sexta, 12 de agosto de 2022
04/04/2022 14:13

SC: Indústria gerou mais empregos que todos os outros setores somados em janeiro

Saldo de postos de trabalho com carteira assinada no estado foi de 23.422. Mais de metade das vagas foram criadas pela indústria

A indústria de Santa Catarina gerou mais empregos que a soma das contratações do comércio, da agricultura e do setor de serviços em janeiro deste ano. O setor registrou saldo positivo de 12.900 vagas de carteira assinada. Os dados são Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged)

O desempenho do setor em Santa Catarina reflete a performance da indústria no nível nacional. De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o emprego no setor aumentou 0,1% no primeiro mês do ano. O índice vem subindo desde novembro e acumula alta de 0,5% no período. 

Além disso, o faturamento real da indústria de transformação cresceu 2,8% em janeiro de 2022. Foi a terceira alta consecutiva do indicador, que já havia crescido em novembro e dezembro. A alta acumulada nesse período é de 6,6%. Apesar do bom resultado em ambos os indicadores, o economista Benito Salomão destaca que é preciso esperar mais para ver se a retomada da atividade industrial é sustentável. 

“Eu acho que ainda é cedo para falar em uma recuperação da indústria, porque você está utilizando só dois indicadores: faturamento, que cresceu, e emprego, que cresceu, mas levemente, uma alta de 0,1%, praticamente uma estabilidade. Se você olhar as horas trabalhadas, esse indicador está estável. Se você olhar a produção, a produção está em queda”, avalia. 

“Esse aumento do faturamento, na verdade, pode estar significando simplesmente uma alta de preço e não, necessariamente, uma expansão do setor como a gente gostaria”, completa Benito. 

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O deputado federal Gilson Marques (Novo-SC) destaca que os resultados são positivos, mas que o indicador de faturamento pode ser enganoso. “As empresas podem, por exemplo, eventualmente, estar vendendo a mesma quantidade de produtos, só que por conta do valor inflacionado, acabam faturando mais. Isso não significa que isso reverte em mais lucro. Geralmente, o lucro até pode ser menor, porque a alíquota do imposto sobre o produto agrega também o valor inflacionado. Então, não é porque a empresa fatura mais que houve mais lucro. É preciso ter cuidado”, destaca. 

A cautela do deputado e do especialista encontra respaldo no indicador que mede a Utilização da Capacidade Instalada (UCI). Em outras palavras, é o índice que mede o quanto das máquinas e equipamentos da indústria estão em uso para atender à demanda. Segundo a CNI, a UCI caiu 0,3% entre dezembro de 2021 e janeiro de 2022, e chegou a 79,1%. A queda foi a sétima consecutiva. Em junho do ano passado, a UCI alcançou 83,3%, o ponto mais alto desde 2014. 

Na prática, significa que há mais máquinas e equipamentos parados do que havia em junho de 2021. “O poder de compra do cidadão brasileiro está cada vez menor. Se o poder de compra está menor, ele consegue, obviamente, comprar menos. Se ele consegue comprar menos, as empresas e indústrias produzem menos. É algo muito simples”, diz o deputado Gilson Marques. 

Outros indicadores
As horas trabalhadas na produção permaneceram praticamente estáveis entre dezembro de 2021 e janeiro de 2022. Houve recuo de 0,1%, segundo a CNI. Mesmo assim, o indicador está acima do registrado no início de 2021 e antes do início da pandemia. O rendimento médio real também cresceu no primeiro mês de 2022: 4,2%. No entanto, segue abaixo do registrado no mesmo mês de 2021. Já a massa salarial subiu pelo terceiro mês seguido, totalizando crescimento de 5,7% no período. 



Fonte: Brasil 61




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