competitiva

O Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), que antes era de 25% e agora passou para 8%, é cobrado apenas nas regiões Sul e Sudeste. Frete marítimo subiu mais de 700% após a pandemia.

A redução na alíquota Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM) era uma solicitação antiga do setor de comércio exterior. Cobrado apenas nas regiões Sul e Sudeste, a taxa deixava as indústrias desses estados menos competitivas, em relação às instaladas no Norte e Nordeste. Segundo o especialista em comércio exterior e diretor da Tek Trade Sandro Marin, com a redução de 25% para apenas 8%, os impactos positivos serão sentidos em breve pela indústria catarinense. 

“A redução dessa despesa minimiza a distorção entre o custo dos produtos, que são nacionalizados no Sul e Sudeste porque no Norte e Nordeste não há incidência desta taxa. Os produtos que são importados no modal marítimo de longo curso, principalmente da Ásia, Europa e Estados Unidos, agora serão nacionalizados com este benefício. Como mais de 80% do volume importado é destinado a insumos e matéria prima, isso vai refletir diretamente nas indústrias”, afirma Marin.

Ainda segundo o especialista, o consumidor final não será beneficiado imediatamente, já que os preços das mercadorias nas gôndolas dos supermercados não devem diminuir. “Acredito que não vamos ter o reflexo de redução de preço imediato em função da crise gerada pela pandemia, onde a maioria dos empresários não conseguiu repassar o aumento dos custos logísticos e de abastecimento dos insumos”, explica o especialista.

Frete marítimo subiu mais de 700% na pandemia

Os impactos da crise econômica gerada pela Covid-19 afetaram diretamente o custo do frete marítimo, que teve um aumento de mais de 700%, se comparado com o período anterior a pandemia. Para se ter uma ideia, o custo do frete de um contêiner de 40 pés da China para o Brasil chegou a custar aproximadamente US$ 14 mil, o que atualmente está em torno de US$6,5 mil. Entretanto, com a redução da alíquota do AFRMM de 25% para 8%, o custo do frete caiu para R$ 5,9 mil, no mesmo contêiner.

“A redução da taxa chega em um momento importante e vai ajudar a equilibrar os custos de importação, já que o valor do frete marítimo disparou no período da pandemia e, recentemente, voltou a cair”, conclui Marin.




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