sábado, 18 de maio de 2024
12/04/2024 09:35

Engie e WEG testam resistência de aerogerador desenvolvido em SC

Produzido em Jaraguá do Sul e instalado em Tubarão, o equipamento teve comprovada a sua capacidade de permanecer conectado em caso de instabilidade na rede

Engie Brasil Energia e WEG realizaram pela primeira vez no país, em uma turbina eólica, o chamado “ensaio de afundamento de tensão” (Low Voltage Ride Through, LVRT, na sigla original em inglês). O objetivo é cumprir requisitos técnicos de segurança, confiabilidade e eficiência do sistema, especificados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

Com o aumento expressivo das energias renováveis variáveis no Brasil, como a eólica e a solar, esse tipo de ensaio deve passar a ser exigido pelo ONS, com vistas a mitigar riscos sistêmicos de blecautes. O procedimento foi mais um dos pontos de inovação do P&D Eólico desenvolvido pela Engie em parceria com a WEG e a Celesc, para se adiantar a essa futura demanda do setor.

“Os testes de afundamento de tensão faziam parte desde o início do projeto e acabaram acontecendo em um momento muito importante para o sistema elétrico brasileiro que vem sofrendo com algumas instabilidades. Estes testes vêm para trazer confiabilidade na performance durante transientes da rede”, explica João Paulo Gualberto da Silva, diretor superintendente da WEG Energia.

Ao todo foram realizados 172 testes, que serviram para a WEG alterar parâmetros, validar e otimizar o produto para resistência a esse tipo de distúrbio do sistema. Os procedimentos foram acompanhados por um grupo do ONS, técnicos do Instituto SENAI de Inovação em Energias Renováveis, como proprietário da UMGAT (Unidade Móvel Geradora de Afundamento de Tensão), e da Barlovento, empresa espanhola responsável pela realização do ensaio.

Primeiro aerogerador nacional
Com potência de 4,2 MW, o aerogerador foi desenvolvido com a união de esforços de Engie, WEG, e CELESC é o primeiro do tipo criado e produzido no Brasil. Instalado no parque experimental de P&D da Engie, em Tubarão, o equipamento foi projetado e fabricado pela WEG, na sua planta de Jaraguá do Sul. O projeto foi realizado no âmbito do Programa de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PDI) regulado pela ANEEL.

“Esse P&D comprova que a sinergia entre grandes empresas é um importante acelerador do desenvolvimento do país. Os resultados desse ensaio valorizam a cadeia como um todo, desde os desenvolvedores do aerogerador até os geradores que aplicam a tecnologia em seus parques”, comenta Felipe Rejes de Simoni, gerente de performance e inovação da Engie.

Ao longo de seu desenvolvimento, o projeto se consolidou como o maior P&D da Engie no Brasil, com mais de R$ 80 milhões investidos. O gerador e os equipamentos de suporte, juntos, pesam 201,3 toneladas e foram produzidos pela WEG em sua matriz e validados na maior estrutura de testes de aerogeradores da América, apta a atender futuras plataformas de até 6 MW. Já as pás eólicas foram fabricadas pela empresa Aeris, em Caucaia, no Ceará.

Com informações da Engie.




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