terça, 26 de maio de 2020
11/03/2020 16:38

Univali realiza o monitoramento do habitat da sardinha e do atum

Projeto é custeado por empresas do setor pesqueiro

Pesquisadores da Universidade do Vale do Itajaí (Univali) monitoram, desde julho do ano passado, o habitat da sardinha e do atum, no Sul e Sudeste do Brasil. O projeto une tecnologia e pesquisa, por meio de relatórios permanentes de monitoramento ambiental e previsão climática, que auxiliam na otimização da operação da pesca e na economia de combustível.

O trabalho é custeado pelas empresas Gomes da Costa, que tem sede em Itajaí, e Camil, de Navegantes (SC), com o apoio do Sindicato dos Armadores e das Indústrias da Pesca de Itajaí e Região, sob a condução de uma equipe de doutores da Universidade. O grupo gera dois relatórios semanais que são enviados às empresas e, diariamente, relatórios internos para análise e obtenção de histórico. Nos relatórios, constam informações sobre as condicionantes ambientais da área de ocorrência da sardinha e do atum, a partir de informações de satélites, como, por exemplo: temperatura da superfície do mar, cor do oceano (plâncton), altura do nível do mar e deslocamento das massas de água, além de anomalias temporais observadas. O projeto analisará ainda dados fornecidos pela frota pesqueira sobre a abundância da sardinha, durante as safras de 2019 a 2022, com a participação da equipe envolvida em saídas rotineiras em diferentes setores da costa e de informes de captura. De forma simultânea, são utilizados dados de modelos oceânicos 3D para obtenção de informações de temperatura de sub-superfície, salinidade e termoclina, e acompanha-se fenômenos climáticos do planeta.

Os mestres dos barcos contemplados neste projeto podem interpretar todos esses dados e previsões e recebem relatórios que indicam as áreas com maior potencial para a ocorrência de sardinha e de atum, correlacionando as informações com as capturas da frota para que se analise e estabeleça um modelo de predição de ocorrência das espécies.

O professor Paulo Ricardo Schwingel, oceanógrafo, mestre em Oceanografia Biológica e doutor em Ciências Naturais, responsável pelo Laboratório de Ecossistemas Aquáticos e Pesqueiros da Escola do Mar, Ciência e Tecnologia da Univali, coordena o projeto junto com o professor Lauro Madureira, oceanógrafo geológico e biológico, doutor em Hidroacústica Aplicada e Recursos Marinhos. Marcelo Peres de Pinho, engenheiro de Computação da empresa Nova Pesca, mestre e doutor em Oceanografia Física, Química e Geológica, e José Faccin, biólogo, mestre e doutor em Ciência e Tecnologia Ambiental pela Univali, da ProScience Data, também compõe o grupo de doutores envolvidos na iniciativa.

“Este trabalho ocorre de forma permanente durante a vigência do projeto, inclusive nos períodos de defeso. Trata-se de uma iniciativa em que as empresas da indústria pesqueira estão incentivando a pesquisa, o que permitirá a diminuição dos deslocamentos das embarcações em áreas de baixo potencial de captura, do tempo de procura, dos custos operacionais e da queima de combustível fóssil, o que consequentemente, contribui para a redução da emissão de Gases de Efeito Estufa", comenta o professor Paulo Ricardo Schwingel.




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