sexta, 29 de maio de 2020
07/04/2020 14:58

Pesca industrial da tainha está limitada a 10 traineiras e cota de 628 toneladas

A medida não contempla 10% da frota e desagrada o setor

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou na última segunda-feira, 6, a Instrução Normativa (IN) 07/2020, que estabelece as cotas de captura de tainha para a temporada de 2020. Segundo os critérios da IN, cerca de dez embarcações de cerco [traineiras] poderão partir para a captura e a cota para este ano é de 627,8 toneladas, no período compreendido entre 1º de junho e 31 de julho de. Nessa modalidade, a cota individual de cada embarcação é de 50 toneladas. Para a modalidade de emalhe anilhado, cuja temporada vai de 15 de maio a 31 de julho, a cota para a frota é de 1.196 toneladas para frota de emalhe anilhado de Santa Catarina.

O volume determinado pelo Mapa ficou bem aquém do esperado pelo setor. O coordenador da Câmara Setorial de Cerco do Sindicato dos Armadores e das Indústrias da Pesca de Itajaí e Região (Sindipi), Agnaldo Hilton dos Santos, diz que a IN não agrada o setor pesqueiro. “Lamentavelmente a gente vem acompanhando as safras, no ano passado deu bastante tainha, nos anteriores também, mas segundo o relatório que embasa a IN não condiz com essa realidade”, diz Santos.

O armador de pesca defende que, em vez de apenas embasar as decisões por meio de estudos, a Secretaria de Agricultura e Pesca e o Mapa também ouvissem o setor para a edição das INs. “Nós temos uma frota de 102 embarcações e nem 10% dessa frota será contemplada. Estamos buscando agora avaliar esse relatório que fundamentou a IN, para que tenhamos uma ideia do que levou o Mapa a tomar essa decisão”, diz Santos.




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