domingo, 03 de julho de 2022
01/07/2022

Transporte de cargas por cabotagem pode ajudar a diminuir frete e preço das mercadorias


O Programa de Estímulo à Cabotagem, conhecido como BR do Mar, deve contribuir não apenas para diversificar a matriz de transporte de cargas do Brasil — dependente do modal rodoviário — como baratear o custo do frete e dos produtos transportados por longas distâncias, aponta estudo do Observatório Nacional de Transporte e Logística (ONTL). 

Uma simulação do ONTL mostra que, para movimentar aproximadamente 38 mil TEUs (unidade de medida), ao longo de um determinado período, entre os portos de Suape (PE) e Santos (SP), são necessários 14 navios com um custo estimado em R$ 88 milhões. Por rodovia, o mesmo volume de carga demandaria 20 mil caminhões e custaria 400% a mais. 

O deputado federal Sergio Souza (MDB-PR) afirma que durante os últimos cem anos o Brasil priorizou o modal rodoviário, mas que a predominância do transporte por caminhões aliada à precarização das ferrovias e da cabotagem (navegação entre portos do mesmo país) encarece o frete e, por consequência, as mercadorias. “Um país caro perde competitividade no mercado internacional", destaca. 

Segundo o parlamentar, com o BR do Mar, os produtos que são transportados por longas distâncias tendem a ficar mais baratos. “Nós temos uma BR do Mar que vai permitir uma cabotagem e uma redução de custo de produção enorme no Brasil, porque era mais barato eu mandar do meu estado, o Paraná, um caminhão de mantimentos para o Nordeste do que mandar para o porto e mandar do porto ao porto no Nordeste. Então isso é inadmissível”, pontua. 

Além de reduzir os custos de logística para longas distâncias, a cabotagem ajuda a diminuir o número de acidentes nas estradas e a diminuir as emissões de carbono, segundo a Empresa de Planejamento e Logística (EPL).  

Diversidade 

Além da cabotagem, o governo e o Congresso Nacional adotaram outras medidas com o objetivo de reequilibrar a participação dos diferentes modais na matriz de transportes do país. O marco legal das ferrovias, por exemplo, tem potencial para aumentar de 20% para 40% a parcela dos trens na matriz. 

Para Gilberto Gomes, especialista em infraestrutura, a agenda do governo federal e do Legislativo para o setor desde 2019 é marcada por medidas liberais que, diante da baixa capacidade de investimentos públicos, atraíram o capital privado para promover a modernização e diversificação da matriz de transportes do país. 

“Se pegarmos, por exemplo, as reformas no setor de ferrovias, há praticamente uma revolução, em que você deixa de fazer ferrovias com investimentos públicos a partir de concessões para possibilitar que particulares construam suas próprias ferrovias por meio de autorização”, avalia. 

“Isso mostra que nós vamos ter uma possibilidade num futuro próximo de termos uma redução do custo de produção devido à uma otimização dos modais de transportes”, acredita o deputado Sergio Souza. 

Números

De acordo com o Ministério da Infraestrutura, a navegação por cabotagem cresceu 5,6% em 2021 na comparação com o ano anterior. A expectativa, agora, é para ver como o modal se comporta em 2022, primeiro ano em vigor da lei que estimula a navegação entre portos brasileiros. 



Fonte: Brasil 61



Blog

Vendas de imóveis novos cresceram 12,8% em 2021

O mercado imobiliário brasileiro registrou saldo positivo no ano passado, apesar de problemas como o aumento dos preços e da inflação. O número de vendas de novos imóveis cresceu 12,8% em comparação com 2020. Os lançamentos de imóveis registraram aumento de 25,9% e a oferta final (imóveis não vendidos) fechou o período com 3,8% de crescimento.

Os dados são do estudo Indicadores Imobiliários Nacionais do 4º trimestre de 2021, feito pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai Nacional), em parceria com a Brain Inteligência Estratégica.
As informações foram divulgadas nesta segunda-feira (21) em coletiva online. Os dados coletados e analisados incluem 176 cidades, sendo 22 capitais.

Para o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, “o maior problema que a construção civil tem hoje é a ausência de mão de obra, pois o setor está muito aquecido. Isso porque, em 2020 e no primeiro semestre de 2021, as vendas foram muito boas e batemos recordes atrás de recordes. Os números consolidados de 2021 são positivos, mas isso precisa ser lido com atenção, porque no último trimestre a curva estabiliza e começa a decrescer”.

Segundo o estudo, os lançamentos e as vendas do segundo semestre de 2021 foram afetados pela mudança do cenário econômico e, principalmente, pelos efeitos do aumento de custos dos insumos da construção. Além disso, houve uma redução efetiva no poder de compra das famílias.

“Lá atras, falávamos que o aumento de custo não era compatível com o aumento de renda das pessoas. O IPCA [Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo] deve estar girando em torno de 10%, o Índice da Construção Civil está em torno de 20%, ou seja, o custo da construção subiu muito mais do que a capacidade de reposição dos salários.”.

De acordo com Celso Petrucci, presidente da Comissão da Indústria Imobiliária da CBIC, os preços dos imóveis registraram aumento de 6,12% no último trimestre de 2021, em relação ao trimestre anterior. Petrucci destaca que as construtoras não estavam repassando o aumento nos custos ao preço, mas que agora o consumidor final está absorvendo a subida nos preços dos materiais.

 

Intenção de compra

Nos últimos 12 meses a intenção de compra de imóveis pela população se manteve estável, com 5% da população afirmando que pretende comprar imóveis.

Segundo Marcos Kahtalian, sócio da Brain Inteligência Estratégica, 62% dos brasileiros não têm intenção de compra; 20% têm intenção, mas não começaram a procurar ativamente; 12% possuem intenção, mas procuraram apenas na internet; e 6% têm intenção e já começaram a visitar imóveis e stands de vendas. “Vontade de compra tem, a grande preocupação é se o imóvel cabe no bolso”.

Casa Verde e Amarela

No programa habitacional do governo Federal, o Casa Verde e Amarela (CVA), as vendas aumentaram 3,4% em 2021 em relação ao ano anterior. Para o presidente da CBIC, o mercado deve ser afetado positivamente pela nova curva de subsídios que entrará em vigor entre março e abril deste ano. A expectativa da é que a melhora nas vendas pode fazer com que os números dos indicadores fiquem próximos aos do ano passado. 

 
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Regional, com o aumento do preço dos insumos de construção, os valores dos imóveis se desenquadraram do programa Casa Verde e Amarela. Foram alteradas, então, a curva de subsídios, que varia com a renda, composição familiar ou localização da família. “O que fizemos foi aumentar o valor desse subsídio para mais famílias, especialmente as que recebem até R$ 2 mil. Isso diminui o risco dos agentes financeiros e melhora a condição de compra das famílias que são foco principal do programa”, afirmou, em entrevista ao portal do ministério, o secretário nacional de Habitação, Alfredo dos Santos.

O levantamento ainda analisou a participação do programa habitacional Casa Verde e Amarela no total de unidades lançadas e vendidas em todas as regiões brasileiras. No último trimestre de 2021, em relação ao trimestre anterior, o número de lançamentos subiu 28,3%, as vendas caíram 0,3% e a oferta final registrou 12,1% de alta.

No 4º trimestre, a participação do programa no total de unidades vendidas registrou leve queda em relação ao trimestre anterior, passando de 47% de todos os imóveis vendidos no Brasil para 45%. Em relação aos lançamentos, do total do 4º trimestre, 41% foram do Casa Verde e Amarela.
A região com o maior número de unidades vendidas pelo CVA no último trimestre de 2021 foi a Sudeste com 18.167, seguida do Nordeste com 5.248. A Região Sul teve 3.614 vendas pelo programa habitacional, o Centro-Oeste teve 1.660 e o Norte, 721.
 

Números

Em comparação com 2020, os lançamentos aumentaram 25,9%. A Região Sudeste liderou com crescimento de 32% e 159.662 unidades lançadas no período. Centro-Oeste registrou aumento de 29,3%, com 20.186 unidades lançadas, o Nordeste cresceu 22,1%, com 37.643 lançamentos. Na Região Sul foram 41.884 lançamentos e aumento de 11,8% e a Norte teve 6.303 lançamentos, com crescimento de 0,8%.

No comparativo entre o 3º trimestre de 2021 e o 4º, o valor geral lançado (VGL), que é a multiplicação do número de unidades lançadas com o valor cobrado por cada uma, a variação foi de 42,5%, somando R$ 42 bilhões. Em 2021, a variação foi de 48,9% em relação ao ano anterior, com VGL de R$ 116 bilhões. Em 2020, o valor foi de R$ 78 bilhões.

 
A oferta final aumentou 10,4% no 4º trimestre em relação ao anterior e chegou a 232.566 unidades ofertadas, não vendidas, em dezembro de 2021. Considerando a média de vendas dos últimos 12 meses, se não houver novos lançamentos, a oferta final poderia ser escoada em 10,7 meses, o que, na avaliação de Petrucci, não é muito.

No total do 4º trimestre, as vendas registraram aumento de 3,6%. Contudo, somente a região Sudeste registrou aumento nas vendas, com 15,5% e 39.556 unidades vendidas no trimestre. A região Norte foi a que registrou maior queda nas vendas no período, que chegou a 22,9%, com 1.428 unidades.

Considerando o ano de 2021 em relação a 2020, a Região Nordeste registrou maior percentual de crescimento, com 16,7% a mais nas vendas, seguida do Sudeste, com aumento de 14,3%, Centro-Oeste (11,1%), Sul (8,2%) e Norte com queda de 4,6%.
 

Fonte: Agência Brasil

Intermodal South America 2022 exige uso de máscaras e comprovante de esquema vacinal completo contra a Covid-19

Saúde e segurança em primeiro lugar! 2022 marca o retorno da Intermodal South America (o principal evento da América Latina para os setores logístico, intralogístico, de transporte de cargas, comércio exterior e de tecnologia associada a estes segmentos) aos pavilhões e o reencontro entre os principais players das cadeias de suprimentos, armazenagem e distribuição de todo o mundo. 

 

A volta à dinâmica dos eventos presenciais exigiu dos organizadores agilidade para atender a todos os protocolos de saúde e segurança exigidos e para oferecer ao mercado um ambiente seguro para os visitantes e profissionais que fazem a Intermodal acontecer. “Além de implementar todos os protocolos de segurança estabelecidos pelas autoridades locais e pelas organizações sanitárias internacionais, a Informa Markets coloca em prática as ações desenvolvidas no Informa AllSecure - um conjunto próprio de processos de saúde e segurança que tem o intuito de oferecer toda a tranquilidade e confiança aos participantes do evento, de maneira que se sintam parte de um ambiente controlado”, afirma o diretor da Intermodal e do portfólio de infraestrutura da Informa Markets Brasil, Hermano Pinto Jr.

 

Por isso, o uso de máscaras de proteção facial será obrigatório durante todo o evento - que será promovido de 15 a 17 de março de 2022, no São Paulo Expo, em São Paulo (SP) - , bem como a apresentação do comprovante vacinal completo contra a Covid-19 (por meio do aplicativo ConecteSUS ou da caderneta de vacinação física) na entrada da feira. Da mesma maneira, será realizada a aferição de temperatura de todo o público nos portões de acesso ao evento.

 

Outra medida adotada, com o intuito de evitar aglomerações no evento, está na forma como as credenciais dos visitantes serão emitidas: elas devem ser impressas pelos próprios inscritos e levadas à feira. Para isso, basta se inscreverem no site da Intermodal (www.intermodal.com.br) - ao fazê-lo, as credenciais serão enviadas automaticamente aos e-mails cadastrados, prontas para a impressão.

 

O evento presencial contará ainda com outras iniciativas de segurança, como: disponibilização de dispensers de álcool em gel nas áreas comuns da feira e controle de acesso ao pavilhão (de acordo com a capacidade estabelecida pela prefeitura de São Paulo). Sem contar uma estrutura intensificada de atendimento médico e sinalizações/orientações referentes aos cuidados contra a Covid-19 disponíveis em todo o evento.

 

Exposição e Programação - Destaque também para o exclusivo espaço de exposição e networking da Intermodal 2022, que já conta com mais de 200 marcas expositoras, nacionais e internacionais, e com as últimas novidades em produtos, serviços e tecnologias para os setores contemplados pelo evento. Entre as companhias com participação garantida estão nomes como: MSC, DHL, American Airlines, Brasil Terminal Portuário, Log-In Logística, Porto de Santos, Porto do Pecém, Porto do Rio Grande, JSL Logística, Jadlog, Brado Logística, DP World, Imetame Logística, Latam Cargo, Liebherr, Coopercarga, Brink’s, United Nations Freight Trading Logistics, Modal GR e muitas outras. Mais detalhes - https://bit.ly/3I4qHNP

 

Assim como para a inédita grade de programação do evento, que traz um amplo temário de debates com os principais especialistas e formadores de opinião do setor. À exemplo da XXV Conferência Nacional de Logística (CNL), promovida em parceria com a Associação Brasileira de Logística (Abralog), que propicia a discussão sobre Aceleração Digital, Colaboração e Excelência em Logística ao longo dos três dias de feira. Mais informações - https://bit.ly/3I3C2hg

 

“Tudo isso poderá ser acompanhado também de forma virtual, já que a Intermodal 2022 será realizada, pela primeira vez na história, em formato híbrido e os visitantes poderão acompanhá-la tanto fisicamente quanto virtualmente, com transmissão de toda a CNL e dos outros eventos de conteúdo programados, além de flashes exclusivos do que estará acontecendo dentro do pavilhão”, conclui Hermano.

 

Serviço:

 

Intermodal South America 2022

Quando: 15 a 17 de março de 2022.

Horário: Das 13 às 21 horas. 

Onde: São Paulo Expo - São Paulo (SP).

 

 

Sobre a Intermodal - www.intermodal.com.br

A Intermodal, hoje, se transformou em uma plataforma de negócios completa para os setores de logística, intralogística, transporte de cargas e comércio exterior, gerando negócios, relacionamentos e entregando conteúdos de qualidade em todos os ambientes: digital e físico, sinergicamente. Atualmente, possui uma base de dados qualificada, com mais de 150 mil contatos de profissionais do setor e diversos canais, como plataforma digital, website, redes sociais e uma plataforma de conteúdos e negócios exclusivos, com os quais consegue promover marcas, lançar produtos, gerar leads e realizar ações personalizadas para obtenção de um melhor retorno dos investimentos, com mais foco e assertividade.

 

Sobre a Informa Markets  

A Informa Markets cria plataformas para indústrias e mercados especializados em fazer negócios, inovar e crescer. Seu portfólio global é composto por mais de 550 eventos e marcas internacionais, sendo mais de 30 no Brasil, em mercados como Saúde e Nutrição, Infraestrutura, Construção, Alimentos e Bebidas, Agronegócio, Tecnologia e Telecom, Metal Mecânico, entre outros. Oferecendo aos clientes e parceiros em todo o mundo oportunidades de networking, de viver experiências e de fazer negócios por meio de feiras e eventos híbridos, conteúdo digital especializado e soluções de inteligência de mercado, construindo uma jornada de relacionamento e negócios entre empresas e mercados 365 dias por ano. Para mais informações, visite www.informamarkets.com.br ou entre em contato pelo e-mail institucional@informa.com

Contribuintes têm até sexta para regularizar débitos sobre impostos

Contribuintes catarinenses têm até a próxima sexta-feira, 25, para regularizarem seus débitos com Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD) com descontos que chegam a 90% nas multas e juros.

“Muitas empresas tiveram prejuízos na pandemia de Covid-19 e não conseguiram honrar seus compromissos. Por isso, no ano passado, a Secretaria da Fazenda solicitou a ampliação do prazo do Prefis junto ao Confaz até 25 de fevereiro”, explica a diretora de Administração Tributária (Diat) da Secretaria de Estado da Fazenda (SEF), Lenai Michels.

Podem ser objeto do Prefis os créditos tributários relativos ao ICMS, constituídos ou não, inscritos ou não em dívida ativa, inclusive os ajuizados, desde que os fatos geradores tenham ocorrido até 31 de maio de 2021. Para as empresas que tiveram dificuldades de manter o pagamento do ICMS em dia durante a pandemia de Covid-19, há a possibilidade de parcelamento, com abatimentos que variam entre 30% até 80% sobre as multas e juros, sendo possível parcelar os débitos em até 60 vezes, com desconto gradativo da multa e juros.

Para ITCMD, serão objeto do desconto mencionado acima os créditos tributários não constituídos de ofício, vencidos até 31 de maio de 2021; e constituídos de ofício, inscritos ou não em dívida ativa, até a mesma data.

Dúvidas e outras informações serão atendidas pela Central de Atendimento Fazendária, neste link, ou no 0800 048 1515, das 13h às 18h, de segunda a sexta-feira. A SEF/SC disponibilizou também o email: prefis2021@sef.sc.gov.br .

Também na sexta-feira, 25, termina o prazo para a regularização das inconsistências apresentadas nas Malhas Fiscais de 2020. A diretora da Diat alerta que a regularização deve ser realizada dentro do prazo, para evitar o início de fiscalização. “Após esse prazo, há o lançamento do crédito tributário de ofício, além da consequente aplicação de multa mais gravosa”, diz Lenai.

Para detalhes e encaminhamento das soluções, ela recomenda aos contabilistas a utilização do Sistema de Administração Tributária, no módulo Malhas Fiscais. No perfil para contabilistas, há um canal de comunicação para esclarecimento das dúvidas, via chat, com os auditores responsáveis, além de todas as informações pertinentes e instruções para regularização.

 

Luiz Carlos Hauly afirma que Brasil vai crescer 9% ao ano após reforma tributária

Para o economista Luiz Carlos Hauly, que defende a aprovação da reforma tributária (PEC 110/2019), uma saída válida para simplificar o sistema brasileira é a implementação de tecnologia para cobrança automática de impostos. O especialista em tributação destacou o modelo Abuhab 5.0, que cobra o imposto a partir da nota fiscal. 

“Ao fazer automatizado, nós vamos eliminar uma gordura trans enorme desse processo. Deixando as cadeias produtivas neutras, o Brasil vai se tornar o país com maior capacidade concorrencial do mundo, e vai crescer a 9% ao ano. Crédito frio, nota calçada, nota paralela, isso vai ser totalmente eliminado com automação proposta”, considerou. 

A declaração foi feita nesta sexta-feira (11), na Comissão Senado do Futuro (CSF), onde senadores e especialistas na área tributária se reuniram com  objetivo de debater a necessidade de reduzir a burocracia no sistema brasileiro de cobrança de impostos.

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O senador Izalci Lucas (PSDB-DF) também defendeu a modernização no sistema de cobrança de impostos. Segundo o parlamentar, o Brasil precisa investir mais em processos que diminuam burocracias que impedem o crescimento econômico e social do país. 

“Não dá para se ter uma boa arrecadação e um bom sistema funcionando se não houver um sistema informatizado, digitalizado. E, no Brasil, não tem. O próprio governo é totalmente analógico. No Brasil, temos um orçamento de R$ de 150 bilhões para a Saúde, mas não há controle de estoque de medicamento”, pontuou. 

Impactos imediatos 

Se a tecnologia sugerida for de fato implantada, os impactos serão imediatos no dia a dia das transações de consumo. A medida visa simplificar a comercialização de qualquer mercadoria.

Segundo o idealizador dessa ferramenta, o empresário e fundador do Destrava Brasil, Miguel Abuhab, o modelo já foi apresentado ao Fundo Monetário Internacional (FMI) em Washington, e para as principais instituições financeiras do Brasil.

“A nossa proposta é que o valor e o número da nota fiscal sejam integrados com o sistema bancário. O imposto passa a ser calculado e conferido pelo estado, o recolhimento é automático pelo sistema bancário, as transações bancárias passam a ter suporte contábil. Teremos uma carga tributária adequada na base do consumo e, finalmente, impostos não cumulativos”, explicou. 

A partir desse modelo, a cobrança do imposto será feita a cada circulação do dinheiro e não da mercadoria, como é atualmente. O tributo será retido de forma automática a cada pagamento de nota fiscal e ficará na cidade e estado onde se realiza o consumo. 

A expectativa é de que isso também acarrete o fim da cumulatividade de impostos para as empresas, e a partilha e a transferência diária da arrecadação do IBS (Imposto sobre bens e serviços) para a União, estados e municípios. Para o contribuinte, será o fim da autodeclaração e da maior parte da burocracia contábil. 
 



Fonte: Brasil 61

Pessoas físicas não contribuintes do ICMS passarão a pagar mais caro por produtos adquiridos em outros Estados

A partir de agora qualquer pessoa física não contribuinte do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) terá de pagar valores distintos na taxa ao adquirir produtos de outros estados.  A medida está regulamentada na Lei Complementar de nº 190, promulgada no dia 4 de janeiro de 2022.  Com a publicação do dispositivo, estima-se que, ao todo, a cobrança aumente em até 10% o preço médio dos produtos comercializados. 

Entretanto, de acordo com o advogado e especialista tributário Dr. João Carlos Martins, a exigência de arrecadação do diferencial de alíquota não poderá entrar em vigor ainda neste ano. “O formato desta lei é inconstitucional, pois ela não atende ao princípio da anterioridade, que estabelece a necessidade de uma antecipação anunciada nas reformas tributárias. Desse modo, as cobranças provenientes da legislação só poderão ocorrer a partir de janeiro de 2023”, ressalta o especialista.

O ICMS é conhecido por todos os empreendedores brasileiros cientes de suas devidas obrigações fiscais desde a sua criação por meio da Lei Complementar 87/1996, também conhecida como Lei Kandir. Esse imposto incide sobre diferentes tipos de mercadorias, sejam elas nacionais ou importadas, que visam à titularidade do produto pelo consumidor ao fim da prestação de serviços. No entanto, o tributo indireto acaba de receber mudanças em suas diretrizes jurídicas.

Com a divergência de determinações sobre a legislação, representantes do Comitê Nacional dos Secretários de Estado da Fazenda (Comsenfaz) afirmam que a lei não faz jus ao princípio da anualidade pelo fato de não se tratar de um novo tributo, mas de uma cobrança que já era regulamentada por meio do Convênio ICMS, Lei de n° 93/2015.

Essa norma de 2015 prevê que os Estados podem passar a exigir a diferença de alíquota do ICMS entre os estados, o DIFAL, a partir de abril desse mesmo ano em respeito à anterioridade nonagesimal, que faz jus à impossibilidade de cobrança dos tributos anteriores a 90 dias da instituição da legislação. No entanto, o Dr. João Carlos enfatiza que a cobrança poderá ser prorrogada para o próximo ano caso as empresas busquem assistência jurídica e tributária. 

“Conforme os Estados e o Distrito Federal divulgam em seus portais as informações cabíveis necessárias ao cumprimento das obrigações tributárias, é necessário que os empresários estejam atentos para reivindicar seus direitos intrínsecos garantidos pela Constituição”, reforça o especialista.

Sobre o Dr. João Carlos Martins - Administrador, Contador e Advogado, João Carlos Martins é também Diretor Contábil da Sena Martins, empresa especializada em consultoria administrativa financeira. Além disso, é diretor administrativo da Fênix Capital e diretor jurídico da João Carlos Martins Advocacia e um dos nomes mais experientes no ramo de atuação. O especialista também se dedica a consultorias empresariais tanto no Distrito Federal como em outras unidades da Federação.

Sine tem mais de 9 mil vagas abertas em Santa Catarina

Santa Catarina tem 9.228 vagas de emprego disponíveis pelo Sistema Nacional de Emprego (Sine/SC), órgão vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDE). As ofertas estão disponíveis em várias cidades e englobam como pré-requisito desde nível fundamental a superior. Além disso, 185 oportunidades são para pessoas com deficiência (PcD).

Para o diretor de Emprego e Renda da SDE, Diego Goulart, o Estado vem atingindo números recordes no que diz respeito à captação de vagas do Sine de Santa Catarina. “Vale destacar a importância da qualificação profissional para acessar as vagas disponíveis pelos contratantes. Há muitas oportunidades em Santa Catarina", aponta Goulart.

Para concorrer a uma das vagas disponibilizadas, os candidatos devem procurar uma das mais de 130 unidades do Sine. Para realizar o cadastro pessoalmente, é necessário apresentar documentos pessoais, como RG, CPF e carteira de trabalho.

Veja o endereço da sua cidade aqui

Devido a pandemia, o atendimento em algumas unidades está sendo feito via agendamento por telefone. Outra possibilidade é o acompanhamento das vagas via aplicativo do Governo Federal Sine Fácil, que pode ser baixado no smartphone ou tablet. Lá o trabalhador poderá conferir as oportunidades de emprego, candidatar-se a uma vaga e também dar entrada no seguro-desemprego. As mesmas funcionalidades também estão disponíveis no portal Emprega Brasil.

Caravana do Emprego em Indaial 

O Sistema Nacional do Emprego (Sine), da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDE), estará em Indaial na quinta e sexta-feira, 17 e 18, para divulgar oportunidades de emprego. A ação do Gente Catarina faz parte do programa Caravanas do Emprego que pretende aproximar ainda mais o empregador e o trabalhador.

A edição em Indaial vai ocorrer na quinta-feira, 17, na Rua Alameda Juiz de Fora, 69, no Bairro Benedito e na sexta-feira, 18 de fevereiro, no Centro Esportivo Bernardo Pisetta, Rua Leoberto Leal, Bairro Tapajós. O horário será das 8h às 16h.

Auxílio Brasil bate novo recorde de contemplados e chega a 18,05 milhões de famílias em fevereiro

O  Governo Federal inicia o pagamento do Auxílio Brasil de fevereiro nesta segunda-feira (14/02) para quem tem Número de Identificação Social (NIS) final 1. Neste mês, 556,54 mil novas famílias ingressam na folha de pagamento. Mais uma vez, todas as pessoas elegíveis foram selecionadas, mantendo a fila do programa zerada. Com as inclusões, o benefício bate novo recorde de contemplados em um mês, passando de 17,5 milhões para 18,05 milhões de famílias. O investimento total supera os R$ 7,3 bilhões.

“A cada mês, o Governo Federal reforça o compromisso com as pessoas mais vulneráveis do país, mostrando a preocupação em garantir a dignidade e promover a cidadania de todos. Mais uma vez, a gestão do Presidente Jair Bolsonaro alcança uma marca inédita, com o recorde que ultrapassa os 18 milhões de beneficiados”, destacou o ministro da Cidadania, João Roma.

Os pagamentos seguem o calendário habitual do programa, de acordo com o Número de Identificação Social (NIS). As transferências vão de 14 a 25 de fevereiro, sempre nos dias úteis.


Para serem habilitadas no programa, as famílias devem atender aos critérios de elegibilidade, ter os dados atualizados no Cadastro Único nos últimos 24 meses e não podem ter informações divergentes entre as declaradas no cadastro e as de outras bases do Governo Federal.

A seleção é feita de forma automática, considerando a estimativa de pobreza, a quantidade de famílias atendidas em cada município e o limite orçamentário anual do Auxílio Brasil, por meio do Sistema de Benefícios ao Cidadão (Sibec). Ao entrar no programa, as famílias recebem, pelos Correios, no endereço informado durante o cadastramento, duas cartas encaminhadas pela Caixa: a primeira com orientações gerais sobre o Auxílio Brasil e a segunda com o cartão para movimentação bancária do benefício.

O cartão é gerado automaticamente para todas as famílias que ingressam no Auxílio Brasil, em nome do responsável familiar. Com o cartão, a pessoa pode fazer saques parciais ou no valor integral do benefício. Além disso, pelo aplicativo Caixa Tem, o beneficiário pode pagar contas, realizar transferências e consultar extratos, entre outros serviços.

Incentivo à emancipação

Pelas regras do Auxílio Brasil, as famílias que tiverem aumento da renda mensal acima do valor estipulado para o perfil do programa, de R$ 210 por pessoa, e que apresentem em sua composição crianças, jovens de até 21 anos ou gestantes, e este aumento não ultrapassar o valor de R$ 525 por pessoa, poderão permanecer no programa por até 24 meses, sem que o benefício seja cancelado em razão desse aumento.

O objetivo é dar aos beneficiários a segurança de que eles terão o acompanhamento e a proteção de renda do Governo Federal durante o processo de construção da sua autonomia financeira.

“O programa é libertador. Se o beneficiário consegue um emprego com carteira assinada, ele não perde o programa social. Ganha o salário, mais um estímulo para superar a condição de pobreza. Nesse ano que a gente comemora 200 anos da Independência, é a certeza de poder marchar de cabeça erguida”, explicou o ministro João Roma.

Em caso de perda de renda após deixar o programa, a família pode solicitar novamente para ser atendida pelo Auxílio Brasil junto à gestão municipal. Com isso, caso atenda aos requisitos estabelecidos para o recebimento dos benefícios, a família terá prioridade na concessão do benefício.

A permanência no Auxílio Brasil depende, entre outras questões, do cumprimento de algumas condições que têm o objetivo de estimular as famílias a exercerem o direito de acesso às políticas públicas de assistência social, educação e saúde. Entre os critérios estão a frequência escolar mensal mínima de 60%, para crianças de quatro e cinco anos de idade, e de 75%, para as de seis a 21 anos, a observância do calendário nacional de vacinação instituído pelo Ministério da Saúde, o acompanhamento nutricional de crianças com até sete anos incompletos e o acompanhamento do pré-natal para as gestantes.

Notificações e serviço

As famílias incluídas na folha de pagamento do Auxílio Brasil em fevereiro já começaram a receber as notificações, mas a mensagem informa um valor parcial, pois a folha ainda está em processamento. Os valores totais, incluindo o Benefício Extraordinário, que elevou o valor mínimo do Auxílio Brasil para R$ 400 até dezembro de 2022, só estarão integralmente disponíveis nos canais de consulta a partir da próxima segunda-feira (14/02).

Há três canais de atendimento. O número 121, do Ministério da Cidadania, reúne informações e é a central para denúncias. O número 111 é o canal de Atendimento ao Cidadão da CAIXA e congrega informações sobre o cartão e o saque do benefício. Também é possível acompanhar as principais informações sobre o benefício pelo aplicativo Auxílio Brasil.

Com informações do Ministério da Cidadania

Índice de Atividades Turísticas fecha 2021 com alta superior a 21% no Brasil

OBrasil encerrou 2021 com alta de 21,1% no Índice de Atividades Turísticas, confirmando a tendência de recuperação do setor. É o que aponta a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) de dezembro do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta quinta-feira (10/02). Segundo o estudo, a taxa foi impactada principalmente pelos ramos de transporte aéreo, hotéis, restaurantes, rodoviário coletivo de passageiros e locação de automóveis.

O levantamento revela que houve avanços nos 12 locais investigados, com destaque para São Paulo (11,9%), Rio de Janeiro (16,9%), Minas Gerais (31,6%), Bahia (47,3%), Pernambuco (40,9%) e Rio Grande do Sul (39,0%). O índice também apresentou crescimento em dezembro frente a novembro de 2021, alcançando uma elevação de 3,5%. Trata-se da sétima taxa positiva nos últimos oito meses, período em que o setor acumula um ganho de 66,7%.

O ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, atribui os resultados, que cada vez mais se aproximam dos registrados antes da crise sanitária da Covid-19, ao empenho do Governo Federal em socorrer o segmento. “Desde o início da pandemia, agimos para reduzir ao máximo as perdas do setor. Disponibilizamos crédito a empresários, regulamos as relações de consumo e definimos protocolos sanitários para atividades turísticas. Esse trabalho segue até que o turismo recupere toda a força econômica que tinha antes da pandemia”, enfatiza.

“Desde o início da pandemia, agimos para reduzir ao máximo as perdas do setor. Disponibilizamos crédito a empresários, regulamos as relações de consumo e definimos protocolos sanitários para atividades turísticas. Esse trabalho segue até que o turismo recupere toda a força econômica que tinha antes da pandemia”, enfatiza o ministro do Turismo Gilson Machado.

Já na comparação entre os meses de dezembro de 2021 e de 2020, o Índice de Atividades Turísticas medido pelo IBGE registrou crescimento de 30,7%. A elevação foi verificada nas 12 Unidades da Federação onde o indicador é investigado, com destaque para os estados de São Paulo (34%), Minas Gerais (48,5%), Rio de Janeiro (17,6%), Rio Grande do Sul (57,2%) e Bahia (33,1%).

AVANÇOS 

Dados que refletem a movimentação de turistas no Brasil corroboram as perspectivas de recuperação do setor. Ao longo de 2021, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), por exemplo, mais de 62,5 milhões de pessoas foram transportadas nos aeroportos do país, número que representa um crescimento de 20,4% na comparação com o ano anterior (51,9 milhões de passageiros).

SEGURANÇA 

O Governo Federal, por meio do Ministério do Turismo disponibiliza gratuitamente o Selo Turismo Responsável, que indica o cumprimento de medidas de prevenção à Covid-19 por 15 atividades do ramo. Para obter a sinalização, o interessado deve estar em situação regular no Cadastur, o Cadastro Nacional de Prestadores de Serviços Turísticos. (Faça AQUI o registro). Depois, é preciso acessar o site do Selo, ler as orientações e declarar cumprir os pré-requisitos (Confira AQUI).

Com informações do Ministério do Turismo

IBGE prevê safra de 271,9 milhões de toneladas para 2022

A produção de cereais, leguminosas e oleaginosas estimada para 2022 deve totalizar o recorde de 271,9 milhões de toneladas, 7,4% acima (18,7 milhões de toneladas) da obtida em 2021 (253,2 milhões de toneladas).

O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola divulgado hoje (10), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indica que a área a ser colhida é de 71,2 milhões de hectares, 3,8% (2,6 milhões de hectares) maior que a de 2021 e 0,3% (217,2 mil hectares) maior do que o previsto em dezembro.

O arroz, o milho e a soja, os três principais produtos deste grupo, somados, representam 93% da estimativa da produção e respondem por 87,8% da área a ser colhida. Frente a 2021, houve acréscimos de 5,8% na área do milho (6,9% na primeira safra e 5,4% na segunda), de 7,2% na do algodão herbáceo e de 3,6% na da soja. Houve declínio de 0,9% na área do arroz e de 1,7% na do trigo.

Espera-se que a produção de soja totalize 131,8 milhões de toneladas, com redução de 4,7% em relação ao terceiro prognóstico, divulgado em janeiro, e de 2,3% na comparação com a produção do ano anterior. 

A produção de milho foi estimada em 109,9 milhões de toneladas, com crescimento de 0,9% frente ao mês anterior e 25,2% em relação a 2021. Já a estimativa de produção do arroz foi de 11 milhões de toneladas, queda de 4,9% frente ao produzido no ano passado.

Regiões

A região Nordeste foi a única a ter aumento (1,1%) em sua estimativa frente a dezembro. Ela deve produzir 24,4 milhões de toneladas (9% do total do país). O maior declínio foi no Sul (-5,7%), que deve somar 80,2 milhões de toneladas (29,5% do total). O Norte teve queda de 2,6% e deve chegar a 12 milhões de toneladas (4,4% do total), enquanto o Centro-Oeste, com declínio de 0,2%, deve produzir 128,4 milhões de toneladas, ou 47,2% da produção nacional. O Sudeste deverá produzir 26,8 milhões de toneladas (9,9% do total).

Entre os estados, Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, com participação de 28,5%, seguido pelo Rio Grande do Sul (14,1%), Paraná (13,1%), Goiás (9,9%), Mato Grosso do Sul (8,5%) e Minas Gerais (6,2%), que, somados, representaram 80,3% do total nacional.

As principais variações positivas nas estimativas da produção, em relação a dezembro, ocorreram no Piauí (267,9 mil toneladas), no Pará (179,5 mil toneladas), no Distrito Federal (35,3 mil toneladas), em Rondônia (35 mil toneladas), no Maranhão (5,4 mil toneladas) e no Rio de Janeiro (424 toneladas).

As principais variações negativas foram registradas no Paraná (-4 milhões de toneladas), em Santa Catarina (-860 mil toneladas), no Tocantins (-538,4 mil toneladas), em Mato Grosso (-336,3 mil toneladas) e no Ceará (-9,9 mil toneladas).

Índice Nacional da Construção Civil sobe 0,72% em janeiro

O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) avançou 0,72% em janeiro, o que significa 0,20 ponto percentual sobre o resultado de dezembro de 2021, quando cresceu 0,52%. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou hoje (9) o indicador, o resultado de janeiro foi o menor índice desde agosto de 2021.

No acumulado dos últimos 12 meses, a taxa alcançou 17,17%, ficando abaixo dos 18,65% registrados no período imediatamente anterior. Em janeiro de 2021, o índice ficou em 1,99%.

De acordo com o gerente do Sinapi, Augusto Oliveira, o início de 2022 foi marcado por menor pressão de aumento de preços. Oliveira destacou que janeiro foi o terceiro mês consecutivo em que a parcela dos materiais exerceu menor pressão na variação mensal. Em novembro, houve alta de 1,66%, mas em dezembro ficou em 0,76% e em janeiro, em 0,63%.

Quanto à mão de obra, ele disse que, nas categorias sem qualificação, pesou o aumento do salário mínimo nacional. “Fora os acordos coletivos em Alagoas, no Tocantins e no Piauí, janeiro teve como característica o impacto do aumento do salário mínimo nacional nas categorias sem qualificação, que têm piso muito perto desse valor. O reajuste de serventes e auxiliares não é relacionado aos dissídios captados, porque as empresas precisam se adequar ao novo piso nacional, que teve alta de 10,2%”, explicou.

O custo nacional da construção por metro quadrado, que fechou 2021 em R$ 1.514,52, chegou a R$ 1.525,48 em janeiro. Nesse valor, R$ 915,79 correspondem aos materiais e R$ 609,69 à mão de obra.

A variação na parcela dos materiais ficou em 0,63%, o que representa recuo de 0,13 ponto percentual na comparação com dezembro de 2021, que foi de 0,76%. Em relação a janeiro de 2021, houve alta de 2,96%, mas observa-se queda mais significativa, 2,33 pontos percentuais. “A inflação dos materiais está desacelerando. Estamos inclusive encontrando deflação em certos produtos como os pertencentes do segmento do aço”, informou.

Regiões

Em todos os estados, houve alta na parcela dos materiais em janeiro. A maior variação regional foi na Região Norte (1,24%), com os ajustes observados nas categorias profissionais no Tocantins. No Nordeste, o aumento ficou em 1,05%; no Sudeste, em 0,48%; no Sul, em 0,32%; e, no Centro-Oeste, em 0,79%.

Os custos regionais, por metro quadrado atingiram R$ 1.525,10 no Norte; R$ 1.433,20 no Nordeste; R$ 1.579,80 no Sudeste; R$ 1.599,93 no Sul e R$ 1.515,22 no Centro-Oeste.

A maior variação mensal entre os estados foi em Alagoas (4,30%), por causa da alta na parcela dos materiais e do dissídio coletivo registrado nas categorias profissionais. Tocantins, com 4,14%, e o Piauí, com 3,34%, também foram destaques.

Sinapi

Conforme o IBGE, a finalidade do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil, elaborado pelo IBGE e pela Caixa Econômica Federal, é a produção de séries mensais de custos e índices para o setor habitacional, bem como de séries mensais de salários medianos de mão de obra e preços medianos de materiais, máquinas e equipamentos e serviços da construção para os setores de saneamento básico, infraestrutura e habitação.

“As estatísticas do Sinapi são fundamentais na programação de investimentos, sobretudo para o setor público. Os preços e custos auxiliam na elaboração, análise e avaliação de orçamentos, enquanto os índices possibilitam a atualização dos valores das despesas nos contratos e orçamentos”, diz o IBGE.

Nove em cada dez municípios de SC criaram vagas de empregos em 2021

Santa Catarina encerrou 2021 com a criação de 167,9 mil postos de trabalho. O resultado representou que 92,2% dos 295 municípios catarinenses chegaram ao fim do ano passado com um saldo positivo na abertura de vagas formais de emprego. Conforme análise do Observatório FIESC, com base nos dados do Novo Caged, o percentual é o terceiro maior do Brasil e o maior da Região Sul do país.

O estado fica atrás apenas do Rio de Janeiro (96,74%) e do Espírito Santo (94,87%) no percentual de municípios que tiveram saldo positivo de empregos em 2021 e acima da proporção nacional, de 86,9% - sem considerar os municípios de Santa Catarina. O resultado também é o melhor do Sul do país, à frente de Paraná (91,9%) e do Rio Grande do Sul (88,5%).

De acordo com Gabriel Barni, analista de dados do Observatório FIESC, o desempenho de Santa Catarina corrobora a força dos municípios do estado e a diversidade da economia catarinense. O setor de Serviços foi responsável pelo maior número de vagas geradas no estado (66.806), em seguida vem a Indústria e Construção (66.229), Comércio (33.548) e Agropecuária (1.271).

Gestão baseada em dados

O acompanhamento do desempenho municipal de geração de vagas é um importante termômetro da economia local. Dados de emprego, renda média dos trabalhadores e setores mais aquecidos na contratação de profissionais também são indicadores que ajudam prefeituras a criar estratégias de desenvolvimento regional.

“Com o avanço na disponibilização de plataformas de dados abertos na última década, uma cultura analítica incentivada pela reutilização de dados passa a ser fundamental para o gestor público percorrer o ciclo de políticas públicas de forma responsiva: identificar o problema; formar a agenda e alternativas; tomar decisões; e implementar e avaliar a política pública” afirma Barni. O analista de dados está à frente do Cidade Única, uma plataforma que reúne informações das 5.570 cidades do Brasil e permite o monitoramento online dos principais indicadores econômicos, sociais e demográficos disponíveis.

De acordo com a analista de negócios do Sebrae/SC, Soraya Tonelli, o bom desempenho dos municípios catarinenses e a análise dos dados permitem que os administradores criem políticas públicas assertivas para o estímulo ao empreendedorismo. "O Sebrae/SC, por meio do sistema de inteligência municipal Cidade Única, vem apostando na análise de dados como protagonista na criação de planejamentos públicos eficientes e que vão ao encontro das reais necessidades dos municípios catarinenses. Por meio do Programa Cidade Empreendedora, estamos trabalhando com as lideranças públicas para fortalecer o ambiente de negócios do nosso estado e fazer com que dados positivos, como esses do Caged, sejam a regra no nosso estado, consolidando cada vez mais a força dos pequenos negócios e da nossa economia", comenta.

Sobre o Cidade Única

O Cidade Única é uma solução desenvolvida em uma parceria entre o Observatório de Negócios do Sebrae/SC e o Instituto Euvaldo Lodi, por meio do Observatório FIESC, que já está em funcionamento em 72 municípios catarinenses.

Ele permite monitorar indicadores dos 5.570 municípios do Brasil. São mais de duzentos indicadores sociais, demográficos e econômicos que contribuem para o desenvolvimento da inteligência analítica nas prefeituras.

O sistema é constantemente atualizado e abastecido por dados oficiais provenientes de mais de 40 bases públicas, com pelo menos cinco anos de série histórica, o que permite o acompanhamento do desempenho de cada município em nove eixos: Demografia, Social, Infraestrutura, Orçamento Público, Economia, Setor Primário, Saúde, Educação e Potencial de Consumo.

O acesso é online, simplificado e dinâmico. Em alguns cliques, o gestor público municipal pode acompanhar os principais indicadores de sua e de outras cidades brasileiras, cruzando informações de diferentes eixos temáticos e verificando a evolução dos dados ao longo do tempo.

Acesse em www.cidadeunica.com.br

Ranking dos 20 municípios com maior saldo de empregos em SC 2021

Arquivo

Itapema ganha Central de Vendas da Embraed

 A EMBRAED, construtora reconhecida como uma das maiores e melhores empresas do país segundo a revista Exame, e com 43 edifícios de luxo já entregues em Balneário Camboriú (SC), acaba de inaugurar uma Central de Vendas em Itapema. A cidade foi escolhida para a construção do L’Atelier Concept Homes, edifício, com quase 200 metros de altura, que inclusive deve entrar no ranking dos mais altos do país.
Interessados podem visitar a Central de Vendas da construtora, em Itapema, na avenida Nereu Ramos, 4514, esquina com a rua 268, segunda a sábado, das 9h às 21h. 

O L’Atelier ficará a apenas 100 metros da praia de Itapema, SC e terá uma torre com 61 pavimentos, sendo dois apartamentos por andar. As plantas têm 213,72 m² e também duas coberturas duplexs com 427,44 m², incluindo terraço com piscina privativa de 31,15m². A previsão é que o empreendimento seja entregue em setembro de 2027. O valor médio dos apartamentos é de e preço médio de R$ 3,6 milhões.

Sempre preocupada com os detalhes, a Embraed vai entregará os apartamentos com rebaixo de gesso em todos os ambientes, porcelanato de grandes formatos, tomadas USB e, persianas motorizadas nas suítes. Também possuem infraestrutura para automação de itens como: iluminação, áudio e vídeo, climatização, cortinas, persianas e banheira. Além de vaga de garagem com ponto próprio de abastecimento de carros elétricos (um por apartamento) e vagas próprias para bicicletas no ‘bike station’.

Outra preocupação da construtora é com as questões de segurança, por conta disso, as áreas comuns terão controle de acesso por biometria ou senha. Já as áreas de acesso de serviço e social serão entregues com reconhecimento facial, além de todo o empreendimento ter monitoramento por câmeras. A guarita ainda terá controle automatizado de itens como: iluminação, sonorização e climatização em todos os ambientes de lazer e áreas comuns. 

Sobre a EMBRAED Empreendimentos
Desde 1984, a EMBRAED atua na incorporação e construção de empreendimentos de alto luxo em Santa Catarina. É referência internacional pela excelência de produtos, reconhecida pela incomparável qualidade dos empreendimentos. Os edifícios são considerados verdadeiras obras de arte com acabamentos exclusivos em vidro, madeira, pedras nobres e gesso feitos em ateliês próprios. Possui alta confiabilidade, resultado da gestão baseada nas mais modernas práticas de governança corporativa, além de ações de responsabilidade social e ambiental.  
www.embraed.com.br

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