segunda, 08 de agosto de 2022
05/05/2022 16:32

A crise dos contêineres no mundo também afeta o Brasil


A Agência Nacional de Transporte Aquaviário (Antaq) pode responsabilizar os armadores (donos de navio) por parte do problema da escassez de contêineres que surgiu com a pandemia da covid-19. Para isso, a agência vai acompanhar de perto a programação de rotas para os portos brasileiros. A proposta é reduzir, ao máximo, o impacto dessa crise, que é mundial. A falta de logística global para suportar a retomada da economia mundial com a pandemia e novo gerou um congestionamento de transportes terrestres e contêineres ocasionando na demora de transportes marítimos, encarecimento do aluguel dos contêineres, aumento do comodities e consequentemente afetando o consumidor final por conta da elevação dos custos dos produtos.
Os problemas nos USA e Europa se deram, basicamente, devido à grande quantidade de contêineres represados na China e a retomada dos embarques (devido à COVID). Com isso, os portos tiveram que agilizar as retiradas dos contêineres dos pátios para dar vazão à crescente chegada de navios. No entanto, tanto USA quanto Europa enfrentam um sério problema na logística terrestre devido à falta de motoristas de caminhões. O que vem resultando em um gargalo logístico interno e começando a gerar atrasos no transporte marítimo, devido ao acúmulo de bens e mercadorias parados.
Desde 2020, a logística global tem sofrido com os efeitos da pandemia, que provocaram falta de contêineres e de capacidade nas embarcações, atrasos nas escalas dos navios, congestionamentos nos portos e aumento do preço nos fretes marítimos. Mesmo antes dos “lockdowns” chineses, já não havia expectativa de normalização dos fluxos neste ano.
Segundo o Rodrigo Paiva diretor da Mind-Infra, no Brasil, até o momento o volume de importações de containers tem suprido a demanda até o momento. Em 2020 houve grande movimento de reposicionamento no mercado geral, havendo alto volume de containers vazios importados. Esse volume diminuiu em 2021, exatamente pela compensação do volume de containers cheios importados. Esses containers são desovados e depois redirecionados a exportadores, para exportação ou cabotagem. Assim, graças a esse movimento de importação, o Brasil ainda não sofreu intensivamente com o problema identificado na Europa e USA, informou Rodrigo Paiva.  
Na prática, o desajuste no setor veio do fechamento de portos somado ao aquecimento do comércio internacional. De um lado, exportadores são penalizados com atrasos na entrega de produtos, alta de preço do frete e cobranças pelo tempo de permanência da carga nos portos. De outro, os terminais portuários convivem com a perda de produtividade com pátios lotados.

No Brasil o aumento dos cheios compensa o movimento de vazios. No mundo inteiro os contêineres ficaram represados no porto ou no cliente. A falta de logística interna deles gerou um atraso quebrando toda a cadeia.


Crédito da foto: Banco de Imagens - Site pixabay




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