sábado, 05 de dezembro de 2020
13/03/2020 10:17

Coronavírus ainda não impacta no Complexo Portuário do Itajaí

Um dos primeiros impactos sentidos em todo o mundo é a redução no número de navios em tráfego, não só porque o mercado desaqueceu, mas também porque vários portos da China estão com menos gente trabalhando e isso reduz a velocidade de movimentação das cargas

A epidemia do coronavírus, que vem impactando nas operações de comércio exterior em nível global, ainda não interfere nas operações do Complexo Portuário do Itajaí. O terminal Portonave [em Navegantes e que detém a maior fatia das operações na foz do Rio Itajaí-Açu] informa que ainda não sente os impactos.

“O mês de fevereiro fechamos com volume de movimentação superior ao mesmo período do ano passado. Possivelmente haverá algum impacto nas próximas semanas, mas não temos como mensurar agora”, informou a Portonave em nota. Por meio de sua Assessoria de Comunicação Social a APM Terminals Itajaí afirma que tem acompanhado a situação do COVID-19 em todo o mundo, com foco em buscar alternativas para melhor seus nossos clientes, e garante que neste momento, ainda não há reflexos do COVID-19 nas operações do Terminal em Itajaí.

“Além disso, temos acompanhado diariamente os avanços da doença e adotado todas as orientações globais da OMS e das autoridades brasileiras, visando a saúde e o bem-estar de nossos colaboradores, clientes e parceiros”, disse em nota.

No entanto, existe a tendência de que essa retração, que vem sendo observada nas operações em todo o planeta, também chegue à região. Segundo projeções do Sindicato das Empresas de Comércio Exterior do Estado de Santa Catarina (Sinditrade), deve ocorrer uma retração no volume de negócios de até 5%, o que representa muito quando se fala em uma cadeia de serviços mundial.

Um dos primeiros impactos sentidos em todo o mundo é a redução no número de navios em tráfego, não só porque o mercado desaqueceu, mas também porque vários portos da China estão com menos gente trabalhando e isso reduz a velocidade de movimentação das cargas. O que atrasa as viagens e provoca a reação em cadeia.

Isso reduz o espaço para os contêineres e, consequentemente, o aumento nos custos do frete. Outro impacto é que, como a China é o maior impactado pela epidemia [e também o maior parceiro comercial do Brasil], muitas indústrias paralisaram suas atividades e os estoques estão muito reduzidos.

Esse  cenário faz com que as mercadorias que deveriam ser exportadas para o Brasil não sejam embarcadas, o que num futuro bem breve vai impactar na falta de contêineres para o Brasil exportar seus produtos. Justamente num momento em que, pelo desabastecimento, a China certamente ampliaria suas importações da agroindústria brasileira.




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