segunda, 08 de março de 2021
08/12/2020 13:29

SC registra recorde de importações em novembro


Segundo dados divulgados pelo Ministério da Economia nesta segunda-feira (7), Santa Catarina desembolsou US$ 1,85 bilhão com importações em novembro. Este é o maior valor já registrado desde o início da série histórica, em 1997. O resultado representa um alta de 24% em relação a outubro e de 43% na comparação com novembro do ano passado. 

O crescimento nas compras no mercado externo foi puxado pela alta na aquisição de insumos industriais. A importação de cobre, por exemplo, mais que dobrou em um ano, passando de US$ 51 milhões em novembro de 2019 para US$ 117 milhões neste ano. No período, o volume importado do produto passou de 8,6 mil toneladas para 17,2 mil toneladas.

Além do cobre, os principais itens da pauta foram ureia (US$ 47 milhões), PVC (US$ 30 milhões), alumínio (US$ 25 milhões) e filamentos sintéticos (US$ 24 milhões). O principal produto importado não relacionado a um insumo industrial foram os automóveis (US$ 21 milhões).

Além destes, a lista contempla ainda diversos itens, como outros insumos industriais, bens de consumo, alimentos, e máquinas e equipamentos.

A questão das matérias-primas tem sido um desafio na recuperação da economia. Segundo a Federação das Indústrias de SC (Fiesc), 50,5% das empresas do setor não aumentar sua produção devido à falta de insumos. Isso acontece porque a velocidade na retomada pressionou a demanda, tornando a produção atual insuficiente.


 

Principais parceiros

Em novembro, o principal país de origem das importações catarinenses foi a China, com US$ 695 milhões. O destaque foi a compra de dispositivos semicondutores (US$ 20 milhões) - muito utilizados em indústrias de motores elétricos -, e filamentos sintéticos (US$ 18 milhões) - importante insumo para o setor têxtil.

O segundo principal parceiro de Santa Catarina foi o Chile (US$ 158 milhões), impulsionado principalmente pela compra de cobre refinado. Na sequência aparecem os Estados Unidos (US$ 120 milhões), Argentina (US$ 95 milhões) e Alemanha (US$ 84 milhões).




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